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Jogos de Estilizado de Graça para Baixar

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Manual Seatrax 6032

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26 de Junho de 2000

Introdução
Leia cuidadosamente o manual de instruções e
de regras de segurança.
Este manual foi elaborado de forma a dar ao operador e equipe de manutenção, informações
referentes ao cuidado, operação e manutenção dos SeaTrax® guindastes hidráulicos marítimos.

Os gráficos de classificação de cargas, colocados próximo ao console do operador, definem as


limitações de levantamento deste guindaste especificamente. Deve ficar esclarecido que, em um
guindaste de levantamento montado sobre um pedestal, as cargas máximas listadas na placa de
classificação de cargas encontram-se limitadas por outros fatores, além da inclinação, tais como a
resistência estrutural, cabo de aço, etc. Mesmo que o equipamento possa parecer ser capaz de
levantar cargas maiores do que aquelas listas nas placas de classificação de cargas, nunca exceder
as cargas e/ou condições constantes nestas placas.

Por conveniência, este manual de instrução foi dividido em seções. Familiarize-se com este manual
de forma que você possa localizar facilmente qualquer informação requerida.

As regras de segurança incluídas neste manual representam um conjunto mínimo de padrões para
uma operação segura. Todos os operadores deverão estar familiarizados com estas regras e segui-
las sempre. As regras estabelecidas, entretanto, não podem cobrir todas as situações que possam
ocorrer durante o trabalho. Conseqüentemente os operadores devem suplementar as regras com seu
próprio bom senso e experiência.

Operação
Esta é a mais importante área relativa a segurança, pois é a que possibilita maior freqüência de
exposição a risco de acidentes. O operador deverá estar atento e ser capaz de compreender e
aplicar as regras de segurança operacional estabelecidas. Ele deverá estar habilitado a atuar com
bom senso ao lidar com diversas situações que não podem ser previstas e mencionadas neste
manual. Desde que o fabricante não tem um controle direto sobre o emprego da máquina ou
operação, conformidade com uma boa prática de segurança nesta área é de responsabilidade do
usuário e de sua equipe operacional.

Cargas Estabelecidas
Nunca exceda os valores do fabricante. Os valores estipulados pertinentes as cargas deverão ser
cuidadosamente observados. Se as condições requeridas não estiverem presentes, todo conjunto de
cargas estabelecidas padrão não poderá ser empregado e os valores deverão ser ajustados para
baixo a fim de prevenir o risco de acidentes.

Classificações Baseadas na Competência Estrutural e Hidráulica


Todos os valores definidos nos diagramas de classificação de cargas são baseados na competência
estrutural ou hidráulica do equipamento, em vez da estabilidade. Não é seguro aplicar qualquer
carga que seja superior àquela estabelecida no diagrama para aquele raio e condição.

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Inspeção e Manutenção
Os componentes, em qualquer equipamento, ficam sujeitos ao desgaste, deterioração ou dano, o
que limitam sua vida útil. Quando novas todas as peças foram confeccionadas com resistência
adicional contra condições desconhecidas e uma razoável perda de resistência devido a sua gradual
deterioração. Contudo, se a manutenção e lubrificação forem negligenciadas, estas peças podem
eventualmente atingir uma condição em que criem um risco de acidente de segurança. Falha em
manter os ajustes corretos dos vários mecanismos, a fim de assegurar um desempenho adequado
do guindaste, pode vir a criar também um risco de acidente de segurança. Os ajustes hidráulicos da
válvula de alívio nunca deverão exceder a pressão especificada sem o consentimento do fabricante.
O reajuste, quando necessário, deverá ser executado por um técnico qualificado e competente.
Desde que o fabricante não possui nenhum controle direto sobre a inspeção de campo e
manutenção, a segurança nesta área é de responsabilidade do usuário e de sua equipe operacional.

Uma programação regular de inspeção e manutenção preventiva deverá ser estabelecida de forma
que quaisquer problemas aparentes sejam descobertos e corrigidos antes que um dano maior ocorra
ao guindaste. Normas de procedimento encontram-se disponíveis na Seção de Manutenção e
Inspeção, mas face da grande variação de uso e condições ambientais torna-se impossível para nós
desenvolver um procedimento padrão de inspeção aplicável a todos os guindastes. Portanto é de
responsabilidade do proprietário designar pessoas experientes para a tarefa de desenvolver e
implementar um programa de inspeção e manutenção específico para cada guindaste.

Lubrificação
Uma lubrificação sistemática e regular deve ser mantida em conformidade com as tabelas de
lubrificação e recomendações gerais contidas neste manual. Pare todo o maquinário enquanto
estiver lubrificando, exceto nos casos em que o mesmo esteja em movimento e as instruções assim
o determinem. Antes de reiniciar as operações, recoloque quaisquer anteparos ou painéis que
tenham sido removidas para acessar alguns pontos para lubrificação e inspeção.

Ajustes, Substituições, e Reparos


Quaisquer condições reveladas pelos requisitos de inspeção acima, que sejam passíveis de
constituírem-se em riscos de acidente de segurança, deverão ser corrigidos antes que a operação do
equipamento seja reiniciada.

Peças Sobressalentes
Todas as peças sobressalentes deverão ser obtidas junto ao fabricante do equipamento original, a
fim de que a resistência e qualidade da máquina original possam ser mantidas.

Ferramentas de Manutenção
Ferramentas rotineiras de manutenção deverão estar disponíveis sempre e deverão estar limpas e
em bom estado.

Extintores de Incêndio
Um extintor de incêndio manual a base de dióxido de carbono ou pó químico deve ser mantido
dentro do guindaste permanentemente.

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SeaTrax® Características de Projeto


Características das Prevenções contra Falhas, para Guinchos com
Freios de Tambor com Cinta Contráctil
SeaTrax® guinchos são acionados por unidades de motores hidráulicas individuais, consistindo dos
seguintes componentes principais:

• Motores Hidráulicos de baixo torque, alta velocidade, quer do tipo “Engrenagem”, “Palheta”
ou “Pistão Axial” dependendo dos modelos do guincho e guindaste.

• Conectado à porta de entrada de cada Motor Hidráulico está uma mola “à Prova de Falhas”
com pressão liberada diretamente pela Válvula de Freio Dinâmica.

• Engrenagem Redutora Planetária conectando o Motor Hidráulico ao Eixo do tambor.

• Uma peça sólida, Eixo do Tambor apoiado em ambos os lados por Rolamentos Anti-Fricção
e acionando o Tambor do Guincho através de uma conexão de chaveta endurecida.

• Mola "à Prova de Falhas" aplicada, com pressão liberada pelo Freio de Estacionamento
Estático atuando diretamente sobre o Tambor do Guincho.

SeaTrax® guindastes utilizam sistemas hidráulicos tipo Circuito Completo Aberto. A


configuração deste sistema hidráulico está explicitada na Figura 1. A totalidade do sistema
abrange os seguintes componentes principais:

• Bombas de deslocamento Fixo ou variável. Bombas individuais são aprovisionadas para cada um
dos três movimentos primários do guindaste, a saber, de Içar, de Levantar e Arriar a Lança, e de
Girar. O óleo hidráulico passa através dos “Filtros de Entrada” no Tanque Hidráulico em seu
caminho até as Bombas. Dependendo da bomba, o óleo será descarregado para as Válvulas
Direcionais de Controle, para o sistema principal, ou para a válvula de alívio de pressão, para o
sistema (piloto) de controle.

• Válvulas Direcionais de Controle tipo carretel, de 4 vias, 3 posições, mola centralizada


encontram-se disponíveis para controlar cada um dos movimentos primários. Estas válvulas
selecionam quer “Ascendente” quer “Descendente” dependendo da entrada de controle. A falta
da entrada de controle força as molas a colocar automaticamente a válvula em posição “Neutra”
ou parada. Portanto estas Válvulas Direcionais de Controle são “à Prova de Falhas”. Estas
válvulas estão equipadas com “Bobinas Motorizadas” que conectam ambas as linhas
“Ascendente” e “Descendente” do guincho entre si e ao Reservatório Hidráulico, sempre que o
carretel está na posição “Neutra”.

• Válvulas de Alívio de Pressão são colocadas dentro de cada Válvula Direcional de Controle.
Sempre que a pressão pré-calibrada for excedida, a válvula de alívio direciona o excesso de fluído
bombeado para o Reservatório Hidráulico.

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• A "Válvula Direcional de Controle de Giro" descarrega os fluxos do orifício de escapamento
para o Filtro de Retorno da Linha. O Fluído continua para o “Resfriador à Óleo”, em seguida
para o Reservatório Hidráulico. As portinholas de descarga de ambas “Válvulas Direcionais de
Controle do Guincho” estão conectadas diretamente ao Reservatório Hidráulico.

O freio dinâmico do guincho, num


guincho Seatrax, é obtido pela Válvula de
Freio Dinâmico. Esta válvula tipo carretel
de estrangulamento, 2 vias, 2 posições,
normalmente fechada, recuo por mola, é
diretamente aparafusada à porta
“Ascendente” do Motor Hidráulico. Os
principais componentes desta válvula são
os seguintes:

• Válvula de Retenção do fluxo livre


• Carretel de Estrangulamento
• Mola de Retorno
• Orifício piloto
• Abertura da Cavidade da Mola

A Válvula de Freio Dinâmico funciona


da seguinte forma:

• Quando o carretel da Válvula de


Controle Direcional passa para a
posição “Ascendente” ou “Guincho”,
o fluído passa pela Válvula de
Controle Direcional através da
Válvula de Retenção do Freio
Dinâmico, e coloca o Motor
Hidráulico na posição “Ascendente”
ou “Levantamento”. A Válvula de
Retenção possibilita o fluído desviar
do Carretel de Estrangulamento e o Figura 1
sistema comporta-se como se a
Válvula de Freio Dinâmico não
estivesse presente.

• Quando o carretel da Válvula de Controle Direcional tiver retornado ao “Neutro”, as linhas


hidráulicas “Ascendente” e “Descendente” estarão conectadas juntas dentro da válvula, e o
fluído é mandado para o Reservatório. A pressão nestas linhas hidráulicas equaliza-se em um
valor bem pequeno. A carga no cabo de levantamento tentará falhar neste instante (nós
ignoraremos por ora o Freio de Estacionamento Estático). O Motor Hidráulico tenta girar
na direção “Descendente” enquanto a carga aciona o tambor. Para que esta rotação ocorra, o
fluído deve escapar pela Válvula de Freio Dinâmico. Tanto a Válvula de Retenção como o
Carretel de Estrangulamento, impedirão o escape de fluído, ou fluxo reverso, quando
fechadas.

• Quando o carretel da Válvula de Controle Direcional é colocado na posição


“Descendente” ou “Abaixamento”, a Bomba tenta forçar o fluído a fluir através da
Válvula de Controle Direcional e do Motor Hidráulico. Contudo o Motor Hidráulico

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não pode girar por causa da Válvula de Retenção e do Carretel de Estrangulamento. A
pressão na parte “Descendente” do circuito aumentará então. A pressão é transmitida
através da pequena linha piloto conectando a parte “Descendente” do circuito ao Orifício
Piloto. O Piloto Orifício permite que o sinal da pressão empurrar o fim do Carretel de
Estrangulamento, comprimindo a Mola de Retorno, e abrindo a Válvula de Freio
Dinâmico. Enquanto o Carretel de Estrangulamento abre, a carga no cabo do guincho
gira o Motor Hidráulico na direção “Descendente” permitindo que a carga seja abaixada.
A velocidade de rotação aumentará enquanto a carga tentar cair. Enquanto isto ocorre, a
carga tentará “Exceder” o sistema tentando forçar mais fluído através do Motor Hidráulico
do que aquele que está sendo fornecido pela Bomba através da Válvula de Controle
Direcional. Esta ação forçará que a pressão no lado “Descendente” do circuito caia
enquanto o Motor Hidráulico tenta obter mais fluído do que é fornecido. Esta redução na
pressão possibilita a Mola de Retorno a mover o Carretel de Estrangulamento para a sua
posição de fechamento, desta forma retardando a rotação do Motor Hidráulico ao reduzir o
fluxo de fluído da Válvula de Freio Dinâmico e assim a velocidade de descida da carga.

• Esta ação de "Modulação" da Válvula de Freio Dinâmico então mantém a descida da carga
“no mesmo ritmo” e proporcional à taxa de fluxo de fluído passando através da Válvula de
Controle Direcional. A energia absorvida pelo retardamento na velocidade de descida da
carga é convertida em calor no fluído hidráulico enquanto o fluído hidráulico como fluído é
forçado através do Carretel de Estrangulamento. O Resfriador de Óleo então remove este
calor do fluído hidráulico.

• A Válvula de Freio Dinâmico é "A Prova de Falhas" porque é aparafusada diretamente à


entrada do Motor Hidráulico sem utilização de tubos, canos, ou mangueiras. Se a pressão
na parte “Descendente” do circuito perder-se por alguma razão, a Mola de Retorno fechará
o Carretel de Estrangulamento e interromperá a descida da carga.

Isto significa que a carga parará se quaisquer dos seguintes eventos ocorram em qualquer
combinação:

• O carretel na Válvula de Controle Direcional tiver retornado para a posição “Neutra” por
qualquer motivo.

• O motor principal para, então interrompendo o fluxo de fluído da bomba.

• Uma mangueira ou tubo rompe. Isto aplica-se a Todos tubos, canos e mangueiras no
sistema.

• Um dispositivo de contenção de pressão, outro além do Motor Hidráulico ou da Válvula


de Freio Dinâmico, rompa-se.

• Se a Válvula de Freio Dinâmico ou outros componentes do sistema ficarem contaminados


por sujeira ou outros materiais estranhos.

A Válvula de Freio Dinâmico é "A Prova de Falhas" quanto a contaminação porque o


Orifício Piloto é mais largo do que a Abertura da Cavidade da Mola. Se uma partícula não
puder passar através do Orifício Piloto, então o Carretel de Estrangulamento não poderá
abrir. Se uma partícula não puder ultrapassar através do Orifício Piloto, mas sim ao redor do
Carretel de Estrangulamento, sem poder passar através da Abertura da Cavidade da Mola,
deixando o fluído preso na cavidade da mola, então o Carretel de Estrangulamento não
poderá abrir-se. Do mesmo modo, enquanto o desgaste aumenta a folga entre o Carretel de
Estrangulamento e o corpo da válvula, mais fluído irá fluir dentro da cavidade da mola do que
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será eliminado através da Abertura da Cavidade da Mola. Então o Carretel de
Estrangulamento não poderá abrir-se porque a pressão do fluído ajuda a Mola de Retorno a
manter o Carretel de Estrangulamento fechado.

O projeto e construção da Válvula de Freio Dinâmico também torna-a imune a mudanças na


temperatura e viscosidade do fluído.

Os guinchos SeaTrax® também são equipados com um Freio de Estacionamento Estático.


Este freio é um tipo de freio "A Prova de Falhas", de mola aplicada, de pressão liberada, de
não auto-energização, de banda externa atuando diretamente sobre o Tambor do Guincho. Este
freio manterá mais torque, mesmo com guarnições embebidas de óleo e molhadas, do que pode
desenvolver a transmissão do guincho. Este sistema de freio consiste dos seguintes principais
componentes:

• Cinta de Frenagem revestida com revestimento de fricção convencional, não amiantados, e


construído com um rolamento de esferas no terminal de “baixa tensão” e uma ancora
rosqueada no terminal de “alta tensão”.

• Uma peça - Eixo de Comando utilizada para aplicar força sobre o terminal de “baixa
tensão” da Cinta de Frenagem.

• Braço de Alavanca utilizado para aplicar torque ao Eixo de Comando.

• Barra de Engate utilizada para conectar o Braço de Alavanca à Haste de Saída do


Atuador do Freio.

• Atuador do Freio consistindo de uma Mola Cônica, de uma Haste de Saída, e de um


Cilindro de Liberação Hidráulico.

• Válvula tipo Shuttle de três posições, centrada de mola, centrada de mola, operada por
guia, utilizada para controlar a operação do Atuador do Freio.

Este Freio de Estacionamento Estático funciona como segue:

• Quando o carretel da Válvula de Controle Direcional estiver em “Neutro”, a pressão em


ambos os lados do circuito será aproximadamente igual e baixa. As seções Piloto da
Válvula tipo Shuttle estão conectadas aos lados do circuito uma “Ascendente” e a outra
“Descendente”. Pressões aproximadamente iguais, atuando em conjunção com as molas de
centralização, mantêm o carretel da Válvula tipo “Shuttle” na posição central. Esta conecta
o lado de pressão do Cilindro de Liberação Hidráulico ao Reservatório. A Mola Cônica
no Atuador do Freio é capaz de aplicar sua plena força à Haste de Saída e ao Braço de
Alavanca. Este aplica torque ao Eixo de Comando resultando numa carga de tensão
aplicada ao terminal de baixa-tensão da Cinta de Frenagem, a qual aplica o freio.

• Quando o carretel da Válvula de Controle Direcional move-se tanto para a posição


“Ascendente” quanto “Descendente”, a diferença nas pressões entre os dois lados do
circuito forçará o carretel na Válvula tipo Shuttle a mudar para o lado de menor
pressão.Isto propiciará que o fluído escoe do lado de pressão maior do circuito para o
Cilindro de Liberação Hidráulico. Este cilindro retrair-se-á “aprisionando” a Mola Cônica
e liberando o Freio de Estacionamento Estático.

Introdução.doc Página 6 de 14
• A pressão necessária para liberar o Feio de Estacionamento Estático é normalmente menor
do que a requerida para abrir a Válvula de Freio Dinâmico. Isto assegura que o Freio de
Estacionamento Estático será liberado inicialmente e aplicado posteriormente. Portanto,
numa operação normal, este Freio de Estacionamento Estático não opera com o tambor
em movimento. Assim, há pouco ou nenhum desgaste do revestimento.

Contudo, este Freio de Estacionamento Estático é capaz de interromper uma carga


“desgovernada” num improvável evento que haja uma falha no conjunto de engrenagens de
movimentação que conecta o tambor ao Motor Hidráulico. Porque este freio não é do tipo de
auto-energização, ele pode executar esta função de uma forma controlada sem induzir cargas de
choque indevidas à estrutura do guindaste.

Este Freio de Estacionamento Estático é também “A Prova de Falhas” porque a Mola


Cônica acionará automaticamente o freio sempre que a pressão positiva não estiver presente no
Cilindro de Liberação Hidráulico.

Os guinchos da SeaTrax® tem Caminhos de Carga Duplos. Isto poderá ser verificado, pois os
dois dispositivos de frenagem “A Prova de Falhas” nos guinchos SeaTrax® operam através de
dois caminhos de carga distintamente separados. O Freio Dinâmico está conectado ao Tambor
do Guincho através do conjunto de engrenagens de movimentação. O Freio de
Estacionamento Estático opera diretamente sobre o Tambor do Guincho.

Isto quer dizer que não existe nenhuma maneira de falha que possa tornar ambos os
sistemas de frenagem inoperantes simultaneamente.

Autoridade Certificadora and Aquiescência Regulatória:

Os sistemas de frenagem "A Prova de Falhas" mencionados acima estão de acordo com o
“API Spec 2C, Fourth Edition, 1988 parágrafos 6.1.1.3 e 6.1.1.4b”.

Adicionalmente, a Guarda Costeira Americana, Oitavo Distrito, revisaram este sistema em


1981. Eles concluíram que este sistema seria classificado como "A Prova de Falhas" e,
portanto nosso Sistema Hidráulico e todo o encanamento hidráulico presente pode ser
classificado como um "Sistema de força fluída miscelânea" conforme os requisitos do 46
CFR Subchapter F.

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SeaTrax® Características de Projeto


Método de Suporte e Arranjo do Apoio de Giro

Todos os guindastes da SeaTrax® são


baseados no conceito bem-
demonstrado "Montante". Este
projeto básico consiste de um
“Montante” fixo e de uma
“Superestrutura” Giratória que fixa-se
em cima, e gira ao redor do montante
estacionário. A lança, casa de
máquinas, cabine dos operadores,
guinchos e maquinários giratórios
estão todos assentados à Superestrutura
Giratória.

Com este projeto, o Momento de


Tombamento é resolvido por meio de
dois (2) conjuntos de Rolamentos
Radiais verticalmente espaçados,
sendo que cada um suporta uma carga
horizontal (radial) igual e oposta.
Todas as Cargas Verticais (peso
próprio do guindaste mais carga
levantada) são distribuídas sobre o
Montante estacionário através de um
Rolamento Axial.

Uma maneira de visualizar este


conceito é considerar uma simples
caneta esferográfica com uma tampa
conforme mostrado na Figura 1.
Imagine que a “caneta” é o Montante e
que a “tampa” é a Superestrutura
Giratória.
Figura 1
É impossível para a “Tampa” ficar
separada da “Caneta” devido à aplicação do Momento de Tombamento e de uma Carga
Vertical. Os “Rolamentos” só propiciam um meio de suporte para a rotação da “Tampa” sobre o
corpo da “Caneta”.

Esta analogia traduz-se dentro do conceito de montagem patenteado da SeaTrax® mostrada na


Figura 2.

Com este projeto, as funções Estruturais e de Apoio ficam separadas distintamente. Em outras
palavras, uma falha de apoio não pode resultar na separação da Superestrutura do
Montante estacionário.
Introdução.doc Página 8 de 14
O Montante fica montado sobre o Pedestal da Plataforma por soldagem. Uma junta
aparafusada não é necessária.

Mais de 1.000 Guindastes tipo


Montante foram instalados em
sondas de perfuração marítima e
plataformas de produção desde
1955. Durante aproximadamente
40 anos de serviço offshore, nunca
houve um incidente com um
guindaste tipo Montante em que o
mesmo se soltasse de sua base
devido a uma sobrecarga. Isto não
pode ser dito no tocante a qualquer
outro projeto de guindaste
offshore.

A implementação SeaTrax® do
projeto Montante tem estado em
continua produção desde 1977 com
mais de 500 exemplares instalados
pelo mundo afora. Uma
característica exclusiva do projeto
SeaTrax® é os conjuntos de apoio
superiores e inferiores não-
metálicos Estes apoios trabalharão
por milhares de horas com um
mínimo de manutenção antes que a
substituição torne-se necessária,
todo os guindastes da SeaTrax®
tipo apoio giratório podem ser
facilmente trocados no lugar,
utilizando-se de ferramentas Figura 2
manuais comuns, e sem a
assistência de qualquer outro guindaste. Nunca é necessário desmontar um guindaste da
SeaTrax® para inspeção do apoio ou substituição.

Os guindastes da SeaTrax® também são ofertados com uma ligeira configuração modificada
para emprego em "Barcos de Levantamento" ou Barcaças de Auto-Elevamento. Nesta
configuração patenteada, conforme mostrado na Figura 3, a Torre de Levantamento da
Barcaça torna-se o Montante estacionário e o guindaste gira em torno da Torre de
Levantamento numa posição acima da Casa de Levantamento. Isto possibilita a perna passar
através do centro do guindaste sem interferência. Esta configuração propicia diversas
vantagens, uma das quais é que o valioso espaço do convés não precisa ser sacrificado para o
guindaste. Outra vantagem deste arranjo é que o guindaste pode facilmente girar 360 graus
sem colidir com uma perna.

Introdução.doc Página 9 de 14
Em suma, o Arranjo do Apoio de Giro da SeaTrax® oferece as seguintes vantagens:

• O projeto provado do Montante


assegura que o guindaste não pode
separar-se de sua base devido à
falha de apoio do giro.

• Todas as conexões aparafusadas


entre o guindaste e a plataforma
(ou sonda) foram eliminadas.

• Não há nenhuma possibilidade da


separação do guindaste devido à
uma falha de um parafuso.

• O uso de apoios não-metálicos


assegura que os apoios não irão
desgastar ou degradar a integridade
estrutural do Montante ou outras
estruturas que elas contatem.

• Os apoios de giro podem ser


facilmente substituídos no local,
usando ferramentas manuais
comuns. A assistência de um outro
guindaste não é necessária.

• Por esta razão, este projeto é isento


de todos os requisitos de
autoridade certificadora para
remoção periódica e inspeção dos
apoios de giro.

Figura 3

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SeaTrax® Características de Projeto


Sistema Anti "Dois-Blocos" Patenteado API 2C
Uma das causas históricas de acidentes durante as operações com guindastes tem sido o contato
não intencional entre a Catarina ou Bola e o ponto da lança. Isto é algumas vezes denominado
como “Duplo-bloqueio” enquanto baixando a lança ou “Lançando-se contra o Bloco”.

"Duplo-bloqueio" na
maioria do guindastes
ocorre porque o tambor
do guincho é montado
sobre a Superestrutura
Giratória conforme
mostrado na Figura 1.

Com este arranjo, a


distância entre o tambor
do guincho e as Polias
da ponta da Lança
aumenta enquanto a
lança é abaixada. Este
aumento propicia que o
Bloco Inferior
(Catarina) aproxime-se
do Bloco Superior
(polias da ponta da
lança).

Quando estes dois


blocos tocam-se, o
"Duplo-Bloqueio"
ocorre. Figura 1

Se a lança é abaixada além do ponto em que o “Duplo-bloqueio” ocorre, a carga será transferida da
Linha Multi-parte da Lança para a Linha Individual do Guincho. Esta transferência de carga
usualmente acarretará que a Linha do guincho se rompa e derrube a carga.

Por causa disto, a maioria das Especificações ou Regulamentos de Guindastes especificam que um
guindaste não pode ser preparado com alguns dispositivos para impedir o “Duplo-bloqueio”.

Para guindastes com o guincho de carga localizado conforme mostrado na Figura 2, os meios para
impedir o “Duplo-bloqueio” são na maioria das vezes apenas uma chave ou uma válvula que
interrompe o fornecimento de energia para o guincho de carga e/ou guincho da lança, desta
maneira interrompendo o movimento transgressor. A Catarina aciona esta chave, ou válvula,
quando o Bloco se aproxima das Polias do Topo da Lança. Isto é feito por intermédio de um peso
dependurado de uma corda ou corrente. Este peso normalmente tem um furo através do qual uma

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das linhas para a Catarina passa. Quando o bloco é levantado até uma pré-determinada posição, ele
“levanta” o peso dependurado, portanto acionando a chave ou válvula.

No serviço offshore, este tipo de solução do problema tem demonstrado ser marginal na melhor
das hipóteses.

Os guindastes da
SeaTrax®
resolvem o
problema através
de geometria e
não de
apetrechos. Os
guinchos são
localizados na
base da seção da
Lança em vez da
Superestrutura
Giratória.

Com este arranjo,


conforme
mostrado na
Figura 2, a
Catarina não pode
ser jogada contra
as Polias da Ponta
de Lança enquanto
a lança é abaixada.
O Guincho move- Figura 2
se com a lança,
portanto a distância entre o Guincho e as Polias do Topo da Lança nunca se altera.

Portanto o problema do “Duplo-Bloqueio” enquanto abaixando a lança não pode existir com
um guindaste da SeaTrax® . Nenhuma fonte externa de energia, chaves, válvulas, pesos
dependurados, ou outros apetrechos são necessários para eliminar este problema. Isto é resolvido
pelo projeto básico.

Há, contudo, uma outra maneira de que o “Duplo Bloqueio” possa ocorrer. Isto pode acontecer se
o operador do guindaste “eleva além” a Catarina ou Gancho Auxiliar independentemente da
posição ou ângulo da lança. Em outras palavras, o operador simplesmente atinge a ponta da lança
por acidente. Isto é também um problema sério.

Como antes, a maioria das Especificações ou Regulamentos requer guindastes preparados com
alguns dispositivos para prevenir o “Duplo-Bloqueio”.

A maioria dos fabricantes de guindastes resolvem isto com os mesmos “Apetrechos” mencionados
anteriormente.

Introdução.doc Página 12 de 14
Contudo, em todos os guindastes da SeaTrax® , o problema é resolvido com nosso sistema padrão
mostrado nas Figuras 3, 4 e 5.

Este sistema extremamente


simples tem a vantagem de
que todos os guinchos dos
guindastes da SeaTrax® são
acionados por motores
hidráulicos. Portanto a
máxima tração sobre o cabo
desenvolvida pelo guincho
fica limitada a um valor
seguro pelas válvulas de
alívio de pressão hidráulicas.
Em outras palavras, o guincho
não pode produzir uma tração
suficiente para romper o cabo,
mesmo quando enguiçado.
Portanto, em vez de tentar
impedir que o operador
“atinja” a lança se os blocos
estão levantados além, o
sistema da SeaTrax® fornece
“amortecedores”
possibilitando que isto ocorra
de um maneira controlada
sem causar qualquer dano.

Este sistema simples inclui


uma “Estrutura Figura 3
Amortecedora Giratória” especial que segue o ângulo do Bloco Principal e uma “estrutura em
formato v” "Estrutura Amortecedora" fixada ao Bloco Principal. Isto possibilita que o bloco
Principal entre em contato com a "Estrutura Amortecedora Giratória" conforme demonstrado na
Figura 3 sem causar danos a qualquer componente.

De uma forma similar, uma “Estrutura Amortecedora" fica instalada na Lança para receber o Peso
do Gancho Auxiliar conforme mostrado.A manilha está inserida dentro da “Esfera Suspensa”.

Uma localização do guincho que elimina completamente a possibilidade de aumentar a tensão nos
cabos do guincho ao abaixar a lança, em conjunto com a “Estrutura Amortecedora” patenteada da
SeaTrax® , resolve todos os problemas de “Duplo Bloqueio” associados à operações de guindastes
offshore.

Novamente, a solução é obtida através de Projeto e Geometria, e não de Apetrechos.

Em suma, o Sistema de Anti Duplo-Bloqueio, opcional e patenteado da SeaTrax® fornece as


seguintes vantagens operacionais:

• Impede dano à qualquer componente no caso em que o Bloco Auxiliar seja levantado além.

• Impede dano à qualquer componente no caso em que o Bloco Principal seja levantado além.

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• Fornece um “local de estacionamento” para o Gancho Auxiliar e positivamente impede o
abalroamento do Gancho Auxiliar com o Bloco Principal, quando o Gancho Auxiliar não
estiver em uso.

• Fornece um "local de estacionamento” para o Bloco Principal e positivamente impede o


abalroamento do Gancho Auxiliar quando o Bloco Principal, quando o Bloco Principal não
estiver em uso.

• Permite o levantamento ou abaixamento da lança independentemente da posição tanto do


Gancho Auxiliar quanto do Bloco Principal. Nenhum dano pode ocorrer durante esta
operação porque os tambores do guincho estão montados na lança. E se movem com a mesma.

• Fornece um caminho “restrito” tanto para os cabos do Bloco Principal quanto para os do
Gancho Auxiliar, desta maneira protegendo o operador e outras pessoas na eventualidade de um
rompimento do cabo de aço.

• Possibilita a verificação e do Indicador de Peso e a máxima capacidade de levantamento do


guindaste antes de cada levantamento ao colocar o Bloco Principal em seu “local de
estacionamento”.

• O desempenho do motor e sistema hidráulico


pode ser verificado da mesma forma,
enquanto esta ação forçará a pressão
hidráulica a aumentar até o ajuste da válvula
de alívio e operar com segurança o
equipamento sob carga plena.

Figure 5
Figure 4

Este Sistema de Anti “Duplo-Bloqueio” Patenteado da Seatrax tem sido empregado desde 1977 e é
aceito pelas Autoridades Certificadoras Internacionais, incluindo a ABS, DNV, e Lloyds.
Adicionalmente, este sistema atende os requisitos da norma API Spec 2C, 5ª edição parágrafo 12.6.

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11 de Junho de 2001

Instruções Operacionais Básicas


Aplicável a todos os Guindastes Marinhos SeaTrax7 7
Operador de Guincho:

• Os guindastes só devem ser operados pelo pessoal a seguir:

• Operadores designados pelo empregador.

• Aprendizes sob supervisão direta de operadores designados.

• Pessoal ou Inspetores de Teste / Manutenção, no desempenho de seus deveres.

Qualificações do Operador de Guincho:

• Os operadores devem poder ler e entender instruções.

• Os operadores devem ser totalmente qualificados através de treinamento e experiências.

• Os operadores devem aprovados num exame prático.

• Os operadores devem ter visão 20/30 - 20/50 e ter boa percepção de profundidade.

• Os operadores devem poder distinguir vermelho, verde e amarelo.

• Os operadores devem ter audição adequada para a operação específica.

• Uma história de epilepsia ou uma condição cardíaca incapacitante constituem razão suficiente
para desqualificação.

Cabina de Operação:

• As roupas necessárias e pertences pessoais devem ser guardadas de forma a não interferir.

• Todos os artigos soltos devem ser armazenados adequadamente.

• Não deve haver nada que obstrua a visão.

Reabastecimento:

• Os guindastes não devem ser abastecidos com o motor ligado.

• Os tanques de combustível devem ser cheios de forma que o combustível que venha a derramar ou
transbordar não escorra sobre o motor, exaustor, ou equipamento elétrico na plataforma.

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Extintor de Incêndio:

• Deve haver extintores de incêndio carregados na cabina ou nas proximidades do guindaste.

• O pessoal de operação e manutenção deve estar familiarizado com a forma de utilização e


cuidados com o extintor fornecido.

Inspeção Antes da Inicialização:

Esta inspeção deve ser executada toda vez o que guindaste for ligado. Ela não substitui o Nível 1 de
inspeção exigido (veja Seção C, Lista de Inspeção). Uma inspeção anterior à inicialização deve levar
menos que dez minutos para ser executada.

O Operador deve conferir visualmente se há danos ou algo fora do padrão, como segue:

• Na Ponta da Lança:
• Eslingas, correntes, ou grilhões a serem usados.
• Bloco de carga e bola de peso.
• Arrumação dos cabos de aço no bloco e ponta da lança.
• Corda principal e cavidade da cunha correspondente.

• Ao longo todo o Comprimento da Lança:


• Artigos soltos ou pendurados.
• Parafusos de conexão da lança soltos ou perdidos.
• Aberturas / falhas nos blocos de conexão entre as seções da lança.
• Vazamentos na máquina Principal / Auxiliar.

• No Cavalete:
• Roldanas rachadas / desgastadas arruelas de pressão quebradas.
• Roda elétrica / de ar para liberdade de movimento ou danos.
• Cavidade da cunha e cabo de aço correspondente.

• Na Base do Guindaste:
• Itens desconectados tais como cabos elétricos ou pneumáticos.
• Derramamentos de óleo.
• Condição das molas das sapatas do giro.

• No deck do guindaste:
• Vazamentos / derramamentos de combustível.
• Sinais de ‘sem serviço’ (inoperante).

• No motor:
• Nível de óleo do motor.
• Nível de óleo da bomba.
• Vazamentos de combustível, óleo ou aditivo de refrigeração.
• As válvulas dos tubos de sucção estão completamente abertas.
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• Sinais de ‘sem serviço’(inoperante).

Práticas Operacionais do Guindaste:

• O operador deve se familiarizar com o equipamento e seu cuidado apropriado.

• O operador não deve operar quando estiver física ou mentalmente instável.

• O operador não deve inicializar o guindaste se houver um "sinal de advertência" no guindaste.

• Antes de inicializar o motor, o operador deve verificar se todo o pessoal está em lugar seguro.

• O operador testará todos os controles no início de um novo turno.

• O operador nunca pode desviar sua atenção quando estiver operando.

• O operador tem que ter autoridade para parar e recusar controlar uma carga até que haja total
segurança. O operador é totalmente responsável pela segurança da operação.

• Antes de deixar a cabina, o operador deve:


• Aterrizar qualquer carga que estiver acoplada.
• Acionar o freio do giratório (balanço).
• Puxar o botão dos “Controles Hidráulicos" no console para cima.
• Parar o motor principal e reajustar o cabo de encerrar a operação (se equipado).

• O operador deve informar o supervisor e o próximo operador sobre defeitos, ajustes, ou consertos
necessários, quando da mudança de turno de trabalho.

• Quando forem acrescentadas extensões à lança, as Tabelas de Avaliação de Carga precisam ser
mudadas.

• Para reduzir qualquer tensão desnecessária, eleve a lança até o ângulo máximo antes de
parar o motor principal. O descanso da lança só dever ser usado durante transporte ou
vento forte.
• Ao encaixar a lança no descanso, abaixe a lança até que esta encoste levemente no descanso.
NÃO afrouxe os cabos! Afrouxar os cabos pode ocasionar um emaranhado de cabos no tambor.

Sinalização Manual

• Um quadro de sinalização manual, semelhante àquele incluído nesta seção, deve ser afixado de
forma bem visível.

• Uma pessoa designada deve ser nomeada para fazer a sinalização antes de uma carga ser erguida.

• O operador só deve responder aos sinais da pessoa designada, mas deve obedecer a um sinal de
"Pare / Emergência" a qualquer hora, não importando quem sinalize.
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• Não se deve responder de forma positiva, a menos que a sinalização seja compreendida com
clareza.

• Pode haver a necessidade de se fazer adições ou modificações aos sinais padrão, para as operações
que não estiverem cobertas pelos sinais padrão ou para condições especiais. Nestes casos, os
novos sinais devem ser estabelecidos com antecedência, entre o operador e o sinalizador, e não
devem entrar em conflito com os sinais padrão.

• Se houver necessidade de dar instruções ao operador, diferentes das estabelecidas no sistema de


sinalização, deve-se parar os movimentos do guindaste.

• O operador não deve nunca iniciar a movimentação da máquina antes do homem sinalizador ou da
carga completa estarem dentro do seu raio de visão.

Prendendo a Carga:

• Não enrole o cabo do guincho ao redor da carga.

• A carga deve ser presa ao gancho, por meio de eslingas ou outros dispositivos aprovados.

• Todos os ganchos devem ter travas de segurança.

• Inspecione as eslingas diariamente.

• Remova imediatamente as eslingas defeituosas.

• Providencie proteção entre as eslingas e superfícies afiadas.

• Providencie armazenamento apropriado para as eslingas quando não estiverem em uso.

• Não comprima as eslingas nas emendas.

Movendo a Carga:

• Antes de erguer, o Condutor do Elevador deve certificar-se de que:

• O gancho seja levado para cima da carga de forma a minimizar seu balanço.

• O gancho esteja centrado sobre a carga. NOTA: Dependendo do peso da carga, o gancho
pode precisar ficar uns 70cm mais perto do corpo central durante a elevação. Isto levará em
conta o desvio do guindaste durante a elevação de cargas pesadas.

• Os cabos de várias pernas não estejam trançados.

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• O cabo esteja posicionado adequadamente nas roldanas se houver uma condição de cabo
frouxo.

• A carga esteja segura e bem equilibrada.

• Os trajetos de elevação e balanço estejam livres.

• A carga esteja livre para ser erguida

• Durante a elevação, o Operador de Guindaste deve certificar-se de que:

• O guindaste NÃO seja usado para arrastar cargas.

• A aceleração e a desaceleração da carga em movimento sejam realizadas de uma maneira


suave.

• Os controles sejam usados de forma suave para evitar tensão excessiva nos componentes do
guindaste.

• A carga, a lança ou outras partes do guindaste não entrem em contato com qualquer
obstrução.

• Nenhuma força externa deve fazer peso na lateral da lança.

• Nenhuma pessoa esteja sobre a carga em movimento, a não ser que esteja num transportador
de pessoas.

• NUNCA eleve uma carga por cima de pessoas.

• Os freios do guincho devem ser testados sempre que uma carga se aproxime da carga a ser
movida.

• Um mínimo de cinco voltas completas de cabo de aço deve permanecer em todos os


tambores de guincho o tempo todo.

• Evite movimentos súbitos, de iniciar ou parar, quando estiver girando. Isto reduz a tensão na
estrutura e evita balançar a carga.

• Utilize cabos guia para controlar a carga.

Segurando a Carga:

• O operador não deixará sua posição nos controles enquanto a carga estiver suspensa.

• Não permita que ninguém passe ou fique em pé embaixo de uma carga suspensa.

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Transferência de pessoal:

• Todos os ganchos devem ter uma trava de segurança e a trava deve estar fechada com firmeza.

• A carga deve estar tracionada para cima e para baixo.

• O guindaste não deve ser operado até que a sinalização manual predeterminada tenha sido dada.

• Se a visão que o operador do guindaste tem do sinalizador principal for obstruída, deve-se
providenciar um sinalizador adicional, para retransmitir os sinais ao operador do guindaste.

• Quando estiver transferindo pessoas, o transportador de pessoas deve ser elevado o suficiente para
ficar livre de todas as obstruções, gire-o por cima da água suavemente de forma a minimizar seu
balanço, eleve-o ou abaixe-o suavemente, posicione-o ligeiramente sobre a área de aterrissagem e
abaixe-o suavemente até o deck.

• Não eleve nem abaixe um transportador de pessoas carregado diretamente sobre uma embarcação.

• Os transportadores de pessoas devem ser usados para o propósito que servem.

• As pessoas a serem erguidas em um transportador devem usar um dispositivo de flutuação


aprovado.

• O pessoal transportado por um transportador de rede deve ficar de pé na borda externa olhando
para dentro.

• O peso do transportador de pessoal carregado não deve exceder:

• 1/3 da carga estática avaliada no raio específico.

• 1/10 da força de frenagem do cabo do guincho vezes as partes do cabo utilizado.

• Os blocos e bolas de peso são timbrados com a capacidade avaliada para pessoas.

Procedimento de Elevação na Plataforma

• Centralize o bloco de carga sobre a carga.

• Use a Tabela de Estatística de Carga para verificar a capacidade do guindaste para o serviço.

• Eleve a carga lentamente (aprox. 6 a 12 polegadas) pra fora do deck, pare e verifique o freio do
guincho.

• Eleve a carga até uma altura segura (aprox. 1 metro) pra fora do deck.

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• Cerfifique-se de que o caminho esteja livre, nunca mova a carga sobre pessoas.

• Movimente a carga lentamente por cima do deck.

• Quando a carga chegar a um obstáculo, eleve a carga o suficiente para não atingí-lo, gire sobre o
obstáculo e abaixe a carga a uma altura segura. Isso reduzirá a possibilidade de danos à carga, ao
deck ou a outros itens, caso ocorra uma falha.

• Leve a carga para a posição final.

• Abaixe a carga lentamente até o deck.

Procedimento da Plataforma para a Embarcação

• Centralize o bloco de carga sobre a carga.

• Confira as Tabelas de Carga para verificar a capacidade do guindaste nos raios de funcionamento
exigidos pela Tabela Dinâmica de Carga Calculada aplicável à condição de operação do momento.

• Eleve a carga lentamente (aproximadamente 6 a 12 polegadas) do deck, pare e verifique o freio do


guincho.

• Eleve a carga até uma altura livre de quaisquer obstruções.

• Certifique-se de que o caminho esteja livre - nunca mova carga por cima de pessoas.

• Mova a carga lentamente sobre o deck.

• Quando a carga ultrapassar a borda da plataforma, abaixe a carga até ficar 3 metros acima da água
(nunca abaixe a carga sobre a embarcação).

• Mova a carga para o deck da embarcação.

• Abaixe a carga até o deck.

• Certifique-se de que as eslingas tenham folga suficiente para evitar que a carga suba ou desça
bruscamente devido à ondulação.

Procedimento de elevação da Embarcação para a Plataforma

• Verifique o peso de carga.

• Ajuste o ângulo da lança para a capacidade segura do guindaste usando a Tabela de Avaliação de
Carga Dinâmica aplicável à condição de operação do momento.

• Centralize o bloco de carga em cima da carga.

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• Aumente a velocidade do motor ao máximo.

• Quando o barco estiver batendo nas ondas, tire folga das eslingas.

• Aumente a velocidade do gancho quando o barco subir ao topo de uma onda.

• Eleve a carga acima do barco aproximadamente 3 metros.

• Gire a carga para fora do barco.

• Eleve a carga apenas o suficiente para sair da borda da plataforma do deck de forma segura.

• Certifique-se de que o caminho esteja livre.

• Gire lentamente sobre a plataforma.

• Abaixe a carga até uma altura segura fora do deck.

• Gire a carga lentamente até a posição desejada.

• Lance-a para fora até o raio exigido sem exceder o raio máximo para a carga específica conforme
indicado na Tabela de Avaliação de Carga Estática.

• Abaixe a carga lentamente até o deck.

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Sinalização Manual para Operadores de Guindaste


USE CABO DE CARGA USE CABO WHIP
Toque a cabeça, a seguir Toque a cabeça, a seguir
utilize os sinais regulares utilize os sinais regulares

ELEVE A LANÇA ABAIXE A LANÇA

ABAIXE A CARGA

ELEVE A CARGA
ELEVE A LANÇA E ABAIXE A LANÇA E
ABAIXE A CARGA estenda ELEVE A CARGA
o polegar para cima e flexione estenda o polegar para baixo
os dedos para dentro e para e flexione os dedos para
ELEVE A CARGA fora enquanto o movimento dentro e para fora enquanto
LENTAMENTE for desejado o movimento for desejado
ABAIXE A CARGA
LENTAMENTE

GIRE NESSA DIREÇÃO


estenda o braço com as pontas PARE
PARE TUDO PARADA DE dos dedos indicando a direção estenda o antebraço e a mão na
EMERGÊNCIA do giro. posição horizontal e faça
movimentos de corte.

A sinalização acima é básica para a operação de guindastes. Quaisquer outros sinais que venham a ser usados durante a operação, devem ser combinados
entre o operador e o sinalizador de antemão. Os mesmos não podem conflitar com a sinalização básica.
Qualquer sinal manual pode ser modificado para indicar movimento lento ou cauteloso, posicionando-se a palma da mão livre a uma pequena distância em
frente do dedo indicando a direção. Sinalização duvidosa não deve ser atendida.
O operador é o principal responsável pela segurança e operação do guindaste.
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Instruções Operacionais Específicas


Aplicável ao Guindaste SeaTrax7 7 No. de Série 4313
Fabricado para a Petrobrás XVII
• Veja a Organização de Console na parte de trás desta seção.

Controles dos Movimentos Primários:

• Este guindaste é equipado com alavancas hidráulicas de baixa pressão de controle remoto
(Joysticks) montado nos braços da cadeira do Operador.

• Estes controladores contêm molas carregadas para a posição neutra (centro) e fornecem controle
de velocidade independente, proporcional, infinitamente variável para todos os movimentos
primários do guindaste.

• Ao executar operações simultâneas, que envolvem dois ou mais dos movimentos primários, o
motor diesel deve ser operado a uma velocidade constante entre 1.800 e 2.200 rpm.
• Deve-se usar joysticks individuais, para controlar a velocidade dos vários movimentos do
guindaste, de forma independente.

• O controlador da "Mão esquerda" é um "Joystick" de eixo duplo e controla os movimentos de


Balanço (giratórios) e Guincho da Lança (elevação).

• O controlador de "Mão Direita" tem dois eixos de "Joysticks" únicos e independentes. A Alavanca
interna de Controle controla o Guincho Auxiliar. A Alavanca externa de Controle controla o
Guincho Principal.

Movimento de Balanço (giratório):

• O Joystick da Mão Esquerda é movido para a esquerda do centro para "Girar para a Esquerda" (no
sentido anti-horário), ou movido para a direita do centro para "Girar para a Direita" (no sentido
horário).

• A velocidade de rotação é proporcional à quantidade de movimento da Alavanca de Controle a


partir da posição central.

• Inicie e pare o movimento de balanço, da maneira mais lenta e suave quanto possível, para evitar
possíveis danos ao equipamento ou acidentes de trabalho com o pessoal, decorrentes de uma carga
que oscile em demasia.

• O guindaste fica livre para balançar ou movimentar-se quando o joystick está na posição central,
contanto que o pedal do freio de balanço e a trava de balanço não estejam engrenados.

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Movimento do Guincho da Lança (elevação):

• O Joystick da Mão Esquerda é “puxado” para traz para Elevar a Lança (reduzir o raio) ou
"empurrado" para frente para Abaixar a Lança (aumentar o raio).

• O movimento do Guincho da Lança fica sempre sob o controle do sistema hidráulico e não pode
passar por cima ou rodar livremente de modo ameaçador na descida. Por favor veja a Descrição
dos Critérios de Segurança na Seção A para maiores informações sobre este assunto.

• A velocidade de movimento, em ambas as direções, é proporcional à velocidade de máquina e


quantidade de movimento da Alavanca de Controle, a partir da posição central.

• Os freios do Guincho da Lança automaticamente fixam e travam a lança em posição quando a


Alavanca de Controle é centralizada.

• A operação simultânea de ambos os movimentos citados acima, é realizada movendo-se o joystick


da mão esquerda diagonalmente. A velocidade de operação de ambos os movimentos é
independentemente proporcional para ao deslocamento da Alavanca de Controle a partir da
posição central. Por exemplo, é possível elevar a lança à velocidade máxima enquanto o guindaste
balança muito lentamente à esquerda.

Movimentos do Guincho Principal e Auxiliar:

• O Joystick da Mão Esquerda é movido para a esquerda do centro para "Balançar para a Esquerda"
(no sentido anti-horário), ou movido para a direita do centro para "Balançar para a Direita" (no
sentido horário).

• O movimento do guincho fica sempre sob o controle do sistema hidráulico e não pode passar por
cima ou rodar livremente de modo ameaçador na descida. Por favor veja a Descrição dos
Critérios de Segurança na Seção A para maiores informações sobre este assunto.

• A velocidade de movimento, em ambas as direções, é diretamente proporcional à quantidade de


movimento da Alavanca de Controle, a partir da posição central.

• O guincho freia automaticamente os tambores de posição e trava quando os joysticks são


centralizados. Em caso de falha mecânica, a liberação dos controles aciona os freios e
interrompe a rotação do tambor.

Freios do Balanço (giratório):

• O frear dinâmico é realizado por "Controle Cruzado" do Joystick da Mão Esquerda. Por exemplo,
se o guindaste está balançando à esquerda em alta velocidade e o joystick é então centralizado, o
guindaste continuará "costeando" para a esquerda. Afastando o joystick do centro para a direita
ocasionará uma “frenagem de torque" ao movimento do guindaste, assim cessando a rotação mais
rapidamente.

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• O guindaste e a maquinaria de Sistema de Balanço, a ele associado, são protegidos contra danos
durante esta operação, por meio de uma válvula hidráulica que limita o torque, montada em cima
do Motor Hidráulico de Balanço. Esta válvula limitará a quantidade de torque de balanço
disponível durante a aceleração e a desaceleração do guindaste. Porém, é altamente recomendado
que o movimento de balanço deva começar e parar da forma mais lenta e suave quanto possível,
para evitar possíveis danos ao equipamento ou acidentes de trabalho com o pessoal, decorrentes de
uma carga que oscile em demasia.

• O guindaste e a carga podem ser fixados em posição, contra o vento, por meio do Pedal do Freio
de Pé. Este freio é capaz de operação dinâmica e tem capacidade de segurar suficiente para
ocasionar grandes danos à Maquinaria da Lança e do Balanço se for acionado de forma repentina.
Por isto, pede-se muito cuidado na utilização deste freio para cessar o movimento de balanço. O
"Controle Cruzado", conforme descrito acima, é o método preferido para cessar a rotação.

• O guindaste pode ser fixado em posição, indefinidamente, por meio da Alavanca de Freio de
Balanço, montada no console de controle. Quando esta alavanca estiver na posição "Engrenada", o
guindaste fica travado contra rotação. Qualquer tentativa para girar o guindaste, por meio da
alavanca de controle de balanço, enquanto a trava estiver engrenada, resultará no motor hidráulico
de balanço ficar preso contra a trava. Isto não é prejudicial e não danificará qualquer porção da
Maquinaria de Balanço.

Instrumentos e Controles Montados no Console:

• O medidor de "Air Pressure" (Pressão de Ar) indica acessórios.

• O medidor de "Pilot Circuit Pressure" (Pressão de Circuito Piloto) exibe a pressão hidráulica no
Circuito de Controle.

• O medidor de "Swing Motor Pressure" (Pressão do Motor de Balanço) exibe a pressão hidráulica
no Circuito de Balanço.

• O medidor de “Boom Hoist Pressure" (Pressão do Guincho da Lança) exibe a pressão hidráulica
no Circuito do Guincho da Lança.

• O medidor de “Load Hoist Pressure" (Pressão do Guincho de Carga) exibe a pressão hidráulica
no circuito do Guincho Principal ou Auxiliar, dependendo de qual estiver em uso.

• A alavanca de freio da "Swing Lock" (Trava de Balanço) é usada para liberar o cabo de freio de
giro. Esta alavanca deve ser colocada na posição "engrenada" sempre que o operador deixar a
cabina. Esta alavanca deve ser colocada na posição "solta" para fazer a rotação do guindaste.

• A maçaneta de "Hydraulic Controls" (Controles Hidráulicos) libera os controles hidráulicos. O


controle Hidráulico deve estar solto quando as operações do guindaste pararem, para
controlar o uso acidental dos controles principal/auxiliar e os controles de lança/balanço.
Para imobilizar os controles, simplesmente levante a maçaneta de Controle Hidráulico.

• A válvula de controle do "Upper Wiper" (Limpador Superior) é usada para iniciar e parar o
limpador de pára-brisas pneumático superior na janela superior (opcional).

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• A válvula de controle do "Lower Wiper" (Limpador Inferior) é usada para iniciar e parar o
limpador de pára-brisas pneumático inferior na janela principal.

• O "Alarm Silence" (Silêncio de Alarme) reajusta o alarme de baixa pressão de óleo do motor. O
trinco deve ser reajustado imediatamente depois da máquina ser desligada, para impedir que a
buzina toque, enquanto a pressão do óleo diminui.

• Quando o botão preto de "Horn" (Buzina) é apertado, a buzina, montada debaixo da cabina, soará.

• O "Hour Meter" (Medidor de Hora) exibe o período de tempo que a máquina está funcionando
desde sua instalação no guindaste. Os registros da máquina geralmente são feitos a partir das horas
de trabalho da máquina entre serviços.

• O medidor de "Water Temp." (Temperatura da Água) exibe a temperatura do refrigerador do


motor diesel.

• O medidor de “Oil Pressure" (Pressão de Óleo) exibe a pressão do óleo lubrificante do motor
diesel.

• Quando a maçaneta do "Wave Follower" (Seguidor de Ondulação) estiver na posição "ON"


(LIGADO), o interruptor em cima do joystick de lança/giro é ativado. Ao tentar erguer cargas de
um barco de abastecimento durante marés com ondas altas, vire a maçaneta do console para a
posição "ON". Com o dedo polegar esquerdo, pressione e segure o botão montado no joystick.
Abaixe o gancho de carga até o barco e prenda a carga. Acione o máquina em RPM máximo e
puxe o joystick de carga totalmente para trás. A carga (se for suficientemente pesada) ficará no
barco e o gancho de carga seguirá as ondas de acordo com o subir e descer do barco. Na crista de
uma onda (ou sempre que o operador sentir-se confortável) libere o botão e a carga será retirada
do convés. Coloque a maçaneta de volta para a posição "OFF" (DESLIGADO) após a utilização,
para prevenir sua ativação acidental durante operações normais..

• O Botão verde de "Start" (Iniciar) a Máquina energiza o motor pneumático de iniciação para a
máquina diesel. O botão é apertado para ligar a máquina.

• O "Tachometer" (Tacômetro) indica o rpm do motor diesel.

• A Manivela de "Emergency Stop" (Parada de Emergência) fecha a corrente de entrada de ar para


os carregadores turbo do motor diesel, assim afogando a máquina. Isto tornará todas as Alavancas
de Controle Primárias inoperantes e travará todos os Freios de Guincho. A Manivela de Parada de
Emergência só deve ser usada em caso de emergência. Puxe a manivela para aplicar. Reajuste o/s
turbo(s) após o uso.

• A Manivela "Engine Kill" (Desligar o Motor) é usada para desligar o motor diesel. Quando
puxada para fora, isto impede que o combustível flua para o sistema de entrada, parando a
máquina de forma adequada e liberando os controles hidráulicos. Ponha a manivela de volta à sua
posição original depois da máquina parar.

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Controles Operados com os Pés:

• O Pedal de Regulagem de Pressão, operado com o pé direito, controla a velocidade do motor


diesel. O SeaTrax recomenda uma velocidade de máquina entre 1.800 e 2.200 rpm quando estiver
executando operações simultâneas dos movimentos do guindaste primário.

• O Pedal de Freio do Balanço, operado com o pé esquerdo, é usado para segurar o guindaste contra o
vento. Não aplique este freio de forma repentina enquanto o guindaste estiver girando.

• O chão da cabina, à esquerda do pedal de


freio do balanço, encontra-se o Freio de
Emergência do Guincho. Se houver uma
falha, em alguma parte do mecanismo do
guincho, e a carga ou lança começar a cair
em queda livre, o operador deve TIRAR as
mãos dos controles. Isto aciona os freios
automaticamente e pode reduzir a
velocidade / parar a carga que está caindo.

No caso de uma carga cadente, os operadores têm a tendência de puxar os controles para trás. Esta
é a ação ERRADA. Puxar os controles para trás faz com que os freios soltem. Para acionar os
freios, foi colocado um botão, para Freio de Emergência do Guincho, no chão da cabina. Pisando
neste botão, o sistema de pressão do piloto é descarregado para baixo e todos os freios de guincho
são automaticamente acionados. A válvula deve ser reajustada antes das operações do guindaste
serem retomadas. Para fazer isto, simplesmente levante o botão que está no chão (seu movimento
é de apenas ¾").

Artigos Montados na Parede:


• Acima do console, aproximadamente no nível dos olhos, está o
Dispositivo de Liberação de Emergência (ERD). Isto está no lugar
no evento de qualquer um dos guinchos, inadvertidamente,
enganchar em uma embarcação de abastecimento. Puxar o botão
libera os freios do guincho de carga e abre as válvulas de controle do
motor. Isto permitirá que o guincho libere o cabo de saída
lentamente enquanto ele é puxado. A ativação do ERD também fará
a buzina soar continuamente. Quando o gancho tiver sido
desconectado do barco, empurre o botão para dentro para retomar as
operações normais.

• Acima do ERD encontram-se os calibradores e medidores de tempo. Os medidores de tempo no


lado esquerdo são ativados através de pressão no circuito hidráulico para cada guincho. Manter
um registro das horas de operação do guincho pode ser útil para programar serviços e desenvolver
uma análise de tendências.

• O medidor do lado direito exibe “hydraulic oil temp.” (a temperatura do óleo hidráulico) no
plenum de sucção do tanque hidráulico. Durante operações normais, a temperatura não deve subir
acima de 200°F (93°C).

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• O "Hyd. Oil Level” (Nível de Óleo Hidráulico) exibe o nível


relativo de óleo hidráulico no tanque. Quando o medidor
mostrar ‘vazio’, o guindaste não tem óleo suficiente para operar
adequadamente. O tanque deve ser preenchido até 3" (75mm)
do topo.

• O indicador de "Low Engine Water Level” (Nível Baixo de


Água da Máquina) acenderá quando a máquina não tiver
refrigerador suficiente no radiador.

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16 de Setembro de 1999

Procedimento de Partida Inicial e Comissionamento


Partida Inicial:
O teste de todas as funções começará após a conclusão satisfatória de todas as atividades de
contagem. (Complete todas as folhas de verificação inclusive com os itens preferenciais
anexados).

Operação do guindaste:

ACIONAMENTO DO GIRO:

1. Verifique se as engrenagens do montante e do giro foram lubrificadas.

2. Verifique se o tanque reservatório de óleo lubrificante está com ¾ de sua capacidade.

LANÇA:

1. Verifique se as Roldanas da Ponta da Lança foram lubrificadas.

2. Verifique se o soquete acunhador do guincho está instalado adequadamente, bem como a


condição do cabo de aço.

3. Verifique se a Estrutura de Anti “Duplo-Bloqueio” balança sem força excessiva.

4. Verifique se todas as conexões elétricas na lança foram feitas.

5. Verifique se todos os parafusos de conexão da lança foram apertados com o torque correto
utilizando-se os valores corretos de torque. (Ver Procedimento de Instalação de Parafusos
e Inspeção, Seção C)

6. Verifique os níveis de lubrificante nas caixas de engrenagens. Ver Seção D, Lubrificação.

7. Lubrificar o rolamento do eixo em ambos os terminais do guincho.

8. Verifique que os blocos “H” da âncora do cabo estão apertados nos tambores do guincho.

9. Verifique que todas as ferramentas e detritos foram removidos da Lança.

10. Verifique que todos os Pinos de Topo da Lança foram engraxados e que os Parafusos de
Segurança foram instalados.

PÓRTICO:

1. Verifique se as Polias do Pórtico foram lubrificadas

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2. Verifique se todas as escadas, portões de segurança e plataformas foram instaladas
corretamente e encontram-se firmes.

3. Verifique se todos os Parafusos do Pórtico & Partes Superiores foram apertados com o
torque correto empregando os valores de torque. (Ver Seção C)

4. Verifique se todos as ferramentas e detritos foram removidos do Pórtico.

PARTES SUPERIORES:

1. Verifique o nível de lubrificante da caixa de engrenagem do Guincho da Lança.

2. Verifique os níveis dos tanques hidráulicos e de combustível.

3. Lubrifique o rolamento do eixo na parte terminal do guincho.

4. Verifique se os calços de suporte inferiores foram instalados e engraxados.

5. Verifique se as âncoras do cabo do tambor do guincho estão apertadas.

6. Verifique se a Escada de Acesso foi instalada corretamente e encontra-se firme.

7. Verifique se todos os passadiços encontram-se livres de ferramentas e detritos.

MONTAGEM:

1. Verifique se os cabos de orçada encontram-se passadas corretamente, lubrificadas e o


cabo de aço não se encontram danificados.

2. Verifique se o cabo de Carga & Aux está passado corretamente, lubrificado e o cabo de
aço não se encontra danificado.

3. Verifique se o Bloco Principal está passado corretamente com o número correto de


cabos (2, 4, 6, ou 8).

4. Verifique se as polias do Conjunto de Bloco de Amarras encontram-se lubrificadas e


passadas corretamente (se instaladas).

5. Verifique as linhas Pendentes (se instaladas) para certificar-se de que grampos


encontram-se instalados e os cabos estejam em condições satisfatórias.

6. Verifique se as Polias do Bloco Principal, Rolamento do Bloco Principal. e “swivel”


foram lubrificados.

Área do Motor/Cabine:
PRÉ-PARTIDA:

As seguintes verificações devem ser feitas, antes de dar partida no motor:

1. Verifique se o líquido refrigerante no radiador está no nível correto e que a água contém a
quantidade correta de Anti-congelante para as condições climáticas adversas.

Procedimento de Partida Inicial e Comissionamento Página 2 de 4


2. Verifique se o óleo do motor está em seu nível correto.

3. Verifique o nível de óleo lubrificante de acionamento da bomba múltipla.

4. Verifique se o filtro de ar encontra-se limpo e o invólucro plástico foi removido.

CABINE:

1. Verifique os mecanismos de controle, incluindo as alavancas funcionais, acelerador,


partida e parada do motor, e freios para liberdade de movimento e para uma operação
segura.

2. Verifique o funcionamento da buzina.

3. Verifique se os sistemas elétricos instalados na cabine funcionam conforme previsto.

Comissionamento:
Este procedimento detalha as ações específicas que devem ser executadas antes de colocar o
guindaste em operação pela primeira vez. Nota: É essencial verificar todos os níveis de fluído
no motor e caixa de engrenagem antes da partida inicial (Ver Lubrificação, Seção D).

1. Verifique se as seções 2 & 3 encontram-se completas.

2. Verifique visualmente se há vazamento ou danos no sistema hidráulico.

3. Verifique se os sistemas de ar e não-mecânicos apresentam vazamento ou contaminação.

4. Verifique se o suprimento de ar disponível possui pressão e volume suficiente para uma


operação segura.

5. Verifique visualmente se o cabo de aço apresenta uma deterioração evidente, e dano, ou


colocação imprópria. Verifique se o cabo instalado é do diâmetro correto, tipo e se
devidamente lubrificado.

6. Verifique visualmente se existem componentes soltos ou faltantes, tais como seções de


passadiço, escadas e suportes, parafusos, pinos, passadores ou contra-pinos.

7. Execute um exame visual “em torno” do guindaste, lança do guindaste e estrutura de


apoio a fim de certificar-se de que nenhum dano existe e que a instalação estrutural foi
concluída.

8. Assegure-se de que os gráficos de classificação de cargas para a configuração atual e de


que todas as configurações alternativas necessárias encontram-se disponíveis para
utilização do operador do guindaste na estação de controle primária.

9. Verifique os dispositivos de limitação do guincho da lança e do anti “duplo-bloqueio”.


Cuidado deverá ser tomado, a fim de impedir danos aos componentes do guindaste.

10. Verifique visualmente as condições da engrenagem frouxa a ser utilizada, tais como
amarras, ganchos de amarras e manilhas.

Procedimento de Partida Inicial e Comissionamento Página 3 de 4


11. Verifique todas as travas de controle e controles de emergência.

12. “Kickout” da Lança Alto-Baixo: Alto: Ajuste para 12" das paradas da lança.
Baixo: Ajuste para os requisitos da plataforma, Horizontal, 12”
abaixo do descanso da lança. NUNCA desconecte este
sistema.

13. Verifique os indicadores de raio/ângulo da lança (mecânicos e eletrônicos) em toda a sua


amplitude e verifique sua precisão (ver o Sistema Indicador de Carga, Seção M).

14. Inspecione as polias verificando se existem danos, o alinhamento do caminho do cabo e


liberdade de movimento.

15. Corrija as deficiências conforme detalhado acima antes de utilizar.

Procedimento de Partida Inicial e Comissionamento Página 4 de 4


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Lista de Verificação de Comissionamento


DESCRIÇÃO: GUINDASTE E LINHAS DE MONTAGEM SISTEMA: MEC./HID.

Item No. Descrição do Item Sim Não N/D


A) Área de Giro
1 Graxa do pinhão de Giro

2 Tanque de Óleo de Lubrificação ¾ Cheio

B) Lança
3 Polias da Ponta da Lança

4 Estrutura de Anti “Duplo—Bloqueio”

5 Pinos de Topo da Lança

6 Parafusos de Conexão

7 Níveis de lubrificação das caixas de engrenagens. (Ver


Seção D: Lubrificação)
8 Rolamento do eixo engraxado

9 Ferramentas & Remoção de Detritos

C) Pórtico do Guindaste
10 Polias do Pórtico

11 Escadas, Caixas de Segurança & Plataformas

12 Parafusos de conexão

13 Ferramentas & Remoção de Detritos

COMENTÁRIOS:

COMPLETADO POR APRV. PELO CLIENTE C.A. APROVADO


ASSINATURA

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DESCRIÇÃO: GINDASTE E LINHAS DE MONTAGEM SISTEMA: MEC./HID.

Item No Descrição do Item Sim Não N/D


D) Partes Superiores
Assegure-se de que as sucções do Tanque Hidráulico
14
estejam abertas (tanques superiores)
Níveis de lubrificação das Caixas de Engrenagens. (Ver
15
Seção D: Lubrificação)
16 Hid. Nível do Tanque (2 – 3” acima do topo do tanque)

17 Nível do Tanque de Óleo ¼ ½ ¾ Cheio

18 Rolamentos Inferiores

19 Âncoras do Tambor

20 Escada de Acesso

21 Corrimões (removíveis)

22 Ferramenta & Remoção de Detritos

E) Montagem
23 Cabo de Orçada

24 Cabo de Carga & Auxiliar

25 Conjunto do Bloco Principal

26 Conjunto da Esfera de Apoio

COMENTÁRIOS:

COMPLETADO POR APRV. PELO CLIENTE C.A. APROVADO


ASSINATURA
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DESCRIÇÃO: MOTOR / ÁREA DA CABINE SISTEMA: MEC./HID.

Item No. Descrição do Item Sim Não N/D


A) Pré-Partida
1 Líquido Refrigerante do Radiador Cheio
Nível de Óleo do Motor (Verificar Vareta Medidora de
2
Nível)
Nível de Fluido do Acionamento da Bomba (Verificar
3
Vareta Medidora de Nível)
B) Cabine
4 Giro à Esquerda

5 Giro à Direita

6 Tração da Alavanca do Guincho Principal, Carga


Ascendente
Compressão da Alavanca do Guincho Principal, Carga
7
Descendente
Tração da Alavanca do Guincho Auxiliar, Carga
8
Ascendente
Compressão da Alavanca do Guincho Auxiliar, Carga
9
Descendente
Freio do Giro “Freio de Estacionamento” (montado em
10
console)
11 Freio de Giro “Dinâmico” (pedal de pé)

12 Chave de partida do Motor

13 Controle de Aceleração do Motor

14 Manivela de Parada do Motor

15 Função da Sirene

16 Chaves Limitadoras Ascendente e Descendente. Principal

17 Chaves Limitadoras Ascendente e Descendente. Aux

COMENTÁRIOS:

COMPLETADO POR APRV. PELO CLIENTE C.A. APROVADO


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DESCRIÇÃO: ITENS PREFERÊNCIAIS SISTEMA: MEC./E & I

Item No. Descrição do Item Sim Não N/D


1 Proteção do Pinhão de Giro

2 Conjunto do Bloco de Amarras

3 Linhas Pendentes

4 Nível de óleo do Acionamento da Bomba Múltipla

5 Reservatório de Ar

6 Limpadores de Pára-brisas

7 Desligamento do Motor devido a Velocidade Excessiva

8 Função do indicador de Carga Segura

9 Função da Chave Limitadora do Guincho

10 Função da Chave Limitadora do Giro

11 Proteções das Máquinas

12 Proteções de Segurança

Sistema Elétrico
13 Função do Sistema Telefone/Alarme

14 Dano as Antenas de Rádio

15 Função do Radio UHF

16 Função de Amperagem de Ruído Alto

17 Iluminação do Convés

18 Luzes de Iluminação

19 Luzes de Sinalização para Aeronaves

COMENTÁRIOS:

COMPLETADO POR APRV. PELO CLIENTE C.A. APROVADO


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Lista de Verificação de Comissionamento


DESCRIÇÃO: ITENS PREFERÊNCIAIS SISTEM: MEC./E & I

Item No. Descrição do Item Sim Não N/D


20 Luzes de Emergência

21 Luzes da Cabine

22 Luzes do Compartimento do Motor

23 Fornecedores de Energia

24 Disjuntores, Função

25 Ventilador do Aquecedor, Função

26 Aquecedor de Óleo Hidráulico

27 Autofalante Função

28 Alarme Audível Função

29 Sistema de Alarme de Incêndio

30 Sistema de Incêndio

31 Detector de Fumaça

32 Detector de Fogo

33 Conexões de Aterramento

34 Teste de Continuidade de Aterramento

35 A/C Unidade Função

36 Indicador de Carga Função

COMENTÁRIOS:

COMPLETADO POR APRV. PELO CLIENTE C.A. APROVADO

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25 de Abril de 2001

Registro de Inspeção
Freqüência de Inspeção:
O "Tipo de Acionamento" ou freqüência de operação dos Guindastes Offshore varia de um uso quase
contínuo (MODUS) até ficar ocioso por meses num determinado período (plataforma de produção
sem tripulação). Portanto não é possível ou prático para o fabricante do guindaste fornecer programas
de inspeção universais, baseados na freqüência de utilização, que sejam aplicáveis a todas as
situações possíveis.

Portanto, o seguinte Registro de Inspeção visa assistir aos proprietários e operadores no


desenvolvimento de um Programa de Manutenção Preventiva aplicável especificamente à sua
aplicação particular.

Todos os itens deverão ser verificados por um inspetor qualificado. Registros de toda inspeção,
modificação, ou reparo, deverão ser mantidos para formular qualquer tendência de manutenção que
possa se desenvolver. Estes registros devem ser mantidos por pelo menos dois anos.

NOTAS: Esta lista não inclui itens relacionados na Seção D, Lubrificação.


Pintura partida/descascada ou ferrugem podem representar deterioração estrutural
camuflada.

Nível 1 Inspeção Regular (Pré-Uso)

Nível 2 Periódica (Mensalmente), Nível 1 mais estes itens

Nível 3 Intensiva (Trimestralmente), Níveis 1 e 2 mais estes itens

Nível 4 Inspeção Anual (Anualmente), Níveis 1-3 mais estes itens

Inspecionar ou verificar os seguintes:

Área da Cabine:
Nível 1:
• Sinalizações de “fora de operação”.
• Remover quaisquer obstruções a fim de facilitar a visão do operador (inclui a limpeza dos vidros se
necessário).
• Todos os instrumentos funcionam corretamente.
• Todos os instrumentos do motor operam corretamente.
• Funções do Guindaste para uma operação adequada.
• Acelerador opera suavemente, da marcha lenta (950 rpm) à WOT (2.000 rpm).
• Alavancas de Controle operam livremente e retornam ao ponto neutro quando liberadas.
• Todos os guinchos operam suavemente.

Nível 2:
• Registrar a leitura do Medidor de Horas montado no console e verificar funcionamento (se
equipados).
Registro de Inspeção Página 1 de 7
• Classificações de Cargas estão no lugar e são legíveis.
• Extintor de Incêndio encontra-se accessível e carregado.
• Ar Condicionado / Aquecedor funcionam (se equipados).
• Luzes da cabine e equipamento elétrico (se equipados).
• Alarmas de segurança em funcionamento correto.
• Funcionamento dos Limpadores de Pára-brisas e sua condição (se equipados).
• Mecanismo Pivô da Janela (se equipado).
• Funções do guindaste para uma operação adequada.
• Inclinação do pedal de freio mantém-se.
• Sistema de limitação da lança ajustado, nas posições corretas.
• Controles montados no console operam conforme descrito.
• Freio do Guincho de Emergência montado no assoalho inabilita todos os controles hidráulicos
(se equipado).
• Mostrador do Indicador de Carga (se equipado).
• Manivela de desligamento de emergência interrompe rapidamente o motor quando acionada.
(Restaurar após teste)

Nível 3:
• Remover a placa de inspeção atrás do assento e verificar se há vazamentos.
• “Joysticks” controles do console se há vazamentos.

Nível 4:
• Precisão do Indicador de Carga.
• Amortecedores de Vibração em bom estado.

Passadiço Compartimento Lateral / Traseiro:


Nível 1:
• Vazamentos / derrames de óleo ou hidráulicos.
• Nível de combustível.

Nível 2:
• Cabo do guincho da lança.
• Cavalete da lança funciona.
• Desgaste da cinta do freio e condição.
• Pino esticador na articulação do freio e eixo excêntrico.
• Nível de óleo na caixa de engrenagem e estado (½ cheio).
• Abrasão da mangueira.

Nível 3:
• Parafusos de montagem da caixa de engrenagem.
• Parafusos de montagem do motor.
• Parafusos de montagem da estrutura do guincho às partes superiores.
• Estrutura, tambor, estrutura da mesa giratória se há deterioração.
• Freio às soldas do núcleo do tambor.
• Na parte interna da área do tambor do freio (onde as âncoras dos cabos estão localizadas).
• Luva entalhada à solda do tambor.
• Estrutura completa do guincho.
• Plataforma do guincho da lança.
• Cabos dos blocos “H” no tambor do guincho estão bem presos.
• Parafusos retentores do freio e da trava da lança.
Registro de Inspeção.doc Page 2 of 7
• Rolamentos e vedações se há desgaste visível.
• Eixo excêntrico e embuchamentos se há desgaste visível.
• Ajuste adequado da articulação do freio e seu estado.
• Teste do freio do guincho:
• Desconecte a linha “pressão a liberar” do atuador do freio.
• Opere o guincho para a posição de descida à plena carga a fim de verificar se o freio segura.
• Enquanto estiver testando o freio, verifique a pressão máxima do guincho.
• As soldas das partes superiores na borda da emenda do pórtico.
• As soldas desde as vigas do pórtico até a base da estrutura do guindaste.
• As soldas da estrutura desde as vigas do pórtico até as conexões da lança.

Nível 4:
• Remover as capas externas dos rolamentos e inspecionar os rolamentos e vedações.
• Soldas e estruturas em busca de sinais de deterioração.
• Medidores de níveis hidráulicos e de combustível se estão precisos (se equipados).
• Tanques hidráulicos e de combustível para água.
• Condições de gradeamento e retentores frouxos ou faltantes.
• Conexões dos corrimões.

Móvel de Válvulas: (42 e 60 Séries somente)


Nível 1:
• Válvulas, mangueiras, e filtro em busca de sinais de vazamentos.
• Indicador do filtro está verde.

Nível 2:
• Válvulas agulhas do resfriamento do motor estão travadas no ajuste “ouro” (2¼ voltas) (6.000 psi
sistemas).
• Abrasão de Cabo elétrico ou de mangueira.

Nível 3:
• Nenhuma inspeção adicional torna-se necessária.

Nível 4:
• Nenhuma inspeção adicional torna-se necessária.

Casa do Motor:
Nível 1:
• Nível de óleo do motor.
• Nível de fluído do acionamento da bomba (se apropriado).
• Tubos de sucção estão totalmente abertos (se apropriado).
• Vazamentos de combustível, óleo ou refrigerante.
• Sinalizações de “Fora de Operação”.

Nível 2:
• Registrar a leitura do Medidor de Horas e verificar o funcionamento (se equipado).
• Estado do óleo do motor.
• Estado do lubrificante do acionamento da bomba.
• Estado e nível do líquido de refrigeração do motor.
• Estado do purificador de ar.
• Drenar o separador/filtro de ar.
Registro de Inspeção.doc Page 3 of 7
• Indicador do filtro está verde.
• Abrasão de mangueira.
• As válvulas agulhas de resfriamento do motor estão travadas no ajuste “ouro” (2¼ voltas) (6.000psi
72/80 Séries).
• O óleo hidráulico encontra-se a 2 polegadas abaixo do topo do tanque.

Nível 3:
• Parafusos de montagem do motor.
• Aperto da correia do motor e sua condição.
• Operação do dispositivo de desligamento de emergência montado do motor.
• Operação do botão de partida montado do motor.
• Drenar o secador da linha de ar da acumulação de água (se equipado).
• Nível do lubrificador da linha de ar (se equipado).
• Sistema de exaustão se há vazamentos.

Nível 4:
• Soldas e estrutura se há sinais de deterioração.
• Suspiro do acionamento da bomba em busca de sinais de contaminação.
• Sinais de deterioração do tubo de sucção ou vazamentos.
• Articulação de desligamento do motor e sua operação.
• Articulação de desligamento de emergência do motor e sua operação.
• Operação de desligamento montado do motor.
• Dispositivo de resfriamento de óleo do radiador e limpar conforme indicado a fim de assegurar um
fluxo de ar adequado.
• Amortecedores de vibração em busca de sinais de deterioração.
• Receptor de ar para água, vazamentos, ou corrosão (se equipado).
• Conexões dos corrimões.

Área de Rotação:
Nível 1:
• Vazamentos hidráulicos em torno do motor de rotação e do conjunto de limitação do guincho da
lança.
• Estados dos rolamentos do suporte frontal e retentores.

Nível 2:
• Embuchamentos dos pinos de topo da lança e retentores.
• Condição de todos os rolamentos do suporte.
• Nível de óleo lubrificante no reservatório (½ - ¾ de cheio).
• “Kick-out” da lança para vazamentos.
• Abrasão de mangueira.

Nível 3:
• Engrenagens do pinhão, retentor da roda dentada, e parafusos.
NOTA: As engrenagens do pinhão raramente necessitar ser substituídas e são amaciadas nas 250 horas
iniciais. Inspecione as ranhuras externas com uma régua vertical após desbastar, deverá haver menos
de que ¼” de desgaste.

Nível 4:
• Engrenagem do pinhão inferior parcialmente para lubrificar e inspecionar ranhuras.
• Parafusos de retenção do giro (limpe o parafuso e roscas, aplique loctite 271, e um torque até 600
pés-lbs.)
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• Soldas e estrutura em busca de sinais de deterioração.

Guinchos Principal e Auxiliar:


Nível 1:
• Vazamentos Hidráulicos.

Nível 2:
• Cabo de aço do guincho em busca de sinais de deterioração ou dano.
• Desgaste e condição da cinta de frenagem.
• Ajuste adequado da articulação do freio e condição.
• Pino esticador na articulação do freio e eixo excêntrico.
• Nível e estado do óleo na caixa de engrenagem (½ de cheio).
• Abrasão da mangueira.

Nível 3:
• Parafusos de montagem da caixa de engrenagem.
• Parafusos de montagem do motor.
• Parafusos de montagem da estrutura do guincho até a lança.
• Cabos dos blocos “H” no tambor do guincho estão bem presos.
• Vedações em busca de sinais de desgastes visíveis.
• Eixo excêntrico e embuchamentos se há sinais de desgastes visíveis.
• Teste do freio do guincho:
• Desconecte a linha “pressão a liberar” do atuador do freio.
• Opere o guincho para a posição de descida à plena carga a fim de verificar se o freio segura.
• Durante o teste do freio, verifique a pressão máxima do guincho.

Nível 4:
• Remover a capa do rolamento externo para inspecionar os rolamentos e vedações.
• Parafusos de retenção do freio.
• Estrutura, tambor, estrutura de topo da lança se há sinais de deterioração.
• Freio às soldas do núcleo do tambor.
• Na parte interna da área do tambor do freio (onde as âncoras dos cabos estão localizadas).
• Luva entalhada à solda do tambor.
• Estrutura completa do guincho.

Seções Reta e da Base da Lança:


Nível 1:
• Inspecionar visualmente por flanges de fixação que não se tocam.
• Porcas e parafusos faltantes.

Nível 2:
• Nenhuma inspeção adicional torna-se necessária.

Nível 3:
• Costuras e arcos da lança em busca de sinais de danos ou deformações.
• Parafusos com torques aplicados em seus valores corretos sem forçar.

Nível 4:
• Soldas nas placas de conexão (entre as seções da lança).
• Placas de pé verticais na base da lança (onde os pinos pivôs são fixados).
• Trilhos de atrito tenham pelo menos 1/8” de material remanescente.
Registro de Inspeção.doc Page 5 of 7
• Estado dos Passadiços/gradeamento e dos parafusos de montagem (se equipados).

Extensão do Braço e Ponta da Lança:


Nível 1:
• Afrouxe os acessórios (amarras, ganchos e manilhas).
• Cabo de aço principal na extremidade fixa em busca de fios partidos.

Nível 2:
• Todas as polias na área da ponta em busca de sinais de dano evidente ou arruelas de encosto
partidas.
• A suspensão da lança e placas de suporte das cargas em busca de sinais de deformação ou
deterioração.
• Cabo de amarração e polias de cabo de amarração encontram-se em condições aceitáveis (se
equipados).
• Linhas pendentes e soquetes de zinco bruto em busca de sinais de deterioração (se equipados).
• Bloco de carga:
• Polias em busca de sinais de evidente dano.
• Manilha em busca de contra-pinos faltantes ou porcas (se equipados).
• Manilha, ou gancho se existem sinais de excessivo desgaste ou deformação.
• Vedação da graxa não se encontra danificada.
• Ilhó do gancho (pino transpassador), ou gancho giram livremente.
• Lingüeta fechando adequadamente (se equipado).
• Linha Auxiliar:
• Gancho auxiliar em busca de sinais de rachaduras no pescoço ou deformação.
• Lingüeta de segurança do gancho em busca de sinais de dano e operação adequada.
• Cabo transpassador em busca de fios partidos ou sinais de deterioração.
• Livre rotação da junta giratória.
• Lingüeta fechando adequadamente.

Nível 3:
• Trilhos de atrito da ponta devem ter ao menos 1/8” de material remanescente.
• Parafusos com torques aplicados até os valores corretos sem forçar.
• Cabo de aço de suspensão.
• Desparafuse e levante a esfera a fim de examinar a extremidade fixa, embuchamento, conexão
rotativa e pinos.
• Estrutura do Anti “Duplo-bloqueio” em busca de sinais de danos e liberdade de movimentos.
• Luz de alerta para aeronaves ilumina (normalmente com o motor em funcionamento).

• Nível 4:
• Estrutura da extensão do braço.
• Soldas de conexão da extremidade fixa.
• Remover os eixos e polias na ponta e no bloco de carga a fim de limpá-los e inspecionar os
rolamentos.

Pórtico:
Nível 1:
• Polias do pórtico em busca de sinais evidentes de dano.
• Junta giratória aérea em busca de sinais de dano ou vazamento (se equipado).
• Junta giratória elétrica em busca de sinais de danos e liberdade de movimentos (se equipado).
• Extremidade fixa do cabo do guincho da lança.
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Nível 2:
• Conexão da placa da extremidade fixa.
• Polias em busca de sinais de danos, desgaste, trincas, ou arruelas de encosto partidas.
• Todo o equipamento elétrico instalado no pórtico funcionando corretamente.
• Rolamento superior em busca de sinais de desgaste excessivo.
• O braço do guindaste está bem preso (se equipado).

Nível 3:
• Parafusos dos flanges desde o pórtico até as partes superiores.
• Soldas e estrutura em busca de sinais de deterioração.
• Flanges inferiores
• Área de Suporte
• Área das polias
• Viga traseira encaixada de canto
• Paradas da mola da lança em bom estado (se equipado).

Nível 4:
• Escada e corrimões em busca de danos ou parafusos faltantes.
• Estado dos passadiços/gradeamento e parafusos de montagem.
• Remover eixo e polias para limpeza e inspecionar rolamentos.

Montante:
Somente Nível 4:
• Soldas e estrutura.

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STDFM-43 Rev. 1 01/31/01

22 de Maio de 2001

Instalação de Parafusos e Procedimento de Inspeção


Instalação
• Assegura que todos os Parafusos, Porcas, arruelas cumprem com as Especificações para Parafusos
& Porcas de Grande Diâmetro da SeaTrax .

• Visualmente checar se as bases conectoras da seção da lança encontram-se niveladas (N/A nas SB
Séries). Estas são projetadas como juntas pesadas e de não-precisão. Os componentes foram
soldados utilizando-se padrões de guia, que mantêm as peças em posição, mas devido a tira de
solda, as conexões de junção aparafusadas podem não apresentar uma fixação correta. Embora a
maioria das bases estará se encontrando, pequenas folgas são comuns. Estas folgas NÃO são
críticas e não afetam a estabilidade da conexão considerando-se que os parafusos foram apertados
com o valor de torque correto.

• Instalar todos os parafusos com as roscas para baixo de forma que a água não ficará retida entre as
roscas e porcas. As cabeças dos parafusos da lança devem estar direcionadas para a ponta da lança.

• Colocar uma arruela lisa endurecida sobre a porca e cabeça de cada parafuso de forma a atender as
Especificações para Parafusos & Porcas de Grande Diâmetro da SeaTrax . Aplicar o torque a
todos os parafusos de acordo com o tamanho & grau (ver tabela na próxima página).

Inspeções Subseqüentes:
• Visualmente checar se as bases conectoras da seção da lança encontram-se niveladas. Talvez possa
haver alguma folga devida a superfícies irregulares entre as duas bases, mas a folga não poderá ser
contínua através de toda a área da base. Uma boa maneira de verificar os parafusos de baixo é
levantar a lança ligeiramente do pedestal da lança antes de verificar se há folgas. Verificar para ver
se a folga fecha, quando a lança é colocada de volta no pedestal.

• Verificar o torque ao aplicar o torque apropriado com uma chave de torque. Se a porca gira, registre
esta condição e torne a verificar após 12 – 14 horas de operação. Se a porca gira novamente,
troque o parafuso, porca e arruela lisa endurecida.

POINT POINT

Instalação de Parafusos e Procedimento de Inspeção Página 1 de 2


Torque Recomendado
TEFLON®
GRAU 8 REVESTIDO
TAMANHO DO (AZUL)
PARAFUSO TORQUE À TORQUE TORQUE À
SECO LÍQUIDO SECO
FT-LBS FT-LBS FT-LBS
2¼” 6,450 4,175 5,500
2” 5,000 3,235 3,750
1¾” 3,325 2,152 2,500
1½” 2,185 1,414 1,600
1¼” 1,200 777 900
1
1 /8” 860 557 650
1” 600 388 450
7
/8” 400 260 300
¾” 275 175 190
5
/8” 160 100 110
½” 80 50 -
3
/8” 32 20 -

Todos os parafusos 1” e maiores devem atender as Especificações para Parafusos & Porcas de
Grande Diâmetro da SeaTrax . Todos os outros são Grau 8.

NOTAS:
1. Para torque líquido, Graxa de Dissulfureto de Molibdênio é o único lubrificante aprovado.
(Outros lubrificantes requerem valores de torque diferentes).

2. Os valores de torque listados acima são menores que o máximo permitido para cada tamanho de
parafuso definido no tocante a esta aplicação específica.

3. Os parafusos de aço inoxidável são tipicamente utilizados em itens não estruturais onde um torque
específico não é necessário, portanto eles não estão incluídos nesta tabela.

Por favor, envie todas as questões concernentes a este procedimento para:

Service Manager
SeaTrax Inc.
13223 Spencer Rd. (FM 529)
Houston, Texas 77041 U.S.A.
tel.: (713) 896-6500
fax: (713) 896-6611

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8 de Maio de 2001

Especificações para Parafusos e Porcas de Grande


Diâmetro
Para Montagem do Guincho, Conexões do Pórtico, & Conexões da Lança
Todos os parafusos & porcas de 1” de diâmetro e maiores devem ser ordenados conforme segue:

Parafusos:
• ASTM A 354 (edição em vigor) Grau BD Parafusos com Cabeça Hexagonal
• Dimensões devem estar em conformidade com ANSI/ASME B18.2.1
• Roscas devem ser “Unified National Coarse” conforme ANSI B1.1
• Acabamento deve ser do tipo Fluorokote #1, azul.
• Marcação do Grau deve ser seis (6) linhas radiais na cabeça conforme ASTM A 354 seção 15
• Certificação conforme ASTM A 354, seção 14 torna-se necessária. (Inclui “Certs Fabricação”)

Porcas:
• ASTM A 194 (edição em vigor) Grau 2H Porcas Hexagonais Robustas
• Dimensões devem estar em conformidade com ANSI/ASME B18.2.2 para Séries Hex Robustas
• Roscas devem ser “Unified National Coarse” conforme ANSI B1.1
• Acabamento deve ser do tipo Fluorokote #1, azul.
• Marcação do Grau deve ser “2H” conforme ASTM A 194 seção 11
• Certificação conforme ASTM A 194, seção 13 torna-se necessária.(Inclui “Certs Fabricação”)

Arruelas:
• ASTM F 436 Arruelas Lisas Endurecidas (1 de cada sob cada porca)
• Acabamento deve ser do tipo Fluorokote #1, azul.

Alternativa aceitável para parafusos com diâmetros de1” a 1½” como segue:

Parafusos:
• SAE J429 (edição em vigor) Grau 8 Parafusos de Cabeça Hexagonal
• Dimensões devem estar em conformidade com ANSI/ASME B18.2.1
• Roscas devem ser “Unified National Coarse” conforme ANSI B1.1
• Acabamento deve ser do tipo Fluorokote #1, azul.
• Marcação de grau deve ser seis (6) linhas radiais na cabeça conforme ASTM A 354 seção 15
• “Certs Fabricação” são necessários

Porcas e Arruelas:
• Alternativa não Aceitável

Especificações para Parafusos e Porcas de Grande Diâmetro Página 1 de 1


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4 de Abril de 2001

Inspeção do Bloco de Carga e Esfera Suspensa


Geral
Nunca utilize um gancho cujo ângulo interno tenha aumentado, ou cuja extremidade esteja
entortada de modo que o pino de travamento não possa ser inserido através da lingüeta de
travamento e do corpo do gancho. Inspecione o orifício da manilha no gancho em busca de
sinais de deformação ou dano. Se estiver significativamente deformado, o gancho deverá ser
retirado de operação. Lingüetas não funcionarão adequadamente em ganchos com
extremidades entortadas ou desgastadas.

Sempre inspecione visualmente qualquer manilha antes de utilizá-la e verifique sua correta
classificação (tons) para aquela carga, e que não esteja visivelmente deformada ou faltando a
porca ou contra-pino. Inspecione o parafuso da manilha a fim de assegurar-se de que não
esteja entortado ou danificado.

Nunca repare, altere, recondicione, ou remodele um gancho através de solda, aquecimento,


queima ou entortamento. Os ganchos não-conformes deverão ser substituídos.

Inspeção do Bloco de Carga


Verifique visualmente que a(s) polia(s) do bloco de carga foram devidamente engraxadas, que
se encontram em boas condições, e giram livremente. Não deverão existir quaisquer
rachaduras na soldagem do bloco de carga. O rolamento do bloco de carga deverá ser
engraxado adequadamente e girar livremente.

Durante a inspeção anual, o eixo e as polias devem ser removidos, limpos e inspecionados
completamente.

Inspeção da Esfera Suspensa

Inspecione visualmente a “linha Astinger”≅ (a partir da esfera suspense até o gancho)


procurando por fios partidos, gancho danificado, ou pinos/parafusos frouxos/faltantes.

Durante a inspeção trimestral, remova os parafusos na extremidade inferior da bola suspense e


suspenda-a. Inspecione o embuchamento (no topo do bloco), a junta giratória, os pinos, o
soquete com cunha, e o cabo de aço.

Verificar Seção F, Montagem, para os métodos de inspeção de cabo de aço (cabo


transpassador).

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1 de Agosto de 1999

Soquetes de Cunhas
Prendendo a extremidade fixa do cabo num soquete de cunha

O soquete de cunha será instalado com o lado da carga dinâmica do cabo de aço em conjunto com o pino
do soquete de cunha. Uma presilha de cabo de aço deve ser utilizada conjuntamente com o soquete de
cunha (no estilo “Terminator”).

Este soquete de cunha estilizado é fixado ao colocar uma presilha através do soquete, e fixando-a à
extremidade fixa da linha.

Sempre que uma presilha de cabo for utilizada, DEVE ser aplicado o torque especificado segundo as
especificações dos fabricantes.

Soquetes de Cunhas Página 1 de 2


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Outros meios disponíveis para fixação das extremidades fixas


(segundo API RP2D)
Utilize arame para
prender ligeiramente
o cabo
Mínimo de 7 vezes
o diâmetro do cabo

Máximo de 3 vezes o
diâmetro do cabo

Braçadeiras do Cabo
Crosby G-450
Torque da
Diâmetro SeaTrax
Braçadeira
do Cabo Nr. de Parte.
(Ft.Lbs)
5
/8 - 95
3
/4 10005 130
7
/8 10006 225
1 10007 225
1
1 /8 10019 225
1
1 /4 10025 360
3
1 /8 10049 360
NOTA: Os valores mostrados estão baseados no
fato de que as roscas se encontram limpas, secas e
livres de lubrificantes.

Soquetes de Cunhas Página 2 de 2


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1 de Maio de 2001

Trava da Lança
Função da Trava da Lança:
A trava da Lança foi projetada para manter a lança no lugar durante manutenção do motor ou da caixa
de engrenagens. NÃO acione a Trava da Lança enquanto o tambor estiver girando, ele não está
projetado como um freio. NÃO acione a Trava da Lança e conduza o guincho na direção de
descida. Isto poderá danificar o conjunto de travamento e a caixa de engrenagens.

Operação da Trava da Lança:


A nova trava da lança foi projetada especificamente de forma a precisar de duas pessoas para operar
porque os operadores do guindaste tendem a usá-la mais como uma ferramenta de manutenção e
esquecem-na engrenada.

Para engrenar a trava da Lança, mantenha uma pessoa da manutenção em pé ao lado da caixa de
engrenagens de elevação da lança e localize a Trava da Lança. Com uma mão, empurre a manopla
para frente. Enquanto a manopla movimenta-se para frente, a embreagem ficará solta. Com a outra
mão. Puxe a embreagem contra a manopla. Permita que a manopla e a embreagem movam-se para
trás sob a pressão da mola. O Operador pode agora suavemente descer a lança até que a trava da lança
esteja engrenada e a lança interrompa sua descida (o ponto da lança pode mover-se menos de um pé).
NÃO continue a movimentar dentro da garra de travamento, ela não foi projetada para absorver a
força enorme gerada por
um motor e uma caixa de
engrenagens.
Visualmente, se certifique
de que a garra está
totalmente engrenada no
mecanismo de catraca.

Para liberar a trava da


Lança, o operador deve
levantar a lança
lentamente, enquanto que
a pessoa da manutenção
segura a embreagem e
empurra a Manopla de
trava da Lança para
frente até que a
embreagem possa cair
sobre o pino. Lentamente
abaixe a lança para
certificar-se de que a
garra foi totalmente
liberada.

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10 de Fevereiro de 2000

Sistema de Limitação Hidráulico do Guincho da Lança


GERAL:
SeaTrax guindastes são equipados com um sistema de limitação da elevação da lança operado
mecanicamente, o qual limita os ângulos máximos, e mínimos além do qual a lança não pode ser
movida.

O sistema de limitação da lança consiste de um conjunto de partes soldadas “kick-out da lança”


que gira sobre o ponto pivô da lança, com um braço de extensão que se encontra ligado à lança, de
forma que ele se move para cima e para baixo exatamente como a lança o faz. Na seção circular do
“kick-out” são montados dois excêntricos de discos com uma superfície inclinada em cada um.
Cada deslizamento do êmbolo atua um pistão, que opera um cartucho montado na válvula de
controle hidráulico. Estas válvulas são montadas dentro do corpo da válvula, o qual é aparafusado
às peças superiores no ponto pivô da lança.

OPERAÇÃO:
Quando o joystick do lado esquerdo é puxado para trás, o óleo hidráulico do circuito de controle é
enviado para o lado de cima da válvula de controle da lança. Entre estes dois pontos está o “kick-
out” da lança. Enquanto a lança é levantada, o braço do “kick-out” levanta também até que o
Deslizamento do Êmbolo "A" contate seu pistão. Este atua na válvula cartucho e descarrega a
pressão do joystick para o tanque, portanto, a válvula de controle não recebe mais o sinal de lança
ascendente. Enquanto a lança é abaixada, o braço do “kick-out” move-se para baixo até que o
Deslizamento do Êmbolo "B" contate seu pistão, novamente forçando a pressão de óleo ser
descarregada para o tanque.

AJUSTE: (Referir-se ao desenho do “Kick-out” da lança na Seção Relação de Materiais e


Dados dos Componentes)

Cada placa de deslizamento do êmbolo tem duas ranhuras curves, que possibilitam a placa mover-
se para trás e para frente ao longo de um raio fixo, correspondente a um raio de ação de diferentes
posições da lança. O deslizamento do êmbolo "A" deverá ser ajustado de forma a possibilitar um
mínimo de 12” de espaço entre a lança e os pontos de paradas da lança quando a válvula abre no
ângulo máximo. Se a distância não estiver correta, desaperte os dois parafusos de ¼” presos ao
deslizamento do êmbolo, e, mova-o na direção correta para produzir o efeito desejado.

O “Kick-out” da Elevação da Lança deverá ser testado diversas vezes, enquanto estiver levantando
a lança, inicialmente com baixa velocidade e posteriormente com plena velocidade, a fim de
assegurar que a lança não esbarre nos pontos de paradas da lança com excessiva força. O próximo
passo é ajusta o limite do ângulo inferior no sistema de “kick-out”. O deslizamento do êmbolo "B"
deverá ser ajustado de forma que a válvula abra quando a lança estiver na horizontal, 12” abaixo
do encosto da lança. Ajuste o deslizamento do êmbolo conforme a necessidade, e reaperte os
parafusos. O “kick-out” exigirá periódicos reajustamentos durante a vida útil do guindaste.

Este sistema é uma CARACTERÍSTICA DE SEGURANÇA e não deverá


NUNCA ser desconectado.
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11 de Novembro de 1999

Ajustes do Sistema Hidráulico para Guindastes à Alta


Pressão
Válvulas de Alívio de Pressão:
As válvulas de alívio encontram-se instaladas num circuito para certificar-se de que a pressão
do sistema não ultrapasse os limites de segurança pré-estabelecidos. As válvulas de alívio são
destinadas a aliviar eventuais excessos de pressão que surgem durante o curso de uma operação
normal. É permitido o retorno do fluído excedente ao reservatório através de um orifício de
saída da válvula enquanto a pressão total ajustada é mantida no sistema.

Verifique a pressão, observando o manômetro localizado no console do operador.

NOTA: Todos os ajustes do sistema hidráulico deverão ser executados somente quando o
motor e o sistema hidráulico estiverem à temperatura normal de operação. Se o guindaste
estiver frio e não tiver operado, dê partida no motor e possibilite que o óleo hidráulico se aqueça
até a temperatura normal de operação.

Guincho da Lança e Principal/Auxiliar (Referir-se aos Desenhos da Bomba e Controle


da Válvula)
1. Localize a bomba e a correspondente válvula de controle e atuador do freio.

2. No atuador do freio, desconecte e tampone a linha que sai da válvula de liberação do freio
até o atuador de liberação do freio (linha do freio mais próxima à estrutura do guincho).

3. Olhe a bomba de trás. Encontre o conjunto regulador (está localizado à 90° no sentido
horário a partir do tubo de sucção). Há dois parafusos de ajuste na parte traseira (pode
haver um cone moldado sobre que deve ser removido. Somente ajuste aquele mais
afastado no sentido horário. Afrouxe a contra-porca e gire este parafuso completamente.
NÃO ajuste o outro parafuso.

4. Na válvula de controle, localize a válvula de alívio de pressão (esta deve estar coberta por
uma tampa laranja disponível). Afrouxe a contra-porca e afrouxe o parafuso de uma volta
inteira.

5. Dê partida no motor e deixe-o trabalhar por cinco minutos.

6. Faça com que o operador manobre o guincho correspondente, em plena aceleração, na


posição de descida plena. Isto deverá ser mantido durante o processo completo de ajuste.
(Desde que a linha de liberação do freio foi desconectada, o guincho não mover-se-á.)

7. Leia a pressão no manômetro de pressão correspondente na cabine. Ele deverá estar a


cerca de 2.000 psi.

Ajustes do Sistema Hidráulico para Guindastes à Alta Pressão.doc Pág. 1 de 4


8. Na válvula de controle, gire lentamente o parafuso para dentro até que a pressão alcance
5.800 psi. Trave a contra-porca nesta pressão.

9. Retorne à bomba e afrouxe o parafuso de ajuste até que pressão caia para 5.400. Trave a
contra-porca.

10. Reconecte a linha de liberação do freio. O ajuste de pressão sobre a bomba e válvula está
agora concluído. Por medida de segurança, NÃO ajuste as pressões de operação
acima de 5.400 psi.

NOTA: Considerando que o guincho principal e o guincho auxiliar compartilham a


mesma bomba, válvula de controle, e válvula de alívio, todos os ajustes da válvula de
alívio do guincho estão completos, utilizando-se o guincho principal, conforme detalhado
acima.

Válvula de Alívio do Sistema de Rotação


NOTA: Todos os ajustes são executados à plena aceleração com o “joystick” totalmente à
direita ou à esquerda.

1. Dê partida no motor e deixe-o trabalhar


por cinco minutos.

2. Engrene o freio de rotação no console. As


engrenagens de giro não devem girar
durante o ajuste.

3. Mova o “joystick” esquerdo par a direita e


aumente a velocidade do motor até o
máximo RPM.

4. Leia o ajuste da válvula de alívio de


pressão no manômetro do Sistema de
Rotação no console. A pressão deverá
indicar 2.500 psi ± 50 psi. Repita a etapa
(3), mas para a esquerda agora.

5. Se a pressão não estiver correta, localize a


válvula de alívio transversal aparafusada
no topo do motor de rotação. Remova os
tampões na extremidade dos cartuchos da válvula de alívio (o fluído vazará lentamente,
isto é normal).

6. Insira uma chave de aperto tipo Allen dentro da extremidade do cartucho e aparafuse o
pistão dentro do cartucho (sentido horário) até que ele alcance o fundo. Faça isto em todos
os cartuchos. Agora, as válvulas de alívio transversais estão fechadas.

7. Lentamente mova o “joystick” esquerdo totalmente para a esquerda ou para a direita


enquanto aumenta a velocidade do motor até o máximo. A Pressão de Giro deverá indicar
2.800 psi ±50. Se a pressão estiver correta, vá para a etapa 11. Se a pressão necessita de
ajustes, passe para a etapa 8.

Ajustes do Sistema Hidráulico para Guindastes à Alta Pressão Página 2 de 4


8. Localize a válvula de controle (usualmente sobre o assoalho do gabinete da válvula ou da
casa do motor).

9. Remova a porca “cega” e arruela de bronze se equipada com elas. Afrouxe a contra-porca
e lentamente gire o parafuso de ajuste para dentro da válvula (sentido horário) a fim de
elevar a pressão, ou afrouxe (sentido anti-horário) para reduzir a pressão.

10. Assim que a pressão de 2.800 psi tiver sido atingida, trave a contra-porca. Substitua a
arruela de bronze e porca “cega” se foram removidas. NOTA: 2.800 psi pode não ser
atingido em bombas desgastadas. Neste caso, gire o parafuso de ajuste algumas voltas. A
seguir, observe a pressão enquanto o parafuso é afrouxado. Assim que a pressão começar
a cair, pare e aperte a contra-porca. Substitua a arruela de bronze e a porca “cega”.

11. Retorne para área de giro e localize o cartucho da frente em cada válvula de alívio
transversal.

12. Com o “joystick” na posição totalmente à direita e o acelerador calcado ao máximo,


lentamente desaperte o pistão no cartucho da frente até que a pressão diminua para 2.500
psi. Para as unidades de motor de giro simples passe para a etapa (14), para as unidades de
motor de giro múltiplos vá para a etapa (13).

13. Mova para o próximo conjunto de motores e cartuchos de frente. Desaperte o pistão até
que a pressão diminua para baixo de 2.500 psi então aperte-o ligeiramente. Repita esta
etapa para quaisquer cartuchos de frente remanescentes.

14. Mova o “joystick” totalmente para a esquerda e repita as etapas (12) e (13) para os
cartuchos das partes traseiras.

15. Substitua todos os tampões dentro das extremidades do cartucho.

Válvula de Alívio do Sistema de Controle


1. Dê partida ao motor e deixe-o em marcha lente por cinco minutos.

2. Deixe o motor aquecer e o motor atingir em marcha lenta (cerca de 925 RPM). Leia o
manômetro do Sistema de Controle enquanto o motor estiver em marcha lenta. O
manômetro deverá indicar aproximadamente 600 psi ±50 psi com o guindaste na
temperatura normal de operação.

3. Se a pressão não estiver correta, ache a válvula de alívio de pressão do sistema de


controle. Afrouxe a contra-porca recartilhada traseira e aparafuse o botão frontal para
dentro da válvula (sentido horário) a fim de elevar a pressão, ou desaperte (sentido anti-
horário) para diminuir a pressão até que o manômetro registre 600 psi. Se a pressão não
atingir 600 psi, feche as três válvulas agulhas de resfriamento do motor próximas da
válvula de alívio do sistema de controle. Se a pressão ainda não aumentar, o filtro do
sistema de controle pode necessitar substituição se estiver instalado na linha antes da
válvula de alívio (verificar o esquema hidráulico).

4. Se a pressão agora ultrapassar 600, abaixe-a até 600. Lentamente abra as três válvulas
agulha de forma igual até que a pressão comece a cair. Trave todos os botões de ajuste. A
Pressão encontra-se agora ajustada. NOTA: As válvulas agulha ficam normalmente
ajustadas com 2¼ voltas (ouro).
Ajustes do Sistema Hidráulico para Guindastes à Alta Pressão Página 3 de 4
5. Eleve o giro do motor até o máximo de RPMs e verifique o manômetro. O manômetro
deverá estar registrando no máximo cerca de 700 psi. Se a pressão for substancialmente
mais elevada, isto pode indicar algum problema com a válvula de alívio. Utilização por
período prolongado nestas condições pode artificialmente abreviar a vida útil das vedações
no sistema de controle. Contate a SeaTrax® para a devida orientação, a fim de resolver este
problema.

Ajustes do Sistema Hidráulico para Guindastes à Alta Pressão Página 4 de 4


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12 de Junho de 2001

Inspeção do Tambor do Freio, Ajuste e Substituição

Geral
Os guindastes da Seatrax estão equipados com freios do tipo tambor e freios com cintas de frenagem
externas. O freio é apertado em torno do tambor pela força do Atuador do freio.

O atuador mantém a tensão pelo emprego de uma(s) mola(s) interna(s). Para liberar o freio, pressão
hidráulica é aplicada sobre o atuador forçando o pistão interno a retrair a haste do pistão e comprimir a(s)
mola(s).

NOTA: Todos os ajustes e teste deverão ser feitos com nenhuma carga a menos que de outra forma esteja
indicado.

Inspeção
A cinta do frio e seus componentes associados deverão ser periodicamente inspecionados quanto ao
desgaste ou deformação.
Quando estiver inspecionando os componentes, certifique-se de que:
• O material da cinta seja suficientemente espesso (rebites não estejam desgastando-se para dentro do
tambor).
• Não existam rachaduras ou deformações da soldagem da cinta.
• Todas as porcas estejam bem apertadas.
• O embuchamento da cinta do freio (sobre o pino excêntrico) esteja em boas condições (a parte
desgastada muito comum).
• O pino excêntrico esteja em boas condições (dano ocorre logo que o embuchamento da cinta do freio
desgaste-se).
• A barra do freio esteja dentro de 5° da vertical (aproximadamente).
• O pino excêntrico esteja numa posição quer próxima quer afastada do tambor (dependendo da
aplicação).
• O atuador e mangueiras correlatas não estejam vazando.
• Todos os parafusos do encosto e contra-pinos estejam em boas condições.
• O freio segure quando testado.

Teste
Para testar que um freio segure quando acionado:
• Desconectar a linha de “pressão a liberar” do atuador do freio.
• Acionar o guincho para baixo a plena carga a fim de certificar-se de que o freio segura.

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PHILIPP VIELHAUER

,

mSTORIADA LITERATURA - PRIMITIVA CRISTA Introdução ao Novo Testamento, aos Apócrifos e aos Pais Apostólicos

Tradução: Dson Kayser Revisão: Vagner Montrezol

2005

li

CRISTÃ

©

Editora Academia Cristã

©

1975 by Walter de Gruyter & Co., Berlin

Título original: Geschichte der urchristlichen Literatur Supervisão Editorial: Paulo Cappelletti Rogério de Lima Campos Luiz Henrique Alves da Silva Layout e arte final: Pr. Regino da Silva Nogueira Tradução: Ilson Kayser Revisão: Vagner Montrezol Capa: James Valdana Consultoria em assuntos relacionados à Biblioteconomia Cláudio Antônio Gomes

V66Jh

Vielhauer, Philipp História da literatura cristã primitiva: Introdução ao Novo Testamento, aos Apócrifos e aos Pais Apostólicos/Philipp Vielhauer; Trad. Ilson Kayser. - Santo André: SP: Editora Academia Cristã Ltda, 2005. Título original: Geschichte der urchristlichen Literatur 16x23 em.; 864 páginas ISBN 85-98481-09-2

CDU-225.01

1. Bíblia-NT - Introdução 2. Bíblia-NT - Apócrifos 3. Bíblia-NT - Crítica textual L Título lI. Subtítulo

Índice para catálogo sistemático: I. Novo Testamento - Introdução 2. Novo Testamento - Crítica textual

225.01 225.014

Proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer forma ou meio eletrônico e mecânico, inclusive através de processos xerográficos, sem permissão expressa da editora (Lei n° 9.610 de 19.2.1998). Todos os direitos reservados à EDITORA ACADEMIA CRISTÃ LIDA. Rua Marina, 333 - Santo André Cep 09070-510 - São Paulo, SP - Brasil Fonefax (lI) 4424-1204 e 4421-8170 [email protected] www.editoraacademiacrista.com.br

À MINHA ESPOSA

~

INDICE ABREVIATURAS

21

APRESENTAÇÃO À EDIÇÃO BRASILEIRA

25

PREFÁCIO

27

CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO

29

§ 1. A TAREFA

29

§ 2. FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS Observações preliminares 1. Fórmula "pístii' (de fé) a) A fórmula sobre a ressurreição b) A fórmula sobre a morte c) Fórmulas combinadas d) Origem e lugar vivencial (Sitz im Lebetú e) Apêndice 2. Homologias a) Aclamação b) Frase de identificação c) Apêndice 3. Fórmulas querigmáticas a) Pregação missionária aos gentios b) Pregação missionária aos judeus 4. Textos litúrgicos a) Uma fórmula pessoal b) Aclamações EtÇ •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• c) Outras aclamações d) Doxologias e) Orações f) Fórmulas cúlticas da Ceia do Senhor g) Liturgia de entrada da Ceia do Senhor h) Celebração do Batismo i) Parêneses batismais ou de ordenação

37 39 43 44 45 47 49 51 52 52 54 56 57 57 58 58 58 61 64 64 65 66 67 68 69

8

ÍNDICE

5. Cantos a) Cantos pré-cristãos b) Cantos cristológicos c) O "lugar vivencial' desses cantos é o culto d) Menos certa e) Observações finais 6. Parênese a) Formas da parênese b) Origem c) Recepção e lugar vivencial

69 70 70 76 77 77 79 79 83 85

CAPÍTULO II - O CORPUS PAULINO

87

§ 3. AS CARTAS ANTIGAS E CRISTÃS-PRIMITIVAS 1. A carta como gênero a) Carta real, aparente e gêneros intermediários b) As cartas cristãs primitivas c) Literarização 2. As formalidades da carta 3. Observações preliminares referentes às cartas paulinas

87 87 88 91 93 94 96

§ 4. REFERENTE À CRONOLOGIA DA VIDA DE PAULO 1. A cronologia absoluta 2. A cronologia relativa

100 101 103

§ 5. A PRIMEIRA CARTA AOS TESSALONICENSES 1. A fundação da comunidade 2. Conteúdo e caráter literário de 1 Tessalonicenses 3. Motivação e fim da carta 4. Data e lugar da redação

111 111 113 116 117

§ 6. A SEGUNDA CARTA AOS TESSALONICENSES 1. Estrutura e conteúdo 2. Condições sob as quais foi feita a redação 3. Questão da autenticidade a) A escatologia b) A relação literária c) O círculo de leitores d) Deslocamentos da ênfase e) Conclusão 4. Origem Apêndice

119 119 122 124 124 125 126 128 128 129 131

ÍNDICE

§ 7. A CARTA AOS GÁLATAS 1. Os destinatários '"

2. 3. 4.

5.

a) Galácia e gálatas b) As comunidades da Galácia c) Paulo e as comunidades da Galácia As condições da redação Estrutura e particularidade Os adversários a) Os dados da Carta aos Gálatas b) Enquadramento histórico Resultados da Carta

§ 8. A PRIMEIRA CARTA AOS CORÍNTIOS

1. 2. 3. 4. 5.

Conteúdo e estrutura Os começos da comunidade A motivação da Primeira Carta aos Coríntios Uniformidade Condições da redação

§ 9. A SEGUNDA CARTA AOS CORÍNTIOS 1. Conteúdo e estrutura

2. A história precedente a) Os acontecimentos exteriores b) A situação interna da comunidade 3. A questão da uniformidade literária 4. Condições da redação § 10. A CARTA AOS FILIPENSES

1. 2. 3. 4.

Conteúdo Paulo e a comunidade de Filipos A questão da uniformidade literária Motivos e finalidades. Situação dos correspondentes a) Carta A: 4.10-20 b) Carta B: 1.1-3.1; 4.4-9,21-23 c) Carta C: 3.2-4.3 5. Lugar e data da redação

§ 11. A CARTA A FILEMOM

1. Conteúdo 2. Motivação e objetivo 3. Condições da redação

9

132 133 134 135 137 140 141 143 143 148 154 155 156 158 161 169 171 171 172 173 173 175 180 185 186 187 187 190 194 194 194 195 197 201 201 202 204

10

ÍNDICE

§ 12. A CARTA AOS ROMANOS 1. Situação em que a carta foi escrita 2. Conteúdo e estrutura 3. A comunidade de Roma a) O surgimento b) A situação da comunidade à época da redação de Romanos 4. Objetivo da redação 5. O caráter literário e teológico 6. Questões da integridade

205 206 207 208 208 210 212 216 218

§ 13. A CARTA AOS COLOSSENSES 1. Conteúdo 2. A comunidade de Colossos 3. A falsa doutrina que está sendo combatida 4. As condições em que a carta foi escrita 5. A pergunta pela autoria a) Linguagem e estilo ., b) Teologia 6. Caráter literário e teológico

221 222 222 223 226 226 227 228 230

§ 14. A CARTA AOS EFÉSIOS 1. Conteúdo e estrutura 2. Os destinatários a) O endereço b) Os dados do escrito c) Hipóteses concernentes aos destinatários 3. A questão da autenticidade a) Linguagem e estilo b) A relação com Colossenses c) Diferenças teológicas 4. Caráter literário, objetivo eclesiástico e posição histórico-teológica a) Caráter literário b) Finalidade eclesiástica c) Posição histórico-teológica 5. Data de surgimento

233 234 235 235 236 237 238 238 239 240

§ 15. AS CARTAS PASTORAIS Observações Preliminares Razões externas Razões internas 1. Conteúdo

246 246 247 247 248

242 242 243 244 245

ÍNDICE

2.

3. 4. 5. 6. 7. 8.

a) 1 Timóteo b) 2 Timóteo. . c) Tito Situação em que as cartas foram escritas a) Os destinatários b) As condições em que foi redigida 1 Timóteo c) As circunstâncias de redação da Carta a Tito d) As circunstâncias de redação de 2 Timóteo e) O problema da missão na Espanha e de uma segunda prisão em Roma Linguagem e estilo O combate aos falsos mestres A ordem da Igreja Teologia e religiosidade O caráter literário Data e local da redação

11

248 248 249 249 249 250 251 251 252 254 256 259 262 265 267

§ 16. A CARTA AOS HEBREUS 1. Conteúdo 2. Caráter literário a) Hebreus - uma carta? b) Hebreus como "discurso" c) O emprego de tradições 3. Peculiaridade teológica; posição histórico-religiosa e teológica a) Peculiaridade teológica b) Posição histórico-religiosa c) Posição histórico-teológica 4. Autor, data e lugar da redação a) Autor b) Data e lugar da redação

268 269 269 270 272 273 275 275 278 279 281 281 282

CAPÍTULO IH - OS EVANGELHOS SINÓTICOS E ATOS DOS APÓSTOLOS

283

§ 17. INTRODUÇÃO 1. Eua,yyÉÀLov e o Evangelho como livro 2. Os Evangelhos sinóticos

283 283 289

§ 18. A TRADIÇÃO DA IGREJA ANTIGA SOBRE OS TRÊS PRIMEIROS EVANGELHOS 1. Marcos 2. Mateus 3. Lucas

290 290 292 293

12

ÍNDICE

§ 19. O PROBLEMA SINÓTICO E AS MAIS ANTIGAS

TENTATIVAS DE SOLUÇÃO 1. O problema sinótico 2. As tentativas de solução mais antigas

295 295 297

§ 20. A TEORIA DAS DUAS FONTES 1. Os traços fundamentais a) A prioridade de Marcos b) A "fonte dos ditos" (Q) c) A matéria exclusiva 2. Questões particulares a) O Protomarcos b) Estágios prévios de Q. Seu caráter escrito c) Relação de Marcos e Q 3. Modificações e antíteses 4. Princípios para o método histórico-formal

300 300 300 302 303 304 304 306 307 308 310

§ 21. O MÉTODO HISTÓRICO-FORMAL

311

§ 22. AS FORMAS DO MATERIAL DA TRADIÇÃO SINÓTICA

322 322 323

1. Formas da matéria discursiva (ditos do Senhor). 1) Ditos (},ÓYllX) (Bultmann), palavras de sabedoria (Dibelius) 2) Palavras proféticas e apocalípticas (Bultmann), chamado profético (Dibelius) 3) Leis e regras para a comunidade 4) Palavras de Jesus na primeira pessoa 5) Parábolas e similares 2. Formas intermediárias: apotegmas (Bultmann)/paradigmas (Dibelius) a) Diálogos polêmicos b) Diálogos didáticos c) Apotegmas biográficos 3. Formas do material narrativo a) Histórias de milagres/novelas b) Narrativa de histórias e lendas c) A história da paixão 4. Observações referente à terminologia § 23. A FONTE DOS DITOS

1. A questão da literalidade de Q 2. Volume e estrutura 3. Gênero e lugar vivencial

323 324 324 325 329 331 331 331 332 332 336 338 340 342 342 345 347

ÍNDICE

13

4. Motivos teológicos 5. A situação histórica

349 357

§ 24. O EVANGELHO SEGUNDO MARCOS 1. Estrutura 2. O material 3. Redação literária e caráter teológico 4. A posição histórico-teológica 5. Autor, lugar e época da redação 6. Integridade 7. A forma do "Evangelho"

360 361 362 367 375 377 377 379

§ 25. O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS 1. Estrutura 2. Uso das fontes e aproveitamento da tradição 3. Caráter teológico 4. Lugar vivencial 5. A situação histórica

385 386 386 389 394 395

§ 26. A OBRA DE LUCAS EM DOIS VOLUMES 1. Estrutura 2. Fontes usadas 3. Caráter literário e tendências teológicas 4. Observações finais

396 398 399 401 406

§ 27. A OBRA DE LUCAS EM DOIS VOLUMES Observações prévias 1. Estrutura 2. O texto 3. A relação entre Lucas e Atos 4. A questão das fontes 5. Método de composição e caráter literário a) O método de composição b) O caráter literário 6. Tendência teológico-eclesiástica a) Quadro histórico b) Lucas e Atos como unidade c) Finalidade da obra em dois volumes 7. Autor, data e lugar da redação Conclusão do capítulo IH

407 409 410 411 413 415 423 423 428 429 429 432 434 435 436

14

ÍNDICE

CAPÍTULO IV - O CICLO JOANINO

439

§ 28. O EVANGELHO SEGUNDO JOÃO 1. Da história da pesquisa 2. Estrutura 3. O Evangelho de João em relação aos sinóticos 4. Questões da crítica literária a) Integridade b) Fontes 5. Caráter literário e teológico a) Peculiaridade literária b) Característica teológica 6. Posição histórica e religiosa 7. Data da redação Situação histórico-teológica 8. Questão da autoria, data e lugar da redação a) A questão da autoria b) Lugar e data da redação

439 440 444 446 450 450 452 456 456 464 473 478 478 481 481 488

§ 29. A PRIMEIRA CARTA DE JOÃO

488 489 490 491 494 498 498 500

1. 2. 3. 4. 5.

Conteúdo e estrutura Caráter literário Estilo, texto-base e redação Relação de 1 João com o Evangelho de João O combate à heresia a) A heresia b) O modo do combate

§ 30. A SEGUNDA E TERCEIRA CARTA DE JOÃO 1. Nota preliminar 2. A Segunda Carta de João 3. A Terceira Carta de João 4. A situação da Carta 5. O autor Retrospecto ao Capítulo IV

503 503 503 504 506 508 509

CAPÍTULO V - APOCALIPSES

513

§ 31. APOCALIPSES E "APOCALÍPTICA" DO JUDAÍSMO 1. Denominação e conceito 2. Resumo 3. Características literárias

513 514 515 516

ÍNDICE

15

4. Concepção de mundo 5. Origem 6. Apêndice: O sibilismo

518 520 521

§ 32. O APOCALIPSE DE JOÃO 1. Conteúdo 2. Forma 3. Fontes 4. Autor, condições de redação 5. Intenção

522 523 525 528 529 531

§ 33. O APOCALIPSE DE PEDRO 1. Tradição 2. As duas versões 3. Interesse e importância

534 535 536 539

§ 34. O PASTOR DE HERMAS 1. Tradição 2. Conteúdo 3. A questão da uniformidade literária 4. A forma literária 5. A intenção 6. A relação de forma e intenção 7. Autor, lugar e data da redação

541 542 542 544 545 547 549 549

§ 35. A ASCENSÃO DE ISAÍAS Visão Panorâmica

550 553

CAPÍTULO VI - AS CARTAS POSTERIORES

557

§ 36. A PRIMEIRA CARTA DE CLEMENTE 1. Tradição 2. Conteúdo e estrutura 3. Caráter literário 4. Motivação e tendência 5. Autor 6. Data de redação

557 558 558 560 563 567 568

§ 37. AS CARTAS DE INÁCIO DE ANTIOQUIA 1. Tradição 2. Autor e circunstâncias em que foram escritas 3. Temática, motivo e objetivo 4. Particularidade literária

568 569 570 573 576

16

ÍNDICE

§ 38. A CARTA DE POLICARPO DE ESMIRNA

Notas biográficas A tradição manuscrita Conteúdo e estrutura Uniformidade Condições da redação Carta A = Polic 13 Carta B = Polic 1-12, 14 6. Caráter literário e teológico

579 580 584 585 585 586 586 589 590

CAPÍTULO VII - CARTAS PSEUDÔNIMAS

595

§ 39. A CARTA DE TIAGO

595 596 596 596 598 599 601 602 604 605 605 605 607

1. 2. 3. 4. 5.

1. Estrutura 2. Caráter literário a) Impressões contraditórias b) Tentativas de solução c) Parênese 3. Religiosidade e ethos a) Obras e fé b) Pobre e rico c) Comunidade e mundo 4. Questão da autoria. Data e lugar da redação a) Questão da autoria b) Época e lugar da redação § 40. A PRIMEIRA CARTA DE PEDRO

1. Conteúdo 2. Os destinatários 3. Caráter literário a) Elementos tradicionais b) O caráter do todo 4. Autor, data e lugar da redação a) Questão do autor b) Lugar e data da redação 5. Tendência da emolduração pseudepigráfica § 41. A CARTA DE JUDAS

1. Conteúdo 2. Caráter literário 3. O combate aos hereges a) Os hereges b) O estilo do combate 4. Autor, lugar e data da redação

608 608 609 610 611 612 613 613 615 616 617 617 617 618 618 619 621

ÍNDICE

§ 42. A SEGUNDA CARTA DE PEDRO 1. Conteúdo 2. Caráter literário e finalidade

17

a) Pseudepígrafo petrino b) A relação com Judas c) Linguagem d) Finalidade 3. Concepções teológicas 4. Data e lugar da redação

622 622 622 622 623 624 624 626 626

§ 43. A CARTA DE BARNABÉ 1. Tradição 2. Conteúdo 3. Caráter literário e teológico 4. Problemas crítico-literários 5. Autor, lugar e época da redação 6. Observação final

627 628 628 629 634 638 639

CAPÍTULO VIII - EVANGELHOS APÓCRIFOS

641

§ 44. OBSERVAÇÃO PRELIMINAR

641

§ 45. ÁGRAFOS

643

§ 46. O EVANGELHO DE TOMÉ

1. Descoberta e tradição 2. Caráter literário 3. A questão das fontes 4. Gêneros no Evangelho de Tomé 5. Temas teológicos e posição histórico-teológica

646 647 649 652 656 660

§ 47. FRAGMENTOS DE EVANGELHOS DESCONHECIDOS 1. O Papiro Egerton 2 2. O Papiro Oxyrhynchos 840

663 664 667

§ 48. O EVANGELHO DE PEDRO 1. Descoberta e tradição 2. Conteúdo 3. Caráter literário e teológico

668 669 670 672

§ 49. O EVANGELHO DOS NAZARENOS

676 676 677 679

1. Tradição e linguagem 2. Volume e caráter literário 3. Surgimento

18

ÍNDICE

§ 50. O EVANGELHO DOS EBIONITAS

1. Tradição e conteúdo 2. Caráter literário e teológico 3. Surgimento § 51. O EVANGELHO DOS HEBREUS

1. 2. 3. 4.

Tradição e acervo Conteúdo Caráter literário e teológico Título e pátria

680 680 680 682 683 683 684 685 687

§ 52. O EVANGELHO DOS EGÍPCIOS

688

§ 53. EVANGELHOS DA INFÂNCIA

692 692 693 699 703

1. 2. 3. 4.

Origem dos Evangelhos da Infância O chamado Proto-Evangelho de Tiago A Narrativa da Infância de Tomé Evoluções

§ 54. DIÁLOGOS DO RESSUSCITADO COM SEUS DISCÍPULOS

1. 2. 3. 4.

Resumo A Epistula Apostolorum Carta Apócrifa de Tiago e o Livro de Tomé o Atleta O gênero

706 706 709 713 716

CAPÍTULO IX - ATOS DOS APÓSTOLOS APÓCRIFOS

719

§ 55. NOTA PRELIMINAR

719

§ 56. OS CINCO GRANDES ATOS DOS APÓSTOLOS

722 722 725 731 732 735

1. 2. 3. 4. 5.

Os Os Os Os Os

Atos Atos Atos Atos Atos

de de de de de

Pedro Paulo André João Tomé

§ 57. A POSIÇÃO HISTÓRICO-LITERÁRIA DOS ATOS DOS

APÓSTOLOS APÓCRIFOS

739

CAPÍTULO X - ORDENS DA COMUNIDADE E CULTO

745

§ 58. A DIDAQUÊ

745 746 747 748 751

1. 2. 3. 4.

Tradição Conteúdo Título Caráter literário

ÍNDICE

19

5. Problemas crítico-literários e crítico-textuais a) Fontes b) Integridade c) Texto d) Audet supõe uma composição gradativa da Did 6. Tempo e lugar da redação

756 756 759 760 761 762

§ 59. A CHAMADA SEGUNDA CARTA DE CLEMENTE 1. Tradição 2. Conteúdo e estrutura 3. Uniformidade literária 4. Caráter literário 5. O caráter teológico 6. Autor, época e lugar da redação

764 764 765 765 766 768 770

§ 60. O CHAMADO EVANGELHO DA VERDADE

771

§ 61. AS ODES DE SALoMÃo

777

CAPÍTULO XI - O FINAL DA LITERATURA CRISTÃ PRIMITIVA ..... 785 § 62. PÁPIAS DE HIERÁPOLIS, "INTERPRETAÇÃO DOS DITOS DO SENHOR" 1. Tradição. Cronologia 2. O caráter literário 3. A tendência teológica

785 786 787 790

§ 63. HEGÉSIPO, "HYPOMNEMATA" 1. Tradição, notas biográficas 2. O caráter literário 3. A posição histórico-teológica

793 794 795 798

§ 64. O PROBLEMA DA FORMAÇÃO DO CÂNON 1. A terminologia (cânon, Antigo e Novo Testamento) 2. O Antigo Testamento como cânon primitivo 3. O Senhor, os apóstolos e o Espírito 4. O estágio atual da discussão

802 803 805 807 809

ÍNDICE DE AUTORES

815

ÍNDICE DOS TEXTOS BÍBLICOS

831

ÍNDICE DE PALAVRAS GREGAS

859

ABREVIATURAS AGG

Abhandlungen der Gesellschaft der Wissenschaften zu Gõttingen

AKG

Arbeiten zur Kirchengeschichte

ASNU

Acta Seminarii Neotestamentici Upsaliensis

AThANT

Abhandlungen zur Theologie des Alten und Neuen Testaments

Bauer, WB

W. Bauer, Griechich-Deutsches Wõrterbuch zu den Schriften des N euen Testaments und der übrigen urchristlichen Literatur, 5ª ed., 1958

BFChTh

Beitrãge zur Fõrderung christlicher Theologie

BHTh

Beitrâge zur historischen Theologie

Bibl

Biblica

Bill. I-V

(H. L. Strack-) P. Billerbeck, Kommentar zum Neuen Testament aus Talmud und Midrasch, Bd. (vol. ) 1-4, 1922-1928

BJRL

The Bulletin of the J ohn Rylands Library

Bl-Debr

F. Blass-A. Debrunner, Grammatik des neutestamentlichen Griechisch, 9ª ed., 1954

BNTC

Black's NT Commentaries

Bultmann, NT R. Bultmann, Theologie des Neuen Testaments, 5ª ed., 1965. Teologia do Novo Testamento, São Paulo: Teológica, 2004. BWA(N)T

Beitrâge zur Wissenschaft vom Alten (und Neuen) Testament

22

ABREVIATURAS

BZ

Biblische Zeitschrift

BZNW

Beihilfe zur Zeitschrift für die neutestamentliche Wissenschaft

CN

Coniectanea Neotestamentica

DBS

Dictionnaire de la Bible, Supplément, Bd. (vol, ) 1.ss, 1928ss.

AKL

Evangelisches Kirchenlexikon, Kirchlich-theologisches Handwõrterbuch, hg. (ed, por: H. Brionotte e ü. Weber, 1955ss.)

EtB

Études Bibliques

EthLov

Ephemerides Theologicae Lovanienses

EnEt

Enoque Etíope

EpAp

Epistula Apostolorum

EphLov

Ephemerides Lovanienses

EvTh

Evangelische Theologie (periódico)

FRLANT

Forschungen zur Religion und Literatur des Alten und Neuen Testaments

GGA

Gõttingische Gelehrte Anzeigen

Gn

Gnomon. Kritische Zeitschrift für die gesamte klassische Altertumswissenschaft

HNT

Handbuch zum Neuen Testament, begr. v. (fundado por) H. Lietzmann, hg. v. (ed. por: G. Bornkamm)

HThK

Herders Theologischer Kommentar, hg. v. (ed, por: A. Wikenhauser)

HThR

The Harvard Theological Review

HUCA

Hebrew Union College Annual

HZ

Historische Zeitschrift

ICC

The International Critical Commentary of the Holy Scriptures of üld and New Testament

JBL

Journal of Biblical Literature and Exegesis

23

ABREVIATURAS

JR

Journal of Religion

JThS

J ournal of Theological Studies

KIT

Kleine Texte für theologische und philosophische Vorlesungen und Übungen, begr. v. (fundado por) H. Lietzmann, hg. v. Cedo por: K. Aland)

KNT

Kommentar zum Neuen Testament, hg. Zahn)

KuD

Kerigma und Dogma

LThK

Lexikon für Theologie und Kirche, 2ª ed., 1957ss.

MeyerK

Kritisch-exegetischer Kommentar über das Neue Testament, begr. V. (fundado por) H. A. W. Meyer

V.

(ed. por: T.

Moffatt, NTC The Moffatt New Testament Commentary NovTest

Novum Testamentum. An international quarterly for New Testament and related studies

NTD

Das Neue Testament Deutsch (Neues Gõttinger Bibelwerk) hg. v. (editado por) P. Althaus e J. Behm

NTS

New Testament Studies

PW

A. Pauly-G. Wissowa, Real-Encyclopâdie der klassischen Altertumswissenschaft, NB 1894ss.

RAC

Reallexikion für Antike und Christentum, hg v. (ed. por: Th. Klauser, 1941ss.)

RB

Revue Biblique

RBén

Revue Bénédictine

RE

Realencyklopãdie für protestantische Theologie und Kirche, 3ª ed., 1896-1913

RGG

Die Religion in Geschichte und Gegenwart, 1ª ed., 19091913, 2ª ed., 1927-1932, 3ª ed., 1957-1962

RHPhR

Revue d'Histoire et de Philosophie Religieuses

SAB

Sitzungsberichte der Deutschen (até 1944: Preussischen) Akademie der Wissenschaften zu Berlin

SAH

Sitzungsberichte der Heidelberger Akademie der Wissenschaften. Heidelberg

24

ABREVIATURAS

SgV

Sammlung gemeinverstândlicher Vortrâge und Schriften aus dem Gebiet der Theologie und Religionsgeschichte

ThB

Theologische Bücherei

ThBl

Theologische Blãtter

ThHK

Theologischer Handkommentar zum Neuen Testament

ThLZ

Theologsiche Literaturzeitung

ThR

Theologische Rundschau

ThRv

Theologische Revue

ThViat

Theologia Viatorum. Jahrbuch der Kirchlichen Hochschule Berlin

TWNT

Theologisches Wõrterbuch zum Neuen Testament, begr. v. (fundado p.) G. Kittel, hg. v. (ed. por: G. Friedrich, 1933ss.)

ThZ

Theologische Zeitschrift

TU

Texte und Untersuchungen zur Geschichte der altchristlichen Literatur

UNT

Untersuchungen zum Neuen Testament

VF

Verkündigung und Forschung

VigChr

Vigiliae Christianae

WUNT

Wissenschaftliche Untersuchungen zum Neuen Testament

WZ

Wissenschaftliche Zeitschrift (segue a cada vez o nome da cidade de uma universidade na DDR)

ZKG

Zeitschrift für Kirchengeschichte

ZKTh

Zeitschrift für katholische Theologie

ZNW

Zeitschrift für neutestamentliche Wissenschaft und die Kunde der âlteren Kirche

ZThK

Zeitschrift für Theologie und Kirche

APRESENTAÇÃO À EDIÇÃO BRASILEIRA A História da Literatura Cristã Primitiva de PR. VIELHAUER é uma obra prima. É a primeira exposição que engloba toda a história da literatura cristã-primitiva. Mas ela tem precursores quando tratou de conhecer o caráter literário específico do Novo Testamento. J. G. HERDER foi o primeiro a reconhecer, no séc. XVIII, que no Novo Testamento trata-se de literatura popular. Sua paixão pela poesia popular na atualidade proporcionou-lhe uma nova compreensão para a literatura de gente comum da antiguidade. No séc. XIX, F. OVERBECK formulou então o programa de uma história da literatura cristã-primitiva (1882). Em sua acepção, história da literatura era uma história das formas. Neste ponto a História da Literatura Cristã Primitiva de PR. VIELHAUER segue esse programa. Com exceção de Paulo, pouco sabemos sobre os autores e escritores. Estamos, porém, em condições de descrever e analisar a forma da linguagem dos escritos cristãos primitivos. Sob formas o autor entendeu as grandes formas como evangelho, atos dos apóstolos, cartas e apocalipse. F. OVERBECK viu na literatura cristã-primitiva uma literatura criativa e original, que se distingue fundamentalmente da literatura patrística dos primórdios da Igreja. Ela não recorre às formas da literatura profana, e, sim, desenvolve no evangelho uma forma inderivável do mundo circundante. A história das formas reconheceu, além disso, no séc. XX, que estão preservadas no Novo Testamento muitas formas menores oriundas da tradição oral. Nos Evangelhos cabem nessa categoria especialmente ditos e parábolas, histórias de milagres e apotegmas, e nas cartas, fórmulas e pequenos hinos. M. DIBELIUS na verdade já apresentou em 1926 as linhas básicas de uma "História da Literatura Cristã-Primitiva". No entanto, ele se limitou à tarefa de colocar lado a lado as formas básicas da literatura cristã-primitiva, sem descrever de modo coerente seu processo de formação na história.

26

APRESENTAÇÃO À EDIÇÃO BRASILEIRA

As tradições orais nas cartas ainda não haviam entrado em seu campo de observação. Primeiro seu discípulo PR. VIELHAUER conseguiu apresentar uma descrição abrangente da história da literatura cristã-primitiva que abarca todas pré-formas orais e suas fixações literárias, e todos os escritos cristãos primitivos, inclusive os não-canônicos. Ele apresenta toda a literatura cristã-primitiva em seu processo de formação. Nisso elabora o conteúdo teológico dos escritos. Para ele, forma e conteúdo são inseparáveis. Seu trabalho só pode ser realmente avaliado quando se leva em conta que R. BULTMANN considerou uma história da literatura do cristianismo primitivo um empreendimento inviável por causa do caráter fragmentário das fontes. Em sua obra de mestre, PR. VIELHAUER demonstrou que ela é possível. Tomo a liberdade de acrescentar uma observação pessoal. Quando PR. VIELHAUER escreveu o livro, trabalhei com ele como estudante e, mais tarde, como seu assistente. Observei quantas vezes reescreveu seus textos, para que fossem formulados em linguagem clara e em bom estilo. Várias vezes entregou-me um capítulo com o pedido de condensálo. Aprendi muito com esse trabalho, especialmente que não se deve poupar esforço para escrever de modo claro e compreensível. Seu trabalho é para mim um compromisso de continuar trabalhando nesta linha. Toda história da literatura cristã-primitiva futura será medida por esta proposta clássica. Heidelberg, julho de 2005 GERD THEI88EN

PREFÁCIO Quando a Editora planejava uma edição revisada da "Einführung in das Neue Testament. Bibelkunde des Neuen Testaments, Geschichte und Religion des Urchristentums" (coleção Tõpelmann. Die Theologie im Abriss: Band (vol. 2) de R. KNOPF, H. LIETZMANN e H. WEINEL, revelou-se a necessidade de dividir a comprovada obra em dois livros. Um, que deveria ocupar-se com a história do cristianismo primitivo, foi confiado a HELMUT KÜSTER (Harvard), o outro, que deveria ocupar-se com a literatura cristã-primitiva, foi confiado a mim. De acordo com o modelo da "Einführung"(Introdução) e, sobretudo, em correspondência com a antiga exigência científica, não se deveria oferecer uma das costumeiras "Introduções ao Novo Testamento", e, sim, apresentar toda a literatura cristã-primitiva, da qual o Novo Testamento é apenas uma parte, em termos de história literária. O § 1 informa sobre a delimitação da matéria e sobre o método da apresentação. Aqui basta enfatizar que o presente livro foi planejado como compêndio: ele não apresenta a história literária cristã-primitiva a partir de minha visão, mas introduz, simultaneamente, aos problemas e seu estágio de discussão hoje, a fim de proporcionar ao leitor a formação de um juízo próprio; é um livro de trabalho. Visto que o § 2 (Formas pré-literárias) exige do leitor uma concentração especial por se tratar de uma matéria fastidiosa, seria aconselhável que o principiante saltasse inicialmente esse parágrafo e o recuperasse somente depois de se ter familiarizado com o assunto supostamente com o capítulo l. Por motivos de espaço, os dados bibliográficos são bastante sucintos, todavia, conscientemente não às custas da literatura mais antiga. Pretendemos compensar a subjetividade da seleção por meio de remissões a obras de consulta, relatos de pesquisas e estudos que contêm bibliografias. Os comentários aos escritos neotestamentários são apresentados na seguinte ordem: em primeiro lugar as séries alemãs seguidas das inglesas e das francesas, por fim, importantes comentários monográficos. - As abreviações literárias são as da obra de consul-

28

PREFÁCIO

ta "Die Religion in Geschichte und Gegenwert" (RGG), 3. Auflage (3ª edição). Agradeço ao editor desta série, senhor PROF. DR. KURT ALAND, D. D., por seus conselhos úteis na editoração. Pelos múltiplos apoios durante o longo tempo de produção deste livro agradeço a meus antigos colaboradores, aos senhores PROF. DR. DIV. HARTMUT STEGEMANN, Doc. DR. KLAus WENGST, DR. HILGER WEISWEILER e ao docente particular GERD THEISSEN, ao qual também sou grato por estímulos profícuos, e pela incansável ajuda na conclusão do manuscrito, na correção e na confecção dos registros a meus atuais colaboradores, aos senhores PRo PETER KLEIN e est. teo1. ERICH DOBBERAHN, bem como ao est. te01. THOMAS HÜBNER, que participou espontaneamente do penoso trabalho. Sobretudo agradeço a meu amigo DR. WOLFGANG MEYER, que acompanhou o surgimento do presente livro desde o começo até sua conclusão com conselhos, crítica e ajuda concreta. Bonn, 26 de maio de 1975 PHILIPP VIELHAUER

CAPÍTULO

I

INTRODUÇAO § 1. A TAREFA Bibliografia: BULTMANN, R-GUNKEL, H., RGG 111, 3ª ed., cl. 1675ss. DIBELIUS, M., Gescbicbte der urchristlichen Literatur 1. 11, 1926. KOCH, K., Was ist Formgeschichte?, 2ª ed., 1967, p. 123ss. OVERBECK, F., Über die Anfiinge der petristiscben Literatur, 1882, Neudruck (reimpressão), Libelli XV; 1966. TETz, M., "Über Formgeschichte i. d. Kirchengeschichte", ThZ 17, 1961, p.413ss. ___, Overbeckiene 11, Studien zur Geschichte der Wissenschaften in Basel XIII, 1962. ___, "Altchristliche Literaturgeschichte - Patrologie", ThR NF 32, 1967, Lss, WELLEK, R-WARREN, A., Tbeorie der Literatur, 2ª ed., 1956. WENDLAND, P., "Die urchristlichen Literaturformen", HNT I, 3, 1912, p.257ss.

ao qual a teologia deve a última ''História da Literatura Cristã-Primitiva", definiu a tarefa de um historiador da literatura do cristianismo primitivo do seguinte modo: MARTIN DIBELIUS,

"... os livros do Novo Testamento e os demais escritos da época cristã-primitiva do primeiro e segundo século representam o acervo da mensagem cristã ... Mas o efeito daquela mensagem está vinculado com a assunção de determinadas formas condicionadas à época; ela é anunciada por pessoas históricas e se manifesta em acontecimentos históricos. Quem quer apresentar o surgimento do cristianismo deve analisar como a mensagem cristã ganhou forma deste modo. Como um dos elementos desse processo de formação, porém, consta o fato de que cristãos escreveram, enviaram e trocaram cartas, bem como o fato de

30

INTRODUÇÃO

terem escrito livros de conteúdo didático, edificante e narrativo e os divulgaram. O historiador literário do cristianismo primitivo que quer tornar compreensível o surgimento desses escritos deve mostrar portanto como surgiu a atividade literária dos primeiros cristãos e de que modo os livros refletem a particularidade de seus autores e as condições da época de sua redação. Ao apresentar desse modo a formação do cristianismo do ponto de vista literário, o historiador escreve história literária do cristianismo primitivo. Que ele não apresenta apenas determinados resultados avulsos verificáveis, e, sim, também interligá-los construtivamente, da melhor maneira possível, a fim de proporcionar ao leitor uma visão de como as coisas se desenvolveram, é algo inerente ao caso." (I, p. 5s.)

Essa formulação da tarefa tem sua validade ainda hoje. Antes de podermos discutir o modo da execução desse programa, é preciso determinar o volume da literatura do cristianismo primitivo, isso é, ela tem que ser delimitada em relação à subseqüente literatura da Igreja Antiga. Esta não é uma questão primariamente cronológica, pois não se pode determinar o fim do cristianismo primitivo com a indicação de um ano; épocas históricas não terminam e iniciam em determinada data, antes passam mais ou menos sem ruptura de uma para a outra. Muitas coisas da nova época já se manifestam durante a antiga, muitas coisas da antiga ainda se manifestam por longo tempo na nova - não por último na forma de manifestações literárias. A pergunta é, antes, se a literatura do cristianismo primitivo se desenvolveu para a literatura da Igreja Antiga, isso é, para a literatura dos escritores eclesiásticos, de modo que se trata apenas da distinção de literatura mais antiga e mais recente, entre as quais se pudesse fixar o limite cronológico arbitrariamente um pouco antes ou depois; ou se cada uma das duas literaturas tem algo tão específico que se faz necessário uma delimitação em princípio. Esse é de fato o caso. Em seu afamado ensaio "Über die Anfiinge der patristischen Literatur"- "Sobre os Inícios da Literatura Patrística" -, FRANZ OVERBECK constatou (1882) que esses inícios não se encontram no NTl; ele também demonstrou por meio de "comparações das formas da literatura neotestamentária e a da patrística" (p. 18), "que, histórico-literariamente, não existe nexo entre as duas literaturas" (p. 18s.). O específico e o elemento que as diferenciam são as "formas". As do NT são, por um lado, a carta, que existiu sempre e em toda parte na literatura cristã, mas que - como 1

Cf. quanto a isso os dois ensaios de M.

TETZ.

§ 1. A TAREFA

31

carta real- não representa uma forma literária (vide abaixo § 3, e, por outro lado, "formas reais": Evangelhos, Atos dos Apóstolos, o Apocalipse, as cartas "católicas'". Não se trata, porém, de formas permanentes: sua produção é interrompida pela formação do cânon; elas esmorecem "ainda antes que surgisse uma existência segura de uma literatura da Igreja" (p. 19). OVERBECK situa o início da literatura da Igreja Antiga na apologética, a qual faz uso de formas profanas e se dirige a nãocristãos, que encontra sua expressão plena primeiro na obra de Clemente de Alexandria, e a define como "literatura greco-romana de confissão cristã e interesse cristão", e o faz com o argumento "de que o cristianismo conseguiu produzir uma literatura que tinha condições de sobreviver somente em conexão com a literatura mundial existente" (p. 17). O desaparecimento das formas cristãs-primitivas e a recepção das formas da grande literatura mundial indicam uma mudança fundamental nas condições da produção literária cristã em geral. Justamente por perguntar por essas condições, OVERBECK insiste em que se tome em consideração as formas. Por isso diz: "Uma literatura tem sua história em suas formas, portanto toda real história da literatura será uma história das formas" (p. 12) e isso "porque", como o enfatiza M. TETZ contra o amplamente difundido mal-entendo meramente estético-formal dessa frase, "a forma literária é o resultado do surgimento da literatura'". O presente livro se ocupa com aquela literatura condenada ao desaparecimento pela formação do cânon, que OVERBECK denominou de "literatura cristã primitiva": "É uma literatura que o cristianismo cria para si por assim dizer com os próprios meios, porquanto cresceu no chão e no interesse próprio da comunidade cristã, ainda antes de se misturar com o mundo circundante" (p. 36). Isso naturalmente não quer dizer que todas as suas formas são novas - isso vale somente para os Evangelhos - e, sim, que, onde a literatura primitiva faz uso de formas preestabelecidas (Apocalipse), ela recorre a formas da literatura religiosa, enquanto ainda se mantém totalmente afastada das É assim que são denominadas as sete cartas de Tiago, Pedro, João e Judas. A designação "católicas" tem originalmente o sentido de "endereço geral", e foi aplicada pela primeira vez, o quanto é de nosso conhecimento, a 1 João, a fim de distingui-la de 2 João e 3 João dirigidas a determinada comunidade e determinada pessoa respectivamente; mais tarde a designação passa a ser aplicada também a Tiago, 1 e 2 Pedro e Judas. Também à Carta de Barnabé, que não foi acolhida no cânon, sendo inclusive - per nefas - aplicada a 2 e 3 João. 3 ThR 1967, p. 11.

2

32

INTRODUÇÃO

formas de literatura mundial profana existente Uh.). OVERBECK fala sempre das grandes formas, nas quais se apresentam os escritos individualmente; ele ainda não conhece as formas menores contidas neles e que foram elaboradas primeiro muito mais tarde pela pesquisa histórico-religiosa e da história das formas", Muitas dessas formas e desses gêneros menores" têm analogias na literatura do helenismo contemporâneo, mas na maioria das vezes se trata igualmente de formas religiosas (a saber, do discurso ou da exposição), raras vezes de formas profanas (dentre as últimas figuram a parênese e, em certo sentido, as histórias de milagres). Sua presença na literatura cristã primitiva não causa admiração; ela apenas mostra que ela faz uso dos "recursos gerais de expressão da linguagem na qual está enraizada" (p. 36), não, porém, que o cristianismo estivesse pretendendo expressar-se em formas da literatura mundial (cf. p. 38). A pesquisa da história das formas e das religiões confirmou - de modo inconsciente ou consciente - a categoria da "literatura cristã primitiva" de OVERBECK. Passemos a indicar brevemente a abrangência da literatura a ser tratada aqui. Além do NT, trata-se de escritos dos chamados "pais apostólicos'", das Epístolas de Clemente Romano, de Inácio, Policarpo, da 4

5

6

E. NORDEN, Agnostos Theos. Untersuchungen zur Formgeschichte religiõser Rede, 1913; na esteira das pesquisas da história dos gêneros por H. GUNKEL: M. DIBELIUS, Die Formgeschichte des Evangeliums, 1919 - From Tradition to Gospel, New York: Charles Scriber's Sons, 1935; R. BULTMANN, Die Geschichte der synoptischen Tradition, 1921. Não existe uma regra para o uso de "forma" e "gênero". Os dois termos são usados nas obras básicas da história das formas, e por isso em grande parte de modo promíscuo no uso lingüístico científico. As tentativas no sentido de introduzir uma diferenciação terminológica tomam rumos totalmente diversos e não contribuem para uma regulamentação lingüística proveitosa. O termo "forma" tem caráter mais geral do que "gênero", e a expressão "história das formas" recomenda-se, por isso, e desde sua origem histórico-científica, como conceito maior para o método e seus aspectos parciais. Cf. W. KLATT, HERMANN GUNKEL, FRLANT 100, 1969, 12 n. 6; de modo semelhante K. KOCH, Was ist Formgeschichte?, 1967. A expressão "pais apostólicos", uma abreviação do título do livro "Patres aevi apostolici" (J. B. COTELIER, 1672), surgiu no séc. xvn como designação dos presumidos discípulos de apóstolos Barnabé, Hermas, Clemente Romano, Inácio e Policarpo, quando as obras a eles atribuídas foram reunidas e publicadas juntamente com cartas e relatos. No séc. XIX a coleção foi ampliada com a recem-descoberta Didaquê, pela Carta de Inácio, os fragmentos de Pápias preservadas por Eusébio, e as citações de presbíteros em Irineu. A expressão "pais apostólicos" portanto não designa um antigo corpo de escritos (como, por exemplo, o termo "cartas católicas", e, sim, é um título editorial moderno, escolhido por falta de algo melhor, para uma compilação de abrangência variável de escritos e fragmentos do séc. I e n. Cf. K. BIHLMEYER-W. SCHNEEMELCHER, Die Apostolischen Viiter I, 2ª ed., 1956, p. VIIss.

§ 1. A

TAREFA

33

chamada Epístola de Barnabé, do Pastor de Hermas e da Didaquê. Além disso, dos fragmentos dos livros de Pápias e Hegésipo, os quais Eusébio preservou em sua História Eclesiástica. Depois os "apócrifos": evangelhos, apocalipses e histórias dos apóstolos, todavia em uma seleção que, por um lado, abrange os documentos mais antigos, por outro, mostra, de modo exemplar, a penetração de formas literárias mundanas, ou até mesmo de formas da literatura mundial (p. ex., em formações especiais das histórias da infância ou da páscoa, sobretudo em atos dos apóstolos). Também serão considerados alguns textos gnósticos-cristãos. - Um problema especial constitui a pergunta de quais textos das descobertas de Nag Hammadi, de importância transcendental, devem ser tomados em consideração. Figuram entre os textos escritos gnóstico-cristãos e gnósticos não-cristãos, além disso textos não-cristãos adaptados ao cristianismo, portanto formações bastante complexas do ponto de vista literário e do estudo histórico-comparativo das religiões. Alguns escritos são intitulados primariamente como "Evangelho", "Apocalipse", "Carta" ou "Atos", sem que façam jus a esses títulos. O problema principal consiste no fato de que o acervo encontrado ainda não foi editado completamente; por isso um tratamento histórico-literário dos textos editados e que são seguramente gnósticocristãos, correria o risco de tornar-se parvoíce. Os textos de Nag Hammadi são, por enquanto, objeto de análises monográficas. Não obstante me pareceu necessário comentar detalhadamente o Evangelho de Tomé e o Evangelium Veritatis, e, justificado por determinadas razões, a apócrifa Epístola de Tiago e o livro de Tomé, o Atleta. - Para concluir, seja dito que as apologias do séc. 11 (p. ex., Justino, mas também a chamada Carta de Diogneto) não são levados em consideração pelas razões anteriormente citadas. Esses escritos unidos entre si por suas formas, e isolados da literatura helenista como da literatura da Igreja Antiga, não são muito numerosos, e surgiram dentro de um período de 100 a 130 anos". De acordo 7

Por falta de espaço, estamos dispensados aqui da complicada pergunta da ciência literária moderna o que deve ser considerado "literatura" dentre a avalanche de papel impresso, e que, por isso, seria objeto da ciência e da história da literatura (cf. WELLEK-WARREN, p. 14ss.). Todos os escritos dessas formas desse período - bem como suas formas orais, a serem descobertas - são objetos da presente exposição. Isso naturalmente não significa a adoção do conceito de literatura mais moderno no momento, segundo o qual todas as manifestações lingüísticas de Homero e Esquilo até os murais dos anos 60 e os protocolos de muitos lingüistas - como "textos" - são "literatura". Antes, no que segue, sempre se haverá de perguntar, se a literatura cristã primitiva é "literatura" - e isso na comparação com a literatura greco-romana

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INTRODUÇÃO

com isso parece ser fácil obter uma visão conjunta do material e de fácil ordenamento histórico; mas isso só aparentemente. Os referidos escritos oferecem dificuldades descomunais a sua apresentação histórico-literária coerente. R. BULTMANN contestou reiteradas vezes a possibilidade de se escrever uma "história literária" do NT (e dos outros escritos cristãos-primitivos supr acitados)". BULTMANN argumenta que essa literatura, diferente da do AT, é: 1) de volume muito menor, 2) abrange um período bem mais curto e que 3) seu portador, a comunidade cristã-primitiva, não constitui uma unidade étnica ou cultural. Mas acentua a necessidade do questionamento histórico-literário, visto que "as manifestações literárias do cristianismo primitivo ... (estão) definidas, em grande parte, em formas fixas e ... se (articulam) em gêneros", e podem ser entendidas de fato somente "quando se conhecem os gêneros, suas formas e as leis que regem a tradição" (RGG IH, cl. 1680); no entanto é da opinião de que "talvez" se deveria falar "de modo mais modesto apenas de uma pesquisa histórica dos gêneros e das formas", ao invés de falar de uma história da literatura (ih. cl. 1681). Pouco convincente é o fato de que BULTMANN separa a disciplina da "Introdução ao NT" "como a pesquisa histórico-crítica dos escritos do NT, que analisa época e condições de seu surgimento" da história da literatura "no verdadeiro sentido" (ih. cl. 1680), depois de, pouco antes, haver definido sua tarefa em perguntar pela "época do surgimento, pelas condições em que floresceram e pela relação recíproca" dos documentos literários de uma época ou de uma comunidade (cl. 1676). Certamente a introdução costumeira procede de modo analítico, e a história literária deveria, "na verdade", proceder de modo construtivo. Ambos os métodos poderiam ser separados somente, isso é, uma apresentação histórico-literária poderia dispensar a "introdução" somente se ela pudesse pressupor as chamadas questões introdutórias do NT e dos outros escritos como resolvidas. Esse, porém, não é o caso. Visto que com demasiada freqüência o juízo histórico-literário depende da resposta a uma tal pergunta, ambos os métodos têm que ser combinados. Essa necessidade não se fundamenta apenas

8

de seu tempo, isso é, se, em razão da linguagem em que é redigida, ela constitui uma parte da história literária grega, respectivamente helenista. Em suas recensões das obras de P. WENDLAND orientadas na história das formas (ThR 17, 1914, p. 79ss.) e M. DIBELIUS (ThLZ 52, 1927, p. 80ss.), e em seu artigo "Literaturgeschichte, Biblische" (RGG 111, 2ª ed., cl. 1675ss.).

§ 1. A TAREFA

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no dissenso dos pesquisadores, e, sim, sobretudo, no estado fragmentário do material", O presente livro quer executar o programa formulado por M. DIBELillS de um modo um pouco diferente. DIBELillS estrutura sua exposição rigorosamente em termos histórico-formais: 1) Evangelhos, 2) Apocalipses, 3) Epístolas, 4) Tratados, Sermões, Tratados em forma de cartas, 5) Admoestações éticas ou de direito eclesiástico, 6) Assuntos referentes ao culto e 7) Atos dos Apóstolos, sempre com subparágrafos diferenciadores. De modo bem histórico-literário, ele oferece características de formas adotadas do mundo não-cristão (apocalipse, carta, parênese, etc.) e procede, sempre que possível, de modo construtivo, por exemplo, no caso dos evangelhos, apocalipses e histórias dos apóstolos. No entanto, essa subdivisão por gêneros possui desvantagens, as quais, todavia, sendo evitadas, exigem outra disposição. Por um lado, separam-se textos que formam um bloco único, p. ex., o Evangelho segundo Lucas e Atos dos Apóstolos; na verdade, os dois textos são gêneros totalmente diversos, mas, como primeiro livro e segundo livro (At 1.1), eles formam uma unidade íntima conforme a intenção de seu autor - um fenômeno literário e histórico-literário, que merece toda a atenção. A outra desvantagem - especialmente no caso de escritos que se apresentam como carta, mas não o são - consiste no fato de se decidir previamente já pela disposição a que gênero pertence um escrito, embora em muitos casos a determinação do gênero seja problemática, p. ex., na Primeira Carta de João, na Primeira de Pedro e nas cartas pastorais. Em determinados casos a aplicação rigorosa dos pontos de vista da forma levam a violações. No que se segue quero modificar a execução do programa históricoformal de tal modo que, por um lado, escritos que formam uma unidade do ponto de vista histórico também permaneçam juntos na exposição histórico-literária, e que, por outro lado, se leve em consideração a insegurança na determinação do gênero de alguns escritos. Lucas/Atos, por exemplo, devem ser tratados como obra dupla, mas juntamente 9

A situação é diferente no AT, ainda que não esteja preservada toda a literatura de Israel. Não obstante, a ciência vétero-testamentária não deu continuidade à tentativa de H. GUNKEL de escrever uma história da literatura ("Die israelitische Literatur", in: Die Kultur der Gegenwart I, 7, 1906), mas parou na Einleitung in das AT (cf K. KOCH, p. 125ss.). O plano de GUNKEL de uma "história literária bíblica", e que deveria incluir o NT, me parece inexeqüível em face do caráter da literatura cristã primitiva, porque ela é ainda menos uma continuação do AT do que os escritos rabínicos.

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INTRODUÇÃO

com Marcos e Mateus, visto que Lucas pertence com eles à mesma tradição. As supostas cartas paulinas encontram-se literariamente, como imitação, e teologicamente, ainda que modificadas, na tradição das cartas autênticas de Paulo, sendo, por isso, mas também porque a questão da autenticidade é controvertida individualmente, tratadas com essas num único bloco. O que se oculta na forma epistolar fictícia vai se manifestando em cada caso; o que resulta daí - p. ex., tratados, ordens eclesiásticas, testamento -, porém, não deve ser entendido meramente como comprovante para esse gênero e sua condicionalidade ("lugar vivenciar'), e, sim, no contexto da ficção epistolar: como história das formas das cartas paulinas e essas por sua vez como manifestações da vida de comunidades paulinas. Para mencionar um último exemplo: o Evangelho segundo João e as três cartas joaninas formam uma unidade apesar da diferença de suas formas literárias, ainda que não, como no caso de Lucas/Atos, pelo mesmo autor, mas, não obstante, como as cartas paulinas e dêutero-paulinas, por meio da mesma tradição teológica. Parece-me mais apropriado tratá-los em conjunto como testemunhos de um grupo cristão-primitivo sumamente singular, de sua teologia e história, do que discuti-los sob três rubricas diferentes (evangelho, eventualmente tratado e carta) para, em um ponto qualquer, ter que, não obstante, tratar dos quatro escritos em conjunto por causa da questão da autoria, das relações recíprocas, por causa da posição histórico-religiosa, teológica e eclesiástica. O fato de se levar, desse modo, em consideração que cada escrito pertence a determinada tradição, se corresponderá melhor ao tratamento histórico-formal de escritos cristãos-primitivos do que com sua subdivisão puramente formalística em gêneros - se de outro modo literatura é manifestação da vida de uma época ou de uma comunidade. Eu gostaria de denominar esse aspecto de "histórico-traditivo", se esse termo não estivesse ocupado alhures e, além disso, não fosse controvertido em seu significado. Se história da literatura é uma história do gênero, recomenda-se iniciar sua exposição com o gênero mais antigo, fazendo seguir as demais em ordem decrescente. Em nossa literatura a ordem cronológica dos gêneros é a seguinte: carta, evangelho, apocalipse. Sob a consideração do que foi dito a respeito do enquadramento na devida tradição, temos inicialmente a seguinte disposição: o corpus paulino, os três primeiros Evangelhos e o Livro de Atos, o ciclo joanino, apocalipses. Os demais escritos são colocados em ordem semelhante: cartas reais e cartas simuladas, evangelhos e atos dos apóstolos apócrifos, ordens da

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

37

comunidade e assuntos do culto, por fim as obras de Pápias e Hegésipo, que refletem sobre a tradição cristã. Às tradições e suas formas situadas antes dos documentos literários dedicamos especialmente dois parágrafos. Pelas razões objetivas citadas, mantive a presente história literária no estilo de uma "introdução", espero, porém, que os aspectos histórico-formais tenham sido levados em consideração como merecem e que tenha elaborado o caráter literário de cada um dos escritos ao ponto que o título do livro se justifique. O caráter analítico do procedimento está justificado em todo caso com vistas aos leitores que devem ser informados sobre os problemas e capacitados à formação de um juízo próprio.

§ 2. FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS Estudos gerais: W. BAUER, "Der Wortgottesdienst der ãltesten Christen", SgV 148,1930 =Aufsiitze und kleinere Schriften, 1967, pp. 155-209. H. BAUSINGER, Formen der "Volkspoesie", 1968. G. BORNKAMM, "Formen und Gattungen", RGG II, 3ª ed., cL 999ss. ___, Das Ende des Gesetzes, 1952. ___, Studien zu Antike und Urchristentum, 1959. _ _, Geschichte und Glaube, 1. Teil, 1968 (abreviado BORNKAMM I, lI, IH). R. BULTMANN, Theologie des Neuen Testaments, 5ª ed., 1965 - Teologia do NT, 2003, São Paulo: Teológica, 2004. ___, Exegetica, 1967. H. F. VON CAMPENHAUSEN, "Das Bekenntnis im Urchristentum", ZNW 63, 1972, p. 210ss. H. CONZELMANN, "Was glaubte die frühe Christenheit?", Scbweizeriscbe theologische Umschau 25,1955, pp. 61-74. ___, "Zur Analyse der Bekenntnisformel I Cor 15, 2-5", EvTh 25, 1965, pp. 1-11. ___, Grundriss der Theologie des Neuen Testaments, 1967. O. CULLMANN, "Die ersten christlichen Glaubensbekenntnisse", ThST 15,1943. ___, "Urchristentum und Gottesdienst", AThANT 3,1950. _ _, Vortriige und Aufsiitze, (1925-1962),1966. N. A. DAHL, "Formgeschichtliche Beobachtungen zur Christusverkündigung in der Gemeindepredigt": Neutestamentliche Studien für Rudolf Bultmann zu seinem 70. Geburtstag, BZNW 21, 1954.

38

INTRODUÇÃO R. DEICHGRÃBER, "Gotteshymnus und Christushymnus in der frühen

Christenheit", StUNT 5,1967. M. DIBELIUS, Die Formgeschichte des Evangeliums, 3ª ed., 1959 - From Tradition to Gospel, New York: Charles Scriher's Sons, 1935. ___, "Zur Formgeschichte des Neuen Testaments" (fora dos Evangelhos), ThR NF 3,1931, pp. 207-242. ___, "Aufsâtze zur Apostelgeschichte", FRLANT 60, 3ª ed., 1957. F. HAHN, "Christologische Hoheitstitel", FRLANT 33, 1963. J. JEREMIAS, Die Abendmahlsworte Jesu, 3ª ed., 1960 - La Última Cena, Madrid: Cristianidad, 1980. ___, Abba. Studien zur neutestamentlichen Theologie und Zeitgeschichte, 1966. A. JOLLES, Einfache Formen, 2ª ed., 1958. E. KASEMANN, Exegetische Versuche und Besinnungen 1,1960, II, 1964. ___, "Formeln, Liturgische im NT", RGG 11, 3ª ed., cl. 993ss. J. N. D. KELLY, Early Christian Creeds, 2ª ed., 1960. W. KRAMER, "Christos Kyrios Gottessohn", AThANT 44,1963. H. LIETZMANN, "Messe und Herrenmahl", AzKG 8,1926. ___, "KIeine Schriften III", TU 74, 1962. V. H. NEUFELD, "The Earliest Christian Confessions", New Testament Tools and Studies V, 1963. E. NORDEN, Agnostos Theos. Untersucuchungen zur Formgeschichte religiõser Rede, 1913, 4ª ed., 1956. ___, Die Geburt des Kindes, 1924, 3ª ed., 1958. E. PETERSON, "EI~ eEO~, Epigraphische, formgeschichtliche und religionsgeschichtliche Untersuchungen", FRLANT 41, 1926. J. A. T. ROBINSON, "Traces of a Liturgical Sequens in 1 Cor. 16,20-24", JThS NS rv, 1953, pp. 38-41. E. SCHWEIZER, "Erniedriugung und Erhõhung hei Jesus und seinen Nachfolgern", AThANT 28, 2ª ed., 1862. ___, Neotestamentica, 1963. ___, Beitrtige zur Theologie des Neuen Testaments, 1979. A. SEEBERG, "Der Katechismus der Urchristenheit", 1903, ThB 26, 2ª ed., 1966. ___, "Die Didache des Judentums und der Urchristenheit", StNT 7,1908. K. WEGENAST, "Das Verstãndnis der Tradition hei Paulus", WMANT 8, 1962. K. WENGST, "Christologische Formeln und Lieder der Urchristenheit", StNT 7, 1972. U. WILCKENS, Der Ursprung der Überlieferung der Erscheinungen des A uferstendenen. Zur traditionsgschichtlichen Analyse von 1Kor 15, 1-11; Dogma und Denkstruktur (Schlink-Festschrift), 1963, pp. 56-95. P. WINTER, "I Corinthians XV 3h-7", NovTest 2,1957, pp. 142-150. H. ZIMMERMANN, Neutestamentliche Methodenlehre, 1967.

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

39

Referente a 5:

H. J. GABATHULER, "Jesus Christus, Haupt der Kirche - Haupt der Welt". Der Christushymnus Colosser 1, 15-20 in der theologischen Forschung der 130 Jahre, AThANT 45,1965. E. LOHMEYER, "Kyrios Jesus. Eine Untersuchung zu Philipper 2,5-11", SAH 1927/28,4. Abh. (4ª tratado), 1928. R. P. MARTIN, "Carmen Christi, Philippians 11. 5-11 in Recent lnterpretation and in the Setting ofEarly Christian Worship", SNTS Monograph Series 4, 1967. J. M. ROBINSON, "AFomal Analisis ofColossians 1, 15-20", JBL 76, 1957, pp.270-287. ___, "Die Hodajot-Formel in Gebet und Hymnus des Frühchristentums: Apophoreta". Festschrift für E. Haenchen, BZNW 30, 1964, pp. 194-235. J. SCHATTENMANN, Studien zum neutestamentlichen Prosahymnus, 1965. G. SCHlLLE, Frühchristliche Hymnen, 1965. G. STRECKER, "Redaktion und Tradition im Christushymnus Phil 2, 6-11", ZNW 55,1964, pp. 63-78. Referente a 6:

W. SCHRAGE, Die konkreten Einzelgebote der paulinischen Pariinese, 1962. A. VÓGTLE, "Die Tugend- und Lasterkataloge im Neuen Testament", NTA 16, 4-5, 1936. K. WEIDINGER, "Die Haustafeln", UNT 14, 1928. S. WIBBING, "Die Tugend- und Lasterkataloge im Neuen Testament", BZNW25,1959.

Observações preliminares A literatura cristã-primitiva adquiriu forma literária essencialmente em quatro gêneros: na carta e no apocalipse, no evangelho e nos atos dos apóstolos. No entanto, já antes desses documentos literários existiu uma rica tradição cristã que brotou de determinadas necessidades da comunidade, na qual a tradição oral das partes individuais havia adquirido formas fixas e que foi acolhida em grande parte na literatura cristã-primitiva e que desse modo ficou preservada. Denominamos essas partes da tradição de formas fixas de "formas pré-literárias". Assim, p. ex., os Evangelhos sinóticos são diretamente compostos de tais bases individuais firmemente formuladas, de diversas espécies, e o Livro dos Atos contém igualmente um bom

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INTRODUÇÃO

número de narrativas pré-formuladas aproveitadas pelo autor. Mas também nas cartas e nos apocalipses encontra-se muito material já fixado, não criado pelo próprio autor, e, sim adotado, p. ex., compêndios da fé cristã, hinos, admoestações tradicionais (parêneses). A reconstrução metódica das formas pré-literárias é necessária para o esclarecimento da história interna do cristianismo primitivo, anterior à redação dos escritos cristãos, de sua fé, de seu culto e de sua vida, e com isso para uma compreensão histórica, literária e teológica mais exata desses escritos. Por razões práticas, trataremos neste parágrafo apenas de determinada parte das formas pré-literárias. Aquelas que se tornaram constitutivas para os grandes gêneros literários, que, portanto, são partes constituintes fundamentais - como as formas da tradição narrativa ou do material lingüístico da tradição jesuína (de Jesus) para os Evangelhos sinóticos, ou as formas da narrativa para o Livro de Atos - serão discutidas quando tratarmos desses gêneros. Objeto do presente parágrafo são aquelas formas pré-literárias que não se tornaram constitutivas para nenhum gênero literário maior, mas que estão inseridas como citações mais ou menos marcadas com clareza, ou também como inserções maiores em seu contexto de hoje, e que, em sua maioria, estão na literatura epistolar, mas ocasionalmente também fora dela. Trata-se, portanto das formas anteriormente mencionadas (compêndios da fé, hinos e parênese'") que ainda devem ser diferenciadas e ampliadas. Uma elaboração histórico-formal resumida desse material- isso é, uma análise diferenciada de suas formas e as determinações das diferentes esferas da vida cristã-primitiva, nas quais as diversas formas têm sua origem e às quais pertencem (de seu "lugar vivencial") - ainda não existe, apesar da grande quantidade de excelentes trabalhos individuais!', e não pode ser oferecida aqui a começar por razões de espaço, 10

11

Tratarei da parênese neste contexto e não com as cartas, embora constitua um elemento importante de muitas cartas e se tenha tornado constitutiva para Tiago. Pois, por um lado, ela não é, apesar da ocorrência freqüente, um elemento constitutivo da carta cristã-primitiva, e, por outro lado, ela se encontra também fora da literatura epistolar; e a Carta de Tiago não é uma carta no sentido verdadeiro, e, sim, do ponto de vista da história das formas, ela é uma parênese (vide abaixo p.595ss. Bon s resumos sobre o curso e o estágio da pesquisa oferecem F. HAHN na introdução a sua reedição de A. SEEBERG, "Der Katechismus der Urchristenheit", VII-XXXII, e K. WENGST, Christologísche Formeln, 11-26. Metodologicamente fundamental continua sendo o relatório de pesquisa de M. DIBELIUS, ThR NF 3, 1931, pp. 207-242.

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

41

mas também por causa do estágio da pesquisa. Limito-me ao relativamente seguro e analiso as formas mais importantes com base em textos que servem de exemplo. Nisso a ênfase recai sobre a análise formal; a conclusão da forma ao lugar vivencial é feita somente como apêndice, visto que em muitos casos permanece hipotética. Visto que as formas pré-literárias estão firmemente ancoradas em seu contexto atual e que, por isso, não são reconhecíveis sem mais nem menos, surge a pergunta pelos indícios para a presença de peças préformuladas da tradição". 1. O indício mais evidente são fórmulas de citações, que introduzem uma "tradição" (p. ex., 1 Co 11.23a; 15.1-3a; Ef 5.14; 1 Tm 1.15). 2. O destaque de um texto de seu contexto por meio de seu estilo de fórmula ou elementos estilísticos poéticos como estruturação rítmica, estrutura em estrofes, estilo relativo ou participial (p. ex., Rm 4.25; Fp 2.5-11; CI1.15-20; 1 Tm 3.16; Hb 1.3). 3. Quando aparece uma terminologia que difere da do autor (p. ex., o plural "pecados" e "Escrituras" 1 Co 15.3s. em vez do singular costumeiro em Paulo. 4. Conceitos teológicos que diferem dos conceitos costumeiros do Autor (p. ex., a "constituição" de Jesus "como Filho de Deus" Rm 1.3s.). 5. A repetição da mesma expressão ou afirmação em estilo de fórmula, eventualmente um pouco modificada em diferentes autores (p. ex., Rm 1.3s.; 2 Tm 2.8 ou 1 Tm 2.6a; Mc 10.45i; Tt 2.14). 6. "Pensamentos que excedem de modo evidente o contexto e que são formulados de modo especialmente rigoroso e coeso?" (como exemplo bastaria Fp 2.6-8 para o contexto, enquanto os v. 9-11 vão além). 7. Incorreções gramaticais (p. ex., f.LUat~pLOV oç ... 1 Tm 3.16) e rigidez estilística (o ÔLKLXLOÚf.LEVOL assindético Rm 3.24).

Se um texto apresenta dois ou mais desses indícios, pode-se concluir, com certa segurança, que se trata de tradição mais antiga, fixa; os indícios mencionados sob 2 e 4 são importantes para uma delimitação formal, ou para uma reconstrução da tradição e com isso para a definição de sua forma. Uma observação referente à terminologia da determinação da forma: Referente a isso sobretudo DIBELIUS, loco cit., p. 210s.; E. STAUFFER, Die Tbeologie des NT, 3ª ed., 1947, p. 322; H. CONZELMANN, Grundriss der Theologie des NT, 1967, p.81ss. 13 DIBELIUS, loco cit., p. 210ss.

12

INTRODUÇÃO

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No caso de algumas das formas que nos interessam aqui, a denominação adequada não oferece problemas. (p. ex., parênese, doxologia). No entanto ela é problemática no caso dos que acabamos de designar por ora de "compêndios da fé cristã", que na literatura são subsumidos muitas vezes sob um termo como fórmula pístis (de fé), fórmula de confissão ou credo'"; pois esses textos não estão estruturados de modo uniforme formalmente, nem são de conteúdo unânime. É preciso, portanto, diferenciá-los de acordo com sua estrutura formal e tentar denominar adequadamente suas formas conseguidas desse modo. Foi H. CONZELMANN que nos indicou o caminho para isso". Ele mostra que com as expressões 01J.0ÂOYElV e TIlOTEÚElV, usadas tecnicamente em Rm 10.9, são introduzidas duas fórmulas pré-paulinas distintas: Eàv OlJ.oÂoY~OTJç EV T4) OTÓlJ.an OOU KÚPLOV 'hlOOUV, Kal. iTLOTEÚOTJÇ EV TTI KapõLq. OOU on 8Eàç aUTàv ~YElpEV EK VEKPWV, ow8~oTJ. CONZELMANN mostra que ambas as fórmulas representam dois tipos que também podem ser constatados alhures com base em critérios formais e de conteúdo, e, de acordo com o verbete usado por Paulo para a introdução, chama um dos tipos, no qual Jesus é "confessado" como Kyrios, de "homologia", ao outro, que formula a "fé" na ressurreição de Jesus dentre os mortos, realizado por Deus (a obra salvífica ocorrida), chama de "credo". W. KRAMER 16 substitui esse segundo termo por "fórmula pisiis"; nós adotamos a designação de KRAMER, por não ser onerada, enquanto no uso lingüístico geral "credo" significa a "confissão de fé" em formulação definitiva; o vocábulo "credo" portanto mistura os termos "fé" e "confessar", que são nitidamente distinguidos em Rm 10.9 e cuja distinção é o que justamente interessa a CONZELMANN; a expressão "fórmula pístiS" merece a preferência. Que aí se trata de dois atos distintos evidencia-se do fato de que um é atribuído à "boca", o outro ao "coração", que 01J.0Âoyüv (v. 9, 10) é retomado por ETIlKaÂü 08aL aUTóv Tà õvolJ.a KUPLOU (v. 12,13), isso é, interpretado como conclamação, como chamado, e que de acordo com v. 14 o "crer" é condição da "invocação" (= do "confessar"). No v. 14 se torna clara sua unidade;

°

Esse uso lingüístico provém da pesquisa dos símbolos, que reconstrói as formas preliminares dos posteriores credos, por ex., do Símbolo Romano, até o NT, e coloca os textos duvidosos necessariamente sob o aspecto da formação posterior de símbolos - um aspecto que nem sempre contribui para a compreensão histórica. Certamente esse enfoque tem sua boa razão de ser. Mas não deve seduzir a simplificações. É preciso considerar os textos duvidosos como grandezas próprias e observar as funções específicas que tinham originalmente. Cf. também VON CAMPENHAUSEN, ZNW 63, 1972, p. 210ss. 15 Schweizerische theologiscbe Umschau, 1955, p. 61ss. esp. 64s. 16 Christos Kyrios Gottessohn, p. 15ss.

14

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

43

e assim como ambas as coisas remontam à proclamação (v. 8.14), assim ambas as coisas visam a salvação e são necessárias para a salvação (v. 9-11,13). Homologia e fórmula pistis representam as duas afirmações fundamentais do cristianismo primitivo. Visto que, segundo o v. 14, o "crer" constitui a pressuposição do "confessar", é apropriado iniciar a exposição das formas pré-literárias com a fórmula pistis, fazendo seguir a homologia. Na denominação e ordenamento do material restante, não caracterizado por palavras-chave correspondentes, tomamos por ponto de partida o ponto de vista histórico-formal. Para tornar a exposição mais clara, reunimos uma série de formas e fórmulas, cujo "lugar vivencial' é, sem dúvida, o culto, sob a epígrafe de "textos litúrgicos"; os hinos que integram esse grupo, porém, estudamos separadamente pelas mesmas razões. Por fim ainda uma observação sobre o emprego do vocábulo "fórmula". Em conexão com H. BAUSINGER, essa expressão é usada em seu significado na linguagem corrente: "expressão fixa, repetível, válida", no que "a idéia da abreviação e condensação" é pertinente (Formen der ''Volkspoesie'', p. 65; aqui também indicações referentes à origem do atual emprego do termo "fórmula").

1. Fórmula "pistis" (de fé) A fórmula pístis (de fé) expressa o evento salvífico cristológico do passado. Por isso usa sistematicamente um tempo verbal do passado, na maioria das vezes um aoristo, ocasionalmente também um perfeito. Pode-se constatar três tipos..a) um que menciona somente a ressurreição de Jesus, b) outro que menciona somente sua morte e c) o que menciona morte e ressurreição. Os dois primeiros são mais antigos do que o terceiro, que combina os dois primeiros, e provavelmente também são de origem distinta. Que os dois primeiros determinam o evento salvífico de modo diferente, é algo evidente; que sua combinação não significa uma simples adição, e, sim, também acarreta um deslocamento do sentido, é um fato. Por isso K. WENGST manifesta objeções contra o emprego do termo fórmula pístis para essas três fórmulas distintas (p. 27). Mas a averiguação do NT mostra que todas as três fórmulas definem o evento salvífico fundamental que é conteúdo da "fé", como, aliás, todas as três estão associadas aos termos técnicos TILaTEÚElv/TILanç (Rm 10.9; GI 2.16s.,20; 1 Ts 4.14)17, de modo que, não obstante, se deve, sem prejuízo de todas as diferenças elaboradas com 17

Mais sobre esse assunto em

KRAMER,

p. 41ss.

44

INTRODUÇÃO

muita perspicácia por WENGST, enquadrar essas fórmulas, com vistas a sua estrutura e função, na categoria "fórmula pistis". a) A fórmula sobre a ressurreição A partir de Rm 10.9 e paralelas, a frase pode ser reconstituída com relativa segurança assim: mOtEÚ0IJ.EV on Ó eEàç ~YElpEV 'Ill00UV EK VEKpWV. O sujeito da frase é Deus"; o verbo, sempre no aoristo, caracteriza o evento salvífico como evento único do passado; na maioria das vezes a ressurreição é determinada mais especificamente pelo acréscimo EX VEKpWV; originalmente o objeto se chama "Jesus", embora nos contextos atuais ele seja substituído por um pronome pessoal, relativo ou demonstrativo, ou por Cristo"; A frase foi compreendida evidentemente como resumo conciso de toda a fé cristã. Isso se deduz de uma significativa variante que ela sofreu já muito cedo: a frase se tornou diretamente uma predicação cristã de Deus, no que o verbum finitum foi substituído pelo particípio do aoristo: Ó EYELpaç (tàv) 'Ill00UV (EK VEKpWV) (Rm 8.11; 2 Co 4.14; GI 1.1)2°. No entanto, nisso não foi dissolvida a ligação original com a fórmula pistis, conforme mostra o vínculo da predicação com vocábulos da raiz TIlOt-: Rm 4.24 wlç mOtEÚOUOW EUI. Tàv EYElpavTCX 'IllOOUV... EK VEKPWV, 1 Pe 1.21 TOUÇ Õl' aUTou mcroix Elç SEàv Tàv EYE lpavTa aUTàv EK VEKpWV, Cl 2.12 Õ TTlÇ UlOW,JÇ TTlÇ EVEPYElaç roü SEOU roü EYElpaVToç aUTàv EK VEKpWV (cf, Ef 1.19s.).

ux

A fé de que Deus ressuscitou a Jesus dentre os mortos é, ao mesmo tempo, fé nesse Deus que ressuscitou a Jesus dentre os mortos. A fórmula menciona tão-somente o acontecimento, mas não dá qualquer interpretação; esta não era necessária conquanto para a compreensão judaica da ressurreição dos mortos era um evento do final dos tempos, sendo que, em correspondência a isso, a fórmula se referia a um evento escatológico; se isso se referia ao começo da ressurreição geral dos mortos (Jesus, a primícia dos que dormem), ou à glorificação de Jesus, ou a ambas, é difícil de decidir'". Às vezes o nome de Deus também é circunscrito pela forma passiva do verbo, p. ex., nas expressões em estilo de fórmula em Rm 7.4; 1 Co 15.12-17; 2 Tm 2.8. 19 Cf. WENGST, p. 27ss. 20 Ela substitui a predicação judaica de Deus da 2. glorificação [benedictioJ da oração das dezoito preces: "O que vivifica os mortos", que também ocorre em Paulo (Rm 4.17; 2 Co 1.9) 21 Cf. as considerações em WENGST, p. 33ss. 18

§ 2. FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

45

Nas passagens mencionadas a fórmula se encontra em contextos cristãos para uso dos fiéis. Mas é de supor que também desempenhou um papel muito importante na prédica missionária dirigida aos judeus - inclusive quando se encaram os comprovantes em Atos com ceticismo" - como, aliás, ela também foi incluída no querigma missionário para os gentios (1 Ts 1.10).

b) A fórmula sobre a morte Entre as fórmulas que mencionam somente a morte de Jesus como evento salvífico e conteúdo da fé reina uma grande diversidade. No entanto, elas contêm sempre uma interpretação positiva de sua morte, e o faz com uma expressão com lJ1TÉp com genitivo, ou com uma preposição análoga", No próprio Paulo já se pode distinguir dois grupos de fórmulas: numa, a morte é designada como morrer (c:bTOeavElv), na outra, como entrega (lTapaÕOÚval, ÕOÚVlXl). O grupo das "fórmulas de morte" é representado por Rm 5.8: Xpioró; lJ1TEp ~IlWV cXlTÉeavEv (cf. v. 6; Rm 14.15; 1 Co 8.11; 1 Ts 5.10, também GI 2.21). O sujeito é Cristo (não Jesus; mas também como nome próprio, não como título), o verbo está no aoristo, o lJ1TÉp (respectivamente: õlá ou lTEpL) interpretativo sempre tem um objeto pessoal - o "por nós" é original, o "irmão" (Rm 14.15; 1 Co 8.11) e "nós, os ímpios" (Rm 5.6) representam variações secundárias. O "morrer por nós" é entendido como expiação ou vicariedade. No grupo da "fórmula da entrega"24 pode-se deduzir de contextos paulinos com certa verossimilhança as seguintes formas": (1) Ó 8Eàç tàv ulõv autou lJ1TEp ~IlWV lTapÉõoKEV

(cf Rm 8.32). (2) (referido ao "Senhor Jesus Cristo") ó ôoix Éautàv lmEp tWV állaptLWv ~IlWV

Gl 1.4).

(3) (referido ao Filho de Deus) ó &yalT~aaç ~Ilíiç Kal. TIapaõouç Éautàv lmEp ~IlWV (Gl 2.20). (4) ó Xptoroc ~yáTIllaEV ~Ilíiç Kal. TIapÉõwKEV Éautàv lmEp ~IlWV (Ef 5.2,25). At 3.15; 4.10; 5.30; 10.40; 13.30,37, mas aqui sempre junto com a menção da morte de Jesus. 23 Cf. lista em J. JEREMIAS, TWNT V, p. 707, n. 435. 24 Cf. KRAMER, p. 112ss.; WENGST, p. 55ss. 25 Cf. WENGST, p. 55ss.

22

46

INTRODUÇÃO

Em face de tais diferenças quanto à extensão e ao teor da mesma fórmula, a tentativa de reconstruir uma fórmula original não passaria de uma vaga hipótese; no entanto, são necessárias algumas referências a elementos que são mais velhos e mais novos em termos históricotraditivos. Com vistas a fórmulas análogas (vide abaixo a e c), será permitido supor que Deus é primário como sujeito da ação (forma 1) em relação a Cristo como sujeito (nas três outras formas), do mesmo modo a versão objetiva da expressão com Ú'!TÉp ("por nossos pecados"; forma 2) em relação à versão pessoal nas formas 1,2 e 4. Parece que na fórmula o ui.oç atrrou (resp. eEOU) é a designação original do que foi entregue", As formas participiais (2, 3) são secundárias em relação à simples frase afirmativa". Mais problemática é a pergunta pela extensão original. De acordo com a simples regra básica de que o texto mais breve é o mais antigo em termos histórico-traditivos, a menção do amor (nas formas 3 e 4) seria um acréscimo secundário; como, porém, a idéia do amor também ocorre em fórmulas da entrega que independem de Paulo (Jo 3.16; 1 Jo 3.16), e que ela, além disso, possivelmente também esteja presente na expressão de que Deus "não teria poupado seu próprio Filho" (Rm 8.32), tem que se contar com a possibilidade de que ela faça parte do teor original da fórmula e que a forma 2 represente uma redução. A fórmula da entrega interpreta a morte de Jesus, a exemplo da fórmula de morte, como expiação, também como vicariedade, e como acontecimento que ocorreu uma única vez no passado. No entanto, com o verbo (rmpu] ÕouvaL ela destaca mais acentuadamente do que aquela a atividade volitiva do agente, e com a designação de Filho, a íntima relação de Deus e Jesus. Com isso e, além disso, com a menção do amor, a qual, evidentemente, é concebida como motivação do evento salvífico, a fórmula da entrega representa um estágio mais avançado e complexo da reflexão do que a fórmula da morte. Mesmo assim será permitido subordiná-la, como esta, ao conceito maior da fórmula pístis. Isso é corroborado, não considerando o conteúdo, pelo fato de que ela também aparece nas formas combinadas (Rm 4.25) e que em GI 2.20 ela é associada expressamente ao verbete '!TLOnç (EV '!TLOTH (0 T'ÍJ TOU uloü TOU eEOU TOU &ya'!T~OaVTOç I-lE KTÀ..). Dessa passagem 26 27

KRAMER e WENGST, loco cito No entanto parece duvidoso se, acompanhando WENGST, se deve entender as expressões participiais como predicações; pois nunca aparecem autonomamente, isso é, como designação substitutiva para Cristo, e a forma 3 deverá ser demasiadamente extensa para ser uma predicação.

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

47

pode-se deduzir o presumível teor da forma 3:

TILO'tEÚOflEV ELÇ XpLO'tOV 'Ill00UV 'tov uLov WU 8EOU, 'tov áyaTI~oav'ta ~fliiç Kal. TIapaõóv-ra Éau'tov 1l1TEp

~fl<Jv.

Também se pode supor que as formas 1 e 4 tenham tido como introdução um TILO'tEÚOflEV on... A fórmula da entrega também se encontra em escritos cristãos-primitivos posteriores"; modificada em termosjoaninos Jo 3.16; 1 Jo 3.16; como reminiscência 1Clem 16.7; 21.6; 49.6 associada à concepção do resgate Mc 10.45b; 1 Tm 2.6; Tt 2.14 - sinal para a importância fundamental que esta fórmula tinha desde o início. c) Fórmulas combinadas

Essa forma nos foi legada em diversas variações. A forma mais elaborada se encontra em 1 Co 15.3bss. Não há dúvida de que Paulo cita aqui um fragmento da tradição, visto que ele próprio a introduz como tal (v. 1-3a). Seu alcance foi controvertido por muito tempo, hoje, no entanto, se admite quase em geral que a fórmula citada abarca os v. 3lr5: OH Kal. Kal. Kal.

Xptorõç aiTÉ8avEv lJiTEp n;)v ál..lapHWv ~I..lWV Kanx ,àç ypacj>áç, OH hácj>T], OH ÉY~YEpcaL '11 ~I..lÉpa '11 rpí ,1.) Ka,à ,àç ypacj>áç, OH wcj>8T] KT]cj>~, EI,a 1:01ç ÕWÕEKa.

Se os quatro on são originais é controvertido". Certamente, porém, a fórmula não tem quatro membros e, sim, dois; ela fala da morte de Cristo, do sepultamento, e de sua ressurreição, à qual estão agregadas as aparições - e isso como provas fatuais. Formalmente, os dois membros correm lado a lado. Objetivamente, porém, corresponde a esse paralelismo apenas o duplo "segundo às escrituras", enquanto as afirmações também correspondentes quanto à forma "por nossos pecados" e "no terceiro dia" têm orientação totalmente diferente quanto ao conteúdo: pela primeira é interpretada a morte de Cristo, pela segunda é datado sua ressurreição. O primeiro membro oferece uma interpretação dupla do morrer de Cristo: como acontecido "por nossos pecados", como morte expiatória, 28 29

Referente à análise: WENGST, pp. 72-77. Não podemos ocupar-nos aqui com a problemática multiestratificada dessa paradosis; cf. por fim H. CONZELMANN, EvTh 25,1965, pp. 1-11 e a literatura aqui mencionada.

48

INTRODUÇÃO

isso é, como pagamento da dívida contraída por nossos pecados'", e, além disso, como ocorrido "segundo as Escrituras", como escriturístico, isso é, como correspondente ao conselho de Deus revelado no AT. Pela formulação passiva, o segundo membro caracteriza a Deus como sujeito da ressurreição, indica sua data e o designa igualmente como escriturística. Na medida em que o "segundo as Escrituras" também implica a idéia do cumprimento escatológico de profecias escriturísticas - sem que se precisasse pensar em textos específicos como, p. ex., Is 53 e Os 6.2 -, morte e ressurreição de Cristo também estão caracterizados como acontecimentos escatológicos. As idéias da escrituristicidade, do sepultamento, do terceiro dia e das testemunhas da ressurreição faltam em todas as demais fórmulas ptstis e não são constitutivas para as mesmas; no entanto, elas se encontram em outras passagens'". A paradosis de 1 Co 15.3b-5 é, portanto, uma configuração complexa e o resultado de um complicado processo histórico-traditivo. No entanto, não pode haver dúvida quanto a sua antiguidade. Quanto ao conteúdo ela se mostra inequivocamente como cristã-judaica. No entanto a tese de que a fórmula seria uma tradução de um idioma semítico (J. JEREMIAS) foi abalada pelos contraargumentos de CONZELMANN (EvTh 1965, 4ss.); ao menos não existe nenhum indício sequer que nos obrigue a supor uma tradução. As outras fórmulas não se destacam de modo evidente de seu contexto. No entanto, atrás de 2 Co 5.15 deverá encontrar-se uma fórmula dessas, cujo teor poderia ser reconstruído aproximadamente assim: Xpiorõc ÚTIEP

~f.LWV cXTIÉ8aVEV Kal. ~yÉp8T]

(cf Rm 8.24a)32.

Também aqui a morte de Cristo é compreendida como morte expiatória, no entanto, de modo mais abrangente do que em 1 Co 15.3 ("por nós" em vez de "por nossos pecados"); também aqui Deus é o sujeito da 30 31

32

BULTMANN, Theologie, 5ª ed., 1965, p. 295.

Que a morte de Jesus aconteceu segundo as Escrituras é constitutivo para os relatos evangélicos da paixão e para uma parte dos discursos missionários de Atos; no entanto, falta aqui completamente a idéia da expiação (com exceção de Mc 14.24 par); Lucas também produziu nos discursos de AT a prova escriturística para a ressurreição de Jesus (At 2.24-36; 13.24ss.), o que no mais nunca fez, e mencionou reiteradas vezes as testemunhas oculares (At 1.22; 2.32; 3.15; 10.41; 13.31). Também o "terceiro dia" é mencionado (At 10.40); nas predições da paixão, porém, sempre é dito "depois de três dias" (Me 8.31; 9.31; 10.34). Cf. KRAMER, loco cit., p. 25, 28. KRAMER supõe que também EK VEKpWV teria feito parte da fórmula. Para isso poderia servir de argumento Rm 6.4; mas não está claro se

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

49

ressurreição; este parece ser compreendido e mencionado como confirmação divina da morte salvífica. Uma terceira variante da fórmula pístis de dois membros parece encontrar-se em 1 Ts 4.14: TIlatEÚO~EV

Otl

1~aoúç

aTIÉ8avEv KaL

aVÉat~.

As diferenças em relação às fórmulas vistas até agora são claras: falta da idéia da expiação; substituição do EYEP8flVal pelo verbo intransitivo avaatfjval. A importância soteriológica desse agir se evidencia somente pelo contexto (igualdade do destino dos crentes e de Jesus). Não existe, porém, motivo para supor aqui um corte secundário do conceito da expiação condicionado pelo contexto. Uma quarta variante encontra-se em Rm 4.25: oç TIapEõó8~ õux tCx TIapaTItw~ata ~~wv KaL ~yÉp8~ ÕlCx t~V õlKaLwaw ~~wv

o texto diferencia-se das três fórmulas combinadas, mencionadas até agora, tanto formalmente (paralelismo dos membros rigorosamente construído; divisão rítmica) quanto substancialmente (substituição da fórmula da morte pela fórmula da entrega reduzida; Deus caracterizado pela forma passiva como sujeito de ambos); sobretudo, porém, pela interpretação uniforme dos dois atos, que, com isso, são entendidos como unidade - o ÕlCx tCx TIapaTItw~ata ~~wv indica o motivo, o ÕlCx t~V õlKlhwaw ~~wv indica o objetivo do evento salvíficos". A primeira linha alude aIs 53.12. Como era o começo da fórmula - se o oç substitui um nome ou se ligou a uma afirmação anterior que conteve um nome ou título - não é possível constatar. d) Origem e lugar vivencial (Sitz im Leben)

Dentre as três formas básicas nas quais foi resumido o conteúdo da fé cristã, a fórmula da ressurreição é a mais antiga e remonta, sem dúvida, à comunidade primitiva palestinense; afinal a fé cristã surgiu a partir das experiências pascoais dos discípulos e era constituída inicialem Rm 6.3-9 Paulo empregou uma fórmula uniforme ou elementos de várias fórmulas, p. ex., da de 1 Co 15.3b-5 e Rm 10.9. Claramente a expressão Ix ,WV VEKpWV ocorre somente nas fórmulas de um só membro, que mencionam somente a ressurreição; aqui ela também é necessária por causa da ambigüidade do EYELpELV, enquanto é supérflua nas fórmulas de dois membros por causa da ênfase precedente na morte de Jesus. 33 Cf. BULTMANN, Theologie, p. 49, 85 e WENGST, p. 102s.

50

INTRODUÇÃO

mente na convicção "de que Deus ressuscitou a Jesus dentre os mortos". A partir dela também resultou primeiro a necessidade de interpretar a morte de Jesus de modo positivo". A combinação de ambas as afirmações se impunha e foi realizada em breve - afinal, a fórmula combinada já existiu antes de Paulo em múltiplas variações -, no entanto não suprimiu as duas formas básicas. A origem da fórmula da morte e da combinada é controvertida. Que no caso de 1 Co 15,3-5 não existem razões lingüísticas concludentes para supor um original semita já foi dito. WENGST mostrou, além disso, que a concepção da morte expiatória vicária pode ser comprovada no judaísmo helenista, não, porém, no judaísmo palestinense'". Portanto, também por razões histórico- religiosas não se deverá derivar a fórmula da morte e as fórmulas combinadas com tanta certeza da comunidade primitiva palestinense, como se tem feito até agora. Mas a referência "às Escrituras" (1 Co 15.3s.) e a alusão a Is 53.12 (Rm 4.25) são de origem judaicacristã. Por isso se haverá de supor que as fórmulas combinadas surgiram no cristianismo helenista e que aqui também deve ser procurada a origem da fórmula sobre a morte", Qual o "lugar vivencial" das fórmulas pístis pode-se constatar com certa probabilidade a partir da palavras-chave às quais estão ligadas (ntortc/mcreúew, além disso EuayyEÀÍ,(Eo8aL e KllPÚOOELV) por um lado, e, por outro, a partir dos contextos de conteúdo nos quais aparecem (perguntas concretas a respeito da fé e da vida). As fórmulas enunciam o conteúdo central da mensagem salvífica que deve ser aceita na fé (cf. Rm 10.8-15; 1 Co 15.1-3a,11); mas não são formuladas como sumários da pregação missionária, e, sim, como afirmações dos que já crêem ("nós cremos que..."; "por nossos pecados"; "por nós"). A transmissão das fórmulas marcantes acontece na forma do napaõLõóvaL e napaÀaf.L!3ávELV, portanto num processo que já pressupõe da parte do receptor certa medida de conhecimento que o capacita para a recepção dos "artigos principais" (1 Co 15.2s). As fórmulas pistis têm seu lugar vivencial no catecumenato. Na verdade, elas são designadas muitas vezes de "confissão". Como, porém, nunca estão ligadas ao termo Óf.LoÀoyELV e uma fórmula diferente pode ser averiguada como confissão batismal, é melhor evitar a expressão "confissão". As fórmulas de fé são fórmulas catequéticas, que, sem dúvida, foram importantes na instrução batisCf. BULTMANN, Theologie, p. 47ss.; 84ss. Pp. 62-71. 36 Assim tb. WENGST, pp. 70s., 82, 97ss. 34 35

KRAMER,

pp. 29-34.

§ 2.

51

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

mal, cujo conhecimento talvez também foi exigido e recitado na celebração do Batismo; mas não se referem exclusivamente ao Batismo, antes têm uma importância abrangente como o mostra seu emprego em instruções didáticas e éticas.

ei Apêndice Aqui ainda deve ser mencionada a fórmula citada e glosada por Paulo em Rm 3.24s., que foi reconhecida como tal por BULTMANN e analisada por KAsEMANN 37 • Seu teor é o seguinte sem os acréscimos de Paulo: ÔLKlXLOÚflEVOL (...) ÔLlX tf]ç tXnoÀUtpWOEwÇ tf]ç EV XPLOtQ 'Inooü,

OV

npoÉSEta

6

SEàç i.Àaot~pLOV (...) EV tQ lXUtaU lX'í.fllXn ELÇ EVÔEL/;LV tf]ç ÔLKlXLOOÚVTjÇ lXUtOU ÔLlX t~V nápEoLv

twv npoYEyovÓVtWV cXfllXEtTjflátwv EV tiJ tXvoxiJ rof SEDU.

Evidentemente o fragmento da tradição está citado de modo incompleto; porque não pode ter começadocom a forma participial ÔLKlXLOÚflEVOL, no entanto, a expressão participial deve ter integrado a citação, como o mostram a abrupta conexão assindética do v. 24 ao v. 23 e como o mostram, além disso as expressões plerofóricas, isso é, os acréscimos de Paul0 38 • A idéia da expiação está formulada em termos cúlticos e jurídicos, e no v. 24 e 25b está emoldurada por concepções jurídicas. Provavelmente a fórmula entende sob "justiça de Deus" sua fidelidade à aliança, e sob nossa justificação, o restabelecimento da relação de aliança (KAsEMANN). Do ponto de vista da forma e do conteúdo, o texto é muito complexo. Seus elementos teológicos têm afinidade com os da fórmula sobre a morte (idéias de expiação), mas vão além dessas (justiça de Deus, justificação, aspecto histórico-salvífico). Rm 3.24s. pode ser contado entre as fórmulas pistis somente sob reservas. A tese de KASEMANN de que o texto teria seu lugar nas proximidades da tradição da Ceia de Me 14.24 é uma suposição simpática, mas não pode ser comprovada com certeza, de modo que a pergunta pelo lugar vivencial tem que permanecer em aberto. Do ponto de vista histórico-teológico, a fórmula tem sua origem provavelmente no judaico-cristianismo helenista". Theologie, p. 49; KASEMANN, Exegetische Versuche und Besinnungen I, p.96ss. 38 Discordando WENGST, pp. 87-90, que quer admitir apenas o v. 25 como citação. 39 Assim tb. WENGST, p. 90.

37

BULTMANN,

INTRODUÇÃO

52

2. Homologies" Denominamos de homologias aquelas expressões ou sentenças em estilo de fórmula que são introduzidas com óflOÀoyE1v ou são caracterizadas como ófloÀoyí.a, bem como aquelas que por estrutura igual e igual conteúdo se revelam como pertencentes à família daquelas, também quando faltam os termos óflOÀOyElV/ÓflOÀOYElOeaL. O que justifica esse procedimento e essa denominação se deduz de Rm 10.9, onde Paulo distingue rigorosamente terminológica e objetivamente entre "crer" e "confessar", bem como sentido significativo de óflOÀoyE1v e ófloÀoyí.a. No grego profano ófloÀoyí.a pertence, conforme o mostrou G. BORNKAMM, originalmente à esfera jurídica e política, e "designa aqui uma declaração pública compromissiva, pela qual se estabelece uma relação de direito por meio de um contrato?". Na homologia religiosa do NT, todavia, falta a concepção de um contrato acertado livremente entre dois partidos de direitos iguais, no entanto "o momento do caráter público, da obrigatoriedade, da definitividade e do o caráter de resposta ... permanece constitutivo't". Fazendo uma retrospectiva sobre o material coletado da maneira mencionada no começo, evidencia-se que ele - de modo bem diferente do que as fórmulas pistis, que circunscrevem o evento salvífico acontecido no passado - tem por objeto a pessoa de Jesus e sua posição de dignidade. Segundo forma e conteúdo, pode-se distinguir dois tipos de homologia: a homologia Kyrios, a aclamação estrutural, e a homologia Filho de Deus, que estruturalmente é frase de identificação. a) Aclamação

Seu teor é KÚPLOÇ 'Inooü; (Rm 10.9 [introduzido por óflOÀoyE1v J; 1 Co 12.3) ou também KÚPLOÇ 'Inooüc XPLOTÓÇ (Fp 2.11 [introduzido por E';0flOÀOYEloeaL]). A frase é constituída de títulos e nomes (nesta seqüêncial); KÚPLOÇ é sujeito, o nome é predicado, o verbo auxiliar falta. De acordo com sua estrutura e de acordo com o que mostra a expressão paralela a ÓflOÀOYElV "invocar o (nome do) Senhor" (Rm 10.12ss)43, a frase é chamamento, invocação, aclamação. Ela é resposta da comunidade à pergunta: Quem é o Senhor? A comunidade responde com a "confissão" 40

41

Cf. KRAMER, p. 61-80. Studien zu Antike und Urchristentum, 1959, p. 192.

42

Ih.

43

Cf.

KRAMER,

p.

7188.

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

53

pública e compromissiva: "Senhor é Jesus". Trata-se nessa homologia de uma correspondência àquelas frases EYW-ELfll no Evangelho segundo João, que BULTMANN chamou de "fórmula de reconhecimento" e que com o "sou eu" responde à pergunta: "Quem é o esperado, aquele pelo qual se pergunta, ou de quem se fala?"44 Com essa aclamação a comunidade se submete ao Jesus exaltado como seu Senhor, proclama seu domínio perante o mundo e realiza uma polêmica delimitação contra as pretensões de qualquer outro KÚpLOÇ. A fórmula é um OÚfl~OÀOV no sentido antigo da palavra, uma senha dos companheiros de culto"; ainda que sua função seja mais abrangente e sua pretensão mais exclusiva. Os cristãos helenistas entenderam a aclamação KÚP lOÇ 'IrlOOUÇ como característica de seu grupo, a tal ponto que transformaram a designação técnica para isso ("invocar o nome do Senhor") em autodenominação da comumidade: oi ElTlKuÀOÚflEvoi tà ÕVOflU tOU KUPLOU ~fl(;)v 'IT]oOU XPWtOU (1 Co 1.2; cf. 2 Tm 2.22; At 9.14,21; 22.16). A aclamação tem seu "lugar vivencial" no culto; ao que parece, ela estava ligada à genuflexão cúltica (Fp 2.10) e era considerada - como, aliás, as antigas aclamações em geral - como inspirada (1 Co 12.3)46. Ela parece ter encontrado uma variada" aplicação no culto da comunidade reunida. Não pode haver dúvida a respeito da antiguidade da fórmula, visto que já foi incluída no hino de Cristo pré-paulino de Fp 2.6-11. No entanto, sua procedência pode ser acompanhada somente até a comunidade cristã-gentílica, não se podendo recuar mais até a comunidade primitiva cristã-judaica helenista ou mesmo até a comunidade primitiva palestinense; pois o comprovante mais antigo de Fp 2.11 tem o nome duplo 'Inooüc XplOtÓÇ, e XPWtÓç como nome próprio surgiu no cristianismo gentílico, o qual já não entendia mais o sentido original de XplOtÓÇ como título = Messias. Num ambiente gentílico também é mais fácil explicar seu surgimento como OÚfl~OÀOV de uma comunidade cúltica, a qual tinha a necessidade de delimitar-se em relação a outras. Sua difusão não pode ser determinada com certeza, visto que, estranhamente, não ocorre em nenhuma outra parte do NT a não ser nas três passagens paulinas mencionadas, e a autodenominação oi ElTlKUÀOÚflEVOl KtÀ. ocorre somente no corpus paulino e em Atos. BULTMANN, Das Evangelium des Johannes, 1lª ed., 1950, p. 167, n. 2. Referente a esse significado cf. A. DIETERICH, Eine Mithrasliturgie, 2ª ed., 1910, p. 64, n. 3. 46 Cf. E. PETERSON, ElE eEOE, 1926, p. 171, e n. 3. 47 Referente a isso KRAMER, p. 76ss.

44

45

54

INTRODUÇÃO

b) Frase de identificação Em textos neotestamentários mais recentes encontra-se variadas vezes outra frase cristológica, a qual é introduzida ocasionalmente com 01-l0ÀoyEl.V, ou é designada como 01-l0ÀOYLlX, que qualifica a Jesus como Filho de Deus, mas que tem estrutura diferente do que a homologia Kyrios. Seu teor pode ser reconstruído com certa verossimilhança.

o material: A Carta aos Hebreus menciona a Ól-loÀoyí.a três vezes (3.1; 4.14; 10.23). A. SEEBERG (Katechismus, p. 145) e G. BORNKAMM (II, p. 188ss.) reconheceram que isso sempre se refere à confissão batismal e que em 4.14 ela é citada de acordo com seu conteúdo: EXOV,EÇ... 'IT]oOUV ,àv ul.àv roü 6EOU, Kpa,wl-lEv ,flç ÓI-l0Àoyí.aç. Aqui não estamos diante do teor exato, visto que a citação foi acrescentada a uma frase como aposto. A Primeira Carta de João traz em sua discussão anti-herética duas vezes a mesma expressão como frase introduzida por on, mas uma vez por ÓI-l0ÀOYEI.V e outra vez por mO,EÚElV: 4.15 ... ól-loÀoY~01J on 'Inooüç Eonv Ó ul.àç 10U 6EOU 5.5 Ó mo,Eúwv on 'Inoob; Eonv Ó ul.àç 10U 6EOU Aqui se deve incluir uma frase análoga que contém a predicação Ó Xpioróç em lugar de Filho de Deus, e na qual ocorre a mesma troca de

ÓI-lOÀOYEI.V e mO,EÚElv. Na primeira passagem a ser mencionada 2.22, o autor usa o antônimo a ól-l0ÀoyE1v, àpvE106al,mas no v. 23 torna a falar de ól-l0ÀoyE1 v . 2.22 Ó àPVOÚI-lEVOÇ on 'Inooüc OUK Eonv ó Xpw,óç, 5.1 ó m.oreúov on 'Inooí»; Eonv ó Xpw,óç. Por fim é preciso mencionar At 8.37, um acréscimo do texto "ocidental", que traz a confissão batismal do eunuco etíope: TIW,EÚW ,àv ul.àv 10U 6EOU Elval ,àv 'Inooüv Xpicróv. Referente à reconstrução: a concorrência das duas predicações - Filho de Deus e Cristo - obriga a perguntar se aqui se trata da mesma fórmula, ou não, antes, de duas fórmulas diferentes"; ou no mínimo, qual das duas predicações é primária, embora muitas vezes se pleiteie que, remetendo à confissão de Pedro, Cristo = Messias seria original". No entanto, ambos os argumentos não me parecem corretos; trata-se, antes, de uma só fórmula, e nela a predicação de Filho de Deus é primária. Pois, 48 49

Assim por último NEUFELD, p. 142.

DEICHGRÃBER,

p. 114s.

§ 2. FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

55

por um lado é preciso observar que a troca de predicação nas fórmulas, que no mais têm teor igual, está restrito a 1 João, ao que acresce ainda certa paralela no Evangelho segundo João (cf. Jo 1.34 com 9.22); além disso é preciso observar que o autor de 1 João não distingue "Filho de Deus" e "Cristo" terminologicamente, antes usa as duas designações indistintamente; isso se evidencia de modo especialmente claro em 2.22s., onde retoma a confissão "que Jesus é o Cristo" na próxima frase com a expressão "confessar o Filho"; dessa passagem ainda se deduz que a predicação de Filho é a preestabelecida, em cuja compreensão correta o autor está interessado em sua polêmica anti-herética, e que esta é, portanto, a original. No mesmo sentindo vão também Hb 4.14 e At 8.37. A fórmula com o título de Cristo é uma "formação analógica" específica de João à versão original'". A próxima pergunta colocada por 1 João é se "confessar" ou "crer" faz parte da fórmula original, deve ser decidida no primeiro sentido, apesar de At 8.37; pois somente assim é compreensívelo fato de que Hebreus designa a frase de Oj.l.OÀOylU e que 1 Jo 2.22s. argumenta com o par de conceitos "confessar" e "negar" (cf Jo 9.22). No entanto o uso indistinto em 1 João mostra que na época de sua redação desapareceu a rigorosa distinção entre Oj.l.OÀOYELV e TILOtEÚELV, tal como aconteceu em Paulo (Rm 10.9). No que por fim diz respeito à formulação, certamente não há necessidade de nenhuma comprovação de que o texto mais novo de At 8.37 (acusativo com infinitivo em vez da frase construída com on; outra ordem de nome e predicação) é secundário. O texto original da homologia é o seguinte: oj.l.oÀoyw (-oUj.l.EV) on 'Inooü; EOtLV o uiàç tou SEOU.

Essa homologia não é uma aclamação'". A estrutura é diferente do que na aclamação Kyrios: o verbo Of,lOAOYEl.V é parte integrante da fórmula, ele enunciado; depois segue a frase com OH com o nome como sujeito, depois vem verbo auxiliar e predicação (como nome predicativo). Enquanto a aclamação Kyrios responde à pergunta quem é Senhor, essa homologia responde à pergunta quem é Jesus (a pergunta da confissão de Pedro). Na linha da designação dos correspondentes ditos EYW-ELf,lL 52 de BULTMANN, eu gostaria de chamá-la de frase de identifícação'". 50

51 52

53

WENGST, p. 109 cf. sua argumentação adicional p. 108ss. Contra KRAMER, p. 68ss. O Evangelho de João, p. 167, observação 2, n. 3. Não confundir com o termo "fórmula de identificação", com o qual K. WENGST, p. 108s. caracteriza o emprego específico dessa homologia em 1 João: o autor de 1 João a emprega em sua luta antidocética a fim de fixar a identificação do Jesus terreno como o Cristo celestial, Filho de Deus.

56

INTRODUÇÃO

Embora o autor de 1 João entenda o conceito "Filho de Deus" como designação de sua essência, originalmente essa predicação tem sentido titular na fórmula, é titulação real do Oriente Antigo (como em 812.7; Me 1.11); Hebreus dá a esse termo expressis verbis esse sentido: o nome que o Exaltado "herdou" (1.4), é nome de Filho (1.5). A homologia identifica a Jesus com o Rei escatológico, fala, portanto, de sua atual posição de dignatário. O "lugar vivencial" é o Batismo; essa homologia é confissão batismal. Com ela o batizando confessa publicamente, de modo compromissivo e definitivo, sua submissão a Jesus, isso é, submete-se ao domínio e à proteção do Rei escatológico. A importância fundamental do ato torna compreensível que os autores de Hebreus e de 1 João sempre de novo recorrem a essa confissão como base de suas exposições teológicas; essas exposições, porém, esclarecem por sua vez que o "apegar-se com toda firmeza à confissão" (Hb 4.14) não deve acontecer pela repetição do teor, e, sim, somente por constante reinterpretação. Não é possível determinar com exatidão idade e procedência da confissão batismal. Ela se encontra primeiro em textos recentes do NT, no entanto, naturalmente é mais antiga. O emprego do conceito de Filho de Deus como título certamente pode ser comprovado no judaico-cristianismo helenista, mas não pode ser descartado para a comunidade primitiva da Palestina. Essa confissão batismal é, em todo caso, de origem cristã-judaica. É altamente provável que ela seja mais antiga do que a aclamação Kyrios; no entanto, não é possível constatar uma relação genética entre as duas homologias'".

cl Apêndice Ainda resta perguntar se de Hb 13.15 pode ser deduzida a referência de mais outras homologias: "Por meio dele, pois, ofereçamos a Deus sempre sacrifícios de louvor, roür' EO'tlV KlX.p1TÓV XElÀÉwv 0f!oÀoyoúv'twv 'tQ óvóuccn lXUWÚ". G. BüRNKAMM vê esse sacrifício de louvor "na confissão de louvor do nome que foi transmitido por Deus a Cristo, isso é, do nome de Filho", e o encontra em hinos crísticos (como Fp 2.6ss.; CI1.13ss., 1 Tm 3.16. Hb 1.3), que ele designa como "confissões hínicas de Cristo"; ele as associa à Eucaristia e os remonta aos três profetas em oração (Did 10.7)55. Também abstraindo da radicalização dessa 54 55

Contra NEUFELD, p. 142. Studien zu Antike und Urchristentum, p. 19688.; referente ao todo, pp. 193-200.

§ 2. FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

57

hipótese mencionada por último, é uma pergunta de importância teológica de longo alcance se aqueles textos hínicos tinham a função e o peso de uma homologia, isso é, de uma confissão pública, compromissiva e definitiva, No entanto, essa pergunta deve ser respondida negativamente, conforme DEICHGRÀBER (p. 117s.) o demonstrou de modo convincente: Ó,.lOAOYEl.V com dativo significa "glorificar"?", não "confessar", e "seu nome" não é o nome filial de Jesus, e, sim, o nome de Deus. Hb 13.15 trata do louvor de Deus e não dá o direito para caracterizar os hinos crísticos como hornologias". Nenhum deles é introduzido ou designado desse modo. Por razões metodológicas e teológicas é recomendável não empregar os termos ÓI!OAOYELV e ÓIlOAOYllX em seu sentido bem definido além da esfera para o qual estão reservados no NT.

8. Fórmulas querigmáticas a) Pregação missionária aos gentios M. DIBELIUs58 reconheceu que em 1 Ts 9b,lO Paulo acolhe um "resumo do evangelho missionário": "... e como vocês se converteram dos ídolos a Deus, para servirem ao Deus vivo e verdadeiro (v. 10) e para aguardarem dos céus a seu Filho, ao qual ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos salva (do juízo) da ira vindoura". Pois o "típico da mensagem paulina" falta aqui; parece que na missão Paulo "empregou" inicialmente "pensamentos e conceitos mais comuns" e "falou como outro missionário" (DIBELIUs). Naturalmente não se trata no caso desse texto da citação de uma fórmula cunhada, e, sim, da enumeração dos topoi do querigma missionário comum dos cristãos, cujo texto acima remonta a Paulo; a forma que teve esse sumário não se pode deduzir dessa passagem. Como seu conteúdo Paulo cita três temas: conversão ao Deus uno, Jesus e sua ressurreição, escatologia. Todavia o primeiro e o terceiro tema, pregação monoteísta e escatológica, estão intimamente relaCf. W. BAUER, WB, 5ª ed., 1126, n. 5. Isso se evidencia com clareza especial no hino crístico de Fp 2.6-11, no qual está acolhida a homologia KÚPWÇ 'Inooúç Xpioróc (v. 11): a descrição do caminho de Cristo leva à homologia, mas não é seu objeto. 58 "An die Thessalonicher L lI. An die Philipper" (HNT 11), 3ª ed., 1937, p. 6s. Cf. além disso J. MUNCK, "I Thess. I, 9-10 and the Missionary Preaching ofPaul", NTS 9, 1962/63, pp. 95-110; U. WILCKENS, Die Missionsreden der Apostelgeschichte, 2ª ed., 1963, p. 81s.

56 57

58

INTRODUÇÃO

cionados'", como, aliás, todo o sumário está dominado pelo pensamento escatológico. O tema "cristológico" é determinado pela versão mais antiga da fórmula pístis (v. 10b); falta tanto uma acentuação ou interpretação da morte de Jesus quanto qualquer indicação para acontecimentos de sua vida. A parte "escatológica" não menciona a parusia, o juízo e a função salvífica de Jesus, mas a ressurreição dos mortos. Quanto ao conteúdo, o sumário é cristão-judaico e se origina, visto que a comunidade palestinense não fazia missão entre os gentios (GI 2.7ss.), do cristianismo judaico helenista. b)

Pregação missionária aos judeus

Por muito tempo enxergou-se, sob a impressão dos trabalhos de M. e C. H. DODD6 \ nos discursos missionários de Atos (2; 3; 4; 5; 10; 13) dirigidos a judeus testemunhos para pregação missionária cristãprimitiva a judeus. Na verdade, não se viu neles reproduções autênticas de sermões realmente proferidos; de acordo com DIBELIUS, que analisou a estrutura formal desses discursos, Lucas se ateve, antes, a um esquema de pregação da antiguidade: querigma, prova escriturística e conclamação à penitência. O querigma consiste de uma nomeação sumária dos mais importantes acontecimentos da vita de Jesus; e aqui Lucas assumiu - de acordo com DIBELIUS - fórmulas literalmente fixas. Mas U. WILCKENS 62 demonstrou que tanto o esquema dos sermões quanto os sumários da vita de Jesus são criações literárias e teológicas de Lucas, e que a partir deles não é possível reconstruir a pregação missionária dirigida aos judeus. DIBELIUS 60

4. Textos litúrgicos a) Uma fórmula pessoal

Que Paulo cita em Rm 1.3s. uma fórmula cristológica é reconhecido com base em particularidades formais, terminológicas e objetivas do 59 60

61

62

Cf. Hb 11.6; At 17.31 e BULTMANN, Theologie, p. 77. Die Formgeschichte des Evangeliums, 2ª ed., 1938, pp. 8-34 - From Tradition to Gospel, Charles Scriber's Sons, 1935, pp. 9-36; Die Reden der Apostelgeschichte und die antike Geschichtsschreibung(1944), 1949; Aufsiitze zur Apostelgeschichte, 1951, pp. 120-162. The Apostolic Preaching and its Development, 1936. Die Missionsreden der Apostelgeschichte, 2ª ed., 1963.

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

59

texto'"; porém, é controvertido se e até que ponto ele a guarneceu de acréscimos: TTEpl. .. KUp(OU ~Ilwv ... O fragmento tradicional deveria abranger desde roü YEVOIlÉVOU até VEKPWV, e deveria ter tido antes disso, em uma expressão introdutória, o nome de Jesus que agora está no fim do v. 4, ao qual se referem todos os particípios, enquanto o TTEpl. roú uloõ au'tou (v. 3) como indicação do conteúdo faz parte de "evangelho de Deus" (v. 1). Portanto remonta a Paulo. Com BULTMANN se deverá excluir as duas expressões com Ka.'teX, e com E. SCHWEIZER o EV 6uveXIlEl (v. 4) igualmente como acréscimos paulinos, a fim de se conseguir o texto original'". E. SCHWEIZER defendeu contra BULTMANN a originalidade das expressões com KlXtá; como sua tese encontrou muita adesão e até agora foi contestada apenas por WENGST, é preciso que nos ocupemos brevemente com sua argumentação. SCHWEIZER invoca 1 Tm 3.16; 1 Pe 3.18 (4.6) a favor de sua posição, onde ocorre a antítese de "carne" e "Espírito" em contextos cristológicos (e antropológicos), e conclui daí que essa antítese de esfera terrena e celestial também seria constitutiva para o fragmento tradicional de Rm 1.3s. Essa argumentação, porém, não é convincente; pois nas pretensas paralelas não é usado KlXtá e, sim, o dativo (com EV ou sem ele). Além, disso, "Espírito" não vem acompanhado do epíteto "Santo", e por fim, 1 Tm 3.16; 1 Pe 3.18 têm por fundamentação outras concepções cristológicas (preexistência). A essas diferenças acresce o fato de que a tradução de KlXtá com acusativo como "na esfera de ..." não é possívellingüisticamente (cf. 2 Co 10.3). A antítese "carne/Espírito" tem sentido bem diferente cá e lá. Também a outra objeção de SCHWEIZER no sentido de que a ocorrência de TIVEUlllX àYlwaúvllç (v. 4) estaria comprovada no ambiente judaico, não, porém, em Paulo, que portanto não seria dele, não convence (loc. cito p. 180s.). Na verdade, essa expressão dá a impressão de uma tradução literal da expressão hebraica rush. haq- qodes, ainda mais estranho, porém, é o fato de que ela não ocorre uma única vez em todo AT grego, também não nas passagens às quais SCHWEIZER remete (SI 51.[5°], 13; Is 63.10s). O "ambiente judaico", no qual está comprovada a ocorrência de TIVEUlllX àyl waúvllç, restringe-se a essa única passagem de TestLev 18.11. Como, pois, em todo o NT o termo àYlwaúvllç ocorre apenas mais duas vezes, a saber, em Paulo (I.Ts 3.13; 2 Co 7.1), a expressão KlXtà TIVEUlllX e a antítese KlXtà aápKlX/KlXtà TIVEUlllX também estão exclusivamente em Paulo, devemos atribuir a ele a forAgnostos Theos, p. 385; R. BULTMANN, Theo1., p. 52; E. SCHWEIZER, Neotestamentica, p. 18088.; F. HAHN, Christologische Hoheitstitel, 1963, p. 2578.; H. ZIMMERMANN, Neutestamentliche Methodenlehre, pp. 192-202 (bibliografia). 64 Assim tb. WENGST, p. 12s.

63 E. NORDEN,

60

INTRODUÇÃO

mação totalmente singular de Ka:ra TIVEUj..LlX áYLW OÚVllÇ; pois Paulo é o único que emprega KlXtlX OáPKlX com relação ao Cristo terreno (Rm 9.5; 2 Co 5.16), tudo se pronuncia em favor de aplicar-lhe, como suas interpretações, ambas as locuções com KlXtà em Rm 1.3s; com a primeira ele relativiza criticamente a descendência davídica de Jesus, com a segunda destaca a filiação divina de Jesus. Nem na fórmula original, nem na fórmula glosada por Paulo se fala de humilhação e exaltação (SCHWEIZER), ou de uma "cristologia em dois níveis" (Hahn).- Que EP õuváj..LEL é acréscimo paulino foi evidenciado por H. ZIMMERMANN em conexão com SCHWEIZER (p. 193s., 196s.). Esse acréscimo é motivado pelo fato de que a predicação Filho de Deus já foi usada por Paulo no v. 3a e que agora concorre com a da fórmula; a interpretação tem a finalidade de estabelecer uma compensação.

Portanto a fórmula original deverá ter tido o seguinte teor: ... 'Ill00UV (XPWtóv?), tàv YEVÓj..LEVOV EK OTIÉpj..LlXtoÇ L1lXUí.Õ ( ... ) tàv óPW8ÉVtlX utàv 8EOU ( ...) Ei; cXvlXotáoEúlÇ

VEKpWV.

As características formais - dois membros paralelos, formas participiais, próclise do verbo, falta de artigos dos substantivos - pouco contribuem para determinar a forma do texto. Sem dúvida, o paralelismo dos membros e o estilo participial são elementos hínicos e sugerem que se trata de um hino, mas, por outro lado, o texto não é propriamente "poético". Seu conteúdo aponta em outra direção. A fórmula trata somente da pessoa de Jesus, na primeira linha de sua procedência davídica, isso é, de sua "qualificação genealógica para ser o Messias" (WENGST, p. 106), na segunda, de sua instituição como Filho de Deus em virtude de sua ressurreição dentre os mortos. A expressão "Filho de Deus" em combinação com "instituição" não é determinação da natureza, e, sim, titulação régia (SI 2.7; Mc 1.11) e caracteriza o Jesus exaltado como Rei escatológico. Com isso a fórmula se aproxima da confissão batismal ("Confesso que Jesus é o Filho de Deus"); apenas mostra uma reflexão teológica mais apurada: são especialmente mencionados o modo da filiação divina (adoção), o modo da instituição (ressurreição) e a legitimação de Jesus para essa dignidade (descendência davídica). Apesar da reflexão voltada para o passado, o interesse da fórmula não está voltado para o passado (como na fórmula pistis), e, sim, se concentra na atual posição de senhorio de Jesus como na confissão batismal. Uma determi-

§ 2. FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

61

nação mais exata da forma além da referência a essa afinidade não me parece possível, ainda mais porque não sabemos como a fórmula era introduzida; talvez com ÓI-l0},,0YW 'IllOOUV ou 1TW't"EÚW ElÇ 'IllOOUV, mas isso permanece no campo da suposição. Também a pergunta pelo lugar vivencial não pode ser respondida com maior exatidão do que com a referência ao culto. A fórmula possuiu, em todo caso, valor autoritativo, visto que Paulo se apresenta aos romanos como quem se encontra no consensus ecclesiee, e visto que se encontra uma reminiscência dela em ainda em 1 Tm 2.8. Ela é de origem judaico-cristã, como o mostra seu conteúdo. Como não revela vestígios de tradução, a fórmula deverá ter surgido não no cristianismo judaico palestino, e, sim, no helenista": b) Aclamações



As aclamações neotestamentárias introduzidas com Elç têm afinidade íntima com a aclamação Kyrios, mas parece que não possuem a mesma importância fundamental; em todo caso, nunca são caracterizadas como homologia. Elas não ocorrem no NT individualmente, e, sim, sempre em ampliação diádica ou triádica, e, além disso, em combinação com outras fórmulas'". Elas não representam uma criação especificamente cristã, como o mostram as paralelas no judaísmo helenista e no mundo gentílico oriental-helenista'". Provavelmente os cristãos assumiram a fórmula Elç 0EÓÇ da propaganda monoteísta do judaísmo helenista, na qual desempenhou papel importante", a fórmula Elç KÚPLOÇ, porém, do mundo gentílico'"; pois somente aqui se encontram comprovantes pré e extracristãos para fórmulas Elç diádicas e triádicas". Conforme seu sentido, as fórmulas Elç 0EÓÇ judaicas e gentílicas são contrárias entre si; estas identificam divindades orientais e gregas, enquanto aquelas estão voltadas polemicamente contra o politeísmo e têm sentido exclusivamente monoteísta. Esse sentido .excluVIELHAUER, RGG 11, 3ª ed., 581; WENGST, p. 116. Não consideramos aqui expressões em estilo de fórmula que têm por conteúdo o "Deus uno" (Rm 3.30; 1 Co 8.4; GI3.20; Tg 2.19; 4.12), visto que não representam aclamações. 67 E. PETERSON, ElE eEOE, 1926. 68 Cf. Oro Sib. I Prooem. 7; EtÇ SEOÇ, oç uóvoc liPXEL ...; IH 11: EtÇ SEOÇ Éan j.J.óvapxoç e os 'demais comprovantes em A. SEEBERG, Die Didache des Judentums, 1908, p. 11ss. 69 Sobre o problema da relação de ambas as fórmulas com o seme' de Dt 6.4, vide PETERSON, p. 216 e KRAMER, p. 91s. 70 PETERSON, p. 254ss. 65 66

62

INTRODUÇÃO

sivo também o possuem as correspondentes fórmulas neotestamentárias; elas recebem seu caráter cristão pelo acréscimo da fórmula Etç KÚPLOÇ compreendida em termos cristológicos". Uma unidade pré-paulina da tradição dessa espécie está em 1 Co 8.6: ELÇ 8EOÇ Ó TICX'~P



ou ,IX.

mxV!cx

KCXI. ELÇ KÚpLOÇ

ÓL'

ou ,IX.

TIáv,cx

KCXI. ~I.lELÇ E tç mrróv, 'Inooüç Xpurróç, KCXI. ~1.lE1ç ÓL'

cxu't"Ou.

o texto construído em rigoroso paralelismo dos membros contém dois elementos: 1) uma exclamação ELÇ diádica ("Um é Deus: o Pai ... um é Senhor: Jesus Cristo") e 2) para cada membro uma dupla expressão preposicional, que caracterizam a Deus como Criador do universo e alvo dos cristãos (= redimidos), a Jesus Cristo como Mediador da criação e da redenção. A combinação desses dois elementos não é original do ponto de vista da história da tradição; pois as expressões preposicionais formam originalmente uma unidade independente, que também ocorrem alhures no NT - Rm 11.36; Hb 2.16 referidos a Deus (cf. Ef 4.6), CI1.16s. referido ao Redentor preexistente - e que, desde sua origem, é uma fórmula de plenipotência panteísta, que pode ser constatada no estoicismo, nos pré-socráticos e no sincretismo helenista"; em 1 Co 8.6 ela está distribuída sobre Deus e Jesus Cristo. Mas a ligação secundária com a aclamação certamente já é pré-paulina. A aclamação em si é uma renúncia cristã ao politeísmo (os "muitos deuses e muitos senhores", v. 5) e proclamação do Deus uno, acessível por meio de Jesus Cristo; em ligação com a fórmula diádicada plenipotência, isso é objetivamente: com a identificação do Criador e o Redentor, ela também pode ter sentido antignóstico. Uma composição triádica se encontra em Ef 4.4-6 ("Um corpo ..., um Senhor um Deus), na qual cada membro contém, por sua vez, três elementos. O texto poderia parecer uma evolução histórica traditiva da aclamação diádica de 1 Co 8.6 a uma fórmula triádica. No entanto por razões formais e de conteúdo nem o todo, nem o primeiro e terceiro membro podem ser a citação de uma peça da tradição"; trata-se antes de uma composição do autor, com a qual sublinha a admoestação de 000'

71

72 73

PETERSON, pp. 227-256; 276-299; KRAMER, p. 92s. E. NORDEN, Agnostos Theos, p. 240ss.; 347ss. O fato de que Deus é mencionado somente em terceiro lugar ainda não seria objeção, visto que o autor poderia ter invertido a ordem. Mas o fato de que no v. 4 o

§ 2. FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

63

"preservar a unidade do Espírito" (v. 3). Evidentemente apenas o v. 5 é citação: ELÇ KÚPLOÇ,flLa TILOnç, EV ~áTITWfla,

É uma aclamação Elç KÚPWÇ triádica, na qual o numeral é constitutivo e aparece em seus três gêneros. A estranha falta do nome próprio do Kyrios e a menção de fé e Batismo mostram que o texto não efetua uma delimitação dos "muitos senhores" dos gentios - esta está, antes, pressuposta -, e, sim, documenta a unidade da Igreja, denominando as grandezas que fundamentam e preservam essa unidade. Trata-se de uma aclamação intra-eclesiástica, com a qual a comunidade se compromete com essas grandezas, traçando desse modo, simultaneamente, a linha de separação contra a heresia e o cisma. - O lugar vivencial dessa aclamação não se pode constatar; com fé e Batismo, ela pressupõe a instrução no catecismo; se, porém, constitui um elemento constituinte da celebração do Batismo, ou se teve outra função é uma questão que tem que permanecer em aberto. Por fim é preciso mencionar 1 Tm 2.5s, um texto no qual, ao lado do "um só Deus" é aclamado Jesus Cristo como o "único Mediador"; Elç yàp 8EOÇ ... LMoLÇ. Que aqui estamos diante de uma citação é fato reconhecido, mas sua extensão é controvertida". A meu ver, a citação poderia ser delimitada do seguinte modo: ELÇ 8EÓÇ, ELÇ flEaL"t"T]Ç 8EDU Kal. &v8pwTIWV (....) Xpiorõc 'Inooüç,

o ôouc Eau"t"àv &v"t"L.l,.u"t"pov

{JTIEP TIáv"t"wv.

Ela representa a ligação de uma aclamação Elç diádica com uma fórmula pístis agregada ao segundo membro. Se esta ligação estava preestabelecida pela tradição, ou - mais provável - foi estabelecida primeiro pelo autor, é difícil de decidir. As proporções dos dois membros da aclamação são tão desiguais que se preferiria supor uma redução primeiro membro não é o "espírito", e, sim, o "corpo", sendo, porém, que este não forma uma paralela ao Kyrios e a Deus, evidencia que não estamos diante de uma fórmula trinitária (Espírito, Senhor, Deus). Por causa de sua estrutura totalmente distinta, os três versículos não formam um paralelismo dos membros e por isso não constituem uma unidade desde sua origem. Cf. DIBELIUS-GREEVEN e SCHLIER referente à passagem. 74 Cf. DIBELIUS-CONZELMANN, Die Pastoralbriefe, 3ª ed., 1955, p. 34s.

64

INTRODUÇÃO

do primeiro; no entanto, o material comparativo não é suficiente para justificar uma tentativa de reconstrução. Praticamente, com essa aclamação a comunidade se delimita contra outros "mediadores" e proclama Cristo como o único mediador entre Deus e homens. A missão cristã entre os gentios já usou a aclamação EtÇ diádica antes de Paulo. Seu sentido original era a delimitação polêmica, mas simultaneamente também proclamatória, contra o politeísmo. Mas parece que Paulo já a usou em função anti-herética. A fórmula de 1 Tm 2.5s. é originariamente de orientação anti-herética. Significativamente ela não está sozinha nas duas passagens, antes combinada com elementos heterogêneos histórico-religiosos (fórmula da plenitpotência, fórmula pistis) que caracterizam o evento salvífico a seu modo - no que a afirmação a respeito da "obra" está subordinada à afirmação referente à "pessoa". De orientação puramente intra-eclesiástica é a aclamação de Ef 4.5, que com o segundo e terceiro membro (fé, Batismo) igualmente faz referência ao evento salvífico. - Que essas fórmulas têm seu "lugar vivencial' no culto é tão evidente como é confusa sua função litúrgica mais precisa.

c) Outras aclamações Queremos apenas mencionar outras aclamações como amém, aleluia, hosana, maranata e Aba. No Apocalipse de João ocorrem aclamações lXi;LOÇ (4.11; 5.9s. lXi;LOÇ Et; 5,12 lXi;LOÇ EDnv), mas em ligação com doxologias e elementos hínicos. É incerto se aqui se trata de formas pré-literárias e não antes de formações literárias". d) Doxologias

Distinguem-se dois tipos desses ditos de louvor. O primeiro, a doxologia propriamente dita, tem a forma básica 76: <{) I ,4> I aU'4> I DaL I

DOU

1Í õói;a

ELÇ

roi»; aLwvaç

(&Il~v).

Ela também pode ser consideravelmente ampliada (Rm 11.36; GI 1.5; Ef 3.21; Fp 4.20; 1 Tm 1.17; 6.16; 2 Tm 4.18); em Rm 16.25ss.; 75

Cf.

KASEMANN,

SON, p. 176s.; 76 DEICHGRÃBER,

RGG 11, 3ª ed., cl. 994; referente às aclamações ai;LOç em geral: 318; 324. p. 25ss.

PETER-

§ 2.

65

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

Jd 24s. ela forma a conclusão da carta, e em Did 8.2 a conclusão do PaiNosso. Com exceção de 2 Tm 4.18, essas doxologias sempre se referem a Deus. a segundo tipo é representado por passagens em Paulo (Rm 1.25; 9.5; 2 Co 11.31): EUÀoyrrroç Etç TOUÇ IÚWvaÇ (afl~v), e é denominado de eulogia. Também ela está sempre referida a Deus. Ao invés de EuXapw't'w (-OUflEV) alguns proêmios espistolares começam com uma eulogia em estilo de hino (2 Co 1.3; Ef 1.3; 1 Pe 1.3). No Livro do Apocalipse os dois tipos são ligados ocasionalmente entre si (Ap 5.13). Ambos os tipos são de origem judaica (EUÀOYEtÓç corresponde ao hebraico berukr; eles se referem quase exclusivamente a Deus. Eles enaltecem "menos uma epifania presente do que a eterna essência de Deus e sua experimentada ação"?". e) Orações

As orações cristãs-primitivas naturalmente têm seu lugar vivencial não somente no culto da comunidade, e, sim, também na esfera pessoal; mas as que nos ficaram preservadas têm caráter cúltico. A mais importante é o Pai-Nosso que é transmitido numa versão mais curta em Lc 11.2-4 e numa versão mais longa em Mt 6.9-13. Essa última também é citada em Did 8.2, ampliada por uma doxologia diádica ("Pois teu é o poder e a glória em eternidade"); depois segue a prescrição: "Três vezes ao dia orareis assim" (Did 8.3). Mas o Pai-Nosso também tinha seu lugar na celebração da Ceia. Ligadas a ele, estão as chamadas orações da Ceia da Didaquê (9 e 10). Uma extensa oração comunitária, que, ao que parece, representa uma parte da liturgia romana, está na parte final de 1Clem (59-61). A pequena oração comunitária de At 4.24-30, porém, parece ser um produto literário de Lucas". Não cabem aqui os proêmios da maioria das cartas neotestamentárias, embora tenham estilo de oração ("Damos graças a Deus...", "Louvado seja Deus..." e empreguem ocasionalmente material litúrgico; pois os proêmios não são orações formuladas e acolhem elementos da situação epistolar, são, portanto, também quando seguem a determinado esquema, orações "livres". 77 78

KASEMANN, RGG 11, 3ª ed., Cf. M. DIBELIUS, Botschaft

cI. 994. und Geschichte I, 1953, p. 289s8; E. telgeschichte, 5ª ed., 1965, p. 18388.

HAENCHEN,

Die Apos-

66

INTRODUÇÃO

1) Fórmulas cúlticas da Ceia do Senhor

As "palavras da instituição" ocorrem quatro vezes no NT (Me 14.2225; Mt 26.26-28; Lc 22.15-20; 1 Co 11.23-26), as quais, especialmente em suas versões mais antigas (Me 14 e 1 Co 11) estão caracterizadas claramente pelo uso litúrgico da Ceia do Senhor. Me 14.22-25: "E enquanto comiam, ele tomou pão, proferiu a oração de graças, partiu-o, deu-o a eles e disse: 'Tomem! Isto é meu corpo!' E tomou o cálice, proferiu a oração de graças, deui-o) a eles, e todos beberam dele. E lhes disse: 'Isto é meu sangue da aliança, que é derramado por muitos. (v. 25) Amém, eu lhes digo: não mais tomarei do fruto da videira até aquele dia em que o tomarei novo no reino de Deus'." 1 Co 11.23-26: Pois recebi do Senhor o que também vos transmiti: "Na noite em que o Senhor Jesus foi entregue, ele tomou pão (24), proferiu a oração de graças, partiu-o e disse: 'Isto é meu corpo, por vocês; façam isso em minha memória'. (v. 25) Do mesmo modo também o cálice depois da ceia, e disse: 'Este cálice é a nova aliança em meu sangue. Façam isso todas as vezes que (dele) beberem em minha memória" (v. 26). Pois, todas as vezes que comerem esse pão e beberem esse cálice, anunciam a morte do Senhor até que ele venha.

Os dois textos representam duas versões da mesma tradição literariamente independentes entre SF9. Paulo a caracteriza expressamente como peça da tradição (v. 23a); essa vai até o v. 25, enquanto o v. 26 é interpretação paulina da ordem de repetição. Não apenas literariamente, mas também do ponto de vista histórico-religioso a parádosis citada por Paulo é mais antiga do que o texto de Marcos. Pois ainda revela indícios de uma forma mais antiga da celebração. Originalmente degustação do pão e do cálice eucarístico estavam separados por uma refeição (f.1E'reX Tà ÕElTIVf]OlU - v. 25a), formavam, portanto, sua moldura. Daí também se explica por que as palavras interpretativas referentes ao pão e ao cálice (vv, 24b; 25b) não são formuladas paralelamente. Na celebração da Ceia do Senhor na comunidade de Corinto havia desaparecido a original separação entre degustação de pão e vinho, esses dois atos haviam sido unificados e ocorriam depois da ceia comum (vv, 11, 20ss.); o costume antigo preservou-se somente na "rubrica" ("De igual modo, depois da ceia"). O novo costume teve conseqüências para as palavras interpretativas: com o tempo elas foram adaptadas uma à outra, e assim surgiu a versão da fórmula cúltica legada por Marcos. 79

H.

LIETZMANN,

Messe und HerrenmahI, 1926, p. 218.

§ 2.

g)

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

67

Liturgia de entrada da Ceia do Senhor

No final de 1 Coríntios, depois de transmitir as saudações, Paulo emprega algumas frases que marcam o final do culto público e o início da celebração eucarística (16.20b., 22s.): Saúdem-se uns aos outros com o ósculo santo .... Se alguém não ama o Senhor, seja maldito. Maranata. A graça do Senhor Jesus seja com vocês.

Que essa ordem: ósculo santo - anátema - maranata - anúncio da graça integra a liturgia de entrada da Ceia do Senhor é sugerido pelo texto paralelo em Did 10.6, onde no contexto de orações para Ceia se encontra uma seqüência de frases semelhante. LIETZMANN supõe, certamente com razão, que as frases foram pronunciadas em parte pelo liturgo, em parte, em resposta, pela comunidade: Liturgo: Que venha a graça, e passe este mundo. Comunidade: Hosana ao Filho de Davi. Se alguém for santo, que venha; se alguém não for santo, Liturgo: que faça penitência. Maranata. Comunidade: Amém.

Não é aqui o lugar de nos ocuparmos com os problemas históricolitúrgicos desses textos, tão interessantes quanto complicados. Convém-nos chamar a atenção apenas para um momento que esclarece a função desses textos e com isso seu lugar vivencial. Trata-se dos elementos paralelos de 1 Co 16.22 e Did 10.6: 1 Co 16.22

Did 10.6

E'L nç ou ~LÀEí. ~rw &vá8Ej.La.

El ,LÇ aYLóç EO'LV, EPXÉo8w . El ,LÇ OÜK EO,LV, j.LE'(WOEL rto,

j.Lapava8á.

,àv KÚPLOV,

j.Lapava8á.

As frases condicionais antepostas ao maranata comum são da ordem de direito sacral. Em Paulo trata-se de uma "frase de direito sagrado"; na Did encontram-se ao invés de uma única frase negativa duas, uma positiva e outra negativa. A positiva é uma fórmula de con-

INTRODUÇÃO

68

vite, a negativa uma fórmula de exclusão; a maldição daquele que não ama o Senhor, tem igualmente o sentido de excluir os indignos, ou os não-cristãos do ato sagrado que ora se inicia. Tais fórmulas de convite e exclusão são partes integrantes dos mistérios gregos e foram adotadas daí no culto cristão". Elas introduzem a celebração esotérica, da qual participam apenas os crentes e em cujo centro se encontra a Ceia do Senhor. Pode-se, portanto, ver nos dois textos de 1 Co 16.20b,22s. e Did 10.6 formulários de uma tal liturgia de entrada.

h) Celebração do Batismo Reiteradas vezes já foram atribuídos à celebração do Batismo textos com maior ou menor probabilidade. Formulários litúrgicos para o Batismo, porém (como 1 Co 16.20ss; 11.23ss. para a Eucaristia), o NT não oferece nenhum. Entretanto, pode-se ver na ordem de missão e Batismo de Mt 28.19 uma etiologia do culto análoga às fórmulas cúlticas de 1 Co 11.23ss.; Mc 14.22ss. KASEMANN quis diagnosticar C11.12-20 como "uma liturgia batismal cristã-primitiva", cuja segunda parte - vv. 15-20 - é um hino'". Embora se possa fazer restrições ao termo "liturgia batismal", a referência do texto ao evento batismal é certa; isso o mostram terminologia e concepções (salvação das trevas, transporte para o reino do Filho de Deus, participação na herança dos santos na luz)82. Com muita probabilidade também Ef 5.14 está relacionado ao Batismo, um texto que é introduzido com uma fórmula de citação como um dito da Escritura ou do Senhor, cuja origem, porém, é desconhecida: 80

Uma paralela surpreendente consta em Luciano, Alexandre 38: Antes do começo da celebração dos mistérios começa uma proclamação (llpÓPPT]OLÇ) com fórmulas de exclusão e de convite: "Se veio um ateu, cristão ou epicureu (EL nç ã8EOÇ...) a fim de investigar estas orgias, que fuja! Os que, porém, crêem em Deus (ol ÕE lTL01:EÚOVLEÇ) devem consagrar-se com boa sorte (1:EÀELo8woav)."

Segue a "expulsão (EçÉÀauoLç) dos profanos": Alexandre exclama: "Fora com os cristãos (i'çw Xpurnevoúc)". A multidão responde: "Fora com os epicureus (i'çw 'ElTLKOUPELOUÇ)". Cf. G. BORNKAMM I, p. 124, n. 5; LEIPOLDT, RAC I, p. 260s.; H. CONZELMANN, Der erste Brief an die Korinther, 1969, p. 361, n. 27; WENGST, p. 20 remete, além disso, para Isócrates, Panegyricus, 157. 81 Exegetische Versuche und Besinnungen I, p. 34-51. 82 Cf. BORNKAMM II, p. 196, n. 19a.

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

69

EYElpE ,6 KlX8EÚÔWV, KlXL áváam EX ,WV VEKPWV, KlXL ETIL
Um texto triádico como homoioteleuton, uma forma para a qual comprovou numerosas paralelas (p. 130ss.). A linguagem figurada da citação (acordar do sono do pecado, ressuscitar dos mortos, simbolismo da luz) aponta para o Batismo. Não deverá ser um hino batismal, e, sim, uma conclamação dirigida ao batizando'", PETERSON

i) Parêneses batismais ou de ordenação

o trecho de 1 Tm 6.11-16 interrompe a parênese geral com uma parênese especial, dirigida ao discípulo do apóstolo, encarregado da direção e da consolidação da comunidade. A passagem é constituída de tradicional material do gênero parenético (v. 11s.) e litúrgico de origem diferente, contém no v. 13 uma fórmula diádica e o v. 12 o destinatário é lembrado da "boa (ortodoxa) confissão" feita por ele perante muitas testemunhas. É controvertido se aqui está se tratando de uma confissão perante o tribunal por ocasião da perseguição, ou da homologia batismal, ou de um especial voto de ordenação. A primeira possibilidade decerto está prejudicada. Entre as duas outras não é possível tomar uma decisão segura. Como a fórmula diádica do v. 13 não contém elementos especificamente teológico-pastorais ou de direção da comunidade, não podendo ser, portanto, o eventual voto de ordenação, nada sabemos a respeito dela. Mesmo assim parece-me mais acertada a caracterização do texto como parênese de ordenação, por causa do contexto. Mesmo que a homologia mencionada no v. 12 seja a confissão batismal, o texto não precisaria ser uma parênese batismal; pois também na ordenação o recurso a esta é possível e faz sentido. 5. Cantos

o cristianismo produziu cantos cristãos desde o início (1 Co 14,26; CI 3.16 = Ef 5.19; At 16.25), mas não os legou à posteridade em uma 83

DIBELIUS, ad loco fala de chamado e hino batismal; KASEMANN chama o texto de um "pequeno hino batismal" (1, p. 45), porém, (RGG lI, 3ª ed., cl. 994s.) um "viva sobre o batizando". C. F. D. MOULE, The Birth ofthe NT, 1962, p. 25, relaciona o texto com At 12.6s. como "an ancient hymn built round the Peter-story'i (um hino antigo construído em torno da história de Pedro).

70

INTRODUÇÃO

coleção coesa em analogia ao Saltério do AT. Ficou-nos preservado tãosomente o hinário de uma comunidade gnóstica-cristã de meados do séc. II, as chamadas Odes de Salomão. O que ficou preservado dos cantos cristãos-primitivos são fragmentos ocasionais, inseridos como citações mais ou menos identificáveis em contextos didáticos ou parenéticos na literatura epistolar ou em Atos. Sua reconstrução oferece dificuldades, visto que muitas vezes são citados apenas de modo fragmentário, ocasionalmente glosados ou desintegrados. Como no caso desses cantos não se trata de poesia métrica, com freqüência é difícil distingui-los de uma prosa elevada e rítmica, que se encontra ocasionalmente em Paulo, por exemplo, de sorte que na pesquisa muitas passagens desse tipo são injustamente tratadas como hinos. Mas também no caso de peças comprovadas da tradição, que são cantos, é difícil a determinação mais exata da forma. É bem verdade que C13.16 = Ef 5.19 menciona "salmos, hinos e odes" e que os respectivos verbos estão testificados (tlflXUELV Ef 5.19; ~ÕELV eb. e CI 3.16; lJflVElV At 16.25); mas também caso não se trate de designações plerofóricas da mesma coisa, não temos condições de distinguir, nem a partir da linguagem, nem a partir das passagens da tradição conhecidas, entre esses três gêneros. Visto que o termo do hino está determinado pela pesquisa dos salmos e que faltam indícios importantes desse gênero nos cantos cristãosprimitivos, passo a usar, no que segue, a designação neutra "cantos". Limito a exposição ao relativamente seguro, isso é, a passagem da tradição comprovadas que, segundo a forma e estilo, devem ser caracterizadas como "cantos".

a) Cantos Pré-Cristãos Inicialmente devem ser mencionados dois cantos que Lucas acolheu em seu Evangelho: o Magnificat (Lc 1.46-55) e o Benedictus (Lc 1.6879), autênticos "hinos escatológicos" de origem judaica, ou do movimento batista; se, em contrapartida, o Nunc demittis (Lc 2.29-32) é uma passagem da tradição (pré-cristã) ou uma produção do evangelista, não podemos decidir.

b) Cantos cristológicos Que em Fp 2.6-11 Paulo cita um canto crístico pré-paulino, foi demonstrado por E. LOHMEYER (Kyrios Jesus, 1929) e desde então é de aceitação quase geral. Controvertidas são as questões de eventuais

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

71

acréscimos paulinos, da estrutura gnóstica, da procedência históricoreligiosa da terminologia e de concepções, e com isso dos pensamentos teológicos. Dessas questões, cuja discussão produziu uma avalanche ilimitada de literatura, queremos tanger brevemente apenas as duas primeiras. Com LOHMEYER, se considera em geral como acréscimo paulino as palavras Kal. ETILYELwv eavIX-wu ÕE oruupoú (final do v. 8). No esforço para reconstruir um canto com estrofes de igual extensão e de bi ou tripartição simétrica, descobriram-se e riscaram-se ainda outros acréscimos: G. STRECKER, p. ex., eliminou todo o v. 8, J. JEREMIAS, ao qual segue, entre outros, DEICHGRÀBER, as palavras EiToupavLwv Kal. ETIL ydwv Kal. KamXeOVLWV do v. 10 e Elç õói;av eEOU mrrpó; do v, 11. Nenhuma dessas tentativas, porém, convence", e sua pressuposição - estrofes da mesma estrutura, simetria das partes - é mais do que problemática com vistas a outros cantos do NT. O texto parece antes ser íntegro com exceção da expressão eavlhou ÕE ornopob; também o oç no início (v. 6) não merece reparos e não deve ser transformado em o, nem ser complementado pela anteposição de um nome. O canto que descreve o caminho de Jesus Cristo na terceira pessoa, é bipartido: humilhação vv. 6-8, exaltação vv. 9-11. Em 1 Tm 3.16 temos um canto de seis linhas, e seis frases assindéticas, das quais cada uma tem primeiro o predicado no aoristo passivo e depois um substantivo (na maioria das vezes com EV) que determina a área em que a ação se desenrola. A seqüência dos substantivos - carne/ Espírito, anjos/povos, mundo/glória - mostra que se trata de três pares de antíteses em ordem quiasmática, que portanto formalmente a poesia é constituída de três linhas duplas (corretamente destacadas por Nestle na impressão). Cada par de antíteses descreve o mundo celestial e o mundo terreno. Os verbos de cada linha dupla mencionam acontecimentos que se correspondem no mundo superior e no mundo inferior. As três linhas duplas correspondem, conforme E. NORDEN o reconheceu como primeiro'", aos três atos de um ritual de entronização do Egito antigo, que pode ser mostrado como esquema literário na época helenista: 1) dotação com vida divina, 2) apresentação e 3) instalação no poder. O canto descreve, portanto, a entronização de Cristo, é, portanto, um paralelo a Fp 2.9-11; que também teria contido um paralelo a Fp 2.6-8, que agora estaria perdido, não pode ser demonstrado. A integridade do canto, também de seu começo com oc, está fora de dúvida'". Cf. WENGST, p. 144ss.; 145, n. 15. Die Geburt des Kindes, 1924, pp. 116-128. 86 Cf. WENGST, p. 156ss.

84 85

72

INTRODUÇÃO

Aqui deve ser anexado o complicado texto de 1 Pe 3.18-22, que, conforme o reconheceram O. CULLMANN87 e R. BULTMANN88 , representa um fragmento da tradição trabalhado pelo autor de 1 Pedro. CULLMANN atribui ao autor a breve instrução batismal dos v. 20, 21a.b, sem a qual a peça da tradição trataria da morte de Cristo (v. 18), do descenso (v. 19), da ressurreição (v. 21c), da ascensão e da sessio ad dexteram. N aturalmene ainda não se consegue um texto liso depois de retirados os v. 20-21b. BULTMANN tentou reconstruir a peça da tradição com base nos v. 18s., 22 e 1.20, considera-a uma confissão, e por isso a complementa com uma introdução correspondente:

(moreú» ELÇ ràv KÚPLOV 'IllOOUV Xpioróv, C?]) 1.20 ràv 7TPOEYVWOIlÉvov IlEV rrpo KcxrcxpoÂfiç KÓOIlOU. QJcxvEpw8Évrcx OE E7T' Eoxárou rwv Xpóvwv. 3.18 oç E7TCX8EV a7TCXÇ 7TEpl. IXIlCXPtLWV, lVCX ~llaÇ 7TpoocxyáYTI r~ 8E~, 8cxvcxrw8El.ç IlEV OCXPKl, ( W07TO l118El.ç OE 7TVEÚIlCXtL, 2.19 EV W KCXl. roiz; EV QJUÂCXKll 7TVEÚIlCXOlv EK~pUÇEV, 3.22 7TOpEU8El.Ç (OE) ElÇ oupcxvàv EV OEÇl~ 8EDu, lmorcxyÉvrwv cxur~ &.yyÉÂwv KCXl. EÇOUOlWV KCXL ouválJ.Ewv.

As fortes intervenções de BULTMANN no texto provocaram protestos'" mas também novas tentativas de reconstrução. Digna de consideração é a tentativa de WENGST, que trata o texto de modo bem mais conservador, atribui ao autor muito mais e reduz o original hipotético a poucas linhas (p. 161ss.): 1.20

3.18 3.22

87 88 89

90

Ó 7TPOEyvwoIlÉvOÇ IlEV 7Tpà KcxrcxpoÂfiç KÓOIlOU, QJcxvEpw8ELÇ OE E7T' Eoxárou rwv Xpóvwv. 8cxvcxrw8ELÇ IlEV OCXPKl, (W07TOl1l8El.ç OE 7TVEÚIlCXtL, 7TOpEU8ELÇ Ei.ç oúpevóv, ú7TorcxyÉvrwv cxur~ &.yyÉÂwv KCXL EÇOUOlWV KCXL OUVáIlEWV90.

Die ersten christlichen Glaubensbekenntnisse, p. 15. Bekenntnis- und Liedfragmente im ersten Petrusbrief, Iss. = Exegetica, p. 285ss. P. ex. de J. JEREMIAS, Abba, 1966, p. 323ss. e DEICHGRÁBER, p. 169ss. Problemática é, nesse caso, a falta de um verbum finitum. Uma série dessas de particípios no caso nominativo dificilmente poderá ter constituído uma unidade autônoma, e, sim, é imaginável somente como aposto a um nome (mais predicado).

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

73

Como quer que se reconstrua o original, por seu estilo ele é um canto, não uma "confissão", ainda que contenha temas que aparecem no segundo artigo do Credo. Em concepções parecidas às de Fp 2.6ss. e 1 Tm 3.16, o canto descreve o caminho de Cristo na seqüência cronológica de suas estações, e põe a ênfase na exaltação e no domínio sobre os poderes. Que Cl 1.12-20 representa um fragmento "litúrgico" foi descoberto por E. N ORDEN 91 ; desde a análise desse texto feita por KASEMANN 92 , reconhece-se em grande parte que Cl 1.15-20 é um canto glosado, enquanto outra tese no sentido de que o canto formaria, juntamente com os vv. 12-14, uma liturgia batismal, não foi aceita do mesmo modo. O canto se desdobra claramente em duas estrofes com inícios paralelos: I. oç Eonv ELKWV... nporóroxoç neXollÇ K,í.OEWÇ (v. 15) e 11. oç Eonv &PX~, nporóroicoc EK ,WV VEKpWV (v. 18b) e também com outras formulações paralelas (p. ex., vv. 16 e 19). Esse paralelismo das estrofes por um lado e perturbações formais e objetivas por outro, convidam a restabelecer o texto original por meio de cortes, reorganização dos elementos e complementos'". Com boas razões KASEMANN mostrou que no v. 18a ,f)ç E'KKÀ.lloí.aç e no v. 20 õLà roü a'í.j.Lacoç roõ craopoü au,ou se trata provavelmente de acréscimos; mas também a enumeração dos poderes no v. 16b. c (de ,à ápa,à até Eçouoí.aL) deverá ter sido acrescido pelo autor da Carta em vista da heresia colossense'". Aceitar ainda mais acréscimos parece-me desnecessário: L 15. 16. 17.

18.

lI.

oç Eonv ElKWV roü 6EOU àopácou, TIPW'ÓCOKOÇ TIáollÇ K, í.OEWÇ, on EV au,,;'> EK,í.o61l ,à TIáv,a, EV rotç oupavo'iç Kal. ETII. ,f)ç yf)ç. [...] Kal. au,oç Eonv TIpO TIáv,wv Kaí. ,à TIáv,a EV au,~ ouVÉO'llKEV Kal. au,oç Eonv ~ KEcPaÀ~ roü oúÍj.Lacoç [...] oç Eonv àpX~, TIPW'Ó,OKOÇ EK ,WV VEKPWV, 'Lva yÉvECaL EV TIiiOLV au,oç TIPW'EÚWV,

Agnostos Theos, p. 250ss. "Eine urchristliche Taufliturgie", Exegetische Versuche und Besinnungen l, pp. 34-51. 93 Cf. resumo e a discussão em GABATHULER e DEICHGRÃBER, p. 143ss. 94 Assim J. M. ROBINSON, p. 283, DEICHGRÁBER. Contra todos os cortes, além de "f)ç EKKÀ.Tlotaç, WENGST, pp. 170-175, protestou energicamente. 91 92

°

74

INTRODUÇÃO

19.

OH EV alrtQ EUÕÓK'TlUEV TIlXV 'tO TTÀ~púl!-La Ka'tOLKf]uaL

20.

Kal.

ÕL' auwu tXTTOKa'taUái;aL 'tã TTáv'ta EI.Ç au'tóv,

EI.P'TlVOTTOL~Uaç [...] ÕL' auwu

E'[re 'tã ETTI. 'tf]ç yf]ç E'['tE EV 'tOl.ç OUpaVOl.ç.

A primeira estrofe glorifica o Preexistente como mediador da criação, a segunda, o Pós-existente como mediador da reconciliação. O caminho descrito por Fp 2.6ss. não tem nenhuma função, do mesmo modo como não a têm os acontecimentos que ocorreram no tempo entre criação e o presente e que tornaram necessária uma reconciliação do universo; o fato de que a segundo estrofe se refere ao Pós-existente, se deduz unicamente da predicação TIPW'Ó,OKOÇ EK n;)v VEKpWV. Todo o interesse do canto se concentra na identidade do mediador da reconciliação com o mediador da criação. Também Hb 1.3 é compreendido como canto de quatro versos: oç úlV tXTTaúyaU!-La 'tf]ç õói;'Tlç Ka[ xapaK't~p 'tf]ç lJTToa-rauEúlç «úroü, cjJÉpúlV re 'tã TTáv'ta 'tQ p~!-La'tL 'tf]ç ÕUVá!-LEúlÇ au'tou, Ka8apLU!-LOV 'tWV a!-Lap'tLWV TTOL'TlUcX.!-LEVOç EKá8wEV EV ÕEi;Lt~ 'tf]ç i-LEyaÀúlUÚV'TlÇ EV UtV'TlÀOl.ç.

Mas a incômoda ruptura do estilo no segundo verso e o repentino aparecimento dos temas da extinção dos pecados e da subida ao trono levam a desconfiar da integridade do canto. Enquanto os primeiros dois versos dão a impressão do início de um canto, parece que os dois seguintes não formam a continuação original, e, sim, que são da autoria do autor de Hebreus, que com elas substituiu o texto original ou o transformou. Inácio de Antioquia cita em sua Carta aos Efésios um canto, cuja extensão e estruturação, no entanto, são controvertidas; o texto inaciano tem o seguinte teor, de acordo com InEf 19.28.: "(2)

(3)

Uma estrela brilhou no céu, mais clara do que as demais estrelas, e sua luz era indizível, e sua novidade provocou estranheza. Todas as demais estrelas, porém, juntamente com Sol e Lua cercaram a estrela em coro. ela, porém, superou a todos com sua luz, e reinou confusão, de onde [viria] o novo fenômeno diferente deles. A partir daí foi exterminada toda a magia, e toda algema da ruindade desapareceu. a incerteza foi extinta.

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

75

O antigo domínio foi destruído, quando Deus se revelou como homem para uma nova vida eterna. E tomou seu início o que para Deus já estava consumado. A partir daí todas as coisas estavam simultaneamente em movimento, porque a destruição da morte estava sendo promovida zelosamente."

Fazem parte do original com certeza os seguintes versos: 2)

3)

&aT~p EV oupav0 iD..a}.iljJEV lJ'TTEp TIáVTaç TOUÇ &aTÉpaç Kal. TO <jJWç aUTOU &VEKÃáÃT]TüV ~V Kal. i;EVW}.lOV TIapELXEV ~ KaWÓTT]ç aUTOU. [...] Ü6EV EÃÚETO TIâaa }.laYELa. Kal. TIâç ÕEa}.loç ~<jJavL(ETü KaKLaç, &yvoLa Ka6UpELTO, TIaÃa ux paa LÃE La oLE<jJ6E LpETO 6EDU &V6PWTILVWÇ <jJavEpOU}.lÉVou Elç KaLVÓTT]Ta &'(oLOU (wilç. [...]

Se esse texto reconstruído por WENGST (p. 198s) constitui toda a peça da tradição ou se era mais extensa, fica na indecisão; também quanto à delimitação das estrofes". Distinguem-se nitidamente duas partes, cuja cesura se encontra entre os vv. 2 e 3. Cada uma descreve o mesmo acontecimento, a encarnação de Cristo com vistas a seus efeitos, tanto sobre o mundo celestial (v. 2) quanto sobre o mundo terreno (v. 3).

elevou a antiga suposição à certeza de que a descrição de Cristo como modelo em 1 Pe 2.21-24 (no contexto da admoestação aos escravos em 2.18ss.) é feita com a ajuda de uma peça poética préformada da tradição, que o autor glosou e adaptou à admoestação (transposição da 1ª para a 2ª pessoa do plural). Modificando-se o menos possível, o texto é o seguinte: BULTMANN96

21. XPWTOÇ ETIa6EV lJ'TTEp ~}.lwv [...] 22. oç a}.lapTLaV OUK ETIOLT]aEv OME EupÉ6T] õóÃoç EV T0 orópzrn aUTou -

23. oç ÃOLOOPOÚ}.lEVOÇ OUK &VTEÃOLOÓpEl, TIáaxwv OUK ~TIE LÃE L. [TIapEOLOOU OE T0 KpLvovn ÕLKaLwv.]

95 96

vide DEICHGRÃBER, p. 157S8. Bekenntnis- und Liedfragmente, p. 1288. = Exegetica, p.

Detalhes

29588.

76

INTRODUÇÃO

24. oç ,àç allap,[aç ~IlWV au,àç &'V~VEYKEV EV ,0 aWllan au,oú E-rTL ,à t;úÀov, lva ,alç allap,(alç &'TIOYEVÓIlEVOl 'TI õlKalOaÚV'IJ '~awIlEv. oÍ! ,0 IlWÀWTIl tá,8T]IlEV. BULTMANN supõe que o v. 23 teria sido introduzido secundariamente pelo autor (três versos em vez de dois; nenhuma alusão a Is 53 como nos vv. 22 e 24), a fim de estabelecer uma referência ao escravo endereçado; DEICHGRÃBER (p. 140ss.) objeta a isso que o inverso seria mais provável, ou seja, que justamente essa frase teria motivado o recurso a esse canto - o que convence. Por seu turno, DEICHGRÃBER conjetura que a frase introduzida por '(va no v. 24 (até '~awllEv) seria secundária - mas não é possível encontrar um motivo para esse acréscimo. A mim parece antes que o terceiro verso do v. 23 (nepeôíôou K!À.) é um acréscimo do autor com vistas aos escravos recriminados injustamente; o verso é claudicante e introduz um tema perturbador no duto dos pensamentos. No entanto, não é possível adquirir certeza absoluta sobre a forma original do texto.

Se o canto está completo - e nada se opõe a essa tese -, então ele ocupa um lugar especial entre os cantos pelo fato de tratar exclusivamente da paixão de Cristo, enquanto não toca em preexistência, encarnação, exaltação e atual dignidade; o interesse repousa inteiramente no conceito da expiação, à semelhança daquelas fórmulas pístis que mencionam apenas a morte de J esus'".

c) O 'lugar vivenciel' desses cantos é o culto Que determinados cantos ainda tiveram uma referência especial, é provável e possível. Cl 1.15-20 com sua ligação com os vv. 12-24, deverá ter uma referência ao Batismo (KASEMANN); se, porém o canto foi criado especialmente para o Batismo, é outra questão. Levando em consideração o que Paulo menciona em 1 Co 14.26 a respeito do surgimento de cantos cristãos - que "cada um" podia recitar no culto um "Salmo" preparado em casa ou também improvisado -, é preciso ser reservado na atribuição dos cantos a atos litúrgicos específicos. Por maior que seja o cuidado com que devem ser examinadas tais referências no caso de cada canto que nos ficou preservado, os resultados continuarão hipotéticos - por enquanto. 97

Por isso WENGST, p. 83ss., não conta 1 Pe 2.21ss. entre os cantos, e, sim, entre as fórmulas catequéticas.

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

77

d) Menos certa

Se assim quisermos: menos certa ainda - é a questão se estamos diante de cantos ou de fragmentos de cantos em Rm 11.33-36; Ef 1.314,20-23; 2.9-10,14-18; CI 2.9-15; Hb 5.5-10; 7.1-3,26-28; InEf 7.2. No entanto, de modo algum queremos negar sua existência. Acontece, porém, que, na maioria dos casos, é difícil decidir se estamos diante de produtos do autor - eventualmente sob empréstimos estilísticos e temáticos - ou diante de citações de peças da tradição. Essas dificuldades também oneram os "cantos" do Apocalipse de João. As opiniões divergem muito; enquanto CULLMANN considera Ap 5.9,12,13; 12.10-12; 19.1,2,6 como sendo os mais antigos cantos crísticos'", DEICHGRÁBER (pp. 44-59) declara a esses e outros textos hínicos de Ap como criações literárias do autor ou de alguma tradição. Na questão pelas formas pré-literárias, que aqui nos interessa, temos que deixar esses textos de lado. e)

Observações finais

É difícil uma determinação histórico-formal mais exata dos cantos cristãos-primitivos em vista do seu reduzido número e do estado precário que se encontram. Eles não podem ser entendidos como desenvolvimento histórico-formal dos salmos do AT ou de um de seus gêneros (talvez dos hinos), mas também não como continuação de um gênero comum no ambiente oriental-helenista. No entanto, em certos elementos estilísticos existem, sem dúvida, paralelas na esfera vétero-judaica como "gentílica", e uma comparação sistemática poderia dar resultados, como o mostra a adução de textos vétero-testamentários e judaicos (Qumran) de DEICHGRÃBER. Uma característica dos cantos crísticos (citados sob b), que, todavia também resulta de uma comparação com material "gentílico", é que são mantidos sempre no estilo proclamatório da terceira pessoa "ele", não no estilo da adoração da segunda pessoa "tu", sendo, portanto, cantos sobre Cristo, não dirigidos a Cristo, isso é, não são orações. Com a diferenciação entre cantos "narrativos" e "descritivos", que DEICHGRÁBER adotou de WESTERMANN, nada se ganha para a diferenciação de cantos cristãos-primitivos; mais úteis parecem ser nesse sentido as predicações (predicações de atos, títulos e natureza). Que nos cantos do 98

O.

CULLMANN,

Urchristentum und Gottesdienst, 1959, p. 24.

78

INTRODUÇÃO

NT ainda faltam predicações da natureza, é uma afirmação que não confere'". Naturalmente não é possível fazer um agrupamento rigorosamente segundo predicações, visto que, na verdade, existem cantos que contêm exclusivamente predicações de atos, mas não existem cantos que contêm exclusivamente predicações de títulos e da natureza. DEICHGRÀBER infelizmente desistiu completamente de um agrupamento dos "hinos crísticos" (por contraste aos hinos de Deus), enquanto WENGST ao menos tentou fazê-lo com base em critérios de conteúdo e de estrutura-?". A classificação dos cantos de acordo com SCHILLE - ora tomando por critério do conteúdo, ora por seu "lugar vivencial" sempre apenas suposto - deixa a desejar em termos de método e de objetividade. Também depois das análises de WENGST e DEICHGRABER, ainda resta muito por fazer na área dos cantos cristãos-primitivos, tanto mais porque a monografia de SCHILLE, discutível metodologicamente, que ainda não foi discutida suficientemente em princípio, não significa um fomento essencial desse trabalho. São necessárias uma classificação e coleção abrangente do material e uma minuciosa análise das formas, na qual os resultados e pontos de vista de E. NORDEN em Agnostos Theos deveriam ser levados em consideração em medida muito maior; ambos os procedimentos devem imbricar uma na outra e completar-se mutuamente. Além disso deve ser examinada a pergunta pela origem histórico-religiosa de cada uma das concepções e dos temas sob todos os aspectos - o horizonte histórico-religioso não deveria terminar nas ruínas de Khirbet Qumran -, pois somente assim é possível um enquadramento histórico-religioso de cada uma das peças e uma noção da história de teologia do cristianismo primitivo, tão ramificado quanto é rápido seu transcurso. M. DIBELIUS formulou em seu relatório de pesquisa sobre a "História das Formas no NT (fora dos Evangelhos)" [Zur Formgeschichte des NT (ausserhalb der Evangelien)], o conhecimento fundamental da natureza dos cantos cristãos-primitivos conseguido naquela ocasião na discussão da "Hinótica Cristã" (Christliche Hymnotik) de J. KROLL, válido ainda hoje. Uma vez, porque também caracteriza essas formas préliterárias como "literatura primitiva", ainda que sem usar esse termo Contra DEICHGRÁBER, p. 106. Que o ELKWV de CI 1.15 ou o &mxúyaulJ.a de Hb 1.3 não seriam predicações da natureza, e, sim, de títulos, é algo que não convence, 100 Canto do caminho (Fp 2.6ss.; 1 Tm 3.16; 1 Pe 1.20; 3.18,22), canto da mediação da criação e a entronização (Hb 1.3; CIl.15-20), canto da reconciliação (Ef2.14-16; CI 2.13-15), canto da encarnação (InEf 19.2s.).

99

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

79

de OVERBECK: "O conhecimento mais essencial para a posição literária do cristianismo primitivo consiste na constatação de que a poesia grega em versos métricos toma pé no cristianismo primeiro na época depois de estabelecidas as relações com a 'grande' literatura do helenismo, portanto, no séc. lI". E depois pelo fato de que, por meio de suas observações sobre o estilo, não oferece apenas um resumo, e, sim um programa: "Nos cantos dos primórdios reina um elevado estilo de prosa, estruturado de modo pertinente, às vezes também construído em estrofes, com características de ligação formal, eventualmente rítmico, mas não propriamente métrico. Na base está 'um modo de expressar-se oriental revestido com palavras gregas, que pode ser acompanhado, em sua peculiaridade através de todo o Oriente até tempos remotíssimos' (KROLL, p. 8)" (THR NF 3, 1931, p. 221).

6. Parênese A parênese se distingue dos gêneros pré-literários analisados pelo fato de não constituir uma forma sucinta, coesa e arredondada, e, sim representa uma matéria de uma tradição inconclusa de regras de comportamento, mas que, não obstante, se caracteriza por determinados indícios formais. Designa-se de parênese (= discurso de admoestação) no sentido histórico-formal "um texto que encadeia admoestações de conteúdo ético geral. Normalmente os ditos se dirigem a um endereço determinado (ainda que, talvez, fictício), ou possuem no mínimo a forma de uma ordem ou de uma conclamação; isso a diferencia do gnomologium, a mera coleção de sentenças'"?'. a)

Formas da parênese

Nem toda admoestação moral é parênese nesse sentido. Pode-se explicitar a diferença entre parênese e outras formas de admoestação moral por meio de uma comparação de dois trechos no mesmo escrito neotestamentário, a saber, Romanos capítulos 12 e 13 com Rm 14.115.13. Aqui (em Rm 14s.) um único tema, um problema concreto e atual da comunidade romana (desavença entre "fortes" e "fracos" sobre a permissão de comer carne), do qual Paulo trata teologicamente em detalhes sob referência a fórmulas cristológicas e ao AT, relativando e 101

M. DIBELIUS, Der Brief des Jakobus, 11ª ed., hg. und ergânzt (editado e ampliado por) H. GREEVEN, 1964, p. 168.

80

INTRODUÇÃO

levando-o para uma solução; lá, uma grande quantidade de temas, que não têm uma motivação atual, enfileirados sem disposição rigorosa como admoestações sucintas - somente 13.1-7 forma um tratado temático maior (relação com a autoridade) - e que são formuladas de modo tão geral que servem não apenas para a comunidade de Roma, e, sim, para toda comunidade: isso é parênese. Esse tipo de parênese ainda ocorre, além de em Rm 12s., com freqüência no corpus paulino: GI 5.13-6.10; Ef 4.1-6.20; Fp 4.4-9; CI3.54.6; 1 Ts 4.1-12; 5.1-22, portanto na maioria das vezes na parte final das cartas; além disso em Hb 13.1-9.17; 1 Pe 2.11-5.11 e Tiago; fora do NT 1CIem 4-39; Did 1-6; Barn 18-20 e nas Mandata do Pastor de Hermas. Esses textos têm afinidade formal e de conteúdo tão grande, que muitas vezes se supôs uma dependência literária dos escritos posteriores dos mais antigos, ou uma dependência de uma tradição comum. A. SEEBERG tentou mostrar como sendo essa tradição um artigo uniforme do catecismo da cristandade primitiva, a ética, e essa hipótese foi aceita no meio anglo-saxônio com modificações'P, ou proposta de novo independentemente de SEEBERG103 • No entanto não é possível estabelecer desse modo a tradição comum; ela é por demais estratificada que possa ser reduzida a um artigo uniforme. Não se deveria onerar e restringir por meio de tais hipóteses o conhecimento de que existe uma tradição comum. Queremos resumir de modo sucinto as características formais, das quais as mais importantes já foram mencionadas. A característica mais chamativa não é a ausência de decisões éticas detalhadamente fundamentadas, e, sim, antes a presença de breves mandamentos ouconclamações, que nem sempre são imperativos. Em seu lugar podem constar particípios com função imperativa'?', (p. ex., 'U UTIí.Õl XalPÓV'EÇ, 'U eÀí.1\JEl UTIOflÉVOV'EÇ, 'U TIpOOEUXU TIPOOKaP'EPOUV'EÇ, ra'iç XPEí.alç ,WV áyí.wv KOLVWVOUV,EÇ ,~v <jllÀoçEVí.av ÕlWKOV,EÇ em Rm 12.12s.), ou infinitivo (XápElv flHà xalpóv,wV, KÀaí.Elv flE1"à KÀalóv,wv em Rm 12.15), ou adjetivos (~ àyáTIT] àVUTIÓKPltOÇ, 'U <jllÀaÕEÀ<jlí.~ ELç àÀÀ~Àouç <jllÀÓO'OPYOl em Rm 12.9s.). A outra característica é o encadeamento livre das diversas admoestações e dos diversos ditos, sem disposição. Para que possam ser guardao.'

102 103 104

The First Epistle oiSt. Peter, 1949, pp. 365-466. The Primitive Christian Catechism, 1940. D. DAUBE, Participle and Imperative in I Peter (by 8ELWYN, IDe. cit., pp. 467-488) cita paralelas do hebraico tanaítico para fundamentar o uso de particípios imperativos; cf. E. LOHSE, "Parãnese und Kerygma im 1. Petrusbrief', ZNW 45, 1954, p. 75ss. E. G.

P.

8ELWYN,

CARRINGTON,

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

81

dos com mais facilidade na memória, usa-se com freqüência o recurso mnemotécnico da ligação das palavras-chave, de modo que surgem séries de ditos, ou os ditos são ligados tamaticamente em grupos de ditos; no entanto, o ordenamento dos grupos não obedece a nenhum esquema fixo. Assim como ditos avulsos são compilados tematicamente, também o tema de um único dito pode tornar-se objeto de um "tratado", que o explica e aplica. De acordo com DIBELIUs, essa forma toma o nome de "parênese executada". Ela se encontra nos Mandata de Hermas e em Tg 2.1-13; certamente cabe aqui também Rm 13.1-7 (cf Tt 3.1; 1 Pe 2.13ss.). A parênese emprega, além disso, esquemas em estilo de catálogo. Em primeiro lugar deve ser mencionado o esquema dos catálogos de virtudes e vícios que se encontram em Paulo. Os dois catálogos estão diretamente lado a lado somente em GI 5.19-23, onde os vícios são caracterizados de "obras da carne" (v. 19) e as virtudes de "fruto do Espírito" (v. 22); próximos um do outro e referidos um ao outro, eles se encontram em CI 3.5-8 (catálogo de vícios) e 12-14 (catálogo de virtudes). Outros catálogos de virtudes: Ef 4.2s; Fp 4.8; 1 Tm 4.12; 2 Tm 2.22; 3.10; 1 Pe 3.8; 2 Pe 1.5-7; catálogos de vícios: Rm 13.13; 1 Co 5.10s; 6.9s; 2 Co 12.20s; Ef 4.31; 5.3-5; 1 Tm 1.9s.; 6.4; 2 Tm 3.2-4. Os catálogos de vícios de 1 Coríntios e 2 Coríntios não se encontram em verdadeiras parêneses, mas têm função parenética. Por outro lado, o catálogo de vícios de Rm 1.29-31 não serve para a admoestação, e, sim, para a descrição do gentilismo. O outro esquema é representado pelos chamados "catálogos de deveres domésticos". É assim que se denominam as compilações de deveres de cada um dos membros de um "estado doméstico" - dos cônjuges, pais, filhos, senhores e escravos - de um para o outro e para o meio-ambiente. O catálogo doméstico mais antigo do NT encontra-se em CI 3.18-4.1, a essa segue paralelamente Ef 5.22-6.9; depois 1 Pe 2.18-3.12; 1 Tm 2.8-15; Tt 2.1-10; os pais apostólicos também trazem catálogos de deveres domésticos: 1Clem 21. 7-9; InPoI4s.; Polic 4s. O esquema é relativamente fixo, mais fixo do que o dos catálogos de virtudes e vícios, embora variem número e ordem dos estados familiares aos quais se dirigem. Por fim é preciso mencionar a doutrina dos dois caminhos: ela ainda não ocorre no NT, embora Mt 7.13s. (porta estreita e porta larga, caminho estreito e caminho largo) se refira a ela. Ela se encontra em Barn 18-20 e Did 1-6, além disso em uma tradução latina (De doctrina epostolorum), além disso no

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INTRODUÇÃO

VII Livro das Constituições Apostólicas, no qual foi incluída toda a Did,e na Ordem Eclesiástica Apostólica, na qual foi incluída parcialmente. O esquema dos dois caminhos, do bom e do mau, serve de princípio de divisão para as admoestações, que indica simultaneamente o destino dos dois caminhos, vida ou morte, chamando desse modo à decisão. Entre Barn 18-20 e Did 1-6 existem tantos pontos de contato que se é levado a supor a dependência de um do outro, ou de ambos de uma fonte comum. Existem dois caminhos (distintos na) doutrina e no poder, o da luz e o das trevas. É grande a diferença entre os dois caminhos: sobre um foram postos anjos de Deus que irradiam luz, sobre o outro, porém, anjos de Satanás; e um (dos soberanos é) Senhor de eternidade a eternidade, o outro (é) príncipe do presente período da impiedade. - Ora, o caminho da luz é este. Se alguém quer caminhar pelo caminho até determinado lugar, dedica esforços a suas obras. Ora, o conhecimento que nos é dado, de que andamos nele (no caminho ou no conhecimento), é o seguinte: Deverás amar aquele que te fez, temer aquele que te formou, glorificar aquele que te redimiu da morte. Sê de singeleza de coração e rico no Espírito. Não vás com aqueles que andam no caminho da morte. Haverás de odiar a tudo que não é do agrado de Deus, haverás de odiar toda hipocrisia (Barn 18.1-192). O caminho das trevas, porém, é tortuoso e pleno de maldição. 1,2). Existem dois caminhos, um para a vida e um para a morte; mas há uma grande diferença entre os dois caminhos. Ora, o caminho para a vida é este: "primeiro, deverás amar a Deus que te criou; segundo, a teu

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

83

próximo como a ti mesmo"; tudo, porém, o que não queres que aconteça contigo, também não o faças a outrem... (Did 1.lss.). Mas o caminho da morte é este: acima de tudo, é mau e cheio de maldição: homicídios, adultérios, concupiscências, fornicações, roubos, idolatrias, magias, drogas maléficas, rapinas, falso testemunho, hipocrisias, dobrez de coração, dolo, orgulho, malícia, avareza, linguagem torpe, inveja, atrevimento, altivez, jactância. (Por este caminho andam) os perseguidores dos bons, os que aborrecem a verdade, os que amam a mentira, os que não conhecem a recompensa da justiça, os que não aderem ao bem nem ao juízo justo, os que passam a noite em vigília não para o bem, mas para o mal, dos quais a mansidão e a paciência se distanciaram, amantes das coisas vãs, buscando recompensa, não se compadecendo do pobre, nem se incomodando com o aflito, desconhecendo aquele que os fez; assassinos de crianças, corruptores das criaturas de Deus, que fogem do necessitado e oprimem o atribulado; advogados dos ricos, juízes inclementes dos pobres, cheios de todo pecado ... (Did 5.1s.).

b) Origem A parênese cristã-primitiva distingue-se da maioria dos textos analisados até agora pelo fato de não ser criação cristã; ela não tem apenas paralelas no ambiente judaico e helenista, antes tem ali suas raízes. A parênese de ditos era praticada tanto na tradição sapiencial literária e popular do judaísmo quanto na filosofia popular helenista. O judaísmo helenista usou formas literárias e conteúdos éticos da filosofia popular para fins de sua propaganda missionária e apologética. Como textos mais importantes, nos quais as tradições parenéticas se tornam palpáveis, devem ser mencionados: os Provérbios vétero-testamentários, a Sabedoria de Salomão, Tobias 4.5-19; 12.6-10; Pirqe Abot; os TestXII; porções do Livro de Enoque etíope e eslavo; determinados textos de Qumran, especialmente 1QS 3s.; Peuso-Phokylides; Isócrates, Nicoc1es e Ad Nicoc1em; Pseudo-Isócrates ad Demonicum; Dissertações de Epíteto. M. DIBELIU8 colocou a parênese cristã-primitiva no contexto da parênese contemporânea, mas também advertiu contra uma precipitada divisão em elementos judaicos e helenistas: "A pergunta até que ponto também a parênese grega e em especial a helenista está relacionada com a sabedoria oriental ainda não está esclarecida. É compreensível que a origem do material na literatura parenética nem sempre seja reconhecível a partir do conteúdo; sabedoria popular é, muitas vezes, internacional e supraconfessional'T". 105

Geschichte der urchristlichen Literatur lI, p. 668.

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INTRODUÇÃO

o lugar onde se pode comprovar condições de dependência com maior probabilidade são os textos relativamente bem consolidados, isso é, nas parêneses em forma de catálogo'?". Os catálogos de virtudes e vícios foram estudados reiteradas vezes sob esse aspecto em monografias (A. VOGTLE, S. WIBBING, E. KAMLAH). Catálogos desse tipo são uma forma corrente na parênese da filosofia popular; muitas vezes o esquema é fornecido pelas quatro virtudes cardeais de Platão, aos quais se contrapõem quatro vícios; cada conjunto de quatro é ampliado e concretizado pela enumeração de outras virtudes ou vícios. Mas catálogos desse tipo também estão na literatura extracanônica do judaísmo'?". Entre esses são importantes para a pergunta da relação de dependência aqueles que mostram uma semelhança estrutural com catálogos de virtudes ou vícios no NT. Isso vale sobretudo para 1QS 3.25-4.14 e GI5.19-23, em que as virtudes e vícios são agregados de acordo com seu conteúdo a dois princípios dualistas ao espírito da luz e ao espírito das trevas (lQS 3s.), ao Espírito e à carne (GI5.19ss.) - e estão colocados formalmente lado a lado em dois catálogos antitéticos; do ponto de vista histórico-traditivo, o texto paulino é dependente de um esquema dualista constatável em 1QS. Algo semelhante se poderá pressupor para os outros catálogos do NT estruturados dualisticamente (Rm 13.12s.; Ef 5.3-5,9)1°8. Com isso, porém, não está comprovada a procedência judaica para todos os catálogos cristãos-primitivos; o catálogo de virtudes de Fp 4.8, p. ex., é inequivocamente de origem helenista: "Por fim, irmãos, considerem tudo que é verdadeiro, moral, justo, bom, benquisto e aceito, o que existe de virtudes e merece louvor". O esquema dos dois caminhos é, como está reconhecido há muito e confirmado pelos achados de Qumran, de origem judaica, e tem sua sede no dualismo supramencionado. O elo de ligação histórico-traditivo entre princípios desse esquema em apócrifos judaicos'?" e sua forma desenvolvida em Barn 18-20 é 1QS 3.17ss., um texto no qual as virtudes ou vícios associados aos dois "espíritos" estão ligados com o tema dos dois caminhos. Com isso também está confirmada a prioridade histórico-traditiva de Barn 18-20 em relação a Did 1-6. Em contrapartida, a antiga suposição de que o esquema dos dois caminhos representaria um catecismo judaico para prosélitos parece não se confirmar. 106

107 108 109

Cf. M. DIBELIUS, ThR 1931, 21388. Cf. 08 comprovantes em WIBBING, pp. 23-76. Cf. WIBBING, p. 10888. P. ex., TestJud 20, TestBen 6; EnEt 91, q88.; 94.188.; EnEs130.15.

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

85

o surpreendente fato

de o esquema dos dois caminhos aparecer primeiro em Barn e na Did na literatura cristã-primitiva, pode ter a seguinte explicação: ou a cristandade primitiva mais antiga ignorou o esquema conscientemente - o que é pouco provável -, ou não encontrou os catálogos de virtudes e vícios adotados do judaísmo relacionados com os dois caminhos. Os catálogos de deveres domésticos foram analisados por M. DIBELIUS e seu discípulo K. WEIDINGER pela forma e pela procedência, constatando que esse esquema é estranho ao judaísmo palestinense, mas é constatável na doutrina moral popular do estoicismo bem como na literatura propagandística judaico-helenista, e que o jovem cristianismo o adotou e cristianizou em maior ou menor escala. Se o judaísmo helenista desempenhou um papel de intermediação na adoção do esquema é algo incerto. A temática do catálogos de deveres domésticos helenistas é mais abrangente do que a das cristãs, ela abarca também a veneração de Deus e a posição em relação ao Estado. O posicionamento perante esses dois temas permite formarmos uma idéia do desenvolvimento da ética cristã. O tema autoridade é tratado independentemente em Paulo (Rm 13), e foi incluído nos catálogos de deveres domésticos primeiro em 1 Pe 2. O tema religião não foi acolhido em nenhum catálogos de deveres domésticos do NT, pois, como DIBELIUS acentuou com razão, para os cristãos mais antigos ele não faz parte dos deveres cívico-morais; entre esses deveres, porém, o tema aparece caracteristicamente em 1Clem (21.6). c) Recepção e lugar vivencial Em sua carta mais antiga Paulo escreve na transição para a parênese (1 Ts 4.1): ÀOlTIOV ouv, &OEÀ
ção e repetição da parênese oralmente "transmitida". Ela, portanto, foi repassada logo desde o início da pregação missionária. Sem dúvida, ela era de grande importância na instrução batismal dos catecúmenos; mas não estava restrita a ela, e, sim, também foi incutida sempre de novo aos já batizados, porque isso se fazia necessário. É compreensível que nesse processo a tradição cristã recepcionou tradições parenéticas do judaísmo e do gentilismo. Por um lado, não

86

INTRODUÇÃO

pôde ocorrer aos cristãos, por esperarem o fim do mundo iminente, a idéia de projetar um sistema de ética cristã para a transformação do mundo; por outro lado, admoestações éticas eram imprescindíveis. Como os "mandamentos do Senhor" não bastassem, os missionários cristãos recorreram às tradições parenéticas de seu meio que afinal exerciam aqui - seja na propaganda judaica seja na propaganda da filosofia popular - uma função "missionária". Ainda se pode reconhecer claramente como essas instruções éticas gerais foram cristianizadas: elas são repassadas "no Senhor" ou "pelo Senhor" (1 Ts 4.1,2), ou colocadas sob o conceito maior "santificação" (v. 3), ou foram caracterizadas radicalmente como cristãs por meio de um preâmbulo (Rm 12.1s.). A cristianização da parênese pode ser observada de modo especialmente claro nos catálogos de deveres domésticos. A recepção dos catálogos de deveres domésticos, a estrutura e ampliação de sua temática mostram que e como o jovem cristianismo foi obrigado a regulamentar sua relação com as comunidades culturais (sociedade, Estado) no mundo que ainda subsistia, que e como ela se acomodou no mundo que continuava existindo. N a exegese é preciso observar rigorosamente a diferença entre parênese ética geral e soluções de questões éticas especificamente cristãs e fundamentadas teologicamente, conforme mencionado sob a), especialmente das cartas paulinas. Do contrário, forma-se uma imagem falsa dos destinatários das cartas. Não se pode, p. ex., concluir de um catálogo de vícios que essas coisas realmente aconteceram na comunidade e que são mencionadas por essa razão. DIBELIUs: "As regras e instruções não foram formuladas para determinadas comunidades e casos concretos, e, sim, para as necessidades gerais da cristandade mais antiga. Elas não têm importância atual, e, sim, usual' (Die Formgeschichte des Evangeliums, p. 239).

CAPÍTULO

o

II

CORPUS PAULINO

§ 3. AS CARTAS ANTIGAS

E CRISTÃS-PRIMITIVAS Bibliografia: A. DEISSMANN, Licht von Osten, 6ª ed., 1923, p. 11688. M. DIBELIUS, Geschichte der urchristlichen Literatur, Bd. (volume) II, 1926, p. 588. E. FAscHER, RGG Bd. (volume) I, 3ª ed., cl. 141288. H. KOSKENNIEMI, Studien zur Idee und Phraseologie des griechischen Briefe bis 400 nChr, 1956. E. LOHMEYER, "Probleme paulinischer Theologie I: Die brieflichen Grussüberschriften", ZNW 26, 1957, p. 158ss. (e ainda G. FRIEDRICH, ThLZ 81, 1956, p. 348ss.). B. RIGAUX, St. Paul et ses lettres, 1962. O. ROLLER, "Da8 Formular der paulinischen Briefe", BWANT 4, Folge, 6,1933. P. L. SCHMIDT, Der kleine Pauly, Bd (volume) II, 1957, p. 32488. J. SCHNEIDER, RAC, Bd. (volume) II, p. 56488. P. SCHUBERT, "Form and Function ofthe Pauline Thanksgivings", BZNW 20,1939. J. SYKUTRIS, PW Suppl. 5, p. 18688. P. WENDLAND, "Die urchristlichen Litreraturformen", HNT 1, 3, 1912, p.34288.

1. A carta como gênero A forma mais antiga da manifestação escrita é a carta, isso é, a forma mais original e, segundo sua natureza, totalmente aliterária do intercâmbio escrito. Ela também é a mais freqüente no cristianismo primitivo. Por sua natureza, também existe entre as cartas cristãs-

88

o CORPUS PAULINO

primitivas uma grande diferença quanto à extensão, conteúdo e tom; confira-se, p. ex., a curta Carta a Filemom, sucinta e em tom totalmente pessoal, com a extensa Carta aos Romanos, precipuamente didático-doutrinária; a Primeira Carta aos Coríntios, rica em detalhes concretos, com a Primeira Carta aos Tessalonicenses, pobre em detalhes; a Terceira Carta de João, uma carta particular dirigida a uma única pessoa, com a Carta aos Gálatas, uma circular como que oficial a um número maior de comunidades. Sobretudo, nem todo escrito cristãoprimitivo preservado ou designado como "carta" é realmente uma carta; o Apocalipse de João, p. ex., apresenta-se como carta, mas de acordo com seu gênero, pertence ao grupo dos apocalipses; a Primeira Carta de João é designada, desde sempre, como carta, mas não se apresenta como tal, visto que não possui um proêmio epistolar, nem conclusão epistolar; também no caso da Carta aos Hebreus e da de Tiago é duvidoso o caráter epistolar. Variabilidade e ficcionalidade da forma epistolar naturalmente não são fenômenos especificamente cristãos; eles estão igualmente nas cartas preservadas da antiguidade greco-romana e oriental. É preciso diferenciar com exatidão a fim de diagnosticar o verdadeiro caráter de uma "carta" e para entender corretamente o referido documento, do ponto de vista histórico-literário.

a) Carta real, aparente e gêneros intermediários É correta em princípio a sugestiva diferenciação de A. DEISSMANN entre a carta não-literária, que serve apenas à correspondência momentânea, que, portanto, é correspondência particular, e a carta literária artística (que ele denomina de "epístola"), na qual a forma de carta é apenas aparente e serve apenas de enredo para um tratado!". Mas ela não faz jus à multiplicidade das cartas, justamente também às verdadeiras. No entanto a diferenciação é heuristicamente útil. A verdadeira carta, com efeito, nada tem a ver com literatura. F. OVERBECK, que analisou sua natureza antes de DEISSMANN e com mais pertinência, define-a como "forma literária primitiva" 111. A verdadeira carta é substituto para o intercâmbio oral, um substituto provocado pela separação física. Sua finalidade - comunicação de notícias, perguntas, ordens - poderia ser alcançada de igual modo ou até melhor oralmente. Para seu conteúdo, a forma escrita é um recurso paliativo; essa é a 110

111

Licht von Osten, p. 11688.; idem: Bibelstudien, 1895, p. 18788. Anfiinge der patristischen Literatur, p. 21

§ 3. As

CARTAS ANTIGAS E CRISTÃS-PRIMITIVAS

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diferença essencial em relação à obra literária, para cujo conteúdo a forma escrita é constitutiva. A carta verdadeira tem um endereço determinado e limitado: uma única pessoa OÚ várias pessoas, um círculo de pessoas maior ou grande. As cartas paulinas estão endereçadas a uma ou também a várias comunidades: "sim, estados inteiros podem escrever cartas um ao outro'T". O caráter de carta de uma carta verdadeira não se perde pelo tamanho do círculo de destinatários, conquanto este é determinado e limitado. A obra literária, porém, dirige-se de antemão a um público ilimitado. Distinguindo-se desta, a carta nasce de determinada situação e é talhada para ela. Seria uma restrição inadequada querer limitar a verdadeira carta à carta particular. Os momentos do pessoal, íntimo, direto, que caracterizam ou podem caracterizar a carta particular não são constitutivos para a verdadeira carta; eles recuam tanto mais quanto mais distantes os correspondentes se encontram um do outro ou quanto mais amplo é o endereço; eles faltam inteiramente em cartas comerciais ou ofícios. A falta desses traços, porém, de modo algum já indica que se trata de uma carta artística. Sob carta artística deve-se entender as cartas que estão destinadas de antemão para um público ilimitado e para a publicação, e não à correspondência atual, mas servem de enredo para um tratado temático e que por isso estão num nível "literário". A forma escrita é constitutiva pra elas, são produtos literários. Também neles pode-se constatar diversos tipos, p. ex., aquelas cuja forma de carta é apenas ficção, ou aquelas que mencionam uma pessoa concreta como destinatário - como as cartas de Sêneca a Lucílio - mas que na realidade se dirigem a todos que sabem ler e estão interessados no assunto. Das cartas artísticas devem ser diferenciadas as cartas pseudônimas ou heterônimas, isso é, aquelas que fingem também o autor e mencionam como tal um homem afamado (p. ex., Sócrates, Platão). A confecção de cartas anônimas não era considerada falsificação na antiguidade, e, sim, como homenagem ao grande nome, e constituía uma convenção literária. Nisso eram norteadores deferentes assuntos - biográficos, descritivos, instrutivos. Essas cartas podiam ser publicadas de modo independente, e, na maioria das vezes, em coletâneas, ou inseridas em obras históricas e biográficas. Composições poéticas em cartas podem ficar desconsideradas aqui. Entre a carta verdadeira e carta-arte existem transições: uma vez gêneros mistos, isso é, verdadeiras cartas, cujos autores já tiveram em 112

OVERBECK,

Geschichte der Literatur der alten Kirche, p. 158.

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mente na hora da redação publicações futuras e levaram isso em conta em relação à forma e ao conteúdo; além disso, as antigas cartas privativas revelam, no que se refere ao nível estilístico, à qualidade literária uma rica escala de graus intermediários: desde o bilhete primitivo e desajeitado, cheio de erros, até a carta perfeita na forma e de alto nível intelectual, que satisfaz todas as exigências "literárias", chegando à carta artística, isso é, poderia fazer parte da "literatura", se fosse determinado para seu público. O juízo segundo o gosto de DEISSMANN de que essas cartas e aqueles gêneros mistos seriam "cartas de má qualidade" e nos poderiam ensinar "com sua frivolidade, artificialidade ou vã inveracidade como não deveria ser uma carta verdadeira'T'", não considera que a alta cultura epistolar era um fato social da época romano-helenista; escrever cartas já era exercitado na escola, e a carta particular cultivada era considerada "epistologia no verdadeiro sentido"114. No entanto, também cartas despretensiosas, tais como elas se encontram em grande número entre os papiros, têm as características da convenção e empregam elementos e jargões específicos de cartas tais como são correntes na carta particular "culta"!", Justamente estas e os chamados gêneros mistos merecem por isso consideração mais elevada, se quisermos avaliar histórico-literariamente de modo adequado a posição das cartas cristãs-primitivas entre as antigas cartas. Não se deve tirar o modelo para isso da repartição inferior da estante. Iríamos prolongar-nos demais se quiséssemos caracterizar esses graus intermediários um a um; mencionemos apenas alguns tipos. A carta particular revela fortes diferenças em linguagem, estilo e tom, de acordo com o destinatário; Cícero observa em relação a isso: "Aliter scribimus quo eos solos, quibus mittimus, aliter quod multos lecturos putamuS" - "Escrevemos de um modo quando pressupomos como leitores somente aqueles aos quais nos dirigimos, e de outro quando pressupomos muitos leitores" (Ad [amo 15,21,4); no caso do tipo mencionado em segundo lugar, não se deve pensar apenas em cartas endereçadas a um círculo maior de destinatários, mas também naquelas que são escritas na expectativa ou com a intenção de posterior publicação. As modulações possíveis em cartas particulares do mesmo autor nos ensinam as coleções de cartas de Cícero. Como gênero intermediário 113 114 115

Licht von Osten, p. 196. Cf. Cf.

THRAEDE,

p. Iss.; p. 62, n. 3. p. 64-203 e THRAEDE, p. 14-29

KOSKENNIEMI,

§ 3. As

CARTAS ANTIGAS E CRISTÃS-PRIMITIVAS

91

propriamente dito deverá ser considerado o difundido tipo da "carta entre amigos', cujo tipo foi caracterizado como "convenção de cunho pessoal e de individualidade estilizada'"!", que, todavia, não deveria enriquecer a literatura, mas deveria ser manifestação do diálogo culto de pessoas distantes entre si. Mas próximas da carta artística encontram-se as cartas didáticas de filósofos e sábios (p. ex., de Epicuro, Erástenes, Arquimedes), tratados filosóficos, éticos e científicos para fins de ensino a distância; no entanto as cartas de Epicuro, dirigidas a alguns discípulos de fora e destinadas a seus seguidores, devem ter sido, de acordo com a comunhão de Cépio, mais do que apenas meios didáticos, a saber, representantes do mestre ausente. Como tipos de cartas que se dirigem a um destinatário individual e, ao mesmo tempo, ao grande público, devem ser mencionadas as cartas dedicatórias e o panfleto (nossa "carta aberta").

b) As cartas cristãs primitivas Em face desta multiplicidade - esboçada apenas de forma rudimentar -, não admira de modo especial a diversidade das "cartas" cristãsprimitivas, à qual nos referimos inicialmente. É óbvio que a pergunta em que espécie se enquadram as cartas cristãs-primitivas não pode ser respondida em bloco, e, sim, somente de caso em caso; que com o que foi dito sobre cartas verdadeiras, cartas artísticas e os gêneros intermediários não queríamos oferecer gêneros rígidos, e, sim, apenas pontos de vista, não é necessário enfatizar expressamente. Aqui queremos abrir espaço somente para observações gerais. Em toda literatura cristã-primitiva que nos ficou preservada, singularmente a carta particular tem somente um representante: a Terceira Carta de João; pois cartas destinadas a pessoas individuais - de Paulo a Timóteo e Tito, de Inácio a Policarpo - não cabem aqui por razões de conteúdo; no caso da Carta a Filemom, endereçada a uma comunidade doméstica, as opiniões podem ser diversas. Todos os demais escritos cristão-primitivos em forma de carta são destinados a comunidades, individuais ou a várias, dirigem-se, portanto a um público mais ou menosnumeroso. As cartas paulinas indubitavelmente autênticas dirigem-se a comunidades individuais (a Carta a Filemom a uma comunidade doméstica), surgiram por motivos contemporâneos e posicionam-se frente a perguntas concretas. No entanto, não são correspondência particular. 116

THRAEDE,

Eínheít, p. 11.

92

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Paulo escreve a suas comunidades na qualidade de apóstolo; as cartas devem ser lidas na reunião da comunidade (1 Ts 5.27), levadas ao conhecimento de comunidades vizinhas (2 Co 1.1 "... com todos os santos em toda a Acaia", e talvez também devem ser intercambiadas com cartas a outras comunidades (se for permitido aduzir CI 4.16 para a prática paulina); como cartas apostólicas, elas possuem caráter público, oficial e autoritativo. Em virtude de seu conteúdo didático-doutrinário, elas foram entendidas e mal-entendidas muitas vezes como tratados dogmáticos e éticos. Tão certo como o apóstolo desenvolve nelas sua teologia, tão certo ele não o faz a fim de erigir uma estrutura doutrinária, e, sim, para a superação de problemas atuais; a situação concreta determina o tema, a "correspondência" marca a exposição da "doutrina" - embora o conteúdo doutrinário sempre exceda em muito as motivações e as perguntas. Portanto não se pode colocar as cartas paulinas paralelamente às cartas didáticas, tampouco às cartas oficiais contemporâneas. Não se deveria, porém, inventar um gênero específico para as cartas apostólicas. As cartas paulinas nada mais são do que verdadeiras cartas a um grupo de destinatários; o fato de que Paulo escreve como apóstolo não muda o caráter de carta de modo nenhum; pois escreve somente o que também teria dito oralmente; sua carta é substituição para a presença pessoal!". As chamadas "cartas católicas" - com exceção de 2 e 3 João - e a Carta de Barnabé, que pode ser enquadrada nesse grupo, dirigem-se a um público cristão muito abrangente, alguns até a público ilimitado, e nesse sentido elas se aproximam da carta artística. Seja anotado aqui, 117

Contra GÜTTGEMANNS (Offene Fragen zur Formgeschichte des Evangeliums, 1970, pp. 111-115), que quer mostrar que as cartas paulinas "são, apesar de tudo, algo diferente" (p. 112) do substituto para a presença pessoal do apóstolo. Aduz para isso três argumentos: 1) a afirmação de seus adversários de que suas cartas na verdade seriam fortes, mas sua presença pessoal seria fraca (2 Co 10.10); 2) a "carta de lágrimas" (1 Co 2.4; 7.12), com a qual Paulo queria impor o que ele pessoalmente não podia conseguir, e sobretudo 3) o fato de que suas cartas foram guardadas: "o fenômeno da guarda" seria "essencial para o fenômeno histórico-formal lingüístico das cartas paulinas" (p. 114); GÜITGEMANNS ignora no último argumento que, por um lado, de modo algum todas as cartas de Paulo estão preservadas (a mencionada em 1 Co 5.9,11 dificilmente pode ser reconstruída) e, além disso, "o fenômeno da guarda" não é especificamente Paulino, e sim um fenômeno bem geral (como se evidencia dos inúmeros papiros que contêm cartas daquele tempo, das coleções de cartas desde a antiguidade até o presente, e de nossos próprios costumes), de modo que isso é tão "essencial" ou não-essencial "para o fenômeno histórico-literário lingüístico das cartas paulinas" como o de todas as outras cartas que nos ficaram preservadas.

§ 3. As

CARTAS ANTIGAS E CRISTÃS-PRIMITIVAS

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sem querer prejudicar algo, que seu caráter de carta é problemático e que o real gênero de cada um desses escritos primeiro tem que ser constatado.

c) Literarização Os graus intermediários entre carta verdadeira e carta artística, que podem ser constatados nas cartas cristãs-primitivas e tanto mais nas cartas antigas, fazem com que os limites rígidos traçados por DEISSMANN se mostrem fluentes. Onde foi ultrapassado o limite para a "literatura" teria que ser esclarecido em cada caso individualmente. Aqui apenas uma observação referente ao fato de que cartas nãoliterárias autênticas podem tornar-se "literatura", melhor: "podem atingir o prestígio de Iivros'"!". Isso acontece por meio de publicação, seja com base na importância do escrito ou da do conteúdo da carta!". Por meio de publicação, tais cartas adquirem, com efeito, a característica mais essencial da literatura: o direcionamento para um público ilimitado; elas como que têm que primeiro procurar seus destinatários. No entanto, será que realmente se tornaram "literatura" por meio da chamada "literarização"? As expressões "literatura", "literário", sempre são igualmente conceitos de qualidade. O critério "publicação" se torna problemático quando se trata de cartas de autores insignificantes, de conteúdo sem importância e sem qualidade literária; a grande quantidade das cartas em papiros na verdade é de valor inestimável como fonte para a vida no Egito helenista, mas não se torna literatura por meio de uma publicação num volume de luxo. Inversamente, muitas cartas de JACOB BURCKHARDT seriam preciosidade literária mesmo que não tivessem sido publicadas. Para avaliar cartas publicadas de modo justo do ponto de vista literário, sempre se haverá de perguntar se possuem qualidades ou pretensões literárias, e se e até que ponto sua publicação correspondeu à intenção do autor. A literarização 0 - sit venia verbo - o tornar-se livro contra a vontade foi "o destino das cartas neotestamentárias de modo especialmente excelente.' Mas foi justamente um destino, um acontecimento posterior que precisamente nada tem a ver com sua intenção original e com a própria forma desses escritos'T", 118 119 120

DIBELIUS, p. 5; OVERBECK, Anfãnge der DIBELIUS, p. 5s.; SCHNEIDER, p. 569. OVERBECK, Anfange, p. 20s.

patristischen Literatur, p. 20.

94

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2. As formalidades da carta As cartas cristãs-primitivas adaptam-se em sentido formal às convenções epistolares de seu meio. A carta era escrita na maioria das vezes em papiro, enrolada e expedida por mensageiros. O endereço constava no lado exterior do rolo: nome do destinatário no dativo, o do remetente com 1Tlxpá ou &:rró, muitas vezes formulado como imperativo: IX1TÓÕOÇ Maçí.~0 IX1TO ZE~1Tpú)Ví.OU IXÕE).,<j)QU = entregar a Máximo de Semprônio, seu irmão -, às vezes com menção do lugar de destíno-". A carta em si tinha um formato convencional, o chamado formulário; as formas do proêmio e da conclusão eram fixas.

o início é formado pelo chamado pré-escrito, que contém três elementos: o nome do remetente, o nome do (dos) destinatáriois) e uma saudação (superscriptio, edscriptio e salutatio) - normalmente nesta ordem!". No pré-escrito não se trata do endereço, e, sim, de um elemento constituinte da própria carta: apresentação e saudação. No mundo do cristianismo primitivo estavam em uso duas formas: uma forma grega com frase de uma parte na terceira pessoa - "ó ôEi.va t ÔEi.VL XaLpELV (se. ÀÉYEL), X (diz) a Y que se alegre!" - e na forma oriental em duas frases, uma sem predicado na terceira pessoa, e uma na segunda pessoa - "A a B; alegra-te, ou também, salve". O pré-escrito oriental é o mais usado pelos cristãos primitivos, assim acontece em quase todas as cartas neotestamentárias, em 1Clem, na Carta de Policarpo aos Filipenses e no Martírio de Policarpo; o pré-escrito grego encontra-se no NT em Tiago, estranhamente na carta das autoridades de Jerusalém que contém o chamado decreto dos apóstolos (At 15.23), estilisticamente correto no escrito fictício de Cláudio Lísias a Félix (At 23.26) e na maioria das cartas de Inácio (no entanto também deve figurar em InTral e Inf'ld); o pré-escrito de Barnabé contém somente a salutatio na segunda pessoa do plural. Os três elementos podem ser ampliados, os nomes na superscriptio e na adscriptio por relações de parentesco, títulos e honrarias do remetente e do destinatário, a salutatio Xaí.PELV por rrouá ou rrMLota ou por Kal. Eppwo8aL e semelhantes-". Paulo e Inácio são muito criativos na variação da superscriptio e da adscriptio. A salutatio paulina, co m a qual nos haveremos de ocupar brevemente, tem a forma básica XápLç úlJ.lv Kal. Etp~VTJ (1 Ts 1.1), a qual depois Exemplos em DEISSMANN, Licht von Oben, pp. 119-193; a citação na p. 160s. Ela é a exclusiva nas cartas cristãs-primitivas. Ela corresponde ao estilo epistolar grego, não ao estilo do Oriente Próximo, conforme o demonstrou G. FRIEDRICH contra LOHMEYER. 123 Cf. WENDLAND, p. 412s. 121 122

§ 3. As CARTAS ANTIGAS E CRISTÃS-PRIMITIVAS

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FOTOS PANORÂMICAS

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onteúdo

PHOTOSHOP CS3

TESTES

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06 O Photoshop é CS3 09 Edição expressa com o Lightroom

37 38

DICAS E TUTORIAIS

44 11 Ordem na fototeca 14 Edição e ajustes básicos 17 Controle total sobre as cores 20 Aproveite só o necessário 24 Junte os pedaços 29 Cuidados com os detalhes 33 Sem sombras e excessos

52 54 60 65

Na falta de uma grande-angular De olhos bem abertos Com a ajuda dos filtros Combine, crie e reutilize Filminhos mais bem-acabados Como um desenho animado Objetos em três dimensões Trabalhe rápido no Photoshop

PROGRAMAS ECONÔMICOS

68 Chegou a vez do GIMP? 69 É só baixar e usar NA WEB

70 Ajuste de brilho é só o começo 75 Memória coletiva 76 Espaço reservado 77 No tempo dos mashups 78 Show de slides é pouco 79 Sem dar um único clique 80 Em busca da imagem perfeita 82 O papo é fotografia

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Media Networks, 2800 Campus Drive, San Mateo, California 94403, tel. (650) 513-4200, fax (650) 513-4482. EUROPE: HZI International, Africa House, 64-78 Kingsway, London WC2B 6AH, tel. (20) 7242-6346, fax (20) 7404-4376. JAPAN: IMI Corporation, Matsuoka Bldg. 303, 18-25, Naka 1- chome, Kunitachi, Tokyo 186-0004, tel. (03) 3225-6866, fax (03) 3225-6877. TAIWAN: Lewis Int’l Media Services Co. Ltd., Floor 11-14 no 46, Sec 2, Tun Hua South Road, Taipei, tel. (02) 707-5519, fax (02) 709-8348 DICAS INFO PHOTOSHOP CS3, edição, (ISSN 54 18079245) é uma publicação da Editora Abril S.A. Distribuída em todo o país pela Dinap S.A.

Distribuidora Nacional de Publicações, São Paulo IMPRESSA NA DIVISÃO GRÁFICA DA EDITORA ABRIL S.A.

Av. Otaviano Alves de Lima, 4400, Freguesia do Ó, CEP 02909-900, São Paulo, SP

Roberto Civita Presidente do Conselho de Administração: Giancarlo Civita Presidente Executivo: Vice-Presidentes: Arnaldo Tibyriçá, Douglas Duran, Márcio Ogliara, Mauro Calliari e Sidnei Basile www.abril.com.br

testes I CS3 extended

O PHOTOSHOP AGORA É CS3 O produto tem interface mais organizada, novas ferramentas e extensão para editar vídeo POR CARLOS MACHADO

Q

uem trabalha com tratamento de imagens e Herdeira direta da edição CS2, a CS3 se destiainda não usou o Photoshop CS3 não sabe na a fotógrafos, designers gráficos, web designers o que está perdendo. O produto não só é a e profissionais de impressão. Já a CS3 Extended visa a expandir o mercado do Photoshop entre ferramenta mais poderosa de sua categoria como traz, nessa versão, um respeitável volume de novidades profissionais de cinema, vídeo e multimídia, médique o mantêm folgadamente na dianteira. Parte da cos, arquitetos, engenheiros e pesquisadores cienCreative Suite 3, CS3 — do qual também fazem part e o tíficos. INFO analisou o Photoshop CS3 Extended e mostra, a seguir, algumas das principais caracteIllustrator, o InDesign e o Acrobat —, o atual Photoshop é oferecido em duas versões: CS3 e CS3 Extended. rísticas do produto.

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INTERFACE

A interface do Photoshop mudou bastante. Mas não se trata de alterações que tornam o produto irreconhecível para quem usa a versão CS2. Agora, o programa baseia-se mais em painéis do que em paletas, e o usuário tem a chance de fechar as janelas menos utilizadas, transformando-as em botões, que ocupam pouco espaço na tela. Uma mudança sutil, mas importante: quando se desloca a janela principal do aplicativo, as partes secundárias também se movem com ela. Até a versão CS2, as janelas não se movimentavam de forma solidária, o que causava confusão. Do mesmo modo, a nova caixade ferramentas exibe os botões numa coluna única, deixando mais espaço na área de trabalho. Mas basta um clique para mostrá-la em duas colunas, como na versão CS2. Outra novidade: para saber onde fica o arquivo com o qual se está trabalhando, basta passar o cursor do mouse sobre a barra de título da imagem. Surge um pop-up com o endereço do arquivo. 6

I DICAS INFO

BRIDGE 2 No início, o Bridge era apenas um gerenciador de im agens que acompanhava os aplicativos da Adobe. Nas suítes CS, o produto vem ganhando sucessivas promoções. Com o Photoshop CS3, o Bridge ganhou novas funções e interface mais sofisticada. Com ele, além de gerenciar os arquivos de imagem, pode-se extrair imagens diretamente da câmera fotográfica. Também é possível usar o Bridge para montar uma conferência via web e mostrar fotos e outros objetos. Para isso, os participantes da conferência precisam ter uma conta de acesso num servidor da Adobe.

FERRAMENTAS 3 Um recurso que estréia no Photoshop CS3 é a ferramenta Seleção Rápida, que simplifica a escolha da região da imagem com que se deseja trabalhar. Basta passá-la sobre a imagem para selecionar áreas automaticamente. A seleção rápida é muito mais prática, por exemplo, que a ferramenta Laço Magnético, que já existia no produto. A Seleção Rápida, no entanto, ainda apresenta alguns senões. Às vezes, seleciona porções muito grandes da imagem. É possível desselecionar áreas, usando-a com a tecla Alt. Mesmo assim, seria desejável que houvesse um controle de sensibilidade da ferramenta. É novo também o ajuste Preto-e-branco, que permite converter fotos coloridas para preto-e-branco com base nas informações contidas nos valores RGB (vermelho, verde e azul) e CMY (ciano, magenta e amarelo) da imagem. Basta mexer em botões deslizantes para controlar cada um desses seis canais de cores e produzir um padrão de cinza personalizado. O ajuste também permite definir o matiz e a saturação para criar uma imagem monócrona, aplicando uma única cor ao padrão de cinza.

DICAS INFO

I

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EXTENDED 4 OsCS3 recursos do Photoshop CS3 Extended para editar imagens de vídeo e animações representam uma decisão da Adobe de conquistar novos usuários para o produto, como profissionais de desenho industrial, médicos, arquitetos e pesquisadores científicos. O programa exporta para os formatos QuickTime, MPEG-4 e Flash Video. O CS3 Extended abre arquivos de vídeo e permite, por exemplo, alterar múltiplos quadros simultaneamente. Na área 3D, é possível abrir arquivos de CAD e organizar com eles uma animação. Na essência, as ferramentas do Extended procuram aproximar o Photoshop de profissionais que antes talvez não tivessem motivo para usá-lo. Para trabalhar com as ferramentas Extended, é preciso ter instalado o Apple QuickTime 7.1 ou posterior.

CAMERA RAW 5 Câmeras digitais de categoria profissional podem gerar imagens no formato RAW. Trata-se de ar quivos com fotos não processadas pelo sensor da câmera e que representam srcinais de alta qualidade. O Photoshop CS3 traz o plug-in Camera Raw 4.0 para tratar imagens nesse formato, com suporte a mais de 150 modelos de câmeras. O Adobe Bridge é o local onde se faz esse tratamento. Com o Camera Raw, pode-se editar fotos e salvá-las em outro formato comum. Também se pode usar o Camera Raw para tratar imagens JPEG e TIFF.

PHOTOSHOP CS3 EXTENDED FABRICANTE O QUE É PRÓ CONTRA

TRATAMENTO DE IMAGENS

Adobe Editor de imagens É o software mais versátil e poderoso de sua categoria A ferramenta Seleção Rápida ainda tem pequenos problemas

9,0 Novas funções facilitam tarefas comuns de edição

FERRAMENTAS DE 8,5 CRIAÇÃO As muitasao opções de avançado configuração agradam usuário FILTROS E EFEITOS 9,0 A maioria dos filtros agora funciona de forma não destrutiva: só são aplicados quando a imagem é salva INTERFACE E 8,5 DOCUMENTAÇÃO A interface tornou-se mais prática e mais organizada PREÇO (R$) 3 099

ONDE ENCONTRAR

AVALIAÇÃO TÉCNICA(1) CUSTO/BENEFÍCIO

www.info.abril.com.br/download/4149.shtml

9,0 6,5

(1) MÉDIA PONDERADA CONSIDERANDO OS SEGUINTES ITENS E RESPECTIVOS PESOS: TRATAMENTO DE IMAGENS (30%), FERRAMENTAS DE CRIAÇÃO (30%), FILTROS E EFEITOS (20%) E INTERFACE E DOCUMENTAÇÃO (20%). HOUVE ACRÉSCIMO DE 0,2 PONTO NA AVALIAÇÃO TÉCNICA DEVIDO AO BOM DESEMPENHO DA ADOBE NA ÚLTIMA PESQUISA INFO DE MARCAS.

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I DICAS INF INFO

testes I lightroom

EDIÇÃO EXPRESSA T O Photoshop Lightroom trata e organiza fotos com agilidade

radicionalmente, usuários que tratam fotos Photoshop CS3. Ele não serve para colagens ou no computador se dividiam em dois perfis. edição em camadas. Mas manda bem nos ajusOs amadores davam um retoque rápido nas tes básicos e ajuda na organização das imagens. fotos com um programa como o Picasa, do Google. O INFOLAB avaliou a versão 1.3 do Lightroom, libeJá os profissionais utilizavam um editor de ima- rada em novembro de 2007. O aplicativo mostrougens robusto, mas de uso mais trabalhoso, como o se capaz de aumentar a velocidade no tratamento Photoshop CS3. O Photoshop Lightroom, da Adobe, das fotos, especialmente para quem fotografa em procura unir a agilidade do Picasa à robustez do formato RAW. Leia a análise a seguir.

Lightroom:fácil de usar como o Picasa e quase tão robusto quanto o Photoshop CS3

DICAS INFO

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INTERFACE

A interface do Lightroom implementa um processo linear, que vai da importação das fotos até a exportação da imagem tratada. O programa faz isso por meio de cinco módulos: Library, Develop, Slideshow, Print e Web. A idéia é que o usuário importe e gerencie as fotos no Library, faça o tratamento no Develop e exporte o resultado num dos outros três módulos. Quando o módulo é trocado, também são alterados os painéis laterais. Eles possuem ferramentas específicas para cada etapa. Na prática, a interface define um fluxo de trabalho para o fotógrafo.

GERENCIAMENTO

Um desafio de quem lida com uma grande quantidade de fotos é mantê-las em ordem. O Lightroom esbanja ferramentas para facilitar essa tarefa. A primeira delas é a utilização de palavras-chav e. Logo na importação das fotos é possível aplicar rótulos de identificação aos arquivos. Em seguida, podem-se usar filtros para exibir somente imagens que tenham um determinado rótulo. O Lightroom também permite classificar as fotos com a ajuda de bandeiras (para fotos rejeitadas ou selecionadas), notas e cores.

AJUSTES EM LOTE Todos esses recursos estão no módulo Library, o primeiro a ser usado no Lightroom. Além de concentrar as tarefas de organização de arquivos, ele torna mais ágil algumas ações de edição. Depois de fazer uma série de ajustes numa foto, por exemplo, o usuário pode aplicar os mesmos efeitos a um grupo de imagens de uma só vez. Esse é um dos recursos mais poderosos para tornar rápido o tratamento de grandes quantidades de imagens.

METADADOS

Outra ferramenta útil do módulo Library é o inspetor de metadados. Ele impor ta informações das fotos — como modelo da câmera, tipo de lente e sensibilidade ISO — e permite editar esses dados. Além disso, possibilita filtrar as imagens exibidas tendo os metadados como critério. Assim, fica fácil separar

recorte (Crop), clonagem de pixels e remoção de olhos vermelhos. Essas ferramentas são bastante eficazes, como é de se esperar de um aplicativo profissional. Mas exigem bastante conhecime nto de teoria de cor e fotografia para que forneçam os resultados desejados.

EXPORTAÇÃO

Depois de editar as imagens, o usuário pode acessar os módulos Slideshow, Print e Web para exportar as fotos para o formato desejado. Entre os três, o Print é o mais robusto. Ele traz boas opções para aproveitar o espaço no papel e permite incluir marca d’água e numeração nas páginas. Já os módulos Slideshow e Web vêm com opções básicas para montagem de slideshows, exportados em PDF, e galerias de imagem para a web, geradas em HTML ou Flash.

LIMITAÇÕES

O Lightroom pode tornar mais ágil o fluxo de trabalho do profissional de fotografia. Mas ele não substitui por completo seu irmão mais famoso, o Photoshop CS3. Problemas? O Lightroom não trabalha com camadas nem possui ferramentas de pintura, desenho ou texto. Fora isso, também não suporta o modo de cores CMYK, empregado na indústria gráfica.

PHOTOSHOP LIGHTROOM FABRICANTE O QUE É

Adobe

PRÓ

Edição não-destrutiva e fluxo de trabalho ágil

CONTRA

Recursos de slideshow e exportação para a web são básicos

GERENCIAMENTO

7,5

Aplicativo para organização e tratamento de fotos

Permite filtrar imagens por palavra-chave, nota e cor

8,2

TRATAMENTO

fotos feitas em câmeras diferentes, por exemplo.

EDIÇÃO INTELIGENTE

O maior atrativo do Lightroom é a edição nãodestrutiva. O aplicativo usa um arqu ivo separado para gravar as operações de edição de foto, deixando a imagem srcinal intacta. Por isso, pode-se mexer à vontade nas fotos sem temer a perda de qualidade. A edição não destrutiva é aplicada a arquivos RAW, JPEG e TIFF. O programa manda bem na facilidade de uso das ferramentas. Até mesmo o histograma serve como recurso de edição. Basta clicar nele e arrastá-lo para ajustar a tonalidade da imagem.

FERRAMENTAS

O Lightroom traz também alguns recursos presentes em outros editores de imagem, como ferramentas de

10 I DICAS INF INFO

Trata todo um lote de fotos numa só operação

8,5

INTERFACE

Divisão em módulos agiliza as tarefas

COMPATIBILIDADE 6,5 Arquivos RAW, JPEG, TIFF e PSD. Só cores RGB

887

PREÇO (R$)

ONDE ENCONTRAR www.info.abril.com.br/ download/4918.shtml

AVALIAÇÃO TÉCNICA CUSTO/BENEFÍCIO

(1)

7,9 7,1

(1) MÉDIA PONDERADA CONSIDERANDO OS SEGUINTES ITENS E RESPECTIVOS PESOS: EDIÇÃO (30%), GERENCIAMENTO (30%), INTERFACE (20%) E COMPATIBILIDADE (20%). HOUVE UM ACRÉSCIMO DE 0,2 PONTO NA AVALIAÇÃO TÉCNICA DEVIDO AO BOM DESEMPENHO DA ADOBE NA ÚLTIMA PESQUISA INFO DE MARCAS.

dicas e tutoriais I organização

ORDEM NA FOTOTECA A

O Bridge se encarrega da captura e da organização das imagens

boa edição de fotos começa já na transferência das imagens da câmera para o computador. Há vários programas que permitem capturar, organizar a fazer pequenos ajustes nas fotos. O Photoshop CS3 inclui o gerenciador Bridge para cuidar dessas tarefas. Precisa tratar uma foto com o Photoshop? O Bridge aciona automaticamente o editor de imagens. Basta dar um duplo clique na imagem que precisa ser tratada.

INTERFACE

Bridge:gerenciador cuida da importação, da organização e de pequenos ajustes

PESQUISA POR PALAVRA Podemos atribuir à imagem uma palavrachave pela aba correspondente. Isso pode ser feito marcando uma das opções predefinidas ou criando uma nova. Abaixo da aba, um campo dá conta da busca por palavra-chave.

Do lado esquerdo da tela, o Bridge dá acesso às pastas favoritas e à árvore de diretórios do micro. Pela aba Filtrar, é possível classificar as imagens por nome, resolução e outros critérios. No centro, são exibidas as fotos contidas numa pasta, de acordo com o critério de classifica ção escolhido. Ao clicar em uma imagem, ela aparece ampliada na área de visualização. Abaixo, na aba Metadados, são exibidos os dados do arquivo e os registros feitos pela câmera.

DICAS INFO

I 11

BARRA DE STATUS

O rodapé da tela do Bridge fornece dados e ferramentas de exibição. Do lado esquerdo, diz quantos itens há na pasta e o tamanho do arquivo selecionado. Do lado direito, pode-se distanciar ou aproximar a imagem pelo botão deslizante, além de alternar modos de exibição, pelos quadradinhos.

IMPORTAÇÃO DE FOTOS

Para extrair as imagens da câmera ou de um cartão de memória pelo Bridge, conectamos o dispositivo ao PC e acionamos o menu Arquivo > Obter Fotos da Câmera. Na caixa de diálogo, selecionamos o dispositivo. Rapidamente o programa o localiza e exibe informações, como número de arquivos e tamanho. Ainda na caixa de diálogo, definimos a pasta de destino das imagens. Também podemos renomear o lote todo de uma vez, escolhendo a forma no menu suspenso e clicando em Obter Fotos. Só esse recurso já significa um enorme ganho de tempo.

DETALHES

Outro recurso que poupa tempo é a lupa. Com ela, podemos ver uma parte de uma imagem em detalhes, sem dar zoom e perder o co ntexto. É só clicar na imagem no painel Visualizar, à direita, para abrir a lupa e movê-la pela imagem com o mouse para avaliar os detalhes.

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DICAS INF INFO

EMPILHAMENTO

Para facilitar mais ainda o trabalho, podemos agrupar imagens relacionadas e gerenciá-las como se fossem uma só. Basta selecionar as imagens que serão amontoadas, acionar o menu Pilhas e escolher Agrupar como Pilha . Com isso, é possível abri-las, copiá-las, movê-las, renomeá-las etc. Tudo de uma única vez. Para desempilhar as fotos, abra novamente o menu e selecione a opção correspondente.

CÂMERA RAW

O melhor de tudo é que as fotos capturadas nos formatos RAW, TIF e JPG podem ser ajustadas no próprio Bridge, individualmente ou em lotes. Selecione, por exemplo, uma pilha e acione o menu Arquivo > Abrir no Camera Raw . No plug-in Camera Raw, as miniaturas das fotos da pilha ficam do lado esquerdo. Podemos selecionar todas ou algumas para aplicar a mesma correção. No alto, ao centro, estão as ferramentas para recortar, retocar e girar a imagem. Ainda no Camera Raw, temos vários ajustes de cores, exposição e brilho, entre outros. Basta deslizar os botões para visualizar o efeito no centro da tela.

DICAS INFO

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dicas e tutoriais I retoques

EDIÇÃO E AJUSTESBÁSICOS Erros de enquadramento, brilho, contraste, foco e olhos vermelhos são solucionados em instantes

M

esmo fotógrafos mais experientes podem deparar com imagens aquém do que esperavam depois que transferem o conteúdo da câmera para o computador. São fotos com enquadramento infeliz, erro de exposição ou falta de foco. Mas a lixeira nem sempre é o destino certo para essas imagens. Quando não há oportunidade de refazê-las, o uso de alguns recursos simples do Photoshop pode fazer toda a diferença.

ENQUADRAMENTO Quando um elemento parece solitário no meio da foto, podemos mudar o enquadramento com o recorte da imagem. No Photoshop, a tarefa é feita com a ferramenta Corte Demarcado. Com esse recurso selecionado, desenhe um retângulo, delimitando a área desejada, e solte o mouse. É possível mover essa marca para analisar as possibilidades de corte. Também é possível alterar o tamanho da marca, arrastando as alças. Para concluir o recorte, tecle Enter.

REDIMENSIONAMENTO Se a intenção for apenas redimensionar

a foto, no menuImagem, clique em Tamanho da Imagem. Na caixa de diálogo que aparecerá, defina as medidas em pixels, que indicam o tamanho no monitor. Na parte inferior, aparece o tamanho que a imagem terá quando for impressa na resolução escolhida. Marcar o itemRestringir Proporçõesmantém a relação entre largura e altura. Já a opçãoRestaurar Resolução da Imagempermite que alterações das dimensões em centímetros e da resolução afetem o tamanho em pixels. Quando desativada, o tamanho em pixels fica travado, e só a resolução muda.

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DICAS INFO

INVERSÃO

É comum as fotos verticais saírem deitadas da câmera ou do scanner. Para girar uma imagem, vá ao menu Imagem > Girar Tela de Pintura e defina os graus de rotação. É possível também inverter a imagem, usando os comandos Virar Tela de Pintura Horizontalmente e Virar Tela de Pintura Verticalmente.

O uso incorreto do flash costuma OLHOS VERMELHOS produzir olhos vermelhos nos retratos. Para retocá-los, use a opção Olhos Vermelhos da barra de ferramentas. Basta ativá-la e clicar na parte vermelha do olho para fazer a correção.

EXPOSIÇÃO O menu Imagem é rico em recursos para o tratamento de fotos. Um dos mais usados é o que equilibra brilho e contraste em imagens escuras. Para usá-lo, acione Imagem > Ajustes > Brilho/Contraste. Na caixa de diálogo, deslize os dois controles até chegar ao resultado desejado. Esse ajuste não compromete os detalhes de luz e sombra da imagem srcinal. Essa característica de edição não-destrutiv a é uma das melhorias introduzidas na versão CS3 do Photoshop.

DICAS INFO

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Enquadre sem erros

AJUSTES AUTOMÁTICOS Nas correções leves, os ajustes automáticos funcionam bem. Em fotos feitas em dias nublados, valedestacar aplicar oo assunto. Contraste Automático para Em imagens com uma cor predominante, o ajuste Níveis Automáticos é mais indicado. Ele corrige brilho, contraste e cores.

FOCO Fotos desfocadas podem melhorar com os filtros do grupo Tornar Nítido. O filtro Aplicação Inteligente de Nitidez, por exemplo, oferece controles avançados de ajuste. Escolha Remover Desfoque de Lente e marque a caixa Mais Preciso. Tenha em mente, no entanto, que esse truque ajuda, mas não faz milagres.

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I

DICAS INFO INF

Um jeito bom de melhorar o enquadramento ao fotografar é seguir a regra dos terços. Sobre o visor da câmera, imagine duas linhas verticais e duas horizontais, como no jogo-da-velha. Distribua os elementos nos pontos de interseção das linhas ou em cada terço da imagem delimitado por elas.

dicas e tutoriais I cores

CONTROLE TOTAL SOBRE AS CORES As ferramentas Nível e Curvas garantem ajustes mais precisos das tonalidades POR LUCIA REGGIANI

DEPOIS D

ANTES Nível: ajuste

F

permite transformar foto escura (esquerda) em imagem aproveitável

otos boas mas com cores saturadas ou desbotadas pedem um ajuste

refinado . No Photoshop,

há várias ferramentas que corrigem tonalidades de cor. As mais completas e mais usadas pelos profissionais são Níveis e Curvas. Veja, a seguir, como tirar proveito desses dois recursos.

NÍVEIS O ajuste Níveis (Imagens > Ajustes > Níveis) é indicado para corrigir o intervalo de tons e o equilíbrio de cores. É a opção para reparar a intensidade das sombras, dos realces e também dos tons médios. Na caixa de diálogo correspondente, o histograma da foto mostra a distribuição de valores de pixels, de 0 a 255, do ponto mais escuro ao mais claro. O controle deslizante preto lida com as áreas mais escuras, que são as sombras da imagem. O branco, por sua vez, responde pelas partes mais claras, enquanto o controle cinza comanda os tons médios ou gama.

DICAS INFO

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AJUSTES Ao deslizar os controles, os pixels srcinais e os valores em Níveis de Entrada são alterados. Primeiro, mova os controles preto e branco em direção ao centro para aumentar o contraste. Depois, movimente ligeiramente o cinza para clarear ou escurecer os tons médios sem afetar os pontos extremos de claros e sombras.

SELETOR DE CANAIS Observe o seletor Canal. É possível escolher os canais Vermelho, Verde e Azul, e trabalhar com cada um deles separadamente. Assim, pode-se mudar não somente a área de predominância da cor como a tonalidade total da imagem. A calibragem deve ser feita primeiro pelo controle central.

MATIZ/ SATURAÇÃO Para corrigir áreas específicas com cores carregadas, pode-se usar o comandoMatiz/Saturação. Na caixa de diálogo, escolha o canal de cor. Ative o conta-gotas e clique com ele na cor que quer ajustar. Depois, mova os controles até o ponto desejado.

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I

DICAS INFO INF

CURVAS O ajuste Curvas pode ser usado para acertar até 14 pontos diferentes no intervalo de tons de uma imagem. Na caixa de diálogo correspondente, a versão CS3 do Photoshop introduziu um histograma recheada e a caixa Predefinição, de ajustes automáticos. Eles produzem níveis diferentes de contraste e efeitos interessantes, como Negativo e Processo Cruzado. Abaixo das predefinições está o campo Canal, ajustado para o modo de cor RGB.

REGULAGEM Ao centro da caixa de diálogo Curvas, um quadriculado representa os níveis de luminosidade da imagem. Ele é cortado por uma linha diagonal, pela qual são feitos os ajustes. O eixo horizontal representa os valores de brilho srcinais dos pixels. O vertical representa os novos valores. A parte mais escura fica no canto inferior esquerdo, e a mais luminosa, no canto superior direito. Quando a curva é arrastada para cima, a imagem é clareada. Quando é levada para baixo, a imagem é escurecida.

PRETO-E-BRANCO Outra novidade do Photoshop CS3 éo ajuste Pretoe-branco (Imagens > Ajustes > Preto-e-branco), que converte fotos coloridas em tonsde cinza, controlando cada cor individualmente. Na caixa de diálogo, basta deslizar os botões para controlar cada um dos seis canais de cores e produzir um padrão de cinza personalizado. Quando se marca a caixaColorir, o ajuste permite definir o matiz e a saturação para aplicar uma única corao padrão de cinza. Na caixa Predefinição, há vários ajustes automáticos que funcionam como filtros de cor.

DICAS INFO

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dicas e tutoriais I recortes

APROVEITE SÓ O NECESSÁRIO Conheça as ferramentas de corte que permitem destacar partes das imagens

M

uitas vezes, vemos elementos numa foto que gostaríamos de levar para um outro fundo. A combinação de imagens, que você verá Junte os mais à frente, no tutorial pedaços, é um processo de várias etapas. A primeira é o recorte das peças, uma tarefa que exige conhecimento das diversas ferramentas de seleção para que se use a mais adequada para cada situação.

Recorte: Recort e: fer ferramentas ramenta s

ESCOLHA RÁPIDA

permitem e rmitem extrai extrair r element elementos os dasdas fotos fotos

A Seleção Rápida, novidade na barra de ferramentas do Photoshop CS3, é fácil de usar. Selecione-a (é uma das opções disponíveis quando se clica no quarto botão da barra de ferramenta padrão, de cima para baixo). Em seguida, defina as propriedades do pincel na barra Opções e pinte-o para selecionar áreas automaticamente. Para reduzir a área selecionada, acione a opçãoSubtrair da Seleçãoe clique sobre o excesso. Para ampliar, ative Adicionar à Seleção.

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I

DICAS INFO

LAÇO

O grupo de ferramentas Laço traz as opções de seleção manual, poligonal e magnético. A opção manual Laço permite o contorno à mão livre, mas requer habilidade com o mouse. Quando acionada, é necessário clicar na imagem e arrastar o cursor, definindo o traçado. O Laço Poligonal (tela abaixo) permite a criação de qualquer tipo de polígono. Basta clicar nos vértices para que o Photoshop trace as retas. O Laço Magnético, por sua vez, é apropriado para a demarcação de objetos com curvas, uma vez que adere automaticamente ao contorno.

REBARBAS

Para eliminar as rebarbas quando a ferramenta Seleção Rápida é usada, clique em Refinar Aresta. Na caixa de diálogo correspondente, mova os controles deslizantes, como Suavização e Contrair/Expandir, até eliminar as sobras. Quando um controle é ativado, a caixa Descrição exibe informações sobre ele.

CÍRCULOS E QUADRADOS

No grupo Letreiro estão as ferramentas que fazem contornos retangulares, circulares, de uma linha ou coluna. Para selecionar um Letreiro Elíptico, clicar na imagem e arrastar elemento, como o relógio do exemplo abaixo, a melhor saída é ativar a ferramenta o cursor. Quando o botão do mouse é solto, a seleção é feita. Pode-se mover a seleção e ajustá-la. Se for necessário removê-la, Selecionar> Cancelar Seleçãoou teclarCtrl + D. não adianta teclar Esc porque não funciona. É preciso acionar o menu

DICAS INFO

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VARINHA A Varinha Mágica seleciona todos os pixels de cor semelhante à do local em que se clica. Assim, fica mais fácil selecionar áreas inteiras da mesma cor. Para selecionar várias áreas da imagem simultaneamente, pressione a tecla Shift enquanto usa a ferramenta. Na barra de opções da Varinha Mágica há o controle do nível de tolerância em relação às cores. Quanto maior o valor, mais diferentes da cor srcinal são os pontos selecionados. Já a opção Adjacente, se desmarcada, faz a varinha selecionar pontos da mesma cor que estão separados na imagem.

INVERSÃO O comando de inversão da seleção ajuda a recortar imagens com fundo de uma cor predominante. No exemplo ao lado, primeiro a Seleção Rápida foi usada no fundo. Depois, o menu Selecionar > Inverter foi acionado. Como resultado, o primeiro plano foi selecionado.

CABELOS Cabelos são difíceis de recortar. Para facilitar a tarefa, um truque é selecionar primeiro a área da cabeça. Depois, acionar o menuFiltro > Extrair. Na janela Extrair, ajuste o pincel, clique noRealçador de Aresta e pinte o contorno do cabelo. Em seguida, ainda na caixa de diálogo Extrair, ative a lata de tinta e preencha a seleção. Clique emVisualizar para ver o resultado. Use as ferramentasLimpar e Retocar Arestapara o ajuste fino e clique emOK.

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dicas e tutoriais I fotomontagem

JUNTE OS PEDAÇOS N

Produza montagens fotográficas com elementos retirados de diferentes fotos

o tutorial anterior(Aproveite só o necessário) , abordamos as várias ferramentas de seleção disponíveis no Photoshop que permitem o recorte de elementos. Neste, vamos mostrar como fundir elementos de diferentes fotografias para criar uma nova imagem. Para exemplificar, pegaremos uma borboleta recortada de um fundo florido e a posicionaremos em outro jardim. De quebra, exploraremos alguns recursos de edição em camadas.

Novo cenário: a

borboleta vai do fundo azul para o novo jardim

COLAGEM EM CAMADAS Comece abrindo as duas imagens. Com a foto que será recortada ativa, observe, na paleta Camadas, sua indicação como Plano de Fundo. Com o objeto que será recortado dessa imagem já selecionado, tecle Ctrl + C para copiá-lo. Clique na foto que servirá de fundo e tecle Ctrl + V para colar. Note, depois disso, que o Photoshop cr iou uma nova camada automaticamente.

Montagem simples Não é preciso, necessariamente, trabalhar com camadas para levar um objeto selecionado para um outro arquivo. Com a ferramenta Mover, clique sobre a seleção e arraste o recorte para o novo fundo. Feche a imagem srcinal do objeto e passe a fazer os ajustes para adaptá-lo à nova cena. Ao salvar o arquivo, objeto e fundo se fundem.

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DICAS INFO

REDIMENSIONAMENTO As camadas funcionam como folhas transparentes empilhadas. Em cada camada, é possível alterar ou eliminar partes de uma imagem sem afetar os outros elementos. Noexemplo, clicamos naCamada 1e acionamos o menu Editar> Transformação> Redimensionarpara ajustar o tamanho da imagem recortada em relação ao fundo. Na barra de opções, clicamos na corrente para manter a proporção do objeto e arrastamos as alças para reduzir o tamanho como desejado. Voltamos, em seguida, ao menu Editar > Transformação, aplicamos o comando Girar e, em seguida,Inclinar. Faça outros ajustes que julgar convenientes. Quando concluir, tecleEnter.

GERENCIAMENTO DE CAMADAS Todas as camadas têm o desenho de um olho na frente no painel de camadas, indicando que estão visíveis. Para ocultar uma camada, basta clicar no olho correspondente. Há vários caminhos para criar uma nova camada. Um deles fica no menu Camada. É possível também clicar com o botão direito sobre a camada e ter acesso ao menu de contexto. No projeto que criamos como exemplo, selecionamos a opçãoDuplicar Camada e a renomeamos paraBorboleta2. Na Camada 1, demos um clique duplo e a renomeamos paraBorboleta1.

NOVO ELEMENTO Ativamos, em seguida, a camada Borboleta2, movemos o elemento de lugar, reduzimos seu tamanho e mudamos sua cor. Depois, usamos o mesmo procedimento para duplicar o Plano de Fundo, criando a camada Brilho, e acentuamos o brilho para dar maior destaque às borboletas.

DICAS INFO

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OCULTAR OU EXIBIR Ao ocultar e exibir camadas, podemos obter diversas versões da imagem e salvá-las. Para isso, no menu Janela, ative a paleta Composições de Camadas e clique no botão Criar Nova Composição. Em seguida, damos um nome a ela e clicamos em OK. A nova composição aparece no painel Composições de Camadas. Se a configuração das camadas for desfeita, bastará clicar na composição salva para voltar a ela.

TRANSPARÊNCIA

Um ajuste freqüente em camadas é o de transparência. Ele é feito por meio do controle Opacidade, que tem valor-padrão de 100%. Ao reduzir esse valor, a camada fica transparente, permitindo ver imagens posicionadas atrás dela.

BLOQUEAMENTO É possível também travar uma camada para que ela não seja modificada acidentalmente. Para isso, basta selecioná-la e clicar no ícone em forma de cadeado no painel Camadas. Para eliminar uma camada, é só arrastá-la até a lixeira situada na parte inferior do painel.

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DICAS INFO

A ORDEM IMPORTA Mudanças na ordem das camadas alteram o resultado. Para trocar as camadas de lugar, arrastamos sua área na paleta correspondente. No exemplo, quando jogam os a cama da Brilho para cima, o padrão de fundo se sobrepõe aos demais elementos.

MESCLAS Muitas vezes, é útil mesclar duas ou mais camadas numa só. No Camada menu Para Baixo funde, aa opção camadaMesclar à que está logo abaixo. A opção Mesclar Camadas Visíveis preserva as ocultas. Já o comando Achatar Imagem mescla as camadas visíveis e descarta as ocultas.

DE CAMADAS AJUSTE As camadas de ajuste não têm conteúdo, mas aceitam correções. Para criar uma camada de ajuste sobre a Borboleta2, por exemplo, clicamos em Camada > Nova Camada de Ajuste e escolhemos Preto-e-Branco. Deslizamos os controles e damos OK. Com isso, a Borboleta2, acima do ajuste, continuou colorida.

Uso de máscaras O conteúdo de uma camada pode ser escondido ou revelado por uma máscara. Para criar uma máscara que esconda a camada, acione o menuCamada > Máscara de Camada> Ocultar Todas.

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CAMADAS DE PREENCHIMENTO As camadas de preenchimento, por sua vez, aplicam cores, gradientes e texturas. Em nosso exemplo, clicamos na camada Brilho e selecionamos algumas das flores com a ferramenta Seleção Rápida . Acionamos o menu Camada > Nova Camada de Preenchimento e escolhemos Cor Sólida . Demos um nome à camada, ajustamos a opacidade para 75% e clicamos em OK. No Seletor de Cores , escolhemos um tom próximo do lilás e demos OK . Com isso, o jardim ganhou cor.

SALVE CERTO Ao salvar um arquivo com camadas, devemos usar um formato que suporte esse recurso, como o PSD. Além disso, é preciso manter assinalada a opção Salvar Camadas na caixa de diálogo Salvar Como .

ALÉM DO NORMAL A paleta Camadas traz mais alguns recursos úteis de ajuste. No projeto que executamos como exemplo, duplicamos a camada Borboleta1 e abrimos o menu Normal . Na lista de opções desse menu, escolhemos Superexposição de Cores . Caso a imagem escureça demais com esse comando, é possível calibrar a opacidade até ela chegar ao ponto desejado.

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dicas e tutoriais I retoques avançados

CUIDADOS COM OS DETALHES Manchas? Rugas? Fios rebeldes? O Photoshop dá um jeito

R

etocar rostos, uma área com tantas nuanças, é um desafio e tanto. É preciso saber equilibrar o uso de recursos para que as mudanças não resultem na perda da naturalidade. Neste tutorial, vamos usar várias técnicas de retoque para eliminar manchas, suavizar olheiras, remover pintas, eliminar fios e até aplicar uma maquiagem suave.

Antes Ant e s e depois: e o s: pequenos e u e n o s problemas r o emas e desaparecem s a a r e c e m c ocom m poucos o u c o cs cliques ues

NOVA Para fazer retoques CAMADA avançados, é mais indicado trabalhar com camadas. Com a ferramenta Seleção Rápida , contornamos a modelo. Em seguida, teclamos Ctrl + C e Ctrl + V e levamos a seleção para uma nova camada, que renomeamos para Modelo .

DICAS INFO

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BRILHO E CONTRASTE Em seguida, fazemos ajuste de brilho suave.um Com a camada Modelo ativada, abrimos o menu Imagem > Ajustes e escolhemos Brilho/ Contraste. Movemos os controles deslizantes o suficiente para não comprometer detalhes. Demos OK.

PEQUENAS MANCHAS

Com o Pincel de Recuperação para Manchas , eliminamos as pequenas manchas de pele na nova camada criada. Para aplicá-lo com precisão, aproximamos a mancha com o zoom. Depois, ativamos o pincel e ajustamos a pincelada. Calibramos o pincel para ocupar uma pequena área em torno da mancha e mantemos marcada a opção Correspondência por Proximidade. Assim, o pincel cobre a mancha com os pixels mais próximos. Depois, é só ir clicando e vendo o resultado. Quando não dá certo, teclamos Alt + Ctrl + Z para retroceder.

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PINCEL DE RECUPERAÇÃO

Em retoques extensos, é melhor usar o Pincel de Recuperação. Ele copia pixels e pinta com eles o local manchado. Para atenuar olheiras, por exemplo, podemos ativar essa ferramenta, pressionar Alt e, ao mesmo tempo, clicar na área boa. Depois, é só pintar a área manchada. Ao soltar o mouse, desaparecem as marcas.

SEM PINTAS

Os retoques refinados são tarefa para o Carimbo. Uma vez ativada essa ferramenta, pressione Alt e clique sobre a parte a ser copiada. Depois, “carimbe” com um clique a área a ser coberta. Assim, é possível acabar facilmente com as pintas.

DICAS INFO

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RETOQUE NA OLHEIRA Para correções delicadas, como na olheira da imagem acima, à esquerda na tela, usamos o Carimbo em pinceladas suaves e ajustamos a opacidade. o percentual a transparência da área Reduzimos clonada. Assim, podemose aumentamos aplicá-la mais vezes até chegar ao efeito desejado.

SOBRANCELHA E OLHOS Usamos o Carimbo de novo para acertar a sobrancelha e eliminar um fio renitente. Depois, reforçamos a maquiagem dos olhos. Com um pincel fino e opacidade em torno de 60%, delineamos os cílios na pálpebra superior. Na pálpebra inferior, diminuímos a opacidade para 40% e delineamos. Repetimos o processo no outro olho.

BATOM E BLUSH VIRTUAIS Acentuamos a boca com um batom virtual. Para isso, capturamos com o conta-gotas um tom dos lábios, calibramos um pincel difuso com cerca de 30% de opacidade e pintamos. Para um efeito suave de blush nas maçãs do rosto, aplicamos a Esponja, no modo Saturar, com um pincel grande.

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DICAS INFO

POR DENTRO DO CARIMBO A ferramenta Carimbo é muito útil na replicação de objetos. Para executar esse trabalho, ajustamos as opções, escolhendo o diâmetro do pincel adequado ao objeto e uma pincelada sólida. É importante também definir Dureza eassim Opacidade a cópiaem fica100%, bem definida. Os ajustes de fundo são feitos com o próprio Carimbo. O modo de mesclagem do Carimbo deve estar sempre na opção Normal quando queremos cópias exatas. Na lista de modos, temos uma grande variedade de efeitos. O Luz Direta, por exemplo, aviva as cores da área clonada. No Photoshop CS3, o Carimbo ganhou novos controles. Quando clicamos no botão Origem do Clone, no painel podemos controlar várias srcens, além de girar e dimensionar cada uma. Também é possível visualizar a sobreposição da srcem do clone enquanto carimbamos.

dicas e tutoriais I sombras

SEM SOMBRAS E EXCESSOS

Confira como reduzir áreas escuras e tirar de cena elementos indesejados

A

s sombras e os elementos desnecessários são os campeões na lista de problemas nas fotografias amadoras. Ainda bem que há solução para essas f alhas. A seguir, mostraremos como eliminar itens inoportunos das produções, utilizando as ferramentas Correção e Carimbo, e veremos como atenuar uma área de sombra muito acentuada.

REMOÇÃO EM VÁRIOS PASSOS Para coisas que sobram em locais com vários detalhes, a ferramen ta ideal é o Carimbo. Na foto abaixo, começamos a eliminar a sacola pela parte superior . Com um pincel grande, pressionamos a tecla Alt e clicamos na grama para copiar. Em seguida, clicamos na sacola para colar. Repetimos a operação várias vezes. Apagamos a parte inferior da sacola com a Correção , na opção Origem . Selecionamos o objeto e o movemos para o lado de forma que a cópia do piso se encaixasse no lugar adequado. Cancelamos a seleção para concluir .

REMOÇÃO SIMPLES

Em algumas fotos, como a bola de papel na imagem de exemplo, a maneira mais simples de eliminar um item que ficou a mais é usar a ferramen ta Correção. Para editar a imagem, ativamos a ferramen ta Correção e marcamos Origem na barra de opções. Feito isso, selecionamos a bola de papel. Ao movermos a seleção para o lado esquerdo (detalhe acima) , a bola é coberta por uma cópia do piso. Ao soltarmos o mouse, o programa completa a correção. Clicamos Ctrl + D para cancelar a seleção.

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REDUÇÃO DE SOMBRAS 1

Dias de sol forte costumam provocar sombras terríveis, principalmente em pessoas com boné, como no exemplo abaixo. Nesse caso, podemos apenas atenuar o problema. Delimitamos a área sombreada com a ferramenta Seleção Rápida e aplicamos o ajuste Brilho/Contraste no limite para não haver distorção de cor. Melhora um pouco, como é possível verificar no detalhe.

NÃO SE ESQUEÇA DO FLASH O que funciona mesmo contra sombra dura é fotografar corretamente. Veja esta outra tomada do mesmo lugar que o da foto do exemplo Redução de Sombras 2 . A área sombreada está mais clara porque foi tirada com flash. Na próxima vez em que for tirar fotos na praia, lembre-se desse recurso.

REDUÇÃO DE SOMBRAS 2

Na imagem com sombra abaixo, no destaque, usamos um recurso melhor que o de brilho. Acionamos o menu Imagem > Ajustes > Sombra/ Realce . A caixa de controle já abre reduzindo as sombras em 50% e transformando a foto numa imagem ap roveitáve l.

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dicas e tutoriais I panorâmica

NA FALTA DE UMA GRANDE-ANGULAR Crie imagens panorâmicas combinando fotografias de várias partes de uma mesma paisagem ou cenário

U

m dos cartões postais de Roma, a Fontana di Trevi é difícil de fotografar. O monumento é enorme, está num espaço rodeado de prédios e vive lotado de turistas. Assim como essa atração turística italiana, outras construções e paisagens não podem ser fotografadas em sua totalidade sem uma grande-angular. O jeito é fotografá-la por partes e juntá-las depois. Unir as diversas partes de uma foto — no caso da Fontana di Trevi foram seis tomadas — numa imagem panorâmica parece complicado, mas não é. O Photoshop possui um recurso, o Photomerge, que junta um pedaço no outro praticamente sem deixar emendas visíveis e ainda corrige a perspectiva.

Panorâmicas:o Photomerge une diversas tomadas de um mesmo objeto ou

paisagens sem deixar emendas

SELEÇÃO DAS IMAGENS

Para aplicar o recurso, vá ao menu Arquivo > Automatizar > Photomerge . Na caixa de diálogo, marque a opção de layout Automático e a caixa Mesclar Imagens Juntas . Clique em Procurar , selecione as imagens e dê OK . Assim que o Photomerge exibe a lista de fotos, clique em OK .

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VISUALIZAÇÃO DASEMENDAS

Dependendo do tamanho dos arquivos de srcem e da capacidade de memória do computador, o Photoshop pode levar vários minutos processando a costura das fotos. O resultado é ótimo e em camadas. Quando se oculta algumas delas, pode-se ver quais partes o programa emendou.

SEM SOBRAS

Use a opçãoCorte Demarcadoda barra de ferramentas para remover as rebarbas da fusão. Salve a panorâmica em formato PSD, para preservar as camadas, mas tenha em mente que o arquivo fica enorme (no projeto de exemplo, com 26 MB). Em JPEG, o arquivo encolheu para 2,3 MB.

COSTURA PERFEITA A costura do Photomerge só funciona com imagens que se sobreponham de 25% a 40%. Menos ou mais que isso, não dá certo. Se utilizar zoom ao tirar as fotos, não mude o valor de uma imagem para outra. De preferência, use um tripé para manter o alinhamento e o ponto de vista da câmera.

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dicas e tutoriais I fusão

DE OLHOS BEM ABERTOS Recurso de mescla permite usar elementos de duas fotos quase iguais para eliminar problemas como olhos fechados

A

lém de construir fotografias panorâmicas com a fusão de várias tomadas,

o Photoshop CS3 acrescentou ferramentas de alinhamento e mescla automática de camadas. Esses recursos permitem fundir duas ou mais fotos quase iguais, substituindo alguns itens, como os olhos fechados do rapaz na imagem de exemplo ao lado.

Mescla: os

olhos fechados são substituído s pelos abertos

NOVO ARQUIVO

ACABAMENTO

O primeiro passo para fundir duas imagens é criar um novo arquivo com as mesmas dimensões das fotos e arrastá-las para ele. No painel Camadas, a camada que contém a foto que será corrigida deve ficar em cima da que

Para arrematar, clique na camada superior e acione o menu Camada > Máscara de Camada> Revelar Todas. Escolha preto para a cor do primeiro plano e selecione a camada superior. Clique na miniatura da máscara de camada e, com a ferramentaPincel, pinte as áreas que quer substituir. Aos

está com o conteúdo correto. Caso não esteja, arraste-a para o local correto.

poucos, os olhos abertos do rapaz começam a aparecer. Feita a fusão, achate as camadasCamada ( > Achatar Imagem).

FUSÃO Selecione as duas camadas e escolhaEditar > Alinhar Camadas Automaticamente. Na caixa de diálogo correspondente, selecione Apenas Reposiçãoe clique emOK. O Photoshop encontra as áreas comuns em cada camada e as alinha para que as áreas idênticas se sobreponham.

DICAS INFO

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dicas e tutoriais I filtros

COM A AJUDA DOS FILTROS

Efeitos aplicados em imagens inteiras ou seleções são muito úteis na hora da edição POR ERIC COSTA, LUCIA REGGIANI E MARIA ISABEL MOREIRA

O

s filtros do Photoshop são efeitos que podem ser aplicados à imagem inteira ou a seleções tanto para dar um toque diferenciado q uanto para corrigir um defeito. Com o uso de fil tros é possível, por exemplo, conferir uma aparência de pintura impressionista a uma foto ou melhorar a nitidez de uma imagem um pouco desfocada. Há vários filtros disponíveis no menu correspondente do programa da Adobe. Conheça, a seguir, alguns deles.

DISTORÇÕES CORRIGIDAS

No grupo Distorção do menu Filtro encontramos tanto filtros que distorcem a foto quanto opções que corrigem distorções. Um deles é o de Correção de Lente. Esse filtro conserta vários tipos de deformações causadas pelas lentes da câmera fotográfica. Em Correção de Lente, temos um controle deslizante (Remover Distorção) no alto para corrigir distorções em barril e em travesseiro. Abaixo, em Desvio Cromático e Vinheta, estão os ajustes para compensar aberrações cromáticas e para clarear ou escurecer os cantos. Mais embaixo, na área Transformação, estão os ajustes de perspectiva.

SEM RUÍDOS

O filtro Reduzir Ruído atenua o ruído em imagens feitas com câmeras digitais. Com ele, é possível melhorar a qualidade das fotos em cenas escuras, que exigem exposições longas ou ajustes elevados de sensibilida de do sensor da câmera. Em Reduzir Ruído, podemos ajustar intensidade , cores, detalhes e nitidez. Também é possível fazer a redução de ruído por canal de cor.

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Filtros variados

PONTO DE FUGA O Ponto de Fuga foi atualizado no CS3. Agora, esse recurso pode ser usado em qualquer superfície, permitindo acrescentar imagens a formas complexas, incluindo objetos 3D. Para aplicá-lo, aciona-se o menu Filtro > Ponto de Fuga. Para aplicar a capa do CD na embalagem na imagem acima, na caixa de diálogo Ponto de Fuga, usamos a ferramenta Criar Plano para demarcar a superfície a ser trabalhada e demos OK. Abrimos, em seguida, a imagem que seria aplicada. Teclamos Ctrl + A para selecioná-la, e Ctrl + C para copiá-la. Voltamos ao Ponto de Fuga e teclamos Ctrl + V para colar. Arrastamos a imagem, buscando o centro da grade para colar em perspectiva, e clicamos em OK.

EDIÇÃO NÃO-DESTRUTIVA

Outra novidade do CS3 é a edição não-destrutiva de filtros em objetos inteligentes. Com esse recurso, é possível aplicar facilmente mais de um filtro numa mesma imagem. Na camada em que o filtro será aplicado, clicamos com o botão direito e escolhemosConverter em Objeto Inteligente . Repare que a camada ganha uma marca depois dessa ação. Em seguida, na foto de exemplo, acionamos Filtro> Artístico OKa.Borracha > Aquarela . Fizemos os ajustes e demos No painelede camadas,oclicamos Inteligentes na miniatura deFiltros . Selecionamos calibramos pincel de aplicação. Com a borracha, apagamos os efeitos do filtro das áreas desejadas.

Filtros desenvolvidos por outras empresas e desenvolvedores podem ser acrescentados ao Photoshop. Há opções de complementos para trabalhos em 3D, projetos de arquitetura, engenharia e manufatura, gerenciamento de cores, controle de recursos digitais, formatação de arquivos, retoques, efeitos especiais, vídeos e texturas, entre outras categorias. Para ver a lista de plug-ins recomendados pela Adobe, visite o endereço www.adobe. com/products/plugins/ photoshop/ .

PINTURA INSTANTÂNEA

Um jeito rápido de obter um visual artístico é usar o recurso Traçado de Contorno. Abra a imagem e acesse o menuFiltro> Estilização> Traçado do Contorno. AcesseEditar > Atenuar Traçado do Contorno. Na janela que surge, escolha, em Modo, a opção Luminosidade. Depois, mexa nos valores de Opacidadeaté obter um visual mais estiloso. Clique em OK. O efeito também tem resultados legais se aplicado apenas ao fundo de uma imagem.

DICAS INFO

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MARCA D’ÁGUA Publicar imagens em sites pode resultar em cópias sem autorização. Para diminuir esse risco, uma providência é aplicar uma marca d’água. Abra a imagem desejada, clique na Ferramenta Texto Horizontal e depois no ponto da imagem que receberá a marca d’água. Tecle o texto desejado e selecione-o com o mouse. Agora, acesse o menu Camada , depois Estilo de Camada e Opções de Mesclagem . Na Opacidade de janel a qu e ap arece minua o vafique lor em até, di que o texto com a transparência Preenchimento desejada. Clique em OK e pronto.

EFEITOS ESPECIAIS O Photoshop tem também muitos filtros de efeitos especiais na Galeria de Filtros (Filtro > Galeria de Filtros). Na coluna central

DESTAQUE E FOCO Um efeito rápido e que dá um bom destaque em fotos é manter apenas um elemento em destaque. Abra a imagem e crie uma camada copiando a de fundo (com o atalho Ctrl +J). Depois, com a nova camada selecionada, acesse o menu Filtro , depois Desfoque e então Desfoque Gaussiano . Escolha Raio de 5,0 pixels para que os elementos em destaque diferenciem-se do fundo. Clique em OK . Acesse o menu Camada , depois Máscara de Camada e clique em Revelar Todas . Escolha a ferramenta Pincel e a cor preta. Pinte a área que terá destaque.

dessa galeria estão listados os grupos de filtros (Artístico, Croqui, Distorção, Estilizar, Textura e Traçados de Pincel). Clique, por exemplo, na setinha para abrir o grupo Artístico. As opções dessa categoria são exibidas no painel da esquerda. O painel da direita oferece ajustes adicionais. No caso do efeitoArestas Posterizadas, pode-se ajustar espessura e intensidade das arestas e calibrar a posterização. Clicamos emOK para aplicar o efeito escolhido.

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DICAS INF INFO

Texto sobre foto Uma boa idéia para títulos de sites é colorir os textos com base

EFEITO DE EXPLOSÃO Para criar uma explosão, acesse o menu Filtro , o item Acabamento e, depois, Nuvens . Volte ao menu Filtro , escolha Pixelização e MeiaTinta . Escolha em Tipo o item Linhas Longas . Clique em OK . Acesse novamente o menu Filtro , depois Desfoque e Desfoque Radial . Em Método de Desfoque escolha Zoom e use o valor 100 para Intensidade . OK . Para mudarAjuste a cor, e, inicialmente tecle Ctrl +I. Depois, acesse oClique menuem Imagem , depois por fim, Matiz/Saturação . Marque a opção Colorir e altere a cor.

RAIOS NA HORA

em uma imagem. Abra a imagem que será usada como fundo do texto. Crie um novo documento, com fundo transparente. Tecle o texto em cor preta. Use a ferramenta de seleção retangular para escolher a área da imagem de fundo que será usada nas letras. Tecle Ctrl + C e, agora, clique na ferramenta Varinha Mágica. Mantendo a tecla Shift pressionada, clique em cada uma das letras do texto. Por fim, acesse o menu Editar e escolha Colar Em.

Quer gerar um efeito de raio para uma imagem? Tecle Ctrl + Shift + N e clique na ferramenta de gradiente ( Degradê ). Depois, clique no canto superior esquerdo da imagem e arraste o mouse até o canto inferior direito. Acesse o menu Filtro , escolha Acabamento e depois Nuvens por Diferença . Inverta a imagem teclando Ctrl + I. Depois, mexa nos canais de cores da imagem teclando Ctrl + L. Use os controle s abaixo do gráfico para deixar o raio ma is visível. É possível dar cor ao raio teclando Ctrl + U. Marque Colorir e mexa na cor do raio.

DICAS INFO

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ALUMÍNIO ESTILO MAC Para fazer o efeito, primeiro escolha uma cor cinza. Tecle, então, Alt + Backspace. Acesse o menu Filtro > Ruído > Adicionar Ruído. Marque o item Monocromático e também Gaussiana. Em Intensidade, escolha 10% e clique em OK. Feito isso, acesse o menu Filtro > Desfoque > Desfoque de Movimento. Use 30 pixels para Distância e clique em OK. Trace áreas na diagonal com a ferramenta Laço Poligonal, acesse o menu Camada > Nova Camada de Ajuste > Brilho/Contraste. Clique em OK e mexa nos controles Brilho e Contraste até obter o tom desejado.

LETRAS ESPELHADAS

DESENHO ESTILIZADO Com a combinação de efeitos do Photoshop, é possível obter rapidamente o visual de desenho com base em uma foto. Comece abrindo a imagem e aplicando o filtro Arestas Posterizadas, acessando o menu Filtro > Artístico > Arestas Posterizadas . Use os valorespadrão do filtro. Depois, acesse o menu Imagem > Ajustes > Brilho/Contraste . Ajuste Brilho para 10 e Contraste para 30. Por fim, acesse o menu Filtro > Artístico > Recorte de Arestas . Não mexa novamente nos valores de ajuste do filtro.

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DICAS INFO

Um efeito comum é usar letras com espelhamento. Tecle o texto em uma nova imagem. TecleCtrl + J e acesse o menu Editar, escolhaTransformação e depois Virar Verticalmente. Clique com o botão direito na nova camada e escolhaRasterizar Camada. Clique na ferramenta de seleção e, mantendo Shift pressionado, arraste a cópia invertida do texto para baixo. Agora, clique na ferramenta de seleção retangular e, no topo da tela, digite 7 para o valor deDifusão. Selecione a metade inferior do texto invertido. Vá ao menuEditar e escolha Apagar.

CORES NO P&B Um modo bacana de destacar as cores de um elemento na fotografia é deixá-lo como único item colorido. Para

Comece abrindo a foto e criando uma camada que a copia (teclando Ctrl + J). Acesse o menu Filtro > Pixelização > Pontilhar. Use, em Tamanho de Célula, o valor 6. Depois, no painel de controle de camadas, clique no botão com um círculo dividido em preto-e-branco ( Criar Nova Camada de Preenchimento e Ajuste). Escolha o item Limiar. Ajuste o valor do controle para 100 ou outro valor que julgar mais interessante.

isso, copie a camada de fundo em uma nova, usando o atalho Ctrl + J . Com essa camada selecionada, acesse o menu Imagem , e escolha Ajustes e Remover Saturação . Depois, acesse o menu Camada , depois Máscara de Camada e Revelar Todas . Agora, clique no Pincel e escolha a cor preta. Com o pincel, vá, então,

Com com o recurso selecionada, abra ao nova menucamada Camadacriada e selecione a opção Limiar Mesclar para Baixo. Para concluir, acesse o menu Filtro > Desfoque > Desfoque de Movimento. Use -45 graus em Ângulo e valor 15 em Distância .

marcando as áreas que ficarão coloridas e o efeito estará pronto.

NEVE INSTANTÂNEA

NÉVOA NA FOTO Comece teclando Ctrl + Alt + Shift + N. Clique na ferramenta Pincel e, no topo da janela, mude os valores de Tamanho para 200. Em Modo , escolha Dissolver . Além disso, use 75% para Opacidade e 100% para Fluxo . Mude a cor principal para um cinza claro. Agora, clique na imagem, cobrindo-a com vários pontos. Acesse o menu Filtro > Desfoque > Desfoque Gaussiano . Use o valor 8 para Raio . A névoa está pronta. Caso o efeito não tenha ficado uniforme como desejado, desfaça o efeito Desfoque Gaussiano (teclando Ctrl + Z), clique em mais pontos da foto e repita o efeito.

DICAS INFO

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dicas e tutoriais I criação

COMBINE,CRIE E REUTILIZE Crie uma ilustração com elementos de diferentes fotos, uso de recursos variados e muita imaginação

Criatividade:

ilustração abaixo teve como base as três fotos ao lado

A

mulher-morcego emerge das sombras da cidade, empunhando chicote e escudo de luz. A personagem estranha nasceu da reunião das fotos de uma jovem, de uma paisagem noturna e de um cavalete, combinadas com muita criatividade e truques do Photoshop. Acompanhe como a ilustração foi feita.

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CORPO

Primeiro, recortamos a moça. Para facilitar o trabalho, ampliamos a foto e, então, acionamos a ferramenta Seleção Rápida, clicamos em Nova Seleção na barra de opções e escolhemos um pincel fino, com diâmetro de 15 pixels. Contornamos a modelo com calma. Ajustamos o pincel e alternamos as opções Adicionar à Seleção e Subtrair da Seleção conforme a necessidade. Nesse processo, já deixamos de fora os pés-de-pato que a mulher carregava nas mãos.

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DICAS INFO

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SEM ARESTAS

Com a seleção concluída, pressionamos o botão Refinar Aresta . Na caixa de diálogo correspondente, escolhemos a opção de visualização em fundo branco (é o quarto ícone da esquerda para a direita). Se estiver sobrando alguma rebarba ou faltando alguma parte, cancelamos e continuamos o recorte. De volta ao Refinar Aresta , calibramos os controles deslizantes até conseguir o efeito desejado.

REMOÇÃO DO FUNDO 3

Em seguida, eliminamos o fundo.

Para isso, demos um duplo clique na camada Plano de Fundo e a renomeamos para modelo . Depois, acionamos o menu Selecionar > Inverter e teclamos Delete para mandar o fundo para a lixeira. Cancelamos a seleção com o comando Ctrl + D e salvamos o trabalho no formato PSD para preservar as camadas.

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ROUPAS

Na seqüência, passamos para a roupa. Também com aSeleção Rápida, separamos as duas peças do maiô. Teclamos Ctrl + C para copiar e Ctrl+ V para colar o maiô numa nova camada e a renomeamos paramaio.

DICAS INFO

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LUVAS E BOTAS

Para as luvas e as botas, usamos o Laço Poligonal na seleção de partes dos braços e das pernas. Ao selecionar uma parte, damos um clique duplo para finalizála e, com o Shift pressionado, começamos uma outra seleção. Ao final, teclamos Ctrl + C e Ctrl + V para levar a seleção para uma nova camada e a renomeamos.

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CORES UNIFORMES

Acionamos o menuImagem > Ajustes > Variações para mudar a cor da roupa. Clicamos várias vezes em Mais Amarelo para uniformizar a cor predominante. Clicamos emOK para concluir. Além de ser rápido, esse recurso preserva as sombras. Selecionamos, em seguida, a camada onde está o maiô e voltamos a Variações, desta vez para uniformizar o tom de amarelo.

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CAPUZ

Para criar o capuz da personagem, voltamos à camada modelo e desenhamos o capuz sobre o rosto com a ferramenta Laço Poligonal. Invertemos a seleção (Selecionar > Inverter). Com a Borracha, apagamos as sobras de cabelo e dos óculos. Em seguida, pressionamos Shift e desenhamos os buracos para os olhos. Invertemos de novo a seleção como indicado anteriormente.

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TEXTURA

Ainda com a seleção do capuz ativada, clicamos na camada do maiô. Acionamos o Carimbo, posicionamos o mouse sobre o maiô e teclamos Alt para copiar a textura. Em seguida, aplicamos a textura no capuz. Usamos o Carimbo também para copiar áreas de brilho.

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DICAS INFO

ORELHAS 9

E as orelhas da mulher-morcego ? Na camada do maiô, desenhamos as orelhas com o Laço Poligonal. Com o Conta-gotas, buscamos um tom escuro do capuz para dar o efeito de sombra na orelha da esquerda (usamos a ferramenta Lata de Tinta para aplicar a cor selecionada). Desenhamos a orelha da direita e, com o Carimbo, copiamos e aplicamos um amarelo mais claro.

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ACESSÓRIOS

Hora dos acessórios. Buscamos o cabo do chicote na imagem do cavalete. Contornamos o pé com a Seleção Rápida e teclamos Ctrl + C e Ctrl + V para levá-lo para uma nova camada. Renomeamos a camada para chicote. Giramos e redimensionamos o objeto para adequá-lo à mãocorrespondentes da modelo usando as ferramentas do menu Editar > Transformação.

EMPUNHADURA 11

Em seguida, arrastamos a camada chicote para baixo da camada luvas e bota. Para aprimorar o detalhe da mão pegando o chicote, com o Laço, contornamos os dedos da mão da direita na camada luvas e botas, teclamos Ctrl + C e Ctrl + V para criar uma nova camada, que denominamos dedos, e os deslocamos para perto da mão esquerda. Pelo menu Editar > Transformação > Virar Horizontalmente invertemo s a posição dos dedos.

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DETALHE DA MÃO

Passamos à camada dos dedos para baixo da camada do chicote. Voltamos para a camada luvas e botas e, com a Borracha , apagamos parte da mão. De volta à camada dedos , copiamos mais dois para completar a mão. Juntamos as camadas de dedos, selecionando-as e acionando o menu Camada > Mesclar Camadas .

DICAS INFO

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TELA WIDESCREEN 13

Redimensionamos a área da ilustração pelo menuImagem > . Na caixa de diálogo, escolhemos 39 de Tamanho da Tela de Pintura largura por 22 centímetros de altura, alinhando pelo canto inferior direito. Assim, criamos uma área na proporção de uma telawidescreen.

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CHICHOTE

Para traçar o chicote, criamos uma nova camada e, com a ferramenta Caneta, ajustada na opção Demarcadores, desenhamos o caminho do chicote. Ajustamos os pontos de ancoragem com a Seleção Direta. Clicamos em Definir Cor do Primeiro Plano e escolhemos um vermelho puro. Nas opções de Pincel, buscamos os caligráficos e escolhemos o 28, com 20 pixels de diâmetro. No menu da aba Demarcadores, ficamos com Traçar Demarcador. Na caixa de diálogo, escolhemos Pincel e marcamos Simular Pressão.

ESCUDO

Criamos uma nova camada para 15 construir o escudo. Com a ferramenta Letreiro Elíptico, desenhamos uma forma oval em vermelho e a inclinamos com a opção correspondente do menu Editar > Transformação. Ajustamos a opacidade para 70%. Abrimos a aba Demarcadores, clicamos em Criar Demarcação de Tarefa a Partir da Seleção. Voltamos para a camada chicote. Na aba Demarcadores, clicamos em Traçar Demarcador.

DETALHE DO ESCUDO Com o demarcador 16

selecionado, abrimos o menu Editar > Transformação de Demarcador > Redimensionar. Na barra de opções, com o cadeado fechado, reduzimos a altura do oval em 50%. Em Demarcadore s, clicamos em Traçar Demarcador com Pincel. Movemos a camada chicote para baixo da camada modelo.

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DICAS INFO

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A VEZ DAS ALÇAS

O próximo passo é duplicar duas vezes a camada do cabo do chicote para criar as alças que prendem o escudo ao braço da modelo. Posicionamos os elementos no lugar apropriado, giramos com as ferramentas do menu Editar > Transformação e, em seguida, selecionamos as três camadas no painel correspondente, clicamos sobre a seleção com o botão direito do mouse e escolhemos a opção Mesclar Camadas. Em seguida, renomeamos a camada resultante para suporte. Com o Laço Poligonal, desenhamos as alças sobre o braço da modelo. Ativamos o Conta-gotas e escolhemos um tom de cinza. Criamos, em seguida, uma nova camada acima da que contém as luvas e as botas e pintamos as alças. Com um Pincel do tipo difuso e opacidade próxima a 60%, aplicamos brilho e sombra.

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COLOCAÇÃO DO CENÁRIO

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SOMBRAS

Na etapa seguinte cuidamos da ambientação . Abrimos a imagem da cidade e a arrastamos para a ilustração , criando uma nova camada automaticamente. Alinhamos a cidade pelo canto inferior esquerdo e a redimensionamos.

Para aplicar o tom sombrio que caiu bem no cenário, fomos ao menu Filtro > Acabamento > Efeitos de Iluminação . Na caixa de diálogo correspondente, escolhemos o efeito, ajustamos o eixo e demos OK. Esse efeito fez uma boa diferença.

EFEITOS DE ILUMINAÇÃO Para aplicar certos efeitos de 19

iluminação, precisamo s mudar o modo de cores do arquivo de CMYK para RGB. Fizemos isso pelo menu Imagem > Modo > Cores RGB. Na caixa de diálogo de confirmação , que surge depois dessa ação, ficamos com a opção Não Mesclar.

DICAS INFO

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DE AMARELO 21 PARA AZUL

Antes de mudar a cor da roupa, selecionamos as camadas maio e luvas e botas e as mesclamos (Camadas > Mesclar Camadas). Acionamos o menu Imagem > Ajustes > Inverter para trocar o amarelo pelo azul. Em seguida, voltamos a Ajustes e escolhemos Cor Seletiva. Nessa caixa de diálogo, marcamos a opção Absoluto. No canal Azuis, movemos o controle de preto para 95%. Repetimos o processo na camada dos dedos.

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REMOÇÃO DE REBARBAS Em seguida, procedemos à exclusão

das rebarbas, selecionando o fundo com a Varinha Mágica . No menu Selecionar , primeiro escolhemos Semelhante . Depois, no mesmo menu Selecionar , elegemos Modificar > Expansão e expandimos em 3 pixels. Voltamos, mais uma vez, ao menu Selecionar > Modificar e escolhemos Difusão . Aplicamos 2 pixels para suavizar o corte e teclamos Delete .

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BRONZEADO

Nossa personagem também precisava de um bronzeado. Na camada modelo, acionamos Imagem > Ajustes > Variações, marcamos a opção Tons Médios e clicamos nas várias opções até chegar num tom de pele mais moreno.

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DICAS INFO

CAMADA 24 BRILHO

Na camada modelo , pegamos o fundo com a Varinha Mágica . Vamos à camada maio , acionamos Selecionar > Semelhante e, depois, Inverter , para pegarSelecionar só a roupa.> Ativamos Modificar > Contração e calibramos para 10 pixels. De novo em Selecionar > Modificar , ficamos com Difusão e ajustamos Raio de Difusão para 3 pixels. Toda essa preparação é para a aplicação de brilhos. Em seguida, criamos uma nova camada, que chamamos de brilho .

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REFLEXOS

Na camada dos brilhos, com um pincel difuso grande, de cerca de 200 pixels e opacidade de 85%, movemos o mouse do lado de fora do braço para pintar dentro. Se a marca de seleção estiver atrapalhando, esconda-a teclando Ctrl + H. Utilizamos o mesmo recurso nas demais áreas da roupa e da pele, alterando a cor e o tamanho do pincel de acordo com a necessidade. Selecionamos áreas da pele com o Laço e aplicamos brilhos e sombras em branco, vermelho e marrom.

TOQUE FINAL 26

Por fim, avivamos o chicote e o escudo. Nessas camadas, aplicamos o filtro Desfoque Gaussiano em 5 pixels ( Filtro > Desfoque > Desfoque Gaussiano). Em seguida, acionamos Camada > Estilo de Camada > Brilho Externo. Na caixa de diálogo, escolhemos Modo de Mesclagem Normal, 100% de opacidade, cor magenta, 1% de expansão e tamanho de 45 pixels. Está pronta a ilustração.

DICAS INFO

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dicas e tutoriais I vídeos

FILMINHOS MAIS BEM-ACABADOS POR LUCIA REGGIANI A versão Extended do CS3 também edita vídeos quadro a quadro

O

Photoshop CS3 dá conta apenas do tratamento de fotografias. Mas a versão Extended do produto possui também recursos de edição de imagens em filmes, característica que o torna uma opção atraente para profissionais de outras áreas, como cinema, vídeo, multimídia, medicina, ciências, engenharia e arquitetura. O programa trabalha com formatos de vídeo AVI, MOV e MPEG-4, em sintonia com o

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IMPORTAÇÃO

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MARCA D’ÁGUA

Importamos um vídeo AVI numa camada de vídeo, acionandoArquivo> Importar> Quadro de Vídeopara Camadas. Na caixa de diálogo, marcamos Somente Intervalo Selecionadoparar selecionar um trecho (ou Do Início ao Fim para importar todo o vídeo). Caso tenho escolhido a primeira opção, defina o trecho em que quer trabalhar e clique OK.

player Quick Time, da Apple. Veja como fazer a edição básica de um filme.

Neste exemplo, vamos incluir uma marca d’água. Para isso, criamos uma nova camada (Camada > Nova > Camada) e, com a ferramenta Texto, escrevemos uma palavra em um tom de cinza. Depois, ajustamos a opacidade da camada para dar transparência. Arrastamos a camada para o topo para que a marca ficasse visível em todos os quadros.

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PALETA ESPECIALIZADA

Feito isso, observe, na paleta correspondente, que cada quadro do filme está numa camada, facilitando a edição individual. Vá ao menuJanela > Animação para trazer a linha do tempo. Por ela, selecionamos trechos do filme para aplicar os ajustes quadro a quadro.

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DICAS INFO

dicas e tutoriais I animação

COMO UM DESENHO ANIMADO Crie animações com fotografias, efeitos e textos sem sair do Photoshop LUCIA REGGIANI

O

Photoshop CS3 tem outro recurso bacana . É a possibilidade de criar animações com camadas de imagens, textos e ilustrações e alterando-as para que ganhem movimento. Na versão Extended, a paleta de animação pode ser exibida na forma de quadros ou linha do tempo, enquanto na versão básica encontra-se apenas a visualização frame a frame. Neste tutorial, criaremos uma animação para a web na qual um texto aparece em um fundo iluminado por raios. Em ação: animação salva em MPEG-4 é exibida no QuickTime

1

INÍCIO DA ANIMAÇÃO Para fazer a animação, criamos um novo arquivo de 640 por 480 pixels. Pelo menu

Janela , abrimos as paletas Camadas e Animação . Abrimos a imagem de fundo, um céu com raios, numa nova camada. Com a ferramenta Mover , arrastamos a imagem para o fundo e a ajustamos à tela. Fechamos a imagem srcinal.

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DICAS INFO

CÉU MAIS VIVO

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Para dar um tom mais vivo ao céu, acionamos Imagem > Ajustes > Variações. Na caixa de diálogo, aplicamos Mais Azul. Como vamos animar os raios, criamos uma cópia da imagem, clicando com o botão direito e escolhendo Duplicar Camada. Na nova camada, apagamos os raios com Carimbo o uso da . ferramenta

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GRADIENTE DE VERMELHO

Criamos uma camada acima da pasta CÉU que denominamosTela. Com a ferramentaLetreiro Retangular, traçamos um retângulo nessa camada. Clicamos em Ferramenta Degradê. No quadradinhoDefinir Cor do Plano de Fundo na barra de ferramenta, aplicamos um tom vermelho. No quadradinho Definir Cor do Primeiro Plano, aplicamos branco. Na barra de opções do Degradê, escolhemos o padrão criado noSeletor de Degradêe a opçãoDegradê Diamante. Com isso, traçamos uma pequena diagonal no quadrado desenhado, criando um brilho.

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ORGANIZAÇÃO DAS CAMADAS

Para organizar o trabalho, renomeamos as camadas para Com raio e Sem raio. Criamos uma pasta denominada CÉU (Camada > Nova > Agrupar) e arrastamos as camadas com e sem raio para dentro dela.

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UM POUCO DE ESTILO

Na paleta Camadas, clicamos em Adicionar um Estilo de Camada(é o botão com o símbolo fx na parte inferior do painel) e escolhemos Chanfro e Entalhe. Na caixa de diálogo seguinte, ajustamos os parâmetros Tamanho e Ângulo. Marcamos Brilho Externo na lista à esquerda, acertamos o tamanho e demos OK. Salvamos o trabalho em formato PSD.

DICAS INFO

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COMEÇO DO TEXTO Em seguida, clicamos na ferramenta

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SEGUNDA PARTE DO TEXTO Escrevemos a palavra TV em um tom de cinza. Na paleta

Texto e digitamos a palavra NA com uma fonte manuscrita grande em tom azul. Na paleta Camadas, clicamos em Adicionar um Estilo de Camada. Aplicamos Chanfro e Entalhe e, depois, marcamos a opção Sombra Projetada.

Caractere, ajustamos o Espaçamento Entre os Caracteres Selecionados para -100, escolhemos fonte de 200 pontos (opção Definir o Tamanho da Fonte ) e a achatamos em 80% (opção Achatar Verticalmente). Clicamos na camada NA na paleta camada e acionamos o menu Camada > Estilo de Camada > Copiar Estilo de Camada. Selecionamos a camada TV e colamos o estilo (Camada > Estilo de Camada > Colar Estilo de Camada). Salvamos o trabalho.

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INÍCIO DA ANIMAÇÃO Nesse momento, podemos começar a animar. Observe que, na linha do

tempo, todas as camadas e seus ajustes estão registrados. Na par te inferior, clicamos no ícone do filme para mudar para a visualização quadro a quadro.

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DICAS INFO

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PRIMEIROS QUADROS

Nos quadros da animação, só aparecem as camadas que estão visíveis na paleta de camadas. Assim, visível apenas a do céu semdeixamos raios. Clicamos em Duplicar Quadro Selecionado na barra inferior da paleta de animação e, em seguida, tornamos visível a camada da tela. Nessa camada, ajustamos a opacidade para 5% para deixá-la bem transparente.

ADIÇÃO DE QUADROS 10 Duplicamos o quadro 2 e calibramos a opacidade da tela para 100%. Com o Shift pressionado, selecionamos os quadros 2 e 3 e clicamos no botão Transição (é o quinto na paleta Animação, da esquerda para a direita). Na caixa de diá logo, ajustamos para 20 os quadros a adicionar. Deixamos marcadas as demais opções-padrão para abranger todas as camadas visíveis.

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ANIMAÇÃO DO TEXTO

O Photoshop criou os quadros que fazem a tela aparecer. No último quadro da seqüência, deixamos visível a camada NA e o duplicamos. Na cópia, demos visibilidade à camada TV. Duplicamos esse quadro. Voltamos um quadro (ao de número 24) e empurramos a palavra TV para fora da borda superior da cena.

DICAS INFO

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E SEM RAIOS 12 COM Selecionamos o quadro em que a palavra TV foi ocultada e o quadro seguinte e clicamos em Transição. Ajustamos o número de quadrosquadro, para 10abrimos e demosa pasta OK. NoCÉU último e deixamos visível apenas a camada com raios. Duplicamos o quadro e, nesse novo quadro criado, ocultamos a camada com raio. Selecionamos os quadros 36 e 35 e os duplicamos.

DE TEMPO 13 AJUSTES Por padrão, cada quadro na animação do Photoshop fica com tempo de exposição de 10 segundos. É muito. Para ajustar o tempo, selecionamos todos os quadros, clicamos na seta ao lado do tempo e escolhemos 0,2 (segundo). Depois, calibramos o tempo mais detalhadamente. Ajustamos a duração do primeiro quadro para 1 (segundo) e a do quadro 23 para 2 (segundos). Do quadro 24 ao 34 , estabelecemos 0,1 (segundo). Para cada raio, demos 0,5 (segundo). Salvamos.

HORA DO 14 ACABAMENTO Para concluir, acionamos o menu Arquivo > Exportar > Aplicar Acabamento em Vídeo . Na caixa de diálogo, selecionamos a pasta de gravação, escolhemos o formato MPEG-4 (você pode escolher outro, de sua preferência) e clicamos em Aplicar Acabamento . É o que basta para que o Photoshop crie a animação.

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DICAS INFO

dicas e tutoriais I 3D

OBJETOS EM TRÊS DIMENSÕES O Photoshop CS3 Extended abre e manipula objetos 3D e possibilita a edição de texturas POR LUCIA REGGIANI

Texturas: versão

Extended se encarrega da edição de texturas em objetos 3D

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anipular objetos 3D não é tarefa para o Photoshop? Ledo engano. Na edição CS3 Extended, o programa de tratamento de imagens abre e manipula objetos 3D e edita as texturas aplicadas no software em que foram criados. A solução da Adobe trabalha com os formatos 3DS, do 3D Studio MAX; DAE, do Collada; e KMZ, do Google Earth, entre outros.

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ARQUIVO ABERTO

Para conhecer um pouco mais o recurso, neste tutorial vamos trabalhar numa embalagem. Abrimos o arquivo 3DS por meio do menu Arquivo > Abrir Como. Na caixa de diálogo, aceitamos as dimensões e demos OK. O Photoshop leva algum tempo lendo o modelo 3D.

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DICAS INFO

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POSICIONAMENTO

O objeto é importado já com uma textura, e nosso objetivo é alterá-la. Acionamos o menu Camada > Camada 3D > Transformar Modelo 3D para acessar a barra de opções. Alternamos cliques nos ícones Girar, Rolar e Arrastar dessa barra para reposicionar o objeto em relação a seu eixo.

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NOVAS FORMAS

Clicando no botão Configurações de Seção Transversal, é possível explorar novas formas do objeto. Ao marcar a caixa Ativar Seção Transversal, podemos fatiar a imagem de acordo com o eixo e a orientação. Podemos experimentar os efeitos, deslizando os controles de Deslocamento e Inclinação. Feitas as alterações, clicamos em Confirmar Transformação na barra de opções.

SELEÇÃO DA TEXTURA 4

Em seguida, começamos a edição da textura, dando um duplo clique no nome dela na paleta Camadas. Em seguida, clicamos no ícone Ir Para o Bridge na barra de opções (se ela não estiver aparente, clique em Visualizar > Opções). No Bridge, clicamos duas vezes sobre a nova textura para abri-la.

DICAS INFO

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APLICAÇÃO DA TEXTURA

A textura é composta de uma camada e uma pasta. Selecionamos as duas e acionamosMesclar Camadas. TeclamosCtrl + A para selecionar eCtrl + C para copiar a nova textura. Voltamos para a textura srcinal, redimensionamos e colamos o conteúdo da nova. Fechamos e salvamos as texturas.

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UM POUCO DE LUZ Feito isso, o Photoshop aplica a nova textura, mas, no nosso caso, o objeto está escuro. Falta luz sobre ele.

Para iluminá-lo, acionamos Camada > Camadas 3D > Transformar Modelo 3D. Clicamos em Configurações de Iluminação e Aparência. Ficamos com a opção Luzes Diretas e confirmamos.

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PREPARAÇÃO PARA O RÓTULO

Passamos, em seguida, à edição do rótulo. Criamos uma nova camada e acionamos o menu Filtro > Ponto de Fuga. Com a ferramenta Criar Plano (é o segundo ícone na barra lateral), contornamos as arestas frontais da caixa, produzindo uma grade. Repetimos a operação na lateral e no topo do objeto.

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DICAS INFO

SELEÇÃO DO RÓTULO

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Voltamos ao Bridge e buscamos o rótulo. Observe que o arquivo traz imagens para cada face da caixa. Aproximamos a imagem e, com a ferramenta Letreiro Retangular , selecionamos a frente. Clicamos em Editar > Copiar .

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APLICAÇÃO DA FRENTE

Voltamos ao arquivo da caixa, criamos uma nova camada e a renomeamos como frente. Abrimos o menu Filtro > Ponto de Fuga e teclamos Ctrl + V para colar. Arrastamos a imagem para o centro da grade e, depois, para o canto. Assim, fica mais fácil redimensioná-la.

OUTRAS FACES

Mudamos o tamanho 10 do rótulo, acionando o menu Editar > Transformação > Redimensionar. Com a tecla Shift pressionada, ajustamos o tamanho da textura à parte da frente do desenho da caixa. Voltamos ao arquivo do rótulo e repetimos os processos descritos nos passos 8 e 9 para copiar e colar os rótulos na lateral e no topo da caixa.

DICAS INFO

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ESCOLHA

11 DO FUNDO Na seqüência, acrescentamos um fundo para valorizar o objeto. Criamos uma nova camada e a arrastamos para baixo do objeto 3D. Clicamos em Definir Cor do Primeiro Plano e escolhemos um azul-escuro. Para a cor do plano de fundo, prefirimos um azul-claro.

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GRADIENTE DE CORES

Acionamos a ferramenta Degradê e, para aplicar o gradiente, traçamos uma linha diagonal sobre a imagem. Colocamos nossa embalagem sob os holofotes, acionando Filtro > Acabamento > Efeitos de Iluminação. Na caixa de diálogo, ajustamos a incidência da luz.

DA SOMBRA 13 DESENHO Criamos uma nova camada e a arrastamos para a posição entre o objeto 3D e o fundo. Nela, montamos uma sombra. Com o Laço Poligonal, desenhamos uma área pouco maior do que a base da caixa. Pintamos essa área de preto e cancelamos a seleção teclando Ctrl + D.

NATURAL 14 TOQUE Com isso, o trabalho ganhou destaque, mas ainda falta um toque final. Vamos ao menu Filtro e escolhemos Desfoque Gaussiano com raio de 18 pixels. Calibramos a opacidade da camada para 75%, dando um ar mais natural ao sombreado. Salvamos o trabalho.

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DICAS INFO

dicas e tutoriais I produtividade

TRABALHERÁPIDO NO PHOTOSHOP Truques para aumentar a produtividade no uso da ferramenta de edição de imagens da Adobe POR ERIC COSTA

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o mundo da edição de imagem, o Photoshop é uma unanimidade, com interface e recursos copiados pelos concorrentes e uma legião de fãs entusiasmados. Na hora de automatizar tarefas chatas, o programa também não faz por menos.Confira, a seguir, três truques para ganhar tempo no trabalho de tratamento de fotografias.

REPETINDO EFEITOS

Uma técnica simples, mas pouco usada no Photoshop, é a criação de ações para repetição de tarefas. Assim, quem vive redimensionando imagens, por exemplo, pode criar uma ação e associá-la a um Ações atalho(se de ele teclado. Para isso, acesse o painel não estiver visível, clique em Janela e selecione Ações). Clique no botão Criar Nova Ação (é o quinto botão na parte inferior do painel). Na tela que surge, dê um nome para a ação e escolha um atalho de teclado. Depois, clique em Gravar e repita o processo que será gravado. Quando concluir, clique no botão Interromper Execução/ Gravação do painel Ações.

OPERAÇÕES EM LOTE

Com as ações, o Photoshop também pode fazer alterações em lote nas imagens, poupando ainda mais tempo. Para isso, antes de tudo você terá de criar uma ação para a operação que quer aplicar ao lote de imagens. Depois, acesse o menu Arquivo> Automatizare, depois,Lote. Na janela que surge, escolha a ação que será aplicada às imagens, a pasta em que estão os arquivos que serão modificados e uma segunda pasta, caso não se queira sobrescrever as fotos srcinais. Clique emOK e pronto.

ROTAÇÃO AUTOMÁTICA

Um problema clássico ao digitalizar uma foto é o resultado não ficar alinhado. Fazer a rotação é fácil, mas o Photoshop conta com uma técnica para descobrir o ângulo correto. Use a ferramentaRégua e crie uma linha rente à parte superior da imagem desalinhada. Depois, acesse o menu Imagem, a seguirGirar Tela de Pintura e, então, Arbitrário. O ângulo de rotação correto será preenchido com base no que foi estimado pela ferramenta Régua.

DICAS INFO

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programas econômicos I paint.net

UPGRADENO PAINT O Paint.Net é uma opção gratuita para editar imagens com recursos de primeira POR ERIC COSTA

O

Paint.Net combina ótimos recursos, interface bem bolada e boa velocidade, tudo em um download de apenas 1,6 MB. O programa começou como projeto de estudantes da Washington Paint.Net: suporte a State University usando o pacote .Net Framework, da camadas e efeitos artísticos Microsoft, e suas boas bibliotecas de tratamento de imagens. A idéia era criar uma alternativa ao Paint do camadas, um dos itens que diferenciam um programa Windows. Depois de concluído o projeto, os desen- completo de um aplicativosimples para leigos. Tamvolvedores, já formados, continuaram a lançar novas bém inclui níveis infinitos de desfazer refazer e , filtros versões do Paint.Net. Ele não substitui o Photoshop, prontos, ferramentas de pintura e efeitos artísticos. claro, mas permite edição avançada deimagens sem O principal ponto forte do Paint.Net é sua ingastar nada. O Paint.Net traz, porexemplo, edição em terface. Desde a primeira versão, o visual do pro-

PAINT.NET 3.31 FABRICANTE O QUE É PRÓ

Paint.Net Team

CONTRA

Não trabalha com cores CMYK e as funções para edição em camadas são muito primárias

Editor de imagens Interface amigável e funções típicas de programas profissionais

grama foi modificado, mesclando a facilidade de editores simples, como o Paint do Windows, com as ferramentas encontradas em programas como o Photo Paint, da Corel. O Paint.Net pode substituir o Paint como o software usado ao escolher a opção Editar, quando se clica com o botão direi to do mouse em uma imagem. É uma troca praticamente sem perdas, pois o Paint.Net não é muito mais

pesado que o utilitário do Windows e conta com muitos recursos extras. Um ponto fraco é que ele não abre nativamente arquiv os em formatos como COMPATIBILIDADE 6,5 o PSD, do Photoshop, e o CPT, do Corel Photo Paint. Aceita os padrões mais comuns na web. Não abre nativamente arquivos PSD Para continuar uma edição em camadas iniciada (Photoshop) ou CPT (Corel Photo Paint) num desses programas, o usuário terá de salvar e FACILIDADE DE USO 8,0 carregar cada camada separadamente ou usar um Visual simples, comferramentas bem dispostas plug-in que converte arquivos PSD com limitações. PREÇO (R$) gratuito A edição em camadas é um tanto primitiva. Não ONDE ENCONTRAR www.info.abril.com.br/download/4149.shtml é possível criar camadas de ajuste, por exemplo. AVALIAÇÃO TÉCNICA(1) 7,5 E não há uma maneira de visualizar duas ou mais CUSTO/BENEFÍCIO imagens ao mesmo tempo. Para quem quiser mais (1) MÉDIA PONDERADA CONSIDERANDO OS SEGUINTES ITENSRESPECTIV E OS PESOS: RECURSOS recursos, o programa tem suporte a plug-ins, com (50%), COMPATIBILIDADE (25%) E FACILIDADE DE USO (25%). cerca de 140 opções disponíveis. RECURSOS

7,8

Edição básica em camadas, filtros e efeitos artísticos

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DICAS INFO

programas econômicos I GIMP

VAI DEGIMP? Reforma na interface deixa ocódigo editoraberto de mais fácil de usar POR ANDRÉ CARDOZO

GIMP: nova interface permite o trabalho com menus e paletas

C

riado por dois estudantes da universidade deturas que podem ser aplicadas às imagens editadas. Berkeley, Estados Unidos, em 1996, o GIMP é oAs imagens podem ser exportadas nos formatos mais mais tradicional aplicativo gráfico para Linux,populares, como GIF, JPEG, BMP, TIFF e PNG. além de ter também versão para Windows. Durante Um recurso importante que ainda não foi incormuitos anos, o programa se saiu bem na variedade de porado à interface do GIMP é o processamento de recursos, mas pecou na interface pouco intuitiva. Mas imagens em lote. Esse tipo de operação exige que o as últimas versões avançaram nesse quesito. usuário abra a janela de comandos e crie um script Fãs de longa data podem continuar a usar o botãona linguagem Script-Fu, usada para criar plug-ins padireito do mouse para acessar a maioria das funções.ra o GIMP. Outro ponto fraco do GIMP é a ausência Mas as versões mais recentes do GIMP trazem também de suporte ao modo CMYK. Isso inviabiliza o uso do a possibilidade de trabalhar por meio de menus e paleprograma para produção profissional de imagens que tas semelhantes às de outros programas gráficos. serão impressas em gráficas. Em termos de recursos, oprograma não fica muito atrás de outros editores gráficos, como Photoshop ou Paint Shop. O GIMP trabalha com camadas, caminhos, THE GIMP 2.4 GIMP Team filtros, canais e texturas, e traz as tradicionais ferra- FABRICANTE O QUE É

Editor de imagens

mentas de edição e pintura. Um mérito do programaPRÓ Faz uso eficiente do botão direito do mouse é possuir atalhos para as ferramentas maisadas us no CONTRA Não trabalha com cores CMYK dia-a-dia. Um bom exemplo disso é a ferramenta deRECURSOS 8,0 inversão de eixo, que éacessada diretamente da barra Suporta canais, filtros, camadas e paths de ferramentas. Além das boas funções para edição,INTERFACE 7,5 Paletas podem ser agrupadas o GIMP traz objetos gráficos prontos para uso. Esses 7,0 elementos vêm a calhar, principalment e se a idéia for EXTRAS Capturador de telas e gerador de botões criar um website em poucos dias. PREÇO (R$) gratuito O programa tem um gerador de botões que combiONDE ENCONTRAR www.info.abril.com.br/download/1825.shtml na o texto digitado pelo usuário com fundos adequa(1) 7,7 dos para botões arredondados e com bordas. Há umAVALIAÇÃO TÉCNICA assistente semelhante para criação de logotipos. Ele CUSTO/BENEFÍCIO MÉDIA PONDERADA CONSIDERANDO OS SEGUINTES ERESPECTIVOS PESOS: RECURSOS mescla mais de 20 tipos de textura com as palavras do(1) (45%), INTERFACE (45%) E EXTRAS (10%). logotipo desejado. O GIMP traz ainda mais de 60 tex68

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DICAS INFO

programas econômicos I variados

É SÓ BAIXARE USAR

Três outras opções para organizar, editar e até compartilhar fotos

OS EFEITOS DO PICASA2

A novidade mais recente doPicasa2 é a transferência de fotos para o serviço Picasa Álbum da Web. Para fazer isso, é só escolher a foto e clicar no botão de atalho na parte inferior da tela. O Picasa2 se encarrega de autenticar o usuário e fazer o upload do arquivo. Além das opções de edição básicas, o programa traz 12 efeitos especiais. Para facilitar a navegação, o usuário pode classificar as melhores fotos com uma estrela. Posteriormente, pode usar essa informação como um filtro para visualizar apenas as imagens marcadas.EM PORTUGUÊS www.info.abril.com.br/download/4046.shtml

AVALIAÇÃO TÉCNICA 8,0 CUSTO/BENEFÍCIO

O IRFANVIEW É RÁPIDO

OS DETALHES DA GALERIA Resposta da Microsoft ao Picasa, aWindows Live Photo Gallery é praticamente uma cópia do programa do Google. O aplicativo usa tags e estrelas para classificar as imagens e traz ferramentas de edição básicas. A maior diferença em relação à Galeria de Fotos do Vista, organizador de fotos nativo do sistema operacional, é a integração com serviços online. A Windows Live Photo Gallery agiliza a publicação de fotos no Spaces, plataforma de blogs e fotos da Microsoft, e no Flickr, serviço do Yahoo!. Na interface, o principal diferencial é a prévia das imagens, exibida assim que o mouse é posicionado sobre um item. Ela mostra uma versão maior da imagem selecionada e também informações como rótulos e tamanho do arquivo. EM INGLÊS

O freewareIrfanViewfez sua fama como visualizador de imagens competente na época em que o Windows deixava a desejar nessa área. Depois, alguns dos seus recursos foram incorporados ao sistema operacional. Mas o IrfanView ganhou outras ferramentas e ainda é uma mão na roda para retoques simples e operações em lote. A versão atual conserva a rapidez característica do programa e é bem mais leve do que o Picasa e o Windows Live Photo Gallery. EM INGLÊS www.info.abril.com.br/download/800.shtml

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,3 CUSTO/BENEFÍCIO

www.info.abril.com.br/download/5032.shtml

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,7 CUSTO/BENEFÍCIO

DICAS INFO

I 69

na web I edição

AJUSTEDE BRILHO É SÓ O COMEÇO A nova geração de serviços de edição se encarrega até da execução de ajustes complexos nas imagens POR MARIA ISABEL MOREIRA

S

e você ainda acha que os programas de edição online de fotos não vão além dos acertos básicos de brilho e contraste e da remoção de olhos vermelhos é melhor rever seus conceitos. Os serviços mais recentes incluem ferramentas be m mais avançadas, capazes de fazer muita diferença no trabalho com as imagens. A maioria desses se rviços ainda está em fase beta, mas não decepciona. Confira a avaliação de 14 soluções que dispensam a instalação de qualquer p rograma em seu computador.

EDIÇÃO COMPLETA

Não é preciso nem se registrar para editar imagens com o FotoFlexer. A descomplicação estende-se ao uso. Todos os recursos do serviço estão reunidos em abas — Basic, Effects, Decorate, Animations, Beautify, Distort, Layers, Geek. É só selecionar uma delas e, em seguida, o recurso desejado. Há vários deles. A lista de efeitos, por exemplo, traz 23 opções customizáveis. Entre as ferramentas avançadas, reunidas na aba Geek, há opções para fusão, recorte, redimensionamento, alteração e ajustes de tonalidade em curvas. Quem se dispuser a fazer o cadastro conta com recursos extras, entre eles a possibilidade de usar a interface em português, o modo de imagem em alta resolução e a de salvar as fotos tratadas diretamente em alguns dos principais serviços de compartilhamento.EM INGLÊS E PORTUGUÊS http://fotoflexer.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 8,5 CUSTO/BENEFÍCIO

PARA PEQUENOS REPAROS

O Snipshot é leve e quebra um bom galho na hora de editar uma foto armazenada no PC ou exibida em alguma página da web. O serviço faz operações básicas como redimensionamento, recorte, rotação e acertos de exposição, contraste, saturação, tonalidade e definição. Os efeitos restringem-se à conversão para tons de cinza. Para aplicar artifícios mais elaborados é necessário assinar o serviço Pro, que sai por 9 dólares mensais. A foto modificada pode ser salva no próprio computador nos formatos PNG, JPEG, GIF, TIFF, PDF e PSD e enviada por e-mail. O serviço também fornece link direto e códigos HTML. Registro? Para quê?EM INGLÊS http://snipshot.com

AVALIAÇÃOTÉC NICA 7,1 CUSTO/BENEFÍCIO

70 I DICAS INFO

INTEGRAÇÃO NOTA 10

O Picnik é o destino dos usuários do Flickr quando eles clicam na opção Editar. Mas o serviço também está à disposição de qualquer internauta e dispensa a necessidade de registro. As ferramentas de tratamento de imagem incluem recorte, redimensionamento, rotação, correção de olhos vermelhos, nitidez, cores e exposição. Mas não espere nada muito preciso. Os ajustes são para leigos, similares aos de programas como o Picasa. O interessante no Picnik são os recursos de criação, com efeitos, molduras, textos e formas. As correções de cor por curvas e nível são exclusivas dosedita usuários do fotos serviço Premium, que 24,95 dólares ano. O Picnik e salva armazenadas no custa PC, em qualquer sitepor da web ou nos serviços Webshots, Facebook, MySpace, Freewebs, Picasa Álbum da Web ePhotobucket, além do Flickr.EM PORTUGUÊS www.picnik.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,5 CUSTO/BENEFÍCIO

COMO NO PHOTOSHOP

O design profissional e limpo do Splashup, no estilo Photoshop, é um conforto para quem está acostumado a trabalhar com programas de edição de imagens no computador. As paletas até podem ser movimentadas na tela como no programa da Adobe. Nos recursos, o Splashup também não faz feio, apesar de não ter a riqueza de funções de outras ferramentas concorrentes. O grande destaque é a possibilidade de trabalhar com camadas. O serviço busca e salva imagens no PC ou nos serviços Flickr, Facebook e Picasa, além do próprio Splashup. EM INGLÊS

O PHOTOSHOP FOI PARA A WEB A Adobe também se rendeu à web. A versão online de sua ferramenta de edição de fotos tem o sugestivo nome Photoshop Express. É claro que ninguém vai encontrar na internet as sofisticadas que fazem a ferramentas fama do software usado por dez entre dez profissionais da fotografia, mas a solução online mais do que quebra o galho quando o objetivo é fazer pequenos retoques ou dar uma incrementada numa foto. Bem organizado, o Express separa as ferramentas por grupo (basics, tuning e effects).

http://www.splashup.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,6 CUSTO/BENEFÍCIO

Na maioria dos casos, você altera a imagem selecionando uma das sugestões apresentadas pelo programa. O Photoshop Express conversa com o Facebook, o Flickr, o Photobucket e o Picasa. EM INGLÊS www.photoshop.com/express

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,9 CUSTO/BENEFÍCIO

DICAS INFO

I

71

Devotado ao Flickr

DIRETO PARA O COMPARTILHAMENTO

Quer mandar a foto para o Flickr, mas precisa dar um trato antes? O Pixenate manipula imagens guardadas no PC ou armazenadas no Facebook e, depois de modificadas, elas podem ser salvas em disco ou enviadas diretamente para o Flickr. O serviço também trabalha com qualquer imagem da web. É só indicar sua URL completa. Mas o Pixenate tem alguns problemas: é lento e a janela de edição não é boa — dependendo do arquivo, é preciso lançar mão das barras de rolagem. Fora isso, o uso das ferramentas não é tão amigável como em soluções similares. O serviço não exige registro. EM ESPANHOL http://pixenate.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,0 CUSTO/BENEFÍCIO

Muitos serviços de tratamento de imagem integram-se ao Flickr. O Preloadr vai além e trabalha exclusivamente para o serviço de compartilhamento do Yahoo! Portanto, é condição básica ter uma conta do Flickr para usar seus recursos — entre eles, o uso de camadas e filtros. No próprio Preloadr é possível acrescentar ou editar título, tags e descrição, além de definir se a imagem será pública ou privada. Usuários da versão básica do Flickr enviam os arquivos modificados como novas imagens. Quem usa a versão Pro pode substituir as fotos srcinais pelas editadas. EM INGLÊS

http://preloadr.com

EFEITOS DE MONTÃO

No Picture2Life, o upload pode ser feito também por e-mail. Dessa forma, fica fácil enviar fotos tiradas com a câmera integrada ao smartphone. A comodidade é complementada por uma oferta de recursos de edição e transformação surpreendente. Há uma coleção de ajustes rápidos e uma série de exemplos que podem ser aplicados às imagens. O interessante é que os ajustes e efeitos que mais agradam podem entrar para as galerias Favorites e My Effects. Mas o trabalho de edição é um pouco lento. O serviço permite a produção de coleções e a confecção de colagens e animações com fotos selecionadas. As imagens trabalhadas pelo Picture2Life podem ser salvas no próprio serviço, descarregadas para o PC ou compartilhadas em sites e ser viços. Antes de exibi-las, você ainda pode gravar uma mensagem de voz. EM INGLÊS www.picture2life.com

AVALIAÇÃOTÉCNIC A 7,8 CUSTO/BENEFÍCIO

72

I

DICAS INFO

AVALIAÇÃOTÉCNI CA 7,4 CUSTO/BENEFÍCIO

FOTOS MENORES

Apesar do nome, opic resize faz mais do que simplesmente redimensionar imagens. Ele corrige brilho e contraste, faz recortes e rotações e aplica uma meia dúzia de efeitos. Na hora de salvar, você pode escolher o formato (JPG, GIF e PNG) e a qualidade da imagem. Mas se o que quer fazer mesmo é altera as dimensões das imagens, vá até o pé da página e clique no link Batch Resize. Essa ferramenta permite selecionar múltiplas fotografias e reduzi-las para 75%, 50%

ARMAZENAMENTO COM EDIÇÃO O 72photos é, na verdade, um site de armazenamento, mas com alguns recursos a mais de edição. Mas vá com calma na aplicação dos efeitos. Nos testes, não descobrimos seexiste uma opção para desfazer as ações. Ou seja, experimentou e não gostou, tem de apagar a foto e fazer novamente o upload. As fotos tratadas podem

EM INGLÊS

ou 25% de tamanho srcinal. http://gui.picresize.com/picresize2 AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,2 CUSTO/BENEFÍCIO

baixadas como arquivo ZIP para oser computador ou compartilhadas em sites do gênero. Para alguns deles, o 72photos oferece integração automática. EM INGLÊS http://72photos.com

PERSONALIZAÇÃO É COM ELE

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,4 CUSTO/BENEFÍCIO

As ferramentas de correção não são o ponto forte doPIKIFX.com — elas restringem-se a recorte e redimensionamento. O atrativo desse serviço de tratamento são os efeitos e os elementos de decoração e personalização que permitem brincar com as imagens. As novas produções podem ser salvasem cinco formatos BMP ( , GIF, JPEG, PNG e TIFF), enviadas por e-mail ou publicadas em blogs, sites e fóruns com o uso dos códigos fornecidos.EM INGLÊS www.pikifx.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,3 CUSTO/BENEFÍCIO

DICAS INFO

I

73

Decore e compartilhe Se você precisa corrigir brilho, fazer recorte, mexer na saturação ou executar

RICO EM RECURSOS O visual do Cellsea é limpo e suas possibilidades de edição e transformação são muito superiores às de alguns outros serviços do gênero. A ferramenta de recorte, por exemplo, permite que se trace o cor te diretamente na imagem ou que se selecione um tamanho predefinido antes da delimitação da área que será destacada. Para as correções de cor, exposição e iluminação há um conjunto de 15 ferramentas, reunidas na aba Colors. Isso sem contar as opções de efeito e distorção. EM INGLÊS http://www.cellsea.com/media

AVALIAÇÃO TÉCNICA 8,0 CUSTO/BENEFÍCIO

qualquer outra operação de aprimoramento nas suas fotos procure outro serviço. Mas se está interessado apenas em brincar com a imagem experimente o Graphita. O foco do site são os pincéis, as legendas e os adesivos diferenciados. O site funciona também como uma área de hospedagem, oferecendo integração com diversos serviços de compartilhamento e códigos para postagem em outros sites, blogs e fóruns com os quais não faz conexão direta. EM INGLÊS http://www.graphita.com AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,0 CUSTO/BENEFÍCIO

PDF COMO SAÍDA O Phixr é outra solução que segue a tendência da integração entre serviços. Nesse caso, a lista de sites “compatíveis” inclui Facebook, Flickr, Fotopic.net, Photobucket, Picasa, Smugsmug , Webshots, Buzznet, DropShots e LiveJournal. Apesar da interface um tanto antiguinha, o Phixr se sai bem na oferta de ferramentas de edição, tratamento e modificação. As fotos podem ser salvas em JPEG, GIF e PNG. Os formatos PDF e OCR também estão entre as opções de saída. EM INGLÊS, ESPANHOL E ALEMÃO http://www.phixr.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,5 CUSTO/BENEFÍCIO

74 I DICAS INFO

na web I compartilhamento

MEMÓRIA

Três serviços para quem gosta de compartilhar álbuns na web

COLETIVA

POR MARIA ISABEL MOREIRA

DIRETO PARA O MAPA

Quando surgiu, oZooomrfoi apontado como um possível sucessor do Flickr. A previsão não onteceu ac — o serviço do Yahoo! continua liderando as preferências dos internautas —, mas o Zooomr tem uma série de recursos bacanas que valem o uso. O serviço oferece, por exemplo, suporte direto a geotagging. Ou seja, você pode marcar em um mapa o ponto onde suas fotos foram tiradas. Outro atrativo é que as páginas do serviço estão traduzidas para vários idiomas, entre elas o português. As fotos podem ser comentadas e sua visualização restrita a amigos e familiares. Quem quiser colocar fotos em blogs e sites pode obter seu código html.EM PORTUGUÊS pt-br.zooomr.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 8,0 CUSTO/BENEFÍCIO

REI DA POPULARIDADE O Flickr, do Yahoo!, é disparado o serviço mais popular de publicação de fotos na web. A interface leve e sem firulas é um de seus destaques. Além dela, o serviço atrai pela possibilidade de colocar álbuns em sites e blogs e de posicionar as fotos geograficamente em um mapa. O serviço também traz ferramentas para adicionar comentários. Assim como acontece com o bookmarking social del.icio.us, a integração com o Flickr é praticamente onipresente nos serviços de web 2.0 que integram imagens. EM PORTUGUÊS www.flickr.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 8,4 CUSTO/BENEFÍCIO

PONTO PARA O VISUAL Visual limpo e sistema seguro. Se você está em busca de um serviço com essas características, experimenteDPhoto o gratuitamente por 30 dias. Se gostar, pode assinar um dos planos Lite (3, 6, 12 ou 24 meses, com preços entre 10 dólares e 60 dólares) ou Pro (6, 12 ou 24 meses, entre 42 dólares e 154 dólares). O diferencial do serviço é o nível de controle sobre o uso das fotos. O serviço aceita uploads por e-mail e pode ser configurado para eliminar fotos duplicadas. As galerias podem ser protegidas por senha.EM INGLÊS www.dphoto.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,3 CUSTO/BENEFÍCIO

6,0

DICAS INFO

I 75

na web I armazenamento

ESPAÇO RESERVADO

Soluções de hospedagem de fotos para uso em sites, blogs e fóruns POR MARIA ISABEL MOREIRA

ESPAÇO E ALGO MAIS

O popularíssimoPhotobucketoferece aos usuários cadastrados em seu serviço gratuito 1 GB de espaço de armazenamento e 100 GB de tráfego mensal. Para cada imagem carregada, o serviço traz todos os links necessários para anexá-las onde quer que seja na web. Bem completo, o Photobucket oferece ainda ferramentas para edição básica de fotos. Para um tratamento mais detalhado, integra-se ao FotoFlexer. Slideshows? O serviço acionao FleKtor para realizar o trabalho. Os usuários podem ainda combinar fotos, vídeos, textos, adesivos e músicas em uma produção. EM INGLÊS http://photobucket.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 8,0 CUSTO/BENEFÍCIO

COM LINKS CURTOS

Não é preciso se cadastrar para fazer uploads no TinyPic. Basta entrar no site, selecionar o tipo de material a ser carregado (foto ou vídeo), inserir tags e, no caso das fotos, escolher um dos formatos. Quando conclui o trabalho, o site apresenta todos os links possíveis: HTML para uso em websites, código IMG para fóruns, URL para e-mails e mensagens instantâneas e um link direto. Detalhe: esse link é um endereço curto. Quem se registra pode fazer o upload de várias imagens ao mesmo tempo, criar álbuns e manter favoritos.EM INGLÊS http://tinypic.com

AVALIAÇÃOTÉCNIC A 7,8 CUSTO/BENEFÍCIO

BOA INTEGRAÇÃO

A opção gratuita do serviçoWebshotsgarante o upload de 1 000 fotos e 100 vídeos, além de mais 100 fotos por mês de registro. As imagens podem ser organizadas em álbuns públicos ou privados, postadas diretamente em redes sociais e blogs populares e visualizadas no próprio Webshots. O serviço oferece ainda códigos e link direto tanto para álbuns inteiros como para fotos individuais. Quer exibi-las na forma de slideshow? É só acionar o link correspondente. Entre as vantagens do serviço pago (2,49 dólares por mês) estão o upload e compartilhamento de 5 000 fotos.EM INGLÊS http://www.webshots.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 8,2 CUSTO/BENEFÍCIO

76 I DICAS INFO

na web I mashups

NO TEMPO DOS MASHUPS Três serviços que tornam a experiência com o popular Flickr muito mais agradável POR MARIA ISABEL MOREIRA FLICKR EM FLASH O visual do Flikr não deixa a desejar, mas a interface em Flash do Flappr torna a exploração das fotos públicas disponíveis no serviço muito melhor. A navegação pode ser por uma localidade (é só clicar na bandeira correspondente ao país de interesse), tag ou usuário. Durante o exame dos resultados da busca, etiquetas permitem que se confira outras fotos do mesmo autor e se chegue à página do Flickr em que está postada.

EM INGLÊS

http://bcdef.org/flappr

AVALIAÇÃOTÉC NICA 8,2 CUSTO/BENEFÍCIO

NA COR EXATA Quer ver uma imagem predominantemente amarela, azul ou vermelha? O Colr Pickr procura fotos no Flickr baseado no tom selecionado pelo internauta numa paleta — um controle deslizante permite aumentar ou reduzir o brilho das cores no seletor. Depois é só clicar numa das imagens para ser enviado para sua página no Flickr. A pesquisa padrão busca qualquer tipo de imagem na cor escolhida. Mas o Colr Pickr traz também opções de pesquisa temáticas — flores, texturas, grafites, portas e janelas, macros, decadência urbana etc. EM INGLÊS http://krazydad.com/colrpickr

AVALIAÇÃO TÉCNICA 8,0 CUSTO/BENEFÍCIO

NOVIDADES NO FLICKR Quer matar o tempo? Digite o endereço do FlickrVision no browser e pronto. O serviço mostra atualizações de postagens no Flickr nos quatro cantos do mundo numa interface do Google Maps. A página movimenta-se e as imagens pulam na tela poucos segundos depois que foram publicadas. Quem preferir pode acompanhar essa agitação numa visão 3D. EM INGLÊS http://flickrvision.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,7 CUSTO/BENEFÍCIO

DICAS INFO

I

77

na web I apresentações

SHOW DE SLIDESE POUCO Serviços esbanjam recursos na hora de combinar e exibir fotos na internet POR MARIA ISABEL MOREIRA

DIFERENÇA NAS EXIBIÇÕES

Dá para exercitar muito a criatividade na exibição das fotos com o Vuvox. Há dois modos de usar o serviço. No Express você escolhe a srcem das fotos (suas imagens públicas no Picasa ou no Flick e feeds RSS de alguns sites), seleciona um estilo e uma variação. Quando conclui, recebe um link único e o código html. O modo Studio não é tão rápido, mas, em compensação, traz diversos recursos de personalização. O Vuvox ainda inclui um módulo para recortes e colagens.EM INGLÊS http://www.vuvox.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 8,0 CUSTO/BENEFÍCIO

COMBINE E CRIE

Para criar apresentações no Slidevocê pode vasculhar fotos em seu PC, usar uma URL ou resgatar imagens publicadas em serviços, como Flickr, MySpace, Facebook e Photobucket. Até aí, tudo é rápido. Demorado é escolher entre a variedade de estilos, temas, peles, fundos, efeitos e musicais. Tudo pode ser combinado nas produções. Quer customizar uma foto com textos, adesivos e desenhos? O Slide também é um bom destino para essa tarefa. No final você recebe um código para expor seu trabalho onde quiser.EM INGLÊS http://www.slide.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,5 CUSTO/BENEFÍCIO

NÃO FALTAM OPÇÕES

Outro bom serviço para a criação de apresentações é oFlektor. São quase 200 estilos à disposição dos interessados em mostrar seus cliques. Os slideshows divertidos podem incluir música e ser compartilhados facilmente em diferentes blogs e serviços. Se preferir, você pode obter os códigos para incluir os trabalhos em páginas web e enviá-los por e-mail ou mensagem instantânea. Quando exibidas no Flektor, as produções podem ser comentadas e classificadas. EM INGLÊS http://www.flektor.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,5 CUSTO/BENEFÍCIO

78 I DICAS INFO

na web I stock photos

SEM DAR UM ÚNICO CLIQUE A foto de que você precisa pode estar em um banco de imagens POR MARIA ISABEL MOREIRA

QUANTIDADE E VARIEDADE

O stock.xchng— ou, simplesmente SXC — é um dos melhores pontos de parada para quem está em busca de uma imagem específica. Além de variado e bem servido, boa partedo conteúdo disponível pode ser baixada gratuitamente. Quando muito, você precisa dar crédito ou pedir a aprovação do autor. Mas as imagens que aparecem como Premium nas páginas de resultado precisam ser adquiridas. Se você quiser contribuir com o acervo do SXC é só se cadastrar e fazer o upload de suas produções. EM INGLÊS www.sxc.hu

POR UM PREÇO BAIXINHO

Mais do que um simples banco de imagens, oiStockphoto é um repositório de fotos, vídeos, ilustrações vetoriais e arquivos Flash. Nada é de graça, mas é possível encontrar conteúdo por preço razoável. Para adquirir qualquer material é necessário comprar créditos. Os preços variam de 13 dólares (10 créditos) a 1 450 dólares (1 500 créditos). Para se ter uma idéia, 10 créditos equivalem a duas imagens médio detalhada. para impressão, um vídeode outamanho uma ilustração EM INGLÊS www.istockphoto.com

REGISTRO DISPENSADO

Se o orçamento está curto, uma vasculhada no morgueFile pode ser uma boa saída na hora de achar a melhor imagem para completar um layout. Esse banco de imagens traz conteúdo gratuito e de boa qualidade. As imagens estão divididas em categorias — animais, objetos, cenas, natureza morta, pessoas e texturas — e subcategorias. Fica até fácil encontrar o que se procura. Quando se chega à imagem adequada, o site traz várias informações úteis, como o tamanho da imagem, o total do arquivo e a data em que foi postada. Não é preciso ter registro no site para fazer o download. EM INGLÊS www.morguefile.com

DICAS INFO

I

79

na web I pesquisa

EM BUSCA DA IMAGEMPERFEITA Encontre sem dificuldades a fotografia certa para o que precisa POR MARIA ISABEL MOREIRA

Q

uando você sabe que terá de recorrer à web para encontrar a imagem certa, a dica para não perder tempo é contar com a ajuda dos mecanismos de busca especializados, como os cinco que comentamos a seguir. Alguns localizam imagens que podem ser usadas livremente, mas, na maioria dos casos, você terá de pedir autorização para o autor e/ou pagar pelo uso do conteúdo.

COR OU P&B Se você quer procurar apenas fotos em preto-e-branco, é só marcar esse item. Se quer que o resultado da pesquisa traga somente imagens grandes, precisa apenas escolher o item correspondente no menu serefere tamanho das fotos. Essas duas que opções fazemao parte da busca avançada doPicSearch. Quando se clica numa das imagens encontradas, o serviço traz um resumo de suas informações, a página em que a imagem é apresentada e um alerta de que a permissão de uso deve ser obtida com o autor. Nas preferências do mecanismo, é possível escolher também a língua da interface, e onosso idioma é uma das opções. EM PORTUGUÊS (PORTUGAL) http://www.picsearch.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,2 CUSTO/BENEFÍCIO

FONTES VARIADAS Atrás de uma foto ou de um vídeo? Independenteme nte da resposta, vale a pena procurar o material usando o Pixsy. O site mantém uma ampla gama de parceiros — para fotos, são dezenas de provedores de conteúdo — que devem atender suas exigências. Para peneirar os resultados, é possível filtrar as buscas por categoria e por fonte. Outro ponto positivo é a opção de salvar pesquisas para executá-las posteriormente . EM INGLÊS http://www.pixsy.com

AVALIAÇÃOTÉCNIC A 7,4 CUSTO/BENEFÍCIO

80

I

DICAS INFO

COM O FORMATO CERTO Se você precisa de uma foto horizontal, vertical ou quadrada, com altura e largura mínimas e pela qual não tenha de pagar nada oeverystockphotosé o endereço certo. O serviço indexava, no final de maio, mais de 3 milhões de imagensde sites como stock.xchng e Wikimedia Commons. Além de pesquisar por fonte, formato e tamanho, o serviço permite busca usando tags ealgumas variações na pesquisa por palavras (todas, qualquer, frase exata ou início). A apresentação dos resultados também é bastante flexível (relevância, tamanho, classificação, popularidade edata da indexação). Usuários cadastrados podem avaliar asimagens EM INGLÊS e fazer comentários, além de criar e salvar coleções. http://www.everystockphoto.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,8 CUSTO/BENEFÍCIO

BANCOS PROFISSIONAIS O StockPhotoFinderfaz o que seu nome diz — ou seja, procura materiais em bancos de fotos que podem ser licenciadas para diferentes usos, como revistas, propaganda, livros, decoração, ilustração etc. O serviço indexa fotos de quase 50 bancos de imagens. Entre os recursos da pesquisa avançada estão as buscas por data ou por década. O StockPhotoFinder pode ser usado sem a necessidade de registro, mas, nesse caso, as fotos selecionadas no lightbox só podem ser vistas do computador em que foram criadas (e desde que o cookie inserido pelo site não tenha sido apagado do PC).EM INGLÊS http://www.stockphotofinder.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,5 CUSTO/BENEFÍCIO

COM UMA MÃO DO GOOGLE O serviço Pesquisa de Imagens do Google é, de longe, o mais usado pelos internautas. Mas, com certeza, nem todo mundo explora os recursos de refinamento de pesquisaoferecidos pelo Google. Quando se clicano link Pesquisa Avançada de Imagens, pode-se filtrar os resultados por diversoscritérios para se chegar maisfacilmente ao conteúdo desejado. Exemplo? Se você está fazendo a busca por uma pessoa de nome Margarida pode pedir para o mecanismo concentrar-se nas pessoas, excluindo resultados relacionados à flor. Além disso, épossível escolher o tamanhodo arquivo, sua extensão (JPEG, GIF, PNG ou BMP) e coloração, além derestringir o trabalho de localização a umdeterminado site ou domínio. EM PORTUGUÊS http://images.google.com.br/

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,8 CUSTO/BENEFÍCIO

DICAS INFO

I

81

na web I blogs

O PAPO É FOTOGRAFIA Onde trocar experiências, procurar dicas e comentar sobre o trabalho com imagens na web POR MARIA ISABEL MOREIRA

PRETO NO BRANCO

Apesar do título, nem todas as fotos apresentadas por David Beckerman no blogBlack & White Photossão em preto-e-branco. O fotógrafo americano mostra também belas imagens coloridas, muitas acompanhadas de comentários sobre como foram produzidas ou tratadas.EM INGLÊS http://beckermanphoto.com

COLEÇÃO DE DICAS

Como fotografar um cenário à luz de velas? Como trabalhar com camadas no Photoshop? Como produzir imagens 3D? As respostas a essas perguntas podem ser encontradas no Digital Photography School, blog do americano Darren Rowse que reúne uma série de dicas dedicadas aos proprietários de câmeras digitais. EM INGLÊS http://digital-photography-school.com/blog

DESASTRES NO PHOTOSHOP

Nem tudo é perfeito no mundo da fotografia digital. Ao contrário, há fracassos estrondosos no trabalho com imagens ou pequenos deslizes que põem tudo a perder. O blog Photoshop Disasters tem a única missão de apontar, com muito humor, essas falhas na manipulação de fotos. É diversão pura. EM INGLÊS http://photoshopdisasters.blogspot.com

Pausa para o relaxamento Quando a intenção não é discutir, mas sim apreciar boas fotos, três endereços que valem a visita são o Shutterlog (www.i-gloo.org/shutterlog ), o Chromasia (www.chromasia. com/iblog ) e o Stuck in Customs (http://stuckincustoms.com ). Nos dois primeiros não há nenhuma palavra, apenas fotos para apreciação. No Stuck in Customs, o fotógrafo Trey Ratcliff tece alguns comentários, normalmente nada técnicos, sobre as imagens HDR (High Dynamic Range) exibidas. 82

I

DICAS INFO

Источник: [https://torrent-igruha.org/3551-portal.html]

54 Photoshop Cs3

dicas EDIÇÃO 54

FOTOS PANORÂMICAS

c

onteúdo

PHOTOSHOP CS3

TESTES

35

06 O Photoshop é CS3 09 Edição expressa com o Lightroom

37 38

DICAS E TUTORIAIS

44 11 Ordem na fototeca 14 Edição e ajustes básicos 17 Controle total sobre as cores 20 Aproveite só o necessário 24 Junte os pedaços 29 Cuidados com os detalhes 33 Sem sombras e excessos

52 54 60 65

Na falta de uma grande-angular De olhos bem abertos Com a ajuda dos filtros Combine, crie e reutilize Filminhos mais bem-acabados Como um desenho animado Objetos em três dimensões Trabalhe rápido no Photoshop

PROGRAMAS ECONÔMICOS

68 Chegou a vez do GIMP? 69 É só baixar e usar NA WEB

70 Ajuste de brilho é só o começo 75 Memória coletiva 76 Espaço reservado 77 No tempo dos mashups 78 Show de slides é pouco 79 Sem dar um único clique 80 Em busca da imagem perfeita 82 O papo é fotografia

66 Upgrade no Paint DICAS INFO

I

3

ecado da redação

r

A COLEÇÃO Jogos de História de Graça para Baixar DICASINFO H

á seis anos, aColeção INFOtraz para você, todos os meses, dicas para a execução de tarefas, a solução de problemas e a melhor compra, além de apontar as tendências que vão fazer a diferença no seu dia-a-dia. Como você já deve ter notado, a revista que você folheia agora mudou node me. ComoDicas INFO, acreditamos que a publicação passa a refletir melhor seu conteúdo. Concorda? Para provar que estamos certos, a edição sobre Photoshop CS3 está recheada de truquese tutoriais na medida para quem querdominar o programa da Adobe e fazer o máximo na edição e no tratamento de fotografias. Nessas páginas, oferece mos um apanhado das ferramentas básicas e um mergulho nos recursos avançados que permitirão a você chegar mais rápido ao resultado desejado. Um dos tutoriais que preparamos mostra, por exemplo, como produzir uma ilustração a partirde três fotos diferentes, muita criatividade e o uso das ferramentas e dos artifícioscorretos. Outro passoa-passo ensina a usar uma novidade da versão Extended do software, que é a manipulação de objetos 3D e a edição de texturas. As dicas não param aí. Jogos de Estilizado de Graça para Baixar seção Na web há uma série de sugestões de serviços que representam bem a internet2.0 quando o assunto é fotografia digital.

EQUIPE EDIÇÃO: Maria Isabel Moreira

EDITOR DE ARTE: Maurício Medeiros CAPA: Crystian Cruz

COLABORADORES: André Cardozo, Carlos Machado, Eric Costa e Lucia Reggiani (textos), Paulo Mansur (consultoria e ilustrações), Ulysses Borges de Lima (revisão)

NOTAS 10,0

IMPECÁVEL

9,0 a 9,9

ÓTIMO

8,0 a 8,9

MUITO BOM

7,0 a 7,9

BO M

6,0 a 6,9

MÉDIO

5,0 a 5,9

REGULAR

4,0 a 4,9

FRACO

3,0 a 3,9

MUITO FRACO

2,0 a 2,9

RUIM

MARIA ISABEL MOREIRA

1,0 a 1,9

BOMBA

EDITORA DA DICAS INFO

0,0 a 0,9

LIXO

Alguns substituem o Photoshop nas tarefas simples e outros complementam como nunca seu trabalho com imagens.

DICAS INFO Uma publicação mensal da Editora Abril

Veja os critérios de avaliação da INFO em detalhes na web em

www.info.abril.com. br/sobre/infolab.shl

.

Para contatar a redação: [email protected]Para assinar a Coleção: (11) 3347-2121 — Grande São Paulo 0800-701-2828 — Demais localidades [email protected]

4

I DICAS INFO

A lista das lojas onde os produtos testados podem ser encontrados está em

www.info.abril.com. br/arquivo/onde.shl.

© FOTO MARCELO KURA

Fundador:VICTOR CIVITA

(1907-1990) Presidente e Editor:Roberto Civita Vice-Presidente Executivo: Jairo Mendes Leal Conselho Editorial:Roberto Civita (Presidente), Thomaz Souto Corrêa (Vice-Presidente) e Jose Roberto Guzzo Diretor de Assinaturas:Fernando Costa Diretora-Geral de Publicidade: Thais Chede Soares Diretor-Geral de Publicidade Adjunto: Rogerio Gabriel Comprido Diretor de RH e Administração: Dimas Mietto Diretora de Mídia Digital: Fabiana Zanni Diretor de Mathematica free download Archives e Controle: Auro Luís de Iasi Diretor Superintendente:Alexandre Caldini Diretora de Núcleo:Sandra Carvalho

Diretora de Redação:Débora Fortes

Redator-chefe:Maurício Grego Diretor de Arte:Crystian Cruz Editor Sênior : Carlos Machado Editores:Airton Lopes, Juliano Barreto, Kátia Arima, Maria Isabel Moreira, Max Alberto Gonzales e Silvia Balieiro Estagiários:Bruno Ferrari e Marco Aurélio Zanni Editor de Arte:Jefferson Barbato Designers:Catia Herreiro e Wagner Rodrigues Colaboradores:Dagomir Marquezi e John C. Dvorak Infolab:Luiz Cruz (consultor de sistemas), Maximiano Neto e Vinícius Davanzo (estagiários) Gestor de Comunidades: Virgilio Sousa Info Online:Felipe Zmoginski (editor-assistente), Renata Verdasca e Renato Del Rio (webmasters) e Rodrigo Fonseca (estagiário) www.info.abril.com.br Apoio Editorial:Bia Mendes e Carlos Grassetti Depto. de Documentação e Abril Press: Grace de Souza

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Veja: Núcleo Noiva, Negócios: Tecnologia: Núcleode PUBLICAÇÕES DA daEDITORA ABRIL Veja, Veja Paulo,Elle, VejaEstilo, Rio, Manequim, Vejas Regionais Exame, Exame PME, Você S/ANúcleo Info,Núcleo Info Corporate Informação:Revista Semana Núcleo Consumo: BoaSão Forma, Manequim Revista A Núcleo Comportamento: Claudia, Gloss, Nova Semanais Comportamento:Ana Maria, Sou Mais Eu!, Viva Mais! Núcleo Bem-Estar: Bons Fluidos, Saúde!, Vida Simples Núcleo Jovem:Almanaque Abril, Aventuras na História, Bizz, Capricho, Guia do Estudante, Loveteen, Mundo Estranho, Superinteressante Núcleo Infantil:Atividades, Disney, Recreio Núcleo Homem:Men’s Health, Playboy, Vip Núcleo Casa e Construção: Arquitetura e Construção, Casa Claudia Núcleo Celebridades:Bravo!, Contigo!, Minha Novela, Tititi Núcleo Motor Esportes: Frota S/A, Placar, Quatro Rodas Núcleo Turismo:Guias Quatro Rodas, National Geographic, Viagem e Turismo Nova Escola Fundação Victor Civita: INTERNATIONAL ADVERTISING SALES REPRESENTATIVES Coordinator for International Advertising: Global Advertising, Inc., 218 Olive Hill Lane, Woodside, California 94062. UNITED STATES: CMP Worldwide

Media Networks, 2800 Campus Drive, San Mateo, California 94403, tel. (650) 513-4200, fax (650) 513-4482. EUROPE: HZI International, Africa House, 64-78 Kingsway, London WC2B 6AH, tel. (20) 7242-6346, fax (20) 7404-4376. JAPAN: IMI Corporation, Matsuoka Bldg. 303, 18-25, Naka 1- chome, Kunitachi, Tokyo 186-0004, tel. (03) 3225-6866, fax (03) 3225-6877. TAIWAN: Lewis Int’l Media Services Co. Ltd., Floor 11-14 no 46, Sec 2, Tun Hua South Road, Taipei, tel. (02) Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, fax (02) 709-8348 DICAS INFO PHOTOSHOP CS3, edição, (ISSN 54 18079245) é uma publicação da Editora Abril S.A. Distribuída em todo o país pela Dinap S.A.

Distribuidora Nacional de Publicações, São Paulo IMPRESSA NA DIVISÃO GRÁFICA DA EDITORA ABRIL S.A.

Av. Otaviano Alves de Lima, 4400, Freguesia do Ó, CEP 02909-900, São Paulo, SP

Roberto Civita Presidente do Conselho de Administração: Giancarlo Civita Presidente Executivo: Vice-Presidentes: Arnaldo Tibyriçá, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, Douglas Duran, Márcio Ogliara, Mauro Calliari e Sidnei Basile www.abril.com.br

testes I CS3 extended

O PHOTOSHOP AGORA É CS3 O produto tem interface mais organizada, novas ferramentas e extensão para editar vídeo POR CARLOS MACHADO

Q

uem trabalha com tratamento de imagens e Herdeira direta da edição CS2, a CS3 se destiainda não usou o Photoshop CS3 não sabe na a fotógrafos, designers gráficos, web designers o que está perdendo. O produto não só é a e profissionais de impressão. Já a CS3 Extended visa a expandir Jogos de Estilizado de Graça para Baixar mercado do Photoshop entre ferramenta mais poderosa de sua categoria como traz, nessa versão, um respeitável volume de novidades profissionais de cinema, vídeo e multimídia, médique o mantêm folgadamente na dianteira. Parte da cos, arquitetos, engenheiros e pesquisadores cienCreative Suite 3, CS3 — do qual também fazem part e o tíficos. INFO analisou o Photoshop CS3 Extended e mostra, a seguir, algumas das principais caracteIllustrator, o InDesign e o Acrobat —, o atual Photoshop é oferecido em duas versões: CS3 e CS3 Extended. rísticas do produto.

1

INTERFACE

A interface do Photoshop mudou bastante. Mas não se trata de alterações que tornam o produto irreconhecível para quem usa a versão CS2. Agora, o programa baseia-se mais em painéis do que em paletas, e o usuário tem a chance Jogos de Estilizado de Graça para Baixar fechar as janelas menos utilizadas, transformando-as em botões, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, que ocupam pouco espaço na tela. Uma mudança sutil, mas importante: quando se desloca a janela principal do aplicativo, as partes secundárias também se movem com ela. Até a versão CS2, as janelas não se movimentavam de forma solidária, o que causava confusão. Do mesmo modo, a nova caixade ferramentas exibe os botões numa coluna única, deixando mais espaço na área de trabalho. Mas basta um clique para mostrá-la em duas colunas, como na versão CS2. Outra novidade: para saber onde fica o arquivo com o qual se está trabalhando, basta passar o cursor do mouse sobre a barra de título da imagem. Surge um pop-up com o endereço do arquivo. 6

I DICAS INFO

BRIDGE 2 No início, o Bridge era apenas um gerenciador de Jogos de Estilizado de Graça para Baixar agens que acompanhava os aplicativos da Adobe. Nas suítes CS, o produto vem ganhando sucessivas promoções. Com o Photoshop CS3, o Bridge ganhou novas funções e interface mais sofisticada. Com ele, além de gerenciar os arquivos de imagem, pode-se extrair imagens diretamente da câmera fotográfica. Também é possível usar o Bridge para montar uma conferência via web e mostrar fotos e outros objetos. Para isso, os participantes da conferência precisam ter uma Jogos de Estilizado de Graça para Baixar de acesso num servidor da Adobe.

FERRAMENTAS 3 Um recurso que estréia no Photoshop CS3 é a ferramenta Seleção Rápida, que simplifica a escolha da região da imagem com que se deseja trabalhar. Basta passá-la sobre a imagem para selecionar áreas automaticamente. A seleção rápida é muito mais prática, por exemplo, que a ferramenta Laço Magnético, que já existia no produto. A Seleção Rápida, no entanto, ainda apresenta alguns senões. Às vezes, seleciona porções muito grandes da imagem. É possível desselecionar áreas, usando-a com a tecla Alt. Mesmo assim, seria desejável que houvesse Full Spectrum Warrior N/A crack serial keygen controle de sensibilidade da ferramenta. É novo também o ajuste Preto-e-branco, que permite converter fotos coloridas para preto-e-branco com base nas informações contidas nos valores RGB (vermelho, verde e azul) e CMY (ciano, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, magenta e amarelo) da imagem. Basta mexer em botões deslizantes para controlar cada um desses seis canais de cores e produzir um padrão de cinza personalizado. O ajuste também permite definir o matiz e a saturação para criar uma imagem monócrona, aplicando uma única cor ao padrão de cinza.

DICAS INFO

I

7

EXTENDED 4 OsCS3 recursos do Photoshop CS3 Extended para editar imagens de vídeo e animações representam uma decisão da Adobe de conquistar novos usuários para o produto, como profissionais de desenho industrial, médicos, arquitetos e pesquisadores científicos. O programa exporta para os formatos QuickTime, MPEG-4 e Flash Video. O CS3 Extended abre arquivos de vídeo e permite, por exemplo, alterar múltiplos quadros simultaneamente. Na área 3D, é possível abrir arquivos de CAD e organizar com eles uma animação. Na essência, as ferramentas do Extended procuram aproximar o Photoshop de profissionais que antes talvez não tivessem motivo para usá-lo. Para trabalhar com as ferramentas Extended, é preciso ter instalado o Apple QuickTime 7.1 ou posterior.

CAMERA RAW 5 Câmeras digitais de categoria profissional podem gerar imagens no formato RAW. Trata-se de ar quivos com fotos não processadas pelo sensor da câmera e que representam srcinais de alta qualidade. O Photoshop CS3 traz o plug-in Camera Raw 4.0 para tratar imagens nesse formato, com suporte a mais de 150 modelos de câmeras. O Adobe Bridge é o local onde se faz esse tratamento. Com o Camera Raw, pode-se editar fotos e salvá-las em outro formato comum. Também se pode usar o Camera Raw para tratar imagens JPEG e TIFF.

PHOTOSHOP CS3 EXTENDED FABRICANTE O QUE É PRÓ CONTRA

TRATAMENTO DE IMAGENS

Adobe Editor de imagens É o software mais versátil e poderoso de sua categoria A ferramenta Seleção Rápida ainda tem pequenos problemas

9,0 Novas funções facilitam tarefas comuns de edição

FERRAMENTAS DE 8,5 CRIAÇÃO As muitasao opções de avançado configuração agradam usuário FILTROS E EFEITOS 9,0 A maioria dos filtros agora funciona de forma não destrutiva: só são aplicados quando a imagem é salva INTERFACE E 8,5 DOCUMENTAÇÃO A interface tornou-se mais prática e mais organizada PREÇO (R$) 3 099

ONDE ENCONTRAR

AVALIAÇÃO TÉCNICA(1) CUSTO/BENEFÍCIO

www.info.abril.com.br/download/4149.shtml

9,0 6,5

(1) MÉDIA PONDERADA CONSIDERANDO OS SEGUINTES ITENS E RESPECTIVOS PESOS: TRATAMENTO DE IMAGENS (30%), FERRAMENTAS DE CRIAÇÃO (30%), FILTROS E EFEITOS (20%) E INTERFACE E DOCUMENTAÇÃO (20%). HOUVE ACRÉSCIMO DE 0,2 PONTO NA AVALIAÇÃO TÉCNICA DEVIDO AO BOM DESEMPENHO DA ADOBE NA ÚLTIMA PESQUISA INFO DE MARCAS.

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I DICAS INF INFO

testes I lightroom

EDIÇÃO EXPRESSA T O Photoshop Lightroom trata e organiza fotos com agilidade

radicionalmente, usuários que tratam fotos Photoshop CS3. Ele não serve para colagens ou no computador se dividiam em dois perfis. edição em camadas. Mas manda bem nos ajusOs amadores davam um retoque rápido nas tes básicos e ajuda na organização das imagens. fotos com um programa como o Picasa, do Google. O INFOLAB avaliou a versão 1.3 do Lightroom, libeJá os profissionais utilizavam um editor de ima- rada em novembro de 2007. O aplicativo mostrougens robusto, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, mas de uso mais trabalhoso, como o se capaz de aumentar a velocidade no tratamento Photoshop CS3. O Photoshop Lightroom, da Adobe, das fotos, especialmente para quem fotografa em procura unir a agilidade do Picasa à robustez do formato RAW. Leia a análise a seguir.

Lightroom:fácil de usar como o Picasa e quase tão robusto quanto o Photoshop CS3

DICAS INFO

I

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INTERFACE

A interface do Lightroom implementa um processo linear, que vai da importação das fotos até a exportação da imagem tratada. O programa faz isso por meio de cinco módulos: Library, Develop, Slideshow, Print e Web. A idéia é que o usuário importe e gerencie as fotos no Library, faça o tratamento no Develop e exporte o resultado num dos outros três módulos. Quando o módulo é trocado, também são alterados os painéis laterais. Eles possuem ferramentas específicas para cada etapa. Na prática, a interface define um fluxo de trabalho para o fotógrafo.

GERENCIAMENTO

Um desafio de quem lida com uma grande quantidade de fotos é mantê-las em ordem. O Lightroom esbanja ferramentas para facilitar essa tarefa. A primeira delas é a utilização de palavras-chav e. Logo na importação das fotos é possível aplicar rótulos de identificação aos arquivos. Em seguida, podem-se usar filtros para exibir somente imagens que tenham um determinado rótulo. O Lightroom também permite classificar as fotos com a ajuda de bandeiras (para fotos rejeitadas ou selecionadas), notas e cores.

AJUSTES EM LOTE Todos esses recursos estão no módulo Library, o primeiro a ser usado no Lightroom. Além de concentrar as tarefas de organização de arquivos, ele torna mais ágil algumas ações de edição. Depois de fazer uma série de ajustes numa foto, por exemplo, o usuário pode aplicar os mesmos efeitos a um grupo de imagens de uma só vez. Esse é um dos recursos mais poderosos para tornar rápido o tratamento de grandes quantidades de imagens.

METADADOS

Outra ferramenta útil do módulo Library é o inspetor de metadados. Ele impor ta informações das fotos — como modelo da câmera, tipo de lente e sensibilidade ISO — e permite editar esses dados. Além disso, possibilita filtrar as imagens exibidas tendo os metadados como critério. Assim, fica fácil separar

recorte (Crop), clonagem de pixels e remoção de olhos vermelhos. Essas ferramentas são bastante eficazes, como é de se esperar de um aplicativo profissional. Mas exigem bastante conhecime nto de teoria de cor e fotografia para que forneçam os resultados desejados.

EXPORTAÇÃO

Depois de editar as imagens, o usuário pode acessar os módulos Slideshow, Print e Web para exportar as fotos para o formato desejado. Entre os três, o Print é o mais robusto. Ele traz boas opções para aproveitar o espaço no papel e permite incluir marca d’água e numeração nas páginas. Já os módulos Slideshow e Web vêm com opções básicas para montagem de slideshows, exportados em PDF, e galerias de imagem para a web, geradas em HTML ou Flash.

LIMITAÇÕES

O Lightroom pode tornar mais ágil o fluxo de trabalho do profissional de fotografia. Mas ele não substitui por completo seu irmão mais famoso, o Photoshop CS3. Problemas? O Lightroom não Jogos de Estilizado de Graça para Baixar com camadas nem possui ferramentas de pintura, desenho ou texto. Fora isso, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, também não suporta o modo de cores CMYK, empregado na indústria gráfica.

PHOTOSHOP LIGHTROOM FABRICANTE O QUE É

Adobe

PRÓ

Edição não-destrutiva e fluxo de trabalho ágil

CONTRA

Recursos de slideshow e exportação para a web são básicos

GERENCIAMENTO

7,5

Aplicativo para organização e tratamento de fotos

Permite filtrar imagens por palavra-chave, nota e cor

8,2

TRATAMENTO

fotos feitas em câmeras diferentes, por exemplo.

EDIÇÃO INTELIGENTE

O maior atrativo do Lightroom é a edição nãodestrutiva. O aplicativo usa um arqu ivo separado para gravar as operações de edição de foto, deixando a imagem srcinal intacta. Por isso, pode-se mexer à vontade nas fotos sem temer a perda de qualidade. A edição não destrutiva é aplicada a arquivos RAW, JPEG e TIFF. O programa manda bem na facilidade de uso das ferramentas, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Até mesmo o histograma serve como recurso de edição. Basta clicar nele e arrastá-lo para ajustar a tonalidade da imagem.

FERRAMENTAS

O Lightroom traz também alguns recursos presentes em outros editores de imagem, como ferramentas de

10 I DICAS INF INFO

Trata todo um lote de fotos numa só operação

8,5

INTERFACE

Divisão em módulos agiliza as tarefas

COMPATIBILIDADE 6,5 Jogos de Estilizado de Graça para Baixar RAW, JPEG, TIFF e PSD. Só cores RGB

887

PREÇO (R$)

ONDE ENCONTRAR www.info.abril.com.br/ download/4918.shtml

AVALIAÇÃO TÉCNICA CUSTO/BENEFÍCIO

(1)

7,9 7,1

(1) MÉDIA PONDERADA CONSIDERANDO OS Jogos de Estilizado de Graça para Baixar ITENS E RESPECTIVOS PESOS: EDIÇÃO (30%), GERENCIAMENTO (30%), INTERFACE (20%) E COMPATIBILIDADE (20%). HOUVE UM ACRÉSCIMO DE 0,2 PONTO NA AVALIAÇÃO TÉCNICA DEVIDO AO BOM DESEMPENHO DA ADOBE NA ÚLTIMA PESQUISA INFO DE MARCAS.

dicas e tutoriais I organização

ORDEM NA FOTOTECA A

O Bridge se encarrega da captura e da organização das imagens

boa edição de fotos começa já na transferência das imagens da câmera para o computador. Há vários programas que permitem capturar, organizar a fazer pequenos ajustes Jogos de Estilizado de Graça para Baixar fotos. O Photoshop CS3 inclui o gerenciador Bridge para cuidar dessas tarefas. Precisa tratar uma foto com o Photoshop? O Bridge aciona automaticamente o editor de imagens. Basta dar um duplo clique na imagem que precisa ser tratada.

INTERFACE

Bridge:gerenciador cuida da importação, da organização e de pequenos ajustes

PESQUISA POR PALAVRA Podemos atribuir à imagem uma palavrachave pela aba correspondente. Isso pode ser feito marcando uma das opções predefinidas ou criando uma nova. Abaixo da aba, um campo dá conta da busca por palavra-chave.

Do lado esquerdo da tela, o Bridge dá acesso às pastas favoritas e à árvore de Jogos de Estilizado de Graça para Baixar do micro. Pela aba Filtrar, é possível classificar as imagens por nome, resolução e outros critérios. No centro, são exibidas as fotos contidas numa pasta, de acordo com o critério de classifica ção escolhido. Ao clicar em uma imagem, ela aparece ampliada na área de visualização. Abaixo, na aba Metadados, são exibidos os dados do arquivo e os registros feitos pela câmera.

DICAS INFO

I 11

BARRA DE STATUS

O rodapé da tela do Bridge fornece dados e ferramentas de exibição. Do lado esquerdo, diz quantos itens há na pasta e o tamanho do arquivo selecionado. Do lado direito, pode-se distanciar ou aproximar a imagem pelo botão deslizante, além de alternar modos de exibição, pelos quadradinhos.

IMPORTAÇÃO DE FOTOS

Para extrair as imagens da câmera ou de um cartão de memória pelo Bridge, conectamos o dispositivo ao PC e acionamos o menu Arquivo > Obter Fotos da Câmera. Na caixa de diálogo, selecionamos o dispositivo. Rapidamente o programa o localiza e exibe informações, como número de arquivos e tamanho. Ainda na caixa de diálogo, definimos a pasta de destino das imagens. Também podemos renomear o lote todo de uma vez, escolhendo a forma no menu suspenso e clicando em Obter Fotos. Só esse recurso já significa um enorme ganho de tempo.

DETALHES

Outro recurso que poupa tempo é a lupa. Com ela, podemos ver uma parte de uma imagem em detalhes, sem dar zoom e perder o co ntexto. É só clicar na imagem no painel Visualizar, à direita, para abrir a lupa e movê-la pela imagem com o mouse para avaliar os detalhes.

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I

DICAS INF INFO

EMPILHAMENTO

Para facilitar mais ainda o trabalho, podemos agrupar imagens relacionadas e gerenciá-las como se fossem uma só. Basta selecionar as imagens que serão amontoadas, acionar o menu Pilhas e escolher Agrupar como Pilha. Com isso, é possível abri-las, copiá-las, movê-las, renomeá-las etc. Tudo de uma única vez. Para desempilhar as fotos, abra novamente o menu e selecione a opção correspondente.

CÂMERA RAW

O melhor de tudo é que as fotos capturadas nos formatos RAW, TIF e JPG podem ser ajustadas no próprio Bridge, individualmente ou em lotes. Selecione, por exemplo, uma pilha e acione o menu Arquivo > Abrir no Camera Raw. No plug-in Camera Raw, as miniaturas das fotos da pilha ficam do lado esquerdo. Podemos selecionar todas ou algumas para aplicar a mesma correção. No alto, ao centro, estão as ferramentas para recortar, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, retocar e girar a imagem. Ainda no Camera Raw, temos vários ajustes de cores, exposição e brilho, entre outros. Basta deslizar os botões para visualizar o efeito no centro da tela.

DICAS INFO

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dicas e tutoriais I retoques

EDIÇÃO E AJUSTESBÁSICOS Erros de enquadramento, brilho, contraste, foco e olhos vermelhos são solucionados em instantes

M

esmo fotógrafos mais experientes podem deparar com imagens aquém do que esperavam depois que transferem o conteúdo da câmera para o computador. São fotos com enquadramento infeliz, erro de exposição ou falta de foco. Mas a lixeira nem sempre é o destino certo para essas imagens. Jogos de Estilizado de Graça para Baixar não há oportunidade de refazê-las, o uso de alguns recursos simples do Photoshop pode fazer toda a diferença.

ENQUADRAMENTO Quando um elemento parece solitário no meio da foto, podemos mudar o enquadramento com o recorte da imagem. No Photoshop, a tarefa é feita com a ferramenta Corte Demarcado. Com esse recurso selecionado, desenhe um retângulo, delimitando a área desejada, e solte o mouse. É possível mover essa marca para analisar as possibilidades de corte. Também é possível alterar o tamanho da marca, arrastando as alças. Para concluir o recorte, tecle Enter.

REDIMENSIONAMENTO Se a intenção for apenas redimensionar

a foto, no menuImagem, clique em Tamanho da Imagem. Na caixa de diálogo que aparecerá, defina as medidas em pixels, que indicam o tamanho no monitor. Na parte inferior, aparece o tamanho que a imagem terá quando for impressa na resolução escolhida. Marcar o itemRestringir Proporçõesmantém a relação entre largura e altura. Já a opçãoRestaurar Resolução da Imagempermite que alterações das dimensões em centímetros e da resolução afetem o tamanho em pixels. Quando desativada, o tamanho em pixels fica travado, e só a resolução muda.

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I

DICAS INFO

INVERSÃO

É comum as fotos verticais saírem deitadas da câmera ou do scanner. Para girar uma imagem, vá ao menu Imagem > Girar Tela de Pintura e defina os graus de rotação. É possível também inverter a imagem, usando os comandos Virar Tela de Pintura Horizontalmente e Virar Tela de Pintura Verticalmente.

O uso incorreto do flash costuma OLHOS VERMELHOS produzir olhos vermelhos nos retratos. Para retocá-los, use a opção Olhos Vermelhos da barra de ferramentas. Basta ativá-la e clicar na parte vermelha do olho para fazer a correção.

EXPOSIÇÃO O menu Imagem é rico em recursos para o tratamento de fotos. Um dos mais usados é o que equilibra brilho e contraste em imagens escuras. Para usá-lo, acione Imagem > Ajustes > Brilho/Contraste. Na caixa de diálogo, deslize os dois controles até chegar ao resultado desejado. Esse ajuste não compromete os detalhes de luz e sombra da imagem srcinal. Essa característica de edição não-destrutiv a é uma das melhorias introduzidas na versão CS3 do Photoshop.

DICAS INFO

I

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Enquadre sem erros

AJUSTES AUTOMÁTICOS Nas correções leves, os ajustes automáticos funcionam bem. Jogos de Estilizado de Graça para Baixar fotos feitas em dias nublados, valedestacar aplicar oo assunto. Contraste Automático para Em imagens com uma cor predominante, o ajuste Níveis Automáticos é mais indicado. Ele corrige brilho, contraste e cores.

FOCO Fotos desfocadas podem melhorar com os filtros do grupo Tornar Nítido. O filtro Aplicação Inteligente de Nitidez, por exemplo, oferece controles Jogos de Estilizado de Graça para Baixar de ajuste. Escolha Remover Desfoque de Lente e marque a caixa Mais Preciso. Tenha em mente, no entanto, que esse truque ajuda, mas não faz milagres.

16

I

DICAS INFO INF

Um jeito bom de melhorar o enquadramento ao fotografar é seguir a regra dos terços. Sobre o visor da câmera, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, imagine duas linhas verticais e duas horizontais, como no jogo-da-velha. Distribua os elementos nos pontos de interseção das linhas ou em cada terço da imagem delimitado por elas.

dicas e tutoriais I cores

CONTROLE TOTAL SOBRE AS CORES As ferramentas Nível e Curvas garantem ajustes mais precisos das tonalidades POR LUCIA REGGIANI

DEPOIS D

ANTES Nível: ajuste

F

permite transformar foto escura (esquerda) em imagem aproveitável

otos boas mas com cores saturadas ou desbotadas pedem um ajuste

refinado. No Photoshop,

há várias ferramentas que corrigem tonalidades de cor. As mais completas e mais usadas pelos profissionais são Níveis e Curvas. Veja, a seguir, como tirar proveito desses dois recursos.

NÍVEIS O ajuste Níveis (Imagens > Ajustes > Níveis) é indicado para corrigir o intervalo de tons e o equilíbrio de cores. É a opção para reparar a intensidade das sombras, dos realces e também dos tons médios. Na caixa de diálogo correspondente, o histograma da foto mostra a distribuição de valores de pixels, de 0 a 255, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, do ponto mais escuro ao mais claro. O controle deslizante preto lida com as áreas mais escuras, que são as sombras da imagem. O branco, por sua vez, responde pelas partes mais claras, enquanto o controle cinza comanda os tons médios ou gama.

DICAS INFO

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AJUSTES Ao deslizar os controles, os pixels srcinais e os valores em Níveis de Entrada são alterados. Primeiro, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, mova os controles preto e branco em direção ao centro para aumentar o contraste. Depois, movimente ligeiramente o cinza para clarear ou escurecer os tons médios sem afetar os pontos extremos de claros e sombras.

SELETOR DE CANAIS Observe o seletor Canal. É possível escolher os canais Vermelho, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, Verde Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Azul, e trabalhar com cada um deles separadamente. Assim, pode-se mudar não somente a área de Jogos de Estilizado de Graça para Baixar da cor como a tonalidade total da imagem. A calibragem deve ser Jogos de Estilizado de Graça para Baixar primeiro pelo controle central.

MATIZ/ SATURAÇÃO Para corrigir áreas específicas com cores carregadas, pode-se usar o comandoMatiz/Saturação. Na caixa de diálogo, escolha o canal de cor. Ative o conta-gotas e clique com ele na cor que quer ajustar. Depois, mova os controles até o ponto desejado.

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I

DICAS INFO INF

CURVAS O ajuste Curvas pode ser usado para acertar até 14 pontos diferentes no intervalo de tons de uma imagem. Na caixa de diálogo correspondente, a versão CS3 do Photoshop introduziu um histograma recheada e a caixa Predefinição, de ajustes automáticos. Eles produzem níveis diferentes de contraste e efeitos interessantes, como Negativo e Processo Cruzado. Abaixo das predefinições está o campo Canal, ajustado para o modo de cor RGB.

REGULAGEM Ao centro da caixa de diálogo Curvas, um quadriculado representa os níveis de luminosidade da imagem. Ele é cortado por uma linha diagonal, pela qual são feitos os ajustes. O eixo horizontal representa os valores de brilho srcinais dos pixels. O vertical representa os novos valores. A parte mais escura fica no canto inferior esquerdo, e a mais luminosa, no canto superior direito. Quando a curva é arrastada para cima, a imagem é clareada. Quando é levada para baixo, a imagem é escurecida.

PRETO-E-BRANCO Outra novidade do Photoshop CS3 éo ajuste Pretoe-branco (Imagens > Ajustes > Preto-e-branco), que converte fotos coloridas em tonsde cinza, controlando cada cor individualmente. Na caixa de diálogo, basta deslizar os botões para controlar cada um dos seis canais de cores e produzir um padrão de cinza personalizado. Quando se marca a caixaColorir, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, o ajuste permite definir o matiz e a saturação para aplicar uma única corao padrão de cinza. Na caixa Predefinição, há vários ajustes automáticos que funcionam como filtros de cor.

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dicas e tutoriais I recortes

APROVEITE SÓ O NECESSÁRIO Jogos de Estilizado de Graça para Baixar as ferramentas de corte que permitem destacar partes das imagens

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uitas vezes, vemos elementos numa foto que gostaríamos de Você pesquisou por Xbox-Game-Pass para um outro fundo. A combinação de imagens, que você verá Junte os mais à frente, no tutorial pedaços, é um processo de várias etapas, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. A primeira é o recorte das peças, uma tarefa que exige conhecimento das diversas ferramentas de seleção para que se use a mais adequada para cada situação.

Recorte: Recort e: fer ferramentas ramenta s

ESCOLHA RÁPIDA

permitem e rmitem extrai extrair r element elementos os dasdas fotos fotos

A Seleção Rápida, novidade na barra de ferramentas do Photoshop CS3, é fácil de usar. Selecione-a (é uma das opções disponíveis quando se clica no quarto botão da barra de ferramenta padrão, de cima para Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Em seguida, defina as propriedades do pincel na barra Opções e pinte-o para selecionar áreas automaticamente. Para reduzir a área selecionada, acione a opçãoSubtrair da Seleçãoe clique sobre o excesso. Para ampliar, ative Adicionar à Seleção.

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LAÇO

O grupo de ferramentas Laço traz as opções de seleção manual, poligonal e magnético. A opção manual Laço permite o contorno à mão livre, mas requer habilidade com o mouse. Quando acionada, é necessário clicar na imagem e arrastar o cursor, definindo o traçado. O Laço Poligonal (tela abaixo) permite a criação de qualquer tipo de polígono. Basta clicar nos vértices para que o Photoshop trace as retas. O Laço Magnético, por sua vez, é apropriado para a demarcação de objetos com curvas, uma vez que adere automaticamente ao contorno.

REBARBAS

Para eliminar as rebarbas quando a ferramenta Seleção Rápida é usada, clique em Refinar Aresta. Na caixa de diálogo correspondente, mova os controles deslizantes, como Suavização Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Contrair/Expandir, até eliminar as sobras. Quando um controle é ativado, a caixa Descrição exibe informações sobre ele.

CÍRCULOS E QUADRADOS

No grupo Letreiro estão as ferramentas que fazem contornos retangulares, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, circulares, de uma linha ou coluna. Para selecionar um Letreiro Elíptico, clicar na imagem e arrastar elemento, como o relógio do exemplo abaixo, a melhor saída é ativar a ferramenta o cursor. Quando o botão do mouse é solto, a seleção é feita. Pode-se mover a seleção e ajustá-la. Se for necessário removê-la, Selecionar> Cancelar Seleçãoou teclarCtrl + D. não adianta teclar Esc porque não funciona. É preciso acionar o menu

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VARINHA A Varinha Mágica seleciona todos os pixels de cor semelhante à do local em que se clica. Assim, fica mais fácil selecionar áreas inteiras da mesma cor. Para selecionar várias áreas da imagem simultaneamente, pressione a tecla Shift enquanto usa a ferramenta. Na barra de opções da Varinha Mágica há o controle do nível de tolerância em relação às cores. Quanto maior o valor, mais diferentes da cor srcinal são os pontos selecionados. Já a opção Adjacente, se desmarcada, faz a varinha selecionar pontos da mesma cor que estão separados na imagem.

INVERSÃO O comando de inversão da seleção ajuda a recortar imagens com fundo de uma cor predominante. No exemplo ao lado, primeiro a Seleção Rápida foi usada no fundo. Depois, o menu Selecionar > Inverter foi acionado. Como resultado, o primeiro plano foi selecionado.

CABELOS Cabelos são difíceis de recortar. Para facilitar a tarefa, um truque é selecionar primeiro a área da cabeça. Depois, acionar o menuFiltro > Extrair. Na janela Extrair, ajuste o pincel, clique noRealçador de Aresta e pinte o contorno do cabelo. Em seguida, ainda na caixa de diálogo Extrair, ative a lata de Download IObit Malware Fighter Pro 8.2.0.693 Crack Archives e preencha a seleção. Clique emVisualizar para ver o resultado. Use as ferramentasLimpar e Retocar Arestapara o ajuste fino e clique emOK.

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dicas e tutoriais I fotomontagem

JUNTE OS PEDAÇOS N

Produza montagens fotográficas com elementos retirados de diferentes fotos

o tutorial anterior(Aproveite só o necessário)abordamos as várias ferramentas de seleção disponíveis no Photoshop que permitem o recorte de elementos. Neste, vamos mostrar como fundir elementos de diferentes fotografias para criar uma nova imagem. Para exemplificar, pegaremos uma borboleta recortada de um fundo florido e a posicionaremos em outro jardim. De quebra, exploraremos alguns recursos de edição em camadas.

Novo cenário: a

borboleta vai do fundo azul para o novo jardim

COLAGEM EM CAMADAS Comece abrindo as duas imagens. Com a foto que será recortada ativa, observe, na paleta Camadas, sua indicação como Plano de Fundo. Com o objeto que será recortado dessa imagem já selecionado, tecle Ctrl + C para copiá-lo. Clique na foto que servirá de fundo e tecle Ctrl + V para colar. Note, depois disso, que o Photoshop cr iou uma nova camada automaticamente.

Montagem simples Não é preciso, necessariamente, trabalhar com camadas para levar um objeto selecionado para um outro arquivo. Com a ferramenta Mover, clique sobre a seleção e arraste o recorte para o novo fundo. Feche a imagem srcinal do objeto e passe a fazer os ajustes para adaptá-lo à nova cena. Ao salvar o arquivo, objeto e fundo se fundem.

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REDIMENSIONAMENTO As camadas funcionam como folhas transparentes empilhadas. Em cada camada, é possível alterar ou eliminar partes de uma imagem sem afetar os outros elementos. Noexemplo, clicamos naCamada 1e acionamos o menu Editar> Transformação> Redimensionarpara ajustar o tamanho da imagem recortada em relação ao fundo. Na barra de opções, clicamos na corrente para manter a proporção do objeto e arrastamos as alças para reduzir o tamanho como desejado. Voltamos, em seguida, ao menu Editar > Transformação, aplicamos o comando Girar e, em seguida,Inclinar. Faça outros ajustes que julgar convenientes. Quando concluir, tecleEnter.

GERENCIAMENTO DE CAMADAS Jogos de Estilizado de Graça para Baixar as camadas têm o desenho de um olho na frente no painel de camadas, indicando que estão visíveis. Para ocultar uma camada, basta clicar no olho correspondente. Há vários caminhos para criar uma nova camada. Um deles fica no menu Camada. É possível também clicar com o botão direito sobre a camada e ter acesso ao menu de contexto. No projeto que criamos como exemplo, selecionamos a opçãoDuplicar Camada e a renomeamos paraBorboleta2. Na Camada 1, demos um clique duplo e a renomeamos paraBorboleta1.

NOVO ELEMENTO Ativamos, em seguida, a camada Borboleta2, movemos o elemento de lugar, reduzimos seu tamanho e mudamos sua cor. Depois, usamos o mesmo procedimento para duplicar o Plano de Fundo, criando a camada Brilho, e acentuamos o brilho para dar maior destaque às borboletas.

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OCULTAR OU EXIBIR Ao ocultar e exibir camadas, podemos obter diversas versões da imagem e salvá-las. Para isso, no menu Janela, ative a paleta Composições de Camadas e clique no botão Criar Nova Composição. Em seguida, damos um nome a ela e clicamos em OK. A nova composição aparece no painel Composições de Camadas. Se a configuração das camadas for desfeita, bastará clicar na composição salva para voltar a ela.

TRANSPARÊNCIA

Um ajuste freqüente em camadas é o de transparência. Ele é feito por meio do controle Opacidade, que tem valor-padrão de 100%. Ao reduzir esse valor, a camada fica transparente, permitindo ver imagens posicionadas atrás dela.

BLOQUEAMENTO É possível também travar uma camada para que ela não seja modificada acidentalmente. Para isso, basta selecioná-la e clicar no ícone em forma de cadeado no painel Camadas. Para eliminar uma camada, é só arrastá-la até a lixeira situada na parte inferior do painel.

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A ORDEM Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Mudanças na ordem das camadas alteram o resultado. Para trocar as camadas de lugar, arrastamos sua área na paleta correspondente. No exemplo, quando jogam os a cama da Brilho para cima, o padrão de fundo se sobrepõe aos demais elementos.

MESCLAS Muitas vezes, é útil mesclar duas ou mais camadas numa só. No Camada menu Para Baixo funde, aa opção camadaMesclar à que está logo abaixo. A opção Mesclar Camadas Visíveis preserva as ocultas, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Já o comando Achatar Imagem mescla as camadas visíveis e descarta as ocultas.

DE CAMADAS AJUSTE As camadas de ajuste não têm conteúdo, mas aceitam correções. Para criar uma camada de ajuste sobre a Borboleta2, por exemplo, clicamos em Camada > Nova Camada de Ajuste e escolhemos Preto-e-Branco. Deslizamos os controles e damos OK. Com isso, a Borboleta2, acima do ajuste, continuou colorida.

Uso de máscaras O conteúdo de uma camada pode ser escondido ou revelado por uma máscara. Para criar uma máscara que esconda a camada, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, acione o menuCamada > Máscara de Camada> Ocultar Todas.

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CAMADAS DE PREENCHIMENTO As camadas de preenchimento, por sua vez, aplicam cores, gradientes e texturas. Em nosso exemplo, clicamos na camada Brilho e selecionamos algumas das flores com a ferramenta Seleção Rápida. Acionamos o menu Camada > Nova Camada de Preenchimento e escolhemos Cor Sólida. Demos um nome à camada, ajustamos a opacidade para 75% e clicamos em OK. No Seletor de Coresescolhemos um tom próximo do lilás e demos OK. Com isso, o jardim ganhou cor.

SALVE CERTO Ao salvar um arquivo com camadas, devemos usar um formato que suporte esse recurso, como o PSD. Além disso, é preciso manter assinalada a opção Salvar Camadas na caixa de diálogo Salvar Como .

ALÉM DO NORMAL A paleta Camadas traz mais alguns recursos úteis de ajuste. No projeto que executamos como exemplo, duplicamos a camada Borboleta1 e abrimos o menu Normal. Na lista de opções desse menu, escolhemos Superexposição de Cores. Caso a imagem escureça demais com esse comando, é possível calibrar a opacidade até ela chegar ao ponto desejado.

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dicas e tutoriais I retoques avançados

CUIDADOS COM OS DETALHES Manchas? Rugas? Fios rebeldes? O Photoshop dá um jeito

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etocar DMG Extractor crack serial keygen, uma área com tantas nuanças, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, é um desafio e tanto. É preciso saber equilibrar o uso de recursos para que as mudanças não resultem na perda da naturalidade. Neste tutorial, vamos usar várias técnicas de retoque para eliminar manchas, suavizar olheiras, remover pintas, eliminar fios e até aplicar uma maquiagem suave.

Antes Ant e s e depois: e o s: pequenos e u e n o s problemas r o emas e desaparecem s a a r e c e m c ocom m poucos o u c o cs cliques ues

NOVA Para fazer retoques CAMADA avançados, é mais indicado trabalhar com camadas. Com a ferramenta Seleção Rápidacontornamos a modelo. Em seguida, teclamos Ctrl + C e Ctrl + V e levamos a seleção para uma nova camada, que renomeamos para Modelo .

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BRILHO E CONTRASTE Em seguida, fazemos ajuste de brilho suave.um Com a camada Modelo ativada, abrimos o menu Imagem > Ajustes e escolhemos Brilho/ Contraste. Movemos os controles deslizantes o suficiente para não comprometer detalhes. Demos OK.

PEQUENAS MANCHAS

Com o Pincel de Recuperação para Manchaseliminamos as pequenas manchas de pele na nova camada criada. Para aplicá-lo com precisão, aproximamos a mancha com o zoom. Depois, ativamos o pincel e ajustamos a pincelada. Calibramos o pincel para ocupar uma pequena área em torno da mancha e mantemos marcada a opção Correspondência por Proximidade. Assim, o pincel cobre a mancha com os pixels mais próximos. Depois, é só ir clicando e vendo o resultado. Quando não dá certo, teclamos Alt + Ctrl + Z para retroceder.

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PINCEL DE RECUPERAÇÃO

Em retoques extensos, é melhor usar o Pincel de Recuperação. Ele copia pixels e pinta com eles o local manchado. Para atenuar olheiras, por exemplo, podemos ativar essa ferramenta, pressionar Alt e, ao mesmo tempo, clicar na área boa. Depois, é só pintar a área manchada. Ao soltar o mouse, desaparecem as marcas.

SEM PINTAS

Os retoques refinados são tarefa para o Carimbo. Uma vez ativada essa ferramenta, pressione Alt e clique sobre a parte a ser copiada. Depois, “carimbe” com um clique a área a ser coberta. Assim, é possível acabar facilmente com as pintas.

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RETOQUE NA OLHEIRA Para correções delicadas, como na olheira da imagem acima, à esquerda na tela, usamos o Carimbo em pinceladas suaves e ajustamos a opacidade. o percentual a transparência da área Reduzimos clonada. Assim, podemose aumentamos aplicá-la mais vezes até chegar ao efeito desejado.

SOBRANCELHA E OLHOS Usamos o Carimbo de novo para acertar a sobrancelha e eliminar um fio renitente. Depois, reforçamos a maquiagem dos olhos. Com um pincel fino e opacidade em torno de 60%, delineamos os cílios F1 2020 Game Free Download Torrent pálpebra superior. Na pálpebra inferior, diminuímos a opacidade para 40% e delineamos. Repetimos o processo no outro olho.

BATOM E BLUSH VIRTUAIS Acentuamos a boca com um batom virtual. Jogos de Estilizado de Graça para Baixar isso, capturamos com o conta-gotas um tom dos lábios, calibramos um pincel difuso com cerca de 30% de opacidade e pintamos. Para um efeito suave de blush nas maçãs do rosto, aplicamos a Esponja, no modo Saturar, com um pincel grande.

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POR DENTRO DO CARIMBO A ferramenta Carimbo é muito útil na replicação de objetos. Para executar esse trabalho, ajustamos as opções, escolhendo o diâmetro do pincel adequado ao objeto e uma pincelada sólida. É importante também definir Dureza eassim Opacidade a cópiaem fica100%, bem definida. Os ajustes de fundo são feitos com o próprio Carimbo. O modo de mesclagem do Carimbo deve estar sempre na opção Normal quando queremos cópias exatas. Na lista de modos, temos uma grande Autodesk AutoCAD 2010 crack serial keygen de efeitos. O Luz Direta, por exemplo, aviva as cores da área clonada. No Photoshop CS3, o Carimbo ganhou novos controles. Quando clicamos no botão Origem do Clone, no painel podemos controlar várias srcens, além de girar e dimensionar cada uma. Também é possível visualizar a sobreposição da srcem do clone enquanto carimbamos.

dicas e tutoriais I sombras

SEM SOMBRAS E EXCESSOS

Confira como reduzir áreas escuras e tirar de cena elementos indesejados

A

s sombras e os elementos desnecessários são os campeões na lista de problemas nas fotografias amadoras. Ainda bem que há solução para essas f alhas. A seguir, mostraremos como eliminar itens inoportunos das produções, utilizando as ferramentas Correção e Carimbo, e veremos como atenuar uma área de sombra Jogos de Estilizado de Graça para Baixar acentuada.

REMOÇÃO EM VÁRIOS PASSOS Para coisas que sobram em locais com vários detalhes, a ferramen ta ideal é o Carimbo. Na foto abaixo, começamos a eliminar a sacola pela parte superior. Com um pincel grande, pressionamos a tecla Alt e clicamos na grama para copiar. Em seguida, clicamos na sacola para colar. Repetimos a operação várias vezes. Apagamos a parte inferior da sacola com a Correçãona opção Origem. Selecionamos o objeto e o movemos para o lado de forma que a cópia do piso se encaixasse no lugar adequado. Cancelamos a seleção para concluir .

REMOÇÃO SIMPLES

Em algumas fotos, como a bola de papel na imagem de exemplo, a maneira mais simples de eliminar um item que ficou a mais é usar a ferramen ta Correção. Para editar a imagem, ativamos a ferramen ta Correção e marcamos Origem na barra de opções. Feito isso, selecionamos a bola de papel. Ao movermos a seleção para o lado esquerdo (detalhe acima)a bola é coberta por uma cópia do piso. Ao soltarmos o mouse, o programa completa a correção. Clicamos Ctrl + D para cancelar a seleção.

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REDUÇÃO DE SOMBRAS 1

Dias de sol forte costumam provocar sombras terríveis, principalmente em pessoas com boné, como no exemplo abaixo. Nesse caso, podemos apenas atenuar o problema. Delimitamos a área sombreada com a ferramenta Seleção Rápida e aplicamos o ajuste Brilho/Contraste no limite para não haver distorção de cor. Melhora um pouco, como é possível verificar no detalhe.

NÃO SE ESQUEÇA DO FLASH O que funciona mesmo contra sombra dura é fotografar corretamente. Veja esta outra tomada do mesmo lugar que o da foto do exemplo Redução de Sombras 2. A área sombreada está mais clara porque foi tirada com flash. Na próxima vez em que for tirar fotos na praia, lembre-se desse recurso.

REDUÇÃO DE SOMBRAS 2

Na imagem com sombra abaixo, no destaque, usamos um recurso melhor que o de brilho. Acionamos o menu Imagem > Ajustes > Sombra/ Realce. A caixa de controle já abre reduzindo as sombras em 50% e transformando a foto numa imagem ap roveitáve l.

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dicas e tutoriais I panorâmica

NA FALTA DE UMA GRANDE-ANGULAR Crie imagens panorâmicas combinando fotografias de várias partes de uma mesma paisagem ou cenário

U

m dos cartões postais de Roma, a Fontana di Trevi é difícil de fotografar. O monumento é enorme, está num espaço rodeado de prédios e vive lotado de turistas. Assim como essa atração turística italiana, outras construções e paisagens não podem ser fotografadas em sua totalidade sem uma grande-angular. O jeito é fotografá-la por partes e juntá-las depois, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Unir as diversas partes de uma foto — no caso da Fontana di Trevi foram seis tomadas — numa imagem panorâmica parece complicado, mas não é. O Photoshop possui um recurso, o Photomerge, que junta um pedaço no outro praticamente sem deixar emendas visíveis e ainda corrige a perspectiva.

Panorâmicas:o Photomerge une diversas tomadas de um mesmo objeto ou

paisagens sem deixar emendas

SELEÇÃO DAS IMAGENS

Para aplicar o recurso, vá ao menu Arquivo > Automatizar > Photomerge. Na caixa de diálogo, marque a opção de layout Automático e a caixa Mesclar Imagens Juntas. Clique em Procurarselecione as imagens e dê OK. Assim que o Photomerge exibe a lista de fotos, clique em OK .

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VISUALIZAÇÃO DASEMENDAS

Dependendo do tamanho dos arquivos de srcem e da capacidade de memória do computador, o Photoshop pode levar vários minutos processando a costura das fotos. O resultado é ótimo e em camadas. Quando se oculta algumas delas, pode-se ver quais partes o programa emendou.

SEM SOBRAS

Use a opçãoCorte Demarcadoda barra de ferramentas para remover as rebarbas da fusão. Salve a panorâmica em formato PSD, para preservar as camadas, mas tenha em mente que o arquivo fica enorme (no projeto de exemplo, com 26 MB). Em JPEG, o arquivo encolheu para 2,3 MB.

COSTURA PERFEITA A costura do Photomerge só funciona com imagens que se sobreponham de 25% a 40%. Menos ou mais que isso, não dá certo. Se utilizar zoom ao tirar as fotos, não mude o valor de uma imagem para outra. De preferência, use um tripé para manter o alinhamento e o ponto de vista da câmera.

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dicas e tutoriais I fusão

DE OLHOS BEM ABERTOS Recurso de mescla permite usar elementos de duas fotos quase iguais para eliminar problemas como olhos fechados

A

lém de construir fotografias panorâmicas com a fusão de várias tomadas,

o Photoshop CS3 acrescentou ferramentas de alinhamento e mescla automática de camadas. Esses recursos permitem fundir Jogos de Estilizado de Graça para Baixar ou mais fotos quase iguais, substituindo alguns itens, como os olhos fechados do rapaz na imagem de exemplo ao lado.

Mescla: os

olhos fechados são substituído s pelos abertos

NOVO ARQUIVO

ACABAMENTO

O primeiro passo para fundir duas imagens é criar um novo arquivo com as mesmas dimensões das fotos e arrastá-las para ele. No painel Camadas, a camada que contém a foto que será corrigida deve ficar em cima da que

Para arrematar, clique na camada superior e acione o menu Camada > Máscara de Camada> Revelar Todas. Escolha preto para a cor do primeiro plano e selecione a camada superior. Clique na miniatura da máscara de camada e, com a ferramentaPincel, pinte as áreas que quer substituir. Aos

está com o conteúdo correto. Caso não esteja, arraste-a para o local correto.

poucos, os olhos abertos do rapaz começam a aparecer. Feita a fusão, achate as camadasCamada ( > Achatar Imagem).

FUSÃO Selecione as duas camadas e escolhaEditar > Alinhar Camadas Automaticamente. Na caixa de diálogo correspondente, selecione Apenas Reposiçãoe clique emOK. O Photoshop encontra as áreas comuns em cada camada e as alinha para que as áreas idênticas se sobreponham.

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dicas e tutoriais I filtros

COM A AJUDA DOS FILTROS

Efeitos aplicados em imagens inteiras ou seleções são muito úteis na hora da edição POR ERIC COSTA, LUCIA REGGIANI E MARIA ISABEL MOREIRA

O

s filtros do Photoshop são efeitos que podem ser aplicados à imagem inteira ou a seleções tanto para dar um toque diferenciado q uanto para corrigir um defeito. Com o uso de fil tros é possível, por exemplo, conferir uma aparência de pintura impressionista a uma foto ou melhorar a nitidez de uma imagem um pouco desfocada. Jogos de Estilizado de Graça para Baixar vários filtros disponíveis no menu correspondente do programa da Adobe. Conheça, a seguir, alguns deles.

DISTORÇÕES CORRIGIDAS

No grupo Distorção do menu Filtro encontramos tanto filtros que distorcem a foto quanto opções que corrigem distorções. Um deles é o de Correção de Lente. Esse filtro conserta vários tipos de deformações causadas pelas lentes da câmera fotográfica. Em Correção de Lente, temos um controle deslizante (Remover Distorção) no alto para corrigir distorções em barril e em travesseiro. Abaixo, em Desvio Cromático e Vinheta, estão os ajustes para compensar aberrações cromáticas e para clarear ou escurecer os cantos, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Mais embaixo, na área Transformação, estão os ajustes de perspectiva.

SEM RUÍDOS

O filtro Reduzir Ruído atenua o ruído em imagens feitas com câmeras digitais. Com ele, é possível melhorar a qualidade das fotos em cenas escuras, que exigem exposições longas ou ajustes elevados de sensibilida de do sensor da câmera. Em Reduzir Ruído, podemos ajustar intensidadecores, detalhes e nitidez, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Também é possível fazer a redução de ruído por canal de cor.

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Filtros variados

PONTO DE FUGA O Ponto de Fuga foi atualizado no CS3. Agora, esse recurso pode ser usado em qualquer superfície, permitindo acrescentar imagens a formas complexas, incluindo objetos 3D. Para aplicá-lo, aciona-se o menu Filtro > Ponto de Fuga. Para aplicar a capa do CD na embalagem na imagem acima, na caixa de diálogo Ponto de Fuga, usamos a ferramenta Criar Plano para demarcar a superfície a ser trabalhada e demos OK. Abrimos, em seguida, a imagem que seria aplicada. Teclamos Ctrl + A para selecioná-la, e Ctrl + C para copiá-la. Voltamos ao Ponto de Fuga e teclamos Ctrl + V para colar. Arrastamos a imagem, buscando o centro da grade para colar em perspectiva, e clicamos em OK.

EDIÇÃO NÃO-DESTRUTIVA

Outra novidade do CS3 é a edição não-destrutiva de filtros em objetos inteligentes. Com esse recurso, é possível aplicar facilmente mais de um filtro numa mesma imagem. Na camada em que o filtro será aplicado, clicamos com o botão direito e escolhemosConverter em Objeto Inteligente. Jogos de Estilizado de Graça para Baixar que a camada ganha uma marca depois dessa ação. Em seguida, na Jogos de Estilizado de Graça para Baixar de exemplo, acionamos Filtro> Artístico OKa.Borracha > Aquarela. Fizemos os ajustes e demos No painelede camadas,oclicamos Inteligentes na miniatura deFiltros. Selecionamos calibramos pincel de aplicação. Com a borracha, apagamos os efeitos do filtro das áreas desejadas.

Filtros desenvolvidos por outras empresas e desenvolvedores podem ser acrescentados ao Photoshop. Há opções de complementos para trabalhos em 3D, projetos de arquitetura, engenharia e manufatura, gerenciamento de cores, controle de recursos digitais, formatação de arquivos, retoques, efeitos especiais, vídeos e texturas, entre outras categorias. Para ver a lista de plug-ins recomendados pela Adobe, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, visite o endereço www.adobe. com/products/plugins/ photoshop/ .

PINTURA INSTANTÂNEA

Um jeito rápido de obter um visual artístico é usar o recurso Traçado de Contorno. Abra a imagem e acesse o Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Estilização> Traçado do Contorno. AcesseEditar > Atenuar Traçado do Contorno. Na janela que surge, escolha, em Modo, a opção Luminosidade. Depois, mexa nos valores de Opacidadeaté obter um visual mais estiloso. Clique em OK. O efeito também tem resultados legais se aplicado apenas ao fundo de uma imagem.

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MARCA D’ÁGUA Publicar imagens em sites pode resultar em cópias sem autorização. Para diminuir esse risco, uma providência é aplicar uma marca d’água. Abra a imagem desejada, clique na Ferramenta Texto Horizontal e depois no ponto da imagem que receberá a marca d’água. Tecle o texto desejado e selecione-o com o mouse. Agora, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, acesse o menu Camadadepois Estilo de Camada e Opções de Mesclagem. Na Opacidade de janel a qu e ap arece minua o vafique lor em até, di que o texto com a transparência Preenchimento desejada. Clique em OK e pronto.

EFEITOS ESPECIAIS O Photoshop tem também muitos filtros de efeitos especiais na Galeria de Filtros (Filtro > Galeria de Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Na coluna central

DESTAQUE E FOCO Um efeito rápido e que dá um bom destaque em fotos é manter apenas um elemento em destaque. Abra a imagem e crie uma camada copiando a de fundo (com o atalho Ctrl +J). Depois, com a nova camada selecionada, acesse o menu Filtrodepois Desfoque e então Desfoque Gaussiano. Escolha Raio de 5,0 pixels para que os elementos em destaque diferenciem-se do fundo. Clique em OK. Acesse o menu Camadadepois Máscara de Camada e clique em Revelar Todas. Escolha a ferramenta Pincel e a cor preta. Pinte a área que terá destaque.

dessa galeria estão listados os grupos de filtros (Artístico, Croqui, Distorção, Estilizar, Textura e Traçados de Pincel). Clique, por exemplo, na setinha para abrir o grupo Artístico. As opções dessa categoria são exibidas no painel da esquerda. O painel da direita oferece ajustes adicionais. No caso do efeitoArestas Posterizadas, pode-se ajustar espessura e intensidade das arestas e calibrar a posterização. Clicamos emOK para aplicar o efeito escolhido.

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Texto sobre foto Uma boa idéia para títulos de sites é colorir os textos com Jogos de Estilizado de Graça para Baixar DE EXPLOSÃO Para criar uma explosão, acesse o menu Filtroo item Acabamento e, depois, Nuvens. Volte ao menu Filtroescolha Pixelização e MeiaTinta. Escolha em Tipo o item Linhas Longas. Clique em OK. Acesse novamente o menu Filtrodepois Desfoque e Desfoque Radial. Em Método de Desfoque escolha Zoom e use o valor 100 para Intensidade. OK. Para mudarAjuste a cor, e, inicialmente tecle Ctrl +I. Depois, acesse oClique menuem Imagemdepois por fim, Matiz/Saturação. Marque a opção Colorir e altere a cor.

RAIOS NA HORA

em uma imagem, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Abra a imagem que será usada como fundo do texto. Crie um novo documento, com fundo transparente. Tecle o texto em cor preta. Use a ferramenta de seleção retangular para escolher a área da imagem de fundo que será usada nas letras. Tecle Ctrl + C e, agora, clique na ferramenta Varinha Mágica. Mantendo a tecla Shift pressionada, clique em cada uma das letras do texto. Por fim, acesse o menu Editar e escolha Colar Em.

Quer gerar um efeito de raio para uma imagem? Tecle Ctrl + Shift + N e clique na ferramenta de gradiente ( Degradê ). Depois, clique no canto superior esquerdo da imagem e arraste o mouse até o canto inferior direito. Acesse o menu Filtroescolha Acabamento e depois Nuvens por Diferença. Inverta a imagem teclando Ctrl + I. Depois, mexa nos canais de cores da imagem teclando Ctrl + L. Use os controle s abaixo do gráfico para deixar o raio ma is visível. É possível dar cor ao raio teclando Ctrl + U. Marque Colorir e mexa na cor do raio.

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ALUMÍNIO ESTILO MAC Para fazer o efeito, primeiro escolha uma cor cinza. Tecle, então, Alt + Backspace. Acesse o menu Filtro > Ruído > Adicionar Ruído. Marque o item Monocromático e também Gaussiana. Em Intensidade, escolha 10% e clique em OK. Feito isso, acesse o menu Filtro > Desfoque > Desfoque de Movimento. Use 30 pixels para Distância e clique em OK. Trace áreas na diagonal com a ferramenta Laço Poligonal, acesse o menu Camada > Nova Camada de Ajuste > Brilho/Contraste. Clique em Jogos de Estilizado de Graça para Baixar e mexa nos controles Brilho e Contraste até obter o tom desejado.

LETRAS ESPELHADAS

DESENHO ESTILIZADO Com a combinação de efeitos do Photoshop, é possível obter rapidamente o visual de desenho com base em uma foto. Comece abrindo a imagem e aplicando o filtro Arestas Posterizadas, acessando o menu Filtro > Artístico > Arestas PosterizadasJogos de Estilizado de Graça para Baixar. Use os valorespadrão do filtro. Depois, acesse o menu Imagem > Ajustes > Brilho/Contraste. Ajuste Brilho para 10 e Contraste para 30. Por fim, acesse o menu Filtro > Artístico > Recorte de Arestas. Não mexa novamente nos valores de ajuste do filtro.

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DICAS INFO

Um efeito comum é usar letras com espelhamento. Tecle o texto em uma nova imagem. TecleCtrl + J e acesse o menu Editar, escolhaTransformação e depois Virar Verticalmente. Clique com o botão direito na nova camada e escolhaRasterizar Camada. Clique na ferramenta de seleção e, mantendo Shift pressionado, arraste a cópia invertida do texto para baixo. Agora, clique na ferramenta de seleção retangular e, no topo da tela, digite 7 para o valor deDifusão. Selecione a metade inferior do texto invertido. Vá ao menuEditar e escolha Apagar.

CORES NO P&B Um modo bacana de destacar as cores de um elemento na fotografia é deixá-lo como único item colorido. Para

Comece abrindo a foto e criando uma camada que a copia (teclando Ctrl + J). Acesse o menu Filtro > Pixelização > Pontilhar. Use, em Tamanho de Célula, o valor 6. Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, no painel de controle de camadas, clique no botão com um círculo dividido em preto-e-branco ( Criar Nova Camada de Preenchimento e Ajuste). Escolha o item Limiar. Ajuste o valor do controle para 100 ou outro valor que julgar mais interessante.

isso, copie a camada de fundo em uma nova, usando o atalho Ctrl + J. Com essa camada selecionada, acesse o menu Imageme escolha Ajustes e Remover Saturação. Depois, acesse o menu Camadadepois Máscara de Camada e Revelar Todas. Agora, clique no Pincel e escolha a cor preta. Com o pincel, vá, então,

Com com o recurso selecionada, abra ao nova menucamada Camadacriada e selecione a Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Limiar Mesclar para Baixo. Para concluir, acesse o menu Filtro > Desfoque > Desfoque de Movimento. Use -45 graus em Ângulo e valor 15 em Distância .

marcando as áreas que ficarão coloridas e o efeito estará pronto.

NEVE INSTANTÂNEA

NÉVOA NA FOTO Comece teclando Ctrl + Alt + Shift + N. Clique na ferramenta Pincel e, no topo da janela, mude os valores de Tamanho para 200. Em Modoescolha Dissolver. Além disso, use 75% para Opacidade e 100% para Fluxo. Mude a cor principal para um cinza claro. Agora, clique na imagem, cobrindo-a com vários pontos. Jogos de Estilizado de Graça para Baixar o menu Filtro > Desfoque > Desfoque Gaussiano. Use o valor 8 para Raio. A névoa está pronta. Caso o efeito não tenha ficado uniforme como desejado, desfaça o efeito Desfoque Gaussiano (teclando Ctrl + Z), clique em mais pontos da foto e repita o efeito.

DICAS INFO

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dicas e tutoriais I criação

COMBINE,CRIE E REUTILIZE Crie uma ilustração com elementos de diferentes fotos, uso de recursos variados e muita imaginação

Criatividade:

ilustração abaixo teve como base as três fotos ao lado

A

mulher-morcego emerge das sombras da cidade, empunhando chicote e escudo de luz. A personagem estranha nasceu da reunião das fotos de uma jovem, de uma paisagem noturna e de um cavalete, combinadas com muita criatividade e truques do Photoshop. Acompanhe como a ilustração foi feita.

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CORPO

Primeiro, recortamos a moça. Para facilitar o trabalho, ampliamos a foto e, então, acionamos a ferramenta Seleção Rápida, clicamos em Nova Seleção na barra de opções e escolhemos um pincel fino, com diâmetro de 15 pixels. Contornamos a modelo com calma. Ajustamos o pincel e alternamos as opções Adicionar à Seleção e Subtrair da Seleção conforme a necessidade. Nesse processo, já deixamos de fora os pés-de-pato que a mulher carregava nas mãos.

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DICAS INFO

2

SEM ARESTAS

Com a seleção concluída, pressionamos o botão Refinar Aresta. Na caixa de diálogo correspondente, escolhemos a opção de visualização em fundo branco (é o quarto ícone da esquerda para a direita). Se estiver sobrando alguma rebarba ou faltando alguma parte, cancelamos e continuamos o recorte. De volta ao Refinar Arestacalibramos os controles deslizantes até conseguir o efeito desejado.

REMOÇÃO DO FUNDO 3

Em seguida, eliminamos o fundo.

Para isso, demos um duplo clique na camada Plano de Fundo e a renomeamos para modelo. Depois, acionamos o menu Selecionar > Inverter e teclamos Delete para mandar o fundo para a lixeira. Cancelamos a seleção com o comando Ctrl + D e salvamos o trabalho no formato PSD para preservar as camadas.

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ROUPAS

Na seqüência, passamos para a roupa. Também com aSeleção Rápida, separamos as duas peças do maiô. Teclamos Ctrl + C para copiar e Ctrl+ V para colar o maiô numa nova camada e Jogos de Estilizado de Graça para Baixar renomeamos paramaio.

DICAS INFO

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LUVAS E BOTAS

Para as luvas e as botas, usamos o Laço Poligonal na seleção de partes dos braços e das pernas. Ao selecionar uma parte, damos um clique duplo para finalizála e, com o Shift pressionado, começamos uma outra seleção. Ao final, teclamos Ctrl + C e Ctrl + V para levar a seleção para uma nova camada e a renomeamos.

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CORES UNIFORMES

Acionamos o menuImagem > Ajustes > Variações para mudar a cor da roupa. Clicamos várias vezes em Mais Amarelo para uniformizar a cor predominante. Clicamos emOK para concluir. Além de ser rápido, esse recurso preserva as sombras. Selecionamos, em seguida, a camada onde está o maiô e voltamos a Variações, desta vez para uniformizar o tom de amarelo.

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CAPUZ

Para criar o capuz da personagem, voltamos à camada modelo e desenhamos o capuz sobre o rosto com a ferramenta Laço Poligonal. Invertemos a seleção (Selecionar > Inverter). Com a Borracha, apagamos as sobras de cabelo e dos óculos. Em seguida, pressionamos Shift Jogos de Estilizado de Graça para Baixar desenhamos os buracos para os olhos. Invertemos de novo a seleção como indicado anteriormente.

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TEXTURA

Ainda com a seleção do capuz ativada, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, clicamos na camada do maiô. Acionamos o Carimbo, posicionamos o mouse sobre o maiô e teclamos Alt para copiar a textura. Em seguida, aplicamos a textura no capuz. Usamos o Carimbo também para copiar áreas de brilho.

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DICAS INFO

ORELHAS 9

E as orelhas da Jogos de Estilizado de Graça para Baixar ? Na camada do maiô, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, desenhamos as orelhas com o Laço Poligonal. Com o Conta-gotas, buscamos um tom escuro do capuz para dar o efeito de sombra na orelha da esquerda (usamos a ferramenta Lata de Tinta para aplicar a cor selecionada). Desenhamos a orelha da direita e, com o Carimbo, copiamos e aplicamos um amarelo mais claro.

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ACESSÓRIOS

Hora dos acessórios. Buscamos o cabo do chicote na imagem do cavalete. Contornamos o pé com a Seleção Rápida e teclamos Ctrl + C e Ctrl + V para levá-lo para uma nova camada. Renomeamos a camada para chicote. Giramos e redimensionamos o objeto para adequá-lo à mãocorrespondentes da modelo usando as ferramentas do menu Editar > Transformação.

EMPUNHADURA 11

Em seguida, arrastamos a camada chicote para baixo da camada luvas e bota. Para aprimorar o detalhe da mão pegando o chicote, com o Laço, contornamos os dedos da mão da direita na camada luvas e botas, teclamos Ctrl + C e Ctrl + V para criar uma nova camada, que denominamos dedos, e os deslocamos para perto da mão esquerda. Pelo menu Editar > Transformação > Virar Horizontalmente invertemo s a posição dos dedos.

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DETALHE DA MÃO

Passamos à camada dos dedos para baixo da camada do chicote. Voltamos para a camada luvas e botas e, com a Borrachaapagamos parte da mão. De volta à camada dedoscopiamos mais dois para completar a mão. Juntamos as camadas de dedos, selecionando-as e acionando o menu Camada > Mesclar Camadas .

DICAS INFO

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TELA WIDESCREEN 13

Redimensionamos a área da ilustração pelo menuImagem >. Na caixa de diálogo, escolhemos 39 de Tamanho da Tela de Pintura largura por 22 centímetros de altura, alinhando pelo canto inferior direito. Assim, criamos uma área na proporção de uma telawidescreen.

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CHICHOTE

Para traçar o chicote, criamos uma nova camada e, com a ferramenta Caneta, ajustada na opção Demarcadores, desenhamos o caminho do chicote. Ajustamos os pontos de ancoragem com a Seleção Direta. Clicamos em Definir Cor do Primeiro Plano e escolhemos um vermelho puro. Android] sygic gps navigation v12 opções de Pincel, buscamos os caligráficos e escolhemos o 28, com 20 pixels de diâmetro. No menu da aba Demarcadores, ficamos com Traçar Demarcador. Na caixa de diálogo, escolhemos Pincel e marcamos Simular Pressão.

ESCUDO

Criamos uma nova camada para 15 construir o escudo. Com a ferramenta Letreiro Elíptico, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, desenhamos uma forma oval em vermelho e a inclinamos com Jogos de Estilizado de Graça para Baixar opção correspondente do menu Editar > Transformação. Ajustamos a opacidade para 70%. Abrimos a aba Demarcadores, clicamos em Criar Demarcação de Tarefa a Partir da Seleção. Voltamos para a camada chicote. Na aba Demarcadores, clicamos em Traçar Demarcador.

DETALHE DO ESCUDO Com o demarcador 16

selecionado, abrimos o menu Editar > Transformação de Demarcador > Redimensionar. Na barra de opções, com o cadeado fechado, reduzimos a altura do oval em 50%. Em Demarcadore s, clicamos em Traçar Demarcador com Pincel. Movemos a camada chicote para baixo da camada modelo.

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DICAS INFO

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A VEZ DAS ALÇAS

O próximo passo é duplicar duas vezes a camada do cabo do chicote para criar as alças que prendem o escudo ao braço da modelo. Posicionamos os elementos no lugar apropriado, giramos com as ferramentas do menu Editar > Transformação e, em seguida, selecionamos as três camadas no painel correspondente, clicamos sobre a seleção com o botão direito do mouse e escolhemos a opção Mesclar Camadas. Em seguida, renomeamos a camada resultante para suporte. Com o Laço Poligonal, desenhamos as alças sobre o braço da modelo, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Ativamos o Conta-gotas e escolhemos um tom de cinza. Criamos, em seguida, uma nova Jogos de Estilizado de Graça para Baixar acima da que contém as luvas e as botas e pintamos as alças. Com um Pincel do tipo difuso e opacidade próxima a 60%, aplicamos brilho e sombra.

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COLOCAÇÃO DO CENÁRIO

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SOMBRAS

Na etapa seguinte cuidamos da ambientação. Abrimos a imagem da cidade e a arrastamos para a ilustraçãocriando uma Jogos de Estilizado de Graça para Baixar camada automaticamente. Alinhamos a cidade pelo canto inferior esquerdo e a redimensionamos.

Para aplicar o tom sombrio que caiu bem no cenário, fomos ao menu Filtro > Acabamento > Efeitos de Iluminação. Na caixa de diálogo correspondente, escolhemos o efeito, ajustamos o eixo e demos OK. Esse efeito fez uma boa diferença.

EFEITOS DE ILUMINAÇÃO Para aplicar certos efeitos de 19

iluminação, precisamo s mudar Jogos de Estilizado de Graça para Baixar modo de cores do arquivo de CMYK para RGB. Fizemos isso pelo menu Imagem > Modo > Cores RGB. Na caixa de diálogo de confirmaçãoque surge depois dessa ação, ficamos com a opção Não Mesclar.

DICAS INFO

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DE AMARELO 21 PARA AZUL

Antes de mudar a cor da roupa, selecionamos as camadas maio e luvas e botas e as mesclamos (Camadas > Mesclar Camadas). Acionamos o menu Imagem > Ajustes > Inverter para trocar o amarelo pelo azul. Em seguida, voltamos a Ajustes e escolhemos Cor Seletiva. Nessa caixa de diálogo, marcamos a opção Absoluto. No canal Azuis, movemos o controle de preto para 95%. Repetimos o processo na camada dos dedos.

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REMOÇÃO DE REBARBAS Em seguida, procedemos à exclusão

das rebarbas, selecionando o fundo com a Varinha Mágica. No menu Selecionarprimeiro escolhemos Semelhante. Depois, no mesmo menu Selecionarelegemos Modificar > Expansão e expandimos em 3 pixels. Voltamos, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, mais uma vez, ao menu Selecionar > Modificar e escolhemos Difusão. Aplicamos 2 pixels para suavizar o corte e teclamos Delete .

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BRONZEADO

Nossa personagem também precisava de um bronzeado. Na camada modelo, acionamos Imagem > Ajustes > Variações, marcamos a opção Tons Médios e clicamos nas várias opções até chegar num tom de pele mais moreno.

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DICAS INFO

CAMADA 24 BRILHO

Na camada modelopegamos o fundo com a Varinha Mágica. Vamos à camada maioacionamos Selecionar > Semelhante e, depois, Inverterpara pegarSelecionar só a roupa.> Ativamos Modificar > Contração e calibramos para 10 pixels. De novo em Selecionar > Modificarficamos com Difusão e ajustamos Raio de Difusão para 3 pixels. Toda essa preparação é para a aplicação de brilhos, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Em seguida, criamos uma nova camada, que chamamos de brilho .

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REFLEXOS

Na camada dos brilhos, com um pincel difuso grande, de cerca de 200 pixels e opacidade de 85%, movemos o mouse do lado de fora do braço para pintar dentro. Se a marca de seleção estiver atrapalhando, esconda-a teclando Ctrl + H, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Utilizamos o mesmo recurso nas demais áreas da roupa e da pele, alterando a cor e o tamanho do pincel de acordo com a necessidade. Selecionamos áreas da pele com o Laço e aplicamos brilhos e sombras em branco, vermelho e marrom.

TOQUE FINAL 26

Por fim, avivamos o chicote e o escudo. Nessas camadas, aplicamos o filtro Desfoque Gaussiano em 5 pixels ( Filtro > Desfoque > Desfoque Gaussiano). Em seguida, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, acionamos Camada > Estilo de Camada > Brilho Externo. Na caixa de diálogo, escolhemos Modo de Mesclagem Normal, 100% de opacidade, cor magenta, 1% de expansão e tamanho de 45 pixels. Está pronta a ilustração.

DICAS INFO

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dicas e tutoriais I vídeos

FILMINHOS MAIS BEM-ACABADOS POR LUCIA REGGIANI A versão Extended do CS3 também edita vídeos quadro a quadro

O

Photoshop CS3 dá conta apenas do tratamento de fotografias. Mas a versão Extended do produto possui também recursos de edição de imagens em filmes, característica que o torna uma opção atraente para profissionais de outras áreas, como cinema, vídeo, multimídia, medicina, ciências, engenharia e arquitetura. O programa trabalha com formatos de vídeo AVI, MOV e MPEG-4, em sintonia com o

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IMPORTAÇÃO

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MARCA D’ÁGUA

Importamos um vídeo AVI numa camada de vídeo, acionandoArquivo> Importar> Quadro de Vídeopara Camadas. Na caixa de diálogo, marcamos Somente Intervalo Selecionadoparar selecionar um trecho (ou Do Início ao Fim para importar todo o vídeo). Caso tenho escolhido a primeira opção, defina o trecho em que quer trabalhar e clique OK.

player Quick Time, ableton live crack Archives - CrackDev - Software Cracks Apple. Veja como fazer a edição básica de um filme.

Neste exemplo, vamos incluir uma marca d’água. Para isso, criamos uma nova camada (Camada > Nova > Camada) e, com a ferramenta Texto, escrevemos uma palavra em um tom de cinza. Depois, ajustamos a opacidade da camada para dar transparência. Arrastamos a camada para o topo para que a marca ficasse visível em todos os quadros.

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PALETA ESPECIALIZADA

Feito isso, observe, na paleta correspondente, que cada quadro do filme está numa camada, facilitando a edição individual. Vá ao menuJanela > Animação para trazer a linha do tempo. Por ela, selecionamos trechos do filme para aplicar os ajustes quadro a quadro.

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DICAS INFO

dicas e tutoriais I animação

COMO UM DESENHO ANIMADO Crie animações com fotografias, efeitos e textos sem sair do Photoshop LUCIA REGGIANI

O

Photoshop CS3 tem outro recurso bacana. EaseUS Todo Backup Home 10.6 - Sep 2020 crack serial keygen a possibilidade de criar animações com camadas de imagens, textos e ilustrações e alterando-as para que ganhem movimento. Na versão Extended, a paleta de animação pode ser exibida na forma de quadros ou linha do tempo, enquanto na versão básica encontra-se apenas a visualização frame a frame. Neste tutorial, criaremos uma animação para a web na qual um texto aparece em um fundo iluminado por raios. Em ação: animação salva em MPEG-4 é exibida no QuickTime

1

INÍCIO DA ANIMAÇÃO Para fazer a animação, criamos um novo arquivo de 640 por 480 pixels. Pelo menu

Janelaabrimos as paletas Camadas e Animação. Abrimos a imagem de fundo, um céu com raios, numa nova camada. Com a ferramenta Moverarrastamos a imagem para o fundo e a ajustamos à tela. Fechamos a imagem srcinal.

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DICAS INFO

CÉU MAIS VIVO

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Para dar um tom mais vivo ao céu, acionamos Imagem > Ajustes > Variações. Na caixa de diálogo, aplicamos Mais Azul. Como vamos animar os raios, criamos uma cópia da imagem, clicando com o botão direito e escolhendo Duplicar Camada. Na nova camada, apagamos os raios com Carimbo o uso daJogos de Estilizado de Graça para Baixar. ferramenta

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GRADIENTE DE VERMELHO

Criamos uma camada acima da pasta CÉU que denominamosTela. Com a ferramentaLetreiro Retangular, traçamos um retângulo nessa camada. Clicamos em Ferramenta Degradê. No quadradinhoDefinir Cor do Plano de Fundo na barra de ferramenta, aplicamos um tom vermelho. No quadradinho Definir Cor do Primeiro Plano, aplicamos branco. Na barra de opções do Degradê, escolhemos o padrão criado noSeletor de Degradêe a opçãoDegradê Diamante. Com isso, traçamos uma pequena diagonal no quadrado desenhado, criando um brilho.

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ORGANIZAÇÃO DAS CAMADAS

Para organizar o trabalho, renomeamos as camadas para Com raio e Sem raio. Criamos uma pasta denominada CÉU (Camada > Nova > Agrupar) e arrastamos as camadas com e sem raio para dentro dela.

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UM POUCO DE ESTILO

Na paleta Camadas, clicamos em Adicionar um Estilo de Camada(é o botão com o símbolo fx na parte inferior do painel) e escolhemos Chanfro e Entalhe. Na caixa de diálogo seguinte, ajustamos os parâmetros Tamanho e Ângulo. Marcamos Brilho Externo na lista à esquerda, acertamos o tamanho e demos OK. Salvamos o trabalho em formato PSD.

DICAS INFO

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COMEÇO DO TEXTO Em seguida, clicamos na ferramenta

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SEGUNDA PARTE DO TEXTO Escrevemos a palavra TV em um tom de cinza. Na paleta

Texto e digitamos a palavra NA com uma fonte manuscrita grande em tom azul. Na paleta Camadas, clicamos em Adicionar um Estilo de Camada. Aplicamos Chanfro e Entalhe e, depois, marcamos a opção Sombra Projetada.

Caractere, ajustamos o Espaçamento Entre os Caracteres Selecionados para -100, escolhemos fonte de 200 pontos (opção Definir o Tamanho da Fonte ) e a achatamos em 80% (opção Achatar Verticalmente). Clicamos na camada NA na paleta camada e acionamos o menu Camada > Estilo de Camada > Copiar Jogos de Estilizado de Graça para Baixar de Camada. Selecionamos a camada TV e colamos o estilo (Camada > Estilo de Camada > Colar Estilo de Camada). Salvamos o trabalho.

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INÍCIO DA ANIMAÇÃO Nesse momento, podemos começar a animar. Observe que, na linha do

tempo, todas as camadas e seus ajustes estão registrados. Na par te inferior, clicamos no ícone do filme para mudar para a visualização quadro a quadro.

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DICAS INFO

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PRIMEIROS QUADROS

Nos quadros da animação, só aparecem as camadas que estão visíveis na paleta de camadas. Assim, visível apenas a do céu semdeixamos raios. Clicamos em Duplicar Quadro Selecionado na barra inferior da paleta de animação e, em seguida, tornamos visível a camada da tela. Nessa camada, ajustamos a opacidade para 5% para deixá-la bem transparente.

ADIÇÃO DE QUADROS 10 Duplicamos o quadro 2 e calibramos a opacidade da tela para 100%. Com o Shift pressionado, selecionamos os quadros 2 e 3 e clicamos no botão Transição (é o quinto na paleta Animação, da esquerda para a direita). Na caixa de diá logo, ajustamos para 20 os quadros a adicionar. Deixamos marcadas as demais opções-padrão para abranger todas as camadas visíveis.

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ANIMAÇÃO DO TEXTO

O Photoshop criou os quadros que fazem a tela aparecer. No último quadro da seqüência, deixamos visível a camada NA e o duplicamos. Na cópia, demos visibilidade à camada TV. Duplicamos esse quadro. Voltamos um quadro (ao de número 24) e empurramos a palavra TV para fora da borda superior da cena.

DICAS INFO

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E SEM RAIOS 12 COM Selecionamos o quadro em que a palavra TV foi ocultada e o quadro seguinte e clicamos em Transição. Ajustamos o número de quadrosquadro, para 10abrimos e demosa 4K Video Downloader license key 2021 [v4.15.1] With Crack Download OK. NoCÉU último e deixamos visível apenas a camada com raios. Duplicamos o quadro e, nesse novo quadro criado, ocultamos a camada com raio. Selecionamos os quadros 36 e 35 e os duplicamos.

DE TEMPO 13 AJUSTES Por padrão, cada quadro na animação do Photoshop fica com tempo de exposição de 10 segundos. É muito. Para ajustar o tempo, selecionamos todos os quadros, clicamos na seta ao lado do tempo e escolhemos 0,2 (segundo). Depois, calibramos o tempo mais detalhadamente. Ajustamos a duração do primeiro quadro para 1 (segundo) e a do quadro 23 para 2 (segundos). Do quadro 24 ao 34estabelecemos 0,1 (segundo). Para cada raio, demos 0,5 (segundo). Salvamos.

HORA DO 14 ACABAMENTO Para concluir, acionamos o menu Arquivo > Exportar > Aplicar Acabamento em Vídeo. Na caixa de diálogo, selecionamos a pasta de gravação, escolhemos o formato MPEG-4 (você pode escolher outro, de sua preferência) e clicamos em Aplicar Acabamento. É o que basta para que o Photoshop crie a animação.

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DICAS INFO

dicas e tutoriais I 3D

OBJETOS EM TRÊS DIMENSÕES O Photoshop CS3 Extended abre e manipula objetos 3D e possibilita a edição de texturas POR LUCIA REGGIANI

Texturas: versão

Extended se encarrega da edição de texturas em objetos 3D

M

anipular objetos 3D não é tarefa para o Photoshop? Ledo engano. Na edição CS3 Extended, o programa de tratamento de imagens abre e manipula objetos 3D e edita as texturas aplicadas no software em que foram criados. A solução da Adobe trabalha com os formatos 3DS, do 3D Studio MAX; DAE, do Collada; e KMZ, do Google Earth, entre outros.

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ARQUIVO ABERTO

Para conhecer um pouco mais o recurso, neste tutorial vamos trabalhar numa embalagem. Abrimos o arquivo 3DS Jogos de Estilizado de Graça para Baixar meio do menu Arquivo > Abrir Como. Na caixa de diálogo, aceitamos as dimensões e demos OK. O Photoshop leva algum tempo lendo o modelo 3D.

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DICAS INFO

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POSICIONAMENTO

O objeto é importado já com uma textura, e nosso objetivo é alterá-la. Acionamos o menu Camada > Camada 3D > Transformar Modelo 3D para acessar a Game Hack v1.0 crack serial keygen de opções. Alternamos cliques nos ícones Girar, Rolar e Arrastar dessa barra para reposicionar o objeto em relação a seu eixo.

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NOVAS FORMAS

Clicando no botão Configurações de Seção Transversal, é possível explorar novas formas do objeto. Ao marcar a caixa Ativar Seção Transversal, podemos fatiar a imagem de acordo com o eixo e a orientação. Podemos experimentar os efeitos, deslizando os controles de Deslocamento e Inclinação. Feitas as alterações, clicamos em Confirmar Transformação na barra de opções.

SELEÇÃO DA TEXTURA 4

Em seguida, começamos a edição da textura, dando um duplo clique no nome dela na paleta Camadas. Em seguida, clicamos no ícone Ir Para o Bridge na barra de opções (se ela não estiver aparente, clique em Visualizar > Opções). No Bridge, clicamos duas vezes sobre a nova textura para abri-la.

DICAS INFO

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APLICAÇÃO DA TEXTURA

A textura é composta de uma camada e Jogos de Estilizado de Graça para Baixar pasta. Selecionamos as duas e acionamosMesclar Camadas. TeclamosCtrl + A para selecionar eCtrl + C para copiar a nova textura. Voltamos para a textura srcinal, redimensionamos e colamos o conteúdo da nova. Fechamos e salvamos as texturas.

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UM POUCO DE LUZ Feito isso, o Photoshop aplica a nova textura, mas, no nosso caso, o objeto está escuro. Falta luz sobre ele.

Para iluminá-lo, acionamos Camada > Camadas 3D > Transformar Modelo 3D. Clicamos em Configurações de Iluminação e Aparência. Ficamos com a opção Luzes Diretas e confirmamos.

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PREPARAÇÃO PARA O RÓTULO

Passamos, em seguida, à edição do rótulo. Criamos uma nova camada e acionamos o menu Filtro > Ponto de Fuga. Com a ferramenta Criar Plano (é o segundo ícone na barra lateral), contornamos as arestas frontais da caixa, produzindo uma grade. Repetimos a operação na lateral e no topo do objeto.

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DICAS INFO

SELEÇÃO DO RÓTULO

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Voltamos ao Bridge e buscamos o rótulo. Observe que o arquivo traz imagens para cada face da caixa. Aproximamos a imagem e, com a ferramenta Letreiro Retangularselecionamos a frente. Clicamos em Editar > Copiar .

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APLICAÇÃO DA FRENTE

Voltamos ao arquivo da caixa, criamos uma nova camada e a renomeamos como frente. Abrimos o menu Filtro > Ponto de Fuga e teclamos Ctrl + V para colar. Arrastamos a imagem para o centro da grade e, depois, para o canto. Assim, fica mais fácil redimensioná-la.

OUTRAS FACES

Mudamos o tamanho 10 do rótulo, acionando o menu Editar > Transformação > Redimensionar. Com a tecla Shift pressionada, ajustamos o tamanho da textura à parte da frente do desenho da caixa. Voltamos ao arquivo do rótulo e repetimos os processos descritos nos passos 8 e 9 para copiar e colar os rótulos na lateral e no topo da caixa.

DICAS INFO

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ESCOLHA

11 DO FUNDO Na seqüência, acrescentamos um fundo para valorizar o objeto. Criamos uma nova camada e a arrastamos para baixo do objeto 3D. Clicamos em Definir Cor do Primeiro Plano e escolhemos um azul-escuro. Para a cor do plano de fundo, prefirimos um azul-claro.

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GRADIENTE DE CORES

Acionamos a ferramenta Degradê e, para aplicar o gradiente, traçamos uma linha diagonal sobre a imagem. Colocamos nossa embalagem sob os holofotes, acionando Filtro > Acabamento > Efeitos de Iluminação. Na caixa de diálogo, ajustamos a incidência da luz.

DA SOMBRA 13 DESENHO Criamos uma nova camada e a arrastamos para a posição entre o objeto 3D e o fundo. Nela, montamos uma sombra. Com o Laço Poligonal, desenhamos uma área pouco maior do que a base da caixa. Pintamos essa área de preto e cancelamos a seleção teclando Ctrl + D.

NATURAL 14 TOQUE Com isso, o trabalho ganhou destaque, mas ainda falta um toque final. Vamos ao menu Filtro e escolhemos Desfoque Gaussiano com raio de 18 pixels. Calibramos a opacidade da camada para 75%, dando um ar mais natural ao sombreado. Salvamos o trabalho.

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dicas e tutoriais I produtividade

TRABALHERÁPIDO NO PHOTOSHOP Truques para aumentar a produtividade no uso da ferramenta de edição de imagens da Adobe POR ERIC COSTA

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o mundo da edição de imagem, o Photoshop é uma unanimidade, com interface e recursos copiados pelos concorrentes e uma legião PDF-Readers Archives - Patch Cracks fãs entusiasmados. Na hora de automatizar tarefas chatas, o programa também não faz por menos.Confira, a seguir, três truques para ganhar tempo no trabalho de tratamento de fotografias.

REPETINDO EFEITOS

Uma técnica simples, mas pouco usada no Photoshop, é a criação de ações para repetição de tarefas. Assim, quem vive redimensionando imagens, por exemplo, pode criar uma ação e associá-la a um Ações atalho(se de ele teclado. Para isso, acesse o painel não estiver visível, clique em Janela e Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Ações). Clique no botão Criar Nova Ação (é o quinto botão na parte inferior do Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Na tela que surge, dê um nome para a ação e escolha um atalho de teclado. Depois, clique em Gravar e repita o processo que será gravado. Quando concluir, clique no botão Interromper Execução/ Gravação do painel Ações.

OPERAÇÕES EM LOTE

Com as ações, o Photoshop também pode fazer alterações em lote nas imagens, poupando ainda mais tempo. Para isso, antes de tudo você terá de criar uma ação para a operação que quer aplicar ao lote de imagens. Depois, acesse o menu Arquivo> Automatizare, depois,Lote. Na janela que surge, escolha a ação que será aplicada às imagens, a pasta em que estão os arquivos que serão modificados e uma segunda pasta, caso não se queira sobrescrever as fotos srcinais. Clique emOK e pronto.

ROTAÇÃO AUTOMÁTICA

Um problema clássico ao digitalizar uma foto é o resultado não ficar alinhado. Fazer a rotação é fácil, mas o Photoshop conta com uma técnica para descobrir o ângulo correto. Use a ferramentaRégua e crie uma linha rente à parte superior da imagem desalinhada. Depois, acesse o menu Imagem, a seguirGirar Tela de Pintura e, então, Arbitrário. O ângulo de rotação correto será preenchido com base no que foi estimado Jogos de Estilizado de Graça para Baixar ferramenta Régua.

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programas econômicos I paint.net

UPGRADENO PAINT O Paint.Net é uma opção gratuita para editar imagens com recursos de primeira POR ERIC COSTA

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Paint.Net combina ótimos recursos, interface bem bolada e boa velocidade, tudo em um download de apenas 1,6 MB. O programa começou como projeto de estudantes da Washington Paint.Net: suporte a State University usando o pacote .Net Framework, da camadas e efeitos artísticos Microsoft, e suas boas bibliotecas de tratamento de Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. A idéia era criar uma alternativa ao Paint do camadas, um dos itens que diferenciam um programa Windows. Depois de concluído o projeto, os desen- completo de um aplicativosimples para leigos. Tamvolvedores, já formados, continuaram a lançar novas bém inclui níveis infinitos de desfazer refazer efiltros versões do Paint.Net. Ele não substitui o Photoshop, prontos, ferramentas de pintura e efeitos artísticos. claro, mas permite edição avançada deimagens sem O principal ponto forte do Paint.Net é sua ingastar nada. O Paint.Net traz, porexemplo, edição em terface. Desde a primeira versão, o visual do pro-

PAINT.NET 3.31 FABRICANTE O QUE É PRÓ

Paint.Net Team

CONTRA

Não trabalha com cores CMYK e as funções para edição em camadas são muito primárias

Editor de imagens Interface amigável e funções típicas de programas profissionais

grama foi modificado, mesclando a facilidade de editores simples, como o Paint do Windows, com as ferramentas encontradas em programas como o Photo Paint, da Corel. O Paint.Net pode substituir o Paint como o software usado ao escolher a opção Editar, quando se clica com o botão direi to do mouse em uma imagem. É uma troca praticamente sem perdas, pois o Paint.Net Jogos de Estilizado de Graça para Baixar é muito mais

pesado que o utilitário do Windows e conta com muitos recursos extras. Um ponto fraco é que ele não abre nativamente arquiv os em formatos como COMPATIBILIDADE 6,5 o PSD, do Photoshop, e o CPT, do Corel Photo Paint. Aceita os padrões mais comuns na web. Não abre nativamente arquivos PSD Para continuar uma edição em camadas iniciada (Photoshop) ou CPT (Corel Photo Paint) num desses programas, o usuário terá de salvar e FACILIDADE DE USO 8,0 carregar cada camada separadamente ou usar um Visual simples, comferramentas bem dispostas plug-in que converte arquivos PSD com limitações. PREÇO (R$) gratuito A edição em camadas é um tanto primitiva. Não ONDE ENCONTRAR www.info.abril.com.br/download/4149.shtml é possível criar camadas de ajuste, por exemplo. AVALIAÇÃO TÉCNICA(1) 7,5 E não há uma maneira de visualizar duas ou mais CUSTO/BENEFÍCIO imagens ao mesmo tempo. Para quem quiser mais (1) MÉDIA PONDERADA CONSIDERANDO OS SEGUINTES ITENSRESPECTIV E OS PESOS: RECURSOS recursos, o programa tem suporte a plug-ins, com (50%), COMPATIBILIDADE (25%) E FACILIDADE DE USO (25%). cerca de 140 opções disponíveis. RECURSOS

7,8

Edição básica em camadas, filtros e efeitos artísticos

66

I

DICAS INFO

programas econômicos I GIMP

VAI DEGIMP? Reforma na interface deixa ocódigo editoraberto de mais fácil de usar POR ANDRÉ CARDOZO

GIMP: nova interface permite o trabalho com menus e paletas

C

riado por dois estudantes da universidade deturas que podem ser aplicadas MobaXterm 21.0 + Crack 2021 With Serial Key Torrent Full Latest Version Download For [Win+Mac] imagens editadas. Berkeley, Estados Unidos, em 1996, o GIMP é oAs imagens podem ser exportadas nos formatos mais mais tradicional aplicativo gráfico para Linux,populares, como GIF, JPEG, BMP, TIFF e PNG. além de ter também versão para Windows. Durante Um recurso importante que ainda não foi incormuitos anos, o programa se saiu bem na variedade de porado à interface do GIMP é o processamento de recursos, mas pecou na interface pouco intuitiva. Mas imagens em lote. Esse tipo de operação exige que o as últimas versões avançaram nesse quesito. usuário abra a janela de comandos e crie um script Fãs de longa data podem continuar a usar o botãona linguagem Script-Fu, usada para criar plug-ins padireito do mouse para acessar a maioria das funções.ra o GIMP. Outro ponto fraco do GIMP é a ausência Mas as versões mais recentes do GIMP trazem também de suporte ao modo CMYK. Isso inviabiliza o uso do a possibilidade de trabalhar por meio de menus e paleprograma para produção profissional de imagens que tas semelhantes às de outros programas gráficos. serão impressas em gráficas. Em termos de recursos, oprograma não fica muito atrás de outros editores gráficos, como Photoshop ou Paint Shop. O GIMP trabalha com camadas, caminhos, THE GIMP 2.4 GIMP Team filtros, canais e texturas, e traz as tradicionais ferra- FABRICANTE O QUE É

Editor de imagens

mentas de edição e pintura. Um mérito do programaPRÓ Faz uso eficiente do botão direito do mouse é possuir atalhos para as ferramentas maisadas us no CONTRA Não trabalha com cores CMYK dia-a-dia. Um bom exemplo disso é a ferramenta deRECURSOS 8,0 inversão de eixo, que éacessada diretamente da barra Suporta canais, filtros, camadas e paths de ferramentas. Além das boas funções para edição,INTERFACE 7,5 Paletas podem ser agrupadas o GIMP traz objetos gráficos prontos para uso. Esses 7,0 elementos vêm a calhar, principalment e se MorphVOX Pro 4.4.80 Build 21255 Full Crack idéia for EXTRAS Capturador de telas e gerador de botões criar um website em poucos dias. PREÇO (R$) gratuito O programa tem um gerador de botões que combiONDE ENCONTRAR www.info.abril.com.br/download/1825.shtml na o texto digitado pelo usuário com fundos adequa(1) 7,7 dos para botões arredondados e com bordas. Há umAVALIAÇÃO TÉCNICA assistente semelhante para criação de logotipos. Ele CUSTO/BENEFÍCIO MÉDIA PONDERADA CONSIDERANDO OS SEGUINTES ERESPECTIVOS PESOS: RECURSOS mescla mais de 20 tipos de textura com as palavras do(1) (45%), INTERFACE (45%) E EXTRAS (10%). logotipo desejado, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. O GIMP traz ainda mais de 60 tex68

I

DICAS INFO

programas econômicos I variados

É SÓ BAIXARE USAR

Três outras opções para organizar, editar e até compartilhar fotos

OS EFEITOS DO PICASA2

A novidade mais recente doPicasa2 é a transferência de fotos para o serviço Picasa Álbum da Web. Para fazer isso, é só escolher a foto e clicar no botão de atalho na parte inferior da tela. O Picasa2 se encarrega de autenticar o usuário e fazer o upload do arquivo. Além das opções de edição básicas, o programa traz 12 efeitos especiais. Para facilitar a navegação, o usuário pode classificar as melhores fotos com uma estrela. Posteriormente, pode usar essa informação como um filtro para visualizar apenas as imagens marcadas.EM PORTUGUÊS www.info.abril.com.br/download/4046.shtml

AVALIAÇÃO TÉCNICA 8,0 CUSTO/BENEFÍCIO

O IRFANVIEW É RÁPIDO

OS DETALHES DA GALERIA Resposta da Microsoft ao Picasa, aWindows Live Photo Gallery é praticamente uma cópia do programa do Google. O aplicativo usa tags e estrelas para classificar as imagens e traz ferramentas de Jogos de Estilizado de Graça para Baixar básicas. A maior diferença em relação à Galeria de Fotos do Vista, organizador de fotos nativo do sistema operacional, é a integração com serviços online. A Windows Live Photo Gallery agiliza a publicação de fotos no Spaces, plataforma de blogs e fotos da Microsoft, e no Flickr, serviço do Yahoo!. Na interface, o principal diferencial é a prévia das imagens, exibida assim que o mouse é posicionado sobre um item. Ela mostra uma versão maior da imagem selecionada e também informações como rótulos e tamanho do arquivo. EM INGLÊS

O freewareIrfanViewfez sua fama como visualizador de imagens competente na época em que o Windows deixava a desejar nessa área. Depois, alguns dos seus recursos foram incorporados ao sistema operacional. Mas o IrfanView ganhou outras ferramentas e ainda é uma mão na roda para retoques simples e operações em lote. A versão atual conserva a rapidez característica do programa e é bem mais leve do que o Picasa e o Windows Live Photo Gallery. EM INGLÊS www.info.abril.com.br/download/800.shtml

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,3 CUSTO/BENEFÍCIO

www.info.abril.com.br/download/5032.shtml

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,7 CUSTO/BENEFÍCIO

DICAS INFO

I 69

na web I edição

AJUSTEDE BRILHO É SÓ O COMEÇO A nova geração de serviços de edição se encarrega até da execução de ajustes complexos nas imagens POR MARIA Jogos de Estilizado de Graça para Baixar MOREIRA

S

e você ainda acha que os programas de edição online de fotos não vão além dos acertos básicos de brilho e contraste e da remoção de olhos vermelhos é melhor rever seus conceitos, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Os serviços mais recentes incluem ferramentas be m mais avançadas, capazes de fazer muita diferença no trabalho com as imagens. A maioria desses se rviços ainda está em fase beta, mas não decepciona. Confira a avaliação de 14 soluções que dispensam a instalação de qualquer p rograma em seu computador.

EDIÇÃO COMPLETA

Não é preciso nem se registrar para editar imagens com o FotoFlexer. A descomplicação estende-se ao uso. Todos os recursos do serviço estão reunidos em abas — Basic, Effects, Decorate, Animations, Beautify, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, Distort, Layers, Geek. É só selecionar uma delas e, em seguida, o recurso desejado. Há vários deles. A lista de efeitos, por exemplo, traz 23 opções customizáveis. Entre as ferramentas avançadas, reunidas na aba Geek, há opções para fusão, recorte, redimensionamento, alteração e ajustes de tonalidade em curvas. Quem se dispuser a fazer o cadastro conta com recursos extras, entre eles a possibilidade de usar a interface em português, o modo de imagem em alta resolução e a de salvar as fotos tratadas diretamente em alguns dos principais serviços de compartilhamento.EM INGLÊS E PORTUGUÊS http://fotoflexer.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 8,5 CUSTO/BENEFÍCIO

PARA PEQUENOS REPAROS

O Snipshot é leve e quebra um bom galho na hora de editar uma foto armazenada no PC ou exibida em alguma página da web. O serviço faz operações básicas como redimensionamento, recorte, rotação e acertos de exposição, contraste, saturação, tonalidade e definição. Os efeitos restringem-se à conversão para tons de cinza, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Para aplicar artifícios mais elaborados é necessário assinar o serviço Pro, que sai Jogos de Estilizado de Graça para Baixar 9 dólares mensais. A foto modificada pode ser salva no próprio computador nos formatos PNG, JPEG, GIF, TIFF, PDF e PSD e enviada por e-mail. O serviço também fornece link direto e códigos HTML. Registro? Para quê?EM INGLÊS http://snipshot.com

AVALIAÇÃOTÉC NICA 7,1 CUSTO/BENEFÍCIO

70 I DICAS INFO

INTEGRAÇÃO NOTA 10

O Picnik é o destino dos usuários do Flickr quando eles clicam na opção Editar. Mas o serviço também está à disposição de qualquer internauta e dispensa a necessidade de registro. As ferramentas de tratamento de imagem incluem recorte, redimensionamento, rotação, correção de olhos vermelhos, nitidez, cores e exposição. Mas não espere nada muito preciso. Os ajustes são para leigos, similares aos de programas como o Picasa. O interessante no Picnik são os recursos de criação, com efeitos, molduras, textos e formas. As correções de cor por curvas e nível são exclusivas dosedita usuários do fotos serviço Premium, que 24,95 dólares ano. O Picnik e salva armazenadas no custa PC, em qualquer sitepor da web ou nos serviços Webshots, Facebook, MySpace, Freewebs, Picasa Álbum da Web ePhotobucket, além do Flickr.EM PORTUGUÊS www.picnik.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,5 CUSTO/BENEFÍCIO

COMO NO PHOTOSHOP

O design profissional e limpo do Splashup, no estilo Photoshop, é um conforto para quem está acostumado a trabalhar com programas de edição de imagens no computador. As paletas até podem ser movimentadas na tela como no programa da Adobe. Nos recursos, o Splashup também não faz feio, apesar de não ter a riqueza de funções de outras ferramentas concorrentes. O grande destaque é a possibilidade de trabalhar com camadas. O serviço busca e salva imagens no PC ou nos serviços Flickr, Facebook e Picasa, além do próprio Splashup. EM INGLÊS

O PHOTOSHOP FOI PARA A WEB A Adobe também se rendeu à web. A versão online de sua ferramenta de edição de fotos tem o sugestivo nome Photoshop Express. É claro que ninguém vai encontrar na internet as sofisticadas que fazem a ferramentas fama do software usado por dez entre dez profissionais da fotografia, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, mas a solução online mais do que quebra o galho quando o objetivo é fazer pequenos retoques ou dar uma incrementada numa foto. Bem organizado, o Express separa as ferramentas por grupo (basics, tuning e effects).

http://www.splashup.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,6 CUSTO/BENEFÍCIO

Na maioria dos casos, você altera a imagem selecionando uma das sugestões apresentadas pelo programa. O Photoshop Express conversa com o Facebook, o Flickr, o Photobucket e o Picasa. EM INGLÊS www.photoshop.com/express

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,9 CUSTO/BENEFÍCIO

DICAS INFO

I

71

Devotado ao Flickr

DIRETO PARA O COMPARTILHAMENTO

Quer mandar a foto para o Flickr, mas precisa dar um trato antes? O Pixenate manipula imagens guardadas no PC ou armazenadas no Facebook e, depois de modificadas, elas podem ser salvas em disco ou enviadas diretamente para o Flickr. O serviço também trabalha com qualquer imagem da web. É só indicar sua URL completa. Mas o Pixenate tem alguns problemas: é lento e a janela de edição não é boa — dependendo do arquivo, é preciso lançar mão das barras de rolagem. Fora isso, o uso das ferramentas não é tão amigável como em soluções similares. O serviço não exige registro. EM ESPANHOL http://pixenate.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,0 CUSTO/BENEFÍCIO

Muitos serviços de tratamento de imagem integram-se ao Flickr. O Preloadr vai além e trabalha exclusivamente para o serviço de compartilhamento do Yahoo! Portanto, é condição básica ter uma conta do Flickr para usar seus recursos — entre eles, o uso de camadas e filtros, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. No próprio Preloadr é possível acrescentar ou editar título, tags e descrição, além de definir se a imagem será pública ou privada. Usuários da versão básica do Flickr enviam os arquivos modificados como novas imagens. Quem usa a versão Pro pode substituir as fotos srcinais pelas editadas. EM INGLÊS

http://preloadr.com

EFEITOS DE MONTÃO

No Picture2Life, o upload pode ser feito também por e-mail. Dessa forma, fica fácil enviar fotos tiradas com a câmera integrada ao smartphone. A comodidade é complementada por uma oferta de recursos de edição e transformação surpreendente. Há uma coleção de ajustes rápidos e uma série de exemplos que podem ser aplicados às imagens. O interessante é que os ajustes e efeitos que mais agradam podem entrar para as galerias Favorites e My Effects. Mas o trabalho de edição é um pouco lento. O serviço permite a produção de coleções e a confecção de colagens e animações com fotos selecionadas. As imagens trabalhadas pelo Picture2Life podem ser salvas no próprio serviço, descarregadas para o PC ou compartilhadas em sites e ser viços. Antes de exibi-las, você ainda pode gravar uma mensagem de voz. EM INGLÊS www.picture2life.com

AVALIAÇÃOTÉCNIC A 7,8 CUSTO/BENEFÍCIO

72

I

DICAS INFO

AVALIAÇÃOTÉCNI CA 7,4 CUSTO/BENEFÍCIO

FOTOS MENORES

Apesar do nome, opic resize faz mais do que simplesmente redimensionar imagens. Ele corrige brilho e contraste, faz recortes e rotações e aplica uma meia dúzia de efeitos. Na hora de salvar, você pode escolher o formato (JPG, GIF e PNG) e a qualidade da imagem. Mas se o que quer fazer mesmo é altera as dimensões das imagens, vá até o pé da página e clique no link Batch Resize. Essa ferramenta permite selecionar múltiplas fotografias e reduzi-las para 75%, 50%

ARMAZENAMENTO COM EDIÇÃO O 72photos é, na verdade, um site de armazenamento, mas com alguns recursos a mais de edição. Mas vá com calma na aplicação dos efeitos. Nos testes, não descobrimos seexiste uma opção para desfazer as ações. Ou seja, experimentou e não gostou, tem de apagar a foto e fazer novamente o upload. As fotos tratadas podem

EM INGLÊS

ou 25% de tamanho srcinal. http://gui.picresize.com/picresize2 AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,2 CUSTO/BENEFÍCIO

baixadas como arquivo ZIP para oser computador ou compartilhadas em sites do gênero. Para alguns deles, o 72photos oferece integração automática. EM INGLÊS http://72photos.com

PERSONALIZAÇÃO É COM ELE

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,4 CUSTO/BENEFÍCIO

As ferramentas de correção não são o ponto forte doPIKIFX.com — elas restringem-se a recorte e redimensionamento. O atrativo desse serviço de tratamento são os efeitos e os elementos de decoração e personalização que permitem brincar com as imagens. As novas produções podem ser salvasem cinco formatos BMP (GIF, JPEG, PNG e TIFF), enviadas por e-mail ou publicadas em blogs, sites e fóruns com o uso dos códigos fornecidos.EM INGLÊS www.pikifx.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,3 CUSTO/BENEFÍCIO

DICAS INFO

I

73

Decore e compartilhe Se você precisa corrigir brilho, fazer recorte, mexer na saturação ou executar

RICO EM RECURSOS O visual do Cellsea é limpo e suas possibilidades de edição e transformação são muito superiores às de alguns outros serviços do gênero. A ferramenta de recorte, por exemplo, permite que se trace o cor te diretamente na imagem ou que se selecione um tamanho predefinido antes da delimitação da área que será destacada. Para as correções de cor, exposição e iluminação há um conjunto de 15 ferramentas, reunidas na aba Colors. Isso sem contar as opções de efeito e distorção. EM INGLÊS http://www.cellsea.com/media

AVALIAÇÃO TÉCNICA 8,0 CUSTO/BENEFÍCIO

qualquer outra operação de aprimoramento nas suas fotos procure outro serviço. Mas se está interessado apenas em brincar com a imagem experimente o Graphita. O foco do site são os pincéis, as legendas e os adesivos diferenciados. O site funciona também como uma área de hospedagem, oferecendo integração com diversos serviços de compartilhamento e códigos para postagem em outros sites, blogs e fóruns com os quais não faz conexão direta. EM INGLÊS http://www.graphita.com AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,0 CUSTO/BENEFÍCIO

PDF COMO SAÍDA O Phixr é outra solução que segue a tendência da integração entre serviços. Nesse caso, a lista de sites “compatíveis” inclui Facebook, Flickr, Fotopic.net, Photobucket, Picasa, SmugsmugWebshots, Buzznet, DropShots e LiveJournal. Apesar da interface um tanto antiguinha, o Phixr se sai bem na oferta de ferramentas de edição, tratamento e modificação. As fotos podem ser salvas em JPEG, GIF e PNG. Os formatos PDF e OCR também estão entre as opções de saída. EM INGLÊS, ESPANHOL E ALEMÃO http://www.phixr.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,5 CUSTO/BENEFÍCIO

74 I DICAS INFO

na web I compartilhamento

MEMÓRIA

Três serviços para quem gosta de compartilhar álbuns na web

COLETIVA

POR MARIA ISABEL MOREIRA

DIRETO PARA O MAPA

Quando surgiu, oZooomrfoi apontado como um possível sucessor do Flickr. A previsão não onteceu ac — o serviço do Yahoo! continua liderando as preferências dos internautas —, mas o Zooomr tem uma série de recursos bacanas que valem o uso. O serviço oferece, por exemplo, suporte direto a geotagging. Ou seja, você pode marcar em um mapa o ponto onde suas fotos foram tiradas. Outro atrativo é que as páginas do serviço estão traduzidas para vários idiomas, entre elas o português. As fotos podem ser comentadas e sua visualização restrita a amigos e familiares. Quem quiser colocar fotos em blogs e sites pode obter seu código html.EM PORTUGUÊS pt-br.zooomr.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 8,0 CUSTO/BENEFÍCIO

REI DA POPULARIDADE O Flickr, do Yahoo!, é disparado o serviço mais popular de publicação de fotos na web. A interface leve e sem firulas é um de seus destaques. Além dela, o serviço atrai pela possibilidade de colocar álbuns em sites e blogs e de posicionar as fotos geograficamente em um mapa. O serviço também traz ferramentas para adicionar comentários. Assim como acontece com o bookmarking social del.icio.us, a Jogos de Estilizado de Graça para Baixar com o Flickr é praticamente onipresente nos serviços de web 2.0 que integram imagens. EM PORTUGUÊS www.flickr.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 8,4 CUSTO/BENEFÍCIO

PONTO PARA O VISUAL Visual limpo e sistema seguro. Se você está em busca de um serviço com essas características, experimenteDPhoto o gratuitamente por 30 dias. Se gostar, pode assinar um dos planos Lite (3, 6, 12 ou 24 meses, com preços entre 10 dólares e 60 dólares) ou Pro (6, 12 ou 24 meses, entre 42 dólares e 154 dólares). O diferencial do serviço é o nível de controle sobre o uso das fotos. O serviço aceita uploads por e-mail e pode ser CyberLink PowerDVD Portable Crack Archives para eliminar fotos duplicadas. As galerias podem ser protegidas por senha.EM INGLÊS www.dphoto.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,3 CUSTO/BENEFÍCIO

6,0

DICAS INFO

I 75

na web I armazenamento

ESPAÇO RESERVADO

Soluções de hospedagem de fotos para uso em sites, blogs Jogos de Estilizado de Graça para Baixar fóruns POR MARIA ISABEL MOREIRA

ESPAÇO E ALGO MAIS

O popularíssimoPhotobucketoferece aos usuários cadastrados em seu serviço gratuito 1 GB de espaço de armazenamento e 100 GB de tráfego mensal. Para cada imagem carregada, o serviço traz todos os links necessários para anexá-las onde quer que seja na web. Bem completo, o Photobucket oferece ainda ferramentas para edição básica de fotos. Para um tratamento mais detalhado, integra-se ao FotoFlexer. Slideshows? O serviço acionao FleKtor para realizar o trabalho, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Os usuários podem ainda combinar fotos, vídeos, textos, adesivos e músicas em uma produção. EM INGLÊS http://photobucket.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 8,0 Jogos de Estilizado de Graça para Baixar LINKS CURTOS

Não é preciso se cadastrar para fazer uploads no TinyPic. Basta entrar no site, selecionar o tipo de material a ser carregado (foto ou vídeo), inserir tags e, no caso das fotos, escolher um dos formatos. Quando conclui o trabalho, o site apresenta todos os links possíveis: HTML para uso em websites, código IMG para fóruns, URL para e-mails e mensagens instantâneas e um link direto. Detalhe: esse link é um endereço curto. Quem se registra pode fazer o upload de várias imagens ao mesmo tempo, criar álbuns e manter favoritos.EM INGLÊS http://tinypic.com

AVALIAÇÃOTÉCNIC A 7,8 CUSTO/BENEFÍCIO

BOA INTEGRAÇÃO

A opção gratuita do serviçoWebshotsgarante o upload de 1 000 fotos e 100 vídeos, além de mais 100 fotos por mês de registro. As imagens podem ser organizadas em álbuns públicos ou privados, postadas diretamente em redes sociais e blogs populares e visualizadas no próprio Webshots. O serviço oferece ainda códigos e link direto tanto para álbuns inteiros como para fotos individuais. Quer exibi-las na forma de slideshow? É só acionar o link correspondente. Entre as vantagens do serviço pago (2,49 dólares por mês) estão o upload e compartilhamento de 5 000 fotos.EM INGLÊS http://www.webshots.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 8,2 CUSTO/BENEFÍCIO

76 I DICAS INFO

na web I mashups

NO TEMPO DOS MASHUPS Três serviços que tornam a experiência com o popular Flickr muito mais agradável POR MARIA ISABEL MOREIRA FLICKR EM FLASH O visual do Flikr não deixa a desejar, mas a interface em Flash do Flappr torna a exploração das fotos públicas disponíveis no serviço muito melhor. A navegação pode ser por uma localidade (é só clicar na bandeira correspondente ao país de interesse), tag ou usuário. Durante o exame dos resultados da busca, etiquetas permitem que se confira outras fotos do mesmo autor e se chegue à página do Flickr em que está postada.

EM INGLÊS

http://bcdef.org/flappr

AVALIAÇÃOTÉC NICA 8,2 CUSTO/BENEFÍCIO

NA COR EXATA Quer ver uma imagem predominantemente amarela, azul ou vermelha? O Colr Pickr procura fotos no Flickr baseado no tom selecionado pelo internauta numa paleta — um controle deslizante permite aumentar ou reduzir o brilho das cores no seletor. Depois é só clicar numa das imagens para ser enviado para sua página no Flickr. A pesquisa padrão busca qualquer tipo de imagem na cor escolhida. Mas o Colr Pickr traz também opções de pesquisa temáticas — flores, texturas, grafites, portas e janelas, macros, decadência urbana etc. EM INGLÊS http://krazydad.com/colrpickr

AVALIAÇÃO TÉCNICA 8,0 CUSTO/BENEFÍCIO

NOVIDADES NO FLICKR Quer matar o tempo? Digite o endereço do FlickrVision no browser e pronto. O serviço mostra atualizações de postagens no Flickr nos quatro cantos do mundo numa interface do Google Maps. A página movimenta-se e as imagens pulam na tela poucos segundos depois que foram publicadas. Quem preferir pode acompanhar essa agitação numa visão 3D. EM INGLÊS http://flickrvision.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,7 CUSTO/BENEFÍCIO

DICAS INFO

I

77

na web I apresentações

SHOW DE SLIDESE POUCO Serviços esbanjam recursos na hora de combinar e exibir fotos na internet POR MARIA ISABEL MOREIRA

DIFERENÇA NAS EXIBIÇÕES

Dá para exercitar muito a criatividade na exibição das fotos com o Vuvox. Há dois modos de usar o serviço. No Jogos de Estilizado de Graça para Baixar você escolhe a srcem das fotos (suas imagens públicas no Picasa ou no Flick e feeds RSS de alguns sites), seleciona um estilo e uma variação. Quando conclui, recebe um link único e o código html. O modo Studio não é tão rápido, mas, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, em compensação, traz diversos recursos de personalização. O Vuvox ainda inclui um módulo para recortes e colagens.EM INGLÊS http://www.vuvox.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 8,0 CUSTO/BENEFÍCIO

COMBINE E CRIE

Para criar apresentações no Slidevocê pode vasculhar fotos em seu PC, usar uma URL ou resgatar imagens publicadas em serviços, como Flickr, MySpace, Facebook e Photobucket. Até aí, tudo é rápido. Demorado é escolher entre a variedade de estilos, temas, peles, fundos, efeitos e musicais. Tudo pode ser combinado nas produções. Quer customizar uma foto com textos, adesivos e desenhos? O Slide também é um bom destino para essa tarefa. No final você recebe um código para expor seu trabalho onde quiser.EM INGLÊS http://www.slide.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,5 CUSTO/BENEFÍCIO

NÃO FALTAM OPÇÕES

Outro bom serviço para a criação de apresentações é oFlektor. São quase 200 estilos à disposição dos interessados em mostrar seus cliques. Os slideshows divertidos podem incluir música e ser compartilhados facilmente em diferentes blogs e serviços. Se preferir, você pode obter os códigos para incluir os trabalhos em páginas web e enviá-los por e-mail ou mensagem instantânea. Quando exibidas no Flektor, as produções podem ser comentadas e classificadas. EM INGLÊS http://www.flektor.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,5 CUSTO/BENEFÍCIO

78 I DICAS INFO

na web I stock photos

SEM DAR UM ÚNICO CLIQUE A foto de Jogos de Estilizado de Graça para Baixar você precisa pode estar em um banco de imagens POR MARIA ISABEL MOREIRA

QUANTIDADE E VARIEDADE

O stock.xchng— ou, simplesmente SXC — é um dos melhores pontos de parada para quem está em busca de uma imagem específica. Além de variado e bem servido, boa partedo conteúdo disponível pode ser baixada gratuitamente. Quando muito, você precisa dar crédito ou pedir a aprovação do autor. Mas as imagens que aparecem como Premium nas páginas de resultado precisam ser adquiridas. Se você quiser contribuir com o acervo do SXC é só se cadastrar e fazer o upload de suas produções. EM INGLÊS www.sxc.hu

POR UM PREÇO BAIXINHO

Mais do que um simples banco de imagens, oiStockphoto é um repositório de fotos, vídeos, ilustrações vetoriais e arquivos Flash. Nada é de graça, mas é possível encontrar conteúdo por preço razoável. Para adquirir qualquer material é necessário comprar créditos. Os preços variam de 13 dólares (10 créditos) a 1 450 dólares (1 500 créditos). Para se ter uma idéia, 10 créditos equivalem a duas imagens médio detalhada. para impressão, um vídeode outamanho uma ilustração EM INGLÊS www.istockphoto.com

REGISTRO DISPENSADO

Se o orçamento está curto, uma vasculhada no morgueFile pode ser uma boa saída na hora de achar a melhor imagem para completar um layout. Esse banco de imagens traz conteúdo gratuito e de boa qualidade. As imagens estão divididas em categorias — animais, objetos, cenas, natureza morta, pessoas e texturas — e subcategorias. Fica até fácil encontrar o que se procura, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Quando se chega à imagem adequada, o site traz várias informações úteis, como o tamanho da imagem, o total do arquivo e a data em que foi postada. Não é preciso ter registro no site para fazer o download. EM INGLÊS www.morguefile.com

DICAS INFO

I

79

na web I pesquisa

EM BUSCA Jogos de Estilizado de Graça para Baixar IMAGEMPERFEITA Encontre sem dificuldades a fotografia certa para o que precisa POR MARIA ISABEL MOREIRA

Q

uando você sabe que terá de recorrer à web para encontrar a imagem certa, a dica para não perder tempo é contar com a ajuda dos mecanismos de busca especializados, como os cinco que comentamos a seguir. Alguns localizam imagens que podem ser usadas livremente, mas, na maioria dos casos, você terá de pedir autorização para o autor e/ou pagar pelo uso do conteúdo.

COR OU P&B Se você quer procurar apenas fotos em preto-e-branco, é só marcar esse item. Se quer que o Jogos de Estilizado de Graça para Baixar da pesquisa traga somente imagens grandes, precisa apenas escolher o item correspondente no menu serefere tamanho das fotos. Essas duas que opções fazemao parte da busca avançada doPicSearch. Quando se clica numa das imagens encontradas, o serviço traz um resumo de suas informações, a página em que a imagem é apresentada e um alerta de que a permissão de uso deve ser obtida com o autor. Nas preferências do mecanismo, é possível escolher também a língua da interface, e onosso idioma é uma das opções. EM PORTUGUÊS (PORTUGAL) http://www.picsearch.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,2 CUSTO/BENEFÍCIO

FONTES VARIADAS Atrás de uma foto ou de um vídeo? Independenteme nte da resposta, vale a pena procurar o material usando o Pixsy. O site mantém uma ampla gama de parceiros — para fotos, são dezenas de provedores de conteúdo — que devem atender suas exigências. Para peneirar os resultados, é possível Jogos de Estilizado de Graça para Baixar as buscas Jogos de Estilizado de Graça para Baixar categoria e por fonte. Outro ponto positivo é a opção de salvar pesquisas para executá-las posteriormente. EM INGLÊS http://www.pixsy.com

AVALIAÇÃOTÉCNIC A 7,4 CUSTO/BENEFÍCIO

80

I

DICAS INFO

COM O FORMATO CERTO Se você precisa de uma foto horizontal, vertical ou quadrada, com altura e largura mínimas e pela qual não tenha de pagar nada oeverystockphotosé o endereço certo. O serviço indexava, no final de maio, mais de 3 milhões de imagensde sites como stock.xchng e Wikimedia Commons. Além de pesquisar por fonte, formato e tamanho, o serviço permite busca usando tags ealgumas variações na pesquisa por palavras (todas, qualquer, frase exata ou início). A apresentação dos resultados também é bastante flexível (relevância, tamanho, classificação, popularidade edata da indexação). Usuários cadastrados podem avaliar asimagens EM INGLÊS e fazer comentários, além de criar e salvar coleções. http://www.everystockphoto.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,8 CUSTO/BENEFÍCIO

BANCOS PROFISSIONAIS O StockPhotoFinderfaz o que seu nome diz — ou seja, procura materiais em bancos de fotos que podem ser licenciadas para diferentes usos, como revistas, propaganda, livros, decoração, ilustração etc. O serviço indexa fotos de quase 50 bancos de imagens. Entre os recursos da pesquisa avançada estão as buscas por data ou por década. O StockPhotoFinder pode ser usado sem a necessidade de registro, mas, nesse caso, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, as fotos selecionadas no lightbox só podem ser vistas do computador em que foram criadas (e desde que o cookie inserido pelo site não tenha sido apagado do PC).EM INGLÊS http://www.stockphotofinder.com

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,5 CUSTO/BENEFÍCIO

COM UMA MÃO DO GOOGLE O serviço Pesquisa de Imagens do Google é, de longe, o mais usado pelos internautas. Mas, com certeza, nem todo mundo explora os recursos de refinamento de pesquisaoferecidos pelo Google. Quando se clicano link Pesquisa Avançada de Imagens, pode-se filtrar os resultados por diversoscritérios para se chegar maisfacilmente ao conteúdo desejado. Exemplo? Se você está fazendo a busca por uma pessoa de nome Margarida pode pedir para o mecanismo concentrar-se nas pessoas, excluindo resultados relacionados à flor. Além disso, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, épossível escolher o tamanhodo arquivo, sua extensão (JPEG, GIF, PNG ou BMP) e coloração, além derestringir o trabalho de localização a umdeterminado site ou domínio. EM PORTUGUÊS http://images.google.com.br/

AVALIAÇÃO TÉCNICA 7,8 CUSTO/BENEFÍCIO

DICAS INFO

I

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na web I blogs

O PAPO É FOTOGRAFIA Onde trocar experiências, procurar dicas e comentar sobre o trabalho com imagens na web POR MARIA ISABEL MOREIRA

PRETO NO BRANCO

Apesar do título, nem todas as fotos apresentadas por David Beckerman no blogBlack & White Photossão em preto-e-branco. O fotógrafo americano mostra também belas imagens coloridas, muitas acompanhadas de comentários sobre como foram produzidas ou tratadas.EM INGLÊS http://beckermanphoto.com

COLEÇÃO DE DICAS

Como fotografar um cenário à luz de velas? Como trabalhar com camadas no Photoshop? Como produzir imagens 3D? As respostas a essas perguntas podem ser encontradas no Digital Photography School, blog do americano Darren Rowse que reúne uma série de dicas dedicadas aos proprietários de câmeras digitais. EM INGLÊS http://digital-photography-school.com/blog

DESASTRES NO PHOTOSHOP

Nem tudo é perfeito no mundo da fotografia digital. Ao contrário, há fracassos estrondosos no trabalho com imagens ou pequenos deslizes que põem tudo a perder. O blog Photoshop Disasters tem a única missão de apontar, com muito humor, essas falhas na manipulação de fotos. É diversão pura. EM INGLÊS http://photoshopdisasters.blogspot.com

Pausa para o relaxamento Quando a intenção não é discutir, mas sim apreciar boas fotos, três endereços que valem a visita são o Shutterlog (www.i-gloo.org/shutterlog ), o Chromasia (www.chromasia. com/iblog ) e o Stuck in Customs (http://stuckincustoms.com ). Nos dois primeiros não há nenhuma palavra, apenas fotos para apreciação. No Stuck in Customs, o fotógrafo Trey Ratcliff tece alguns comentários, normalmente nada técnicos, sobre as imagens HDR (High Dynamic Range) exibidas. 82

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DICAS INFO

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Panorama At - Andrew E. Hill & J. H. Walton - Cap 1-41

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I ílll]O 0[1).',111,11 A ,)"Ul"/J{'Y of'tlJ(' (Jlr/ lesttlment, ,)'('(ond Frilll()fl edi~-ão lmhlicada por IN"ILRV!\R'\rJY PRI:~~

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Editora Vida

PROIBIDA A REPRODUÇÃO POR QUAISQUER MEIOS, SALVO EM BREVES ClTAÇOES, COM INDICAÇAo DA FONTE.

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Editor geral: Solange Monaco Editor responsávd: Sônia Lula Assistente editorial: Ester Tarrone Revisão de tradução: Rogério Portella Revisão técnica: Paulo José Benício Consultoria e revisão técnica: Luiz Sayão Projeto gráfico e diagramação: Set-up Time Capa: Souto Design

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Hill,AndewE Panorama do Antigo Testamento I Andrew E. Hill, Joho H. Waltoo ; tradução Lailah de Noronha. ~ São Paulo: Editora Vida, 2007. Título original: A Survey o[the Old Testament. Bibliografia. ISBN 85-7367-734-1 ISBN 978-85-7367-734-8

1. Bíblia. A.T. ~ Estudo e ensino 2. Bíblia. A.T. ~ Introduções 3. Bíblia. A.T, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. ~ Teologia I. Walton, Joho H. 11. Título.

CDD-221.6

07-5912

fndice para catálogo sistemático 1. Antigo Testamento: Bíblia: Teologia 211.6

Sumário

Agradecimentos

9

Mapas

11

Abreviações

12

Prefácio à edição brasileira

14

Prefácio dos autores

16

Como usar este livro

19

Abordando o Antigo Testamento

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XenArmor Social Password Recovery Pro 2020 - June 2020 crack keygen Geografia do Antigo Testamento

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31

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53 71 91 112 127 145 161

o PENTATEUCO 1. Introdução ao Pentateuco 2. Gênesis 3. txodo 4. Levítico 5. Números 6. Deuteronômio Resumo histórico do período do Antigo Testamento PRIMEIRA PARTE:

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JHW

SEGUNDA PARTE: OS LIVROS HISTÓRICOS

7. Introdução aos livros históricos 8. Josué 9. Juízes 10. Rute 11. le 2Samuel 12. le 2Reis 13. le 2Crônicas 14. Esdras e N eemias 15. Ester Arqueologia e o Antigo Testamento

JHW JHW JHW JHW JHW

AEH AEH AEH JHW

185 194 210 222 227 246 273 290 306 315 7

TI'IH :FIRI\ I'I\IUI·.: OS LIVROS I'OI::TlCOS

I Cl. Li tcrarura hebraica poética e de sabedoria

17. Já 18. Salmos 19. Provérbios 20. Eclesiastes 2 1. Cântico dos Cânticos Formação das Escrituras do Antigo Testamento

AEH JHW JHW AEH JHW AEH

3.'33 357 373 390 401 410 423

JHW JHW JHW AEH AEH JHW AEH JHW AEH AEH JHW JHW JHW JHW JHW AEH AEH AEH

445 459 470 479 487 501 512 524 531 542 550 559 566 572 580 585 593 605

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617 625

QUARTA PARTE: OS PROFETAS

22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 35. 36. 37. 38. 39.

Introdução à literatura profética Isaías Jeremias Lamentações Ezequiel Daniel Oséias Joel Amós Obadias Jonas Miquéias Naum Habacuque Sofonias Ageu Zacarias Malaquias

QUINTA PARTE: EPfLOGO

40. Rumo ao Novo Testamento 41. O que aprendemos

Apêndice A: metodologias críticas Apêndice B: a composição do Pentateuco Cronologia da história bíblica Glossário Índice 8

637 643 654 656 661

A história da nação israelita desenvolveu-se em um contexto geográfico específico. Por essa razão, a Bíblia leva a sério a geografia e registra acontecimentos reais ocorridos no tempo e no espaço. A Bíblia não é uma passagem secreta que leva a uma história fictícia como As crônicas de Ndrnia. No entanto, não é simplesmente uma coleção de registros antigos. Também não tenciona ser um jornal ou manual topográfico. Como a arqueologia, a geografia expande nosso conhecimento do ambiente das narrativas bíblicas e enriquece, dessa forma, nossa compreensão de certos textos do AT. O mundo físico do AT era o Oriente Próximo Antigo, conhecido atualmente por Oriente Médio ou, às vezes, sudoeste da Ásia. As narrativas do AT abrangem a região da Mesopotâmia a leste, Ásia Menor ou Anatólia ao norte, a região siro-palestina e Egito a oeste, e a península arábica ao sul. Os atuais Irã e Iraque ocupam a maior parte da antiga Mesopotâmia, enquanto a Ásia Menor hoje é denominada Turquia, e a Arábia Saudita controla a maior parte da península arábica. Quase 4/5 da história do AT ocorre na área siro-palestina na costa leste do Mediterrâneo. Esse território, nos dias de hoje, inclui Síria, Líbano, Jordânia e Israel.

o MUNDO DO ANTIGO TESTAMENTO o Crescente Fértil O mundo do AT geralmente é identificado com o "Crescente Fértil". Essa área incluía o vale e o delta do rio Nilo, as planícies estreitas ao longo da costa mediterrânea siro-palestina e os vales dos rios Tigre e Eufrates. O índice pluviométrico e a irrigação adequada nessas planícies costeiras e nesses vales Jogos de Estilizado de Graça para Baixar favoreciam a agricultura e o sedentarismo, gerando as primeiras civilizações do Antigo Oriente Médio. Essa primeira parte descreve as principais regiões geográficas adjacentes ao Crescente Fértil e os respectivos povos e culturas que influenciaram a história hebraica.

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sign ifica "licITai en Ire rios", ou seja, () Tigre e o I.lix.\ prodllliva de lerra ao longo desses rios estende-se por cerca IlhO klll desde as rcgiôcs montanhosas na extremidade norte do Crescente tj~I'liI alr a.~ vastas planícies aluviais do golfo Pérsico. Como no Egito, redes d, rlUlais irrigavam a área das cheias, tornando a baixa Mesopotâmia muito produtiva em termos agrícolas. Ao contrário do Egito, a Mesopotâmia não tinha barreiras naturais para proteger a região de influência e invasão externu, A. culturas das cidades-Estados da Suméria e da Acádia foram responsável. pela difusão da civilização primitiva ao norte pelas bacias hidrográficas. O norte da Mesopotâmia foi o lugar originário dos israelitas, pois os patriar. hebreus viveram na região de Harã em Padã-Arã entre o Tigre e o Eufrates. Abl'llo é tido como amorreu (Ez 16.3), e certo tempo depois Jacó residiu temporariamente entre seus parentes amorreus em Padã-Arã (Gn 28.1-9). Tamh4m .abemos que Abraão migrou de Ur, na Mesopotâmia (ou "Ur do norte", alternativa sugerida recentemente), para Harã ao norte e, em seguida, para Canal, seguindo a revelação e promessa de Javé. A história israelita posterior foi muito influenciada pelos impérios mesopotâmicos, quando assírios, babilônios e persas controlaram a Palestina em determinados momentos de seu governo sobre o mundo do Antigo Oriente Médio. Assíria e Babilônia também foram responsáveis pela destruição do reino dividido dos hebreus e pela deportação de milhares deles para a Mesopotâmia. Mais tarde, sob o governo de Ciro e dos persas, os exilados hebreus obtiveram permissão para retornar à terra natal e reconstruir o templo de Javé. 1'1111.111'\. A

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Ásia Menor!Anat61ia A região da Ásia Menor, situada a noroeste do Crescente Fértil, é uma região montanhosa; terra diversificada com solo rico e clima mediterrâneo a oeste e sul, um planalto central árido e estéril e montanhas altas a leste, próximas à Armênia. A riqueza de minérios nas cadeias montanhosas centrais fornecia aos habitantes da Anatólia recursos disponíveis para o comércio com o restante do Antigo Oriente Médio para obter alimentos e artigos domésticos. A península também era a ligação terrestre entre a Ásia central e o sudeste europeu, o que significava que a área sofria constante invasão e influência estrangeiras. GEOGRAFIA DO ANTIGO TESTAMENTO

33

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IlIlpério I I i t ita, poderoso rival do Egito pelo controle da região siro-palestilla. ( )s hititas eram um povo militar que contratava mercenários e exportava tecnologia militar a todo o Antigo Oriente Médio. O tratado hitita, pelo qual os reis hititas subjugavam inimigos conquistados, tornou-se importante contribuição literária para o mundo antigo. Essa forma de tratado era semelhante à usada pelos hebreus para estruturar a composição da aliança entre Javé e seu povo Israel tanto em Êxodo (19-24) quanto em Deuteronômio. Também há paralelos entre certas leis hititas e o AT, e alguns estudiosos até encontram influência hitita na forma e prática da composição literária da história em Israel. Durante o primeiro milênio a.c., o povo de Urartu dominou o leste da Ásia Menor e guerreou contra os assírios pelo controle do norte da Mesopotâmia. Os lídios controlaram o oeste da Ásia Menor durante o período neobabilônico (c. 685-546 a.c.).

Região siro-palestina A região siro-palestina constitui a ligação terrestre entre os continentes da África e da Ásia. Essa faixa de 640 km de terra fértil ao longo da costa do Mediterrâneo era delimitada a oeste pelo grande mar, a leste pelo deserto da Arábia e pelo vale profundo do Jordão. A região siro-fenícia, ou parte norte dessa ligação terrestre, abrange essencialmente a Síria e o Líbano atuais. A Palestina, ou porção sul da faixa, inclui Israel e parte da Jordânia. Geralmente, o monte Hermom demarcava a fronteira entre as partes norte e sul da ligação terrestre. (As características físicas e geográfIcas da região siropalestina são descritas posteriormente neste capítulo.) A costa da região siro-fenícia tinha a vantagem dos portos naturais. Isto originou amplo comércio marítimo centrado na região, especialmente entre os fenícios e seus principais portos: Tiro, Sidom e Biblos. Os fenícios ocupavam a costa norte da Palestina, de Aco a Ugarite, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, e negociaram por toda a costa mediterrânea durante quase dois milênios Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Ez 27). Davi e Salomão foram aliados desse povo; os fenícios ajudaram no projeto e construção do templo em Jerusalém, como também na edificação de um porto em Elate, no mar Vermelho (lRs 7.13-22; 9.26-28). Durante o período da monarquia dividida, o rei Acabe (de Israel) casou com a princesa fenícia Jezabel. Isso resultou no aparecimento da religião de Baal-Melcarte na vida política e religiosa do Reino do Norte (lRs 16.29-34).

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,tC'lIdo do poder e da presença ameaçadores da Assíria, Dois outros centros Importantes de civilização localizavam-se na região siro-fenícia: as cidadesEIrados de Ebla (c. 2500 a,C.), no interior do norte da Síria, e Ugarite (c.

1500 a.c.),

na costa do Líbano.

A região da Palestina, ou Canaã, ~ra a terra prometida pela aliança aos hebreus. No entanto, a presença dos filisteus, na costa, e os diversos grupos cananeus, no lnterior, não permitiram que Israel possuísse a terra de Canaã sem conflito. A aonquista incompleta de Canaã sob a liderança de Josué deixou os hebreus lUlCetíveis à influência sedutora do baalismo cananeu e à sua idolatria e imora-

lidade

(Dt 7.1-5; Js 13.1-7; Jz 2.11-15). Os filisteus controlavam as planícies

aoateiras e permaneceram fortes inimigos de Israel durante os períodos das monarquias unificada e dividida, até o rei Jogos de Estilizado de Graça para Baixar (767-740 a.c.) subjugá-los (2

Cr 26.6-15).

Os profetas hebreus continuaram a pronunciar juízo contra as

cidades filistéias até os séculos VII e VI a.c. (e.g., Jr 25.20; Sf2.4-7; Zc 9.5-7).

Egito O Egito situa-se a sudoeste da Palestina e é conhecido desde a Antiguida-

de como o "presente do Nilo". O

rio Nilo era considerado deus pelos egípcios

porque toda a vida dependia do fluxo do seu grande leito. Os últimos 1.200

km

do rio dividiam a área conhecida por Egito na Antiguidade. Seu vale

fluvial era cercado por desfiladeiros de calcário, a leste, e pelo deserto, a oeste. A faixa de terra arável na bacia hidrográfica media entre 40 km de extensão e quase 240 km de largura no delta. A terra do Egito recebe até 200 mm de precipitação anual, e grandes áreas recebem menos de 25 mm. A atividade agrícola baseava-se totalmente na irrigação do rico solo aluvial depositado ao longo da bacia em decorrência das cheias anuais. O Egito Antigo era dividido em reino do alto Egito (ao longo da estreita faixa do vale do rio ao sul) e reino do baixo Egito (basicamente a área do delta ao norte). O padrão previsível das cheias do Nilo e as grandes barreiras naturais de montanhas e deserto nas fronteiras ocidental e oriental, tornaram a civilização egípcia estática. Os historiadores muitas vezes se referem ao "isolamento esplêndido" do Egito. Isso possibilitou a civilização GEOGRAFIA DO ANTIGO TESTAMENTO

35

l'gipli.I.1 dC\I'IIVOIVlT 11111.1 l'lOIlOllli;1 agrltoL! IOldi.ívd, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, 11111.1 ('\11111111.1 gOVl'i 1I:1IlH'llI;t!

t'st;ívd t' lima sociedade organizada,

( ls períodos histúrims da Dinastia Antiga e do Império Antigo (c. 31 ü()2100 a.( :.) testemunharam a unificação do alto e do baixo Egito no tempo

dos braós. Esse período conhecido por Arcaico também foi a época da construção das grandes pirâmides sepulcrais da família real. O Império Médio (2133-1786 a.c.) e o Segundo Período Intermediário (1786-1570 a.c.) teriam incluído a passagem de Abraão pelo Egito (Gn 12.10-20), a migração de Jacó e sua família para lá (Gn 45.16-47.12) e, talvez, a opressão dos hebreus como escravos (Êx 1.1-14). O Novo Império (1570-1085 a.c.) testemunhou o chamado de Moisés como libertador dos hebreus e o Êxodo do cativeiro egípcio (Êx 3-13). Até a Idade do Bronze Tardio (c. 1200 a.c.) o Egito conquistou o controle da Palestina sob o governo de Ramessés 11, graças, em parte, a um tratado com os hititas. A intervenção egípcia na Palestina continuou com Sisaque I, que acolheu Jeroboão como fugitivo político de Israel (lRs 11.40). Tempos depois, contudo, ele invadiu Judá durante o reinado de Roboão (1 Rs 14.2526). Daí em diante, o Egito permaneceu aliado importante e necessário para ambos os reinos hebreus contra os poderes imperiais mesopotâmicos da Assíria e da Babilônia. A história hebréia posterior também presenciou o contato considerável com os egípcios. Por exemplo, o rei Salomão se casou com a filha do faraó como parte de uma aliança política (1Rs 3.1,2). Mais tarde, o rei Josias de Judá foi morto pelo faraó Neco na batalha de Megido (2Rs 23.28-30). A influência egípcia pode ser vista também na língua e literatura do AT. Por exemplo, o AT contém quase cinqüenta palavras emprestadas diretamente da língua egípcia (como i1brek, "ajoelhai", Gn 41.43, ARC). Também existem paralelos reconhecidos há muito tempo entre a literatura de sabedoria e a poesia romântica egípcias e hebraicas (v. capo 16 e 17, "Literatura hebraica poética e de sabedorià' e "J ó"). A religião hebraica foi prejudicada pelo menos em duas ocasiões por causa da influência penetrante do culto egípcio a Ápis, isto é, no incidente de Arão e o bezerro de ouro, descrito em Êxodo 32, e na adoração ao bezerro por Jeroboão em Dã e Betel, narrada em IReis 12, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. A arte hebraica também foi influenciada pelos egípcios, pois os profetas pré-exílicos condenaram os israelitas por se afastarem de Deus, buscando alianças com o Egito (Os 7.11). Curio36

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A península arábica ~c-··

A pl'nínsula arábica é um planalto enorme. A terra é, em grande parte, dMrtica, dunas de areia e campos de lava cercados por orlas marítimas relativa.nte terteis. A península é dividida em três regiões: 1) o noroeste chamado~bia de Petra, que inclui Petra, Edom, Moabe e a Transjordânia; 2) o deserto ___ Arábia ao norte e na região central; e 3) a faixa litorânea sul chamada Arábia Mrtunada. O amplo deserto da península arábica formava uma grande barrei. entre as civilizações da Mesopotâmia e do Egito. Por esse motivo, as viagens • oriente ao ocidente, no Antigo Oriente Médio, eram feitas na direção nortelongo dos rios Tigre e Eufrates até Harã e Damasco. A região da Transjordânia, da Arábia de Petra, era reduto de várias ~es e tribos seminômades que exerceram papel importante na história Jeraelita. Moabitas e amonitas eram povos racialmente homogêneos que traçavam sua ascendência até o sobrinho de Abraão, Ló, e à sua relação Incestuosa com duas filhas (Gn 19.30-38). Ambas eram nações monárquicas, organizadas e governadas por uma forma tribal de realeza. As nações de Moabe e Amom negaram a passagem pelo sul da 'Iransjordânia aos hebreus, os quais iam do Egito a Canaã (Dt 2.9-37). Por 1"0, nenhum amonita ou moabita podia entrar na assembléia do Senhor (Dt 23.3). Ambas foram inimigas de Israel durante o período dos Juízes até OI reinos unido e dividido de Israel. De acordo com 2Reis 24 e Jeremias 37, Moabe e Amom ajudaram os babilônios a saquear Jerusalém. Mais inoportunos para os hebreus eram os deuses de Amom (Milcom ou Moloque, 1Rs 11.7; 2Rs 23.10; Am 5.23) e Moahe (Camos, 1Rs 11.7,33). A moabita mais conhecida deve ser Rute, que jurou fidelidade a Javé (Rt 1.16) e, no final, se tornou parte da genealogia do rei Davi (Rt 4.13-22). Os edomitas viviam ao sul de Moabe, desde o rio Zerede até o golfo da Arábia. Sua linhagem se origina do gêmeo mais velho de Jacó, Esaú (Gn 25.19-26). Foi uma nação rival do período do Êxodo até a queda de Jerusalém. Os profetas Isaías, Jeremias, Ezequiel, Joel, Amós e Obadias proclamaram oráculos de destruição contra Edom, "povo contra quem o SENHOR está irado para sempre" (MI1.2-4). (Para obter mais informações sobre o lugar dos edomitas na história do AT, v. capo 31, "Obadias".)

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GEOGRAFIA DO ANTIGO TESTAMENTO

37

A Terra S,lIlta -

regiões naturais

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e Berseba Planície costeira Montanhas centrais

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17.H-I (1) c faziam parte de coligação de opressores

r.lnlllgc:iros de Israel durante o período dos Juízes (e.g., Jz 6.3; 7.12). Nlínwros 24,20 e Deuteronômio 25.17-19 determinam a aniquilação total dos amalequitas pelo ataque não provocado à nação de Israel durante o Ixodo. O segundo grupo, os midianitas seminômades, eram descendentes de Abraão, Viviam na região do norte da Arábia (Gn 25.1,2,18). Em Habacuque 3.7, cuxitas e midianitas parecem ser considerados idênticos. De alguma forma, pois, tais tribos devem sobrepor-se. José foi vendido aos .'pcios por mercadores midianitas (Gn 37.25,26) e Moisés, ao se casar, entrou para o clã midianita de Jetro durante o exílio no Sinai (Êx 2.15-22). No período dos Juízes, os midianitas estavam entre os povos estrangeiros que oprimiram as tribos dos hebreus 6.2; 7.2).

az

A PALESTINA A região da Palestina recebeu este nome por causa dos filisteus (pelishtim) que se instalaram ao longo da costa do Mediterrâneo de Jope a Gaza por volta

de

1300-1200 a.c. Segundo a Bíblia, o povo filisteu estava ligado a Caftor, 47.4; Aro 9.7). Antes das migrações geralmente associado à ilha de Creta filistéias, a região chamava Canaã. Esse termo significava "terra da púrpurà' e, provavelmente, originou-se da tintura produzida por moluscos muricídeos encontrados em abundância ao longo da costa. A Palestina é geralmente considerada o centro geográfico e teológico do mundo antigo. Situava-se no cruzamento de rotas comerciais importantes da Antiguidade, a "terra entre" os continentes da África, Ásia e Europa. Também foi nessa área que o judaísmo, o cristianismo e o islamismo se originaram. A região tem aproximadamente 240 km de extensão de Dã a Berseba (nortesul) e 160 km do rio Jordão ao Mediterrâneo (leste-oeste), área equivalente ao Estado de Sergipe. O clima é típico do Oriente Médio, com inverno, cujo clima varia de ameno a frio; e isso de acordo com a altitude. Normalmente, cai um pouco de neve nas maiores elevações. A estação chuvosa vai de outubro a abril e os meses quentes e secos de verão vão de maio a agosto. A terra divide-se claramente em quatro regiões longitudinais, ou norte-sul: a planície costeira, as colinas centrais, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, o vale do Jordão e o planalto

ar

GEOGRAFIA DO ANTIGO TESTAMENTO

39

Figura A.l - Características geológicas da Palestina

~

o

CORTE TRANSVERSAL TOPOGRÁFICO -

NORTE-SUL

(Com vista para o leste) Norte

Alta Galiléia

Baixa Galiléia

Vale de Jezreel

Região montanhosa de Manassés e Efraim

CORTE TRANSVERSAL TOPOGRÁFICO -

Região montanhosa de Judá

Bacia do Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Planaltos do Neguebe

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A planície costeira A planície costeira expande-se gradualmente a distâncias de 16 a 19 km ao .ul da Palestina. Essa faixa fértil de terra recebe anualmente mais de 760 mm de chuva do mar Mediterrâneo. Três planícies distintas são identificadas ao longo da costa: Acre (Aco), que se estende ao norte, do monte Carmelo (40 km de comprimento e 8 a 13 km de largura); Sarom, entre o monte Carmelo e a cidade portuária de Jope (8 a 16 km de largura); e a planície dos filisteus, no extremo sul de Jope a Gaza. A planície costeira nunca teve grande importância geográfica para os hebreus durante a história do AT. Os fenícios controlavam-na ao norte, os filisteus, a planície Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, e a planície de Sarom era composta por um solo improdutivo, charco e por uma floresta densa na Antiguidade.

Colinas centrais A região montanhosa central era geograficamente a mais variada e, do ponto de vista histórico, a mais importante nos tempos do AT. A maioria das cidades israelitas ficava ali, e o território compreendia a maior parte da área controlada pelas monarquias hebréias unida e dividida. O terreno montanhoso forma a espinha dorsal da Palestina ocidental, que é comumente dividida em três partes principais: Galiléia, Samaria (ou Efraim) e Judá. As elevações atingem de 915 a 1.000 m; a região tem bom índice pluviométrico e é adequada ao cultivo de grãos, vinhas, pomares e olivais. Os principais pontos da Galiléia incluem o monte Tabor Oz 4.6,12) e o vale de Jezreel. A cidade de Siquém, cercada pelos montes Ebal e Gerizim, dominava a Samaria Os 8.30-35). Jerusalém situava-se no cruzamento das rotas comerciais de Judá (2Sm 5.6-12). A faixa entre Jogos de Estilizado de Graça para Baixar planície costeira ao sul e o planalto central chamava-se Sefelá. Esse amplo e fértil piemonte (ou planalto entre a costa e as montanhas) era uma área florestal, nos tempos do AT, ocupada pelos filisteus (v.Jz 14;15; 15m 17), Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Durante a época da monarquia judaica, Bete-5emes e Laquis foram fortalezas importantes ao longo da orla sudoeste de Judá (2Cr 25.17-28). GEOGRAFIA DO ANTIGO TESTAMENTO

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( ) vale do .Iordao

( ) v.dl" do rio Jordao l' IIl1la grallde depressJo geológica (11Ie cOJlll'<,:a lia Síri.l. ILIS IIlolltallhas do Líbano, e corre para o sul até o golfo de Ácaba e o 111;11 VlTl11 elllO. () vale do Jordão, que forma o limite oriental da Palestina, lalll!Jérll 1:11. parte dessa depressão recortada. () rio Jordão origina-se nas encostas mais baixas do monte Hermom e é f(lI"Illado por três ribeiros de nascente. O Jordão flui ao sul de Hermom até () lago c pântano de Hulé e depois cai rapidamente 300 m, desaguando no mar da Galiléia. Este lago de água doce fica a mais de 200 m abaixo do nível do mar e é cercado por colinas. O lago em si tem 20 km de largura e 11 km de comprimento. Em seguida, o rio flui sinuosamente ao sul até o grande mar Salgado ou Morto, mais de 400 m abaixo do nível do mar - o ponto mais baixo do planeta. Na Antiguidade, a região ao redor do mar da Galiléia era densamente povoada e intensamente cultivada por meio de irrigação. Mais ao sul, o vale do rio estreitava-se e ficava coberto de vegetação densa, habitat de animais selvagens nos tempos do AT Or 49.19; 50.44; Zc 11;3). A extremidade sul do vale fluvial era, em grande parte, despovoada, exceto onde o rio Jaboque desaguava no Jordão e no oásis de Jericó. Ladeado por montes de argila escorregadia e mata fechada, o vale do Jordão ainda é uma barreira natural entre a Palestina e o planalto da Transjordânia. O mar Morto não tem meio de vazão natural, e suas águas ricas em minerais possuem teor salino de 30%. Os desfiladeiros de calcário circundantes da margem ocidental do mar são repletos de cavernas que serviam de esconderijo para bandidos, foragidos políticos e seitas religiosas. Entre as cavernas desta paisagem erodida, foram encontrados os famosos manuscritos do mar Morto ou de Cunrã. Ao sul do mar, o vale de Arabá estende-se por cerca de 160 km até o golfo de Ácaba. Os habitantes dessa margem desabitada e árida minavam os depósitos de ferro e cobre encontrados nos montes ao redor do Arabá ou se dedicavam ao comércio de caravanas que atravessavam a região.

o planalto da Transjordânia Em geral, o planalto da Transjordânia é uma extensa elevação de 600 a 2.000 m acima do nível do mar entre o rio Jordão e o norte do deserto da Arábia. A região possui alguns minérios e é adequada à agricultura e ao

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suhdividido em três platôs principais: do monte

sul (do gol/i> de Elate ao rio Zerede), a área de Moabe e Gileade na 'lh'lIsjordânia central (do Zerede ao Jarmuque) e o planalto de Basã ao Ilorte (do Jarmuque a Dã). A "estrada do rei" atravessava o planalto da 'lransjordânia de Bosra a Damasco. O planalto de Seir é o mais acidentado dos três, com picos que atingem quase 2.000 m. Foi ali que os edomitas e, mais tarde, os nabateus construíram cidades entre os desfiladeiros. Moabe e Gileade contavam com solo fértil para cultivo e amplas áreas de pastagem para os rebanhos. Remanescentes de florestas ainda podem ser encontrados em Gileade. O maior e mais fértil dos planaltos era a região de Basã. Ali a elevação vai de 1.000 a 1.600 Jogos de Estilizado de Graça para Baixar acima do nível do mar, permitindo índice pluviométrico adequado para a agricultura. O rico solo vulcânico da planície de Basã faz dela a melhor terra de pastagem da região do Levante ou Mediterrâneo oriental (5122.12; v. Am4.1). A região da Transjordânia foi a primeira colonizada pelos hebreus na con13.24-31). Em toda a história quista da Palestina após o Êxodo do Egito do AT o planalto foi local de conflito militar. Hebreus, arameus, assírios, moabitas e amonitas disputaram o controle dos centros da rota comercial ao longo da estrada do rei e das terras produtivas de Gileade e Basã, recursos de grande valor no Jogos de Estilizado de Graça para Baixar árido de grande parte do Oriente Médio. .10

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ROTAS COMERCWS Rotas terrestres

o profeta Ezequiel descreveu o comércio fenício no primeiro milênio a.c., confirmando a localização estratégica da região siro-palestina (Ez 27.1236). Como ligação terrestre entre África e Eurásia, a Palestina desempenhava papel importante no Jogos de Estilizado de Graça para Baixar internacional já no terceiro milênio a.c. Havia duas grandes rotas internacionais que ligavam a Mesopotâmia e o Egito através da Palestina. Ambas eram rotas antigas, originárias da Idade do Bronze Antigo (3000-2100 a.c.). Uma se chamava "caminho do mar" (ou Via Maris no período romano). A rota começava em Cantir (Cantara) no delta leste do baixo Egito, atravessava o norte da península do Sinai, GEOGRAFIA DO ANTIGO TESTAMENTO

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Estradas e rotas de Canaã

- - - Rotas internacionais Rotas locais e regionais

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A importância das rotas comerciais A localização da Palestina como corredor para o comércio entre três continentes teve grande importância para os israelitas. Politicamente, a localização tornava os hebreus vulneráveis à invasão de forças estrangeiras que desejavam controlar a ligação terrestre por motivos militares e econômicos. Isso forçou Israel a ocupar-se com a diplomacia internacional, incluindo a formação de alianças com países pagãos vizinhos. Por isso, Oséias, o profeta, repreendeu o Reino do Norte (Os 7.10,11). Com orgulho e auto-suficiência, os hebreus fizeram tratados políticos com o Egito e a Assíria, recusando-se a buscar o auxílio do Senhor. Obviamente, esse tipo de manobra política foi inútil. Um após o outro, egípcios, assírios, babilônios, persas e, mais tarde, gregos e romanos dominaram a Palestina como parte da expansão militar de seus impérios. A posição crítica da Palestina também teve implicações sociais, econômicas e religiosas para os israelitas. O comércio favorecia o desenvolvimento GEOGRAFIA DO AmIGO TESTAMENTO

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IMPORTÂNCIA TEOLÓGICA DA TERRA A Palestina, ou terra de Canaã, também é um símbolo teológico significativo no AT. Esse território era o componente principal da promessa inicial de Deus a Abraão (Gn 12.1-3) e o objetivo ou destino das narrativas do Pentateuco. O êxodo do Egito foi o livramento divino com o propósito de levar os israelitas a "uma terra boa e vasta, onde há leite e mel com farturà' (~x 3.8). Canaã era a meta da obediência à aliança de Javé e a recompensa pela manutenção das estipulações da aliança. A tomada da Palestina por parte dos hebreus significou o deslocamento dos cananeus. A conquista sob a liderança de Josué foi uma "guerra santa" contra eles. O AT considera o massacre um castigo divino, justo, por intermédio do Israel teocrático, por causa do pecado terrível de associarse ao culto de fertilidade de Baal e Aserá. Os cananeus corromperam a terra e ao livrá-Ia da presença cananéia, os próprios hebreus foram purificados (Lv 18.24-30). Por fazer parte da promessa da aliança de Deus, o território estava integralmente envolvido com o relacionamento entre os hebreus e Javé. A cerimônia no Ebal, descrita em Deuteronômio 27 e representada em Josué 8, formalizou o elo entre os hebreus, a lei de Javé e a terra prometida. Os três estavam intimamente ligados debaixo da soberania de Deus. Isso significava que a presença e a bênção divinas protegiam Israel quando este obedecia às exigências da aliança (Dt 28.1-14). Também implicava que qualquer violação à aliança por parte dos israelitas corrompia a terra e prejudicava a 46

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donada ao conceito do descanso sabático para a terra da aliança (2er 36.21; v. tb. capo 4, "Levítico"). Os profetas e os poetas do AT lembraram Israel de que a posse da terra 7.1-7). mundo pertence ao SENHOR (SI 24.1), e ele transcende a "terrà' pois o mundo é o estrado dos seus pés (Is 66.1). Justamente por isso, o exílio não significava o abandono de Deus, como a visão das rodas por Ezequiel testifica (Ez 1), Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. O trono de Javé é móvel, e ele é capaz de ver e suprir as necessidades de Israel

nio garantia a presença Jogos de Estilizado de Graça para Baixar a bênção de Deus

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em qualquer lugar. Neemias lamentou a falsidade da posse da terra prometida como escravos de poderes estrangeiros por causa do pecado e da infidelidade à aliança (Ne 9.32-37). Ele sabia que o relacionamento adequado com a terra baseavase na relação correta com Deus de fidelidade à aliança. Até a linguagem e as metáforas do AT foram influenciadas pela geografia da terra prometida. O salmo 23 está repleto de alusões à terra, e em outra passagem o salmista compara o justo à árvore plantada junto à água corrente (SIl.3). A importância da água no clima árido do Oriente Médio influenciou a linguagem dos profetas e dos salmistas. A chuva e o orvalho geralmente representam a bênção e a vingança de Deus (e.g., JI2.23; 3.18). Da mesma forma, até os epítetos de Deus como "rocha", "fortalezà' e "refúgio" provavelmente foram inspirados pelo terreno acidentado e pedregoso do deserto do Sinai e da Judéia (Dt 32.15). Mesmo a referência a Canaã como terra "onde há leite e mel com farturà' descrevia a riqueza do território para sustentar a atividade pastoril (i.e., o "leite" dos rebanhos) e agrícola (i.e., o "mel", ou néctar da colheita).

Perguntas para estudo e debate 1. Por que o conhecimento de geografia é importante para o estudo doAT? 2. De que forma a geografia do Antigo Oriente Médio influenciou a história de Israel? GEOGRAFIA DO ANTIGO TESTAMENTO

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Leituras complementares AI IARONI, Yohanan. The Land o/ the Bible: A Historical Geography. Rev. ed. Transl, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. A. F. Rainey. Philadelphia: Westminster, 1979. Excelente recurso abrangente e competente. [Tradução da obra original em hebraico.] AHARONI, Yohanan

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AVI-YONAH, Michael. The Macmillan Bible Atlas. New York:

Macmillan, 1968. [Publicado em português com o título Atlas bíblico. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.] ANATI, E. Palestine Before the Hebrews. New York: Knopf, 1963. AVI-YONAH, Michael. The Holy Land: A Historical Geography. Rev. ed. Grand Rapids: Baker, 1977. BALY, Denis. The Geography o/ the Bible. Rev. ed. New York: Harper

&

Row,

1974. Obra clássica, padrão sobre o tema. BEITzEL, Barry. The Moody Atlas o/ Bible Lands. Chicago: Moody Press, 1985. BRUEGGEMANN, Walter. The Land: Place as Gift, Promise, and Challenge in Biblical Faith. Philadelphia: Fortress Press, 1977. Abordagem teológica da "terra" como parte da aliança de Javé com Israel e suas implicações para a igreja. [Publicado em português com o título A terra na Bíblia: dom, promessa e desafio. São Paulo: Edições Paulinas, 1986.] FRANK, Harry Thomas. Discovering the Bíblical World. Maplewood, NJ: Hammond, 1975. LASOR, William Sanford. Palestine. ISBE. Rev. ed. Grand Rapids: Eerdmans, 1986. 3:632-49. Debates técnicos sobre geologia, geografia, clima, flora e fauna da Palestina. MONSON, J. M. The Land Between. Jerusalem: Biblical Backgrounds, 1983. Texto programado para ser usado com o Student Map Manual, que apresenta a história e a geografia palestinas. PRITCHARD, James B., org. The Harper Atlas o/ the Bible. New York: Harper & Row, 1987. O mais completo atlas da Bíblia. RASMUSSEN, Carl G. The NIV Atlas o/ the Bible. Grand Rapids: Zondervan, 1989. Bem ilustrado, útil para o especialista e o leigo. ROGERSON, J. & DAVIEs, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, P. The Old Testament World. Englewood Cliffs, NJ: Prentice-HaH, 1989. Seções introdutórias úteis sobre geografia e ecologia do Israel antigo.

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SII/f11'1II Map Manual. Jerusalem: Pictorial Archive, 1979. VAN DER WOUDE, A, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 5., org. The World Df the Old Testament. TransL 5. Woudstra, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Grand Rapids: Eerdmans, 1986. [Tradução da obra original em holandês.] VON 50DEN, Wolfram. The Ancient Orient: An Introduction to the 5tudy of the Ancient Near East. TransL D. G. 5chley. Grand Rapids: Eerdmans, 1994, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. [Tradução da obra original em alemão.]

. . Império. do séc. XVIII a.c. _ ImpériodeTutmósislllc.1468a.C.

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Área de influência egípcia Áreahitita

GEOGRAFIA DO ANTIGO TESTAMENTO

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1 Introdução ao Pentateuco Temas principais ./ Aliança abraâmica como tema teológico unificador ./ Questões relacionadas à Topaz Sharpen AI 3.2.2 Full Version dos textos narrativos ./ Diversidade de gêneros e características literárias distintivas

o termo Pentateuco é aplicado comumente aos cinco primeiros livros do AT: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. A expressão grega significa "cinco rolos" e, aparentemente, foi popularizada pelos judeus helenistas, de Alexandria, no primeiro século d.e. Os judeus de fala hebraica tradicionalmente referiam-se a esses cinco livros como "Torá" (ou "instrução em santidade"). Outras denominações do Pentateuco incluem o "livro da Lei", ressaltando as estipulações da aliança; e a "Lei de Moisés", salientando o mediador humano. O Pentateuco foi a primeira coleção literária divinamente inspirada reconhecida por Escritura pela comunidade judaica. Como tal, é a parte mais importante do cânon hebraico, vindo sempre no início da divisão tripla do AT: Lei, Profetas e Escritos. Sua posição superior no cânon do AT em respeito à autoridade e santidade é evidenciada por sua posição e separação dos outros livros na Septuaginta (tradução grega do AT). A tradução cuidadosa do Pentateuco hebraico para o grego também confirma o grande respeito a essa coleção na comunidade judaica (ao contrário das divisões incompletas e traduzidas sem tanta preocupação com a literalidade dos Profetas e das Escrituras).

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LÍria. ;\ melhor maneira de considerar o Pentateuco é um livro de "cinco David J. A. Clines (1979) argumentou de forma convincente qUl' o Pentateuco rem duas divisões básicas, Gênesis 1-11 e Gênesis 12Deuteronômio 34. Em razão da queda do homem e do relacionamento rompido entre Deus e a humanidade, a primeira parte propõe a pergunta: "Como esse relacionamento pode ser restaurado?". A segunda dá a resposta, ou pelo menos parte dela, ao dilema humano descrito em Gênesis 1-11. A solução está fundamentada na idéia da aliança entre Deus e Abraão, em Gênesis 12.1-3. Essa passagem constitui o foco da segunda parte e, na verdade, resume os temas principais das narrativas do Pentateuco: a aliança de Javé, a posteridade de Abraão, a eleição e a graça divinas e ainda a concessão Jogos de Estilizado de Graça para Baixar "terra prometida". A parte 1 explica a origem do mundo e da humanidade, a natureza e Jogos de Estilizado de Graça para Baixar propósito do ser humano, registra a entrada do pecado na criação perfeita de Deus e revela o caráter divino que julga o pecado humano (visto no relato do dilúvio) e trata com misericórdia a criação caída (como vemos na graça estendida a Noé e sua família). A parte 2 explica como Israel, por intermédio de Abraão, tornou-se o povo eleito da aliança de Javé e instrumento de Deus para revelá-lo e restaurar o relacionamento suspenso e corrompido entre o Criador e a criação. Os relatos do Pentateuco são importantes para Israel, em razão da aliança singular com Javé, e para as nações do mundo, já que o destino da humanidade está ligado à aliança com Deus. O tema teológico unificador do Pentateuco é a promessa de Javé feita a Abrão, em Gênesis 12.3. O que a humanidade não pôde fazer, apesar de seu orgulho e auto-suficiência (sintetizados na torre de Babel), Deus iniciou mediante sua promessa da aliança. A estrutura literária do Pentateuco é mera expansão da promessa tríplice da aliança com Abrão, ilustrada na figura 1.1. VOIUllll·S".

A LITERATURA DO PENTATEUCO O Pentateuco, ou "livro da Lei", é uma rica coleção de gêneros ou tipos literários. Essa diversidade de tipos realça a natureza artística da obra e os

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Figur.l 1.1 -

Pl.lno litt'riírio do Pentateuco

G['llesis 1-11: Cridção, queda e julgamento. Gênesis 12-50: Aliança, eleição de Abraão e conservação providencial de sua família. Êxodo: Livramento milagroso do povo de Javé da escravidão no Egito, relacionamento da aliança estendido a Israel como seu povo no Sinai e outorga da Lei como constituição teocrática para Israel. Levítico: Expansão da Lei da aliança com o propósito de santidade entre o povo de Javé, já que ele viveria em seu meio. Números: Provação e purificação do povo da aliança de Javé na peregrinação pelo deserto do Sinai. Deuteronômio: Renovação da aliança e segunda entrega da Lei como preparativo para a entrada na terra da promessa pela segunda geração do povo de Javé.

temas teológicos principais e unificadores da antologia. Justamente por isso, essas formas literárias múltiplas e complexas foram diretamente responsáveis pelo debate contínuo sobre a composição e a data do Pentateuco.

Prosa narrativa A maior parte da literatura da Lei é prosa narrativa. Ela é simples, mas direta e expressiva. O texto é, quase todo, um relato registrado na terceira pessoa a respeito da história israelita antiga entremeada de orações, declarações e outros tipos de discurso direto (e.g., a intercessão de Abraão por Sodoma em Gn 18.22-33, o discurso de Javé a Moisés em Êx 3.7-12 e o diálogo entre o faraó e Moisés em Êx 10.1-21). As narrativas combinam habilmente relatos históricos e interpretação teológica, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Isso faz do Pentateuco mais que mero registro de acontecimentos em ordem cronológica; todavia, menos do que propaganda religiosa intencional para explicar ou justificar ações, fatos, instituições ou doutrinas. O melhor exemplo dessa combinação deve ser a interpretação providencial do sofrimento de José em benefício da família de Jacó (Gn 50.15-21). A linguagem do Pentateuco é simples e bela, usando linguagem antropomórfica (i.e., a atribuição de características humanas a Deus) e referências freqüentes à teofania (i.e., a manifestação visível e audível de Deus ao INTRODUçAO AO PENTATEUCO

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leV.II.11I1 .d/',IIIIS l'studiosos a usar palavras como "mito" ou "saga", "'(IIc/orc" e ""'I!lla" para descrever panes das narrativas do Pentateuco (em especial, ( ;l·IIt'\is). 'I i-at! iciollallllclHe, os estudiosos evangélicos evitaram empregar esses rútulos para as narrativas da Lei para que os relatos não fossem considera-

dos lio,:áo. A incapacidade dos estudiosos atuais de definir esses gêneros literários

Figura 1.2 -

Gêneros da narrativa hebraica

1. Cômico: história com final feliz, geralmente caracterizada pelo enredo que evolui do problema para a solução (e.g., a história de José, Gn 37-50). 2. Heróico: história formulada em torno da vida e das façanhas do protagonista, enfatizando especialmente as lutas e os triunfos do herói ou da heroína que representa um grupo (e.g., história de Abraão e Sara, Gn 12-25). 3. Épico: história heróica em grande escala, demonstrando interesses nacionalistas e, em geral, contendo personagens e acontecimentos sobrenaturais (e.g., o Êxodo do Egito, Êx 12-18). 4. Trágico: história que descreve a mudança de sorte, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, passando freqüentemente da prosperidade para a catástrofe, com ênfase no resultado da escolha humana (e.g., Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, queda de Adão e Eva, Gn 3). V. mais em L. Ryken, How to Read the Bible as Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Grand Rapids: Zondervan, 1984, p. 75-85.

Figura 1.3 -

Estrutura narrativa do Pentateuco

Gênesis 1-11: Prólogo primevo. Gênesis 12-50: Registros dos patriarcas e das matriarcas. Êxodo 1.1-12.30: Israel no Egito. Êxodo 12.31-18.27: Êxodo israelita, viagem ao monte Sinai. Êxodo 19.1-Números 10.10: Israel acampado no monte Sinai. Números 10.11-12.16: Jornada no deserto do monte Sinai até Cades-Barnéia. Números 13.1-19.22: Israel acampado em Cades-Barnéia. Números 20.1-21.35: Peregrinação desde Zim ao monte Hor e às planícies de Moabe. Números 22-Deuteronômio 34: Israel acampado em Moabe. 56

tamhém cOl1lrihui para a rdut:lIlcia em usar tais palavras. Mais uma vez, a

crença na historicidade do A:1" impede alguns estudiosos de incluir Gênesis (e o restante da Lei) nessas categorias mal definidas. O aspecto histórico das narrativas em prosa do Pentateuco será discutido posteriormente.

POESIA ANTIGA O Pentateuco contém alguns dos exemplos mais antigos de poesia hebraica de todo o AT. A análise cuidadosa da ortografia, do significado das palavras e da organização das frases indicou o aspecto antigo de vários trechos poéticos. Dos quais, destacam-se o cântico do mar composto por Moisés (Êx 15), os oráculos de Balaão (Nm 23 e 24), a bênção de Jacó (Gn 49) e o cântico e a bênção de Moisés (Dt 32 e 33). A data da forma atual desses textos poéticos varia entre os séculos XIII e XI a.c., e isso de acordo com a análise técnica abaixo. 1 Formas poéticas específicas no Pentateuco incluem: •

Orações (e.g., a bênção de Arão, Nm 6.22-27);



Cânticos de louvor (e.g., o cântico de Miriã, Êx 15.21; o cântico de Israel, Nm 21.17,18);



Hinos Jogos de Estilizado de Graça para Baixar vitória no estilo épico (e.g., o triunfo de Javé sobre os egípcios no cântico do mar composto por Moisés, Êx 15);



Bênçãos a membros da família dos patriarcas (e.g., a bênção de Rebeca, Gn 24.60; a bênção, no leito de morte, de Jacó aos doze filhos, Gn 49);



Profecias (e.g., o pronunciamento de Javé a Rebeca sobre os gêmeos, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, Gn 25.23; o oráculo de Balaão sobre Israel, Nm 23 e 24);



Promessas da aliança (e.g., as promessas de Javé a Abrão, Gn 12.1-3; 15.1);



Cânticos de escárnio (e.g., o escárnio de Lameque, Gn 4.23).

Revelação profética A literatura profética no AT inclui previsões, ou revelações divinas, e exposições, ou interpretações, da revelação voltada para a aliança de Deus com Israel. O Pentateuco contém exemplos de ambas. IV. David N. Freedman, Divine Names and TItles in Early Hebrew Poerry, em Magnalia Dei: me Mighry Acts of God, F. M. Cross et alii (orgs.), (Garden Ciry, NY: Doubleday, 1976), Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, p. 55-107. INTRODUÇÃO AO PENTATEUCO

57

A l!'VeLH"lo plo/l"lil,1 11;1 Lei o,"n'l'lll Il,IILlliV,I\ l'lIl PIO\;ll'CIII l
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l'slT;lvid:1O de seus descendentes (Cn I '5,12-16) e a previsao escrita

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Pl'lltatl'UCO ind 1Il'1l1 a bênção patriarcal de Jacó, que liga a realeza à tribo de Jud,i (Gn 49.8-12), e as declarações líricas de Moisés sobre as tribos de Israel (Dt 33). Os exemplos mais claros de interpretação profética da revelação divina de Javé são o discernimento de Moisés relativo à Jogos de Estilizado de Graça para Baixar da aliança de Israel e da orientação e preservação providencial do povo (no denominado prólogo histórico de Dt 1-4); além disso, deve ser incluída a exposição feita por Moisés das estipulações pelas quais Javé imporia obediência à aliança em Israel por meio de bênçãos e maldições. Em ambos os casos, a instrução aos israelitas é seguida por admoestações à sujeição à aliança (Dt 4.1-10; 29.9).

Lei O conceito da lei não era restrito aos hebreus no Antigo Oriente Médio, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Coleções de leis foram publicadas na Mesopotâmia já em 2000 a.c., cerca de cinco séculos (ou mais) antes da época de Moisés. Os documentos legais mais conhecidos são as leis sumérias de Ur-Nammu (Dinastia Ur UI, 29642046, ou talvez seu fllho Shulgi, 2046-1999) e Lipit-Ishtar (rei de Isim, 1875-1864), e as antigas leis babilônicas de Eshnunna (séc. 19 a.c.) e Hamurábi (rei de Babilônia, 1792-1750). A influência da tradição legal do Antigo Oriente Médio na forma e função da lei hebraica é inegável e amplamente documentada. 2 Aliado a essa influência cultural contemporânea, o AT afirma a origem divina da lei hebraica por intermédio de Moisés como legislador de Javé. O Pentateuco geralmente é associado à Lei, como muitos dos títulos hebraicos dos cinco livros atestam. A palavra lei traduz a palavra hebraica tôrâ, e a lei do AT inclui mandamentos (mitswâ)estatutos (/lõq) e ordenanças (mishpii.h.

2A1ém da abrangência deste debate, os paralelos entre as leis do Antigo Oriente Médio e do AT são discutidos minuciosamente em Ancient lsraelite Literature in lts Cultural Context, p, 6994; e H. J, Boecker, Law and the Administration ofJustice in the Old Testament and the Ancient Near East, transI. J. Moiser (Minneapolis: Augsburg, 1980), p. 66-176.

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11.\ 111.11\ dl' \('i\ll'IIt.I\ ki\ 110,\ livro\ dl" Fx()(lo, Levílico, NÚllIeros e 1k1l1l'10llÚlllio, () prop\ísilO da kgisb~';lo bíblica era organizar c regular a vlIl.l 11101;11, 'l'ligiosa ou cnill10nial e civil de Israel de acordo com a santidade !In r,\s.íria para manter () relacionamento de aliança com Javé. ( ) propósito da lei hebraica também teve implicações na forma literária ti" lt'gislação do AT. Sua lei era uma aliança; era lei contratual que envolvia duas partes distintas. Ela se assemelhava às alianças suseranas do mundo antigo, principalmente as dos hititas, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Exemplos disso são o código da aliança (tx 20-24) e o livro de Deuteronômio. As alianças de suserania eram outorgadas por senhores independentes e poderosos a vassalos dependentes e mais fracos, garantindo-lhes certos benefícios, dentre os quais, proteção. Em troca, o vassalo era obrigado a cumprir condições específicas para atescar lealdade exclusiva ao suserano. Em termos gerais, a lei do AT compreendia estipulações declaratórias e prescritivas da aliança à vida do povo hebreu (decerto em Dt 30.15-17). A maior parte do material legal do AT encontra-se em Êxodo 20Deuteronômio 33 e origina-se nas cerimônias de acordo e renovação da aliança nos montes Sinai e Nebo. Várias subcategorias importantes podem ser identificadas: 1. Leis casuísticas, geralmente escritas na fórmula condicional, referentes a alguma situação legal hipotética específica. Por exemplo: "Se um homem for surpreendido deitado com a mulher de outro, os dois terão que morrer, o homem e a mulher com quem se deitou. Eliminem o mal do meio de Israel" (Dt 22.22). 2. Leis apodíticas ou ordens afirmativas ou negativas diretas que estabelecem os limites da conduta adequada na sociedade hebréia. Por exemplo: "Não terás outros deuses além de mim" (Êx 20.3) ou "Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá" (Êx 20.12). 3. Proibição ou ordem negativa referente a ofensas hipotéticas ou sem afirmação de castigo determinado. Por exemplo: "Não amaldiçoem o surdo nem ponham Jogos de Estilizado de Graça para Baixar de tropeço à frente do cego, mas temam o seu Deus. Eu sou o SENHOR" (Lv Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 4. Lei de morte, combinação da proibição que traz uma afirmação legal distinta sobre crimes específicos merecedores da pena de morte. Por INTRODUÇÁO AO PENTATEUCO

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Ic a (:rimes cometidos em segredo. A maldição foi criada para protegcr a comunidade da aliança da impureza causada pela violação a alguma cláusula da aliança e para trazer julgamento divino ao criminoso. Por exemplo: "Maldito quem mudar o marco de divisa da propriedade do seu próximo" (Dt 27.17) ou "Maldito quem matar secretamente o seu Element 3D Crack [v2.2] With Torrent + License File Free Download 2021 (Dt 27.24).

o conteúdo da lei do Antigo Oriente Médio pode ser resumido em três títulos: lei civil, cerimonial e cúltica. As subdivisões da lei civil incluíam casamento e família, herança, propriedades, escravos, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, dívidas, impostos e salários. Subtítulos comuns da lei cerimonial eram assassinato, adultério e estupro, furto, desvio sexual, falso testemunho, agressão e imputabilidade. A lei referente ao culto organizava a legislação em quatro temas principais: sacrifícios, purificação, modo ou objeto de adoração e cerimônias.

o PENTATEUCO COMO HISTÓRIA Contexto histórico Os cinco livros da lei narram o período iniciado na criação até a morte de Moisés no monte Nebo, em Moabe, pouco antes da conquista israelita de Canaã. Obviamente, é impossível determinar a data da origem deste planeta e do sistema solar. Embora estimativas variem de dezenas de milhares a bilhões de anos, parece melhor considerar a criação como um "mistério sem datà'. Grosso modo, as narrativas do Pentateuco, desde o chamado de Abrão iZotope Ozone 8 Elements crack serial keygen 12) até a morte de Moisés (Dt 34), podem ser atribuídas às Idades do Bronze Médio e Tardio da história do Antigo Oriente Médio. Em uma série cronológica elementar, isso significa que o Período Patriarcal se estendeu de 2000 a 1600 a.c. aproximadamente, enquanto Moisés e o Êxodo datam de 1500 a 1200 a.c. (dadas as opções de data mais antiga [séc. 15 a.c.] e recente [séc. 12 a.c.] para o Êxodo israelita do Egito - v. o tópico "Cronologia do Pentateuco"). Os patriarcas surgiram da cultura mesopotâmica fundada pelos sumérios, mas modificada pelas dinastias semitas de Sargão de Acádia que conquistaram e absorveram a civilização suméria decadente por volta de 2400 60

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A Palestina na Idade do Bronze Médio era dominada por cidades-Estados dispersas como a Mesopotâmia, embora com menor densidade delllográfica e menos urbana. De acordo com a história egípcia de Sinue, a tilma da fartura agrícola da Palestina era ampla. Cananeus, amorreus, jebuseus C horeus não-semitas estavam entre os grupos étnicos mais importantes que ocuparam a região siro-palestina desse período. Mais tarde, egípcios e hititas influenciaram a disputa pelo controle dessa importante ligação terrestre (atestado pelas tabuinhas de Amarna e de Boghazkõy). Os egípcios foram o povo que mais se destacaram na formação do contexto histórico do Pentateuco. O contato esporádico de Abraão com o Egito resultou na migração e instalação de todo o clã de Jacó na região do delta do Nilo. Em decorrência disso, os hebreus residiram no país durante vários séculos, multiplicando-se e formando uma "grande nação" ao mesmo tempo que se aculturam completamente à civilização egípcia. Alguns fatos indicam como se deu tal influência: pouco depois do Êxodo, os hebreus recaíram na adoração de uma divindade provavelmente egípcia (Êx 32.110); durante a peregrinação, o povo desejou voltar ao Egito (Nm 11.4-6); o Pentateuco em si contém cerca de 45 empréstimos lingüísticos egípcios. Ironicamente, a narrativa de Êxodo coloca Moisés e Javé em oposição ao faraó e aos deuses do Egito e destaca Moisés, ex-cortesão egípcio, como a personagem central. (Para obter mais detalhes sobre a história egípcia, v. "Resumo histórico do período do Antigo Testamento", p. 161).

Cronologia do Pentateuco Embora a maior parte da história do Pentateuco seja atribuída às Idades do Bronze Médio e Tardio do Antigo Oriente Médio, ainda não se chegou a uma cronologia exata para os patriarcas hebreus. Alguns teólogos colocam as personagens em uma estrutura cronológica fixa, determinando o ano exato de cada acontecimento. Por exemplo, o nascimento de Abrão recebe a data de 2166 a.c., o início da viagem a Canaã, de 2091, o sacrifício no monte Moriá, de 2056, e a morte do patriarca, de 1991 a.c. Outros encaixam os patriarcas em uma série cronológica relativa, distribuindo-os nos quatro séculos entre 2000 e 1600 a.c. Dadas as informações bíblicas escassas e INTRODUÇÃO AO PENTATEUCO

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,llId'II',II,I.\ l'lIl rd,I~,lo :1 hi\IÚII.I l' llo"ologl;1 do /'l'III.i!l'lllO, l" prl'll'lívl'1 II.I~,II 11111,1 lillh,1 rl'Liliv:1 de Il'IIIPO para o I'níodo /'atri:lrcd. /',Ii!rl'LlllIO, IIll',\1ll0 1I111a série crollológica rdativa para a história hebraica .\111 ig:1 Il'llI prohlemas, COIllO o gdfico na fIgura l.4 mostra. ( ) dehatl' celllraliza-se em duas questões principais: a interpretação dos 1ll'lIlll'roS lia Bíblia e o papel da arqueologia e do estudo comparativo histórico e litcdrio concernente à da história bíblica. Os estudiosos dedicados à leitura literal das fórmulas de datas do AT afirmam a historicidade das narrativas de Gênesis e defendem que a data do Êxodo do Egito é mais antiga. Os que interpretam as fórmulas de datas em sentido figurado ou simbólico geralmente defendem uma data recente para o Êxodo, diferindo, contudo, na compreensão da historicidade das narrativas patriarcais. Estudiosos que tomam a posição cética com relação às narrativas do AT são considerados "reconstrucionistas" porque rejeitam a leitura do texto ao pé da letra no intuito de resgatar ou estabelecer a história "real" do AT mediante a aplicação de metodologias histórico-críticas ao texto bíblico. Outro problema cronológico que surge das narrativas do Pentateuco é a verdadeira data da saída da escravidão no Egito. Os nomes dos faraós da Jogos de Estilizado de Graça para Baixar e da saída dos hebreus não são mencionados no texto bíblico, e em decorrência dessa ambigüidade, duas posições distintas surgiram do debate acadêmico. Uma interpreta as fórmulas de datas de Juízes 11.26 e 1Reis 6.1 literalmente e atribui o Êxodo ao século XV a.c. (data mais antiga). A outra lê as mesmas fórmulas de data simbolicamente, dando prioridade aos dados arqueológicos e às evidências extrablblicas e data o Êxodo no século XIII a. C. (data recente). (v. mais detalhes no capo 3.) ,li\'

Confiabilidade histórica A abordagem da análise das fontes surgida durante o século XIX não só afetou a maneira pela qual os estudiosos viam a composição literária do Pentateuco, mas também teve grandes implicações na historicidade das narrativas patriarcais. Julius Wellhausen, o maior defensor da "crítica das fontes", Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, afirmou que o Pentateuco não comprova a historicidade dos patriarcas, apenas reflete as histórias patriarcais recontadas em uma era posterior. Deve-se observar aqui que a posição cética em relação ao registro do AT como história não é exclusiva da análise das fontes. Muitos eruditos atuais

62

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COlllp.tr.H.lO dt, sish.'Il1,ls cronológicos

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Êxodo recente

Reconstrucionista

21 00 p.ltri.nc.ls 2166-1805

()s

20 ~O

Migração para o Lgito 1876

19 ~O

Permanência no Egito 1876-1446 Escravidão 1730 ou 1580

OS patri arcas 1952-1589

18 ~O

OS patriarcas 1950-1650

Migração para o Egito 1660

1/ 00

Migração para o Egito 1650

16 00 Permanência no Egito 1660-1446 Escravidão 1580

15 00 14 ~O

Peregrinação 1446-1406

Peregrinação 1446-1406

13 ~O

Conquista e juízes 1406-1050

Conquista e juízes 1406-1050

12 00

11 00 Reino unificado 1050-931

Data mais lIntiga para o

êxodo e 430 anos de permanência no Egito conforme leitura do texto massorético de 12.40

tx

I

Reino unificado 1050-931

10 00

Permanência CleanApp Mac 5.1.3 Crack Full Version Free Download Egito 1650-1230 Escravidão 1580

Os patriarcas 1500-1300 Migração gradual Permanência no Egito 1350-1230

Conquista e juízes 1230-1025

Conquista e juízes 1230-1025

Reino unificado 1025-931

Reino unificado 1025-931

I

9 ~O Data mais antiga para o êxodo

Data recente para o

Data recente para o êxodo

e 215 anos de permanência no Egito conforme leitura Septuaginta de tx 12.40

êxodo e crença na historicidade da história patriarcal

e reconstrução da história bíblica por meio da crítica

das formas

De John H. Walton, O Antigo Testamento em quadros. São Paulo: Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, 2001, p. 99.

que aceitam a unidade do Pentateuco com base na crítica literária também negam a historicidade das narrativas bíblicas. Falam de "história sagradà' e de "ficção em prosà', professam a verdade teológica das Escrituras, negando, porém, que a mensagem reflita a realidade histórica. INTRODUÇÃO AO PENTATEUCO

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'Iil',\ I.I/(Il'\ h.í\il.l\ 101.1111 ('xpO,\I.I.\ ('111 prol do ll'lil i,\IIIO d.1 l rílicl das IOllln ('111 rd;u,;iO ;'1 hi,\lOricidade: I) Pn:ssu!l0c-se que ;IS

tradi~"Oc,\

orais, l1as

quais sc !lasearalll os doculllelltos escritos posteriormentc, f()J'am prejudicados por t:dha na transmissão; 2) A distância entre os acontecimentos históricos do AT e sua documentação afeta seriamente a confiabilidade do registro cscrito; e 3) os acontecimentos históricos preservados nos documentos escritos posteriormente, sem dúvida, foram editados excessivamente pela comunidade hebraica em face de motivos teológicos e políticos. Hoje há três escolas de pensamento sobre a confiabilidade histórica das narrativas do Pentateuco (e de outras do AT). A primeira, geralmente denominada abordagem ortodoxa ou tradicional, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, pressupõe a origem sobrenatural do

AT e a precisão histórica completa do registro bíblico. O teólogo ortodoxo ou conservador recorre a fontes extrabíblicas e arqueológicas apenas para apoiar e elucidar a história confiável de Israel já encontrada na Bíblia. A segunda abordagem, histórico-arqueológica, presume que o Pentateuco (e o AT) é, de forma geral, confiável. Isso significa que o AT conservou, em grande parte, as tradições históricas em vez de criá-las. Os dados arqueológicos são empregados como controles objetivos dos relatos da história bíblica em lugar das subjetivas hipóteses literárias e filosóficas. Os defensores dessa posição acreditam que a correlação adequada entre os dados arqueológicos e a tradição bíblica apoiam a historicidade das narrativas do AT ou permitem a reconstrução adequada da história israelita. A terceira escola é a do reconstrucÍonismo histórico, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Ela assume uma posição cética com relação às narrativas bíblicas por serem obra de historiadores do tipo pré-científicos e medievais. Geralmente, outras fontes antigas extrabíblicas são consideradas mais confiáveis do que as Jogos de Estilizado de Graça para Baixar do AT por serem documentos mais antigos e, portanto, mais próximos dos acontecimentos relatados. Os proponentes desta escola usam grande variedade de metodologias incluindo crítica das fontes, literária, da forma e da "história da tradição" para reconstruir a história de Israel alegando que os relatos bíblicos em si não podem ser interpretados literalmente. Mais uma vez, é digno de nota que os eruditos ortodoxos também podem usar essas metodologias críticas pressupondo a origem sobrenatural e confiabilidade histórica do AT.3

3y'

p. 1-19.

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Carl E. Armerding, The Old Testament and Criticism, (Grand Rapids: Eerdmans, 1983),

1\ <jun;tal) da lOlllia\Jililbde hi,\túric\ das Ilarrativa~ do Pelltateuco (e de

outras do AT) depende, pois, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, das pressuposiçoes rderentes à natureza do texto bíblico. Os proponentes da confiabilidade histórica, em geral, crêem na inspiração divina das narrativas bíblicas, e defendem a exatidão da história de Israel. De modo inverso, os sustentadores da posição "reconstrucionista" da história do AT geralmente desconsideram a origem divina ou sobrenatural das narrativas bíblicas. Essa pressuposição explica sua visão crítica do AT como um documento humano, falho e pré-científico, e explica a necessidade de reinterpretar ou recriar a história hebraica à luz de dados literários e arqueológicos extrabíblicos e de modelos contemporâneos sociopolíticos.

INTERPRETAÇÃO DO PENTATEUCO O Antigo Testamento e a igreja cristã Desde a época do herege gnóstico Marcião (séc. 11 d.C.), a igreja tem sido desafiada com o problema do papel do AT na Bíblia cristã. Marcião representa um extremo, isto é, o da rejeição total do AT e de seu "Deus inferior". Atualmente, o outro extremo pode ser encontrado entre grupos que reconhecem a natureza da autoridade absoluta das Escrituras do AT para a vida e para a igreja. Mais recentemente, tal aplicação da autoridade do AT, especialmente a Lei, à vida do cristão tem testemunhado o ressurgimento do movimento "teonômico" ou teologia do domínio, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 4 O problema de reconciliar "lei" e "graçà' originou vários métodos de interpretação do AT durante a Idade Média. Como se acreditava que a revelação estava expressa e oculta no texto da Bíblia, várias abordagens hermenêuticas ou interpretativas foram usadas para entender adequadamente as Escrituras. Quatro métodos básicos surgiram: 1) o literal ou simples, que interpreta Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Bíblia ao pé da letra; 2) o significado alegórico ou implícito, revelando significados ocultos para fé pessoal; 3) o moral ou di:dático, direcionando a conduta cristã; e 4) o anagógico, que se concentra na consumação da fé e na esperança suprema do cristão.

4Greg L. Bahnsen, Theonomy in Christian Ethics, (Nudey, NJ: Craig Press, 1979). Bahnsen argumenta que o caráter predominante da Lei do AT é moral; logo, seu conteúdo ainda é obrigatório. V. William S. Barker & W. Robert Godfrey, orgs., Theonomy: A Reformed Critique, (Grand Rapids: Zondervan, 1990). INTRODUÇÃO AO PENTATEUCO

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I k\dc ,I 1{c/O""L1, a,\ ig . cja~ prole~Llllll'S Il'llLlIlI sohll iOILIr ;1 lellS;IO l'II-

In' ,I "lei" d;1 ;IIIlig;1 aliall(;a l' a "g ., Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. a~·a" da IIova por llIeio de IIll1a de duas ahordagellS h;ísicas. A primeira intensifica a descontinuidade das duas alian~'as, l'1Il níveis varÍ;Íveis, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, por meio da interpretação "dispensacionalista", Ela identifica sete eras independentes, ou dispensações, de revelação divina, Esta abordagem faz distinções nítidas entre Israel e a Igreja e, em essência, propõe suspensão messiânica da lei do AT. A segunda abordagem, a teologia da aliança, salienta a continuidade da "aliança das obras" e a "aliança da graça" ressaltando seu inter-relacionamento. 5 John Goldingay oferece um resumo útil das posições contemporâneas com relação a continuidade e descontinuidade entre o AT e o NT. Ironicamente, suas categorias se assemelham muito às da interpretação bíblica da Idade Média. Na primeira posição, o AT, como "estilo de vida", equivale ao método moral interpretativo da Idade Média, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, que o considera um manual de ética pessoal, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. A segunda tem o AT como "testemunha de Cristo", destacando a interpretação alegórica e a tipológica como a abordagem do "significado oculto". A terceira leva em conta o AT como "história da salvação", chamando atenção ao Deus que age de forma redentora na história humana. Como a abordagem anagógica, este método aponta para a vinda de Cristo como elo fundamental entre o AT e o NT. A categoria final de Goldingay, o AT como "Escriturà', evidencia o desenvolvimento do cânon como voz de autoridade com respeito à crença e prática na comunidade religiosa. 6 Segundo John Bright, somente a abordagem que leva o AT a sério como Escritura interpreta corretamente o texto e põe a antiga aliança onde lhe é devido na Bíblia cristã. De certa forma, as três outras abordagens (a do AT como estilo de vida, como testemunha de Cristo e como história da salvação) reduzem a antiga aliança a uma categoria secundária em comparação ao NT. Para John Bright, esta leitura do AT com "óculos do NT" rouba do primeiro sua autoridade para a igreja cristã. Como o AT pressupõe autoridade em virtude da posição canônica na comunidade cristã, ele também é essencial à igreja no ensino explícito e na afirmação implícita. Tal prestígio canônico significa que o AT tem plena autoridade e não pode ser tratado de forma

'V: D. P. Fuller, Gospel and Law: Contrast Or Continuum? (Grand Rapids: Eerdmans, 1980), p. 1-46. 6V: John Goldingay, Approaches to Old Testament Interpretation. (Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1981).

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,,1,1 iV;I. SOII1t"III(' C\LI ;lhordagclIl híhl ica Il"ol(ígica preserva a autoridade dividl" lodo o ;\'1" para a colllunidade da igreja do NT. Isto torna clara a .Ifirllla~;\() de Paulo: Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Pois tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para IIOS l"lIsinar" (Rm 15.4; ICo 10.11).1 11.1

Interpretação neotestamentária da lei do AT Jesus reconheceu que a lei era "legalismo" no sentido de que exigia obediencia a ordens e estipulações detalhadas do AT instituídas por Javé para Israel (e.g., dízimo, Mt 23.23a). Mas a verdadeira natureza da lei, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, segundo Jesus, ia além da conduta externa prescrita pelo código legal. A lei do AT compreendia essencialmente justiça, misericórdia e fidelidade (Mt 23.23b). Paulo considerava a lei santa, espiritual, justa e boa (Rm 7.12-14). Uma das funções da lei do AT era expor o pecado da humanidade tal como era - rebelião e desobediência perante Deus. Ao mesmo tempo que demonstrava que o pecado deixava todos sem desculpa perante o Deus santo, a lei expunha a necessidade humana de redenção divina. Seu objetivo era ensinar Israel e prepará-lo (e preparar o Jogos de Estilizado de Graça para Baixar para a revelação de Jesus de Nazaré como Cristo (GI 3.24). Finalmente, as exigências sacrificiais e éticas da lei do AT eram o prenúncio do evangelho do NT: justificação pela Jogos de Estilizado de Graça para Baixar em Jesus Cristo. De certa forma, a tradição legal divinamente revelada dos hebreus representa seqüência entre a antiga aliança e a nova. Jesus cumpriu toda a lei em si mesmo e no ministério especial de Messias de Deus (Mt 5.17). Por meio do ensino, Jesus não só atestou a autoridade contínua da lei do AT, mas também esclareceu e ilustrou o que estava implícito com relação às intenções humanas. A lei bíblica era, na verdade, mais do que atos e rituais externos. Ela incorporava os pensamentos da mente e as motivações do coração (e.g., ensinamento de Jesus sobre ira e Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, Mt 5.21-32). O fato de a lei ser tão "internà' quanto "externà' é visto no resumo dos mandamentos por Jesus: ''Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração [. ] Ame o seu próximo como a si mesmo" (Mt 22.37,39; v. Dt 30.1-10). Finalmente, este amor a Deus que estimula obediência a seus mandamentos é marca do verdadeiro filho de Deus (1Jo 5.1-5). "TV. The Authority o/ the Old Testament. Reimp., (Grand Rapids: Baker, 1975). Leiam-se, sobretudo, as p. 151-60, que contêm exemplos da autoridade do AT na sua teologia bíblica por princípio implfcito mesmo nos textos suplantados pelos ensinamentos do NT. INTRODUÇÃO AO PENTATEUCO

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n' .IS .rI i.lIl<. IS 1.1111 bt:'1I t'· deIlIOIl.\1 I.U 1.1 pda i 111 nprt'1;1<,;10 da lei do!\T ;'11111 do NT. 'li'l's ahordagells illterpretativas específicas Jogos de Estilizado de Graça para Baixar ser idelltificadas: I) a tipológica (i.e., pessoas, acontecimentos c objetos do AT "prenunciam" as entidades correspondentes do NT), 2) a alegórica (i.e., o texto bíblico é interpretado no sentido figurado) e 3) a didática (i.e., o valor instrutivo do AT para os leitores atuais). Por exemplo, o livro de Hebreus descreve o relacionamento tipológico da lei levítica com o sacerdócio de Jesus Cristo (Hb 7-9), Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Paulo interpreta Deuteronômio 25.4 alegoricamente ao defender o privilégio apostólico de ganhar a vida pregando o evangelho (lCo 9.8-11). Em outra passagem, ele salienta o valor instrutivo das Escrituras do AT para a vida do cristão e da igreja (Rm 15.4; lColO.11). Devemos, porém, reconhecer o contraste ou descontinuidade entre o AT e o NT. Suas percepções de Deus, da fé e até da lei não são idênticas. 8 Jesus cancelou especificamente as leis cerimoniais de alimento de Levítico 11 e Deuteronômio Jogos de Estilizado de Graça para Baixar no seu ensinamento de que todos os alimentos são "puros" (Mc 7.14-23; v. visão de Pedro em At 10.9-23). De importância ainda maior, a legislação levÍtica relacionada ao ofício de sacerdote e à instituição de sacrifício animal é substituída pela pessoa e obra de Jesus Cristo como sumo sacerdote superior e pela expiação feita "uma vez por todas" pelo pecado (Hb 7.15-28; 9.11-14). No entanto, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, os princípios teológicos fundamentais da lei permaneceram intactos, com exceção da anulação funcional de aspectos da lei civil e Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, nos ensinamentos do NT. Como revelação "inspirada por Deus" (2Tm 3.16), as Escrituras do AT são plenas de autoridade em si mesmas, no ensinamento explícito ou no conceito teológico implícito. Embora Jesus Cristo seja o Cordeiro da Páscoa, tornando todos os sacrifí!\ t 0111 i 1111 id.lde

t'lIl

cios animais obsoletos e desnecessários (ICo 5.7), o NT ainda exorta todo cristão a apresentar-se como "sacrifício vivo" a Deus (Rm 12.1,2). Da mesma forma, todos os cristãos são exortados a serem santos como Deus é santo (I Pe 1.16), pois constituem sacerdócio real em Cristo Jesus (IPe 2.9).

'Para obter uma avaliação resumida sobre as diferenças entre a fé do AT e a do NT, v. Goldingay, Approaches to Old Testament Interpretation, p. 29-37.

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'h;e."lllilJ/Jilril estudo l' dl'bate I. ()lul é a import;'lIlcia das semelhanças e diferenças entre a literatura legal

do Pcntateuco hebraico e a do restante do Antigo Oriente Médio? 2. Descreva o desenvolvimento do conceito de aliança no Pentateuco. 3. Como os cinco livros do Pentateuco estavam literária e teologicamente ligados? 4. Defina teofania. Por que ela é importante nas narrativas do Pentateuco? 5. Qual é a semelhança entre a "religião" patriarcal e a "religião" mosaica no Pentateuco? Qual é a diferença? 6. Explique como Moisés é um "herói épico" (v. L. Ryken. How to Read

the Bible as Literature. Grand Rapids: Zondervan, 1984, p. 78-81). 7. Como eram as mulheres descritas no Pentateuco? Assemelham-se ao restante do AT?

Leituras complementares BRIGHT, John. A History o/ Israel. 3. ed. Philadelphia: Westminster, 1981. V. esp. as p. 69-110. Parte informativa que apóia a historicidade patriarcal. [Publicado em português com o título História de Israel (São Paulo: Paulus, 2004, 7. ed.).] CARPENTER, E. E. Pentateuch. ISBE. Rev. ed. Grand Rapids: Eerdmans, 1986.Y. 3, p, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 740-54. CUNES, D. J. A. The Theme of the Pentateuch, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. jSOTSS 10. Sheffield, England: JSOT Press, 1979. Monografia clássica que traça o terna da aliança unificando a literatura e teologia das narrativas do Pentateuco. DYRNESS, William A. Themes in Old Testament Theology. Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1979. Esp. p. 113-42. FRETHEIM, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, Terence E. The Pentateuch. IBT. Nashville: Abingdon, 1996. GAEBELEIN, Frank E., org, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Expositor's Bible Commentary. Genesis-Numbers. Grand Rapids: Zondervan, 1990. V. 2. Análise completamente evangélica, incluindo bibliografias úteis. HAMILTON, Victor. P. Handbook on the Pentateuch. Grand Rapids: Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, 1982. Exposição prática do conteúdo do Pentateuco, excluindo debate de questões relacionadas ao estudo crítico do AT, mas incluindo longas bibliografias. HARRISON, R. K. Introduction to the Old Testament. Grand Rapids: Eerdmans, 1969. V. esp. as p. 493-662. Já ultrapassado, mas ainda é o resumo evangélico mais abrangente dos estudos do AT, com parte completa do Pentateuco. INTRODUÇÃO AO PENTATEUCO

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1/;\\1\, )ohll 11. /'{ MIIJ.E", J. Maxwell. ISrrle/ite rwdJudean History. Philadelphia: Wl'Sllllinstl'r, 1977. V. esp. as p. 70-212. !iOFIUI/, Alfred J., MATTINGLY, Gerald L. & YAMAUCHI, Edwin M., orgs. Peoples olOld Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Times. Grand Rapids: Baker, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, 1994. KNIGHT, D. A. & TUCKER, G. M., orgs. The Hebrew Bible and lts Modern lnterpreters. Philadelphia: Fortress Press, 1985. LIVINGSTON, G. H. The Pentateuch in lts Cultural Environment. 2. ed. Grand Rapids: Baker, 1987. Introdução bem pesquisada da história e cultura do Israel antigo antes da conquista, com estudo comparativo da literatura religiosa não-bíblica antiga. MARTENS, E. A. God's Design: A Focus on Old Testament Theology. 2. ed. Grand Rapids: Baker, 1994. MILLARD, Alan R. & WISEMAN, Donald J., orgs. Essays on the Patriarchal Narratives. Winona Lake, IN: Eisenbrauns, 1983. Reavaliação evangélica da confiabilidade histórica e do ensinamento teológico das narrativas patriarcais do AT à luz de novas descobertas. PATRICK, D. Old Testament Law. Atlanta: John Knox, 1985. PILCH, John. lntroducing the Cultural Context 01 the Old Testament. New York: Paulist, 1991. SAILHAMER, John J. The Pentateuch as Narrative. Grand Rapids: Zondervan, 1992. SANDY, D. Brent & GIESE, Ronald L., orgs. Cracking Old Testament Codes. Nashville: Broadman and Holman, 1995. Guia prático para interpretação da literatura do AT, incluindo estudos de caso. SCHULTZ, Samuel J. The Gospel 01 Moses. New York: Harper & Row, 1974. W ALTON, John H. Ancient lsraelite Literature in lts Cultural Contexto Grand Rapids: Zondervan, 1989. Panorama dos paralelos entre os diversos gêneros literários freqüentes na Bíblia e a literatura do Antigo Oriente Médio. WALTON, John H., MATTHEWS, Victor H. & CHAVALAS, Mark. Bible Background Commentary: Old Testament. Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 2000. Contextos social e cultural do AT. WOLF, Herbert M. An lntroduction to the Old Testament Pentateuch. Chicago: Moody Press, 1991.

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2 Gênesis Conceitos básicos ./ A criação vem de Deus e é boa. ./ Deus instituiu um programa de revelação chamado aliança. Jogos de Estilizado de Graça para Baixar A desobediência separou o povo de Deus.

Gênesis é o livro do princípio e contém a base de boa parte da teologia do AT. É o primeiro livro do Pentateuco, também conhecido por Torá. É essencial compreender o conteúdo e a mensagem deste livro para estudar o restante da Bíblia. Ele não é um livro de ciências, embora os cientistas estejam corretos em investigar suas afirmações. Não é uma obra de biografias, apesar de aprendermos muito com a vida dos homens e mulheres descritos em suas páginas. Não é um compêndio de história, embora siga o caminho da história. É um livro de teologia, apesar de não ser organizado sistematicamente.

COMPOSIÇÃO

o livro de Gênesis não identifica seu autor, e nenhum outro livro bíblico afirma explicitamente sua autoria. Tradicionalmente, ele é atribuído a Moisés, e há bons motivos para isso. Os outros livros da Torá vinculam Moisés à sua composição, e a maior parte da literatura bíblica analisa a Torá como uma unidade. Portanto, é completamente aceitável que Moisés se tenha tornado autor do conjunto. Como já se comentou muitas vezes, quem melhor que ele para reunir o livro do Princípio? 7l

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Contudo, colocando de lado a lógica e a tradição, é difícil apresentar muitas evidências que associe Moisés à composição do livro. Já mencionamos no capítulo sobre a composição do Pentateuco, que a maioria dos estudiosos do século XIX tendia a dividir o livro em fontes que datavam, em grande parte, do final do período pré-exílico e do início do pós-exílico. Desafios específicos a essa perspectiva crítica (chamada "crítica redacional") sobre a composição de Gênesis vieram da análise computadorizada que contesta os critérios pelos quais as diversas fontes são isoladas, 1 seja de escolas críticas alternativas, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, seja da crítica de redação (que se interessa pela maneira na qual o livro foi composto).2 De fato, as teorias relativas à autoria desse livro são ilimitadas. Quem produziu Gênesis - quer Moisés (como somos inclinados a imaginar) quer alguém da época de Davi e Salomão, de Josias ou de Esdraso livro claramente possui uma característica composicional surpreendente: é organizado em onze seções que começam por "Esta é a história de . ", Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, recurso conhecido por "fórmula toledoth". A primeira dessas fórmulas aparece em 2.4: "Esta é a história [toledoth] dos céus e da terra, no tempo em que foram criados". As outras dez estão ligadas a indivíduos (Adão, Noé, Sem, et ai.). Isso sugere que o compilador as usou para indicar os documentos que serviram de fontes ou o autor as usou para organizar seu material. Como não há razão para duvidar que parte do material de Gênesis estava na forma escrita antes do tempo de Moisés, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, podemos acreditar que alguém como ele realizou, em grande parte, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, o trabalho de organizador divinamente inspirado em vez de trabalhar como autor. 'Y. T. Radday & H. Shore, Genesis: An Authorship Study (Rome: Biblical Institute Press, 1985). 2Gary Rendsburg, The Redaction ofGenesis.

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2100

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1600

a.c.

CONTEXTO História do princípio (Gn 1-11) O relato da história do princípio em Gênesis possui textos análogos na literatura do Antigo Oriente Médio, especialmente da Mesopotâmia. Escrito por volta de 2000 a.c., o épico de Atrahasis contém o registro da criação, da população crescente e do dilúvio com semelhanças em alguns detalhes de Gênesis 2-9. A história do dilúvio de Atrahasis, com algumas modificações, também é encontrada na décima primeira tabuinha do famoso Épico de Gilgamés. Outras informações sobre conceitos mesopotâmicos da criação foram achadas em diversos mitos sumérios antigos como na obra intitulada Enuma Elish, relato hínico da ascensão do deus Marduque ao topo do panteão babilônico. É comum, em alguns círculos acadêmicos, acreditar que Gênesis contenha versões adaptadas da mitologia babilônica. Como a Mesopotâmia assume lugar de honra como berço da cultura do Antigo Oriente Médio, e como a literatura babilônica é mais antiga do que as datas geralmente aceitas do livro de Gênesis, presume-se que as semelhanças provam a dependência bíblica do material babilônico. Isso foi absorvido por tais intérpretes em razão do fato de as raízes étnicas de Israel serem encontradas, na Mesopotâmia, pelo próprio relato Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Bíblia (Abraão era natural daquela região). Segundo essa teoria, os israelitas tomaram emprestados os conceitos mitológicos básicos do material babilônio mas, com o passar dos séculos, adaptaram-nos à perspectiva monoteísta. O grande obstáculo dessa teoria é a implicação de que a história do princípio acaba, na verdade, tornando-se apenas mitologia. Se Gênesis 1-11 for apenas mitologia renovada, não será Gl'.NESIS

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jlln i,\o .I{lnli!.1I qlll' I)('.\~();I.\ {!J;IIIUIL!,\ Alho, FV;I, ( :;Iilll, NOI'· 011 SI'11I ,\{' (I' In ex i,\I i 1';1111, A pn'\pl'lt iva 111 iIOlúgicl gerallllclltc lIao ali rma a real idadc do jardilll do 1::dclI ou da arca de Not'. embora dependa da definição de mito. IlIdcpclldcntemente da definição. reconhece-se em geral que a função de Cêncsis 1-11 em Israel é muito semelhante à função do mito no Antigo Oriente Médio: incorporar o conceito da origem e do funcionamento do mundo. Nesse caso, como devemos abordar os estudos comparativos? Embora seja arriscado, não podemos nos dar ao luxo de ignorar as semelhanças entre a literatura bíblica e a do Antigo Oriente Médio e esperar que desapareçam. Pelo contrário, o material do Antigo Oriente Médio deve ser usado para nos ajudar a obter a perspectiva adequada da literatura israelita preservada nas páginas da Bíblia. As Escrituras afirmam as raízes mesopotâmicas dos israelitas, e fato de Deus escolher autores humanos para escrevê-las deve nos levar a esperar semelhanças em outras obras do mesmo período. Todavia, não podemos parar por aí. Estudos comparativos exigem que examinemos semelhanças e diferenças. Quando empreendemos esse tipo de análise com a história primeva, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, descobrimos que as diferenças superam as semelhanças. Estas podem ser explicadas com mais facilidade de outras maneiras além de recorrer a teorias de empréstimo literário. A história do dilúvio, por exemplo, encontrada na Mesopotâmia segue um enredo semelhante ao de Gênesis. Uma pessoa é advertida pela divindade a construir um barco para salvar-se do dilúvio iminente que destruirá a população. A arca é construída. A tempestade chega e, depois de as águas baixarem, a embarcação pousa no topo de uma montanha. Pássaros são soltos para determinar quando os passageiros da arca podem desembarcar com segurança. O relato termina com a oferta de

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sacrifício e a bênção concedida aos sobreviventes. Mas as diferenças também devem ser consideradas. Destacam-se o tipo de embarcação, a duração do dilúvio, as pessoas salvas, o local de pouso da arca, o resultado para o herói e, em particular, o papel dos deuses. Muitos que fizeram ampla análise lingüística e literária (e.g., Alexander Heidel, Alan Ralph Millard, David Damrosch) concluíram que a dependência literária não pode ser comprovada. Aqui, como na maioria dos paralelos na história do princípio, acredita-se ser mais provável que tradições mesopotâmicas e bíblicas basearam-se na mesma fonte. Alguns levam em

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Itllllt' lOllllllll ;'1 ohr.l litl'LÍria llIai~ alltiga, outros consideram o .ll olltl'ci Illl'lll o l'1Il si. I k ti ua1lllln tiH"llla, a li tnatura mcsopotâmica apre.\l'IlU o cOlltexto para que se entendam algumas das questões da história prillleva de Cênesis em contraste com a teologia do Antigo Oriente Médio. tOIIl.1

l'~~;l

As narrativas patriarcais (Gn 12-50) Em geral, as narrativas patriarcais devem ser analisadas em contraste com o contexto dos períodos arqueológicos denominados Idade do Bronze Médio I (c. 2000-1900 a.c.) e Idade do Bronze Médio lIA (c. 1850-1750 a.c.). Nessa época, a Mesopotâmia fez a transição da renascença suméria altamente desenvolvida do Período Ur III para o domínio amorreu do Período Babilônico Antigo. No entanto, há poucas informações históricas para esclarecer o livro de Gênesis ou a vida dos patriarcas. A única passagem de Gênesis que oferece correlação com os acontecimentos da história mundial é o capítulo 14, que permanece enigmático. Parece evidente, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, com base nos dados arqueológicos, que durante esses períodos havia a tendência geral na estrutura social da Palestina de transformar o caráter semi-sedentário em urbano com o aparecimento de cidades fortificadas no final da Idade do Bronze Médio lIA (1900-1700 a.c.). A descrição bíblica da terra de população escassa das viagens de Abraão é apoiada pela análise arqueológica. Semelhantemente, o estilo de vida e a cultura geral dos patriarcas foram autenticadas por descobertas arqueológicas. Embora vários estudiosos tenham contestado a historicidade dos patriarcas, nem o estilo literário, nem a natureza dos fatos detalhados nos registros, nem ainda o contexto cultural e geográfico dão motivo para duvidar de que estas narrativas conservam a realidade. Somente pressuposições que eliminam o envolvimento de Deus com a humanidade podem apoiar a argumentação de que estas são apenas lendas criadas para explicar a origem dos israelitas.

ESBOÇO DE GÊNESIS I. Criação (1.1-2.3) lI. Antes dos patriarcas: a necessidade de um povo da aliança

A. Toledoth dos céus e da terra (2.4--4.26) B, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Toledoth de Adão (5.1-6.8) C Toledoth de Noé (6.9-9.29) GtNESIS

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F Jilkr!otll dl' \l'1I1 (I I. I () 2ú) 111. ()\ patriarcas na Palestina: a instituição do povo da aliança

11. lf,ltr!ot!, de 'J(:d (11.27-25.11)

H. liJledoth de Ismael (25.12-18) C 'jiJledoth de Isaque (25.19-35.29)

D. Toledoth de Esaú (36.1-8)

E. Toledoth de Esaú (36.9-37.1) IV. Os patriarcas no Egito: início do povo da aliança

A, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Toledoth de Jacó (37.2-50.26)

PROPÓSITO E MENSAGEM O propósito do livro de Gênesis é contar a maneira e o motivo de Javé escolher a Jogos de Estilizado de Graça para Baixar de Abraão e fazer aliança com ela. A aliança é a base da teologia e da identidade israelitas; portanto, sua história é de suma importância. O livro continua a narrativa de como a aliança foi estabelecida, descrevendo os muitos obstáculos e ameaças surgidos contra ela. Finalmente, descobrimos como os israelitas partiram para o Egito, preparando o cenário para o Êxodo. A mensagem do livro tem vários aspectos. Em primeiro lugar, apresenta a introdução adequada ao Deus israelita, Javé. Ele é apresentado como o criador soberano do Jogos de Estilizado de Graça para Baixar feito especialmente para a habitação humana. Nisto já podemos identificar o contraste intencional com o desenvolvimento da teologia mesopotâmica. No pensamento mesopotâmico, a criação recebeu duas ênfases. Por um lado, a criação de forças e elementos cósmicos foi descrita, de forma geral, pelo nascimento da divindade que tinha jurisdição sobre essa área, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Então, por exemplo, a criação do mar seria descrita como nascimento da deusa do mar. Caracteristicamente, não há um deus criador dirigindo o processo. A criação se realiza por intermédio da procriação divina. Por outro lado, há uma ênfase clara na organização do cosmo e não na sua criação. No hino a Marduque, chamado Enuma Elish, ele é elevado Jogos de Estilizado de Graça para Baixar topo do panteão e, imediatamente, age para organizar o cosmo. Ao contrário do pensamento mesopotâmico, Gênesis insiste que Javé é o Criador, não apenas o organizador (embora também seja responsável pela ordem do cosmo). Além disso, a procriação de deuses não é utilizada Jogos de Estilizado de Graça para Baixar ".11.1 l'X"lil .Ir;! origl'llI

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Illlllldo recém-criado; e, novamente, há contrastes com a perspectiva

Illl'soporâmica. A mensagem fundamental de Gênesis é que os seres humanos f()ram criados à imagem de Deus. O mundo foi criado para eles e com eles em mente. Ao ser criado, o primeiro casal humano recebe dignidade e responsabilidade. Gênesis insiste que tudo isso era a intenção de Deus. Há forte contraste com a mitologia mesopotâmica que considera a humanidade uma idéia posterior dos deuses. Em Atrahasis, por exemplo, as pessoas são criadas para assumir o trabalho do qual os deuses estavam cansados de fazer. Inexiste o conceiro de que toda a criação foi realizada com as pessoas em mente, e há pouca dignidade a se oferecer quando o serviço escravo era a única motivação. Em meio a este contraste com a teologia mesopotâmica, a intenção de Gênesis não é simplesmente o debate. O objetivo da narrativa de Gênesis é estabelecer o fato de que Javé estava seguindo soberanamente um plano histórico. O homem foi criado com todas as vantagens e colocado cuidadosamente por Deus em uma situação ideal. Isso é importante, pois nos leva ao próximo aspecto da mensagem do livro. Jogos de Estilizado de Graça para Baixar homem e mulher, não Deus, que abalaram o equilíbrio e causaram a triste condição de nossa existência atual. O fracasso contínuo da humanidade levou Javé a enviar o dilúvio, espalhar o povo da planície de Sinear e, finalmente, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, agir por meio de um homem, Abraão, e sua família. A mensagem do livro é oferecer isto como explicação da escolha de Javé de agir por intermédio de um povo eleito. Este é seu plano de auto-revelação. Além disso, demonstra-se que não foi por mérito da parte de Abraão que Deus o escolheu. Pelo contrário, foi um ato da soberania de Deus. Abraão merece o reconhecimento por obedecer e confiar que Javé cumpriria suas promessas. A mensagem das narrativas patriarcais é que por meio de muitas situações difíceis os patriarcas e, em particular, o Senhor perseveraram para conseguir a instituição da família de Abraão. O texto não hesita em mostrar as deficiências de Abraão e de sua família, mas Deus é fiel e, de forma constante e providencial, obteve resultados positivos apesar das circunstâncias ruins (v. 50.20). GÊNESIS

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F.\.\.lt'· a 1I1l·1I.\;lgt'lIl ll'ok'git a do livro . !:II 11 ht"lI I t'xislt'lIl ollllOS lIívt'is 1I0S

deII10IISlra que Ahra;1O e sua bmília eram de origem mesopotâmica (não egíp,ia), mas passaram três Jogos de Estilizado de Graça para Baixar em Canaã antes de descer ao Egito. Isso é signillcativo para sua identidade étnica e teológica. Finalmente, Gênesis também procura explicar a organização de Israel. A mensagem esclarece os relacionamentos entre as doze tribos e relata a preeminência de umas e obscuridade de outras. As mensagens geográfica (viagens dos patriarcas), sociológica (origens étnicas e relacionamentos) e polêmica (argumentação contra a cosmovisão do Antigo Oriente Médio) devem ser consideradas temas que o compilador pretendia abordar. Contudo, devem ser julgadas secundárias Gangland crack serial keygen relação à teológica, na qual a aliança e Javé são fundamentais. qllais (;l'lIl'si.\ posSlli IIIl'magl'JIS. 1)0 pOlllO dl' visLI gcogdtico, o livro

ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO Criação (1.1-2.3) O registro da criação é uma composição literária altamente estruturada. Usando a organização em fórmulas (e.g., "assim foi" e "Deus viu que ficou bom"), ele apresenta Deus tomando o que era "sem forma e vazi[o]" e dando-lhe forma e conteúdo. Nos três primeiros dias, houve a formação e, nos três seguintes Deus preenche o que formou. O foco da composição é que todas as coisas formadas foram preenchidas para se adequar perfeitamente ao homem. Isso serve de introdução apropriada à pessoa de Deus, do homem e da mulher. A história do princípio focaliza toda a humanidade como tema de debate. No tópico anterior, as Jogos de Estilizado de Graça para Baixar foram analisadas tendo-se em vista o restante da criação de Deus. Este tópico começa com a comparação entre a alta posição humana determinada originariamente e a situação causada pela desobediência. O pecado original de Adão e Eva provocou a expulsão do jardim, a separação de Deus e, no final, a morte. O assassinato de Abel, pelo irmão Caim, demonstrou que a nova ordem se aprofundara. O passar do tempo indicado pelas genealogias só piorou a situação. Além das ofensas de Adão, Eva e Caim, a atitude de Lameque demonstrou o prazer orgulhoso com a violência. Na época de Noé, a violência tornara-se rotina. Com a seleção do material, o compilador pretende documentar, em 78

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ddt'lvio. F\\l' acolltecilllento representou o castigo de Deus sobre o mundo, mas Iólmht-Ill sua graça. Noé e sua fàmília foram poupados para recomeçar. Mais lIl1la vez, certo contraste com o pensamento mesopotâmico é evidente. Neste, os deuses não pretendiam salvar ninguém. Ao contrário, foi o ato de traição de um deus que informou Atrahasis do desastre iminente. Além disso, enquanto em Gênesis a humanidade foi salva porque N oé e sua família foram poupados, Atrahasis salvou a civilização ao incluir entre seus passageiros artesãos de diversas especialidades. O contraste é que em Gênesis Deus não tinha a intenção de salvar a sociedade; de certa forma, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, a sociedade precisava ser destruída. Após o dilúvio, a bênção foi renovada, mas Jogos de Estilizado de Graça para Baixar degeneração ocorreu rapidamente. O compilador continua a argumentar a favor do efeito insidioso da natureza corrompida do homem, vista até nos filhos de Noé. A reação conseqüente de Deus a isto ocorreu quando as pessoas passaram da intenção de serem iguais a ele à distorção mental para torná-lo semelhante a Jogos de Estilizado de Graça para Baixar mesmas. Cremos ser este o limiar passado quando o zigurate (a torre de Babel) foi construído na planície de Sinear (11.2). Por isso, Deus impôs limites à capacidade das pessoas de unir-se em rebelião. Ele realizou isso ao fazer que falassem línguas diferentes, ocasionando a dispersão geográfica. Ele não só restringiu a capacidade humana de agir conjuntamente, mas também preparou o cenário para a mudança da estratégia. Sua graça tornou-se evidente na determinação de se revelar à humanidade por meio de um homem e de sua família.

Os patriarcas na Palestina: narrativas patriarcais (11.27-37.1) Embora a continuidade genealógica seja demonstrada de Noé a Abraão, não há tentativa de determinar a continuidade da fé. Abraão não é apresentado como homem justo, nem é considerado diferente do mundo, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Outra passagem deixa claro que a família de Abraão não adorava Javé (v. Js 24.2). Então, o Jogos de Estilizado de Graça para Baixar realmente apareceu a Abraão "do nada". O primeiro contato é descrito em 12.1-3, quando Abraão recebeu a instrução de tomar a decisão drástica de se separar das raízes para que houvesse novo princípio. Javé ordenou que ele deixasse terra, família e herança (a casa do pai) e prometeu em troca terra, família e herança (bênção) próprias. Ele não fez GfNESIS

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()S Clpítlllos 12-·22 apresentam a história variada da instituição da alianl;a entre Ahraão e o Senhor. Depois de Abraão deixar sua terra, os quarenta ou cinqüenta anos seguintes foram de suspense contínuo em relação à n:alização das promessas de Deus a ele. A narrativa é composta de forma bem artística para manter o leitor incerto quanto ao resultado. A abo~dagem principal do narrador é apresentar diversos elementos que colocam em risco as promessas da aliança. À medida que cada obstáculo é superado, outro passo é apresentado para se chegar ao cumprimento das promessas. Os obstáculos apresentam formas variadas de herdeiros substitutos ou situações que ameaçam as personagens principais. 3 A primeira ameaça surgiu Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Abraão e Sara foram ao Egito para escapar da fome na terra de Canaã. O perigo era que o faraó se apossasse de Sara para seu harém ou que o filho nascido dela não fosse de Abraão. A ameaça foi eliminada quando o casal foi mandado embora do Egito. O primeiro obstáculo a superar com relação ao herdeiro foi a presença do sobrinho de Abraão, Ló. Como Abraão e Sara não tinham filhos, Ló era o herdeiro mais provável. Sua permanência com Abraão também poderia dar-lhe direito à terra. O empecilho foi removido no capítulo 13 quando Ló escolheu a planície próxima a Sodoma, o que o tirou da terra. Isso resultou na promessa a Abraão de que toda a terra passaria a pertencer-lhe, bem como à sua descendência (13.14-17). Neste trecho, foi incluído um apêndice à narrativa de Ló que relata como Abraão resgatou-o e a muitos outros do exército invasor. O motivo desta inclusão pode ser demostrar que o patriarca não obteve riqueza da população cananéia (14.21-24), embora seja difícil ter certeza disso. A narrativa continua no capítulo 15 com a apresentação do segundo herdeiro substituto, Eliézer, chefe da casa de Abraão. O Senhor, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, porém, mostrou que o herdeiro seria filho do próprio Abraão e mais um obstáculo foi removido. O final do capítulo 15 relata a verdadeira confirmação da aliança entre Deus e Abraão. Mais uma vez, o patriarca recebeu a garantia da terra, mas

3L, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Helyer, The Separation of Abram and Lot: Its Significance in the Patriarchal Narratives, jSOT26, 1983, p.77-88.

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No ClpílUlo I (l, o ILTceiro herdeiro substituto, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, entrou em cena, Nesse I'pi.\lídio Sara sugeriu que, como não pudera ter filhos, eles precisavam de outro plano, Abraão devia seguir a prática de tomar uma escrava da casa como esposa substituta para que a linhagem continuasse, Dessa forma, nasceu Ismael, filho legítimo de Abraão pelos costumes da época, Treze anos passaram-se, durante os quais, supomos, Abraão considerou Ismael seu herdeiro, Ao receber instruções para o sinal da circuncisão e a afirmação do Senhor de que ele se tornaria grande nação (cap. 17), Abraão ficou surpreso ao ouvir que o herdeiro prometido ainda não nascera e seria filho natural de Sara (v. 15-21). Essa mensagem foi confirmada (cap. 18) pela visita dos três homens à tenda de Abraão. Agora o narrador cria suspense ao relatar dois fatos significativos ocorridos antes do nascimento de Isaque. O primeiro foi a destruição das cidades da planície, da qual Ló e suas filhas foram salvos. Isso levantou a possibilidade do retorno de Ló, mas a ameaça foi eliminada rapidamente quando ele decidiu viver nos montes. A segunda ameaça foi muito mais séria. O capítulo 20 descreve o episódio no qual Sara estava prestes a ser levada para o harém de um rei estrangeiro, cena semelhante à registrada no capítulo 12. Dessa vez, o rei era Abimeleque de Gerar. Essa ameaça foi muito alarmante, pois Isaque deveria nascer dentro de um ano. Se Sara fosse levada para o harém do rei, mesmo por pouco tempo, poderiam surgir dúvidas quanto à legitimidade de Isaque. De novo o problema foi evitado quando o Senhor alertou Abimeleque em um sonho informativo de que Sara era esposa de Abraão e devia ser devolvida a ele. Finalmente, Isaque, o filho tão esperado, nasceu (cap. 21), Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, e o leitor tende a respirar aliviado porque tudo acabou bem. Entretanto, o suspense ainda não terminou. Logo descobrimos que Ismael não seria eliminado da disputa com tanta facilidade. Contudo, até este último obstáculo à herança foi removido. Todavia, como se espera do narrador habilidoso, quando tudo parece estar bem, surge o maior dos problemas. No relato em que Deus pede a Abraão que vá e sacrifique o filho Isaque (cap. 22), percebemos que o narrador nos levou ao ponto culminante da narrativa. O Senhor prometera a Abraão que Isaque seria o filho mediante o GlôNESIS

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F'llhola hO;1 P;1I11' do 'l'gi~,() dl' I~alllll' sl'ja n>ll~idlTad() c()lllinlla~-a() da hi~I('lI-ia da IlIla da alial\~-a, a~ narralivas fi.mnadoras do conflito entre Jacó e h,II', ~;1O de mais difícil compreensão. Os capítulos 26 e 34 parecem ter pOllca rdação direta com a aliança; da mesma forma, os capítulos 14 e 23 relatam incidentes que resultaram em acordos com os povos de Canaã. Eles possuem relevância pactuaI, pois dizem respeito à terra e à distinção étnica da família de Abraão.

Os patriarcas no Egito: a história de Jogos de Estilizado de Graça para Baixar (37.2-50.26) A história de José é uma narrativa coerente, com exceção do capítulo 38. Como os capítulos intermediários, este aborda a ocasião em que a família de Abraão se relacionou com o povo cananeu. O episódio também pode ter o objetivo de contribuir para o perfil emergente de Judá - com grande importância para a história tribal posterior. O papel de Judá, no capítulo 38, é análogo Jogos de Estilizado de Graça para Baixar de Jacó no 37, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Como seu pai (37.32,33), Judá foi enganado e solicitado a reconhecer uma prova de identidade (38.25,26). Dessa forma, as ações de Judá contra Jacó e José voltavam para assombrá-lo. O final do capítulo 38 também mostra o filho mais novo forçando a saída quando tudo parecia perdido (v. 27-30) e conseguindo assim uma "brechà'. Foi exatamente isso o que José fez quando sua história é retomada no capítulo 39. 4 A meta principal da história de José parece ser o relato sobre como a família de Abraão foi parar no Egito. Neste caso, torna-se uma preparação para as narrativas do Êxodo. Apesar de a aliança mal ser mencionada, o cuidado providencial de José e o controle divino da história ficam evidentes no desdobramento e na conclusão do enredo.

TEMAS PRINCIPAIS Aliança e eleição O livro de Gênesis deixa claro que o Senhor não escolheu Abraão e sua família por serem mais justos, fiéis ou santos do que outras famílias. Sua elei4V. esp. U. Cassuto, The Story ofTamar and Judah, Biblical and Oriental Studies, v. 1 Oerusalem: Magnus, 1973), p. 29-40 (reimp. do artigo de 1929); e Judah Goldin, The Youngest Son: Or, Where Does Genesis 38 Belong?" fBL 96, 1977, p. 27-44. G~NESIS

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Monoteísmo De forma mais ampla, o monoteísmo é conceito da adoração de um Deus. Entretanto, há vários níveis de monoteísmo, variando da preferência por uma divindade, à adoração de uma divindade, ou a crença na existência de apenas uma divindade, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Mesmo os Dez Mandamentos insistem apenas no monoteísmo prático (adoração exclusiva de um Deus), não no monoteísmo filosófico (há somente um Deus). Esse fato leva-nos a perguntar se os patriarcas eram monoteístas. Os parentes de Abraão praticavam o 24.2,14), e a Bíblia não paganismo politeísta comum na Mesopotâmia atribui o monoteísmo a Abraão. Entretanto, embora não haja menção de Abraão condenando a adoração de outros deuses, não há indício de que qualquer outro deus tivesse lugar na sua adoração. Tal evidência leva-nos à conclusão de que Abraão era, no mínimo, um monoteísta prático.

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o IIOllle IK'ssoal "Javé"" ocorra COIll ti-l'qüência prohlema ao lermos os primeiros capítulos de Êxodo, hll hodo ú.2,j, lkus diz a Moisés: "Eu sou o SENHOR Uavé]. Apareci a Abraão, a lsaque e a Jacó como o Deus todo-poderoso [El Shaddaz]mas pelo meu nome, o SENHOR [Javé] não me revelei a eles". Embora alguns estudiosos sugiram que Javé e Shaddai eram, a princípio, duas divindades independentes que depois se uniram, os textos bíblicos os aceitam unanimemente Jogos de Estilizado de Graça para Baixar nomes alternativos do mesmo deus. Segundo pesquisas recentes, é mais provável que os patriarcas tivessem identificado seu Deus por El, e tanto Shaddai quanto Javé tenham servido de epítetos para descrever certos aspectos da atividade de El. Nesse caso, Êxodo 6.3 seria a explicação de que El Shaddai era o nome ligado de forma mais adequada à interação de Deus com os patriarcase o que fez por eles. Eles não experimentaram, em primeira mão, o significado do epíteto Javé. Foi a geração de Moisés que conheceu (experimentou) Deus como Javé. O livro de Gênesis ajuda-nos a perceber essa distinção entre Shaddai e Javé nas teofanias atribuídas a cada um (fig. 2.1). Teofania é a manifestação visível e/ou audível de Deus. Abraão e Jacó testemunharam uma "teofania de Shaddai" e uma "teofania de Javé". Para ambos, a teofania de Javé aconteceu em primeiro lugar, no princípio do acordo entre Deus e o patriarca. A ênfase da teofania de Javé era a terra a ser dada ao chefe (15.7-17; 28.13-15). Em contraste com isso, as teofanias de EIShaddai surgiram quando os patriarcas aceitaram a participação na aliança. No caso particular de Abraão, o cumprimento real estava prestes a acontecer. A ênfase era no elemento principiado na vida dos chefes: os descendentes. Até no uso separado das teofanias, o nome El Shaddai está mais associado aos descendentes (28.3; 43.14; 48.3). Ambas as teofanias de ElShaddai apresentam a alteração do nome do patriarca, demonstrando que este se considerava aliado de El Shaddai (17.1-8; 35.11,12). As conclusões a serem feitas com base na diferenciação são que o nome de Javé estava ligado às promessas divinas a longo prazo aos patriarcas especificamente a terra, que até para Abraão estava distante. Logo, pode-se dizer que eles não "conheciam" Deus pelo nome Javé já que as promessas às quais esse nome estava mais intimamente associado ainda não se haviam Lido

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Início do cumprimento Abraão

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Gênesis 17.1-8

L Ocasião: Ratificação da aliança

1. Ocasião: Indicação da aceita-

2. tnfase: Entrega da terra

ção da aliança (circuncisão) 2. Aceitação da mudança de nome; promessa do nascimento de Isaque dentro de um ano 3. Ênfase: Muitos descendentes, povos, reis virão de você Jacó

Gênesis 28.13-15 Metadata Miner Catalogue PRO v4.2 crack serial keygen. Ocasião: Primeira promessa de

bênçãos pactuais a Jacó 2. Ênfase: Retorno e posse da terra

Gênesis 35.10-12 1. Ocasião: Indicação de aceitação da aliança (destruição de deuses estrangeiros, coluna de pedra é levantada) 2, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Aceitação do novo nome 3. Ênfase: Muitos descendentes, povos e reis virão de você

cumprido. Contudo, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, Javé enviara Moisés para conduzir os israelitas à terra prometida na aliança. Logo, concluímos que Abraão era monoteísta prático e adorador de EI, que se revelou a ele usando vários epítetos. Embora os patriarcas estivessem cientes do nome Javé, o mais adequado na perspectiva de Abraão era EI Shaddai. Foi Javé, porém, que posteriormente se tornou o nome principal do Deus da aliança de Israel.

Pecado Um dos temas centrais de Gênesis é a introdução do pecado no mundo e seu impacto sobre a história humana. Quando Adão e Eva foram criados, a imortalidade estava a seu alcance, pois a árvore da vida fora colocada no jardim para seu usufruto. Quando Jogos de Estilizado de Graça para Baixar em tentação, foram expulsos, e o acesso à árvore lhes foi negado. O desejo de serem iguais a Deus causou a

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Esse foi o início de vários ciclos de pecado e castigo que constituem

a história primeva. Para Adão e Eva e Caim e Abel, o pecado era de natureza individual. Nas ações de Lameque (4.23,24) e na conduta dos "filhos de Deus" (6.1-4), podemos identificar a expansão em direção às instituições

da sociedade (família e governo). Na época de Noé, o pecado se infiltrara completamente na humanidade. A destruição pelo dilúvio não eliminou o pecado, pois ele progrediu mais uma vez de pecado individual (9.20-23) às ações organizadas de rebelião (I 1.1-9). A eleição de Abraão não pôs fim ao pecado. As trapaças de Jacó são particularmente chocantes. Contudo, Deus adéqua, novamente, o castigo ao crime. Jacó obteve a bênção para si ao se disfarçar de Esaú (cap. 27), mas tornou-se vítima de logro quando se casou com Lia, disfarçada de Raquel. Mais pungente foi a fraude dos filhos, que mostraram a túnica ensangüentada para convencer Jacó de que José estava morto. Quanto ao tema de pecado e castigo, vemos não somente a misericórdia de Deus bem como a sua Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Origens Embora, como observamos, o livro de Gênesis não seja um livro científico, ele apresenta informações sobre as origens e, portanto, atrai o interesse dos cientistas. Os que acreditam na Bíblia, muitas vezes, se encontram na posição desconfortável de tentar conciliar suas declarações sobre as origens com as afirmações das teorias científicas. Contudo, é importante determinar exatamente o que as Escrituras dizem sobre o princípio. Deus criou. Essa é a afirmação fundamental de Gênesis. Mesmo que esse livro não relate a criação de todas as coisas (ele não descreve, por exemplo, a criação dos anjos), não há espaço para qualquer outro poder criador. É Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, dependendo da tradução de Gênesis 1.1, que a matéria-prima já existisse quando a narrativa do livro começa. Mas não se pode deduzir com isso que Deus não tenha sido seu Criador. GfNESIS

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11.10

Perguntas para estudo e debate 1. Como os estudos comparativos contribuem para o entendimento do AT? Que perigos apresentam? 2. Qual seria o principal impacto da queda na opinião dos israelitas? 3. Que abordagem devemos usar quando desafiados a conciliar o livro de Gênesis com a ciência moderna? 4. Por que Deus usou vários nomes em Gênesis e em outros livros do AT ao se revelar? 5. Comente e compare as expressões "povo revelador de Deus" e "povo soteriológico de Deus" (auxiliado pelo índice de assuntos). 88

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3 ~xodo Conceitos básicos .I A supremacia de Javé sobre divindades pagãs .I A lei mosaica como constituição religiosa e social Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Israel .I Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Êxodo como acontecimento da redenção do Israel antigo .I A presença de Deus simbolizada pelo tabernáculo

O nome do segundo livro do Pentateuco, ou Lei de Moisés, provém do título do AT grego Exodos, que significa "saídà' ou "partidà' (19.1). O título é lógico porque a saída de Israel do Egito é o tema predominante do livro. Mas os hebreus deram outro título ao livro. Seguindo a prática do mundo antigo, o título Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, "São estes os nomes", é derivado das duas primeiras palavras do versículo inicial (1.1). O livro de Êxodo dá seqüência ao registro da história antiga dos hebreus no Egito após a migração de Jacó (v. 1.1-7) por meio da constituição de Israel como povo de Deus no Sinai (caps. 19-24). Embora Moisés seja a personagem humana principal das narrativas de ~xodo, a verdadeira história é a obra redentora de Javé ao livrar Israel da

escravidão no Egito e estabelecer um relacionamento singular de aliança com a nação. Esses atos de Deus indicam suas boas intenções de cumprir as promessas feitas há muitas gerações a Abraão e aos outros patriarcas (v. 3.716). A saída de Israel do Egito é o ponto culminante da redenção do AT e aliada à cerimônia da aliança no Sinai constitui o auge da história da salvaçãonoAT.

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no Sinai (v. 17.14; 24.4; 34.27). Alguns estudiosos afirmam que Moisés escreveu parte de txodo e que organizadores fizeram acréscimos posteriores (c.g., a genealogia de 6.14-27). Ainda outros consideram Êxodo produto literário do sucessor de Moisés, ]osué, ou do sacerdote Eleazar, com base na tradição oral recebida de Moisés e Arão. No final, todas as posições reconhecem Moisés por fonte do documento escrito que registra a saída do Egito. Os estudiosos que aceitam a autoria mosaica de todo o livro ou parte dele atribuem a obra ao século XV ou XIII a.C, dependendo da posição referente à data do Êxodo. Eruditos dedicados a alguma forma de autoria múltipla associada à hipótese documentária para a composição do Pentateuco dividem Êxodo em três fontes principais: os documentos] (ou javista), E (ou eloísta) e P (ou sacerdotal, do alemão Priester). Os capítulos 1-34 geralmente são considerados "emendas" de], E e P, enquanto os capítulos 35-40 são considerados material sacerdotal (P). A análise tradicional das fontes atribui a "montagem" final das fontes literárias do Êxodo em texto ou livro completo a autores-organizadores sacerdotais anônimos do período exílico e pós-exílico (c. 600-400 a.C). Segundo essa hipótese, as tradições orais nas quais o livro de Êxodo Jogos de Estilizado de Graça para Baixar baseou sofreram acréscimos e revisões consideráveis no decorrer de vários séculos (i.e., dos séculos IX ao V a.C). Por essa razão, os críticos do AT suspeitam da integridade literária do livro e são céticos com relação à sua historicidade.

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CONTEXTO Data do Êxodo O livro registra acontecimentos desde o nascimento de Moisés até a conclusão da construção e dedicação do tabernáculo no Sinai no primeiro mês Hard Disk Sentinel 5.61 Crack With License Key [2021] segundo ano após a saída do Egito (v. 1.1; 2.1-14; 19.1; 40.17). Dessa forma, a história do livro em si abrange cerca de 85 anos. O maior problema para os estudiosos foi determinar o século em que os fatos associados à saída do Egito realmente aconteceram. Uma das grandes dificuldades cronológicas do estudo do AT é determinar com precisão a data Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Êxodo, e isto ainda é tema de debate. Duas posições básicas surgiram desse debate: as denominadas posições da "data mais antigà' e da "data recente". A cronologia do Êxodo torna-se mais complicada porque a migração da família de Jacó ao Egito, em razão da fome na Palestina, também não ÊXODO

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I'0dl' sn l .dl ld.,da lOlllcxalilLto. Na Il'lllaliva de l'xplil.1I m lbdO,\ lTollol(') giu),\ e gl'ogLÍ/IlOS da Bíhlia e de olltras /tlllll'S, /()ralll desellvolvidos l]lIatro sisll'mas LTollo]úgicos (v. flg. 1.4). ( :01110 apenas dois braós do Egito reinaram por mais de quarenta anos (a dllração do exílio de Moisés no deserto durante a opressão dos hebreus), seus reinados tornaram-se foco de debate da datação do Êxodo. A posição da data mais antiga identifica Tutmósis III (1504-1450) como o faraó da opressão e Amenófis 11 (1450-1425) como o faraó do Êxodo. Ambos reinaram durante a Dinastia XVIII do período da história egípcia, conhecido por era do Novo Império, e datam da Idade do Bronze Tardio da história do Antigo Oriente Médio. A posição da data recente identifica Ramessés I (1320-1318) e Seti I (1318-1304) como faraós durante a opressão aos hebreus e Ramessés II (1304-1237) como faraó do Êxodo. Todos foram reis da Dinastia XIX do Novo Império e datam do século da transição entre a Idade do Bronze e a Idade do Ferro Antigo no Antigo Oriente Médio. Os argumentos das duas posições são resumidos nas figuras 3.1 e 3.1b. Na controvérsia sobre a data do Êxodo, está em questão a interpretação de dados bíblicos e extrabíblicos. Os proponentes da data mais antiga acentuam a interpretação literal dos números bíblicos registrados em Êxodo 12.40, Juizes 11.26, e 1Reis 6.1 e recorrem seletivamente à arqueologia (e.g., ambos os campos citam as evidências arqueológicas de Jericó e Hazor para apoiar suas posições). Os defensores da data recente interpretam os números simbolicamente e dão prioridade à informação histórica extrabíblica e à evidência arqueológica. A abordagem adotada nesta obra pressupõe Jogos de Estilizado de Graça para Baixar validade histórica dos números bíblicos, reconhecendo, ao mesmo tempo, a natureza incerta da evidência reunida por ambos os campos ao recorrer seletivamente a dados extrabíblicos e arqueológicos. 1

Rota do Êxodo Nossa compreensão do Êxodo complica-se mais pelas considerações geográficas, como a rota precisa da viagem árdua pelo deserto e a localização

lE.g., a posição da Data Recente considera o Arade de Números 21.1 o TeU Arad atual porque é estabelecimento da Idade do Ferro sem os níveis de ocupação das Idades do Bronze Média e Recente. Em comparação, proponentes da data mais antiga sugerem que Arade deve ser identificado com TeU EI-Milh, cerca de 13 km a sudoeste Jogos de Estilizado de Graça para Baixar TeU Arad, já que apresenta fortificações da Idade do Bronze Médio.

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do 1I1011ll', '11'(.\ pos.~ihilidadcs f()ralll aprcscl1tadas para a rota do r,xot!o :.cgll ida pelos hcbrclIs: a tcoria da rota do extremo norte do Sinai, a da rota LenHal do Sinai e a teoria tradicional da rota sul do Sinai. Argumentos para apoiar a teoria da rota norte incluem a identificação de Baal-Zdom com Ras Casrum a noroeste do Sinai. Além disso, a rota norte é !,;ocrente com o pedido de Moisés ao faraó para o povo viajar durante três dias para adorar Javé (Êx 3.18). A rota também corresponde à distância ',H ('(LI

Figura 3.1 a Datas recuadas sugeridas:

Datação recuada do êxodo Data a.c. 1446 1440 1437

Faraó Amenófis 11 (1450-25) Amenófis 11 (1450-25) Amenófis II (1450-25)

Argumentos a favor da data recuada 1. 1 Reis 6.1 indica que o Êxodo ocorreu 480 anos antes do quarto ano do reinado de Salomão. Seu quarto ano recebe as datas diversas de 966/ 960/957 a.c., datando o Êxodo de 1446/1440/1437, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 2. De acordo com Juízes 11.26, Israel ocupara Canaã trezentos anos antes da judicatura de Jefté, datada entre 1100 e 1050. Isto coloca a conquista de Josué entre 1400 e 1350. O acréscimo dos quarenta anos de Israel no deserto coloca o Êxodo entre 1440 e 1390. 3. Moisés viveu no exílio em Midiã durante quarenta anos (At 7.3; v. Êx 2.23) enquanto o faraó da opressão ainda estava vivo. Os únicos faraós que reinaram quarenta anos ou mais foram Tutmósis 111 (1504-1450) e Ramessés 11 (1290-1224). 4. A estela de Merneptá (c 1220) indica que Israel já era nação estabelecida nesta época. 5. As tabuinhas de Amarna (c 1400) falam de período de caos causado pelos "habiru", muito provavelmente os hebreus. 6. A data recuada admite a extensão de tempo atribuída ao período dos juízes (no mínimo 250 anos). A data recuada só possibilita 180 anos. 7. A estela do sonho de Tutmósis IV indica que ele não era o herdeiro legal do trono (i.e., o herdeiro legal teria morrido na décima praga). 8. Evidência arqueológica de Jericó, Hazor etc, apóia a data do século XV para o Êxodo, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 9. Êxodo 12.40 coloca a entrada de Jacó no Egito durante o reinado de Sesóstris/Senusert 111(1878-43) em vez de durante o período dos hicsos (1674-1567), Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Adaptado de Andrew E. Hill, Baker's Handbook of Bible Lists. Grand Rapids: Baker, 1981, p. 70-71. Usado com Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. ÊXODO

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Argumentos a favor da data recente 1. Os 480 anos de 1 Reis 6.1 é um número que simboliza 12 gerações. Como uma geração dura cerca de 25 anos, o número real deve ser trezentos anos, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, datando o êxodo de cerca de 1266/1260 a.c.

2. Os trezentos anos citados por Jefté são apenas um exagero, visto que ele não tinha acesso a registros históricos. 3. Os quarenta anos que Moisés passou com os midianitas não é dado cronológico, mas número simbólico indicando longo período de tempo, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 4. A estela de Merneptá (c. 1220) indica que Israel estava na Palestina nesta época. O nome "Israel" não aparece em nenhum outro registro histórico ou documento anterior a 1220. Isto seria improvável se Israel tivesse começado a ocupação da terra 200 anos antes, em 1400. 5. Os "habiru" das tabuinhas de Amarna não podem ser considerados hebreus, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Os "habiru" eram povo variado, cananeus nativos. São atestados dos séculos XVIII a XII a.c. 6. Com a sobreposição de mandatos dos juízes e o uso de números simbólicos (e.g., quarenta anos), o período dos juízes não precisa estender-se por mais de 150 anos. 7. O fato de Tutmósis IV não ser herdeiro legal do trono egípcio não prova que o herdeiro legal morreu na décima praga. 8. Evidência arqueológica de Laquis, Jericó, Betel, Hazor, Oebir etc., apóia a data do século XIII para o êxodo. 9. Os 430 anos de Êxodo 12.40 a partir da data recuada do êxodo colocam a entrada de Jacó no Egito durante o período dos hicsos (17301570). Este período de domínio estrangeiro no país é o período mais provável para a entrada de Israel no Egito. 10. As civilizações de Edom, Amom e Moabe não existiam no século XV, logo, seria impossível Israel ter contato com elas se o êxodo ocorreu naquele século. Como Israel teve tal contato, o êxodo deve datar do século XIII. 11. O AT não menciona as invasões de Seti I ou Ramessés 11 à Palestina, provavelmente, porque Israel ainda não estava na região. 12. Os israelitas estavam construindo Pitom e Ramessés (Êx 1.11), cidades da região do delta. Ramessés foi fundada por Seti I (1318-1304) e concluída por Ramessés 11 (1304-1237). 13. Tutmósis 111 não foi considerado grande construtor. Adaptado de Andrew E. Hill, Baker's Handbook of Bible Lists. Grand Rapids: Baker, 1981, p. 71-72, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Usado com permissão.

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ça das refutações apresentadas em diferentes pesquisas. Em primeiro lugar, demonstrando-se que a teofania do Sinai é semelhante ao registro de outras manifestações divinas do Antigo Oriente Médio que não pressupõe vulcão ativo, não há necessidade de situar o Sinai na Arábia, local mais próximo de atividade vulcânica. Em segundo lugar, é identificada a relação de Moisés com os quenitas e com os midianitas, e acredita-se que os primeiros eram um clã midianita nômade cuja presença na região do Sinai é comprovada (v. Jz 1.16;

4.11); não há, portanto, necessidade de colocar Moisés na Arábia.

A tradicional teoria da rota sul do Êxodo ainda acomoda todas as informações bíblicas e geográficas conhecidas de forma mais convincente. É provável que a travessia do "mar dos Juncos" aconteceu em algum lugar dos pântanos e lagos salgados entre o mar Mediterrâneo e o golfo de Suez. Os lagos Menzaleh, Balah e Timsah, como os grandes lagos amargos, foram sugeridos como candidatos ao mar dos Juncos do Êxodo. Na rota, o avanço para o norte é mais bem explicado pelo "muro" do canal de Sur descoberto a leste do delta do Nilo. Sem dúvida, os escravos hebreus fugitivos teriam evitado essa fortaleza egípcia, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Finalmente, Jebel Musa ou o monte Horebe, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, no sul da península do Sinai, foi identificada com o monte Sinai, onde ocorreu a revelação de Moisés pela tradição cristã que data do século IV d.e.

ESBOÇO DE ÊXODO L Israel no Egito

A. Escravidão no Egito (1) B. Nascimento, juventude e chamado de Moisés (2--4) ÊXODO

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11. Jornada do Egito ao Sinai

A. t.xodo do Egito (12.37-14.31) B. Cântico de Moisés (15.1-21)

C. Jogos de Estilizado de Graça para Baixar de Sur (15.22-27) D. Deserto de Sim (I 6) E. Rocha em Refidim (17)

F. Jetro e Moisés (18)

m. Aliança e lei no Sinai A. Preparativos para a aliança (9) B. O decálogo (20.1-17)

C. Código da aliança (20.18-23.33) D. Ratificação da aliança (24) E. Tabernáculo (25--40)

1. Normas (25-27) 2. Sacerdotes (28 e 29) 3. Utensílios (30) 4. Artesãos (31.1-11) 5. Sábado (31.12-18) 6. Quebra da aliança da parte de Israel com o bezerro de ouro (32) 7. Javé e Moisés (33) 8. Renovação da aliança (34) 9. Construção do tabernáculo (35-38)

10. Vestes sacerdotais (39) 11. Conclusão e dedicação do tabernáculo (40)

PROPÓSITO E MENSAGEM A mensagem de Êxodo é resumida em duas passagens: a comissão de Moisés (6.2-9) e o prefácio da cerimônia da aliança no Sinai (19.1-6). Os três

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O propósito histórico de Êxodo é a preservação dos registros explicativos da transformação dos israelitas em escravos no Egito, bem como seu livramento e presença no deserto do Sinai. A narrativa do Êxodo liga as histórias patriarcais e a história posterior da nação teocrática ao tomar posse de Canaã (v. 6.4). A intenção teológica básica do livro é a auto-revelação divina. Deus não

só se lembrou das promessas da aliança feitas aos patriarcas hebreus, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar agora também se revela a Israel como Javé (6.2,3). Embora a revelação ocorra de várias maneiras, o resultado é que Israel será seu povo, e ele será o Deus da nação (6.7), Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Já o propósito didático do livro inclui a instrução sobre a importância da manutenção do relacionamento de aliança com Javé e a importância da lei como instrumento para moldar e preservar a identidade de Israel como povo de Deus (23.20-23). Somente por meio da obediência às estipulações da aliança, Israel poderia ser reino de sacerdotes e nação santa para Javé, cumprindo seu destino divino entre as nações (19.5,6).

ESTRUTllRA E ORGANIZAÇÃO

o livro de Êxodo é facilmente dividido em três grandes blocos de material narrativo com base na seqüência de pontos geográficos de Israel durante a viagem do Egito ao monte Sinai: 1. Israel no Egito (1.1-13.16)

2. Jornada de Israel no deserto (13.18-18.27) 3. Israel no Sinai (19.1--40.38)

o livramento divino dos hebreus da escravidão no Egito é narrado de modo temático no Êxodo, ligando a libertação do clã de Jacó por José (Gn 46--50) e de Israel por Moisés à entrada da terra da promessa (Nm e Dt). ÊxODO

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Argumentos a favor da data recente 1. Os 480 anos de 1Reis 6.1 é um número que simboliza 12 gerações. Como uma geração dura cerca de 25 anos, o número real deve ser trezentos anos, datando o êxodo de cerca de 1266/1260 a.c. 2. Os trezentos anos citados por Jefté são apenas um exagero, visto que ele não tinha acesso a registros históricos. 3. Os quarenta anos que Moisés passou com os midianitas não é dado cronológico, mas número simbólico indicando longo período de tempo. 4. A estela de Merneptá (c. 1220) indica que Israel estava na Palestina nesta época. O nome "Israel" não aparece em nenhum outro registro histórico ou documento anterior a 1220. Isto seria improvável se Israel tivesse começado a ocupação da terra 200 anos antes, em 1400. 5. Os "habiru" das tabuinhas de Amarna não podem ser considerados hebreus. Os "habiru" eram povo variado, cananeus nativos. São atestados dos séculos XVIII a XII a.c. 6. Com a sobreposição de mandatos dos juízes e o uso de números simbólicos (e.g., quarenta anos), o período dos juízes não precisa estender-se por mais de 150 anos. 7. O fato de Tutmósis IV não ser herdeiro legal do trono egípcio não prova que o herdeiro legal morreu na décima praga. 8. Evidência arqueológica de Laquis, Jericó, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, Hazor, Debir etc., apóia a data do século XIII para o êxodo, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 9. Os 430 anos de Êxodo 12.40 a partir da data recuada do êxodo colocam a entrada de Jacó no Egito durante o período dos hicsos (17301570). Este período de domínio estrangeiro no país é o período mais provável para a entrada de Israel no Egito. 10. As Jogos de Estilizado de Graça para Baixar de Edom, Amom e Moabe não existiam no século XV, logo, seria impossível Israel ter contato com elas se o êxodo ocorreu naquele século. Como Israel teve tal contato, o êxodo deve datar do século XIII. 11. O AT não menciona as invasões de Seti I ou Ramessés li à Palestina, provavelmente, porque Israel ainda não estava na região. 12. Os israelitas estavam construindo Pitom e Ramessés (Êx 1.11), cidades da região do delta. Ramessés foi fundada por Seti I (1318-1304) e concluída por Ramessés li (1304-1237). 13. Tutmósis 111 não foi considerado grande construtor.

Adaptado de Andrew E. Hill, Baker's Handbaak af Bible Lists. Grand Rapids: Baker, 1981, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, p. 71-72. Usado com permissão.

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Ol1l.c

A teoria da rota central situa o monte Sinai a noroeste da Arábia, além de Acaba, em parte porque a narrativa de Êxodo sobre a experiência da aliança descreve um vulcão ativo (19.16-25) também porque a mesma região é ligada tradicionalmente à terra dos midianitas (v. Êx 3.1; 18.1). Hoje essa alternativa foi praticamente descartada pelos estudiosos em razão da for-

ça das refutações apresentadas em diferentes pesquisas. Em primeiro lugar, demonstrando-se que a teofania do Sinai é semelhante ao registro de outras manifestações divinas do Antigo Oriente Médio que não pressupõe vulcão ativo, não há necessidade de situar o Sinai na Arábia, local mais próximo de atividade vulcânica. Em segundo lugar, é identificada a relação de Moisés com os quenitas e com os midianitas, e acredita-se que os primeiros eram um clã midianita nômade cuja presença na região do Sinai é comprovada (v. Jz 1.16;

4.11); não há, portanto, necessidade de colocar Moisés na Arábia. A tradicional teoria da rota sul do Êxodo ainda Jogos de Estilizado de Graça para Baixar todas as informações bíblicas e geográficas conhecidas de forma mais convincente. É provável que a travessia do "mar dos Juncos" aconteceu em algum lugar dos pântanos e lagos salgados entre o mar Mediterrâneo e o golfo de Suez. Os lagos Menzaleh, Balah e Timsah, como os grandes lagos amargos, foram sugeridos como candidatos ao mar dos Juncos do Êxodo. Na rota, o avanço para o norte é mais bem explicado pelo "muro" do canal de Sur descoberto a leste do delta do Nilo. Sem dúvida, os escravos hebreus fugitivos teriam evitado essa fortaleza egípcia. Finalmente, Jebel Musa ou o monte Horebe, no sul da península do Sinai, foi identificada com o monte Sinai, onde ocorreu Jogos de Estilizado de Graça para Baixar revelação de Moisés pela tradição cristã que data do século IV d.e.

ESBOÇO DE ÊXODO I. Israel no Egito

A. Escravidão no Egito (1) B. Nascimento, juventude e chamado de Moisés (2-4) ÊXODO

97

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11. Jornada do Egito ao Sinai A. Êxodo do Egito (12.37-14.31) B, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Cântico de Moisés (15.1-21)

C. Deserto Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Sur (15.22-27) D. Deserto de Sim (16) E. Rocha em Refidim (17) F. Jetra e Moisés (18)

m. Aliança e lei no Sinai A, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Preparativos para a aliança (9) B. Jogos de Estilizado de Graça para Baixar decálogo (20.1-17)

C. Código da aliança (20.18-23.33) D. Ratificação da aliança (24) E. Tabernáculo (25-40) 1. Normas (25-27) 2. Sacerdotes (28 e 29) 3. Utensílios (30) 4. Artesãos (31.1-11) 5. Sábado (31.12-18) 6. Quebra da aliança da parte de Israel com o bezerro de ouro (32) 7. Javé e Moisés (33) 8. Renovação da aliança (34) 9. Construção do tabernáculo (35-38) 10. Vestes sacerdotais (39) 11. Conclusão e dedicação do tabernáculo (40)

PROPÓSITO E MENSAGEM A mensagem de Êxodo é resumida em duas passagens: a comissão de Moisés (6.2-9) e o prefácio da cerimônia da aliança no Sinai (19.1-6). Os três 98

h;í\ilmda 11Il"1I\.lgl"11I illdlll"llI: I) () jlllgalllellloda Ila)":íooprcsI:,gilo; 2) ( ) livrallll'lllo de Israel da escravidão pelo "braço forte" de

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V;\rios tl'mas ou ênbses unificam as narrativas de Êxodo. Julgamento e Nlllvação têm destaque nos capítulos 1-12, e a liderança paternal de Javé no deserto e a promessa de ocupação de Canaã em 13-18. A aliança e as leis teocráticas constituem Israel como povo de Javé em 19-24, e o livro termina com os preparativos para adoração do Santo de Israel (25--40). O propósito histórico de Êxodo é a preservação dos registros explicativos da transformação dos israelitas em escravos no Egito, bem como seu livramento e presença no deserto do Sinai. A narrativa do Êxodo liga as histórias patriarcais e

a história posterior da nação teocrática ao tomar posse de Canaã (v. 6.4). A intenção teológica básica do livro é a auto-revelação divina. Deus não só se lembrou das promessas da aliança feitas aos patriarcas hebreus, mas agora também se revela a Israel como Javé (6.2,3). Embora a revelação ocorra de várias Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, o resultado é que Israel será seu povo, e ele será o Deus da nação (6.7). Já o propósito didático do livro inclui a instrução sobre a importância da manutenção do relacionamento de aliança com Javé e a importância da lei como instrumento para moldar e preservar a Jogos de Estilizado de Graça para Baixar de Israel como povo de Deus (23.20-23). Somente por meio da obediência às estipulações da aliança, Israel poderia ser reino de sacerdotes e nação santa para Javé, cumprindo seu destino divino entre as nações (19.5,6).

ESTRUT{JRA E ORGANIZAÇÃO

o livro de Êxodo é facilmente dividido em três grandes blocos de material narrativo com base na seqüência de pontos geográficos de Israel durante a viagem do Egito ao monte Sinai: 1. Israel Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Egito (1.1-13.16) 2. Jornada de Israel no deserto (13.18-18.27) 3. Israel no Sinai (19.1--40.38)

o livramento divino dos hebreus da escravidão no Egito é narrado de modo temático no Êxodo, ligando a libertação do clã de Jacó por José (Gn 46-50) e de Israel por Moisés à entrada da terra da promessa (Nm e Dt). ~XODO

99

( ) Fxodo. livro .\01 li C .1 Jogos de Estilizado de Graça para Baixar do povo da ;diall\;I, l(llllpkllll'lIl.l (;l'IIC~i~, o liVro lb ill;llIgIILI,all lb .di.llI,a, l' aprcsellLl LcvíticII, li livro da salltidade para o povo Jogos de Estilizado de Graça para Baixar alialH;a, i\ lillgllagelll e () conteúdo de f~xodo também apresentam marcas deli-

lK'radas de transições indicativas de que as narrativas de Gênesis, Êxodo e Lcyítico devem ser lidas como um documento unificado. Por exemplo, a repetição em Êxodo 1 dos nomes dos filhos de Jacó que migraram ao Egito associa os relatos do livro à história da permanência de Jacó no país (Gn 4650). Da mesma forma, a passagem final de Êxodo, que descreve a glória de Javé enchendo o tabernáculo (40.34-38), prevê a partida de Israel do Sinai liderado pela nuvem (Nm 10.11-35). Finalmente, como nos livros de Levítico e Números, a fórmula de oráculo divino é encontrada várias vezes em Êxodo (i.e., "disse o SENHOR a Moisés", 19.21; 25.1; et aI), enquanto a expressão introdutória "Foi isto que o SENHOR ordenou" interliga as legislações de Êxodo e Levítico (e.g., Êx 35.4; Lv 8.5; 17.2), Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. A parte 1 conta a história do julgamento do Egito e da libertação de Israel do cativeiro. Em primeiro lugar, Moisés é apresentado como instrumento divino para assegurar a libertação dos hebreus e, depois, é incumbido e equipado para realizar a tarefa. Essa passagem destaca a longanimidade de Deus e a obediência às suas ordens. Javé também concede sinais a Moisés e aponta Arão como porta-voz. Afirma o sucesso da missão ao se revelar como Javé - recurso inesgotável para a tarefa de libertar os hebreus. No entanto, antes de Moisés livrar Israel do Egito, para ratificar a aliança com Deus no Sinai, ele devia obedecer às condições divinas estabelecidas anteriormente na própria família (v. 4.18-26). O método divino para libertar Israel por meio de uma série de pragas devia levar o juízo divino à nação egípcia (12.12). A instituição da Páscoa foi um memorial doutrinário para as gerações israelitas futuras. Como lembrete do ato poderoso de Javé na história, ela devia inspirar nos hebreus reverência e adoração alegre (12.14-27). A parte 2 explica como Javé transformou uma multidão de ex-escravos em "tesouro pessoal", seu povo da aliança, por intermédio da aliança no Sinai (19.1-6). Hoje é amplamente aceito o fato de que a aliança hebréia com Javé é semelhante ao tratado suserano hitita da Idade do Bronze Tardio. Esse formato de tratado era a maneira comum de um senhor cobrar obediência de Estados vassalos mediante estipulações cuidadosamente pres100

Possíveis rotas do txodo

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20

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cri tas ao servo. Considere alguns elementos específicos da forma de tratado no código da aliança de Êxodo: Prefácio: 20.2a Prólogo histórico: 20.2b Condições: 20.3-17 (= decálogo); 20.21-23.19 Depósito e leitura pública: 24.7 Lista de testemunhas: 24.1-11 Bênçãos e maldições: 23.20-33 (delineadas mais formalmente em Lv 26) ~XODO

101

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Источник: [https://torrent-igruha.org/3551-portal.html]

336832622-historia-da-literatura-crista-primitiva-pdf.pdf

PHILIPP VIELHAUER

,

mSTORIADA LITERATURA - PRIMITIVA CRISTA Introdução ao Novo Testamento, aos Apócrifos e aos Pais Apostólicos

Tradução: Dson Kayser Revisão: Vagner Montrezol

2005

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CRISTÃ

©

Editora Academia Cristã

©

1975 by Walter de Gruyter & Co., Berlin

Título original: Geschichte der urchristlichen Literatur Supervisão Editorial: Paulo Cappelletti Rogério de Lima Campos Luiz Henrique Alves da Silva Layout e arte final: Pr. Regino da Silva Nogueira Tradução: Ilson Kayser Revisão: Vagner Montrezol Capa: James Valdana Consultoria em assuntos relacionados à Biblioteconomia Cláudio Antônio Gomes

V66Jh

Vielhauer, Philipp História da Jogos de Estilizado de Graça para Baixar cristã primitiva: Introdução ao Novo Testamento, aos Apócrifos e aos Pais Apostólicos/Philipp Vielhauer; Trad. Ilson Kayser. - Santo André: SP: Editora Academia Cristã Ltda, 2005. Título original: Geschichte der urchristlichen Literatur 16x23 em.; 864 páginas ISBN 85-98481-09-2

CDU-225.01

1. Bíblia-NT - Introdução 2. Bíblia-NT - Apócrifos 3. Bíblia-NT - Crítica textual L Título lI. Subtítulo

Índice para catálogo sistemático: I. Novo Testamento - Introdução 2. Novo Testamento - Crítica textual

225.01 225.014

Proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer forma ou meio eletrônico e mecânico, inclusive através de processos xerográficos, sem permissão expressa da editora (Lei n° 9.610 de 19.2.1998). Todos os direitos reservados à EDITORA ACADEMIA CRISTÃ LIDA. Rua Marina, 333 - Santo André Cep 09070-510 - São Paulo, SP - Brasil Fonefax (lI) 4424-1204 e 4421-8170 [email protected] www.editoraacademiacrista.com.br

À MINHA ESPOSA

~

INDICE ABREVIATURAS

21

APRESENTAÇÃO À EDIÇÃO BRASILEIRA

25

PREFÁCIO

27

CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO

29

§ 1. A TAREFA

29

§ 2. FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS Observações preliminares 1. Fórmula "pístii' (de fé) a) A fórmula sobre a ressurreição b) A fórmula sobre a morte c) Fórmulas combinadas d) Origem e lugar vivencial (Sitz im Lebetú e) Apêndice 2. Homologias a) Aclamação b) Frase de identificação c) Apêndice 3. Fórmulas querigmáticas a) Pregação missionária aos gentios b) Pregação missionária aos judeus 4. Textos litúrgicos a) Uma fórmula pessoal b) Aclamações EtÇ •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• c) Outras aclamações d) Doxologias e) Orações f) Fórmulas cúlticas da Ceia do Senhor g) Liturgia de entrada da Ceia do Senhor h) Celebração do Batismo i) Parêneses batismais ou de ordenação

37 39 43 44 45 47 49 51 52 52 54 56 57 57 58 58 58 61 64 64 65 66 67 68 69

8

ÍNDICE

5. Cantos a) Cantos pré-cristãos b) Cantos cristológicos c) O "lugar vivencial' desses cantos é o culto d) Menos certa e) Observações finais 6. Parênese a) Formas da parênese b) Origem c) Recepção e lugar vivencial

69 70 70 76 77 77 79 79 83 85

CAPÍTULO II - O CORPUS PAULINO

87

§ 3. AS CARTAS ANTIGAS E CRISTÃS-PRIMITIVAS 1. A carta como gênero a) Carta real, aparente e gêneros intermediários b) As cartas cristãs primitivas c) Literarização 2. As formalidades da carta 3. Observações preliminares referentes às cartas paulinas

87 87 88 91 93 94 96

§ 4. REFERENTE À CRONOLOGIA DA VIDA DE PAULO 1. A cronologia absoluta 2. A cronologia relativa

100 101 103

§ 5. A PRIMEIRA CARTA AOS TESSALONICENSES 1. A fundação da comunidade 2. Conteúdo e caráter literário de 1 Tessalonicenses 3. Motivação e fim da carta 4. Data e lugar da redação

111 111 113 116 117

§ 6. A SEGUNDA CARTA AOS TESSALONICENSES 1. Estrutura e conteúdo 2. Condições sob as quais foi feita a redação 3. Questão da autenticidade a) A escatologia b) A relação literária c) O círculo de leitores d) Deslocamentos da ênfase e) Conclusão 4. Origem Apêndice

119 119 122 124 124 125 126 128 128 129 131

ÍNDICE

§ 7. A CARTA AOS GÁLATAS 1. Os destinatários '"

2. 3. 4.

5.

a) Galácia e gálatas b) As comunidades da Galácia c) Paulo e as comunidades da Galácia As condições da redação Estrutura e particularidade Os adversários a) Os dados da Carta aos Gálatas b) Enquadramento histórico Resultados da Carta

§ 8. A PRIMEIRA CARTA AOS CORÍNTIOS

1. 2. 3. 4. 5.

Conteúdo e estrutura Os começos da comunidade A motivação da Primeira Carta aos Coríntios Uniformidade Condições da redação

§ 9. A SEGUNDA Jogos de Estilizado de Graça para Baixar AOS CORÍNTIOS 1. Conteúdo e estrutura

2. A história precedente a) Os acontecimentos exteriores b) A situação interna da comunidade 3. A questão da uniformidade literária 4. Condições da redação § 10. A CARTA AOS FILIPENSES

1. 2. 3. 4.

Conteúdo Paulo e a comunidade de Filipos A questão da uniformidade literária Motivos e finalidades. Situação dos correspondentes a) Carta A: 4.10-20 b) Carta B: 1.1-3.1; 4.4-9,21-23 c) Carta C: 3.2-4.3 5. Lugar e data da redação

§ 11. A CARTA A FILEMOM

1. Conteúdo 2. Motivação e objetivo 3. Condições da redação

9

132 133 134 135 137 140 141 143 143 148 154 155 156 158 161 169 171 171 172 173 173 175 180 185 186 187 187 190 194 194 194 195 197 201 201 202 204

10

ÍNDICE

§ 12. A CARTA AOS ROMANOS 1. Situação em que a carta foi escrita 2. Conteúdo e estrutura 3. A comunidade de Roma a) O surgimento b) A situação da comunidade à época da redação de Romanos 4. Objetivo da redação 5. O caráter literário e teológico 6. Questões da integridade

205 206 207 208 208 210 212 216 218

§ 13. A CARTA AOS COLOSSENSES 1. Conteúdo 2. A comunidade de Colossos 3. A falsa doutrina que está sendo combatida 4, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. As condições em que a carta foi escrita 5. A pergunta pela autoria a) Linguagem e estilo ., b) Teologia 6. Caráter literário e teológico

221 222 222 223 226 226 227 228 230

§ 14. A CARTA AOS EFÉSIOS 1. Conteúdo e estrutura 2. Os destinatários a) O endereço b) Os dados do escrito c) Hipóteses concernentes aos destinatários 3. A questão da autenticidade a) Linguagem e estilo b) A relação com Colossenses c) Diferenças teológicas 4. Caráter literário, objetivo eclesiástico e posição histórico-teológica a) Caráter literário b) Finalidade eclesiástica c) Posição histórico-teológica 5. Data de surgimento

233 234 235 235 236 237 238 238 239 240

§ 15. AS CARTAS PASTORAIS Observações Preliminares Razões externas Razões internas 1. Conteúdo

246 246 247 247 248

242 242 243 244 245

ÍNDICE

2.

3. 4. 5. 6. 7. 8.

a) 1 Timóteo b) 2 Timóteo. c) Tito Situação em que as cartas foram escritas a) Os destinatários b) As condições em que foi redigida 1 Timóteo c) As circunstâncias de redação da Carta a Tito d) As circunstâncias de redação de 2 Timóteo e) O problema da missão na Espanha e de uma segunda prisão em Roma Linguagem e estilo O combate aos falsos mestres A ordem Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Igreja Teologia e religiosidade O caráter literário Data e local da redação

11

248 248 249 249 249 250 251 251 252 254 256 259 262 265 267

§ 16. A CARTA AOS HEBREUS 1. Conteúdo 2. Caráter literário a) Hebreus - uma carta? b) Hebreus como "discurso" c) O emprego de tradições 3. Peculiaridade teológica; posição histórico-religiosa e teológica a) Peculiaridade teológica b) Posição histórico-religiosa c) Posição histórico-teológica 4. Autor, data e lugar da redação a) Autor b) Data e lugar da redação

268 269 269 270 272 273 275 275 278 279 281 281 282

CAPÍTULO IH - OS EVANGELHOS SINÓTICOS E ATOS DOS APÓSTOLOS

283

§ 17. INTRODUÇÃO 1. Eua,yyÉÀLov e o Evangelho como livro 2. Os Evangelhos sinóticos

283 283 289

§ 18. A TRADIÇÃO DA IGREJA ANTIGA SOBRE OS TRÊS PRIMEIROS EVANGELHOS 1. Marcos 2. Mateus 3. Lucas

290 290 292 293

12

ÍNDICE

§ 19. O PROBLEMA SINÓTICO E AS MAIS ANTIGAS

TENTATIVAS DE SOLUÇÃO 1. O problema sinótico 2. As tentativas de solução mais antigas

295 295 297

§ 20. A TEORIA DAS DUAS FONTES 1. Os traços fundamentais a) A prioridade de Marcos b) A "fonte dos ditos" (Q) c) A matéria exclusiva 2. Questões particulares a) O Protomarcos b) Estágios prévios de Q. Seu caráter escrito c) Relação de Marcos e Q 3. Modificações e antíteses 4. Princípios para o método histórico-formal

300 300 Jogos de Estilizado de Graça para Baixar 302 303 304 304 306 307 308 310

§ 21. O MÉTODO HISTÓRICO-FORMAL

311

§ 22. AS FORMAS DO MATERIAL DA TRADIÇÃO SINÓTICA

322 322 323

1, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Formas da matéria discursiva (ditos do Senhor). 1) Ditos (},ÓYllX) (Bultmann), palavras de sabedoria (Dibelius) 2) Palavras proféticas e apocalípticas (Bultmann), chamado profético (Dibelius) 3) Leis e regras para a comunidade 4) Palavras de Jesus na primeira pessoa 5) Parábolas e similares 2. Formas intermediárias: apotegmas (Bultmann)/paradigmas (Dibelius) a) Diálogos polêmicos b) Diálogos didáticos c) Apotegmas biográficos 3. Formas do material narrativo a) Histórias de milagres/novelas b) Narrativa de histórias e lendas c) A história da paixão 4. Observações referente à terminologia § 23. A FONTE DOS DITOS

1. A questão da literalidade de Q 2. Volume e estrutura 3. Gênero e lugar vivencial

323 324 324 325 329 331 331 331 332 332 336 338 340 342 342 345 347

ÍNDICE

13

4. Motivos teológicos 5. A situação histórica

349 357

§ 24. O EVANGELHO SEGUNDO MARCOS 1. Estrutura 2. O material 3. Redação literária e caráter teológico 4. A posição histórico-teológica 5. Autor, lugar e época da redação 6. Integridade 7. A forma do "Evangelho"

360 361 362 367 375 377 377 379

§ 25. O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS 1. Estrutura 2. Uso das fontes e aproveitamento da tradição 3. Caráter teológico 4. Lugar vivencial 5. A situação histórica

385 386 386 389 394 395

§ 26. A OBRA DE LUCAS EM DOIS VOLUMES 1. Estrutura 2. Fontes usadas 3. Wondershare filmora 9 32 bit win10 keygen,serial,crack literário e tendências teológicas 4. Observações finais

396 398 399 401 406

§ 27. A OBRA DE LUCAS EM DOIS VOLUMES Observações prévias 1. Estrutura 2, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. O texto 3. A relação entre Lucas e Atos 4. A questão das fontes 5. Método de composição e caráter literário a) O método de composição b) O caráter literário 6. Tendência teológico-eclesiástica a) Quadro histórico b) Lucas e Atos como unidade c) Finalidade da obra em dois volumes 7. Autor, data e lugar da redação Conclusão do capítulo IH

407 409 410 411 413 415 423 423 428 429 429 432 434 435 436

14

ÍNDICE

CAPÍTULO IV - O CICLO JOANINO

439

§ 28. O EVANGELHO SEGUNDO JOÃO 1. Da história da pesquisa 2. Estrutura 3. O Evangelho de João em relação aos sinóticos 4. Questões da crítica literária a) Integridade b) Fontes 5. Caráter literário e teológico a) Peculiaridade literária b) Característica teológica 6. Posição histórica e religiosa 7. Data da redação Situação histórico-teológica 8, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Questão da autoria, data e lugar da redação a) A questão da autoria b) Lugar e data da redação

439 440 444 446 450 450 452 456 456 464 473 478 478 481 481 488

§ 29. A PRIMEIRA CARTA DE JOÃO

488 489 490 491 494 498 498 500

1. 2. 3. 4. 5.

Conteúdo e estrutura Caráter literário Estilo, texto-base e redação Relação de 1 João com o Evangelho de João O combate à heresia a) A heresia b) O modo do combate

§ Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. A SEGUNDA E TERCEIRA CARTA DE JOÃO 1. Nota preliminar 2. A Segunda Carta de João 3. A Terceira Carta de João 4. A situação da Carta 5. O autor Retrospecto ao Capítulo IV

503 503 503 504 506 508 509

CAPÍTULO V - APOCALIPSES

513

§ 31. APOCALIPSES E "APOCALÍPTICA" DO JUDAÍSMO 1. Denominação e conceito 2. Resumo 3. Características literárias

513 514 515 516

ÍNDICE

15

4. Concepção de mundo 5. Origem 6. Apêndice: O sibilismo

518 520 521

§ 32. O APOCALIPSE DE JOÃO 1, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Conteúdo 2. Forma 3. Fontes 4. Autor, condições de redação 5. Intenção

xd picture card crack serial keygen 523 525 528 529 531

§ 33. O APOCALIPSE DE PEDRO Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Tradição 2. As duas versões 3. Interesse e importância

534 535 536 539

§ 34. O PASTOR DE HERMAS 1. Tradição 2. Conteúdo 3. A questão da uniformidade literária 4. A forma literária 5. A intenção 6. A relação de forma e intenção 7. Autor, lugar e data da redação

541 542 542 544 545 547 549 549

§ 35. A ASCENSÃO DE ISAÍAS Visão Panorâmica

550 553

CAPÍTULO VI - AS CARTAS POSTERIORES

557

§ 36. A PRIMEIRA CARTA DE CLEMENTE 1. Tradição 2. Conteúdo e estrutura 3. Caráter literário 4. Motivação e tendência 5. Autor 6. Data de redação

557 558 558 560 563 567 568

§ 37. AS CARTAS DE INÁCIO DE ANTIOQUIA 1. Tradição 2. Autor e circunstâncias em que foram escritas 3. Temática, motivo e objetivo 4. Particularidade literária

568 569 570 573 576

16

ÍNDICE

§ 38. A CARTA DE POLICARPO DE ESMIRNA

Notas biográficas A tradição manuscrita Conteúdo e estrutura Uniformidade Condições da redação Carta A = Polic 13 Carta B = Polic 1-12, 14 6. Caráter literário e teológico

579 580 584 585 585 586 586 589 590

CAPÍTULO VII - CARTAS PSEUDÔNIMAS

595

§ 39. A CARTA DE TIAGO

595 596 596 596 598 599 601 602 604 605 605 605 607

1. 2, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 3. 4. 5.

1. Estrutura 2. Caráter literário a) Impressões contraditórias Stata serial number Archives Tentativas de solução c) Parênese 3. Religiosidade e ethos a) Obras e fé b) Pobre e rico c) Comunidade e mundo 4. Questão da autoria. Data e lugar da redação a) Questão da autoria b) Época e lugar da redação § 40. A PRIMEIRA CARTA DE PEDRO

1. Conteúdo 2. Os destinatários 3. Caráter literário a) Elementos tradicionais b) O caráter do todo 4. Autor, data e lugar da redação a) Questão do autor b) Lugar e data da redação 5. Tendência da emolduração pseudepigráfica § 41. A CARTA DE JUDAS

1. Conteúdo 2. Caráter literário 3. O combate aos hereges a) Os hereges b) O estilo do combate 4. Autor, lugar e data da redação

608 608 609 610 611 612 613 613 615 616 617 617 617 618 618 619 621

ÍNDICE

§ 42. A SEGUNDA CARTA DE PEDRO 1. Conteúdo 2. Caráter literário e finalidade

17

a) Pseudepígrafo petrino b) A relação com Judas c) Linguagem d) Finalidade 3. Concepções teológicas 4. Data e lugar da redação

622 622 622 622 623 624 624 626 626

§ 43. A CARTA DE BARNABÉ 1. Tradição 2. Conteúdo 3. Caráter literário e teológico 4. Problemas crítico-literários 5. Autor, lugar e época da redação 6. Observação final

627 628 628 629 634 638 639

CAPÍTULO VIII - EVANGELHOS APÓCRIFOS

641

§ 44, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. OBSERVAÇÃO PRELIMINAR

641

§ Tag: ibackupbot password crack. ÁGRAFOS

643

§ 46. O EVANGELHO DE TOMÉ

1. Descoberta e tradição 2. Caráter literário 3. A questão das fontes 4. Gêneros no Evangelho de Tomé 5. Temas teológicos e posição histórico-teológica

646 647 649 652 656 660

§ 47. FRAGMENTOS DE EVANGELHOS DESCONHECIDOS 1. O Papiro Egerton 2 2. O Papiro Oxyrhynchos 840

663 664 667

§ 48. O EVANGELHO DE PEDRO 1. Descoberta e tradição 2. Conteúdo 3. Caráter literário e teológico

668 669 670 672

§ 49. O EVANGELHO DOS NAZARENOS

676 676 677 679

1, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Tradição e linguagem 2. Volume e caráter literário 3. Surgimento

18

ÍNDICE

§ 50. O EVANGELHO DOS EBIONITAS

1. Tradição e conteúdo 2. Caráter literário e teológico 3. Surgimento § 51. O EVANGELHO DOS HEBREUS

1. 2, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 3. 4.

Tradição e acervo Conteúdo Caráter literário e teológico Título e pátria

680 680 680 682 683 683 684 685 687

§ 52. O EVANGELHO DOS EGÍPCIOS

688

§ 53. EVANGELHOS DA INFÂNCIA

692 692 693 699 703

1. 2. 3. 4.

Origem dos Evangelhos da Infância O chamado Proto-Evangelho de Tiago A Narrativa da Infância de Tomé Evoluções

§ 54. DIÁLOGOS DO RESSUSCITADO COM SEUS DISCÍPULOS

1. 2. 3. 4.

Resumo A Epistula Apostolorum Carta Apócrifa de Tiago e o Livro de Tomé o Jogos de Estilizado de Graça para Baixar O gênero

706 706 709 713 716

CAPÍTULO IX - ATOS DOS APÓSTOLOS APÓCRIFOS

719

§ 55. NOTA PRELIMINAR

719

§ 56. OS CINCO GRANDES ATOS DOS APÓSTOLOS

722 722 725 731 732 735

1. 2. 3. 4. 5.

Os Os Os Os Os

Atos Atos Atos Atos Atos

de de de de de

Pedro Paulo André João Tomé

§ 57. A POSIÇÃO HISTÓRICO-LITERÁRIA DOS ATOS DOS

APÓSTOLOS APÓCRIFOS

739

CAPÍTULO X - ORDENS DA COMUNIDADE E CULTO

745

§ 58. A DIDAQUÊ

745 746 747 748 751

1. 2. 3, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 4.

Tradição Conteúdo Título Caráter literário

ÍNDICE

19

5. Problemas crítico-literários e crítico-textuais a) Fontes b) Integridade c) Texto d) Audet supõe uma composição gradativa da Did 6. Tempo e lugar da redação

756 756 759 760 761 762

§ 59. A CHAMADA SEGUNDA CARTA DE CLEMENTE 1. Tradição 2. Conteúdo e estrutura 3. Uniformidade literária 4. Caráter literário 5. O caráter teológico 6. Autor, época e lugar da redação

764 764 765 765 766 768 770

§ 60. O CHAMADO EVANGELHO DA VERDADE

771

§ 61. AS ODES DE SALoMÃo

777

CAPÍTULO XI - O FINAL DA LITERATURA CRISTÃ PRIMITIVA . 785 § 62. PÁPIAS DE HIERÁPOLIS, "INTERPRETAÇÃO DOS DITOS DO SENHOR" 1. Tradição. Cronologia 2, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. O caráter literário 3. A Jogos de Estilizado de Graça para Baixar teológica

785 786 787 790

§ 63. HEGÉSIPO, "HYPOMNEMATA" 1. Tradição, notas biográficas 2. O caráter literário 3. A posição histórico-teológica

793 794 795 798

§ Folder Lock 7.8.5 Crack With Serial Key [Latest]. O PROBLEMA DA FORMAÇÃO DO CÂNON 1. A terminologia (cânon, Antigo e Novo Testamento) 2. O Antigo Testamento como cânon Jogos de Estilizado de Graça para Baixar 3. O Senhor, os apóstolos e o Espírito 4. O estágio atual da discussão

802 803 805 807 809

ÍNDICE DE AUTORES

815

ÍNDICE DOS TEXTOS BÍBLICOS

831

ÍNDICE DE PALAVRAS GREGAS

859

ABREVIATURAS AGG

Abhandlungen der Gesellschaft der Wissenschaften zu Gõttingen

AKG

Arbeiten zur Kirchengeschichte

ASNU

Acta Seminarii Neotestamentici Upsaliensis

AThANT

Abhandlungen zur Theologie des Alten und Neuen Testaments

Bauer, WB

W. Bauer, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, Griechich-Deutsches Wõrterbuch zu den Schriften des N euen Testaments und der übrigen urchristlichen Literatur, 5ª ed., 1958

BFChTh

Beitrãge zur Fõrderung christlicher Theologie

BHTh

Beitrâge zur historischen Theologie

Bibl

Biblica

Bill. I-V

(H. L. Total Commander Universal Crack 4 All Version crack serial keygen P. Billerbeck, Kommentar zum Neuen Testament aus Talmud und Midrasch, Bd. (vol. ) 1-4, 1922-1928

BJRL

The Bulletin of the J ohn Rylands Library

Bl-Debr

F. Blass-A. Debrunner, Grammatik des neutestamentlichen Griechisch, 9ª ed., 1954

BNTC

Black's NT Commentaries

Bultmann, NT R. Bultmann, Theologie des Neuen Testaments, 5ª ed., 1965. Teologia do Novo Testamento, São Paulo: Teológica, 2004. BWA(N)T

Beitrâge zur Wissenschaft vom Alten (und Neuen) Testament

22

ABREVIATURAS

BZ

Biblische Zeitschrift

BZNW

Beihilfe zur Zeitschrift für die neutestamentliche Wissenschaft

CN

Coniectanea Neotestamentica

DBS

Dictionnaire de la Bible, Supplément, Bd. (vol, ) 1.ss, 1928ss.

AKL

Evangelisches Kirchenlexikon, Kirchlich-theologisches Handwõrterbuch, hg, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. (ed, por: H. Brionotte e ü. Weber, 1955ss.)

EtB

Études Bibliques

EthLov

Ephemerides Theologicae Lovanienses

EnEt

Enoque Etíope

EpAp

Epistula Apostolorum

EphLov

Ephemerides Lovanienses

EvTh

Evangelische Theologie (periódico)

FRLANT

Forschungen zur Religion und Literatur des Alten und Neuen Testaments

GGA

Gõttingische Gelehrte Anzeigen

Gn

Gnomon. Kritische Zeitschrift für die gesamte klassische Altertumswissenschaft

HNT

Handbuch zum Neuen Testament, begr. v. (fundado por) H. Lietzmann, hg. v. (ed. por: G. Bornkamm)

HThK

Herders Theologischer Kommentar, hg. v. (ed, por: A. Wikenhauser)

HThR

The Harvard Theological Review

HUCA

Hebrew Union College Annual

HZ

Historische Zeitschrift

ICC

The International Critical Commentary of the Holy Scriptures of üld and New Testament

JBL

Journal of Biblical Literature and Exegesis

23

ABREVIATURAS

JR

Journal of Religion

JThS

J ournal of Theological Studies

KIT

Kleine Texte für theologische und philosophische Vorlesungen und Übungen, begr. v. (fundado por) H. Lietzmann, hg. v. Cedo por: K. Aland)

KNT

Kommentar zum Neuen Testament, hg. Zahn)

KuD

Kerigma und Dogma

LThK

Lexikon für Theologie und Kirche, 2ª ed., 1957ss.

MeyerK

Kritisch-exegetischer Kommentar über das Neue Testament, begr. V. (fundado por) H. A. W. Meyer

V.

(ed. por: T.

Moffatt, NTC The Moffatt New Testament Commentary NovTest

Novum Testamentum. An international quarterly for New Testament and related studies

NTD

Das Neue Testament Deutsch (Neues Gõttinger Bibelwerk) hg. v. (editado por) P. Althaus e J. Behm

NTS

New Testament Studies

PW

A. Pauly-G. Wissowa, Real-Encyclopâdie der klassischen Altertumswissenschaft, NB 1894ss.

RAC

Reallexikion für Antike und Christentum, hg v. (ed. por: Th. Klauser, 1941ss.)

RB

Revue Biblique

RBén

Revue Bénédictine

RE

Realencyklopãdie für protestantische Theologie und Kirche, 3ª ed., 1896-1913

RGG

Die Religion in Geschichte und Gegenwart, 1ª ed., 19091913, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, 2ª ed., 1927-1932, 3ª ed., 1957-1962

RHPhR

Revue d'Histoire et de Philosophie Religieuses

SAB

Sitzungsberichte der Deutschen (até 1944: Preussischen) Akademie der Wissenschaften zu Berlin

SAH

Sitzungsberichte der Heidelberger Akademie der Wissenschaften. Heidelberg

24

ABREVIATURAS

SgV

Sammlung gemeinverstândlicher Vortrâge und Schriften aus dem Gebiet der Theologie und Religionsgeschichte

ThB

Theologische Bücherei

ThBl

Theologische Blãtter

ThHK

Theologischer Handkommentar zum Neuen Testament

ThLZ

Theologsiche Literaturzeitung

ThR

Theologische Rundschau

ThRv

Theologische Revue

ThViat

Theologia Viatorum. Jahrbuch der Kirchlichen Hochschule Berlin

TWNT

Theologisches Wõrterbuch zum Neuen Testament, begr. v. (fundado p.) G. Kittel, hg. v. (ed. por: G. Friedrich, 1933ss.)

ThZ

Theologische Zeitschrift

TU

Texte und Untersuchungen zur Geschichte der altchristlichen Literatur

UNT

Untersuchungen zum Neuen Testament

VF

Verkündigung und Forschung

VigChr

Vigiliae Christianae

WUNT

Wissenschaftliche Untersuchungen zum Neuen Testament

WZ

Wissenschaftliche Zeitschrift (segue a cada vez o nome da cidade de uma universidade na DDR)

ZKG

Zeitschrift für Kirchengeschichte

ZKTh

Zeitschrift für katholische Theologie

ZNW

Zeitschrift für neutestamentliche Wissenschaft und die Kunde der âlteren Kirche

ZThK

Zeitschrift für Theologie und Kirche

APRESENTAÇÃO À EDIÇÃO BRASILEIRA A História da Literatura Cristã Primitiva de PR. VIELHAUER é uma obra prima. É a primeira exposição que engloba toda a história da literatura cristã-primitiva. Mas ela tem precursores quando tratou de conhecer o caráter literário específico do Novo Testamento. J. G. HERDER foi o primeiro a reconhecer, no séc, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. XVIII, que no Novo Testamento trata-se de literatura popular. Sua paixão pela poesia popular na atualidade proporcionou-lhe uma nova compreensão para a literatura de gente Jogos de Estilizado de Graça para Baixar da antiguidade. No séc. XIX, F. OVERBECK formulou então o programa de uma história da literatura cristã-primitiva (1882). Em sua acepção, história da literatura era uma história das formas. Neste ponto a História da Literatura Cristã Primitiva de PR. VIELHAUER segue esse programa. Com exceção de Paulo, pouco sabemos sobre os autores e escritores. Estamos, porém, em condições de descrever e analisar a forma da linguagem dos escritos cristãos primitivos. Sob formas o autor entendeu as grandes formas como evangelho, atos dos apóstolos, cartas e apocalipse. F. OVERBECK viu na literatura cristã-primitiva uma literatura criativa e original, que se distingue fundamentalmente da literatura patrística dos primórdios da Igreja. Ela não recorre às formas da literatura profana, e, sim, desenvolve no evangelho uma forma inderivável do mundo circundante. A história das formas reconheceu, além disso, no séc. XX, que estão preservadas no Novo Testamento muitas formas menores oriundas da tradição oral. Nos Evangelhos cabem nessa categoria especialmente ditos e parábolas, histórias de milagres e apotegmas, e nas cartas, fórmulas e pequenos hinos. M. DIBELIUS na verdade já apresentou em 1926 as linhas básicas de uma "História da Literatura Cristã-Primitiva", Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. No entanto, ele se limitou à tarefa de colocar lado a lado as formas básicas da literatura cristã-primitiva, sem descrever de modo coerente seu processo de formação na história.

26

APRESENTAÇÃO À EDIÇÃO BRASILEIRA

As tradições orais nas cartas ainda não haviam entrado em seu campo de observação. Primeiro seu discípulo PR. VIELHAUER conseguiu apresentar uma descrição abrangente da história da literatura cristã-primitiva que abarca todas pré-formas orais e suas fixações literárias, e todos os escritos cristãos primitivos, inclusive os não-canônicos. Ele apresenta toda a literatura cristã-primitiva em seu processo de formação. Nisso elabora o conteúdo teológico dos escritos. Para ele, forma e conteúdo são inseparáveis. Seu trabalho só pode ser realmente avaliado quando se leva em conta que R. BULTMANN considerou uma história da literatura do cristianismo primitivo um empreendimento inviável por causa do caráter fragmentário das fontes. Em sua obra de mestre, PR. VIELHAUER demonstrou que ela é possível. Tomo a liberdade de acrescentar uma observação pessoal. Quando PR. VIELHAUER escreveu o livro, trabalhei com ele como estudante e, mais tarde, como seu assistente. Observei quantas vezes reescreveu seus textos, para que fossem Data Recovery Archives - Download Pro Crack Software em linguagem clara e em bom estilo. Várias vezes entregou-me um capítulo com o pedido de condensálo. Aprendi muito com esse trabalho, especialmente que não se deve poupar esforço para escrever de modo claro e compreensível. Seu trabalho é para mim um compromisso de continuar trabalhando nesta linha. Toda história da literatura cristã-primitiva futura será medida por esta proposta clássica. Heidelberg, julho de 2005 GERD THEI88EN

PREFÁCIO Quando a Editora planejava uma edição revisada da "Einführung in das Neue Testament. Bibelkunde des Neuen Testaments, Geschichte und Religion des Urchristentums" (coleção Tõpelmann. Die Theologie im Abriss: Band (vol. 2) de R. KNOPF, H. LIETZMANN e H. WEINEL, revelou-se a necessidade de dividir a comprovada obra em dois livros. Um, que deveria ocupar-se com a história do cristianismo primitivo, foi confiado a HELMUT KÜSTER (Harvard), o outro, que deveria ocupar-se com a literatura cristã-primitiva, foi confiado a mim. De acordo com o modelo da "Einführung"(Introdução) e, sobretudo, em correspondência com a antiga exigência científica, não se deveria oferecer uma das costumeiras "Introduções ao Novo Testamento", e, sim, apresentar toda a literatura cristã-primitiva, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, da qual o Novo Testamento é apenas uma parte, em termos de história literária. O § 1 informa sobre a delimitação da matéria e sobre o método da apresentação. Aqui basta enfatizar que o presente livro foi planejado como compêndio: ele não apresenta a história literária cristã-primitiva a partir de minha visão, mas introduz, simultaneamente, aos problemas e seu estágio de discussão hoje, a fim de proporcionar ao leitor a formação de um juízo próprio; é um livro de trabalho. Visto que o § 2 (Formas pré-literárias) exige do leitor uma concentração especial por se tratar de uma matéria fastidiosa, seria aconselhável que o principiante saltasse inicialmente esse parágrafo e o recuperasse somente depois de se ter familiarizado com o assunto supostamente com o capítulo l. Por motivos de espaço, os dados bibliográficos são bastante sucintos, todavia, conscientemente não às custas da literatura mais antiga, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Pretendemos compensar a subjetividade da seleção por meio de remissões a obras de consulta, relatos de pesquisas e estudos que contêm bibliografias. Os comentários aos escritos neotestamentários são apresentados na seguinte ordem: em primeiro lugar as séries alemãs seguidas das inglesas e das francesas, por fim, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, importantes comentários monográficos. - As abreviações literárias são as da obra de consul-

28

PREFÁCIO

ta "Die Religion in Geschichte und Gegenwert" (RGG), 3. Auflage (3ª edição). Agradeço ao editor desta série, senhor PROF. DR. KURT ALAND, D. D., por seus conselhos úteis na editoração. Pelos múltiplos apoios durante o longo tempo de produção deste livro agradeço a meus antigos colaboradores, aos senhores PROF. DR. DIV. HARTMUT STEGEMANN, Doc. DR. KLAus WENGST, DR. HILGER WEISWEILER e ao docente particular GERD THEISSEN, ao qual também sou grato por estímulos profícuos, e pela incansável ajuda na conclusão do manuscrito, na correção e na confecção dos registros a meus atuais colaboradores, aos senhores PRo PETER KLEIN e est. teo1. ERICH DOBBERAHN, bem como ao est. te01. THOMAS HÜBNER, que participou espontaneamente do penoso trabalho. Sobretudo Jogos de Estilizado de Graça para Baixar a meu amigo DR. WOLFGANG MEYER, que acompanhou o surgimento do presente livro desde o começo até sua conclusão com conselhos, crítica e ajuda concreta. Bonn, 26 de maio de 1975 PHILIPP VIELHAUER

CAPÍTULO

I

INTRODUÇAO § 1. A TAREFA Bibliografia: BULTMANN, R-GUNKEL, H., RGG 111, 3ª ed., cl. 1675ss. DIBELIUS, M., Gescbicbte der urchristlichen Literatur 1. 11, 1926. KOCH, K., Was ist Formgeschichte?, 2ª ed., 1967, p. 123ss. OVERBECK, F., Über die Anfiinge der petristiscben Literatur, 1882, Neudruck (reimpressão), Libelli XV; 1966. TETz, M., "Über Formgeschichte i. d. Kirchengeschichte", ThZ 17, 1961, p.413ss. ___, Overbeckiene 11, Studien zur Geschichte der Wissenschaften in Basel XIII, 1962. ___, "Altchristliche Literaturgeschichte - Patrologie", ThR NF 32, 1967, Lss, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, WELLEK, R-WARREN, A., Tbeorie der Literatur, 2ª ed., 1956. WENDLAND, P., "Die urchristlichen Literaturformen", HNT I, 3, 1912, p.257ss.

ao qual a teologia deve a última ''História da Literatura Cristã-Primitiva", definiu a tarefa de um historiador da literatura do cristianismo primitivo do seguinte modo: MARTIN DIBELIUS,

". os livros do Novo Testamento e os demais escritos da época cristã-primitiva do primeiro e segundo século representam o acervo da mensagem cristã . Mas o efeito daquela mensagem está vinculado com a assunção de determinadas formas condicionadas à época; ela é anunciada por pessoas históricas e se manifesta em acontecimentos históricos. Quem quer apresentar o surgimento do cristianismo deve analisar como a mensagem cristã ganhou forma deste modo. Como um dos elementos desse processo de formação, porém, consta o fato de que cristãos escreveram, enviaram e trocaram cartas, bem como o fato de

30

INTRODUÇÃO

terem escrito livros de conteúdo didático, edificante e narrativo e os divulgaram. O historiador literário do cristianismo primitivo que quer tornar compreensível o surgimento desses escritos deve mostrar portanto como surgiu a atividade literária dos primeiros cristãos e de que modo os livros refletem a particularidade de seus autores e as condições da época de sua redação. Ao apresentar desse modo a formação do cristianismo do ponto de vista literário, o historiador escreve história literária do cristianismo primitivo. Que ele não apresenta apenas determinados resultados avulsos verificáveis, e, sim, também interligá-los construtivamente, da melhor maneira possível, a fim de proporcionar ao leitor uma visão de como as coisas se desenvolveram, é algo inerente ao caso." (I, p. 5s.)

Essa formulação da tarefa tem sua validade ainda hoje. Antes de podermos discutir o modo da execução desse programa, é preciso determinar o volume da literatura do cristianismo primitivo, isso é, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, ela tem que ser delimitada em relação à subseqüente literatura da Igreja Antiga. Esta não é uma questão primariamente cronológica, pois não se pode determinar o fim do cristianismo primitivo com a indicação de um ano; épocas históricas não terminam e iniciam em determinada data, antes passam mais ou menos sem ruptura de uma para a outra. Muitas coisas da nova época já se manifestam durante a antiga, muitas coisas da antiga ainda se manifestam por longo tempo na nova - não por último na forma de manifestações literárias. A pergunta é, antes, se a literatura do cristianismo primitivo se desenvolveu para a literatura da Igreja Antiga, isso é, para a literatura dos escritores eclesiásticos, de modo que se trata apenas da distinção de literatura mais antiga e mais recente, entre as quais se pudesse fixar o limite cronológico arbitrariamente um pouco antes ou depois; ou se cada uma das duas literaturas tem algo tão específico que se faz necessário uma delimitação em princípio. Esse é de fato o caso. Em seu afamado ensaio "Über die Anfiinge der patristischen Literatur"- "Sobre os Inícios da Literatura Patrística" - FRANZ OVERBECK constatou (1882) que esses inícios não se encontram no NTl; ele também demonstrou por meio de "comparações das formas da literatura neotestamentária e a da patrística" (p. 18), "que, histórico-literariamente, não existe nexo entre as duas literaturas" (p. 18s.). O específico e o elemento que as diferenciam são as "formas". As do NT são, por um lado, a carta, que existiu sempre e em toda parte na literatura cristã, mas que - como 1

Cf. quanto a isso os dois ensaios de M.

TETZ.

§ 1. A TAREFA

31

carta real- não representa uma forma literária (vide abaixo § 3, e, por outro lado, "formas reais": Evangelhos, Atos dos Apóstolos, o Apocalipse, as cartas "católicas'". Não se trata, porém, de formas permanentes: sua produção é interrompida pela formação do cânon; elas esmorecem "ainda antes que surgisse uma existência segura de uma literatura da Igreja" (p. 19). OVERBECK situa o início da literatura da Igreja Antiga na apologética, a qual faz uso de formas profanas e se dirige a nãocristãos, que encontra sua expressão plena primeiro na obra de Clemente de Alexandria, e a define como "literatura greco-romana de confissão cristã e interesse cristão", e o faz com o argumento "de que o cristianismo conseguiu produzir uma literatura que tinha condições de sobreviver somente em conexão com a literatura mundial existente" (p. 17). O desaparecimento das formas cristãs-primitivas e a recepção das formas da grande literatura mundial indicam uma mudança fundamental nas condições da produção literária PES 2021 CPY With Crack Key Full Torrent FREE _ Updated em geral. Justamente por perguntar por essas condições, OVERBECK insiste em que se tome em consideração as formas. Por isso diz: "Uma literatura tem sua história em suas formas, portanto toda real história da literatura será uma história das formas" (p. 12) e isso "porque", como o enfatiza M. TETZ contra o amplamente difundido mal-entendo meramente estético-formal dessa frase, "a forma literária é o resultado do surgimento da literatura'". O presente livro se ocupa com aquela literatura condenada ao desaparecimento pela formação do cânon, que OVERBECK denominou de "literatura cristã primitiva": "É uma literatura que o cristianismo cria para si por assim dizer com os próprios meios, porquanto cresceu no chão e no interesse próprio da comunidade cristã, ainda antes de se misturar com o mundo circundante" (p. 36). Isso naturalmente não quer dizer que todas as suas formas são novas - isso vale somente para os Evangelhos - e, sim, que, onde a literatura primitiva faz uso de formas preestabelecidas (Apocalipse), ela recorre a formas da literatura religiosa, enquanto ainda se mantém totalmente afastada das É assim que são denominadas as sete cartas de Tiago, Pedro, João e Judas. A designação "católicas" tem originalmente o sentido de "endereço geral", e foi aplicada pela primeira vez, o quanto é de nosso conhecimento, a 1 João, a fim de distingui-la de 2 João e 3 João dirigidas a determinada comunidade e determinada pessoa respectivamente; mais tarde a designação passa a ser aplicada também a Tiago, 1 e 2 Pedro e Judas. Também à Carta de Barnabé, que não foi acolhida no cânon, sendo inclusive - per nefas - aplicada a 2 e 3 João. 3 ThR 1967, p. 11.

2

32

INTRODUÇÃO

formas de literatura mundial profana existente Uh.). OVERBECK fala sempre das grandes formas, nas quais se apresentam os escritos individualmente; ele ainda não conhece as formas menores contidas neles e que foram elaboradas primeiro muito mais tarde pela pesquisa histórico-religiosa e da história das formas", Muitas dessas formas e desses gêneros menores" têm analogias na literatura do helenismo contemporâneo, mas na maioria das vezes se trata igualmente de formas religiosas (a saber, do discurso ou da exposição), raras vezes de formas profanas (dentre as últimas figuram a parênese e, em certo sentido, as histórias de milagres). Sua presença na literatura cristã primitiva não causa admiração; ela apenas mostra que ela faz uso dos "recursos gerais de expressão da linguagem na qual está enraizada" (p. 36), não, porém, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, que o cristianismo estivesse pretendendo expressar-se em formas da literatura mundial (cf. p. 38). A pesquisa da história das formas e das religiões confirmou - de modo inconsciente ou consciente - a categoria da "literatura cristã primitiva" de OVERBECK. Passemos a indicar brevemente a abrangência da literatura a ser tratada aqui. Além do NT, trata-se de escritos dos chamados "pais apostólicos'", das Epístolas de Clemente Romano, de Inácio, Policarpo, da 4

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E. NORDEN, Agnostos Theos. Untersuchungen zur Formgeschichte religiõser Rede, 1913; na esteira das pesquisas da história dos gêneros por H. GUNKEL: M. DIBELIUS, Die Formgeschichte des Evangeliums, 1919 - From Tradition to Gospel, New York: Charles Scriber's Sons, 1935; R. BULTMANN, Die Geschichte der synoptischen Tradition, 1921. Não existe uma regra para o uso de "forma" e "gênero". Os dois termos são usados nas obras básicas da história das formas, e por isso em grande parte de modo promíscuo no uso lingüístico científico. As tentativas no sentido de introduzir uma diferenciação terminológica tomam rumos totalmente diversos e não contribuem para uma regulamentação lingüística proveitosa. O termo "forma" tem caráter mais geral do que "gênero", e a expressão "história das formas" recomenda-se, por isso, e desde sua origem histórico-científica, como conceito maior para o método e seus aspectos parciais. Cf. W. KLATT, HERMANN GUNKEL, FRLANT 100, 1969, 12 n. 6; de modo semelhante K. KOCH, Was ist Formgeschichte?, 1967. A expressão "pais apostólicos", uma abreviação do título do livro "Patres aevi apostolici" (J. B. COTELIER, 1672), surgiu no séc. xvn como designação dos presumidos discípulos de apóstolos Barnabé, Hermas, Clemente Romano, Inácio e Policarpo, quando as obras a eles atribuídas foram reunidas e publicadas juntamente com cartas e relatos. No séc. XIX a coleção foi ampliada com a recem-descoberta Didaquê, pela Carta de Inácio, os fragmentos de Pápias preservadas por Eusébio, e as citações de presbíteros em Irineu. A expressão "pais apostólicos" portanto não designa um antigo corpo de escritos (como, por exemplo, o termo "cartas católicas", e, sim, é um título editorial moderno, escolhido por falta de algo melhor, para uma compilação de abrangência variável de escritos e fragmentos do séc. I e n. Cf. K. BIHLMEYER-W. SCHNEEMELCHER, Die Apostolischen Viiter I, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, 2ª ed., 1956, p. VIIss.

§ 1. A

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chamada Epístola de Barnabé, do Pastor de Hermas e da Didaquê. Além disso, dos fragmentos dos livros de Pápias e Hegésipo, os quais Eusébio preservou em sua História Eclesiástica. Depois os "apócrifos": evangelhos, apocalipses e histórias dos apóstolos, todavia em uma seleção que, por um lado, abrange os documentos mais antigos, por outro, mostra, de modo exemplar, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, a penetração de formas literárias mundanas, ou até mesmo de formas da literatura mundial (p. ex., em formações especiais das histórias da infância ou da páscoa, sobretudo em atos dos apóstolos). Também serão considerados alguns textos gnósticos-cristãos. - Um problema especial constitui a pergunta de quais textos das descobertas de Nag Hammadi, de importância transcendental, devem ser tomados em consideração. Figuram entre os textos escritos gnóstico-cristãos e gnósticos não-cristãos, além disso textos não-cristãos adaptados ao cristianismo, portanto formações bastante complexas do ponto de vista literário e do estudo histórico-comparativo das religiões. Alguns escritos são intitulados primariamente como "Evangelho", "Apocalipse", "Carta" ou "Atos", sem que façam jus a esses títulos. O problema principal consiste no fato de que o acervo encontrado ainda não foi editado completamente; por isso um tratamento histórico-literário dos textos editados e que são seguramente gnósticocristãos, correria o risco de tornar-se parvoíce. Os textos de Nag Hammadi são, por enquanto, objeto de análises monográficas. Não obstante me pareceu necessário comentar detalhadamente o Evangelho de Tomé e o Evangelium Veritatis, e, justificado por determinadas razões, a apócrifa Epístola de Tiago e o livro de Tomé, o Atleta. - Para concluir, seja dito que as apologias do séc. 11 (p, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. ex., Justino, mas também a chamada Carta de Diogneto) não são levados em consideração pelas razões anteriormente citadas. Esses escritos unidos entre si por suas formas, e isolados da literatura helenista como da literatura da Igreja Antiga, não são muito numerosos, e surgiram dentro de um período de 100 a 130 anos". De acordo 7

Por falta de espaço, estamos dispensados aqui da complicada pergunta da ciência literária moderna o que deve ser considerado "literatura" dentre a avalanche de papel impresso, e que, por isso, seria objeto da ciência e da história da literatura (cf. WELLEK-WARREN, p. 14ss.). Todos os escritos dessas formas desse período - bem como suas formas orais, a serem descobertas - são objetos da presente exposição. Isso naturalmente não significa a adoção do conceito de literatura mais moderno no momento, segundo o qual todas as manifestações lingüísticas de Homero e Esquilo até os murais dos anos 60 e os protocolos de muitos lingüistas - como "textos" - são "literatura". Antes, no que segue, sempre se haverá de perguntar, se a literatura cristã primitiva é "literatura" - e isso na comparação com a literatura greco-romana

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INTRODUÇÃO

com isso parece ser fácil obter uma visão conjunta do material e de fácil ordenamento histórico; mas isso só aparentemente. Os referidos escritos oferecem dificuldades descomunais a sua apresentação histórico-literária coerente. R. BULTMANN contestou reiteradas vezes a possibilidade de se escrever uma "história literária" do NT (e dos outros escritos cristãos-primitivos supr acitados)". BULTMANN argumenta que essa literatura, diferente da do AT, é: 1) de volume Jogos de Estilizado de Graça para Baixar menor, 2) abrange um período bem mais curto e que 3) seu portador, a comunidade cristã-primitiva, não constitui Jogos de Estilizado de Graça para Baixar unidade étnica ou cultural. Mas acentua a necessidade do questionamento histórico-literário, visto que "as manifestações literárias do cristianismo primitivo . (estão) definidas, em grande parte, em formas fixas e . se (articulam) em gêneros", e podem ser entendidas de fato somente "quando se conhecem os gêneros, suas formas e as leis que regem a tradição" (RGG IH, cl. 1680); no entanto é da opinião de que "talvez" se deveria falar "de modo mais modesto apenas de uma pesquisa histórica dos gêneros e das formas", ao invés de falar de uma história da literatura (ih. cl. 1681). Pouco convincente é o fato de que BULTMANN separa a disciplina da "Introdução ao NT" "como a pesquisa histórico-crítica dos escritos do NT, que analisa época e condições de seu surgimento" da história da literatura "no verdadeiro sentido" (ih. cl. 1680), depois de, pouco antes, haver definido sua tarefa em perguntar pela "época do surgimento, pelas condições em que floresceram e pela relação recíproca" dos documentos literários de uma época ou de uma comunidade (cl. 1676). Certamente a introdução costumeira procede de modo analítico, e a história literária deveria, "na verdade", proceder de modo construtivo. Ambos os métodos poderiam ser separados somente, isso é, uma apresentação histórico-literária poderia dispensar a Jogos de Estilizado de Graça para Baixar somente se ela pudesse pressupor as chamadas questões introdutórias do NT e dos outros escritos como resolvidas. Esse, porém, não é o caso. Visto que com demasiada freqüência o juízo histórico-literário depende da resposta a uma tal pergunta, ambos os métodos têm que ser combinados. Essa necessidade não se fundamenta apenas

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de seu tempo, isso é, se, em razão da linguagem em que é redigida, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, ela constitui uma parte da história literária grega, respectivamente helenista. Em suas recensões das obras de P. WENDLAND orientadas na história das formas (ThR 17, 1914, p. 79ss.) e M. DIBELIUS (ThLZ 52, 1927, p. 80ss.), e em seu artigo "Literaturgeschichte, Biblische" (RGG 111, 2ª ed., cl. 1675ss.).

§ 1. A TAREFA

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no dissenso dos pesquisadores, e, sim, sobretudo, no estado fragmentário do material", O presente livro quer executar o programa formulado por M. DIBELillS de um modo um pouco diferente. DIBELillS estrutura sua exposição rigorosamente em termos histórico-formais: 1) Evangelhos, 2) Apocalipses, 3) Epístolas, 4) Tratados, Sermões, Tratados em forma de cartas, 5) Admoestações éticas ou de direito eclesiástico, 6) Assuntos referentes ao culto e 7) Atos dos Apóstolos, sempre com subparágrafos diferenciadores. De modo bem histórico-literário, ele oferece características de formas adotadas do mundo não-cristão (apocalipse, carta, parênese, etc.) e procede, sempre que possível, de modo construtivo, por exemplo, no caso dos evangelhos, apocalipses e histórias dos apóstolos. No entanto, essa subdivisão por gêneros possui desvantagens, as quais, todavia, sendo evitadas, exigem outra disposição. Por um lado, separam-se textos que formam um bloco único, p. ex., o Evangelho segundo Lucas e Atos dos Apóstolos; na verdade, os dois textos são gêneros totalmente diversos, mas, como primeiro livro e segundo livro (At 1.1), eles formam uma unidade íntima conforme a intenção de seu autor - um fenômeno literário e histórico-literário, que merece toda a atenção. A outra desvantagem - especialmente no caso de escritos que se apresentam como carta, mas não o são - consiste no fato de se decidir previamente já pela disposição a que Jogos de Estilizado de Graça para Baixar pertence um escrito, embora em muitos casos a determinação do gênero seja problemática, p. ex., na Primeira Carta de João, na Primeira de Pedro e nas cartas pastorais. Em determinados casos a aplicação rigorosa dos pontos de vista da forma levam a violações. No que se dc unlocker 2 client crack Archives quero modificar a execução do programa históricoformal de tal modo que, por um lado, escritos que formam uma unidade do ponto de vista histórico também permaneçam juntos na exposição histórico-literária, e que, por outro lado, se leve em consideração a insegurança na determinação do gênero de alguns escritos. Lucas/Atos, por exemplo, devem ser tratados como obra dupla, mas juntamente 9

A situação é diferente no AT, ainda que não esteja preservada toda a literatura de Israel. Não obstante, a ciência vétero-testamentária não deu Jogos de Estilizado de Graça para Baixar à tentativa de H. GUNKEL de escrever uma história da literatura ("Die israelitische Literatur", in: Die Kultur der Gegenwart I, 7, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, 1906), mas parou na Einleitung in das AT (cf K. KOCH, p. 125ss.). O plano de GUNKEL de uma "história literária bíblica", e que deveria incluir o NT, me parece inexeqüível em face do caráter da literatura cristã primitiva, porque ela é ainda menos uma continuação do AT do que os escritos rabínicos.

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INTRODUÇÃO

com Marcos e Mateus, visto que Lucas pertence com eles à mesma tradição. As supostas cartas paulinas encontram-se literariamente, como imitação, e teologicamente, ainda que modificadas, na tradição das cartas autênticas de Paulo, sendo, por isso, mas também porque a questão da autenticidade é controvertida individualmente, tratadas com essas num único bloco. O que se oculta na forma epistolar fictícia vai se manifestando em cada caso; o que resulta daí - p. ex., tratados, ordens eclesiásticas, testamento - porém, não deve ser entendido meramente como comprovante para esse gênero e sua condicionalidade ("lugar vivenciar'), e, sim, no contexto da ficção epistolar: como história das formas das cartas paulinas e essas por sua vez como manifestações da vida de comunidades paulinas. Para mencionar um último exemplo: o Evangelho segundo João e as três cartas joaninas formam uma unidade apesar da diferença de suas formas literárias, ainda que não, como no caso de Lucas/Atos, pelo mesmo autor, mas, não obstante, como as cartas paulinas e dêutero-paulinas, por meio da mesma tradição teológica. Parece-me mais apropriado tratá-los em conjunto como testemunhos de um grupo cristão-primitivo sumamente singular, de sua teologia e história, do que discuti-los sob três rubricas diferentes (evangelho, eventualmente tratado e carta) para, em um ponto qualquer, ter que, não obstante, tratar dos quatro escritos em conjunto por causa da questão da autoria, das relações recíprocas, por causa da posição histórico-religiosa, teológica e eclesiástica. O fato de se levar, desse modo, em consideração que cada escrito pertence a determinada tradição, se corresponderá melhor ao tratamento histórico-formal de escritos cristãos-primitivos do que com sua subdivisão puramente formalística em gêneros - se de outro modo literatura é manifestação da vida de uma época ou de uma comunidade. Eu gostaria de denominar esse aspecto de "histórico-traditivo", se esse termo não estivesse ocupado alhures e, além disso, não fosse controvertido em seu significado. Se história da literatura é uma história do gênero, recomenda-se iniciar sua exposição com o gênero mais antigo, fazendo seguir as demais em ordem decrescente. Em nossa literatura a ordem cronológica dos gêneros é a seguinte: carta, evangelho, apocalipse. Sob a consideração do que foi dito a respeito do enquadramento na devida tradição, temos inicialmente a seguinte disposição: o corpus paulino, os três primeiros Evangelhos e o Livro de Atos, o ciclo joanino, apocalipses. Os demais escritos são colocados em ordem semelhante: cartas reais e cartas simuladas, evangelhos e atos dos apóstolos apócrifos, ordens da

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

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comunidade e assuntos do culto, por fim as obras de Pápias e Hegésipo, que refletem sobre a tradição cristã. Às tradições e suas formas situadas antes dos documentos literários dedicamos especialmente dois parágrafos. Pelas razões objetivas citadas, mantive a presente história literária no estilo de uma "introdução", espero, porém, que os aspectos histórico-formais tenham sido levados em consideração como merecem e que tenha elaborado o caráter literário de cada um dos escritos ao ponto que o título do livro se justifique. O caráter analítico do procedimento está justificado em todo caso com vistas aos leitores que devem ser informados sobre os problemas e capacitados à formação de um juízo próprio.

§ 2. FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS Estudos gerais: W. BAUER, "Der Wortgottesdienst der ãltesten Christen", SgV 148,1930 =Aufsiitze und kleinere Schriften, 1967, pp. 155-209. H. BAUSINGER, Formen der "Volkspoesie", 1968. G. BORNKAMM, "Formen und Gattungen", RGG II, 3ª ed., cL 999ss. ___, Das Ende des Gesetzes, 1952. ___, Studien zu Antike und Urchristentum, 1959. _ _, Geschichte und Glaube, 1. Teil, 1968 (abreviado Jogos de Estilizado de Graça para Baixar I, lI, IH). R, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. BULTMANN, Theologie des Neuen Testaments, 5ª ed., 1965 - Teologia do NT, 2003, São Paulo: Teológica, 2004. ___, Exegetica, 1967. H. F. VON CAMPENHAUSEN, "Das Bekenntnis im Urchristentum", ZNW 63, 1972, p. 210ss. H. CONZELMANN, "Was glaubte die frühe Christenheit?", Scbweizeriscbe theologische Umschau 25,1955, pp. 61-74. ___, "Zur Analyse der Bekenntnisformel I Cor 15, 2-5", EvTh 25, 1965, pp. 1-11. ___, Grundriss der Theologie des Neuen Testaments, 1967. O. CULLMANN, "Die ersten christlichen Glaubensbekenntnisse", ThST 15,1943. ___, "Urchristentum und Gottesdienst", AThANT 3,1950. _ _, Vortriige und Aufsiitze, (1925-1962),1966. N. A. DAHL, "Formgeschichtliche Beobachtungen zur Christusverkündigung in der Gemeindepredigt": Neutestamentliche Studien für Rudolf Bultmann zu seinem 70. Geburtstag, BZNW 21, 1954.

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INTRODUÇÃO R. DEICHGRÃBER, "Gotteshymnus und Christushymnus in der frühen

Christenheit", StUNT 5,1967. M. DIBELIUS, Die Formgeschichte des Evangeliums, 3ª ed., 1959 - From Tradition to Gospel, New York: Charles Scriher's Sons, 1935. ___, "Zur Formgeschichte des Neuen Testaments" (fora dos Evangelhos), ThR NF 3,1931, pp. 207-242. ___, "Aufsâtze zur Apostelgeschichte", FRLANT 60, 3ª ed., 1957. F. HAHN, "Christologische Hoheitstitel", FRLANT 33, 1963. J. JEREMIAS, Die Abendmahlsworte Jesu, 3ª ed., 1960 - La Última Cena, Madrid: Cristianidad, 1980. ___, Abba. Studien zur neutestamentlichen Theologie und Zeitgeschichte, 1966. A. JOLLES, Einfache Formen, 2ª ed., 1958. E. KASEMANN, Exegetische Versuche und Besinnungen 1,1960, II, 1964. ___, "Formeln, Liturgische im NT", RGG 11, 3ª ed., cl. 993ss. J. N. D. KELLY, Early Christian Creeds, 2ª ed., 1960. W. KRAMER, "Christos Kyrios Gottessohn", AThANT 44,1963. H. LIETZMANN, "Messe und Herrenmahl", AzKG 8,1926. ___, "KIeine Schriften III", TU 74, 1962. V. H. NEUFELD, "The Earliest Christian Confessions", Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Testament Tools and Studies V, 1963. E. NORDEN, Agnostos Theos. Untersucuchungen zur Formgeschichte religiõser Rede, 1913, 4ª ed., 1956. ___, Die Geburt des Kindes, 1924, 3ª ed., 1958. E. PETERSON, "EI~ eEO~, Epigraphische, formgeschichtliche und religionsgeschichtliche Untersuchungen", FRLANT 41, 1926. J. A. T, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. ROBINSON, "Traces of a Liturgical Sequens in 1 Cor. 16,20-24", JThS NS rv, 1953, pp. 38-41. E. SCHWEIZER, "Erniedriugung und Erhõhung hei Jesus und seinen Nachfolgern", AThANT 28, 2ª ed., 1862. ___, Neotestamentica, 1963. ___, Beitrtige zur Theologie des Neuen Testaments, 1979. A. SEEBERG, "Der Katechismus der Urchristenheit", 1903, ThB 26, 2ª ed., 1966. ___, "Die Didache des Judentums und der Urchristenheit", StNT 7,1908. K. WEGENAST, "Das Verstãndnis der Tradition hei Paulus", WMANT 8, 1962. K. WENGST, "Christologische Formeln und Lieder der Urchristenheit", StNT 7, 1972. U. WILCKENS, Der Ursprung der Überlieferung der Erscheinungen des A uferstendenen. Zur traditionsgschichtlichen Analyse von 1Kor 15, 1-11; Parallels 15 activation key for mac Archives und Denkstruktur (Schlink-Festschrift), 1963, pp. 56-95. P. WINTER, "I Corinthians XV 3h-7", NovTest 2,1957, pp. 142-150. H. ZIMMERMANN, Neutestamentliche Methodenlehre, 1967.

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

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Referente a 5:

H. J. GABATHULER, "Jesus Christus, Haupt der Kirche - Haupt der Welt". Der Christushymnus Colosser 1, 15-20 in der theologischen Forschung der 130 Jahre, AThANT 45,1965. E. LOHMEYER, "Kyrios Jesus. Eine Untersuchung zu Philipper 2,5-11", SAH 1927/28,4. Abh. (4ª tratado), 1928. R. P. MARTIN, "Carmen Christi, Philippians 11. 5-11 in Recent lnterpretation and in the Setting ofEarly Christian Worship", SNTS Monograph Series 4, 1967. J. M. ROBINSON, "AFomal Analisis ofColossians 1, 15-20", JBL 76, 1957, pp.270-287. ___, "Die Hodajot-Formel in Gebet und Hymnus des Frühchristentums: Apophoreta". Festschrift für E. Haenchen, BZNW 30, 1964, pp. 194-235. J. SCHATTENMANN, Studien zum neutestamentlichen Prosahymnus, 1965. G. SCHlLLE, Frühchristliche Hymnen, 1965. G. STRECKER, "Redaktion und Tradition im Christushymnus Phil 2, 6-11", ZNW 55,1964, pp. 63-78. Referente a 6:

W. SCHRAGE, Die konkreten Einzelgebote der paulinischen Pariinese, 1962. A. VÓGTLE, "Die Tugend- und Lasterkataloge im Neuen Testament", NTA 16, 4-5, 1936. K. WEIDINGER, "Die Haustafeln", UNT 14, 1928. S. WIBBING, "Die Tugend- und Lasterkataloge im Neuen Testament", BZNW25,1959.

Observações preliminares A literatura cristã-primitiva adquiriu forma literária essencialmente em quatro gêneros: na carta e no apocalipse, no evangelho e nos atos dos apóstolos. No entanto, já antes desses documentos literários existiu uma rica tradição cristã que brotou de determinadas necessidades da comunidade, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, na qual a tradição oral das partes individuais havia adquirido formas fixas e que foi acolhida em grande parte na literatura cristã-primitiva e que desse modo ficou preservada. Denominamos essas partes da tradição de formas fixas de "formas pré-literárias". Assim, p, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. ex., os Evangelhos sinóticos são diretamente compostos de tais bases individuais firmemente formuladas, de diversas espécies, e o Livro dos Atos contém igualmente um bom

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INTRODUÇÃO

número de narrativas pré-formuladas aproveitadas pelo autor. Mas também nas cartas e nos apocalipses encontra-se muito material já fixado, não criado pelo próprio autor, e, sim adotado, p. ex., compêndios da fé cristã, hinos, admoestações tradicionais (parêneses). A reconstrução metódica das formas pré-literárias é necessária para o esclarecimento da história interna do cristianismo primitivo, anterior à redação dos escritos cristãos, de sua fé, de seu culto e de sua vida, e Jogos de Estilizado de Graça para Baixar isso para uma compreensão histórica, literária e teológica mais exata desses escritos. Por razões práticas, trataremos neste parágrafo apenas de determinada parte das formas pré-literárias. Aquelas que se tornaram constitutivas para os grandes gêneros literários, que, portanto, são partes constituintes fundamentais - como as formas da tradição narrativa ou do material lingüístico da tradição jesuína (de Jesus) para os Evangelhos sinóticos, ou as formas da narrativa para o Livro de Atos - serão discutidas quando tratarmos desses gêneros. Objeto do presente parágrafo são aquelas formas pré-literárias que não se tornaram constitutivas para nenhum gênero literário maior, mas que estão inseridas como citações mais ou menos marcadas com clareza, ou também como inserções maiores em seu contexto de hoje, e que, em sua maioria, estão na literatura epistolar, mas ocasionalmente também fora dela. Trata-se, portanto das formas anteriormente mencionadas (compêndios da fé, hinos e parênese'") que ainda devem ser diferenciadas e ampliadas. Uma elaboração histórico-formal resumida desse material- isso é, uma análise diferenciada de suas formas e as determinações das diferentes esferas da vida cristã-primitiva, nas quais as diversas formas têm sua origem e às quais pertencem (de seu "lugar vivencial") - ainda não existe, apesar da grande quantidade de excelentes trabalhos individuais!', e não pode ser oferecida aqui a começar por razões de espaço, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, 10

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Tratarei da parênese neste contexto e não com as cartas, embora constitua um elemento importante de muitas cartas e se tenha tornado constitutiva para Tiago. Pois, por um lado, ela não é, apesar da ocorrência freqüente, um elemento constitutivo da carta cristã-primitiva, e, por outro lado, ela se encontra também fora da literatura epistolar; e a Carta de Tiago não é uma Jogos de Estilizado de Graça para Baixar no sentido verdadeiro, e, sim, do ponto de vista da história das formas, ela é uma parênese (vide abaixo p.595ss. Bon s resumos sobre o curso e o estágio da pesquisa oferecem F. HAHN na introdução a sua reedição de A. SEEBERG, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Katechismus der Urchristenheit", VII-XXXII, e K. WENGST, Christologísche Formeln, 11-26. Metodologicamente fundamental continua sendo o relatório de pesquisa de M. DIBELIUS, ThR NF 3, 1931, pp. 207-242.

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

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mas também por causa do estágio da pesquisa. Limito-me ao relativamente seguro e analiso as formas mais importantes com base em Jogos de Estilizado de Graça para Baixar que servem de exemplo. Nisso a ênfase recai sobre a análise formal; a conclusão da forma ao lugar vivencial é feita somente como apêndice, visto que em muitos casos permanece hipotética. Visto que as formas pré-literárias estão firmemente ancoradas em seu contexto atual e que, por isso, não são reconhecíveis sem mais nem menos, surge a pergunta pelos indícios para a presença de peças préformuladas da tradição". 1. O indício mais evidente são fórmulas de citações, que introduzem uma "tradição" (p. ex., 1 Co 11.23a; 15.1-3a; Ef 5.14; 1 Tm 1.15). 2. O destaque de um texto de seu contexto por meio de seu estilo de fórmula ou elementos estilísticos poéticos como estruturação rítmica, estrutura em estrofes, estilo relativo ou participial (p. ex., Rm 4.25; Fp 2.5-11; CI1.15-20; 1 Tm 3.16; Hb 1.3). 3. Quando aparece uma terminologia que difere da do autor (p. ex., o plural "pecados" e "Escrituras" 1 Co 15.3s. em vez do singular costumeiro em Paulo. 4. Conceitos teológicos que diferem dos conceitos costumeiros do Autor (p. ex., a "constituição" de Jesus "como Filho de Deus" Rm 1.3s.). 5. A repetição da mesma expressão ou afirmação em estilo de fórmula, eventualmente um pouco modificada em diferentes autores (p. ex., Rm 1.3s.; 2 Tm 2.8 ou 1 Tm 2.6a; Mc 10.45i; Tt 2.14). 6. "Pensamentos que excedem de modo evidente o contexto e que são formulados de modo especialmente rigoroso e coeso?" (como exemplo bastaria Fp 2.6-8 para Jogos de Estilizado de Graça para Baixar contexto, enquanto os v. 9-11 vão além). 7. Incorreções gramaticais (p. ex., f.LUat~pLOV oç . 1 Tm 3.16) e rigidez estilística (o ÔLKLXLOÚf.LEVOL assindético Rm 3.24).

Se um texto apresenta dois ou mais desses indícios, pode-se concluir, com certa segurança, que se trata de tradição mais antiga, fixa; os indícios mencionados sob 2 e 4 são importantes para uma delimitação formal, ou para uma reconstrução da tradição e com isso para a definição de sua forma. Uma observação referente à terminologia da determinação da forma: Referente a isso sobretudo DIBELIUS, loco cit., p. 210s.; E. STAUFFER, Die Tbeologie des NT, 3ª ed., Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, 1947, p. 322; H. CONZELMANN, Grundriss der Theologie des NT, 1967, p.81ss. 13 DIBELIUS, loco cit., Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, p. 210ss.

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INTRODUÇÃO

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No caso de algumas das formas que nos interessam aqui, a denominação adequada não oferece problemas. (p. ex., parênese, doxologia). No entanto ela é problemática no caso dos que acabamos de designar por ora de "compêndios da fé cristã", que na literatura são subsumidos muitas vezes sob um termo como fórmula pístis (de fé), fórmula de confissão ou credo'"; pois esses textos não estão estruturados de modo uniforme formalmente, nem são de conteúdo unânime. É preciso, portanto, diferenciá-los de acordo com sua estrutura formal e tentar denominar adequadamente suas formas conseguidas desse modo. Foi H. CONZELMANN que nos indicou o caminho para isso". Ele mostra que com as expressões 01J.0ÂOYElV e TIlOTEÚElV, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, usadas tecnicamente em Rm 10.9, são introduzidas duas fórmulas pré-paulinas distintas: Eàv OlJ.oÂoY~OTJç EV T4) OTÓlJ.an OOU KÚPLOV 'hlOOUV, Kal. iTLOTEÚOTJÇ EV TTI KapõLq. OOU on 8Eàç aUTàv ~YElpEV EK VEKPWV, ow8~oTJ. CONZELMANN mostra que ambas as fórmulas representam dois tipos que também podem ser constatados alhures com base em critérios formais e de conteúdo, e, de acordo com o Jogos de Estilizado de Graça para Baixar usado por Paulo para a introdução, chama um dos tipos, no qual Jesus é "confessado" como Kyrios, de "homologia", ao outro, que formula a "fé" na ressurreição de Jesus dentre os mortos, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, realizado por Deus (a obra salvífica ocorrida), chama de Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. W. KRAMER 16 substitui esse segundo termo por "fórmula pisiis"; nós adotamos a designação de KRAMER, por não ser onerada, enquanto no uso lingüístico geral "credo" significa a "confissão de fé" em formulação definitiva; o vocábulo "credo" portanto mistura os termos "fé" e "confessar", que são nitidamente distinguidos em Rm 10.9 e cuja distinção é o que justamente interessa a CONZELMANN; a expressão "fórmula pístiS" merece a preferência. Que aí se trata de dois atos distintos evidencia-se do fato de que um é atribuído à "boca", o outro ao "coração", que 01J.0Âoyüv (v. 9, 10) é retomado por ETIlKaÂü 08aL aUTóv Tà õvolJ.a KUPLOU (v. 12,13), isso é, interpretado como conclamação, como chamado, e que de acordo com v. 14 o "crer" é condição da "invocação" (= do "confessar"). No v. 14 se torna clara sua unidade;

°

Esse uso lingüístico provém da pesquisa dos símbolos, que reconstrói as formas preliminares dos posteriores credos, por ex., do Símbolo Romano, até o NT, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, e coloca os textos duvidosos necessariamente sob o aspecto da formação posterior de símbolos - um aspecto que nem sempre contribui para a compreensão histórica. Certamente esse enfoque tem sua boa razão de ser. Mas não deve seduzir a Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. É preciso considerar os textos duvidosos como grandezas próprias e observar as funções específicas que tinham originalmente. Cf. também VON CAMPENHAUSEN, ZNW 63, 1972, p. 210ss. 15 Schweizerische theologiscbe Umschau, 1955, p. 61ss. esp. 64s. 16 Christos Kyrios Gottessohn, p. 15ss.

14

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

43

e assim como ambas as coisas remontam à proclamação (v. 8.14), assim ambas as coisas visam a salvação e são necessárias para a salvação (v, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 9-11,13). Homologia e fórmula pistis representam as duas afirmações fundamentais do cristianismo primitivo. Visto que, segundo o v. 14, o "crer" constitui a pressuposição do "confessar", é apropriado iniciar a exposição das formas pré-literárias com a fórmula pistis, fazendo seguir a homologia. Na denominação e ordenamento do material restante, não caracterizado por palavras-chave correspondentes, tomamos por ponto de partida o ponto de vista histórico-formal. Para tornar a exposição mais clara, reunimos uma série de formas e fórmulas, cujo "lugar vivencial' é, sem dúvida, o culto, sob a epígrafe de "textos litúrgicos"; os hinos que integram esse grupo, porém, estudamos separadamente pelas mesmas razões. Jogos de Estilizado de Graça para Baixar fim ainda uma observação sobre o emprego do vocábulo "fórmula". Em conexão com H. BAUSINGER, essa expressão é usada em seu significado na linguagem corrente: "expressão fixa, repetível, válida", no que "a idéia da abreviação e condensação" é pertinente (Formen der ''Volkspoesie'', p. 65; aqui também indicações referentes à origem do atual emprego do termo "fórmula").

1. Fórmula "pistis" (de fé) A fórmula pístis (de fé) expressa o evento salvífico cristológico do passado. Por isso usa sistematicamente um tempo verbal do passado, na maioria das vezes um aoristo, ocasionalmente também um perfeito. Pode-se constatar três tipos.a) um que menciona somente a ressurreição de Jesus, b) outro que menciona somente sua morte e c) o que menciona morte e ressurreição. Os dois primeiros são mais antigos do que o terceiro, que combina os dois primeiros, e provavelmente também são de origem distinta. Que os dois primeiros determinam o evento salvífico de modo diferente, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar algo evidente; que sua combinação não significa uma simples adição, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, e, sim, também acarreta um deslocamento do sentido, é um fato. Por isso K. WENGST manifesta objeções contra o emprego do termo fórmula pístis para essas três fórmulas distintas (p. 27). Mas a averiguação do NT mostra que todas as três fórmulas definem o evento salvífico fundamental que é conteúdo da "fé", como, aliás, todas as três estão associadas aos termos técnicos TILaTEÚElv/TILanç (Rm 10.9; GI 2.16s.,20; 1 Ts 4.14)17, de modo que, não obstante, se deve, sem prejuízo de todas as diferenças elaboradas com 17

Mais sobre esse assunto em

KRAMER,

p. 41ss.

44

INTRODUÇÃO

muita perspicácia por WENGST, enquadrar essas fórmulas, com vistas a sua estrutura e função, na categoria "fórmula pistis". a) A fórmula sobre a ressurreição A partir de Rm 10.9 e paralelas, a frase pode ser reconstituída com relativa segurança assim: mOtEÚ0IJ.EV on Ó eEàç ~YElpEV 'Ill00UV EK VEKpWV. O sujeito da frase é Deus"; o verbo, sempre no aoristo, caracteriza o evento salvífico como evento único do passado; na maioria das vezes a ressurreição é determinada mais especificamente pelo acréscimo EX VEKpWV; originalmente o objeto se chama "Jesus", embora nos contextos atuais ele seja substituído por um pronome pessoal, relativo ou demonstrativo, ou por Cristo"; A frase foi compreendida evidentemente como resumo conciso de toda a fé cristã. Isso se deduz de uma significativa variante que ela sofreu já muito cedo: a frase se tornou diretamente uma predicação cristã de Deus, no que o verbum finitum foi substituído pelo particípio do aoristo: Ó EYELpaç (tàv) 'Ill00UV (EK VEKpWV) (Rm 8.11; 2 Co 4.14; GI 1.1)2°. No entanto, nisso não foi dissolvida a ligação original com a fórmula pistis, conforme mostra o vínculo da predicação com vocábulos da FORTNITE crack serial keygen TIlOt-: Rm 4.24 wlç mOtEÚOUOW EUI. Tàv EYElpavTCX 'IllOOUV. EK VEKPWV, 1 Pe 1.21 TOUÇ Õl' aUTou mcroix Elç SEàv Tàv EYE lpavTa aUTàv EK VEKpWV, Cl 2.12 Õ TTlÇ UlOW,JÇ TTlÇ EVEPYElaç roü SEOU roü EYElpaVToç aUTàv EK VEKpWV (cf, Ef 1.19s.).

ux

A fé de que Deus ressuscitou a Jesus dentre os mortos é, ao mesmo tempo, fé nesse Deus que ressuscitou a Jesus dentre os mortos. A fórmula menciona tão-somente o acontecimento, mas não dá qualquer interpretação; esta não era necessária conquanto para a compreensão judaica da ressurreição dos mortos era um evento do final dos tempos, sendo que, em correspondência a isso, a fórmula se referia a um evento escatológico; se isso se referia ao começo da ressurreição geral dos mortos (Jesus, a primícia dos que dormem), ou à glorificação de Jesus, ou a ambas, é difícil de decidir'". Às vezes o nome de Deus também é circunscrito pela forma passiva do verbo, p. ex., nas expressões em estilo de fórmula em Rm 7.4; 1 Co 15.12-17; 2 Tm 2.8. 19 Cf. WENGST, p. 27ss. 20 Ela substitui a predicação judaica de Deus da 2. glorificação [benedictioJ da oração das dezoito preces: "O que vivifica os mortos", que também ocorre em Paulo (Rm 4.17; 2 Co 1.9) 21 Cf. as considerações em WENGST, p. 33ss. 18

§ 2. FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

45

Nas passagens mencionadas a fórmula se encontra em contextos cristãos para uso dos fiéis. Mas é de supor que também desempenhou um papel muito importante na prédica missionária Lingo Mai 1.0.18 crack serial keygen aos judeus - inclusive quando se encaram os comprovantes em Atos com ceticismo" - como, aliás, ela também foi incluída no querigma missionário para os gentios (1 Ts 1.10).

b) A fórmula sobre a morte Entre as fórmulas que mencionam somente a morte de Jesus como evento salvífico e conteúdo da fé reina uma grande diversidade. No entanto, elas contêm sempre uma interpretação positiva de sua morte, e o faz com uma expressão com lJ1TÉp com genitivo, ou com uma preposição análoga", No próprio Paulo já se pode Jogos de Estilizado de Graça para Baixar dois grupos de fórmulas: numa, a morte é designada como morrer (c:bTOeavElv), na outra, como entrega (lTapaÕOÚval, ÕOÚVlXl). O grupo das "fórmulas de morte" é representado por Rm 5.8: Xpioró; lJ1TEp ~IlWV cXlTÉeavEv (cf. v. 6; Rm 14.15; 1 Co 8.11; 1 Ts 5.10, também GI 2.21). O sujeito é Cristo (não Jesus; mas também como nome próprio, não como título), o verbo está no aoristo, o lJ1TÉp (respectivamente: õlá ou lTEpL) interpretativo sempre tem um objeto pessoal - o "por nós" é original, o "irmão" (Rm 14.15; 1 Co 8.11) e "nós, os ímpios" (Rm 5.6) representam variações secundárias. O "morrer por nós" é entendido como expiação ou vicariedade, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. No grupo da "fórmula da entrega"24 pode-se deduzir de contextos paulinos com certa verossimilhança as seguintes formas": (1) Ó 8Eàç tàv ulõv autou lJ1TEp ~IlWV lTapÉõoKEV

(cf Rm 8.32). (2) (referido ao "Senhor Jesus Cristo") ó ôoix Éautàv lmEp tWV állaptLWv ~IlWV

Gl 1.4).

(3) (referido ao Filho de Deus) ó &yalT~aaç ~Ilíiç Kal. TIapaõouç Éautàv lmEp ~IlWV (Gl 2.20). (4) ó Xptoroc ~yáTIllaEV ~Ilíiç Kal. TIapÉõwKEV Éautàv lmEp ~IlWV (Ef 5.2,25). At 3.15; 4.10; 5.30; 10.40; 13.30,37, mas aqui sempre junto com a menção da morte de Jesus. 23 Cf. lista em J. JEREMIAS, TWNT V, p. 707, n. 435. 24 Cf. KRAMER, p. 112ss.; WENGST, p. 55ss, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 25 Cf. WENGST, p. 55ss.

22

46

INTRODUÇÃO

Em face de tais diferenças quanto à extensão e ao teor da mesma fórmula, a tentativa de reconstruir uma fórmula original não passaria de uma vaga hipótese; no entanto, são necessárias algumas referências a elementos que são mais velhos e mais novos em termos históricotraditivos. Com vistas a fórmulas análogas (vide abaixo a e c), Jogos de Ambiente de Graça para Baixar permitido supor que Deus é primário como sujeito da ação (forma 1) em relação a Cristo como sujeito (nas três outras formas), do mesmo modo a versão objetiva da expressão com Ú'!TÉp ("por nossos pecados"; forma 2) em relação à versão pessoal nas formas 1,2 e 4. Parece que na fórmula o ui.oç atrrou (resp. eEOU) é a designação original do que foi entregue", As formas participiais (2, 3) são secundárias em relação à simples frase afirmativa". Mais problemática é a pergunta pela extensão original. De acordo com a simples regra básica de que o texto mais breve é o mais antigo em termos histórico-traditivos, a menção do amor (nas formas 3 e 4) seria um acréscimo secundário; como, porém, a idéia do amor também ocorre em fórmulas da entrega que independem de Paulo (Jo 3.16; 1 Jo 3.16), e que ela, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, além disso, possivelmente também esteja presente na expressão de que Deus "não teria poupado seu próprio Filho" (Rm 8.32), tem que se contar com a possibilidade de que ela faça parte do teor original da fórmula e que a forma 2 represente uma redução. A fórmula da entrega interpreta a morte de Jesus, a exemplo da fórmula de morte, como expiação, também como vicariedade, e como acontecimento que ocorreu uma única vez no passado. No entanto, com o verbo (rmpu] ÕouvaL ela destaca mais acentuadamente do que aquela a atividade volitiva do agente, e Jogos de Estilizado de Graça para Baixar a designação de Filho, a íntima relação de Deus e Jesus. Com isso e, além disso, com a menção do amor, a qual, evidentemente, é concebida como motivação do evento salvífico, a fórmula da entrega representa um estágio mais avançado e complexo da reflexão do que a fórmula da morte. Mesmo assim será permitido subordiná-la, como esta, ao conceito maior da fórmula pístis. Isso é corroborado, não considerando o conteúdo, pelo fato de que ela também aparece nas formas combinadas (Rm 4.25) e que em GI 2.20 ela é associada expressamente ao verbete '!TLOnç (EV '!TLOTH (0 T'ÍJ TOU uloü TOU eEOU TOU &ya'!T~OaVTOç I-lE KTÀ.). Dessa passagem 26 27

KRAMER e WENGST, loco cito No entanto parece duvidoso se, acompanhando WENGST, se deve entender as expressões participiais como predicações; pois nunca aparecem autonomamente, isso é, como designação substitutiva para Cristo, e a forma 3 deverá ser demasiadamente extensa para ser uma predicação.

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

47

pode-se deduzir o presumível teor da forma 3:

TILO'tEÚOflEV ELÇ XpLO'tOV 'Ill00UV 'tov uLov WU 8EOU, 'tov áyaTI~oav'ta ~fliiç Kal. TIapaõóv-ra Éau'tov 1l1TEp

~fl<Jv.

Também se pode supor que as formas 1 e 4 tenham tido como introdução um TILO'tEÚOflEV on. A fórmula da entrega também se encontra em escritos cristãos-primitivos posteriores"; modificada em termosjoaninos Jo 3.16; 1 Jo 3.16; como reminiscência 1Clem 16.7; 21.6; 49.6 associada à concepção do resgate Mc 10.45b; 1 Tm 2.6; Tt 2.14 - sinal para a importância fundamental que esta fórmula tinha desde o início. c) Fórmulas combinadas

Essa forma nos foi legada em diversas variações. A forma mais elaborada se encontra em 1 Co 15.3bss. Não há dúvida de que Paulo cita aqui um fragmento da tradição, visto que ele próprio a introduz como tal (v. 1-3a). Seu alcance foi controvertido por muito tempo, hoje, no entanto, se admite quase em geral que a fórmula citada abarca os v. 3lr5: OH Kal. Kal. Kal.

Xptorõç aiTÉ8avEv lJiTEp n;)v ál.lapHWv ~I.lWV Kanx ,àç ypacj>áç, OH hácj>T], OH ÉY~YEpcaL '11 ~I.lÉpa '11 rpí ,1.) Ka,à ,àç ypacj>áç, OH wcj>8T] KT]cj>~, EI,a 1:01ç ÕWÕEKa.

Se os quatro on são originais é controvertido". Certamente, porém, a fórmula não tem quatro membros e, sim, dois; ela fala da morte de Cristo, do sepultamento, e de sua ressurreição, à qual estão agregadas as aparições - e isso como provas fatuais. Formalmente, os dois membros correm lado a lado. Objetivamente, porém, corresponde a esse paralelismo apenas o duplo "segundo às escrituras", enquanto as afirmações também correspondentes quanto à forma "por nossos pecados" e "no terceiro dia" têm orientação totalmente diferente quanto ao conteúdo: pela primeira é interpretada a morte de Cristo, pela segunda é datado sua ressurreição. O primeiro membro oferece uma interpretação dupla do morrer de Cristo: como acontecido "por nossos pecados", como morte expiatória, 28 29

Referente à análise: WENGST, pp. 72-77. Não podemos ocupar-nos aqui com a problemática multiestratificada dessa paradosis; cf. por fim H. CONZELMANN, EvTh 25,1965, pp. 1-11 e a literatura aqui mencionada.

48

INTRODUÇÃO

isso é, como pagamento da dívida contraída por nossos pecados'", e, além disso, como ocorrido "segundo as Escrituras", como escriturístico, isso é, como correspondente ao conselho de Deus revelado no AT. Pela formulação passiva, o segundo membro caracteriza a Deus como sujeito da ressurreição, indica sua data e o designa igualmente como escriturística. Na medida em que o "segundo as Escrituras" também implica a idéia do cumprimento escatológico de profecias escriturísticas - sem que se precisasse pensar em textos específicos como, p. ex., Is 53 e Os 6.2 - morte e ressurreição de Cristo também estão caracterizados como acontecimentos escatológicos. As idéias da escrituristicidade, do sepultamento, do terceiro dia e das testemunhas da ressurreição faltam em todas as demais Jogos de Estilizado de Graça para Baixar ptstis e não são constitutivas para as mesmas; no entanto, elas se encontram em outras passagens'". A paradosis de 1 Co 15.3b-5 é, portanto, uma configuração complexa e o resultado de um complicado processo histórico-traditivo. No entanto, não pode haver dúvida quanto a sua antiguidade. Quanto ao conteúdo ela se mostra inequivocamente como cristã-judaica. No entanto a tese de que a fórmula seria uma tradução de um idioma semítico (J. JEREMIAS) foi abalada pelos contraargumentos de CONZELMANN (EvTh 1965, 4ss.); ao menos não existe nenhum indício sequer que nos obrigue a supor uma tradução. As outras fórmulas não se destacam de modo evidente de seu contexto. No entanto, atrás de 2 Co 5.15 deverá encontrar-se uma fórmula dessas, cujo teor poderia ser reconstruído aproximadamente assim: Xpiorõc ÚTIEP

~f.LWV cXTIÉ8aVEV Kal. ~yÉp8T]

(cf Rm 8.24a)32.

Também aqui a morte de Cristo é compreendida como morte expiatória, no entanto, de modo mais abrangente do que em 1 Co 15.3 ("por nós" em vez de "por nossos pecados"); também aqui Deus é o sujeito da 30 31

32

BULTMANN, Theologie, 5ª ed., 1965, p. 295.

Que a morte de Jesus aconteceu segundo as Escrituras é constitutivo para os relatos evangélicos da paixão e para uma parte dos discursos missionários de Atos; no entanto, falta aqui completamente a idéia da expiação (com exceção de Mc 14.24 par); Lucas também produziu nos discursos de AT a prova escriturística para a ressurreição de Jesus (At 2.24-36; 13.24ss.), o que no mais nunca fez, e mencionou reiteradas vezes as testemunhas oculares (At 1.22; 2.32; 3.15; 10.41; 13.31). Também o "terceiro Rubymine Crack Archives é mencionado (At 10.40); nas predições da paixão, porém, sempre é dito "depois de três dias" (Me 8.31; 9.31; 10.34). Cf. KRAMER, loco cit., p, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 25, 28. KRAMER supõe que também EK VEKpWV teria feito parte da fórmula. Para isso poderia servir de argumento Rm 6.4; mas não está claro se

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

49

ressurreição; este parece ser compreendido e mencionado como confirmação divina da morte salvífica. Uma terceira variante da fórmula pístis de dois membros parece encontrar-se em 1 Ts 4.14: TIlatEÚO~EV

Otl

1~aoúç

aTIÉ8avEv KaL

aVÉat~.

As diferenças em relação às fórmulas vistas até agora são claras: falta da idéia da expiação; substituição do EYEP8flVal pelo verbo intransitivo avaatfjval. A importância soteriológica desse agir se evidencia somente pelo contexto (igualdade do destino dos crentes e de Jesus). Não existe, porém, motivo para supor aqui um corte secundário do conceito da expiação condicionado pelo contexto. Uma quarta variante encontra-se em Rm 4.25: oç TIapEõó8~ õux tCx TIapaTItw~ata ~~wv KaL ~yÉp8~ ÕlCx t~V õlKaLwaw ~~wv

o texto diferencia-se das três fórmulas combinadas, mencionadas até agora, tanto formalmente (paralelismo dos membros rigorosamente construído; divisão rítmica) quanto substancialmente (substituição da fórmula da morte pela fórmula da entrega reduzida; Deus caracterizado pela forma passiva como sujeito de ambos); sobretudo, porém, pela interpretação uniforme dos dois atos, que, com isso, são entendidos como unidade - o Jogos de Estilizado de Graça para Baixar tCx TIapaTItw~ata ~~wv indica o motivo, o ÕlCx t~V õlKlhwaw ~~wv indica o objetivo do evento salvíficos". A primeira linha alude aIs 53.12. Como era o começo da fórmula - se o oç substitui um nome ou se ligou a uma afirmação anterior que conteve um nome ou título - não é possível constatar. d) Origem e lugar vivencial (Sitz im Leben)

Dentre as três formas básicas nas quais foi resumido o conteúdo da fé cristã, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar fórmula da ressurreição é a mais antiga e remonta, sem dúvida, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar comunidade primitiva palestinense; afinal a fé cristã surgiu a partir das experiências pascoais dos discípulos e era constituída inicialem Rm 6.3-9 Paulo empregou uma fórmula uniforme ou elementos de várias fórmulas, p. ex., da de 1 Co 15.3b-5 e Rm 10.9. Claramente a expressão Ix ,WV VEKpWV ocorre somente nas fórmulas de um só membro, que mencionam somente a ressurreição; aqui ela também é necessária por causa da ambigüidade do EYELpELV, enquanto é supérflua nas fórmulas de dois membros por causa da ênfase precedente na morte de Jesus. 33 Cf. BULTMANN, Theologie, p. 49, 85 e WENGST, p. 102s.

50

INTRODUÇÃO

mente na convicção "de que Deus ressuscitou a Jesus dentre os mortos", Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. A partir dela também resultou primeiro a necessidade de interpretar a morte de Jesus de modo positivo". A combinação de ambas as afirmações se impunha e foi realizada em breve - afinal, a fórmula combinada já existiu antes de Paulo em múltiplas variações - no entanto não suprimiu as duas formas básicas. A origem da fórmula da morte e da combinada é controvertida. Que no caso de 1 Co 15,3-5 não existem razões lingüísticas concludentes para supor um original semita já foi dito, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. WENGST mostrou, além disso, que a concepção da morte expiatória vicária pode ser comprovada no judaísmo helenista, não, porém, no judaísmo palestinense'". Portanto, também por razões histórico- religiosas não se deverá derivar a fórmula da morte e as fórmulas combinadas com tanta certeza da comunidade primitiva palestinense, como se tem feito até agora. Mas a referência "às Escrituras" (1 Co 15.3s.) e a alusão a Is 53.12 (Rm 4.25) são de origem judaicacristã. Por isso se haverá de supor que as Jogos de Estilizado de Graça para Baixar combinadas surgiram no cristianismo helenista e que aqui também deve ser procurada a origem da fórmula sobre a morte", Qual o "lugar vivencial" das fórmulas pístis pode-se constatar com certa probabilidade a partir da palavras-chave às quais estão ligadas (ntortc/mcreúew, além disso EuayyEÀÍ,(Eo8aL e KllPÚOOELV) por um lado, e, por outro, a partir dos contextos de conteúdo nos quais aparecem (perguntas concretas a respeito da fé e da vida). As fórmulas enunciam o conteúdo central da mensagem salvífica que deve ser aceita na fé (cf. Rm 10.8-15; 1 Co 15.1-3a,11); mas não são formuladas como sumários da pregação missionária, e, sim, como afirmações dos que já crêem ("nós cremos que."; "por nossos pecados"; "por nós"). A transmissão das fórmulas marcantes acontece na forma do napaõLõóvaL e napaÀaf.L!3ávELV, portanto num processo que já pressupõe da parte do receptor certa medida de conhecimento que o capacita para a recepção dos "artigos principais" (1 Co 15.2s). As fórmulas pistis têm seu lugar vivencial no catecumenato. Na verdade, elas são designadas muitas vezes de "confissão". Como, porém, nunca estão ligadas ao termo Óf.LoÀoyELV e uma fórmula diferente pode ser averiguada como confissão batismal, é melhor evitar a expressão "confissão". As fórmulas de fé são fórmulas catequéticas, que, sem dúvida, foram importantes na instrução batisCf. BULTMANN, Theologie, p. 47ss.; 84ss. Pp. 62-71. 36 Assim tb. WENGST, pp. 70s., 82, 97ss. 34 35

KRAMER,

pp. 29-34.

§ 2.

51

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

mal, cujo conhecimento talvez também foi exigido e recitado na celebração do Batismo; mas não se referem exclusivamente ao Batismo, antes têm uma importância abrangente como o mostra seu emprego em instruções didáticas e éticas.

ei Apêndice Aqui ainda deve ser mencionada a fórmula citada e glosada por Paulo em Rm 3.24s., que foi reconhecida como tal por BULTMANN e analisada por KAsEMANN 37 • Seu teor é o seguinte sem os acréscimos de Paulo: ÔLKlXLOÚflEVOL (.) ÔLlX tf]ç tXnoÀUtpWOEwÇ tf]ç EV XPLOtQ 'Inooü,

OV

npoÉSEta

6

SEàç i.Àaot~pLOV (.) EV tQ lXUtaU lX'í.fllXn ELÇ EVÔEL/;LV tf]ç ÔLKlXLOOÚVTjÇ lXUtOU ÔLlX t~V nápEoLv

twv npoYEyovÓVtWV cXfllXEtTjflátwv EV tiJ tXvoxiJ rof SEDU.

Evidentemente o fragmento da tradição está citado de modo incompleto; porque não pode ter começadocom a forma participial ÔLKlXLOÚflEVOL, no entanto, a expressão participial deve ter integrado a citação, como o mostram Jogos de Estilizado de Graça para Baixar abrupta conexão assindética do v. 24 ao v. 23 e como o mostram, além disso as expressões plerofóricas, isso é, os acréscimos de Paul0 38 • A idéia da expiação está formulada em termos cúlticos e jurídicos, e no v. 24 e 25b está emoldurada por concepções jurídicas. Provavelmente a fórmula entende sob "justiça de Deus" sua fidelidade à aliança, e sob nossa justificação, o restabelecimento da relação de aliança (KAsEMANN). Do ponto de vista da forma e do conteúdo, o texto é muito complexo. Seus elementos teológicos têm afinidade com os da fórmula sobre a morte (idéias de expiação), mas vão além dessas (justiça de Deus, justificação, aspecto histórico-salvífico). Rm 3.24s. pode ser contado entre as fórmulas pistis somente sob reservas. A tese de KASEMANN de que o texto teria seu lugar nas proximidades da tradição da Ceia de Me 14.24 é uma suposição simpática, mas não pode ser comprovada com certeza, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, de modo que a pergunta pelo lugar vivencial tem que permanecer em aberto. Do ponto de vista histórico-teológico, a fórmula tem sua origem provavelmente no judaico-cristianismo helenista". Theologie, p. 49; KASEMANN, Exegetische Versuche und Besinnungen I, p.96ss. 38 Discordando WENGST, pp. 87-90, que quer admitir apenas o v. 25 como citação. 39 Assim tb. WENGST, p. 90.

37

BULTMANN,

INTRODUÇÃO

52

2. Homologies" Denominamos de homologias aquelas expressões ou sentenças em estilo de fórmula que são introduzidas com óflOÀoyE1v ou são caracterizadas como ófloÀoyí.a, bem como aquelas que por estrutura igual e igual conteúdo se revelam como pertencentes à família daquelas, também quando faltam os termos óflOÀOyElV/ÓflOÀOYElOeaL. O que justifica esse procedimento e essa denominação se deduz de Rm 10.9, onde Paulo distingue rigorosamente terminológica e objetivamente entre "crer" e "confessar", bem como sentido significativo de óflOÀoyE1v e Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. No grego profano ófloÀoyí.a pertence, conforme o mostrou G. BORNKAMM, originalmente à esfera jurídica e política, e "designa aqui uma declaração pública compromissiva, pela qual se estabelece uma relação de direito por meio de um contrato?". Na homologia religiosa do NT, todavia, falta a concepção de um contrato acertado livremente entre dois partidos de direitos iguais, no entanto "o momento do caráter público, da obrigatoriedade, da definitividade e do o caráter de resposta . permanece constitutivo't". Fazendo uma retrospectiva sobre o material coletado da maneira mencionada no começo, evidencia-se que ele - de modo bem diferente do que as fórmulas pistis, que circunscrevem o evento salvífico acontecido no passado - tem por objeto a pessoa de Jesus e sua posição de dignidade. Segundo forma e conteúdo, pode-se distinguir dois tipos de homologia: a homologia Kyrios, a aclamação estrutural, e a homologia Filho de Deus, que estruturalmente é frase de identificação. a) Aclamação

Seu teor é KÚPLOÇ 'Inooü; (Rm 10.9 [introduzido por óflOÀoyE1v J; 1 Co 12.3) ou também KÚPLOÇ 'Inooüc XPLOTÓÇ (Fp 2.11 [introduzido por E';0flOÀOYEloeaL]). A frase é constituída de títulos e nomes (nesta seqüêncial); KÚPLOÇ é sujeito, o nome é predicado, o verbo auxiliar falta. De acordo com sua estrutura e de acordo com o que mostra a expressão paralela a ÓflOÀOYElV "invocar o (nome do) Senhor" (Rm 10.12ss)43, a frase é chamamento, invocação, aclamação. Ela é resposta da comunidade à pergunta: Quem é o Senhor? A comunidade responde com a "confissão" 40

41

Cf. KRAMER, p. 61-80. Studien zu Antike und Urchristentum, 1959, p. 192.

42

Ih.

43

Cf.

KRAMER,

p.

7188.

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

53

pública e compromissiva: "Senhor é Jesus". Trata-se nessa homologia de uma correspondência àquelas frases EYW-ELfll no Evangelho segundo João, que BULTMANN chamou de "fórmula de reconhecimento" e que com o "sou eu" responde à pergunta: "Quem é o esperado, aquele pelo qual se pergunta, ou de quem se fala?"44 Com essa aclamação a comunidade se submete ao Jesus exaltado como seu Senhor, proclama seu domínio perante o mundo e realiza uma polêmica delimitação contra as pretensões de qualquer outro KÚpLOÇ. A fórmula é um OÚfl~OÀOV no sentido antigo da palavra, uma senha dos companheiros de culto"; ainda que sua função seja mais abrangente e sua pretensão mais exclusiva. Os cristãos helenistas entenderam a aclamação KÚP lOÇ 'IrlOOUÇ como característica de seu grupo, a tal ponto que transformaram a designação técnica para isso ("invocar o nome do Senhor") em autodenominação da comumidade: oi ElTlKuÀOÚflEvoi tà ÕVOflU tOU KUPLOU ~fl(;)v 'IT]oOU XPWtOU (1 Co 1.2; cf. 2 Tm 2.22; At 9.14,21; 22.16). A aclamação tem seu "lugar vivencial" no culto; ao que parece, ela estava ligada à genuflexão cúltica (Fp 2.10) e era considerada - como, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, aliás, as antigas aclamações em geral - como inspirada (1 Co 12.3)46. Ela parece ter encontrado uma variada" aplicação no culto da comunidade reunida. Não pode haver dúvida a respeito da antiguidade da fórmula, visto que já foi incluída no hino de Cristo pré-paulino de Fp 2.6-11. No entanto, sua procedência pode ser acompanhada somente até a comunidade cristã-gentílica, não Jogos de Estilizado de Graça para Baixar podendo recuar mais até a comunidade primitiva cristã-judaica helenista ou mesmo até a comunidade primitiva palestinense; pois o comprovante mais antigo de Fp 2.11 tem o nome duplo 'Inooüc XplOtÓÇ, e XPWtÓç como nome próprio surgiu no cristianismo gentílico, o qual já não entendia mais o sentido original de XplOtÓÇ como título = Messias. Num ambiente gentílico também é mais fácil explicar seu surgimento como OÚfl~OÀOV de uma comunidade cúltica, a qual tinha a necessidade de delimitar-se em relação a outras. Sua difusão não pode ser determinada com certeza, visto que, estranhamente, não ocorre em nenhuma outra parte do NT a não ser nas três passagens paulinas mencionadas, e a autodenominação oi ElTlKUÀOÚflEVOl KtÀ. ocorre somente no corpus paulino e em Atos. BULTMANN, Das Evangelium des Johannes, 1lª ed., 1950, p. 167, n. 2. Referente a esse significado cf. A. DIETERICH, Eine Mithrasliturgie, 2ª ed., 1910, p. 64, n. 3. 46 Cf. E. PETERSON, ElE eEOE, 1926, p. 171, e n. 3. 47 Jogos de Estilizado de Graça para Baixar a isso KRAMER, p. 76ss.

44

45

54

INTRODUÇÃO

b) Frase de identificação Em textos neotestamentários mais recentes encontra-se variadas vezes outra frase cristológica, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, a qual é introduzida ocasionalmente com 01-l0ÀoyEl.V, ou é designada como 01-l0ÀOYLlX, que qualifica a Jesus como Filho de Deus, mas que tem estrutura diferente do que a homologia Kyrios. Seu teor pode ser reconstruído com certa verossimilhança.

o material: A Carta aos Hebreus menciona a Ól-loÀoyí.a três vezes (3.1; 4.14; 10.23). A. SEEBERG (Katechismus, p. 145) e G. BORNKAMM (II, p, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 188ss.) reconheceram que isso sempre se refere à confissão batismal e que em 4.14 ela é citada de acordo com seu conteúdo: EXOV,EÇ. 'IT]oOUV ,àv ul.àv roü 6EOU, Kpa,wl-lEv ,flç ÓI-l0Àoyí.aç. Aqui não estamos diante do teor exato, visto que a citação foi acrescentada a uma frase como aposto. A Primeira Carta de João traz em sua discussão anti-herética duas vezes a mesma expressão como frase introduzida por on, mas uma vez por ÓI-l0ÀOYEI.V e outra vez por mO,EÚElV: 4.15 . ól-loÀoY~01J on 'Inooüç Eonv Ó ul.àç 10U 6EOU 5.5 Ó mo,Eúwv on 'Inoob; Eonv Ó ul.àç 10U 6EOU Aqui se deve incluir uma frase análoga que contém a predicação Ó Xpioróç em lugar de Filho de Deus, e na qual ocorre a mesma troca de

ÓI-lOÀOYEI.V e mO,EÚElv. Na primeira passagem a ser mencionada 2.22, o autor usa o antônimo a ól-l0ÀoyE1v, àpvE106al,mas no v. 23 torna a falar de ól-l0ÀoyE1 v. 2.22 Ó àPVOÚI-lEVOÇ on 'Inooüc OUK Eonv ó Xpw,óç, 5.1 ó m.oreúov on 'Inooí»; Eonv ó Xpw,óç. Por fim é preciso mencionar At 8.37, um acréscimo do texto "ocidental", que traz a confissão batismal do eunuco etíope: TIW,EÚW ,àv ul.àv 10U 6EOU Elval ,àv 'Inooüv Xpicróv. Referente à reconstrução: a concorrência das duas predicações - Filho de Deus e Cristo - obriga a perguntar se aqui se trata da mesma fórmula, ou não, antes, de duas fórmulas diferentes"; ou no mínimo, qual das duas predicações é primária, embora muitas vezes se pleiteie que, remetendo à confissão de Pedro, Cristo = Messias seria original". No entanto, ambos os argumentos não me parecem corretos; trata-se, antes, de uma só fórmula, e nela a predicação de Filho de Deus é primária. Pois, 48 49

Assim por último NEUFELD, p. 142.

DEICHGRÃBER,

p. 114s.

§ 2. FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

55

por um lado é preciso observar que a troca de predicação nas fórmulas, que no mais têm teor igual, está restrito a 1 João, ao que acresce ainda certa paralela no Evangelho segundo João (cf. Jo 1.34 com 9.22); além disso é preciso observar que o autor de 1 João não distingue "Filho de Deus" e "Cristo" terminologicamente, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, antes usa as duas designações indistintamente; isso se evidencia de modo especialmente claro em 2.22s., onde retoma a confissão "que Jesus Microsoft Windows 7 32-BIT crack serial keygen o Cristo" na próxima frase com a expressão "confessar o Filho"; dessa passagem ainda se deduz que a predicação de Filho é a preestabelecida, em cuja compreensão correta o autor está interessado em sua polêmica anti-herética, e que esta é, portanto, a original. No mesmo sentindo vão também Hb 4.14 e At 8.37. A fórmula com o título de Cristo é uma "formação analógica" específica de João à versão original'". A próxima pergunta colocada por 1 João é se "confessar" ou "crer" faz parte da fórmula original, deve ser decidida no primeiro sentido, apesar de At 8.37; pois somente assim é compreensívelo fato de que Hebreus designa a frase de Oj.l.OÀOylU e que 1 Jo 2.22s. argumenta com o par de conceitos "confessar" e "negar" (cf Jo 9.22). No entanto o uso indistinto em 1 João mostra que na época de sua redação desapareceu a rigorosa distinção entre Oj.l.OÀOYELV e TILOtEÚELV, tal como aconteceu Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Paulo (Rm 10.9). No que por fim diz respeito à formulação, certamente não há necessidade de nenhuma comprovação de que o texto mais novo de At 8.37 (acusativo com infinitivo em vez da frase construída com on; outra ordem de nome e predicação) é secundário. O texto original da homologia é o seguinte: oj.l.oÀoyw (-oUj.l.EV) on 'Inooü; EOtLV o uiàç tou SEOU.

Essa homologia não é uma aclamação'". A estrutura é diferente do que na aclamação Kyrios: o verbo Of,lOAOYEl.V é parte integrante da fórmula, ele enunciado; depois segue a frase com OH com o nome como sujeito, depois vem verbo auxiliar e predicação (como nome predicativo). Enquanto a aclamação Kyrios responde à pergunta quem é Senhor, essa homologia responde à pergunta quem é Jesus (a pergunta da confissão de Pedro). Na linha da designação dos correspondentes ditos EYW-ELf,lL 52 de BULTMANN, eu gostaria de chamá-la de frase de identifícação'". 50

51 52

53

WENGST, p. 109 cf, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. sua argumentação adicional p. 108ss. Contra KRAMER, p. 68ss. O Evangelho de João, p. 167, observação 2, n. 3. Não confundir com o termo "fórmula de identificação", com o qual K. WENGST, p. 108s. caracteriza o emprego específico dessa homologia em 1 João: o autor de 1 João a emprega em sua luta antidocética a fim de fixar a identificação do Jesus terreno como o Cristo celestial, Filho de Deus.

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INTRODUÇÃO

Embora o autor de 1 João entenda o conceito "Filho de Deus" como designação de sua essência, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, originalmente essa predicação tem Light Image Resizer Crack v6.0.0.18 With Full Version [Latest] titular na fórmula, é titulação real do Oriente Antigo (como em 812.7; Me 1.11); Hebreus dá a esse termo expressis verbis esse sentido: o nome que o Exaltado "herdou" (1.4), é nome de Filho (1.5). A homologia identifica a Jesus com o Rei escatológico, fala, portanto, de sua atual posição de dignatário. O "lugar vivencial" é o Batismo; essa homologia é confissão batismal. Com ela o batizando confessa publicamente, de modo compromissivo e definitivo, sua submissão a Jesus, isso é, submete-se ao domínio e à proteção do Rei escatológico. A importância fundamental do ato torna compreensível que os autores de Hebreus e de 1 João sempre de novo recorrem a essa confissão como base de suas exposições teológicas; essas exposições, porém, esclarecem por sua vez que o "apegar-se com toda firmeza à confissão" (Hb 4.14) não deve acontecer pela repetição do teor, e, sim, somente por constante reinterpretação. Não é possível determinar com exatidão idade e SolidWorks 2021 Crack With Activation Key Free Latest Full Download da confissão batismal. Ela se encontra primeiro em textos recentes do NT, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, no entanto, naturalmente é mais antiga. O emprego do conceito de Filho de Deus como título certamente pode ser comprovado no judaico-cristianismo helenista, mas não pode ser descartado para a comunidade primitiva da Palestina. Essa confissão batismal é, em todo caso, de origem cristã-judaica. É altamente provável que ela seja mais antiga do que a aclamação Kyrios; no entanto, não é possível constatar uma relação genética entre as duas homologias'".

cl Apêndice Ainda resta perguntar se de Hb 13.15 pode ser deduzida a referência de mais outras homologias: "Por meio dele, pois, ofereçamos a Deus sempre sacrifícios de louvor, roür' EO'tlV KlX.p1TÓV XElÀÉwv 0f!oÀoyoúv'twv 'tQ óvóuccn lXUWÚ". G. BüRNKAMM vê esse sacrifício de louvor "na confissão de louvor do nome que foi transmitido por Deus a Cristo, isso é, do nome de Filho", e o encontra em hinos crísticos (como Fp 2.6ss.; CI1.13ss., 1 Tm 3.16. Hb 1.3), que ele designa como "confissões hínicas de Cristo"; ele as associa à Eucaristia e os remonta aos três profetas em oração (Did 10.7)55. Também abstraindo da radicalização dessa 54 55

Contra NEUFELD, p. 142. Studien zu Antike und Urchristentum, p. 19688.; referente ao todo, pp. 193-200.

§ 2. FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

57

hipótese mencionada por último, é uma pergunta de importância teológica de longo alcance se aqueles textos hínicos tinham a função e o peso de uma homologia, isso é, de uma confissão pública, compromissiva e definitiva, No entanto, essa pergunta deve ser respondida negativamente, conforme DEICHGRÀBER (p. 117s.) o demonstrou de modo convincente: Ó.lOAOYEl.V com dativo significa "glorificar"?", não "confessar", e "seu nome" não é o nome filial de Jesus, e, sim, o nome de Deus. Hb 13.15 trata do louvor de Deus e não dá o direito para caracterizar os hinos crísticos como hornologias". Nenhum deles é introduzido ou designado desse modo. Por razões metodológicas e teológicas é Jogos de Estilizado de Graça para Baixar não empregar os termos ÓI!OAOYELV e ÓIlOAOYllX em seu sentido bem definido além da esfera para o qual estão reservados no NT.

8. Fórmulas querigmáticas a) Pregação missionária aos gentios M. DIBELIUs58 reconheceu que em 1 Ts 9b,lO Paulo acolhe um "resumo do evangelho missionário": ". e como vocês se converteram dos ídolos a Deus, para servirem ao Deus vivo e verdadeiro (v. 10) e para aguardarem dos céus a seu Filho, ao qual ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos salva (do juízo) da ira vindoura". Pois o "típico da mensagem paulina" falta aqui; parece que na missão Paulo "empregou" inicialmente "pensamentos e conceitos mais comuns" e "falou como outro missionário" (DIBELIUs). Naturalmente não se trata no caso desse texto da citação de uma fórmula cunhada, e, sim, da enumeração dos topoi do querigma missionário comum dos cristãos, cujo texto acima remonta a Paulo; a forma que teve esse sumário não se pode deduzir dessa passagem. Como seu conteúdo Paulo cita três temas: conversão ao Deus uno, Jesus e sua ressurreição, escatologia. Todavia o primeiro e o terceiro tema, pregação monoteísta e escatológica, estão intimamente relaCf. W. BAUER, WB, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, 5ª ed., 1126, n. 5. Isso se evidencia com clareza especial no hino crístico de Fp 2.6-11, no qual está acolhida a homologia KÚPWÇ 'Inooúç Xpioróc (v. 11): a descrição do caminho de Cristo leva à homologia, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar não é seu objeto. 58 "An die Thessalonicher L lI. An die Philipper" (HNT 11), 3ª ed., 1937, p. 6s. Cf. além disso J. MUNCK, "I Thess. I, 9-10 and the Missionary Preaching ofPaul", NTS 9, 1962/63, pp. 95-110; U. WILCKENS, Die Missionsreden der Apostelgeschichte, 2ª ed., 1963, p. 81s.

56 57

58

INTRODUÇÃO

cionados'", como, aliás, todo o sumário está dominado pelo pensamento escatológico. O tema "cristológico" é determinado pela versão mais antiga da fórmula pístis (v. 10b); falta tanto uma acentuação ou interpretação da morte de Jesus quanto qualquer indicação para acontecimentos de sua vida. A parte "escatológica" não menciona a parusia, o juízo e a função salvífica de Jesus, mas a ressurreição dos mortos. Quanto ao conteúdo, o sumário é cristão-judaico e se origina, visto que a comunidade palestinense não fazia missão entre os gentios (GI 2.7ss.), do cristianismo judaico helenista. b)

Pregação missionária aos judeus

Por muito tempo enxergou-se, sob a impressão dos trabalhos de M. e C. H. DODD6 \ nos discursos missionários de Atos (2; 3; 4; 5; 10; 13) dirigidos a judeus testemunhos para pregação missionária cristãprimitiva a judeus. Na verdade, não se viu neles reproduções autênticas de sermões realmente proferidos; de acordo com DIBELIUS, que analisou a estrutura formal desses discursos, Lucas se ateve, antes, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, a um esquema de pregação da antiguidade: querigma, prova escriturística e conclamação à penitência. O querigma consiste de uma nomeação sumária dos mais importantes acontecimentos da vita de Jesus; e aqui Lucas assumiu - de acordo com DIBELIUS - fórmulas literalmente fixas. Mas U. WILCKENS 62 demonstrou que tanto o esquema dos sermões quanto os sumários da vita de Jesus são criações literárias e teológicas de Lucas, e que a partir deles não é possível reconstruir a pregação missionária dirigida aos judeus. DIBELIUS 60

4. Textos litúrgicos a) Uma fórmula pessoal

Que Paulo cita em Rm 1.3s. uma fórmula cristológica é reconhecido com base em particularidades formais, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, terminológicas e objetivas do 59 60

61

62

Cf. Hb 11.6; At 17.31 e BULTMANN, Theologie, p. 77. Die Formgeschichte des Evangeliums, 2ª ed., 1938, pp, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 8-34 - From Tradition to Gospel, Charles Scriber's Sons, 1935, pp. 9-36; Die Reden der Apostelgeschichte und die antike Geschichtsschreibung(1944), 1949; Aufsiitze zur Apostelgeschichte, 1951, pp. 120-162. The Apostolic Preaching and its Development, 1936. Die Missionsreden der Apostelgeschichte, 2ª ed., 1963.

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

59

texto'"; porém, é controvertido se e até que ponto ele a guarneceu de acréscimos: TTEpl. . KUp(OU ~Ilwv . O fragmento tradicional deveria abranger desde roü YEVOIlÉVOU até VEKPWV, e deveria ter tido antes disso, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, em uma expressão introdutória, o nome de Jesus que agora está no fim do v. 4, ao qual se referem todos os particípios, enquanto o TTEpl. roú uloõ au'tou (v. 3) como indicação do conteúdo faz parte de "evangelho de Deus" (v. 1). Portanto remonta a Paulo. Com BULTMANN se deverá excluir as duas expressões com Ka.'teX, e com E. SCHWEIZER o EV 6uveXIlEl (v. 4) igualmente como acréscimos paulinos, a fim de se conseguir o texto original'". E. SCHWEIZER defendeu contra BULTMANN a originalidade das expressões com KlXtá; como sua tese encontrou muita adesão e até agora foi contestada apenas por WENGST, é preciso que nos ocupemos brevemente com sua argumentação. SCHWEIZER invoca 1 Tm 3.16; 1 Pe 3.18 (4.6) a favor de sua posição, onde ocorre a antítese de "carne" e "Espírito" em contextos cristológicos (e antropológicos), e conclui daí que essa antítese de esfera terrena e celestial também seria constitutiva para o fragmento tradicional de Rm 1.3s. Essa argumentação, porém, não é convincente; pois nas pretensas paralelas não é usado KlXtá e, sim, o dativo (com EV ou sem ele). Além, disso, "Espírito" não vem acompanhado do epíteto "Santo", e por fim, 1 Tm 3.16; 1 Pe 3.18 têm por fundamentação outras concepções cristológicas (preexistência). A essas diferenças acresce o fato de que a tradução de KlXtá com acusativo como "na esfera de ." não é possívellingüisticamente (cf. 2 Co 10.3). A antítese "carne/Espírito" tem sentido bem diferente cá e lá. Também a outra objeção de SCHWEIZER no sentido de que a ocorrência de TIVEUlllX àYlwaúvllç (v. 4) estaria comprovada no ambiente judaico, não, porém, em Paulo, que portanto não seria dele, não convence (loc. cito p. 180s.). Na verdade, essa expressão dá a impressão de uma tradução literal da expressão hebraica rush. haq- qodes, ainda mais estranho, porém, é o fato de que ela não ocorre uma única vez em todo AT grego, também não nas passagens às quais SCHWEIZER remete (SI 51.[5°], 13; Is 63.10s). O "ambiente judaico", no qual está comprovada a ocorrência de TIVEUlllX àyl waúvllç, restringe-se a essa única Jogos de Estilizado de Graça para Baixar de TestLev 18.11. Como, pois, em todo o NT o termo àYlwaúvllç ocorre apenas mais duas vezes, a saber, em Paulo (I.Ts 3.13; 2 Co 7.1), a expressão KlXtà TIVEUlllX e a antítese KlXtà aápKlX/KlXtà TIVEUlllX também estão exclusivamente em Paulo, devemos atribuir a ele a forAgnostos Theos, p. 385; R. BULTMANN, Theo1., p. 52; E. SCHWEIZER, Neotestamentica, p. 18088.; F. HAHN, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, Christologische Hoheitstitel, 1963, p. 2578.; H. ZIMMERMANN, Neutestamentliche Methodenlehre, pp. 192-202 (bibliografia). 64 Assim tb. WENGST, p. 12s.

63 E. NORDEN,

60

INTRODUÇÃO

mação totalmente singular de Ka:ra TIVEUj.LlX áYLW OÚVllÇ; pois Paulo é o único que emprega KlXtlX OáPKlX com relação ao Cristo terreno (Rm 9.5; 2 Co 5.16), tudo se pronuncia em favor de aplicar-lhe, como suas interpretações, ambas as locuções com KlXtà em Rm 1.3s; com a primeira ele relativiza criticamente a descendência davídica de Jesus, com a segunda destaca a filiação divina de Jesus. Nem na fórmula original, nem na fórmula glosada por Jogos de Estilizado de Graça para Baixar se fala de humilhação e exaltação (SCHWEIZER), ou de uma "cristologia em dois níveis" (Hahn).- Que EP õuváj.LEL é acréscimo paulino foi evidenciado por H. ZIMMERMANN em conexão com SCHWEIZER (p. 193s., 196s.). Esse acréscimo é motivado pelo fato de que a predicação Filho de Deus já foi usada por Paulo no v. 3a e que agora concorre com a da fórmula; a interpretação tem a finalidade de estabelecer uma compensação.

Portanto a fórmula original deverá ter tido o seguinte teor: . 'Ill00UV (XPWtóv?), tàv YEVÓj.LEVOV EK OTIÉpj.LlXtoÇ L1lXUí.Õ ( . ) tàv óPW8ÉVtlX utàv 8EOU ( .) Ei; cXvlXotáoEúlÇ

VEKpWV.

As características formais - dois membros paralelos, formas participiais, próclise do verbo, falta de artigos dos substantivos - pouco contribuem para determinar a forma do texto. Sem dúvida, o paralelismo dos membros e o estilo participial são elementos hínicos e sugerem que se trata de um hino, mas, por outro lado, o texto não é propriamente "poético". Seu conteúdo aponta em outra direção. A fórmula trata somente da pessoa de Jesus, na primeira linha de sua procedência davídica, isso é, de sua "qualificação genealógica para ser o Messias" (WENGST, p. 106), na segunda, de sua instituição como Filho de Deus em virtude de sua ressurreição dentre os mortos. A expressão "Filho de Deus" em combinação com "instituição" não é determinação da natureza, e, sim, titulação régia (SI 2.7; Mc 1.11) e caracteriza o Jesus exaltado como Rei escatológico. Com isso a fórmula se aproxima da confissão batismal ("Confesso que Jesus é o Filho de Deus"); apenas mostra uma reflexão teológica mais apurada: são especialmente Jogos de Estilizado de Graça para Baixar o modo da filiação divina (adoção), o modo da instituição (ressurreição) e a legitimação de Jesus para essa dignidade (descendência davídica). Apesar da reflexão voltada para o passado, o interesse da fórmula não está voltado para o passado (como na fórmula pistis), e, sim, se concentra na atual posição de senhorio de Jesus como na confissão batismal. Uma determi-

§ 2. FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

61

nação mais exata da forma além Jogos de Estilizado de Graça para Baixar referência a essa afinidade não me parece possível, ainda mais porque não sabemos como a fórmula era introduzida; talvez com ÓI-l0},0YW 'IllOOUV ou 1TW't"EÚW ElÇ 'IllOOUV, mas isso permanece no campo da suposição. Também a pergunta pelo lugar vivencial não pode ser respondida com maior exatidão do que com a referência ao culto. A fórmula possuiu, em todo caso, valor autoritativo, visto que Paulo se apresenta aos romanos como quem se encontra no consensus ecclesiee, e visto que se encontra uma reminiscência dela em ainda em 1 Tm 2.8. Ela é de origem judaico-cristã, como o mostra seu conteúdo. Como não revela vestígios de tradução, a fórmula deverá ter surgido não no cristianismo judaico palestino, e, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, sim, no helenista": b) Aclamações



As aclamações neotestamentárias introduzidas com Elç têm afinidade íntima com a aclamação Kyrios, mas parece que não possuem a mesma importância fundamental; em todo caso, nunca são caracterizadas como homologia, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Elas não ocorrem no NT individualmente, e, sim, sempre em ampliação diádica ou triádica, e, além disso, em combinação com outras fórmulas'", Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Elas não representam uma criação especificamente cristã, como o mostram as paralelas no judaísmo helenista e no mundo gentílico oriental-helenista'", Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Provavelmente os cristãos assumiram Jogos de Estilizado de Graça para Baixar fórmula Elç 0EÓÇ da propaganda monoteísta do judaísmo helenista, na qual desempenhou papel importante", a pc helpsoft driver updater serial number  without Elç KÚPLOÇ, porém, do mundo gentílico'"; Jogos de Estilizado de Graça para Baixar somente aqui se encontram comprovantes pré e extracristãos para fórmulas Elç diádicas e triádicas". Conforme seu sentido, as fórmulas Elç 0EÓÇ judaicas e gentílicas são contrárias entre si; estas identificam divindades orientais e gregas, enquanto aquelas estão voltadas polemicamente contra o politeísmo e têm 4D Write 6.5 crack serial keygen exclusivamente monoteísta. Esse sentido .excluVIELHAUER, RGG 11, 3ª ed., 581; WENGST, p. 116. Não consideramos aqui expressões em estilo de fórmula que têm por conteúdo o "Deus uno" (Rm 3.30; 1 Co 8.4; GI3.20; Tg 2.19; 4.12), Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, visto que não representam aclamações. 67 E. PETERSON, ElE eEOE, 1926. 68 Cf. Oro Sib. I Prooem. 7; EtÇ SEOÇ, oç uóvoc liPXEL .; IH 11: EtÇ SEOÇ Éan j.J.óvapxoç e os 'demais comprovantes em A, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. SEEBERG, Die Didache des Judentums, 1908, p. 11ss. 69 Sobre o problema da relação de ambas as fórmulas com o Jogos de Estilizado de Graça para Baixar de Dt 6.4, vide PETERSON, p. 216 e KRAMER, p. 91s. 70 PETERSON, p. 254ss. 65 66

62

INTRODUÇÃO

sivo também o possuem as correspondentes fórmulas neotestamentárias; elas recebem seu caráter cristão pelo acréscimo da fórmula Etç KÚPLOÇ compreendida em termos cristológicos". Uma unidade pré-paulina da tradição dessa espécie está em 1 Co 8.6: ELÇ 8EOÇ Ó TICX'~P



ou ,IX.

mxV!cx

KCXI. ELÇ KÚpLOÇ

Quick Heal X-Gen v7.01 crack serial keygen ou ,IX.

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KCXI. ~I.lELÇ E tç mrróv, 'Inooüç Xpurróç, KCXI. ~1.lE1ç ÓL'

cxu't"Ou.

o texto construído em rigoroso paralelismo dos membros contém dois elementos: 1) uma exclamação ELÇ diádica ("Um é Deus: o Pai . um é Senhor: Jesus Cristo") e 2) para cada membro uma dupla expressão preposicional, que caracterizam a Deus como Criador do universo e alvo dos cristãos (= redimidos), a Jesus Cristo como Mediador da criação e da redenção. A combinação desses dois elementos não é original do ponto de vista da história da tradição; pois as expressões preposicionais formam originalmente uma unidade independente, que também ocorrem alhures no NT - Rm 11.36; Hb 2.16 referidos a Deus (cf. Ef 4.6), CI1.16s. referido ao Redentor preexistente - e que, desde sua origem, é uma fórmula de plenipotência panteísta, que pode ser constatada no estoicismo, nos pré-socráticos e no sincretismo helenista"; em 1 Co 8.6 ela está distribuída sobre Deus e Jesus Cristo. Mas a ligação secundária com a aclamação certamente já é pré-paulina. A aclamação em si é uma renúncia cristã ao politeísmo (os "muitos deuses e muitos senhores", v. 5) e proclamação do Deus uno, acessível por meio de Jesus Cristo; em ligação com a fórmula diádicada plenipotência, isso é objetivamente: com a identificação do Criador e o Redentor, ela também pode ter sentido antignóstico. Uma composição triádica se encontra em Ef 4.4-6 ("Um corpo ., um Senhor um Deus), na qual cada membro contém, por sua vez, três elementos, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. O texto poderia parecer uma evolução histórica traditiva da aclamação diádica de 1 Co 8.6 a uma fórmula triádica. No entanto por razões formais e de conteúdo nem o todo, nem o primeiro e terceiro membro podem ser a citação de uma peça da tradição"; trata-se antes de uma composição do autor, com a qual sublinha a admoestação de 000'

71

72 73

PETERSON, pp. 227-256; 276-299; KRAMER, p. 92s. E. NORDEN, Agnostos Theos, p. 240ss.; 347ss. O fato de que Deus é mencionado somente em terceiro lugar ainda não seria objeção, visto que o autor poderia ter invertido a ordem. Mas o fato de que no v. 4 Jogos de Estilizado de Graça para Baixar § 2. FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

63

"preservar a unidade do Espírito" (v. 3). Evidentemente apenas o v. 5 é citação: ELÇ KÚPLOÇ,flLa TILOnç, EV ~áTITWfla,

É uma aclamação Elç KÚPWÇ triádica, na qual o numeral é constitutivo e aparece em seus três gêneros. A estranha falta do nome próprio do Kyrios e a menção de fé e Batismo mostram que o texto não efetua uma delimitação dos "muitos senhores" dos gentios - esta está, antes, pressuposta - e, sim, documenta a unidade da Igreja, denominando as grandezas que fundamentam e preservam essa unidade, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Trata-se de uma aclamação intra-eclesiástica, com a qual a comunidade se compromete com essas grandezas, traçando desse modo, simultaneamente, a Jogos de Estilizado de Graça para Baixar de separação contra a heresia e o cisma. - O lugar vivencial dessa aclamação não se pode constatar; com fé e Batismo, ela pressupõe a instrução no catecismo; se, porém, constitui um elemento constituinte da celebração do Batismo, ou se teve outra função é uma questão que tem que permanecer em aberto. Por fim é preciso mencionar 1 Tm 2.5s, um texto no qual, ao lado do "um só Deus" é aclamado Jesus Cristo como o "único Mediador"; Elç yàp 8EOÇ . LMoLÇ. Que aqui estamos diante de uma citação é fato reconhecido, mas sua extensão é controvertida". A meu ver, a citação poderia ser delimitada do seguinte modo: ELÇ 8EÓÇ, ELÇ flEaL"t"T]Ç 8EDU Kal. &v8pwTIWV (.) Xpiorõc 'Inooüç,

o ôouc Eau"t"àv &v"t"L.l.u"t"pov

{JTIEP TIáv"t"wv.

Ela representa a ligação de uma aclamação Elç diádica com uma fórmula pístis agregada ao segundo membro. Se esta ligação estava preestabelecida pela tradição, ou - mais provável - foi estabelecida primeiro pelo autor, é difícil de decidir, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. As proporções dos dois membros da aclamação são tão desiguais que se preferiria supor uma redução primeiro membro não é o "espírito", e, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, sim, o "corpo", sendo, porém, que este não forma uma paralela ao Kyrios e a Deus, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar que não estamos diante de uma fórmula trinitária (Espírito, Senhor, Deus). Por causa de sua estrutura totalmente distinta, os três versículos não formam um paralelismo dos membros e por isso não constituem uma unidade desde sua origem. Cf. DIBELIUS-GREEVEN e SCHLIER referente à passagem. 74 Cf. DIBELIUS-CONZELMANN, Die Pastoralbriefe, 3ª ed., 1955, p. 34s.

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INTRODUÇÃO

do primeiro; no entanto, o material comparativo não é suficiente para justificar uma tentativa de reconstrução. Praticamente, com essa aclamação a comunidade se delimita contra outros "mediadores" e proclama Cristo como o único mediador entre Deus e homens. A missão cristã entre os gentios já usou a aclamação EtÇ diádica antes de Paulo. Seu sentido original era a delimitação polêmica, mas simultaneamente também proclamatória, contra o politeísmo. Mas parece que Paulo Jogos de Estilizado de Graça para Baixar a usou em função anti-herética. A fórmula de 1 Tm 2.5s. é originariamente de orientação anti-herética. Significativamente ela não está sozinha nas duas passagens, antes combinada com elementos heterogêneos histórico-religiosos (fórmula da plenitpotência, fórmula pistis) que caracterizam o evento salvífico a seu modo - no que a afirmação a respeito da "obra" está subordinada à afirmação referente à "pessoa". De orientação puramente intra-eclesiástica é a aclamação de Ef 4.5, que com o segundo e terceiro membro (fé, Batismo) igualmente faz referência ao evento salvífico. - Que essas fórmulas têm seu "lugar vivencial' no culto é tão evidente como é confusa sua função litúrgica mais precisa.

c) Outras aclamações Queremos apenas mencionar outras aclamações como amém, aleluia, hosana, maranata e Aba. No Apocalipse de João ocorrem aclamações lXi;LOÇ (4.11; 5.9s. lXi;LOÇ Et; 5,12 lXi;LOÇ EDnv), mas em ligação com doxologias e elementos hínicos. É incerto se aqui se trata de formas pré-literárias e não antes de formações literárias". d) Doxologias

Distinguem-se dois tipos desses ditos de louvor. O primeiro, a doxologia propriamente dita, tem a forma básica 76: <{) I ,4> I aU'4> I DaL I

DOU

1Í õói;a

ELÇ

roi»; aLwvaç

(&Il~v).

Ela também pode ser consideravelmente ampliada (Rm 11.36; GI 1.5; Ef 3.21; Fp 4.20; 1 Tm 1.17; 6.16; 2 Tm 4.18); em Rm 16.25ss.; 75

Cf.

KASEMANN,

SON, p. 176s.; 76 DEICHGRÃBER,

RGG 11, 3ª ed., cl. 994; referente às aclamações ai;LOç em geral: 318; 324. p. 25ss.

PETER-

§ 2.

65

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

Jd 24s. ela forma a conclusão da carta, e em Did 8.2 a conclusão do PaiNosso. Com exceção de 2 Tm 4.18, essas doxologias sempre se referem a Deus. a segundo tipo é representado por passagens Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Paulo (Rm 1.25; 9.5; 2 Co 11.31): EUÀoyrrroç Etç TOUÇ IÚWvaÇ (afl~v), e é denominado de eulogia. Também ela está sempre referida a Deus. Ao invés de EuXapw't'w (-OUflEV) alguns proêmios espistolares começam com uma eulogia em estilo de hino (2 Co 1.3; Ef 1.3; 1 Pe 1.3). No Livro do Apocalipse os dois tipos são ligados ocasionalmente entre si (Ap 5.13). Ambos os tipos são de origem judaica (EUÀOYEtÓç corresponde ao hebraico berukr; eles se referem quase exclusivamente a Deus. Eles enaltecem "menos uma epifania presente do que a eterna essência de Deus e sua experimentada ação"?". e) Orações

As orações cristãs-primitivas naturalmente têm seu lugar vivencial não somente no culto da comunidade, e, sim, também na esfera pessoal; mas as que nos ficaram preservadas têm caráter cúltico. A mais importante é o Pai-Nosso que é transmitido numa versão mais curta em Lc 11.2-4 e numa versão mais longa em Mt 6.9-13. Essa última também é citada em Did 8.2, ampliada por uma doxologia diádica ("Pois teu é o poder e a glória em eternidade"); depois segue a prescrição: "Três vezes ao dia orareis assim" (Did 8.3). Mas o Pai-Nosso também tinha seu lugar na celebração da Ceia. Ligadas a ele, estão as chamadas orações da Ceia da Didaquê (9 e 10). Uma extensa oração comunitária, que, ao que parece, representa uma parte da liturgia romana, está na parte final de 1Clem (59-61). A pequena oração comunitária de At 4.24-30, porém, parece ser um produto literário de Lucas". Não cabem aqui os proêmios da maioria das cartas neotestamentárias, embora tenham estilo de oração ("Damos graças a Deus.", "Louvado seja Deus." e empreguem ocasionalmente material litúrgico; pois os proêmios não são orações formuladas e acolhem elementos da Jogos de Estilizado de Graça para Baixar epistolar, são, portanto, também quando seguem a determinado esquema, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, orações "livres". 77 78

KASEMANN, RGG 11, 3ª ed., Cf. M. DIBELIUS, Botschaft

cI. 994. und Geschichte I, 1953, p. 289s8; E. telgeschichte, 5ª ed., 1965, p. 18388.

HAENCHEN,

Die Apos-

66

INTRODUÇÃO

1) Fórmulas cúlticas da Ceia do Senhor

As "palavras da instituição" ocorrem quatro vezes no NT (Me 14.2225; Mt 26.26-28; Lc 22.15-20; 1 Co 11.23-26), as quais, especialmente em suas versões mais antigas (Me 14 e 1 Co 11) estão caracterizadas claramente pelo uso litúrgico da Ceia do Senhor. Me 14.22-25: "E enquanto comiam, ele tomou pão, proferiu a oração de graças, partiu-o, deu-o a eles e disse: 'Tomem! Isto é meu corpo!' E tomou o cálice, proferiu a oração de graças, deui-o) a eles, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, e todos beberam dele. E lhes disse: 'Isto é meu sangue da aliança, que é derramado por muitos. (v, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 25) Amém, eu lhes digo: não mais tomarei do fruto da videira até aquele dia em que o tomarei novo no reino de Deus'." 1 Co 11.23-26: Pois recebi do Senhor o que também vos transmiti: "Na noite em que o Senhor Jesus foi entregue, ele tomou pão (24), proferiu a oração de graças, partiu-o e disse: 'Isto é meu corpo, por vocês; façam isso em minha memória'. (v. 25) Do mesmo modo também o cálice depois da ceia, e disse: 'Este cálice é a nova aliança em meu sangue. Façam isso todas as vezes que (dele) beberem em minha memória" (v. 26). Pois, todas as vezes que comerem esse pão e beberem esse cálice, anunciam a morte do Senhor até que ele venha.

Os dois textos representam duas versões da mesma tradição literariamente independentes entre SF9. Paulo a caracteriza expressamente como peça da tradição (v. 23a); essa vai até o v. 25, enquanto o v. 26 é interpretação paulina da ordem de repetição. Não apenas literariamente, mas também do ponto de vista histórico-religioso a parádosis citada por Paulo é mais antiga do que o texto de Marcos. Pois ainda revela indícios de uma forma mais antiga da celebração. Originalmente degustação do pão e do cálice eucarístico estavam separados por uma refeição (f.1E'reX Tà ÕElTIVf]OlU - Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 25a), formavam, portanto, sua moldura. Daí também se explica por que as palavras interpretativas referentes ao pão e ao cálice (vv, 24b; 25b) não são formuladas paralelamente. Na celebração da Ceia do Senhor na comunidade de Corinto havia desaparecido a original separação entre degustação de pão e vinho, esses dois atos haviam sido unificados e ocorriam depois da ceia comum (vv, 11, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, 20ss.); o costume antigo preservou-se somente Jogos de Estilizado de Graça para Baixar "rubrica" ("De igual modo, depois da ceia"). O novo costume teve conseqüências para as palavras interpretativas: com o tempo elas foram adaptadas uma à outra, e assim surgiu a versão da fórmula cúltica legada por Marcos. 79

H.

LIETZMANN,

Messe und HerrenmahI, 1926, p. 218.

§ 2.

g)

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

67

Liturgia de entrada da Ceia do Senhor

No final de 1 Coríntios, depois de transmitir as saudações, Paulo emprega algumas frases que marcam o final do culto público e o início da celebração eucarística (16.20b., 22s.): Saúdem-se uns aos outros com o ósculo santo . Se alguém não ama o Senhor, seja maldito. Maranata. A graça do Senhor Jesus seja com vocês.

Que essa ordem: ósculo santo - anátema - maranata - anúncio da graça integra a liturgia de entrada da Ceia do Senhor é sugerido pelo texto paralelo em Did 10.6, onde no contexto de orações para Ceia se encontra uma seqüência de frases semelhante. LIETZMANN supõe, certamente com razão, que as frases foram pronunciadas em parte pelo liturgo, em parte, em resposta, pela comunidade: Liturgo: Que venha a graça, e passe este mundo. Comunidade: Hosana ao Filho de Davi. Se alguém for santo, que venha; se alguém não for santo, Liturgo: que faça penitência. Maranata. Comunidade: Amém.

Não é aqui o lugar de nos ocuparmos com os problemas históricolitúrgicos desses textos, tão interessantes quanto complicados. Convém-nos chamar a atenção apenas para um momento que esclarece a Jogos de Estilizado de Graça para Baixar desses textos e com isso seu lugar vivencial. Trata-se dos elementos paralelos de 1 Co 16.22 e Did 10.6: 1 Co 16.22

Did 10.6

E'L nç ou ~LÀEí. ~rw &vá8Ej.La.

El ,LÇ aYLóç EO'LV, EPXÉo8w. El ,LÇ OÜK EO,LV, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, j.LE'(WOEL rto,

j.Lapava8á.

,àv KÚPLOV,

j.Lapava8á.

As frases condicionais antepostas ao maranata comum são da ordem de direito sacral. Em Paulo trata-se de uma "frase de direito sagrado"; na Did encontram-se ao invés de uma única frase negativa duas, uma positiva e outra negativa. A positiva é uma fórmula de con-

INTRODUÇÃO

68

vite, a negativa uma fórmula de exclusão; a maldição daquele que não ama o Senhor, tem igualmente o sentido de excluir os indignos, ou os não-cristãos do ato sagrado que ora se inicia. Tais fórmulas de convite e exclusão são partes integrantes dos mistérios gregos e foram adotadas daí no culto cristão". Elas introduzem a celebração esotérica, da qual participam apenas os crentes e em cujo centro se encontra a Ceia do Senhor. Pode-se, portanto, ver nos dois textos de 1 Co 16.20b,22s. e Did 10.6 formulários de uma tal liturgia de entrada.

h) Celebração do Batismo Reiteradas vezes já foram atribuídos à celebração do Batismo textos com maior ou menor probabilidade. Formulários litúrgicos para o Batismo, porém (como 1 Co 16.20ss; 11.23ss. para Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Eucaristia), o NT não oferece nenhum. Entretanto, pode-se ver na ordem de missão e Batismo de Mt 28.19 uma etiologia do culto análoga às fórmulas cúlticas Jogos de Estilizado de Graça para Baixar 1 Co 11.23ss.; Mc 14.22ss. KASEMANN quis diagnosticar C11.12-20 como "uma liturgia batismal cristã-primitiva", cuja segunda parte - vv. 15-20 - é um hino'". Embora se possa fazer restrições ao termo "liturgia batismal", a referência do texto ao evento batismal é certa; isso o mostram terminologia e concepções (salvação das trevas, transporte para o reino do Filho de Deus, participação na herança dos santos na luz)82. Com muita probabilidade também Ef 5.14 está relacionado ao Batismo, um texto que é introduzido com uma fórmula de citação como um dito da Escritura ou do Senhor, cuja origem, porém, é desconhecida: 80

Uma paralela surpreendente consta em Luciano, Alexandre 38: Antes do começo da celebração dos mistérios começa uma proclamação (llpÓPPT]OLÇ) com fórmulas de exclusão e de convite: "Se veio um ateu, cristão ou epicureu (EL nç ã8EOÇ.) a fim de investigar estas orgias, que fuja! Os que, porém, crêem em Deus (ol ÕE lTL01:EÚOVLEÇ) devem consagrar-se com boa sorte (1:EÀELo8woav)."

Segue a "expulsão (EçÉÀauoLç) dos profanos": Alexandre exclama: "Fora com os cristãos (i'çw Xpurnevoúc)". A multidão responde: "Fora com os epicureus (i'çw 'ElTLKOUPELOUÇ)". Cf. G. BORNKAMM I, p. 124, n. 5; LEIPOLDT, RAC I, p. 260s.; H. CONZELMANN, Der erste Brief an die Korinther, 1969, p. 361, n. 27; WENGST, p. 20 remete, além disso, para Isócrates, Panegyricus, 157. 81 Exegetische Versuche und Besinnungen I, p. 34-51. 82 Cf. BORNKAMM II, p. 196, n. 19a.

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

69

EYElpE ,6 KlX8EÚÔWV, KlXL áváam EX ,WV VEKPWV, KlXL ETIL
Um texto triádico como homoioteleuton, uma forma para a qual comprovou numerosas paralelas (p. 130ss.). A linguagem figurada da citação (acordar do sono do pecado, ressuscitar dos mortos, simbolismo da luz) aponta para o Batismo. Não deverá ser um hino batismal, e, sim, uma conclamação dirigida ao batizando'", PETERSON

i) Parêneses batismais ou de ordenação

o trecho de 1 Tm 6.11-16 interrompe a parênese geral com uma parênese especial, dirigida ao discípulo do apóstolo, encarregado da direção e da consolidação da comunidade. A passagem é constituída de tradicional material do gênero parenético (v. 11s.) e litúrgico de origem diferente, contém no v. 13 uma fórmula diádica e o v. 12 o destinatário é lembrado da "boa (ortodoxa) confissão" feita por ele perante muitas testemunhas. É controvertido se aqui está se tratando de uma confissão perante o tribunal por ocasião da perseguição, ou da homologia batismal, ou de um especial voto de ordenação. A primeira possibilidade decerto está prejudicada. Entre as duas outras não é possível tomar uma decisão segura. Como a fórmula diádica do v. 13 não contém elementos especificamente teológico-pastorais ou de direção da comunidade, não podendo ser, portanto, o eventual voto de ordenação, nada sabemos a respeito dela. Mesmo assim parece-me mais acertada a caracterização do texto como parênese de ordenação, por causa do contexto. Mesmo que a homologia mencionada no v. 12 seja a confissão batismal, o texto não precisaria ser uma parênese batismal; pois também na ordenação o recurso a esta é possível e faz sentido. 5. Cantos

o cristianismo produziu cantos cristãos desde o início (1 Co 14,26; CI 3.16 = Ef 5.19; At Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, mas não os legou à posteridade em uma 83

DIBELIUS, ad loco fala de chamado e hino batismal; KASEMANN chama o texto de um "pequeno hino batismal" (1, p. 45), porém, (RGG lI, 3ª ed., cl. 994s.) um "viva sobre o batizando". C. F. D, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. MOULE, The Birth ofthe NT, 1962, p. 25, relaciona o texto com At 12.6s. como "an ancient hymn built round the Peter-story'i (um hino antigo construído em torno da história de Pedro).

70

INTRODUÇÃO

coleção coesa em analogia ao Saltério do AT. Ficou-nos preservado tãosomente o hinário de uma comunidade gnóstica-cristã de meados do séc. II, as chamadas Odes de Salomão. O que ficou preservado dos cantos Jogos de Estilizado de Graça para Baixar são fragmentos ocasionais, inseridos como citações mais ou menos identificáveis em contextos didáticos ou parenéticos na literatura epistolar ou em Atos. Sua reconstrução oferece dificuldades, visto que muitas vezes são citados apenas de modo fragmentário, ocasionalmente glosados ou desintegrados. Como no caso desses Jogos de Estilizado de Graça para Baixar não se trata de poesia métrica, com freqüência é difícil distingui-los de uma prosa elevada e rítmica, que se encontra ocasionalmente em Paulo, por exemplo, de sorte que na pesquisa muitas passagens desse tipo são injustamente tratadas como hinos. Mas também no caso de peças comprovadas da tradição, que são cantos, é difícil a determinação mais exata da forma. É bem verdade que C13.16 = Ef 5.19 menciona "salmos, hinos e odes" e que os respectivos verbos estão testificados (tlflXUELV Ef 5.19; ~ÕELV eb. e CI 3.16; lJflVElV At 16.25); mas também caso não se trate de designações plerofóricas da mesma coisa, não temos condições de distinguir, nem a partir da linguagem, nem a partir das passagens da tradição conhecidas, entre esses três gêneros. Visto que o termo do hino está determinado pela pesquisa dos salmos e que faltam indícios importantes desse gênero nos cantos cristãosprimitivos, passo a usar, no que segue, a designação neutra "cantos". Limito a exposição ao relativamente seguro, isso é, a passagem da tradição comprovadas que, segundo a forma e estilo, devem ser caracterizadas como "cantos".

a) Cantos Pré-Cristãos Inicialmente devem ser mencionados dois cantos que Lucas acolheu em seu Evangelho: o Magnificat (Lc 1.46-55) e o Benedictus (Lc 1.6879), autênticos "hinos escatológicos" de origem judaica, ou do movimento batista; se, em contrapartida, o Nunc demittis (Lc 2.29-32) é uma passagem da tradição #1 CD Ripper 1.72.46 crack serial keygen ou uma produção do evangelista, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, não podemos decidir.

b) Cantos cristológicos Que em Fp 2.6-11 Paulo cita um canto crístico pré-paulino, foi demonstrado por E. LOHMEYER (Kyrios Jesus, 1929) e desde então é de aceitação quase geral. Controvertidas são as questões de eventuais

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

71

acréscimos paulinos, da estrutura gnóstica, da procedência históricoreligiosa da terminologia e de concepções, e com isso dos pensamentos teológicos. Dessas questões, cuja discussão produziu uma avalanche ilimitada de literatura, queremos tanger brevemente apenas as duas primeiras. Com LOHMEYER, se considera em geral como acréscimo paulino as palavras Kal. ETILYELwv eavIX-wu ÕE oruupoú (final do v. 8). No esforço para reconstruir um canto com estrofes de igual extensão e de bi ou tripartição simétrica, descobriram-se e riscaram-se ainda outros acréscimos: G. STRECKER, p. ex., eliminou todo o v. 8, J. JEREMIAS, ao qual segue, entre outros, DEICHGRÀBER, as palavras EiToupavLwv Kal. ETIL ydwv Kal. KamXeOVLWV do v. 10 e Elç õói;av eEOU mrrpó; do v, 11. Nenhuma dessas tentativas, porém, convence", e sua pressuposição - estrofes da mesma estrutura, simetria das partes - é mais do que problemática com vistas a outros cantos do NT. O texto parece antes ser íntegro com exceção da expressão eavlhou ÕE ornopob; também o oç no início (v. 6) não merece reparos e não deve ser transformado em o, nem ser complementado pela anteposição de um nome. O canto que descreve o caminho de Jesus Cristo na terceira pessoa, é bipartido: humilhação vv, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 6-8, exaltação vv. 9-11. Em 1 Tm 3.16 temos um canto de seis linhas, e seis frases assindéticas, das quais cada uma tem primeiro o predicado no aoristo passivo e depois um substantivo (na maioria das vezes Jogos de Estilizado de Graça para Baixar EV) que determina a área em que a ação se desenrola. A seqüência dos substantivos - carne/ Espírito, anjos/povos, mundo/glória - mostra que se trata de três pares de antíteses em ordem quiasmática, que portanto formalmente a poesia é constituída de três linhas duplas (corretamente destacadas por Nestle na Features of Adobe Photoshop cs6 crack:IcoFX v3.6 Rus для Windows (+Portable). Cada par de antíteses descreve o mundo celestial e o mundo terreno. Os verbos de cada linha dupla mencionam acontecimentos que se correspondem no mundo superior e no mundo inferior. As três linhas duplas correspondem, conforme E. NORDEN o reconheceu como primeiro'", aos três atos de um ritual de entronização do Egito antigo, que pode ser mostrado como esquema literário na época helenista: 1) dotação com vida divina, 2) apresentação e 3) instalação no poder. O canto descreve, portanto, a entronização de Cristo, é, portanto, um paralelo a Fp 2.9-11; que também teria contido um paralelo a Fp 2.6-8, que agora estaria perdido, não pode ser demonstrado. A integridade do canto, também de seu começo com oc, está fora de dúvida'". Cf. WENGST, p. 144ss.; 145, n. 15. Die Geburt des Kindes, 1924, pp. 116-128. 86 Cf. WENGST, p. 156ss.

84 85

72

INTRODUÇÃO

Aqui deve ser anexado o complicado texto de 1 Pe 3.18-22, que, conforme o reconheceram O. CULLMANN87 e R. BULTMANN88representa um fragmento da tradição trabalhado pelo autor de 1 Pedro. CULLMANN atribui ao autor a Windows 10 Activator Crack Incl Torrent & Product Key instrução batismal dos v. 20, 21a.b, sem a qual a peça da tradição trataria da morte de Cristo (v. 18), do descenso (v. 19), da ressurreição (v. 21c), da ascensão e da sessio ad dexteram. N aturalmene ainda não se consegue um texto liso depois de retirados os v. 20-21b. BULTMANN tentou reconstruir a peça da tradição com base nos v. 18s., Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, 22 e 1.20, considera-a uma confissão, e por isso a complementa com uma Jogos de Estilizado de Graça para Baixar correspondente:

(moreú» ELÇ ràv KÚPLOV 'IllOOUV Xpioróv, C?]) 1.20 ràv 7TPOEYVWOIlÉvov IlEV rrpo KcxrcxpoÂfiç KÓOIlOU. QJcxvEpw8Évrcx OE E7T' Eoxárou rwv Xpóvwv. 3.18 oç E7TCX8EV a7TCXÇ 7TEpl. IXIlCXPtLWV, lVCX ~llaÇ 7TpoocxyáYTI r~ 8E~, 8cxvcxrw8El.ç IlEV OCXPKl, ( W07TO l118El.ç OE 7TVEÚIlCXtL, 2.19 EV W KCXl. roiz; EV QJUÂCXKll 7TVEÚIlCXOlv EK~pUÇEV, 3.22 7TOpEU8El.Ç (OE) ElÇ oupcxvàv EV OEÇl~ 8EDu, lmorcxyÉvrwv cxur~ &.yyÉÂwv KCXl. EÇOUOlWV KCXL ouválJ.Ewv.

As fortes intervenções de BULTMANN no texto provocaram protestos'" mas também novas tentativas de reconstrução. Digna de consideração é Jogos de Estilizado de Graça para Baixar tentativa de WENGST, que trata o texto de modo bem mais conservador, atribui ao autor muito mais e reduz o original hipotético a poucas linhas (p. 161ss.): 1.20

3.18 3.22

87 88 89

90

Ó 7TPOEyvwoIlÉvOÇ IlEV 7Tpà KcxrcxpoÂfiç KÓOIlOU, QJcxvEpw8ELÇ OE E7T' Eoxárou rwv Xpóvwv. 8cxvcxrw8ELÇ IlEV OCXPKl, (W07TOl1l8El.ç OE 7TVEÚIlCXtL, 7TOpEU8ELÇ Ei.ç oúpevóv, ú7TorcxyÉvrwv cxur~ &.yyÉÂwv KCXL EÇOUOlWV KCXL OUVáIlEWV90.

Die ersten christlichen Glaubensbekenntnisse, p. 15. Bekenntnis- und Liedfragmente im ersten Petrusbrief, Iss. = Exegetica, p. 285ss. P. ex. de J. JEREMIAS, Abba, 1966, p. 323ss, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. e DEICHGRÁBER, p. 169ss. Problemática é, nesse caso, a falta de um verbum finitum. Uma série dessas de particípios no caso nominativo dificilmente poderá ter constituído uma unidade autônoma, e, sim, é imaginável somente como aposto a um nome (mais predicado).

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

73

Como quer que se reconstrua o original, por seu estilo ele é um canto, não uma "confissão", ainda que contenha temas que aparecem no segundo artigo do Credo. Em concepções parecidas às de Fp 2.6ss. e 1 Tm 3.16, o canto descreve o caminho de Cristo na seqüência cronológica de suas estações, e põe a ênfase na exaltação e no domínio HitFilm Pro 14.3 Torrent Archives os poderes. Que Cl 1.12-20 representa um fragmento "litúrgico" foi descoberto por E, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. N ORDEN 91 ; desde a análise desse Jogos de Estilizado de Graça para Baixar feita por KASEMANN 92reconhece-se em grande parte que Cl 1.15-20 é um canto glosado, enquanto outra tese no sentido de que o canto formaria, juntamente com os vv. 12-14, uma liturgia batismal, não foi aceita do mesmo modo. O canto se desdobra claramente em duas estrofes com inícios paralelos: I. oç Eonv ELKWV. nporóroxoç neXollÇ K,í.OEWÇ (v. 15) e 11. oç Eonv &PX~, nporóroicoc EK ,WV VEKpWV (v. 18b) e também com outras formulações paralelas (p. ex., vv. 16 e 19). Esse paralelismo das estrofes por um lado e perturbações formais e objetivas por outro, convidam a restabelecer o texto original por meio de cortes, reorganização dos elementos e complementos'". Com boas razões KASEMANN mostrou que no v. 18a ,f)ç E'KKÀ.lloí.aç e no v. 20 õLà roü a'í.j.Lacoç roõ craopoü au,ou se trata provavelmente de acréscimos; mas também a enumeração dos poderes no v. 16b. c (de ,à ápa,à até Eçouoí.aL) deverá ter sido acrescido pelo autor da Carta em vista da heresia colossense'". Aceitar ainda mais acréscimos parece-me desnecessário: L 15. 16. 17.

18.

lI.

oç Eonv ElKWV roü 6EOU àopácou, TIPW'ÓCOKOÇ TIáollÇ K, í.OEWÇ, on EV au,;'> EK,í.o61l ,à TIáv,a, EV rotç oupavo'iç Kal. ETII. ,f)ç yf)ç. [.] Kal. au,oç Eonv TIpO TIáv,wv Kaí. ,à TIáv,a EV au,~ ouVÉO'llKEV Kal. au,oç Eonv ~ KEcPaÀ~ roü oúÍj.Lacoç [.] oç Eonv àpX~, TIPW'Ó,OKOÇ EK ,WV VEKPWV, 'Lva yÉvECaL EV TIiiOLV au,oç TIPW'EÚWV,

Agnostos Theos, p. 250ss. "Eine urchristliche Taufliturgie", Exegetische Versuche und Besinnungen l, pp. 34-51. 93 Cf. resumo e a discussão em GABATHULER e DEICHGRÃBER, p. 143ss. 94 Assim J. M, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. ROBINSON, p. 283, DEICHGRÁBER. Contra todos os cortes, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar de "f)ç EKKÀ.Tlotaç, WENGST, pp. 170-175, protestou energicamente. 91 92

°

74

INTRODUÇÃO

19.

OH EV alrtQ EUÕÓK'TlUEV TIlXV 'tO TTÀ~púl!-La Ka'tOLKf]uaL

20.

Kal.

ÕL' auwu tXTTOKa'taUái;aL 'tã TTáv'ta EI.Ç au'tóv,

EI.P'TlVOTTOL~Uaç [.] ÕL' auwu

E'[re 'tã ETTI. 'tf]ç yf]ç E'['tE EV 'tOl.ç OUpaVOl.ç.

A primeira estrofe glorifica o Preexistente como mediador da criação, a segunda, o Pós-existente como mediador da reconciliação, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. O caminho descrito por Fp 2.6ss. não tem nenhuma função, do mesmo modo como não a têm os acontecimentos que ocorreram no tempo entre criação e o presente e que tornaram necessária uma reconciliação do universo; o fato de que a segundo estrofe se refere ao Pós-existente, se deduz unicamente da predicação TIPW'Ó,OKOÇ EK n;)v VEKpWV. Todo o interesse do canto se concentra na identidade do mediador da reconciliação com o mediador da criação. Também Hb 1.3 é compreendido como canto de quatro versos: oç úlV tXTTaúyaU!-La 'tf]ç õói;'Tlç Ka[ xapaK't~p 'tf]ç lJTToa-rauEúlç «úroü, cjJÉpúlV re 'tã TTáv'ta 'tQ p~!-La'tL 'tf]ç ÕUVá!-LEúlÇ au'tou, Ka8apLU!-LOV 'tWV a!-Lap'tLWV TTOL'TlUcX.!-LEVOç EKá8wEV EV ÕEi;Lt~ 'tf]ç i-LEyaÀúlUÚV'TlÇ EV UtV'TlÀOl.ç.

Mas a incômoda ruptura do estilo no segundo verso e o repentino aparecimento dos temas da extinção dos pecados e da subida ao trono levam a desconfiar da integridade do canto. Enquanto os primeiros dois versos dão a impressão do início de um canto, parece que os dois seguintes não formam a continuação original, e, sim, que são da autoria do autor de Hebreus, que com elas substituiu o texto original ou o transformou. Inácio de Antioquia cita em sua Carta aos Efésios um canto, cuja extensão e estruturação, no entanto, são controvertidas; o texto inaciano tem o seguinte teor, de acordo com InEf 19.28.: "(2)

(3)

Uma estrela brilhou no céu, mais clara do que as demais estrelas, e sua luz era indizível, e sua novidade provocou estranheza. Todas as demais estrelas, porém, juntamente com Sol e Lua cercaram a estrela em coro. ela, porém, superou a todos com sua luz, e reinou confusão, de onde [viria] o novo fenômeno diferente deles. A partir daí foi exterminada toda a magia, e toda algema da ruindade desapareceu. a incerteza foi extinta.

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

75

O antigo domínio foi destruído, quando Deus se revelou como homem para uma nova vida eterna. E tomou seu início o que para Deus já estava consumado. A partir daí todas as coisas estavam simultaneamente em movimento, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, porque a destruição da morte estava sendo promovida zelosamente."

Fazem parte do original com certeza os seguintes versos: 2)

3)

&aT~p EV oupav0 iD.a}.iljJEV lJ'TTEp TIáVTaç TOUÇ &aTÉpaç Kal. TO <jJWç aUTOU &VEKÃáÃT]TüV ~V Kal. i;EVW}.lOV TIapELXEV ~ KaWÓTT]ç aUTOU. [.] Ü6EV EÃÚETO TIâaa }.laYELa. Kal. TIâç ÕEa}.loç ~<jJavL(ETü KaKLaç, &yvoLa Ka6UpELTO, TIaÃa ux paa LÃE La oLE<jJ6E LpETO 6EDU &V6PWTILVWÇ <jJavEpOU}.lÉVou Elç KaLVÓTT]Ta &'(oLOU (wilç. [.]

Se esse texto reconstruído por WENGST (p. 198s) constitui toda a peça da tradição ou se era mais extensa, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, fica na indecisão; também quanto à delimitação das estrofes". Distinguem-se nitidamente duas partes, cuja cesura se encontra entre os vv. 2 e 3. Cada uma descreve o mesmo acontecimento, a encarnação de Cristo com vistas a seus efeitos, tanto sobre o mundo celestial (v. 2) quanto sobre o mundo terreno (v. 3).

elevou a antiga suposição à certeza de que a descrição de Cristo como modelo em 1 Pe 2.21-24 (no contexto da admoestação aos escravos em 2.18ss.) é feita com a ajuda de uma peça poética préformada da tradição, que o autor glosou e adaptou à admoestação (transposição da 1ª para a 2ª pessoa do plural). Modificando-se o menos possível, o texto é o seguinte: BULTMANN96

21. XPWTOÇ ETIa6EV lJ'TTEp ~}.lwv [.] 22. oç a}.lapTLaV OUK ETIOLT]aEv OME EupÉ6T] õóÃoç EV T0 orópzrn aUTou -

23. oç ÃOLOOPOÚ}.lEVOÇ OUK &VTEÃOLOÓpEl, TIáaxwv OUK ~TIE LÃE L. [TIapEOLOOU OE T0 KpLvovn ÕLKaLwv.]

95 96

vide DEICHGRÃBER, p. 157S8. Bekenntnis- und Liedfragmente, p. 1288. = Exegetica, p.

Detalhes

29588.

76

INTRODUÇÃO

24. oç ,àç allap,[aç ~IlWV au,àç &'V~VEYKEV EV ,0 aWllan au,oú E-rTL ,à t;úÀov, lva ,alç allap,(alç &'TIOYEVÓIlEVOl 'TI õlKalOaÚV'IJ '~awIlEv. oÍ! ,0 IlWÀWTIl tá,8T]IlEV. BULTMANN supõe que o v. 23 teria sido introduzido secundariamente pelo autor (três versos em vez de dois; nenhuma alusão a Is 53 como nos vv. 22 e 24), a fim de estabelecer uma referência ao escravo endereçado; DEICHGRÃBER (p. 140ss.) objeta a isso que o inverso seria mais provável, ou seja, que justamente essa frase teria motivado o recurso a esse canto - o que convence. Por seu turno, DEICHGRÃBER conjetura que a frase introduzida por '(va no v. 24 (até '~awllEv) seria secundária - mas não é possível encontrar um motivo para esse acréscimo. A mim parece antes que o terceiro verso do v. 23 (nepeôíôou K!À.) é um acréscimo do autor com vistas aos escravos recriminados injustamente; o verso é claudicante e introduz um tema perturbador no duto dos pensamentos. No entanto, não é possível adquirir certeza absoluta sobre a forma original do texto.

Se o canto está completo - e nada se opõe a essa tese - então ele ocupa um lugar especial entre os cantos pelo fato de tratar exclusivamente da paixão de Cristo, enquanto não toca em preexistência, encarnação, exaltação e atual dignidade; o interesse repousa inteiramente no conceito da expiação, à semelhança daquelas fórmulas pístis que mencionam apenas a morte de J esus'".

c) O 'lugar vivenciel' desses cantos é o culto Que determinados cantos ainda tiveram uma referência especial, é provável e possível. Cl 1.15-20 com sua ligação com os vv. 12-24, deverá ter uma referência ao Batismo (KASEMANN); se, porém o canto foi criado especialmente para o Batismo, é outra questão. Levando em consideração o que Paulo menciona em 1 Co 14.26 a respeito do surgimento de cantos cristãos - que "cada um" podia recitar no culto um "Salmo" preparado em casa ou também improvisado - é preciso ser reservado na atribuição dos cantos a atos litúrgicos específicos. Por maior que seja o cuidado com que devem ser examinadas tais referências no caso de cada canto que nos ficou preservado, os resultados continuarão hipotéticos - por enquanto. 97

Por isso WENGST, p. 83ss., não conta 1 Pe 2.21ss. entre os cantos, e, sim, entre as fórmulas catequéticas.

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

77

d) Menos certa

Se assim quisermos: menos certa ainda - é a questão se estamos diante de cantos ou de fragmentos de cantos em Rm 11.33-36; Ef 1.314,20-23; 2.9-10,14-18; CI 2.9-15; Hb 5.5-10; 7.1-3,26-28; InEf 7.2. No entanto, de modo algum queremos negar sua existência. Acontece, porém, que, na maioria dos casos, é difícil decidir se estamos diante de produtos do autor - eventualmente sob empréstimos estilísticos e temáticos - ou diante de citações de peças da tradição. Essas dificuldades também oneram os "cantos" do Apocalipse de João. As opiniões divergem muito; enquanto CULLMANN considera Ap 5.9,12,13; 12.10-12; 19.1,2,6 como sendo os mais antigos cantos crísticos'", DEICHGRÁBER (pp. 44-59) declara a esses e outros textos hínicos de Ap como criações literárias do autor ou de alguma tradição. Na questão pelas formas pré-literárias, que aqui nos interessa, temos que deixar esses textos de lado. e)

Observações finais

É difícil uma determinação histórico-formal mais exata dos cantos cristãos-primitivos em vista do seu reduzido número e do estado precário que se encontram. Eles não podem ser entendidos como desenvolvimento histórico-formal dos salmos do AT ou de um de seus gêneros (talvez dos hinos), mas também não como continuação de um gênero comum no ambiente oriental-helenista. No entanto, em certos elementos estilísticos existem, sem dúvida, paralelas na esfera vétero-judaica como "gentílica", e uma comparação sistemática poderia dar resultados, como o mostra a adução de textos vétero-testamentários e judaicos (Qumran) Jogos de Estilizado de Graça para Baixar DEICHGRÃBER. Uma característica dos cantos crísticos (citados sob b), que, todavia também resulta de uma comparação com material "gentílico", é que são mantidos sempre no estilo proclamatório da terceira pessoa "ele", não no estilo da adoração da segunda pessoa "tu", sendo, portanto, cantos sobre Cristo, não dirigidos a Cristo, isso é, não são orações. Com a diferenciação entre cantos "narrativos" e "descritivos", que DEICHGRÁBER adotou de WESTERMANN, nada se ganha para a diferenciação de cantos cristãos-primitivos; mais úteis parecem ser nesse sentido as predicações (predicações de atos, títulos e natureza). Que nos cantos do 98

O.

CULLMANN,

Urchristentum und Gottesdienst, 1959, p. 24.

78

INTRODUÇÃO

NT ainda faltam predicações da natureza, é uma afirmação que não confere'". Naturalmente não é possível fazer um agrupamento rigorosamente segundo predicações, visto que, na verdade, existem cantos que contêm exclusivamente predicações de atos, mas não existem cantos que contêm exclusivamente predicações de títulos e da natureza. DEICHGRÀBER infelizmente desistiu completamente de um agrupamento dos "hinos crísticos" (por contraste aos hinos de Deus), enquanto WENGST ao menos tentou fazê-lo com base em critérios de conteúdo e de estrutura-?". A classificação dos cantos de acordo com SCHILLE - ora tomando por critério do conteúdo, ora por seu "lugar vivencial" sempre apenas suposto - deixa a desejar em termos de método e de objetividade. Também depois das análises de WENGST e DEICHGRABER, ainda resta muito por fazer na área dos cantos cristãos-primitivos, tanto mais porque a monografia de SCHILLE, discutível metodologicamente, que ainda não foi discutida suficientemente em princípio, não significa um fomento essencial desse trabalho. São necessárias uma classificação e coleção abrangente do material e uma minuciosa análise das formas, na qual os resultados e pontos de vista de E. NORDEN em Agnostos Theos deveriam ser levados em consideração em medida muito maior; ambos os procedimentos devem imbricar uma na outra e completar-se mutuamente. Além disso deve ser examinada a pergunta pela origem histórico-religiosa de cada uma das concepções e dos temas sob todos os aspectos - o horizonte histórico-religioso não deveria terminar nas ruínas de Khirbet Qumran - pois VyprVPN 3.2.0 windows Archives assim é possível um enquadramento histórico-religioso de cada uma das peças e uma noção da história de teologia do cristianismo primitivo, tão ramificado quanto é rápido seu transcurso. M. DIBELIUS formulou em seu relatório de pesquisa sobre a "História das Formas no NT (fora dos Evangelhos)" [Zur Formgeschichte des NT (ausserhalb der Evangelien)], o conhecimento fundamental da natureza dos cantos cristãos-primitivos conseguido naquela ocasião na discussão da "Hinótica Cristã" (Christliche Hymnotik) de J. KROLL, válido ainda hoje. Uma vez, porque também caracteriza essas formas préliterárias como "literatura primitiva", ainda que sem usar esse termo Contra DEICHGRÁBER, p. 106. Que o ELKWV de CI 1.15 ou o &mxúyaulJ.a de Hb 1.3 não seriam predicações da natureza, e, sim, de títulos, é algo que não convence, 100 Canto do caminho (Fp 2.6ss.; 1 Tm 3.16; 1 Pe 1.20; 3.18,22), canto da mediação da criação e a entronização (Hb 1.3; CIl.15-20), canto da reconciliação (Ef2.14-16; CI 2.13-15), canto da encarnação (InEf 19.2s.).

99

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

79

de OVERBECK: "O conhecimento mais essencial para a posição literária do cristianismo primitivo consiste na constatação de que a poesia grega em versos métricos toma pé no cristianismo primeiro na época depois de estabelecidas as relações com a 'grande' literatura do helenismo, portanto, no séc. lI". E depois pelo fato de que, por meio de suas observações sobre o estilo, não oferece apenas um resumo, e, sim um programa: "Nos cantos dos primórdios reina um elevado estilo de prosa, estruturado de modo pertinente, às vezes também construído em estrofes, com características de ligação formal, eventualmente rítmico, mas não propriamente métrico. Na base está 'um modo de expressar-se oriental revestido com palavras gregas, que pode ser acompanhado, em sua peculiaridade através de todo o Oriente até tempos remotíssimos' (KROLL, p. 8)" (THR NF 3, 1931, p. 221).

6. Parênese A parênese se distingue dos gêneros pré-literários analisados pelo fato de não constituir uma forma sucinta, coesa e arredondada, e, sim representa uma matéria de uma tradição inconclusa de regras de comportamento, mas que, não obstante, se caracteriza por determinados indícios formais. Designa-se de parênese (= discurso de admoestação) no sentido histórico-formal "um texto que encadeia admoestações de conteúdo ético geral. Normalmente os ditos se dirigem a um endereço determinado (ainda que, talvez, fictício), ou possuem Jogos de Estilizado de Graça para Baixar mínimo a forma de uma ordem ou de uma conclamação; isso a diferencia do gnomologium, a mera coleção de sentenças'"?'. a)

Formas da parênese

Nem toda admoestação moral é parênese nesse sentido. Pode-se explicitar a diferença entre parênese e outras formas de admoestação moral por meio de uma comparação de dois trechos no mesmo escrito neotestamentário, a saber, Romanos capítulos 12 e 13 com Rm 14.115.13. Aqui (em Rm 14s.) um único tema, um problema concreto e atual da comunidade romana (desavença entre "fortes" e "fracos" sobre a permissão de comer carne), do qual Paulo trata teologicamente em detalhes sob referência a Jogos de Estilizado de Graça para Baixar cristológicas e ao AT, relativando e 101

M. DIBELIUS, Der Brief des Jakobus, 11ª ed., hg. und ergânzt (editado e ampliado por) H. GREEVEN, 1964, p. 168.

80

INTRODUÇÃO

levando-o para uma solução; lá, uma grande quantidade de temas, que não têm uma motivação atual, enfileirados sem disposição rigorosa como admoestações sucintas - somente 13.1-7 forma um tratado temático maior (relação com a autoridade) - e que são formuladas de modo tão geral que servem não apenas para a comunidade de Roma, e, sim, para toda comunidade: isso é parênese. Esse tipo de parênese ainda ocorre, além de em Rm 12s., com freqüência no corpus paulino: GI 5.13-6.10; Ef 4.1-6.20; Fp 4.4-9; CI3.54.6; 1 Ts 4.1-12; 5.1-22, portanto na maioria das vezes na parte final das cartas; além disso em Hb 13.1-9.17; 1 Pe 2.11-5.11 e Tiago; fora do NT 1CIem 4-39; Did 1-6; Barn 18-20 e nas Mandata do Pastor de Hermas. Esses textos têm afinidade formal e de conteúdo tão Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, que muitas vezes se supôs uma dependência literária dos escritos posteriores dos mais antigos, ou uma dependência de uma tradição comum. A. SEEBERG tentou mostrar como sendo essa tradição um artigo uniforme do catecismo da cristandade primitiva, a ética, e essa hipótese foi aceita no meio anglo-saxônio com modificações'P, ou proposta de novo independentemente de SEEBERG103 • No entanto não é possível estabelecer desse modo a tradição comum; ela é por demais estratificada que possa ser reduzida a um artigo uniforme. Não se deveria onerar e restringir por meio de tais hipóteses o conhecimento de que existe uma tradição comum. Queremos resumir de modo sucinto as características formais, das quais as mais importantes já foram mencionadas. A característica mais chamativa não é a ausência de decisões éticas detalhadamente fundamentadas, e, sim, antes a presença de breves mandamentos ouconclamações, que nem sempre são imperativos. Em seu lugar podem constar particípios com função imperativa'?', (p. ex., 'U UTIí.Õl Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, 'U eÀí.1\JEl UTIOflÉVOV'EÇ, 'U TIpOOEUXU TIPOOKaP'EPOUV'EÇ, ra'iç XPEí.alç ,WV áyí.wv KOLVWVOUV,EÇ ,~v <jllÀoçEVí.av ÕlWKOV,EÇ em Rm 12.12s.), ou infinitivo (XápElv flHà xalpóv,wV, KÀaí.Elv flE1"à KÀalóv,wv em Rm 12.15), ou adjetivos (~ àyáTIT] àVUTIÓKPltOÇ, 'U <jllÀaÕEÀ<jlí.~ ELç àÀÀ~Àouç Jogos de Estilizado de Graça para Baixar em Rm 12.9s.). A outra característica é o encadeamento livre das diversas admoestações e dos diversos ditos, sem disposição. Para que possam ser guardao.'

102 103 104

The First Epistle oiSt. Peter, 1949, pp. 365-466. The Primitive Christian Catechism, 1940. D, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, Participle and Imperative in I Peter (by 8ELWYN, IDe. cit., pp. 467-488) cita paralelas do hebraico tanaítico para fundamentar o uso de particípios imperativos; cf. E. LOHSE, "Parãnese und Kerygma im 1. Petrusbrief', ZNW 45, 1954, p. 75ss. E, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. G.

P.

8ELWYN,

CARRINGTON,

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

81

dos com mais facilidade na memória, usa-se com freqüência o recurso mnemotécnico da ligação das palavras-chave, de modo que surgem séries de ditos, ou os ditos são ligados tamaticamente em grupos de ditos; no entanto, o ordenamento dos grupos não obedece a nenhum esquema fixo. Assim como ditos avulsos são compilados tematicamente, também o tema de um único dito pode tornar-se objeto de um "tratado", que o explica e aplica. De acordo com DIBELIUs, essa forma toma o nome de "parênese executada". Ela se encontra nos Mandata de Hermas e em Tg 2.1-13; certamente cabe aqui também Rm 13.1-7 (cf Tt 3.1; 1 Pe 2.13ss.). A parênese emprega, além disso, esquemas em estilo de catálogo. Em primeiro lugar deve ser mencionado o esquema dos catálogos de virtudes e vícios que se encontram em Paulo. Os dois catálogos estão diretamente lado a lado somente em GI 5.19-23, onde os vícios são caracterizados de "obras da carne" (v. 19) e as virtudes de "fruto do Espírito" (v. 22); próximos um do outro e referidos um ao outro, eles se encontram em CI 3.5-8 (catálogo de Jogos de Estilizado de Graça para Baixar e 12-14 (catálogo de virtudes). Outros catálogos de virtudes: Ef 4.2s; Fp 4.8; 1 Tm 4.12; 2 Tm 2.22; 3.10; 1 Pe 3.8; 2 Pe 1.5-7; catálogos de vícios: Rm 13.13; 1 Co 5.10s; 6.9s; 2 Co 12.20s; Ef 4.31; 5.3-5; 1 Tm 1.9s.; 6.4; 2 Tm 3.2-4. Os catálogos de vícios de 1 Coríntios e 2 Coríntios não se encontram em verdadeiras parêneses, mas têm função parenética. Por outro lado, o catálogo de vícios de Rm 1.29-31 não serve para a admoestação, e, sim, para a descrição do gentilismo. O outro esquema é representado pelos chamados "catálogos de deveres domésticos". É assim que se denominam as compilações de deveres de cada um dos membros de um "estado doméstico" - dos cônjuges, pais, filhos, senhores e escravos - de um para o outro e para o meio-ambiente. O catálogo doméstico mais antigo do NT encontra-se em CI 3.18-4.1, a essa segue paralelamente Ef 5.22-6.9; depois 1 Pe 2.18-3.12; 1 Tm 2.8-15; Tt 2.1-10; os pais apostólicos também trazem catálogos de deveres domésticos: 1Clem 21. 7-9; InPoI4s.; Polic 4s. O esquema é relativamente fixo, mais fixo do que o dos catálogos de virtudes e Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, embora variem número e ordem dos estados familiares aos quais se dirigem. Por fim é preciso mencionar a doutrina dos dois caminhos: ela ainda não ocorre no NT, embora Mt 7.13s. (porta estreita e porta larga, caminho estreito e caminho largo) se refira a ela. Ela se encontra em Barn 18-20 e Did 1-6, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, além disso em uma tradução latina (De doctrina epostolorum), além disso no

82

INTRODUÇÃO

VII Livro das Constituições Apostólicas, no qual foi incluída toda a Did,e na Ordem Eclesiástica Apostólica, na qual foi incluída parcialmente. O esquema dos dois caminhos, do bom e do mau, serve de princípio de divisão para as admoestações, que indica simultaneamente o destino dos dois caminhos, vida ou morte, chamando desse modo à decisão. Entre Barn 18-20 e Did 1-6 existem tantos pontos de contato que se é levado a supor a dependência de um do outro, ou de ambos de uma fonte comum. Existem dois caminhos (distintos na) doutrina e no poder, o da luz e o das trevas. É grande a diferença entre os dois caminhos: sobre um foram postos anjos de Deus que irradiam luz, sobre o outro, porém, anjos de Satanás; e um (dos soberanos é) Senhor de eternidade a eternidade, o outro (é) príncipe do presente período da impiedade. - Ora, o caminho da luz é este. Se alguém quer caminhar pelo caminho até determinado lugar, dedica esforços a suas obras. Ora, o conhecimento que nos é dado, de que andamos nele (no caminho ou no conhecimento), é o seguinte: Deverás amar aquele que te fez, temer aquele que te formou, glorificar aquele que te redimiu da morte. Sê de singeleza de coração e rico no Espírito, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Não vás com aqueles que andam no caminho da morte. LIMBO of the LOST crack serial keygen de odiar a tudo que não é do agrado de Deus, haverás de odiar toda hipocrisia (Barn 18.1-192). O caminho das trevas, porém, é tortuoso e pleno de maldição. 1,2). Existem dois caminhos, um para a vida e um para a morte; mas há uma grande diferença entre os dois caminhos. Ora, o caminho para a vida é este: "primeiro, deverás amar a Deus que te criou; segundo, a teu

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FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

83

próximo como a ti mesmo"; tudo, porém, o que não queres que aconteça contigo, também não o faças a outrem. (Did 1.lss.). Mas o caminho da morte é este: acima de tudo, é mau e cheio de maldição: homicídios, adultérios, concupiscências, fornicações, roubos, idolatrias, magias, drogas maléficas, rapinas, falso testemunho, hipocrisias, dobrez de coração, dolo, orgulho, malícia, avareza, linguagem torpe, inveja, atrevimento, altivez, jactância. (Por este caminho andam) os perseguidores dos bons, os que aborrecem a verdade, os que amam a mentira, os que não conhecem a recompensa da justiça, os que não aderem ao bem nem ao juízo justo, os que passam a noite em vigília não para o bem, mas para o mal, dos quais a mansidão e a paciência se distanciaram, amantes das coisas vãs, buscando recompensa, não se compadecendo do pobre, nem se incomodando com o aflito, desconhecendo aquele que os fez; assassinos de crianças, corruptores das criaturas de Deus, que fogem do necessitado e oprimem o atribulado; advogados dos ricos, juízes inclementes dos pobres, cheios de todo pecado . (Did 5.1s.).

b) Origem A parênese cristã-primitiva distingue-se da maioria dos textos analisados até agora pelo fato de não ser criação cristã; ela não tem apenas paralelas no ambiente judaico e helenista, antes tem ali suas raízes. A parênese de ditos era praticada tanto na tradição sapiencial literária e popular do judaísmo quanto na filosofia popular helenista. O judaísmo helenista usou formas literárias e conteúdos éticos Jogos de Estilizado de Graça para Baixar filosofia popular para fins de sua propaganda missionária e apologética. Como textos mais importantes, nos quais as tradições parenéticas se tornam palpáveis, devem ser mencionados: os Provérbios vétero-testamentários, a Sabedoria de Salomão, Tobias 4.5-19; 12.6-10; Pirqe Abot; os TestXII; porções do Livro de Enoque etíope e eslavo; determinados textos de Qumran, especialmente 1QS 3s.; Peuso-Phokylides; Isócrates, Nicoc1es e Ad Nicoc1em; Pseudo-Isócrates ad Demonicum; Dissertações de Epíteto. M. DIBELIU8 colocou a parênese cristã-primitiva no contexto da parênese contemporânea, mas também advertiu contra uma precipitada divisão em elementos judaicos e helenistas: "A pergunta até que ponto também a parênese grega e em especial a helenista está relacionada com a sabedoria oriental ainda não está esclarecida. É compreensível que a origem do Jogos de Estilizado de Graça para Baixar na literatura parenética nem sempre seja reconhecível a partir do conteúdo; sabedoria popular é, muitas vezes, internacional e supraconfessional'T". 105

Geschichte der urchristlichen Literatur lI, p. 668.

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INTRODUÇÃO

o lugar onde se pode comprovar condições de dependência com maior probabilidade são os textos relativamente bem consolidados, isso é, nas parêneses em forma de catálogo'?". Os catálogos de virtudes e vícios foram estudados reiteradas vezes sob esse aspecto em monografias (A. VOGTLE, S. WIBBING, E. KAMLAH). Catálogos desse tipo são uma forma corrente na parênese da filosofia popular; muitas vezes o esquema é fornecido pelas quatro virtudes cardeais de Platão, aos quais se contrapõem quatro vícios; cada conjunto de quatro é ampliado e concretizado pela enumeração de outras virtudes ou vícios. Mas catálogos desse tipo também estão na literatura extracanônica do judaísmo'?". Entre esses são importantes para a pergunta da relação de dependência aqueles que mostram uma semelhança estrutural com catálogos de virtudes ou vícios no NT. Isso vale sobretudo para 1QS 3.25-4.14 e GI5.19-23, em que as virtudes e vícios são agregados de acordo com seu conteúdo a dois princípios dualistas ao espírito da luz e ao espírito das trevas (lQS 3s.), ao Espírito e à carne (GI5.19ss.) - e estão colocados formalmente lado a lado em dois catálogos antitéticos; do ponto de vista histórico-traditivo, o texto paulino é dependente de um esquema dualista constatável em 1QS. Algo semelhante se poderá pressupor para os outros catálogos do NT estruturados dualisticamente (Rm 13.12s.; Ef 5.3-5,9)1°8. Com isso, porém, não está comprovada a procedência judaica para todos os catálogos cristãos-primitivos; o catálogo de virtudes de Fp 4.8, p. ex., é inequivocamente de origem helenista: "Por fim, irmãos, considerem tudo que é verdadeiro, moral, justo, bom, benquisto e aceito, o que existe de virtudes e merece louvor". O esquema dos dois caminhos é, como está reconhecido há muito e confirmado pelos achados de Qumran, de origem judaica, e tem sua sede no dualismo supramencionado. O elo de ligação histórico-traditivo entre princípios desse esquema em apócrifos judaicos'?" e sua forma desenvolvida em Barn 18-20 é 1QS 3.17ss., Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, um texto no qual as virtudes ou vícios associados aos dois "espíritos" estão ligados com o tema dos dois caminhos. Com isso também está confirmada a prioridade histórico-traditiva de Barn 18-20 em relação a Did 1-6. Em contrapartida, a antiga suposição de que o esquema dos dois caminhos representaria um catecismo judaico para prosélitos parece não se confirmar. 106

107 108 109

Cf. M. DIBELIUS, ThR 1931, 21388. Cf. 08 comprovantes em WIBBING, pp. 23-76. Cf. WIBBING, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, p. 10888. P. ex., TestJud 20, TestBen 6; EnEt 91, q88.; 94.188.; EnEs130.15.

§ 2.

FORMAS PRÉ-LITERÁRIAS

85

o surpreendente fato

de o esquema dos dois caminhos aparecer primeiro em Barn e na Did na literatura cristã-primitiva, pode ter a seguinte explicação: ou a cristandade primitiva mais antiga ignorou o esquema conscientemente - o que é pouco provável - ou não encontrou os catálogos de virtudes e vícios adotados do judaísmo relacionados com os dois caminhos. Os catálogos de deveres domésticos foram analisados por M. DIBELIUS e seu discípulo K. WEIDINGER pela forma e pela procedência, constatando que esse esquema é estranho ao judaísmo palestinense, mas é constatável na doutrina moral popular do estoicismo bem como na literatura propagandística judaico-helenista, e que o jovem cristianismo o adotou e cristianizou em maior ou menor escala. Se o judaísmo helenista desempenhou um papel de intermediação na adoção do esquema é algo incerto. A temática do catálogos de deveres domésticos helenistas é mais abrangente do que a das cristãs, ela abarca também a veneração de Deus e a posição em relação ao Estado. O posicionamento perante esses dois temas permite formarmos uma idéia do desenvolvimento da ética cristã. O tema autoridade é tratado independentemente em Paulo (Rm 13), e foi incluído nos catálogos de deveres domésticos primeiro em 1 Pe 2. O tema religião não foi acolhido em nenhum catálogos de deveres domésticos do NT, pois, como DIBELIUS acentuou com razão, para os cristãos mais antigos ele não faz parte dos deveres cívico-morais; entre esses deveres, porém, o tema aparece caracteristicamente em 1Clem (21.6). c) Recepção e lugar vivencial Em sua carta mais antiga Paulo escreve na transição para a parênese (1 Ts 4.1): ÀOlTIOV ouv, &OEÀ
ção e repetição da parênese oralmente "transmitida". Ela, portanto, foi repassada logo desde o início da pregação missionária. Sem dúvida, ela era de grande importância na instrução batismal dos catecúmenos; mas não estava restrita a ela, e, sim, também foi incutida sempre de novo aos já batizados, porque isso se fazia necessário. É compreensível que nesse processo a tradição cristã recepcionou tradições parenéticas do judaísmo e do gentilismo. Por um lado, não

86

INTRODUÇÃO

pôde ocorrer aos cristãos, por esperarem o fim do mundo iminente, a idéia de projetar um sistema de ética cristã para a transformação do mundo; por outro lado, admoestações éticas eram imprescindíveis. Como os "mandamentos do Senhor" não bastassem, os missionários cristãos recorreram às tradições parenéticas de seu meio que afinal exerciam aqui - seja na propaganda judaica seja na propaganda da filosofia popular - uma função "missionária". Ainda se pode reconhecer claramente como essas instruções éticas gerais foram cristianizadas: elas são repassadas "no Senhor" ou "pelo Senhor" (1 Ts 4.1,2), ou colocadas sob o conceito maior "santificação" (v. 3), ou foram caracterizadas radicalmente como cristãs por meio de um preâmbulo (Rm 12.1s.). A cristianização da parênese pode ser observada de modo especialmente claro nos catálogos de deveres domésticos. A recepção dos catálogos de deveres domésticos, a estrutura e ampliação de sua temática mostram que e como o jovem cristianismo foi obrigado a regulamentar sua relação com as comunidades culturais (sociedade, Estado) no mundo que ainda subsistia, que e como ela se acomodou no mundo que continuava existindo. N a exegese é preciso observar rigorosamente a diferença entre parênese ética geral e soluções de questões éticas especificamente cristãs e fundamentadas teologicamente, conforme mencionado sob a), especialmente das cartas paulinas, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Do contrário, forma-se uma imagem falsa dos destinatários das cartas. Não se pode, p. ex., concluir de um catálogo de vícios que essas coisas realmente aconteceram na comunidade e que são mencionadas por essa razão. DIBELIUs: "As regras e instruções não foram formuladas para determinadas comunidades e casos concretos, e, sim, para as necessidades gerais da cristandade mais antiga. Elas não têm importância atual, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, e, sim, usual' (Die Formgeschichte des Evangeliums, p. 239).

CAPÍTULO

o

II

CORPUS PAULINO

§ 3. AS CARTAS ANTIGAS

E CRISTÃS-PRIMITIVAS Bibliografia: A. DEISSMANN, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, Licht von Osten, 6ª ed., 1923, p. 11688. M. DIBELIUS, Geschichte der urchristlichen Literatur, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, Bd. (volume) II, 1926, p. 588. E. FAscHER, RGG Bd. (volume) I, 3ª ed., cl. 141288. H. KOSKENNIEMI, Studien zur Idee und Phraseologie des griechischen Briefe bis 400 nChr, 1956. E. LOHMEYER, "Probleme paulinischer Theologie I: Die brieflichen Grussüberschriften", ZNW 26, 1957, p. 158ss. (e ainda G. FRIEDRICH, ThLZ 81, 1956, p. 348ss.). B. RIGAUX, St. Paul et ses lettres, 1962. O. ROLLER, "Da8 Formular der paulinischen Briefe", BWANT 4, Folge, 6,1933. P. L. SCHMIDT, Der kleine Pauly, Bd (volume) II, 1957, p. 32488. J. SCHNEIDER, RAC, Bd. (volume) II, p, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 56488. P. SCHUBERT, "Form and Function ofthe Pauline Thanksgivings", BZNW 20,1939. J. SYKUTRIS, PW Suppl. 5, p. 18688. P. WENDLAND, "Die urchristlichen Litreraturformen", HNT 1, 3, 1912, p.34288.

1. A carta como gênero A forma mais antiga da manifestação escrita é a carta, isso é, a forma mais original e, segundo sua natureza, totalmente aliterária do intercâmbio escrito. Ela também é a mais freqüente no cristianismo primitivo. Por sua natureza, também existe entre as cartas cristãs-

88

o Jogos de Estilizado de Graça para Baixar PAULINO

primitivas uma grande diferença quanto à extensão, conteúdo e tom; confira-se, p. ex., a curta Carta a Filemom, sucinta e em tom totalmente pessoal, com a extensa Carta aos Romanos, precipuamente didático-doutrinária; a Primeira Carta aos Coríntios, rica em detalhes concretos, com a Primeira Carta aos Tessalonicenses, pobre em detalhes; a Terceira Carta de João, uma carta particular dirigida a uma única pessoa, com a Carta aos Gálatas, uma circular como que oficial a um número maior de comunidades. Sobretudo, nem todo escrito cristãoprimitivo preservado ou designado como "carta" é realmente uma carta; o Apocalipse de João, p. ex., apresenta-se como carta, mas de acordo com seu gênero, pertence ao grupo dos apocalipses; a Primeira Carta de João é designada, desde sempre, como carta, mas não se apresenta como tal, visto que não possui um proêmio epistolar, nem conclusão Jogos de Estilizado de Graça para Baixar também no caso da Carta aos Hebreus e da de Tiago é duvidoso o caráter epistolar. Variabilidade e ficcionalidade da forma epistolar naturalmente não são fenômenos especificamente cristãos; eles estão igualmente nas cartas preservadas da antiguidade greco-romana e oriental. É preciso diferenciar com exatidão a fim de diagnosticar o verdadeiro caráter de uma "carta" e para entender corretamente o referido documento, do ponto de vista histórico-literário.

a) Carta real, aparente e gêneros intermediários É correta em princípio a sugestiva diferenciação de A. DEISSMANN entre a carta não-literária, que serve apenas à correspondência momentânea, que, portanto, é correspondência particular, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, e a carta literária artística (que ele denomina de "epístola"), Jogos de Estilizado de Graça para Baixar qual a forma de carta é apenas aparente e serve apenas de enredo para um tratado!". Mas ela não faz jus à multiplicidade das cartas, justamente também às verdadeiras. No entanto a diferenciação é heuristicamente útil. A verdadeira carta, com efeito, nada tem a ver Jogos de Estilizado de Graça para Baixar literatura. F. OVERBECK, que analisou sua natureza antes de DEISSMANN e com mais pertinência, define-a como "forma literária primitiva" 111. A verdadeira carta é substituto para o intercâmbio oral, um substituto provocado pela separação física. Sua finalidade - comunicação de notícias, perguntas, ordens - poderia ser alcançada de igual modo Jogos de Estilizado de Graça para Baixar até melhor oralmente. Para seu conteúdo, a forma escrita é um recurso paliativo; essa é a 110

111

Licht von Osten, p. 11688.; idem: Bibelstudien, 1895, p. 18788. Anfiinge der patristischen Literatur, p. 21

§ 3. As

CARTAS ANTIGAS E CRISTÃS-PRIMITIVAS

89

diferença essencial em relação à obra literária, para cujo conteúdo a forma escrita é constitutiva. A carta verdadeira tem um endereço determinado e limitado: uma única pessoa OÚ várias pessoas, um círculo de pessoas maior Jogos de Estilizado de Graça para Baixar grande. As cartas paulinas estão endereçadas a uma ou também a várias comunidades: "sim, estados inteiros podem escrever cartas um ao outro'T". O caráter de carta de uma carta verdadeira não se perde pelo tamanho do círculo de destinatários, conquanto este é determinado e limitado. A obra literária, porém, dirige-se de antemão a um público ilimitado. Distinguindo-se desta, a carta nasce de determinada situação e é talhada para ela. Seria uma restrição inadequada querer limitar a verdadeira carta à carta particular. Os momentos do pessoal, íntimo, direto, que caracterizam ou podem caracterizar a carta particular não são constitutivos para a verdadeira carta; eles recuam tanto mais quanto mais distantes os correspondentes se encontram um do outro ou quanto mais amplo é o endereço; eles faltam inteiramente em cartas comerciais ou ofícios. A falta desses traços, porém, de modo algum já indica que se trata de uma carta artística. Sob carta artística deve-se entender as cartas que estão destinadas de antemão para um público ilimitado e para a publicação, e não à correspondência atual, mas servem de enredo para um tratado temático e que por isso estão num nível "literário". A forma escrita é constitutiva pra elas, são produtos literários. Também neles pode-se constatar diversos tipos, p. ex., aquelas cuja forma de carta é apenas ficção, ou aquelas que mencionam uma pessoa concreta como destinatário - como as cartas de Sêneca a Lucílio - mas que na realidade se dirigem a todos que sabem ler e estão interessados no assunto. Das cartas artísticas devem ser diferenciadas as cartas pseudônimas ou heterônimas, isso é, aquelas que fingem também o autor e mencionam como tal um homem afamado (p. ex., Sócrates, Platão). A confecção de cartas anônimas não era considerada falsificação na antiguidade, e, sim, como homenagem ao grande nome, e constituía uma convenção literária. Nisso eram norteadores deferentes assuntos - biográficos, descritivos, instrutivos. Essas cartas podiam ser publicadas de modo independente, e, na maioria das vezes, em coletâneas, ou inseridas em obras históricas e biográficas. Composições poéticas em cartas podem ficar desconsideradas aqui. Entre a carta verdadeira e carta-arte existem transições: uma vez gêneros mistos, isso é, verdadeiras cartas, cujos autores já tiveram em 112

OVERBECK,

Geschichte der Literatur der alten Kirche, p. 158.

o CORPUS PAULINO

90

mente na hora da redação publicações futuras e levaram isso em conta em relação à forma e ao conteúdo; além disso, as antigas cartas privativas revelam, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, no que se refere ao nível estilístico, à qualidade literária uma rica escala de graus intermediários: desde o bilhete primitivo e desajeitado, cheio de erros, até a carta perfeita na forma e de alto nível intelectual, que satisfaz todas as exigências "literárias", chegando à carta artística, isso é, poderia fazer parte da "literatura", se fosse determinado para seu público. O juízo segundo o gosto de DEISSMANN de que essas cartas e aqueles gêneros mistos seriam "cartas de má qualidade" e nos poderiam ensinar "com sua frivolidade, artificialidade ou vã inveracidade como não deveria ser uma carta verdadeira'T'", não considera que a alta cultura epistolar era um fato social da época romano-helenista; escrever cartas já era exercitado na escola, e a carta particular cultivada era considerada "epistologia no verdadeiro sentido"114. No entanto, também cartas despretensiosas, tais como elas se encontram em grande número entre os papiros, têm as características da convenção e empregam elementos e jargões específicos de cartas tais como são correntes na carta particular "culta"!", Justamente estas e os chamados gêneros mistos merecem por isso consideração mais elevada, se quisermos avaliar histórico-literariamente de modo adequado a posição das cartas cristãs-primitivas entre as antigas cartas. Não se deve tirar o modelo para isso da repartição inferior da estante. Iríamos prolongar-nos demais se quiséssemos caracterizar esses graus intermediários um a um; mencionemos apenas alguns tipos. A carta particular revela fortes diferenças em linguagem, estilo e tom, de acordo com o destinatário; Cícero observa em relação a isso: "Aliter scribimus quo eos solos, quibus mittimus, aliter quod multos lecturos putamuS" - "Escrevemos de um modo quando pressupomos como leitores somente aqueles aos quais nos dirigimos, e de outro quando pressupomos muitos leitores" (Ad [amo 15,21,4); no caso do tipo mencionado em segundo lugar, não se deve pensar apenas em cartas endereçadas a um círculo maior de destinatários, mas também naquelas que são escritas na expectativa ou com a intenção de posterior publicação. As modulações possíveis em cartas particulares do mesmo autor nos ensinam as coleções de cartas de Cícero. Como gênero intermediário 113 114 115

Licht von Osten, p. 196. Cf. Cf.

THRAEDE,

p. Iss.; p. 62, n. 3. p. 64-203 e THRAEDE, p. 14-29

KOSKENNIEMI,

§ 3. As

CARTAS ANTIGAS E CRISTÃS-PRIMITIVAS

91

propriamente dito deverá ser considerado o difundido tipo da "carta entre amigos', cujo tipo foi caracterizado como "convenção de cunho pessoal e de individualidade estilizada'"!", que, todavia, não deveria enriquecer a literatura, mas deveria ser manifestação do diálogo culto de pessoas distantes entre si. Mas próximas da carta artística encontram-se as cartas didáticas de filósofos e sábios (p. ex., de Epicuro, Erástenes, Arquimedes), tratados filosóficos, éticos e científicos para fins de ensino a distância; no entanto as cartas de Epicuro, dirigidas a Jogos de Estilizado de Graça para Baixar discípulos de fora e destinadas a seus seguidores, devem ter sido, de acordo com a comunhão de Cépio, mais do que apenas meios didáticos, a saber, representantes do mestre ausente. Como tipos de cartas que se dirigem a um destinatário individual e, ao mesmo tempo, ao grande público, devem ser mencionadas as cartas dedicatórias e o panfleto (nossa "carta aberta").

b) As cartas cristãs primitivas Em face desta multiplicidade - esboçada apenas de forma rudimentar - não admira de modo especial a diversidade das "cartas" cristãsprimitivas, à qual nos referimos inicialmente. É óbvio que a pergunta em que espécie se enquadram as cartas cristãs-primitivas não pode ser respondida em bloco, e, sim, somente de caso em caso; que com o que foi dito sobre cartas verdadeiras, cartas artísticas e os gêneros intermediários não queríamos oferecer gêneros rígidos, e, sim, apenas pontos de vista, não é necessário enfatizar expressamente. Aqui queremos abrir espaço somente para observações gerais, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Em toda literatura cristã-primitiva que nos ficou preservada, singularmente a carta particular tem somente um representante: a Terceira Carta de João; pois cartas destinadas a pessoas individuais - de Paulo a Timóteo e Tito, de Inácio a Policarpo - não cabem aqui por razões de conteúdo; no caso da Carta a Filemom, endereçada a uma comunidade doméstica, as opiniões podem ser diversas. Todos os demais escritos cristão-primitivos em forma de carta são destinados a comunidades, individuais ou a várias, dirigem-se, portanto a um público mais ou menosnumeroso. As cartas paulinas indubitavelmente autênticas dirigem-se a comunidades individuais (a Carta a Filemom a uma comunidade doméstica), surgiram por motivos contemporâneos e posicionam-se frente a perguntas concretas. No entanto, não são correspondência particular. 116

THRAEDE,

Eínheít, p. 11.

92

o CORPUS PAULINO

Paulo escreve a suas comunidades na qualidade de apóstolo; as cartas devem ser lidas na reunião da comunidade (1 Ts 5.27), levadas ao conhecimento de comunidades vizinhas (2 Co 1.1 ". com todos os santos em toda a Acaia", e talvez também devem ser intercambiadas com cartas a outras comunidades (se for permitido aduzir CI 4.16 para a prática paulina); como cartas apostólicas, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, elas possuem caráter público, oficial e autoritativo. Em virtude de seu conteúdo didático-doutrinário, elas foram entendidas e mal-entendidas muitas vezes como tratados dogmáticos e éticos. Tão certo como o apóstolo desenvolve nelas sua teologia, tão certo ele não o faz a fim de erigir uma estrutura doutrinária, e, sim, para a superação de problemas atuais; a situação concreta determina o tema, a "correspondência" marca a exposição da "doutrina" - embora o conteúdo doutrinário sempre exceda em muito as motivações e as perguntas. Portanto não se pode colocar as cartas paulinas paralelamente às cartas didáticas, tampouco às cartas oficiais contemporâneas. Não se deveria, porém, inventar um gênero específico para as cartas apostólicas. As cartas paulinas nada mais são do que verdadeiras cartas a um grupo de destinatários; o fato de que Paulo escreve como apóstolo não muda o caráter de carta de modo nenhum; pois escreve somente o que também teria dito oralmente; sua carta é substituição para a presença pessoal!". As chamadas "cartas católicas" - com exceção de 2 e 3 João - e a Carta de Barnabé, que pode ser enquadrada nesse grupo, dirigem-se a um público cristão muito abrangente, alguns até a público ilimitado, e nesse sentido elas se aproximam da carta artística. Seja anotado aqui, 117

Contra GÜTTGEMANNS (Offene Fragen zur Formgeschichte des Evangeliums, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, 1970, pp. 111-115), que quer mostrar que as cartas paulinas "são, apesar de tudo, algo diferente" (p. 112) do substituto para a presença pessoal do apóstolo. Aduz para isso três argumentos: 1) a afirmação de seus adversários de que suas cartas na verdade seriam fortes, mas sua presença pessoal seria fraca (2 Co 10.10); 2) a "carta de lágrimas" (1 Co 2.4; 7.12), com a qual Paulo queria impor o que ele Jogos de Estilizado de Graça para Baixar não podia conseguir, e sobretudo 3) o fato de que suas cartas foram guardadas: "o fenômeno da guarda" seria "essencial para o fenômeno histórico-formal lingüístico das cartas paulinas" (p. 114); GÜITGEMANNS ignora no último argumento que, por um lado, de modo algum todas as cartas de Paulo estão preservadas (a mencionada em 1 Co 5.9,11 dificilmente pode ser reconstruída) e, além disso, "o fenômeno da guarda" não é especificamente Paulino, e sim um fenômeno bem geral (como se evidencia dos inúmeros papiros que contêm cartas daquele tempo, das coleções de cartas desde a antiguidade até o presente, e de nossos próprios costumes), de modo Jogos de Estilizado de Graça para Baixar isso é tão "essencial" ou não-essencial "para o fenômeno histórico-literário lingüístico das cartas paulinas" como o de todas as outras cartas que nos ficaram preservadas.

§ 3. As

CARTAS ANTIGAS E CRISTÃS-PRIMITIVAS

93

sem querer prejudicar algo, que seu caráter de carta é problemático e que o real gênero de cada um desses escritos primeiro tem que ser constatado.

c) Literarização Os graus intermediários entre carta verdadeira e carta artística, que podem ser constatados nas cartas cristãs-primitivas e tanto mais nas cartas antigas, fazem com que os limites rígidos traçados por DEISSMANN se mostrem fluentes. Onde foi ultrapassado o limite para a "literatura" teria que ser esclarecido em cada caso individualmente. Aqui apenas uma observação referente ao fato de que cartas nãoliterárias autênticas podem tornar-se "literatura", melhor: "podem atingir o prestígio de Iivros'"!". Isso acontece por meio de publicação, seja com base na importância do escrito ou da do conteúdo da carta!". Por meio de publicação, tais cartas adquirem, com efeito, a característica mais essencial da literatura: o direcionamento para um público ilimitado; elas como que têm que primeiro procurar seus destinatários. No entanto, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, será que realmente se tornaram "literatura" por meio da chamada "literarização"? As expressões "literatura", "literário", sempre são igualmente conceitos de qualidade. O critério "publicação" se torna problemático quando se trata de cartas de autores insignificantes, de conteúdo sem importância e sem qualidade literária; a grande quantidade das cartas em papiros na verdade é de valor inestimável como fonte para a vida no Egito helenista, mas não se torna literatura por meio de uma publicação num volume de luxo. Inversamente, muitas cartas de JACOB BURCKHARDT seriam preciosidade literária mesmo que não tivessem sido publicadas. Para avaliar cartas publicadas de modo justo do ponto de vista literário, sempre se haverá de perguntar se possuem qualidades ou pretensões literárias, e se e até que ponto sua publicação correspondeu à intenção do autor. A literarização Jogos de Estilizado de Graça para Baixar - sit venia verbo - o tornar-se livro contra a vontade foi "o destino das cartas neotestamentárias de modo especialmente excelente.' Mas foi justamente um destino, um acontecimento posterior que precisamente nada tem a ver com sua intenção original e com a própria Jogos de Estilizado de Graça para Baixar desses escritos'T", 118 119 120

DIBELIUS, p. 5; OVERBECK, Anfãnge der DIBELIUS, p. 5s.; SCHNEIDER, p. 569. OVERBECK, Anfange, p. 20s.

patristischen Literatur, p. 20.

94

o CORPUS PAULINO

2. As formalidades da carta As cartas cristãs-primitivas adaptam-se em sentido formal às convenções epistolares de seu meio. A carta era escrita na maioria das vezes em papiro, enrolada e expedida por mensageiros. O endereço constava no lado exterior do rolo: nome do destinatário no dativo, o do remetente com 1Tlxpá ou &:rró, muitas vezes formulado como imperativo: IX1TÓÕOÇ Maçí.~0 IX1TO ZE~1Tpú)Ví.OU IXÕE).,<j)QU = entregar a Máximo de Semprônio, seu irmão - às vezes com menção do lugar de destíno-". A carta em si tinha um formato convencional, o chamado formulário; as formas do proêmio e da conclusão eram fixas.

o início é formado pelo chamado pré-escrito, que contém três elementos: o nome do remetente, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, o nome do (dos) destinatáriois) e uma saudação (superscriptio, edscriptio e salutatio) - normalmente nesta ordem!". No pré-escrito não se trata do endereço, e, sim, de um elemento constituinte da própria carta: apresentação e Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. No mundo do cristianismo primitivo estavam em uso duas formas: uma forma grega com frase de uma parte na terceira pessoa - "ó ôEi.va t ÔEi.VL XaLpELV (se. ÀÉYEL), X (diz) a Y que se alegre!" - e na forma oriental em duas frases, uma sem predicado na terceira pessoa, e uma na segunda pessoa - "A a B; alegra-te, ou também, salve". O pré-escrito oriental é o mais usado pelos cristãos primitivos, assim acontece em quase todas as cartas neotestamentárias, em 1Clem, na Carta de Policarpo aos Filipenses e no Martírio de Policarpo; o pré-escrito grego encontra-se no NT em Tiago, estranhamente na carta das autoridades de Jerusalém que contém o chamado decreto dos apóstolos (At 15.23), estilisticamente correto no escrito fictício de Cláudio Lísias a Félix (At 23.26) e na maioria das cartas de Inácio (no entanto também deve figurar em InTral e Inf'ld); o pré-escrito de Barnabé contém somente a salutatio na segunda pessoa do plural. Os três elementos podem ser ampliados, os nomes na superscriptio e na adscriptio por relações de parentesco, títulos e honrarias do remetente e do destinatário, a salutatio Xaí.PELV por rrouá ou rrMLota ou por Kal. Eppwo8aL e semelhantes-". Paulo e Inácio são muito criativos na variação da superscriptio e da adscriptio. A salutatio paulina, co m a qual nos haveremos de ocupar brevemente, tem a forma básica XápLç úlJ.lv Kal. Etp~VTJ (1 Ts 1.1), Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, a qual depois Exemplos em DEISSMANN, Licht von Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, pp, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. 119-193; a citação na p. 160s. Ela é a exclusiva nas cartas cristãs-primitivas. Ela corresponde ao estilo epistolar grego, não ao estilo do Oriente Próximo, conforme o demonstrou G. FRIEDRICH contra LOHMEYER. 123 Cf. WENDLAND, p. 412s. 121 122

§ 3. As CARTAS ANTIGAS E CRISTÃS-PRIMITIVAS

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{intenso / inovador}


Sinopse

''O relacionamento de Marion (Valeria Bruni Tedeschi) e Gilles (Stéphanie Freiss), narrado do divórcio deles até o dia em que se conheceram.''
***** ''Ainda não podemos dizer se a moda do filme-de-trás-para-a-frente é passageira ou se veio para ficar e levar o cinema narrativo a tratar sua velha obsessão finalista com uma saudável regressão: afinal, o verdadeiro mistério não estaria no início das coisas, em seu nascimento? Para o cineasta francês François Ozon, que sempre soube como começar os seus filmes, mas quase nunca como fechá-los, a moda caiu bem. Em "Amor em 5 Tempos" (a história de um casamento Jogos de Estilizado de Graça para Baixar cinco seqüências), ele chega ao seu mais enxuto exercício Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Ozon retoma a estrutura do-inferno-ao-céu de Irreversível, o polêmico filme-invenção de Gaspar Noé, evitando-lhe os excessos traumáticos. Ozon oferece uma variação mais fácil de digerir, evitando incorrer no erro (fatal) de lhe repetir o tom. O inferno, para Ozon, é uma relação conjugal morta, em banho-maria. Seu filme começa com uma cena de separação até certo ponto amigável e retorna no tempo para os silêncios e hiatos que corroeram a relação. Nos filmes-de-trás-para-a-frente, o tempo é sempre o protagonista. A cada elipse temporal, a ambigüidade dos personagens e da própria narrativa tende a crescer e com ela, o trabalho interpretativo do espectador. Em seu "Amor em 5 Tempos", porém, François Ozon reduz meio levianamente a uma única questão, a da fidelidade sexual, toda a potencial ambigüidade de seu drama-conjugal-invertido." (Tiago Mata Machado)

''O jovem diretor francês François Ozon foi buscar inspiração no Bergman de Cenas de um Casamento para realizar O Amor em 5 Tempos, mas a superficialidade do roteiro deixa seu filme bem aquém do realizado pelo mestre sueco, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. A semelhança mais forte fica por conta do reencontro sexual de um casal divorciado e pára por aí. A estrutura do filme, episódica e em flashback, faz lembrar também o polêmico Irreversível, de Gaspar Noé. Mas Ozon não quer chocar. E pelo visto nem fazer o espectador pensar muito. É com um didatismo de revista feminina, dessas tipo Cláudia ou Nova, que ''O Amor em 5 Tempos'' passeia pelas etapas de uma relação, desde o início do namoro até o divórcio, só que na cronologia inversa. As canções românticas italianas, intencionalmente over, ajudam a conferir um tom caricatural a certas situações. Como se Ozon estivesse dizendo ao espectador que o filme é muito mais um exercício de estilo do que algo para ser levado a sério. O problema é que como exercício de estilo ele não é inovador o suficiente para sustentar o interesse. Há um claro desequilíbrio no retrato dos personagens Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Todas as atitudes que podem contribuir para o fracasso da relação partem de Gilles: no primeiro episódio, é ele quem quer fazer sexo à força; no segundo, manifesta tendências homossexuais ao se interessar pelo namorado do irmão; no terceiro, se recusa a acompanhar o nascimento do próprio filho; no quarto episódio, não comparece na noite de núpcias, deixando em Marion uma sensação de frustração que justifica o desvio de conduta dela; e no quinto, que mostra o momento em que os dois iniciam a relação, o desinteresse dele pela namorada de quatro anos já serve como indício de que este seria seu tempo-limite, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Ou seja, Marion não tem absolutamente culpa nenhuma na história. Embora Gilles não seja apresentado de forma vilanizada, talvez o romance dos dois tivesse outro fim se ele não cometesse tantos erros. Mas o personagem dele não tem profundidade suficiente para que possamos compreender seu comportamento. Em seu melhor filme, Sob A Areia, Ozon mostrou que sabe contar a história de uma relação amorosa fracassada de forma inteligente e original. Ali, saía-se do cinema com a sensação de que ainda havia muito o que refletir sobre o filme. No caso de O Amor em 5 Tempos, parece que as respostas estão nas revistas velhas da sala de espera do consultório do dentista." (Marcelo Janot)

Uma opinião detalhista sobre o novo filme deste belo cineasta.

''François Ozon é um caso único no cinema francês. Sem ter ainda completado 40 anos de idade, ele é talvez o diretor mais prolífico e eclético de seu país. Desde sua estréia nos longas-metragens, em 1998 (depois de um extenso currículo nos curtas), com a comédia de humor negro Sitcom – Nossa Linda Família, Ozon lança praticamente um filme por ano. Uma espécie de Woody Allen europeu. Com o selo de qualidade que seu nome adquiriu com o passar destes poucos anos, invariavelmente seus trabalhos são figurinhas carimbadas nos principais festivais ao redor do mundo. Foi o caso de Gotas D´Água em Pedras Escaldantes, selecionado para a Berlinare de 2000 (vencida pelo americano Magnólia); Sob a Areia, estrelado por Charlotte Rampling e concorrente a três Césars em 2002; Oito Mulheres, talvez seu maior sucesso comercial, tanto na França quanto no estrangeiro YouTube By Click Premium Crack Patch 2.3.14 With Activation Key Latest 2021 com seu elenco de estrelas liderado por Catherine Deneuve e Fanny Ardant, integrou a mostra competitiva do Festival de Berlim de 2003 (vencida, naquela ano por Domingo Sangrento e A Viagem de Chihiro); e, por fim, Swimming Pool – À Beira da Piscina, novamente com sua musa Charlote Rampling, exibido em competição no Festival de Cannes em 2003 (cuja Palma de Ouro foi parar nas mãos de Gus Van Sant, por seu Elefante). Prova da sua incrível produtividade é que, depois deste O Amor em 5 Tempos, que estreou na França em 2004 e só agora ao Brasil, Ozon já lançou O Tempo que Resta, pelo ganhou o segundo lugar do Festival Internacional de Cinema em Valladolid, na Espanha, em 2005. Com O Amor em 5 Tempos também não foi diferente: o filme concorreu ao Leão de Ouro no Festival de Veneza, vencido ao final por O Segredo de Vera Drake, de Mike Leigh. ''O Amor em 5 Tempos''. No original, 5x2. Um título que, a rigor, praticamente resume o filme por inteiro. Ozon se propõe a contar a vida de um casal através de cinco momentos relevantes de suas vidas. A diferença é que a estrutura narrativa é colocada na ordem inversa. Assim, o espectador logo é apresentado aos protagonistas Aiseesoft Video Converter Ultimate v9.2.70 With Crack [Newest] momento da formalização do divórcio, e vai regredindo na história até o primeiro encontro da dupla, ocorrido meio que por acaso, durante umas férias na Itália. Os personagens centrais são Marion (Valeria Bruni Tedeschi) e Gilles (Stéphane Freiss). A fita pouco se descola de ambos. Ainda assim, pelo sua própria construção esquemática, não ficamos sabendo muito do passado de ambos. JP Software Take Command 27.01.24 With Crack Free Download 2021 possível, no entanto, inferir características de cada um, pelas feições e personalidades que eles vão “adquirindo” ao longo da trama. À medida que o filme avança – ou retrocede –Gilles vai ficando com o rosto mais à mostra, sem a barba cerrada e as linhas de expressão que demonstra no início. Em outras palavras, Gilles vai rejuvenescendo, revelando-se um homem Jogos de Estilizado de Graça para Baixar e em Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Por outro lado, mostra-se também uma pessoa imatura, que apesar de possuir um bom posto de trabalho, não tem coragem de comparecer ao nascimento do seu filho Nicolas, apesar de chamado a tempo pela esposa. Além disso, Gilles não transparece ser daqueles mais adeptos à fidelidade conjugal ou mais chegado a compromissos amorosos mais sérios. Em determinada passagem do filme, durante um jantar íntimo, confessa ao seu irmão gay e respectivo namorado que participara de orgias com a própria esposa, e que não pensou duas vezes em ter relações com outras pessoas (homens e mulheres) na frente de sua parceira, quando esta não conseguiu embarcar na experiência, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Ao final – ou no início – vemos que quando o casal central se conhece, Gilles está comprometido com Valerie, sua namorada há quatro anos e com quem já pensa em se casar. Nem mesmo isso o impediu de investir em Marion, praticamente sob às vistas de Valerie. O mesmo pode se dizer em relação a Marion. Se no início da fita, seu olhar guarda algo de melancólico, quase sempre marejado de lágrimas, ao longo da projeção passamos a conhecer uma outra Marion, mais alegre, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, que não se importa de viajar sozinha nas férias. Na primeira relação sexual do casal (ou a última), a personagem é extremamente tímida, esconde-se por baixo de toalhas e cobertores. O recuo da história vai nos mostrar uma Marion bem mais liberal, que tolera participar de festas de swing, de se insinuar para o namorado gay de seu cunhado, e de realizar um sexo proibido com um estranho que surge de dentro das folhagens, na hora mais inusitada possível. Apesar da estrutura invertida, que faz com conheçamos desde logo o destino do casal, nos pegamos torcendo por aquele romance. Queremos que os dois se entendam. Ao nos lembrarmos da impossibilidade do fato, o filme assume um tom melancólico, especialmente à medida que seu fim se aproxima e a dupla vai mais e mais se apaixonando. O mar emoldurado por um bucólico pôr-do-sol estampado na última cena traduz-se num falso happy-end, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Só nos resta esperar, com uma tristeza no ar, para que Marion e Gilles, entre eles ou com outros parceiros, acertem da próxima vez. Não sei se esta foi sua intenção, mas Ozon parece demonstrar sua descrença em relação à instituição do casamento. Não digo isso apenas pela opção de já começar pela separação. Essa é a evidência mais óbvia, mas que poderia ser rebatida pelo argumento de que a inversão dos fatos é apenas uma escolha de narrativa. O diretor passa essa mensagem mais cética sobre o matrimônio em várias outras passagens: em nenhum dos cinco flashes, vemos o casal Marion e Gilles exatamente felizes. No segundo episódio, o cunhado de Gilles indaga à Marion se o casal já superou determinados problemas, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, sem especificar quais, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar que indicaria que a união, naquele momento, já não corria às mil maravilhas Ainda neste episódio, Gilles, no meio da noite, abandona a cama de casal e vai dormir com o filho, que supostamente estaria chorando. Pelo seu olhar de soslaio, percebemos que a história não era bem essa. No terceiro, Gilles simplesmente tem um bloqueio inexplicável que o impede de estar ao lado da esposa no momento do parto. E no quarto, o do casamento propriamente dito, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, a falta de sexo na noite de núpcias prenuncia os desencontros futuros. Ozon trabalha de forma sutil e hábil algumas ambigüidades: Marion e Gilles não transam logo após a cerimônia do casamento. Vencido pelo cansaço da festa, Gilles sequer vê a tentativa de Marion seduzi-lo com um strip-tease improvisado. Ao contrário, o casal vai para a cama, ainda que de forma desapaixonada, em seguida à assinatura dos papéis do divórcio. Como se a relação íntima dos ex-cônjuges dependesse do rompimento do laço de fidelidade e de compromisso. Noise Ninja For Photoshop 2.1.0 crack serial keygen disso, é particularmente feliz a escolha de entrecortar os episódios com canções italianas, que pontuam o estado de espírito dos personagens nos respectivos momentos do filme. Por último, reparem como as extensas e minuciosas citações da legislação francesa no ato da separação se aproximam – ainda que para dizerem coisas opostas – daquelas mencionadas na igreja, quando o casal encontra-se no altar, celebrando o matrimônio religioso. Os artigos de lei repetidos à exaustão pelo juiz de direito define os detalhes da divisão de bens, da pensão e do regime de visitas do filho, enfim o encerramento de uma vida a dois. Os outros artigos, pronunciados pelo padre, estabelecem justamente o contrário. Em síntese: a mesma lei que disciplina a relação jurídica da união entre as pessoas, também disciplina a relação jurídica da quebra desta mesma união. No fundo, num mundo civilizado como o nosso, inteiramente codificado por leis, artigos, incisos e parágrafos, cuja única função é permitir que não vivamos no absoluto caos, o que faz nos separarmos uns dos outros somos nós mesmos." (Régis Trigo)

A história de um casal contada magistralmente de trás para a frente.

''Ver os filmes de François Ozon é sempre um prazer. Não há nele nenhum traço do pior cinema francês, ou seja, ou um intelectualismo arrogante e frio ou um comercialismo estereotipado, rasteiro e sem inspiração, que tanto lembra as produções brasileiras destinadas ao mercado – a última catástrofe desse tipo é O Mistério da Irmã Vap, versão povo, Um Crime Delicado, do lado dos pretensos filmes-cabeça. O diretor nascido em Paris é o que podemos chamar de um autor, mas não tem um cinema enigmático, exasperante e inacessível de um Bruno Dummont (que acaba de vencer o Grande Prêmio do Júri, em Cannes, por Flandres) ou Benoît Jacquot (Os Atores), por exemplo. Tampouco resvala no cinema imbecil de um Luc Besson. É uma agradável amálgama das duas vertentes. Seu 5 X 2 é, dentre os seus filmes, o de melhor realização na parte de decupagem, direção e roteiro, além da edição, um primor. Só não conseguiu de seus atores interpretações densas como a de Charlote Rampling em Sob a Areia e Swimming Pool. Conta a história de um casal começando pelo divórcio: quem fica com o que, os horários das visitas do único filho, a assinatura do fim do casamento. Daí em diante o filme vai retrocedendo até terminar quando eles se conheceram pela primeira vez e se apaixonaram. É um típico final feliz, mas com travo amargo: sabemos o fim da história, que é triste. Para esse enredo cativante e funcional, Ozon destila uma técnica límpida que lembra os grandes artesões de Hollywood, o período áureo das comédias românticas da década de 60. Não há virtuosismo de câmera, nem citações desnecessárias: tudo que poderia atrapalhar o andamento da trama é eliminado, num imenso esforço de parecer o mais Video Converter Archives - Page 2 of 2 - All Latest Crack Software Free Download possível. Tanto que a trilha sonora traz músicas italianas lacrimejantes que falam de amores destruídos, sentimentos hiperbólicos, enormes dores-de-cotovelo, derramadas declarações de amor. São usadas com parcimônia e elegância, de forma que soam como discretos comentários irônicos. Sim, seus outros filmes eram mais ambiciosos e de realização mais difícil, pelo menos na aparência, como o sucesso Gotas D’água em Pedras Escaldantes, que Ozon adaptou de uma peça de Rainer Werner Fassbinder. A audácia aqui não está nas estéreis maquinações virtuosísticas, mas em contar uma história de amor da maneira mais funcional possível. Se fosse fácil, todos fariam, o que não é, em definitivo, o caso. Pela humildade, ponto para François Ozon." (Demetrius Caesar)

''A reavaliação do seu relacionamento é quase certa no momento em que você assiste ''O Amor em Jogos de Estilizado de Graça para Baixar Tempos'' e acompanha passo-a-passo o caminho do divorcio até a construção de um casamento de trás para frente. Como avaliar uma relação se tornando imparcial em diversos momentos. Bem é isso que vemos no filme O Amor em Cinco Tempos, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, do diretor francês François Ozon, um filme que podemos dizer um tanto quanto excêntrico por ser mostrado de trás para frente. Não, está errado se pensou em algo estilo Kill Bill e Pulp Fiction, o filme realmente acontece em 5 atos, 5 tempos que podemos dizer que são marcantes na vida de qualquer casal. O divorcio e a primeira transa após ele, com uma cena de um estupro concedido e aceito, logo após temos um momento familiar do casal onde recebem o irmão gay do marido junto com seu namorado 15 anos mais novo, para jantarem, dançarem e trocarem confissões às vezes um tanto sórdidas e meticulosas da vida de um casal, logo em seguida temos o nascimento do 1º e único filho do casal, acompanhado da cerimônia de casamento junto com a 1ª infidelidade e logo em seguida o 1º encontro do casal e finalmente um fim. O filme é ótimo, existem inúmeros fatores a serem avaliados, se for assistido por um casal, posso garantir que em algum ponto do filme vai rolar aquela identificação básica e aquelas saias justas que o casal passou, se você for sozinho, cabe uma auto avaliação do desempenho dos seus últimos relacionamentos. Apesar do filme se apresentar em um estilo comédia romântica, na verdade é um drama bem pesado, com todos os altos e baixos de um relacionamento triturados e colocados Jogos de Estilizado de Graça para Baixar tela para ser digerido da melhor forma possível. Um fator que se deixa bem obvio do começo até o fim do filme é o deterioramento do relacionamento e como o marido ajudou em muitas partes para que esse relacionamento chegasse ao ponto que chegou, fosse por inadimplência em momentos que a mulher necessitava dele, necessitava da presença, do companheirismo e do carinho dele, até momentos em que suas palavras ríspidas e bruscas, faziam com que alguns se remexessem nas poltronas do HSBC Belas Artes demonstrando certo desgosto pelo fato ocorrido. Em muitos momentos o marido, Gilles se coloca como o macho dominador da espécime frente a sua mulher Maríon. O drama em todas as 5 cenas é marcado por magoas, ausências, desamores, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, intrigas e mentiras e muitas vezes é sempre Gilles que tem parte nelas, demonstrando dessa forma a fragilidade na qual um relacionamento pode se desfazer em pequenos incidentes e situações cotidianas do casal, sendo muitas vezes por ciúmes e até mesmo por conflitos de idéias ou mentiras adormecidas. Para quem não conhece os gêneros franceses de filme, esse é um ótimo para começar, pois tal foge de todo o contexto, Day Bye Day viveram felizes para sempre dos filmes Holywoodianos, intrigas e perguntas sem respostas são deixadas no ar, para que assim sejam tiradas as conclusões de cada um, de acordo com os conceitos de cada, realmente é um filme excelente, em alguns pontos, cansativo por você já saber o final, mais o que te segura na poltrona é querer saber aonde foram os pontos Final Cut Pro X For Mac 10.5.4 Crack & License Key Torrent Download 2021 para chegarem a tal." ( Junior de Barros)

''''O francês François Ozon não faz filmes, digamos, convencionais. Por trás de histórias simples (que nas mãos da maioria dos diretores cairiam na mesmice de todos os dias), Ozon consegue lançar um olhar diferenciado e particular em aparentes tramas batidas. Isso é o que acontece em "O Amor em Cinco Tempos'', em que o diretor dá a sua visão sobre o relacionamento entre um homem e uma mulher, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. Dividido em cinco partes (aliás, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, essa pode ser uma das interpretações para o título do longa: cinco etapas de um relacionamento que possui dois pontos de vista), o filme já começa com o que se convencionou chamar de final de romances: o momento da separação. Marion (Valeria Bruni-Tedeschi) e Gilles (Stéphane Freiss), em uma das primeiras cenas, sentam-se no escritório do advogado para assinar os termos do divórcio. Dali, eles vão parar em um quarto de um hotel onde pretendem passar a sua última noite juntos. Há alguns diálogos povoados de amenidades e olhares fortuitos, pois nenhum consegue encarar um ao outro. Já se sente algo diferente no ar: a nudez de Marion, o ato sexual distante que não é mais o fazer amor, pois é Jogos de Estilizado de Graça para Baixar o amor que está morrendo. E não há mais volta. A partir daí, segue-se a trajetória do casal através de uma cronologia reversa, de trás para frente. Vai se descobrindo, então, qual foi a causa do fim do casamento, as traições, os bons e maus momentos e, finalmente, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar, como eles se conheceram e o amor floresceu. Ozon coloca às avessas o filme romântico tradicional, que acaba com o casal apaixonado começando o relacionamento, sem saber das felicidades e dos desgostos que estão por vir. O final feliz, portanto, não engana o público, que conhece os suplícios pelos quais o casal deve passar. É de se perguntar: se as personagens soubessem pelos sofrimentos que iriam passar, será que elas ainda levariam a relação adiante? Essa questão já é respondida pela própria estrutura do filme, que funciona como um túnel do tempo. Desde o primeiro momento a platéia já sabe o que vai acontecer, mas mesmo assim o namoro acontece, o desejo engana, e o amor vinga da mesma maneira que morre. No entanto, as marcas estarão lá para sempre. Para o bem ou para o mal. Todas as camadas de um relacionamento vão sendo desveladas sem pressa; tudo em seu devido tempo, parece nos dizer Ozon. Não se deve atropelar os momentos vividos e, mesmo deixando um gosto amargo, a cena final é uma sensível homenagem ao amor que nasce. Brincando de Deus – Os personagens de "O Amor em Cinco Tempos" estão ali para serem manipulados pelo cineasta, que leva a história para o caminho que quiser. Mesmo possuindo situações idílicas, Ozon não deixa Marion e Gilles se iludirem. Como uma pitonisa, o diretor já prevê o destino infeliz das suas personagens com um sentimento apreensivo de compaixão, pois o fim é inevitável. A realidade é mais forte do que eles. E como os joguetes dessa pequena tragédia, Valeria Bruni-Tedeschi e Stéphane Freiss se encaixam com perfeição. As atuações são contidas, pois o filme e o sentimento que ele quer passar não são nunca arrebatadores. Mas, nem por isso, menos intensos. Não são personagens planos, mas também não são quebra-cabeças ambulantes. São simplesmente pessoas que se vêem presas a um relacionamento que não está dando certo. E Jogos de Estilizado de Graça para Baixar e Freiss estão ali, planos e anulados para que o diretor faça o que quiser com eles, preenchendo cada espaço de uma história que fará parte da personagem para todo o sempre, Jogos de Estilizado de Graça para Baixar. O cineasta francês sempre consegue tirar ótimas interpretações de seus atores e, em especial, das suas atrizes, por quem é reverenciado. Foi ele quem deu à atriz inglesa Charlotte Rampling a chance de brilhar novamente em dois ótimos papéis: a esposa cujo marido desaparece em Sob a Areia e a escritora com bloqueio criativo atormentada pela bela Ludivine Sagnier em Swimming Pool – À Beira da Piscina. Catherine Deneuve e Fanny Ardant estão à frente de um ótimo elenco feminino em 8 Mulheres, tentativa de transpor o gênero musical para a atualidade. E, mais recentemente, dirigiu a dama do cinema francês Jeanne Moreau em Le Temps qui Reste." (Revista de Cinema)

2004 Lion Veneza

Fidélité Productions France 2 Cinéma FOZ Canal+ CinéCinéma Gimages 6 Banque Populaire Images 4 Cofimage 14 Région Ile-de-France

Diretor: François Ozon

7.286 users / 426 face

24 Metacritic

Date 01/10/2015Poster - #######
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